Depois do sucesso que foi Half Bad, o primeiro volume da série Meia Vida, foi confirmado o segundo volume, intitulado "Half Wild", no Brasil. Escrito por Sally Green o livro está previsto para dia 6 de julho! Confira a capa e a sinopse:


Sinopse: Na Inglaterra, onde duas facções rivais de bruxos dividem espaço com os humanos, Nathan é considerado uma abominação. Além de ser um mestiço — filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras —, seu pai, Marcus, é o bruxo mais cruel e poderoso que já existiu. Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado. E Nathan não pode confiar em ninguém. Em Half Wild, após descobrir seu dom mágico, mesmo sem ainda conseguir controlá-lo, Nathan se une aos rebeldes da Luz e das Sombras de toda a Europa para derrubar Soul, líder tirânico do Conselho, e os caçadores, cujo domínio se espalhou para além da Inglaterra. O Conselho de bruxos da Luz continua em sua cola e não vai parar até ele ser capturado e obrigado a matar o próprio pai, cumprindo a profecia. Nathan vai precisar encontrar um modo de conviver com seu lado selvagem, descobrir quem são seus verdadeiros aliados e — principalmente — quem é seu verdadeiro amor.

A série foi comprada pela Fox 2000, e, em breve teremos mais uma série fantástica para assistirmos! Adorei a capa e sinopse e estou muito ansiosa para prosseguir nessa leitura. 


Livro: O Lírio Dourado
Título original: The Golden Lily
Autor (a): Richelle Mead
Editora: Seguinte
Páginas: 424
ISBN: 9788565765268

Sinopse: Em sua última missão, a alquimista Sydney Sage foi enviada a um colégio interno na Califórnia para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir, e assim evitar uma guerra civil entre os vampiros que certamente afetaria a humanidade. Porém, a convivência com Jill, Eddie e principalmente Adrian leva Sydney a perceber que talvez os Moroi não sejam criaturas tão terríveis assim - e ela passa a questionar os dogmas que lhe foram ensinados desde a infância.Tudo se torna ainda mais complicado quando Sydney descobre que talvez tenha a chave para evitar a transformação em Strigoi, vampiros malignos e imortais, mas esse poder mágico a assusta. Igualmente difícil é seu novo romance com Brayden, um cara bonito e inteligente que parece combinar com Sydney em todos os sentidos. Porém, por mais perfeito que ele seja, Sydney se sente atraída por outra pessoa - alguém proibido para ela. E quando um segredo chocante ameaça deixar o mundo dos vampiros em pedaços, a lealdade de Sydney será colocada mais uma vez à prova. Ela confiará nos alquimistas ou em seu coração?

SÉRIE "BLOODLINES"
    1.   Laços de Sangue
    2.  Lírio Dourado 
    3.  O Feitiço Azul
    4.  Coração Ardente 


O Lírio Dourado é  o segundo livro da série Bloodlines, escrita por Richelle Mead. Blodlines foi publicada pela editora Seguinte em 2013 e é spin-off da série-base Academia de Vampiros, que já teve sua adaptação para as telas. Confira a resenha a seguir:
     A missão de Sydney como alquimista ainda está de pé. A fim de proteger a humanidade do conhecimento sobre os vampiros — chamados Moroi — e os meio-vampiros, Sydney terá que se disfarçar junto à herdeira da coroa vampira, Jill, numa escola humana, com a finalidade de afastar os rebeldes que tentavam desequilibrar o mundo Moroi. Mas agora Angeline — que veio de um sociedade de vampiros conservadora e isolada — também emerge nessa missão, e acaba se tornando um desafio para Eddie e Sydney, devido suas tradições e características mais rústicas. 
     É dentro desse contexto que Sidney engata em um relacionamento com Brayden, um garoto extremamente inteligente e parecido com ela. Contudo, nossa protagonista acaba não se sentindo satisfeita e percebe sua atração pelo Moroi Adrian.
     Ensinada desde criança a temer e odiar os Moroi, Sydney terá sua lealdade testada novamente. Perdida dentro desse conflito entre a sua crença perante os vampiros e seu verdadeiro sentimento que Sydney se encontra. Será que ela se deixaria levar pelo convívio com esses seres? Será que ela ignoraria todos os valores que recebera de seus superiores?
     Dimitri, Sônia e Adrian tomam a cena em O Lírio Dourado, buscando respostas para o que acontecera com Lee em "Laços de Sangue". Para piorar, talvez Sydney tenha a solução para a transformação dos vampiros em Strigoi — vampiros-mortos e sem emoções.

“A minha vida era uma luta constante para reprimir meu medo do inexplicável e tentar, desesperadamente, encontrar uma maneira de explicá-lo.” 

      O Lírio Dourado foi mais um livro em que Richelle Mead apresentou bravamente seus talentos. Sua narração tem uma característica própria e praticamente inexplicável. É uma narrativa encontrada em todos os livros escritos pela autora, seja da Academia de Vampiros, seja Georgina Kincaid ou seja Bloodlines. Trata-se de um enredo ágil, fluído e inteiramente envolvente. 
      E por mais que nesse segundo livro o incio tenha sido mais lento — em comparação com suas demais obras — Richelle resgatou toda sua capacidade de prender e seduzir o leitor. A partir de sua protagonista, a autora revivia o passado, numa espécie de fashback dinâmico e pouco cansativo  —  o que contribuiu imensamente para uma boa trama. 
      Mas ainda atribuo um enorme crédito aos personagens que ela cria. Eles são extremamente reais, concretos e peculiares, com suas qualidades e seus defeitos, sendo impossível odiá-los; não por serem queridos, mas por serem palpáveis demais. Essa habilidade de fazer o leitor se apegar, de uma forma ou outra, até em personagens "chatos", "malvados" e "cansativos" me lembra muito o escritor George R. R. Martin; sendo uma habilidade raríssima no mundo dos escritores. 
      Angeline foi uma grande carta na manga! Essa personagem deu uma pitada de humor ao livro e renovou o quadro de personagens da série. Ela era engraçada, agradável e demasiadamente diferente do que estávamos acostumados. Além disso, Trey teve uma participação bem mais interessante nesse volume, o que não ocorreu no passado.  
      Entretanto, o que deixa Bloodlines completamente instigante para os antigos fãs de Academia de Vampiros é a forma tão característica que Sydney enxerga o mundo e os demais personagens. Mesmo Richelle tendo uma mesma visão sobre um mesmo mundo, sobre os mesmos personagens, ela teve o cuidado e minuciosidade de encarnar tudo isso na visão das personagens — dos valores, entendimentos, experiência de vida das protagonistas —, e não dela. Ou seja, a protagonista Rose Hathaway tinha uma visão completamente diferente de Sydney sobre o personagem Dimitri ou sobre Adrian. Essa mudança de ponto de vista e o entendimento dos personagens foi interessantíssima para o leitor e mudou muito minha opinião sobre diversos fatos. 
      Dimitri está mais presente nesse segundo livro, o que me deixou muito mais envolvida. Mas Adrian também teve uma participação decisiva nesse enredo, sempre de seu modo irônico, sarcástico, rebelde, porém, ainda sim, sensível. 



      Claro que o romance estava bem mais presente nesse volume e bem mais conquistador. Fiquei vidrada torcendo pelo casal principal assim como eu torcia na série anterior pelou outro casal principal. Sydney se modificou, amadureceu e foi bem desenvolvida nesse volume, até mesmo nesse âmbito passional.
      Contudo, ainda tenho dificuldades de amar completamente Sydney como eu amava Rose na série-base. Sydney não tem toda a chama que Rose tinha, mas, em compensação, é extremamente calculista e inteligente. O que realmente me incomodou em O Lírio Dourado foi sua paranoia diante o seu peso. Sydney parecia prestar muito atenção na sua magreza e isso, apesar de ser um ponto positivo por mostrar um defeito grande, e a humanidade, da personagem, conseguiu me irritar.
Esses fatores citados, mostram o quanto Richelle se preocupou em moldar e forjar seus personagens... Diante essa falta de estima, ou fuga da realidade com as drogas, ou qualquer outro defeito que transpareça a fragilidade deles. 


 Livro: A Herdeira
Título original: The Heir
Autor (a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 390
ISBN: 9788565765657
Sinopse: "A Herdeira - Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia."


TRILOGIA "A SELEÇÃO"
    1.  A Seleção
    2.  A Elite
    2.5  O Príncipe & O Guarda
    3.  A Escolha
    4.  A Herdeira


   Desde "A Seleção", mais de vinte anos se passaram. O reinado de Maxon e America Schreave foi um dos melhores e mais inovadores que Iléia já teve, e, com ele, as mudanças foram significativas. O rei Maxon aboliu definitivamente o sistema injusto e preconceituoso das castas, imposto há incontáveis gerações por seus antepassados, a lei foi mudada e a herdeira ao trono é uma mulher. Mas há coisas que continuam as mesmas: a monarquia ainda existe, assim como as pessoas incontentes com ela. Os atuais rebeldes encontraram um novo objetivo para sua luta: o fim da monarquia. 
   Eadlyn Schreave é, por poucos minutos, a herdeira à coroa de Iléia – ela é a filha mais velha, gêmea de Ahren, e possui outros dois irmãos mais novos, Kaden e Osten. Eadlyn sempre soube que a responsabilidade de uma nação inteira um dia estará sob suas costas, e foi preparada, por toda sua vida, com toda a dureza que é necessária para formar um monarca digno de sua coroa. Quando o país passa por uma má fase e seu pai, o rei, está certo de que seu povo precisa de uma distração para acalmar os ânimos, contudo, o preço pode ser alto demais para a jovem. 
   O rei Maxon propõe uma Seleção, o meio mais usado para fazer o povo sentir como se fizesse parte do glorioso mundo da família real, e a maneira pela qual ele conheceu o amor de sua vida, America. Eadlyn, contudo, é muito mais relutante a ideia do que seus pais: ela não planeja casar tão cedo, e concorda com a Seleção apenas para o show, tendo feito acordo com seu pai que, se não encontrar alguém ama, poderá encerrá-la solteira. A jovem crê estar certa de como isso irá acabar, mas, o destino pode ter outros planos...

   Kiera Cass começou a escrever em 2007, abalada por uma tragédia local, tentou um monte de coisas para se recompor, resultando em se sentar para escrever uma história onde o seu personagem teve que lidar com seus problemas. Escrever lhe ajudou a lidar com todas as coisas que estava sentindo. Depois de adquirido o hábito de escrever, teve muitas idéias, incluindo "The Selection", best-seller número um em vendas, e um punhado de outras que estão esperando sua vez. 
    Nunca entendi muito bem o real motivo de vários autores (e essa é lista muito, muito longa mesmo!) criarem uma continuação que, de certo modo, seja desnecessária a sua história original. Claro, temos os indicadores óbvios: é fácil ir na onda de algo que já é sucesso, a facilidade em não precisar conquistar um público diferente, e, obviamente, o dinheiro. O que acontece é que, depois de muitas continuações terem estragado a história inteira para mim, criei muito receio quanto à elas. Esse era um dos meus principais medos em relação à leitura de A Herdeira — apesar de a história original não ser uma das minhas favoritas, tenho, sim, certo apego a ela. 
   Logo que terminei o primeiro livro da série A Seleção, tive sentimentos conflitantes em relação ao enredo: ao mesmo tempo em que a história de contos de fadas me encantou, não pude deixar de ignorar as falhas e repetições da história, nem a personalidade chata da protagonista, America. Depois do fim da história de America e Maxon, devo dizer que esperava algo diferente nessa continuação — e ao mesmo tempo em que encontrei, ainda não fiquei completamente satisfeita como gostaria.
    A narração segue o mesmo estilo tão conhecido de Cass, sendo em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Eadlyn. É a mesma escrita vista nos livros anteriores da série, com um toque bastante informal, ainda que bonita e com um ótimo ritmo de leitura. Sempre digo que a escrita dessa autora é a do tipo que você acaba não notando, por ser simples, mas isso nos faz ler página depois de página, e, quando nos damos conta, já estamos avançados na leitura. 


    O cenário do livro é exatamente o mesmo daquele no qual toda a série já se passou, o que, honestamente, me deixou um pouco "cansada". É claro, conhecer o palácio e o funcionamento das coisas foi realmente interessante quando não tínhamos nenhuma informação sobre tudo o que lá se passava; mas, nesse volume, que é novamente "introdutório" por se tratar de outra personagem, alguns fatores ficam repetitivos demais, o que deixou a leitura, em minha opinião, com um gostinho de "mais do mesmo". 
    Para ser justa, não é que Kiera Cass não dê uma certa inovada com suas cenas e passagens. Apesar da repetição existente, também vemos facetas novas, como as cozinhas do palácio e atividades que a princesa faz com os selecionados que diferem daquelas que seu pai escolheu. O livro muda o prisma de ótica por, sim, agora abordar o "outro lado" da Seleção. Mas, ainda sim, não pude deixar de me sentir como se já tinha visto tudo aquilo...
    Os personagens, por sua vez, foram meu ponto favorito do livro. Bem, aqui preciso ser clara: não estou falando de Eadlyn. Pensando sobre todos os comentários que chegaram ao meu conhecimento a respeito do livro, não dúvidas que o mais frequente foi um: a personalidade chata da primogênita dos Schreave. Apesar de reconhecer alguns traços irritantes, como a teimosia e o fato de Eadlyn ser extremamente mimada, devo dizer, em contrapartida, que não tive uma opinião ruim sobre ela. 
    Sim, algumas passagens podem ser irritantes, e, sim, ela é uma personagem frustrante. Mas, ao mesmo tempo, consegui entender algumas atitudes dela, e não pude deixar de encontrar até uma pontinha de razão nela, ainda que não repetiria algumas de suas atitudes — afinal, é impossível alguém decidir, de uma hora para outra, se dedicar a um futuro casamento que nem se quer deseja, entre outras coisas. 


Livro: Neve na Primavera
Título original: Blackberry Winter
Autor (a): Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Páginas: 336
ISBN: 9788581637211
Sinopse: "Neve na Primavera - Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho. Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade. Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve. Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos, Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava."

   Nesse livro, Sarah Jio intercala duas histórias para nos contar uma só: conhecemos Claire, uma jornalista dos tempos atuais, que luta todos os dias contra a dor de uma perda que mudou sua vida para sempre. Ela está perdida, se sentindo sozinha, e com o casamento desabando sob seus pés, enquanto apenas consegue ficar estática sobre tudo isso. 
   Ao mesmo tempo, somos levados à década de trinta, no qual a pobre camareira Vera luta para sobreviver e, ao mesmo tempo, sustentar seu filho pequeno como uma mãe solteira. Ela sofre todas as noites com o medo de deixar Daniel, de três anos, sozinho, e, ao retornar de um de seus turnos da madrugada. seu mundo desaba: Daniel sumiu de sua cama, e não há rastros dele. 
   Mais de setenta anos depois desse fato trágico que ainda está sem solução, Claire é envolvida por uma matéria sobre o repentino "Inverno das Amoras-pretas", uma expressão climática para designar uma onda de frio repentino no final de uma estação. O Inverno das Amoras-pretas acontece, por uma grande coincidência, no dia de 2 de Maio, a mesma data que aconteceu quase oitenta anos atrás; o exato mesmo dia do desaparecimento do pequeno Daniel. Qual será a relação desses fatos, e o que terá Claire a ver com o passado tão triste de Vera?

   Há um considerável tempo atrás, li o livro "Violetas de Março", e lembro que a história me marcou de uma maneira espetacular: começou como algo despretensioso, até um tanto lento no início, mas que, depois de poucas páginas, me deixou completamente imersa em um enredo doce, inteligente e extremamente emocionante. Ao ver que a Editora Novo Conceito lançaria outro livro da autora, Sarah Jio, não pude perder a oportunidade de conhecer a história: e, mais uma vez, fui completamente arrebatada pela genialidade presente.
   A obra é narrada em primeira pessoa, sendo alternada entre as personagens de Claire e Vera, uma, na Seattle do presente, e a outra na mesma cidade, porém, há mais de setenta anos atrás. Esse modo de narração não é, geralmente, o meu preferido, confesso; contudo, Jio torna o texto do livro tão pessoal, tão tocante, que é difícil imaginá-lo sendo contado de outra maneira. Sentimos na pele o que cada personagem está sentindo, suas dificuldades e dores, e tudo é apenas intensificado pela escrita presente na obra.
   Essa alternância entre o passado e os tempos atuais complementa de forma incrível os fatos narrados. De começo, não sabemos muito bem como as histórias se relacionam e no que a história da simples e amorosa Vera com seu filhinho, passando por dificuldades, tem a ver com a da atual Claire, uma jornalista talentosa que passa por um período de dor e luto e um casamento em crise. Mas, Jio nos surpreende ao, ao poucos, montar um cenário incrível e muito mais complexo do que se aparenta.
   Simples e bonita, sem grandes adornos nem metáforas, a escrita de Sarah Jio é tão pessoal que joga o leitor bem no meio de toda a situação que as personagens estão vivendo. Usando de descrições muito bem detalhadas, mas nada cansativas, dos cenários e — um elemento deveras importante a essa história — do clima, somos inseridos na história e sentimos como se fossemos nós que estivéssemos vivendo cada cena descrita, cada angústia contada e cada pequena felicidade.


   Neve na Primavera inova ao trazer os romances no plano de fundo, e, na realidade, nem lhes é dado muito destaque: e foi exatamente isso que adorei sobre o livro. Acredito que seja deveras comum um autor se perder e alongar o que é "fácil" e seguro como os romances, e — ainda que exista um pequeno (bem pequeno mesmo!) triângulo amoroso no presente — me chamou atenção e me encantou o fato de que claramente esse não é o foco da história: o foco é, na realidade, a dor. 
   A dor que Vera sente por ter perdido seu futuro, a dor que sente por ter perdido o amor de sua vida, por passar por dificuldades financeiras e não dar a Daniel tudo o que ela sempre sonhou dar. E, maior do que tudo isso, a dor que sente quando seu menino é tirado dela. E Claire, de uma maneira mais moderna mas tristemente parecida, tem dores parecidas; tudo isso somado com a dor de seu casamento começando a cair aos pedaços. E esse é o incrível: Jio faz você sentir cada pedacinho dessas dores como se fosse você que as estivesse vivendo. E tal fato é algo memorável a um(a) autor(a).


Olá, leitores! A Editora Record recentemente divulgou a capa nacional de "1 Milhão de Motivos para Casar". A editora já lançou diversos livros da autora, sendo "Quando em Roma", "Curvas de aprendiz", "Mentirinhas inocentes" e "Manual para Românticas Incorrigíveis". A previsão de lançamento do mais recente é para o final de junho. Confira a capa e sinopse abaixo! 

Quatro milhões de libras. Para Jessica Wild, este é um valor que ela nunca, nem em seus sonhos mais loucos, conseguiria ter. Porém é mais ou menos o quanto ganha quando sua amiga Grace morre e a deixa como herdeira. O único obstáculo entre Jess e a fortuna é um detalhezinho no testamento: seu nome aparece como Sra. Jessica Milton. A questão é que… bem… Grace sempre perguntava sobre a vida amorosa de Jess. Ela, por sua vez, sem acreditar no amor e na felicidade conjugal, acabou inventando um namorado – que viria a se tornar seu marido de mentira. O sortudo foi Anthony Milton, seu chefe. E agora Jess se vê em um beco sem saída: a única maneira de conseguir a herança é se casar com Anthony. Em cinquenta dias. E sem que ele saiba o verdadeiro motivo. Mas será que o casamento seria o melhor investimento para garantir a felicidade de Jess?


Confesso que nunca li um livro da autora, mas, depois dessa sinopse, não pude deixar de me interessar! Alguém aí já leu? O que achou? Conte-nos nos comentários! 


Livro: O Príncipe dos Canalhas
Título original: Lord of Scoundrels
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
ISBN: 9788580413991
Sinopse: "Sebastian Ballister é o grande e perigoso marquês de Dain, conhecido como lorde Belzebu: um homem com quem nenhuma dama respeitável deseja qualquer tipo de compromisso. Rejeitado pelo pai e humilhado pelos colegas de escola, ele nunca fez sucesso com as mulheres. E, a bem da verdade, está determinado a continuar desfrutando de sua vida depravada e pecadora, livre dos olhares traiçoeiros da conservadora sociedade parisiense. Até que um dia ele conhece Jessica Trent... Acostumado à repulsa das pessoas, Dain fica confuso ao deparar com aquela mulher tão independente e segura de si. Recém-chegada a Paris, sua única intenção é resgatar o irmão Bertie da má influência do arrogante lorde Belzebu. Liberal para sua época, Jessica não se deixa abater por escândalos e pelos tabus impostos pela sociedade – muito menos pela ameaça do diabo em pessoa. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que esse encontro seria capaz de despertar em Dain sentimentos há muito esquecidos. Tampouco que a inteligência e a virilidade dele pudessem desviar Jessica de seu caminho. Agora, com ambas as reputações na boca dos fofoqueiros e nas mãos dos apostadores, os dois começam um jogo de gato e rato recheado de intrigas, equívocos, armadilhas, paixões e desejos ardentes."



   Sebastian Ballister é um depravado altamente conhecido pela alta sociedade. O perigoso e infame Marquês de Dain é conhecido como Belzebu — o poderoso Príncipe dos Demônios mitológico —, devido a sua reputação de ser como o próprio demônio: feio, impetuoso e depravado. Ele é brutal com todos, não dando espaço para que ninguém entre em sua vida, sempre estando na companhia de meretrizes e no meio de jogos de azar. Insanamente rico e com problemas familiares antigos, nenhuma mulher jamais conseguiu o tirar de sua perfeita compostura: isto é, até conhecer Jessica Trent. 
   Jessica é uma verdadeira femme fatale. Com uma mentalidade muito afrente de seu tempo e não se deixando intimidar nem pela sociedade, nem pelos homens que pensam menos das mulheres, ela toma as rédeas de sua própria vida. Mesmo com idade o suficiente para ser uma solteirona, devido aos costumes da época, ela recebe diversas propostas de casamento e é cortejada por onde passa. Isso não a afeta, pois ela está decidida a viver sua vida como bem entende, e casar apenas com alguém que ame. 
   Eles se encontram, primeiramente, por acaso, e Jessica está certa de que o Belzebu não é uma boa companhia para seu irmão, que admira o marquês fervorosamente. Os dois passam se encontrar por acaso, e apesar de Jessica não dar a mínima atenção às fofocas da sociedade, especulações acerca de um possível envolvimento são levantadas. O que ocorre entre eles, contudo, é uma atração que nenhum dos dois esperava, mas grande demais para ser apenas ignorada; como os dois, tão diferentes e repulsivos um ao outro, podem lidar com esse poderoso sentimento? 

   Loretta Chase é uma renomada escritora de romances. "O Príncipe dos Canalhas", mesmo que publicado apenas esse ano pela Editora Arqueiro, é um livro publicado há mais de vinte anos atrás. Nesse ínterim, foi indicado e recebeu os mais diversos prêmios, sendo, inclusive, eleito o melhor romance histórico de todos os tempos. 
   Já li uma quantidade razoável de romances de época, e, apesar de a maioria contar com um enredo um tanto previsível e romances já conhecidos, ainda é um dos gêneros que mais me agradam quando preciso apenas ler "um livro bom". E, se devo me expressar livremente, "bom" era o que eu esperava da obra de Chase ao solicitá-la à Editora Arqueiro. É claro, imaginem minha surpresa quando encontrei algo muito além disso: encontrei um romance profundo, com personagens complexos, inteligente e muito bem desenvolvido. 


   A narração foi a primeira coisa a me conquistar em relação à obra. Escrita em terceira pessoa, ela alterna o foco entre as visões tanto de Jessica, quanto de Dain, nos fornecendo uma visão muito mais ampla e clara sobre o ponto de vista de cada um. Admirei muito a capacidade da autora de fazer essa troca rapidamente, com uma maestria incrível, sem mesmo que o leitor perceba, e nunca dando alarde. 
   Desse modo, a leitura vai fluindo de maneira incrível. A escrita delicada, poética e inteligente auxilia, e muito, nesse fator, mas não há algo específico que eu possa afirmar que defina a narração além de simples e puro talento. Loretta Chase é incrivelmente talentosa, e isso é algo que fica claro, tanto pela criação da história quanto pelo modo como ela a escreve. Não há como parar de ler de a obra, e entrei em um dilema muito conhecido: queria ler toda a história logo, ao mesmo tempo em que não queria que ela acabasse.
   Mas, apesar de ter amado a escrita, esse não é o ápice da obra. Esse título vai à seus personagens, que são incrivelmente bem construídos e extremamente reais. E isso sempre é ótimo, obviamente, mas, em minha opinião, creio que, por se tratar de um romance de época, a situação toda apenas é multiplicada.  Eu explico: todos sabemos que, nesse gênero, o foco sempre é o romance. O passado dos personagens, o desenvolvimento gradual ou o lado mais sombrio (e, por isso, mais real!) da história usualmente não é o destaque. E isso é compreensível e perdoável, exatamente por todos sabermos "qual é a do livro". 
    O Príncipe dos Canalhas, entretanto, conseguiu trazer todos os elementos essenciais a uma boa construção. E mesmo que isso não seja completamente inédito, já que outras séries de época também já se preocuparam em aprofundar seus personagens, essa é a primeira vez que vejo isso de maneira tão completa. A série "Os Bridgertons", por exemplo, é uma das minhas preferidas do gênero e uma das mais completas em minha opinião, mas, nem ela possui um personagem masculino que não seja estonteantemente lindo.

“Ele era Dain, o lorde Belzebu em pessoa. Não temia a fúria da Natureza nem a da sociedade civilizada.”

    E isso acontece aqui. Dain é um personagem que sofreu muito em uma idade tenra, e o modo como seu falecido pai o tratou o deixou duro e implacável, muitas vezes rude e temido. E apesar de ele, obviamente, não ser alguém essencialmente ruim, Chase quis criar um personagem que não fosse impecavelmente lindo, assim como acontece, muitas vezes, no mundo real. E não poderia ter adorado mais esse aspecto do livro!
   Jessica, por sua vez, é uma mulher linda e encantadora como muitas das heroínas românticas, mas ela também é incrivelmente forte e decidida. Mesmo em uma época na qual, tristemente, as mulheres tinham direitos praticamente nulos, ela consegue se impor e sabe muito bem que não deve ser rebaixada por nenhum homem. E Chase cria uma protagonista tão independente, inteligente e que foge dos esteriótipos perfeitamente, nunca parecendo forçada ou irreal demais à época na qual vive. 
   É claro, o romance dos dois funciona de forma impecável, também. Poucas vezes vi um casal com tanta química como Dain e Jessica, e isso contribuiu (e muuito!) para a leitura — eu não podia esperar a hora de dois ficarem juntos! Foi deveras divertido e incrivelmente envolvente ver como os dois, tão cheios de teimosia, mas astutos e decididos, se comportavam quando afrente de um sentimento que era estranho a ambos, e igualmente forte para os dois também. 
   A edição da Editora Arqueiro é simplesmente linda. A capa é muito bela, e conseguiu captar muito bem toda a atmosfera da história, e, na minha opinião, superou de longe a original (que, por sua vez, escolheu seguir o padrão das capas de romances de banca). Já a diagramação é limpa, mas ainda delicada, e não encontrei, durante a leitura, nenhum erro de revisão ou ortografia, o que é sempre ótimo. 
   Por fim, reafirmo que esse foi um ótimo, e um dos meus preferidos do ano. Não posso dizer que seja uma história que vai mudar a vida de quem a lê, contudo, definitivamente irá alegrar sua semana e trazer alguns suspiros à tona. Uma história envolvente e muito romântica, possivelmente o melhor livor do gênero que já li. Super recomendado!

Primeiro parágrafo do livro:
"Na primavera de 1792, Domicik Edward Guy de Ath Ballister, terceiro marquês de Dain, conde de Blackmoor, visconde de Launcells, barão de Ballister e Launcells, perdeu esposa e quatro filhos para o tifo. [...]"
Melhor quote:
"E ela não se soltou de seu pescoço. Não afastou sua boca da de Dain. Seu beijo era tão doce e inocentemente ardente quanto o dele era ousado e provocante. Ele se sentiu derreter soba aquele ardor virginal, como se ela fosse a chuva e ele um pilar."




Olá, leitores! Trago agora os lançamentos para o próximo mês, o de julho, de duas grandes editoras do mercado atual: Novo Conceito e Suma de Letras, e da novata, porém promissora, Editora Charme. Ainda há alguns livros a serem revelados, mas, os que já foram divulgados prometem agitar nosso mês! 


N O V O   C O N C E I T O
Fragmentados


Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria. Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe. O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.




Soldier
 Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos. Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra. SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.


Mentiras que confortam
Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção. Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe. Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.
Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje.



S U M A   D E   L E T R A S

O Retorno de Izabel
Determinada a levar o mesmo estilo de vida do assassino que a libertou do cativeiro, Sarai resolve sair sozinha em missão, com o propósito de matar o sádico e corrupto empresário Arthur Hamburg. No entanto, sem habilidades nem treinamento, os acontecimentos passam muito longe de sair como o planejado. Em perigo, Sarai nem acredita quando Victor Faust aparece para salvá-la — de novo. Apesar de irritado pelas atitudes inconsequentes dela, ele logo percebe que a garota não vai desistir de seus objetivos. Então não há outra opção para ele a não ser treiná-la. Com tamanha proximidade, para eles é impossível resistir à atração explosiva. Nem Victor nem Sarai podem disfarçar o que sentem, ou negar o desejo que os une. No entanto, depois de tantos anos de sofrimento e tantas cicatrizes emocionais, será que eles conseguirão lidar com um sentimento como amor? Só que Sarai — novamente na pele de Izabel Seyfried — ainda terá que passar por um último teste; um teste para provar se conseguirá viver ao lado de Victor, mas que, ao mesmo tempo, poderá fazê-la questionar os próprios sentimentos e tudo que sabe sobre esse homem.


À Flor Da Pele

Tudo na tímida Tenley Page intriga o tatuador Hayden Stryker de um modo que ninguém jamais conseguiu: do cabelo longo e esvoaçante com aroma de baunilha até a curva suave do quadril... E o interesse dele só aumenta quando ela pede que ele tatue um desenho incomum em suas costas.
Com seu jeito durão, Hayden é tudo que Tenley nunca se atreveu a desejar. A química entre os dois é instantânea e desperta nela o desejo de explorar o corpo escultural que há por baixo de tantas tatuagens. Traumatizada por um passado trágico, Tenley vê em Hayden a chance de um recomeço. No entanto, o que ela não sabe é que ele também tem segredos que o impedem de manter um relacionamento por muito tempo.
Quando os dois mergulham em uma relação excitante e enfim passam a confiar um no outro, lembranças e problemas batem à porta — e talvez nem mesmo a paixão entre eles seja capaz de fazê-los superar seus traumas.




E D I T O R A   C H A R M E


"Agora você é meu refúgio e, com certeza, o mais belo".Henrik e Caroline não poderiam ser mais diferentes.
Ele, o Marquês de Bridington, é um homem selvagem e inapropriado, que vive há anos no campo, fugindo dos fantasmas do seu passado obscuro e repleto de segredos. Ela, Caroline Mooren, a Baronesa de Clarington, é uma jovem destemida, com um passado doloroso, que recebe a missão de reformar a mansão e talvez o marquês, ao menos é o que a marquesa viúva espera. Ele é um caso perdido. Ela é uma mulher com um futuro incerto. Mas juntos, eles se completam e acendem a chama da paixão, que ambos acreditavam estar completamente extinguida, trazendo à tona segredos e temores que ambos escondem.
Se reerguer sob o peso do passado será uma batalha que ultrapassará os limites do refúgio que o marquês pensa ter construído, mas será que o amor é capaz de ultrapassar tantas barreiras e vencer, ou eles perderão tudo outra vez?



Conheça Liv Michaels. Podem ter passado sete anos, mas conheço-o em qualquer lugar. Claro, ele cresceu em todos os lugares certos, mas os seus cativantes olhos azuis e o sorriso arrogante estão exatamente do jeito que me lembro. Mesmo que eu prefira esquecer. Liv Michaels está quase lá. Ela é inteligente, determinada e está perto de conseguir o trabalho que sonhou por anos. O tempo curou suas feridas antigas e, até mesmo, seu coração partido da devastação de ser esmagado por seu primeiro amor. Conheça Vince Stone. As mulheres adoram um lutador, especialmente um bom. Sorte minha que sou muito bom. Mas há uma mulher que não está interessada. Não uma outra vez. Vince "o Invencível" Stone é a fantasia de toda mulher... forte, sexy, confiante e totalmente no controle. Ele cresceu no meio do caos e aprendeu a nunca se envolver. Ele acredita que o amor pode derrubá-lo. Ele adora as mulheres,trata-as bem, coloca suas próprias necessidades antes da sua... nos momentos a dois. Mas, com a maior luta de sua vida se aproximando, seu foco deve estar no treinamento. Quando o destino coloca Vince e Liv juntos novamente, não há como negar que a química ainda está lá. Mas será que Vince pode apagar as velhas cicatrizes do seu passado? Ou será que Liv é quem irá machucá-lo?



Adler se apaixonou à primeira vista. Quando conheceu Sarah, numa festa, ele soube que tudo em sua vida iria mudar. Após lutar muito para conseguir conquistar o amor de Sarah e realizar o seu sonho de casar com ela, Adler se vê preso num relacionamento morno, desgastado e fadado ao fracasso.
Cansado de viver aquela relação solitária, ele decide reconquistar sua mulher, mas ao ler uma carta endereçada a ela e segui-la em uma noite fria, ele se depara com aquilo que ele mais temia.
Será que Adler e Sarah conseguirão superar o desgaste da relação e o fantasma da perda da confiança, para salvar seu relacionamento? Ou será que é tarde demais para os dois?


Livro: Cova 312
Autor (a): Daniela Arbex
Editora: Geração Editorial
Páginas: 342
ISBN: 9788581302737
Sinopse: Menos de dois anos depois de seu surpreendente Best-seller de estreia, “Holocausto Brasileiro”, Daniela Arbex volta com mais um livro corajoso e revelador. Escrito como um romance, nele se conta a história real de como as Forças Armadas mataram pela tortura de um jovem militante político, forjaram seu suicídio e sumiram com seu corpo. Daniela Arbex reconstitui o calvário deste jovem, de seus companheiros e de sua família até sua morte e desaparecimento. E continua investigando até descobrir seu corpo na anônima Cova 312, que dá título ao livro. No final, uma revelação bombástica muda um capítulo da história do Brasil. Uma história apaixonante, cheia de mistério, poesia, tragédia e sofrimento.

    A repórter especial do jornal Tribuna de Minas — onde trabalha há vinte anos — lançou agora seu segundo livro, que foi originado de uma série de matérias iniciadas em 2002 a respeito das famílias desestruturadas pela ditadura militar. Depois de seu primeiro livro, “Holocausto Brasileiro” (eleito o Melhor Livro-Reportagem do ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte, e o Segundo Melhor Livro-Reportagem no Prêmio Jabuti), onde denunciou os maus tratos aos moradores de um hospício de Minas Gerais, Daniela Arbex entra agora com outra denúncia polêmica, que mexe com antigas feridas de uma época de trevas no Brasil.
    Tudo começa quando, em março de 2002, uma Comissão Estadual de Indenização às Vítimas de Tortura é instaurada em Minas Gerais, com o objetivo de investigar os casos de presos políticos desaparecidos durante a Ditadura Militar e determinar um pagamento de indenização às vítimas de tortura e, para o caso de mortes, às famílias das vítimas. A jornalista Daniela Arbex se interessa pelo caso e pensa em fazer uma reportagem sobre o assunto, planejando ir atrás dessas vítimas e de suas famílias, e recolher material para uma matéria sobre um assunto que queria escrever a muito tempo: a ditadura militar brasileira.
    Depois de algumas pesquisas e contatos com o deputado Nilmário Miranda, na época presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, Daniela chegou até os casos dos presos da penitenciária de Linhares, e descobriu que o único preso político que havia morrido (e o corpo nunca encontrado) foi Milton Soares de Castro, da guerrilha do Caparaó. Segundo o exército, ele havia se suicidado por enforcamento dentro de sua cela. Ao saber de toda a história, Daniela tomou uma decisão: não iria descansar enquanto não encontrasse o corpo de Milton.
    Ainda naquele ano de 2002, muitas matérias a respeito dos casos dos presos de Linhares saíram em destaque no Tribuna, com Daniela à frente de toda a investigação. E em dois meses de procura, chegou finalmente a descobrir a sepultura onde Milton havia sido enterrado (a Cova 312), no Cemitério Municipal de Juiz de Fora. A matéria saiu como o grande destaque da vez. Daniela finalmente havia encerrado sua missão. Mas, não havia. Ela queria ir mais além, e decidiu que, para se dar por satisfeita, investigaria tudo o que ocorreu com Milton até a hora de sua morte, que coincidiu com um interrogatório regado a muita tortura — o que dava uma centelha de certeza à jornalista de que, na verdade, o que ocorreu não fora suicídio.
    Com a ajuda de amigos, especialistas e pessoas que fizeram parte da vida de Milton — seus irmãos, seus companheiros de batalha e de penitenciária —, Daniela não só chegou à verdade dos fatos, como também contou a história de todos aqueles que lutaram por um país sem opressão, sem temores: e que por isso foram presos, torturados, mortos.

“Conhecer os episódios de vida e de morte dos militantes políticos me deu a oportunidade de desvendar um Brasil que ainda teme seus fantasmas e se acovarda diante do peso da culpa [...] Fazer silêncio diante de uma nação que foi esfacelada pela violência no passado e continua reproduzindo seus métodos de tortura e exclusão do período do arbítrio é compactuar com crimes dos quais podemos nos tornar vítimas. Pior que isso: reeditar nas ruas do país marchas pela ordem clamando o retorno da ditadura é desconhecer os anos de sombra que envolveram o Brasil [...]”

    O contato que tive com livros-reportagens se resumem a Euclides da Cunha e sua escrita formal, cheia de detalhes narrados com uma frieza jornalística característica. Apesar de ter o mesmo gênero, é aí que “Cova 312” mostra seu diferencial: a autora entra na realidade fria de um jeito “morno”, com sua afiada sensibilidade em relação a toda aquela investigação. Já havia ido a uma apresentação a respeito de seu primeiro livro, “Holocausto Brasileiro”, e mesmo com todos os pontos positivos que citaram sobre a obra de Daniela, não conseguiram me preparar para o impacto que essa sua outra obra teve sobre mim.
    A narrativa é comum para o gênero — em terceira pessoa, com um narrador observador (realmente falando, alguém que apurou os fatos para contar uma história). Porém, há capítulos em que Daniela, ao narrar sua experiência com a investigação em primeira pessoa, torna-se informal, diferente de quando narra a história investigada. Em muitos momentos, ela até recriou os diálogos (produtos de relatos de entrevistados e de suas gravações com as pessoas que teve de consultar durante sua jornada), ou seja, não é aquela narrativa linear de sempre, somente cheia de informações cruas. Houve um “algo a mais”, um envolvimento, que acaba sendo contagioso para quem lê (perdi a conta de quantas vezes meus olhos marejaram).

“Revolver o passado é vital para se fazer justiça e para consolidação do estado democrático de direito”.

    Não esperava que num livro-reportagem houvesse tantos detalhes pequenos e que, no fundo, faziam tanta diferença! Isso tudo lembrava que não estávamos lendo mais uma dessas reportagens que vemos nos noticiários todos os dias, em que as pessoas são tratadas como meros números (é comum vermos a velha fórmula de se noticiar: “X pessoas morreram hoje durante um assalto numa loja Y”). Mesmo os personagens menos importantes para a construção da reportagem tinham os nomes completos citados, e suas breves histórias de vida contadas.
    Também houve outro ponto que enriqueceu bastante a obra: Daniela foi clara em como conseguiu iniciar e terminar aquele projeto que determinara para si. Não foi como se todos aqueles dados que apresentou tivessem surgido do nada em suas mãos. Ela mostrou que o caminho para chegar até ali fora difícil, árduo. Foram meses e meses de dedicação para algo que ela realmente só conseguiu concluir em meados do ano passado — mas, que, como ela deixou bem claro, ficará marcado em sua carreira e em suas lembranças para sempre.


Intrínseca divulgou a capa e a sinopse do livro "Grey", que compartilha da história mostrada na trilogia Cinquenta Tons de Cinza, na visão do personagem Christian Grey. Escrito por E. L. James, o lançamento está previsto para o dia 18 de setembro desse ano, e pode contar com 400 mil exemplares espalhados pelo país. Confira a novidade: 


Sinopse: Christian Grey exerce controle em todas as coisas. Seu mundo é organizado, disciplinado e totalmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele cai em seu escritório, em um emaranhado de pernas e cabelo castanho. Ele tenta esquecê-la, mas em vez disso é levado para tempestade de emoções que ele não consegue compreender e nem resistir. Ao contrário de toda mulher que ele conheceu antes, a tímida Ana parece ver através dele – através do seu sucesso nos negócios e do seu estilo de vida até o coração frio e ferido de Christian. Será que estar com Ana irá dissipar os horrores da sua infância que assombram Christian todas as noites? Ou será que seus desejos sexuais sombrios, sua compulsão por controle e sua auto-aversão que preenche sua alma fará com que essa menina se afaste e destrua a pequena esperança que ela lhe oferece?

TRAILER CINQUENTA TONS DE CINZA
*Obs. A adaptação de “Cinquenta Tons Mais Escuros” estreará em 2017 e o desfecho da trilogia, “Cinquenta Tons de Liberdade”, em 2018.

O que acharam da capa? Achei super inovadora e diferente do estilo das capas da trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Apesar de nunca ter lido nenhum livro da autora, acabei me interessando por esse ponto de vista diferente de um personagem bem mais peculiar. E vocês? O que acharam? 





 Livro: Metamorfose?
Título original: Changeless
Autor (a): Gail Carriger
Editora: Editora Valentina
Páginas: 320
ISBN: 9788565859165

Sinopse: Alexia Maccon, a esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaparece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada.
Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer. Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se... lhe der vontade. 

TRILOGIA "O PROTETORADO DA SOMBRINHA"
    1.  Alma?
    2.  Metamorfose? 
    3.  Inocência?

Metamorfose? é a continuação de Alma? sendo o segundo volume da série “O Protetorado da Sombrinha”. Escrito por Gail Carriger foi publicado no Brasil pela Editora Valentina em 2013. Já Inocencia, o terceiro livro da trilogia, foi lançado no país em 2015. Confira a resenha.
 
      Tudo, enfim, parecia ter se encaixado na vida de Alexia, até ela se deparar, durante uma noite, com um exército de lobisomens acampados no jardim de sua casa. Revoltosos, os seres sobrenaturais culpavam Alexia por ter jogado uma praga – utilizando-se de seus poderes anulatórios – que estava transformando-os em humanos mortais. Essa maldição, contudo, poderia acabar com todo equilíbrio dos seres, já que os vampiros, os lobisomens e até os fantasmas estavam ameaçados de extinção. 
      Lord Maccon, seu marido, encaminhara-se para a Escócia, morada da sua antiga matilha para solucionar os problemas que dali surgiam, deixando ao encargo de Alexia a solução da complicação que assolava Londres. 
      Alexia, com ajuda de seus apetrechos futurísticos, começa a investigar a causa desse enorme e misterioso feitiço, e descobre, através de pistas e informações, que era da Escócia que, aparentemente, o problema era emanado. Nossa protagonista parte para o país de seu marido dentro de um dirigível, acompanhada por sua irmã, Felicity, sua amiga, Ivy Hisselpenny e por Madame Lefoux, uma inventora excepcional e um tanto misteriosa.
      Mas é durante essa viagem que Lady Maccon faz descobertas sobre o passado de seu marido, guiando-a, mais ainda, à origem da praga. Será que ela descobrirá segredos terríveis? Será que ela poderá provar que é inocente? 


      De todos os elementos desse livro, é impossível não amar Alexia, uma personagem marcante, cheia de atitude, coragem, força e muito humor! Seu jeito rebelde, criativo e marcante acaba conquistando o leitor e garantindo a leitura até o fim. 
      Porém, os demais personagens também tiveram espaço em Metamorfose, justamente pela trama ser narrada em terceira pessoa, com muita descrição e detalhes, além de permitir para o leitor, uma visão bem mais ampla dos acontecimentos.
      Apesar de eu ter sentindo a ausência do vampiro amiga de Alexia e o distanciamento de Lord Maccon em boa parte do enredo, adorei ter contato com Madame Lefoux, que é extremamente peculiar e distinta de outras personagens. Pelo seu modo esquisito de se vestir e por ser uma criativa inventora tecnologica, Madame Lefoux reforçou e muito o gênero steampunk, o elemento mais sedutor e o que mais me convenceu a apostar em “O Protetorado da Sombrinha”. 
      Em "Metamorfose?" as invenções estão bem mais presentes e bem mais inovadoras. Adorei a ideia de ter um dirigível e outras criações que acabaram tomando conta das cenas de ação.
      Steampunk é um gênero dentro da ficção cientifica que trazem histórias do passado – com características antigas – em que a tecnologia, a qual, nos tempos de hoje, ainda não temos acesso, já havia sido desenvolvida pela ciência e já estava disponível. Um dos grandes disseminadores desse gênero foi Julio Verne, que desenvolveu cenários e tempos antigos com a presença de robôs, motores complexos, máquinas a vapor, entre outros apetrechos inalcançáveis naquela época, dentro de nossa da realidade. 
      Esse estilo maluco da série – que, aliás, me lembra muito Sherlock Holmes e o mais novo filme de Os Três Mosqueteiros – diz muito sobre a própria autora, que, pela própria foto na orelha do livro se mostra muito peculiar e diferente.

"Porque? Quero dizer, porque você? Eu posso compreender perfeitamente o fato de alguém não gostar do meu marido. Eu não gosto dele intensamente a maior parte do tempo.”
      
     Mas Gail Carriger pecou um pouco na narrativa, que ficou  arrastada no começo e apressada demais no fim. Isso não quer dizer que a trama da autora foi menos complexa ou menos chamativa, somente senti falta da envolvência intensa, como ocorreu em "Alma?".
      Gostei muito mais, inclusive, dessa nova problemática do que a do livro anterior. Achei-a muito mais criativa por manter um mistério mais curioso e sedutor, e por ter mais elementos complexos. Entretanto, Gail Carriger concentrou muito sua trama na protagonista, sendo que os outros personagens – do livro anterior, principalmente – tinham muita potencialidade e nutriam a simpatia dos leitores. 
      O clímax de "Metamorfose?" foi eletrizante e instigador, assim como o desfecho que me fez ansiar loucamente a sua continuação. Independente das falhas de Gail Carriger, O Protetorado da Sombrinha continua sendo uma série muito bem arquitetada e avassaladora, sendo impossível largá-la em sua metade. 
      O livro é extremamente lindo! Adoro essa ilustração com características antigas, e, ao mesmo tempo, futurísticas. A capa apresenta algumas partes lisas que produzem reflexos, sendo que fonte da letra e as páginas amareladas são muito tranquilizadoras para uma leitura rápida e fluída. A diagramação interna é detalhada e perfeita para a trama. Fiquei imaginando quanto tempo custou para se fazer um designe tão minucioso e perfeito para os leitores; a Editora Valentina está de parabéns pela publicação. 
      "Metamorfose?" é extremamente indicado para quem apostou na série. Tem uma história original, bem humorada – capaz de fazê-lo rir – e cheia de ação e aventuras. Aprecio muito livros que trazem um pouco de cada característica literária e conseguem, mesmo assim, terem sucesso. No final das contas, Gail Carriger se tornou uma das autoras que mais admiro em uma construção de enredo!

Melhor Quote: Por um momento que lhe pareceu interminável, Lady Maccon soube que tudo estava perdido. Soube que o que o futuro lhe reservava era uma longa queda pelo éter e, em seguida, um baque triste e úmido. Mas, quando deu deu por si, parou com um movimento brusco, que a fez virar de cabeça para baixo, sua cabeça batendo com força na lateral da aeronave.
 





A Fox Film acaba de divulgar o trailer e pôster oficial de “Maze Runner – Prova de Fogo”, a tão esperada sequência do sucesso “Maze Runner: Correr ou Morrer”, dirigido por Wes Ball.

Adaptação de uma saga de livros escrita por James Dashner, a história gira em torno de Thomas, um garoto que acorda em um elevador sem memória alguma além de saber seu próprio nome. O elevador o leva à Clareira, um descampado cercado por muros com outros garotos que como ele só conseguem lembrar do nome. Os muros da Clareira formam um labirinto que se abre na manhã e se fecham à noite. Mas tudo muda quando certo dia uma garota aparece com uma reveladora mensagem. Neste próximo capitulo da saga épica “Maze Runner”, Thomas (Dylan O’Brien) e seus companheiros Clareanos vão encarar seus maiores desafios até agora: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, os Clareanos desafiam as forças superiores da C.R.U.E.L e descobrem seus terríveis planos para todos eles.

A estreia do prometido sucesso está prevista para 17 de setembro de 2015 e sua sequência, “Maze Runner: A Cura Mortal”, já se encontra em processo de pré-produção. Confira abaixo o trailer oficial!




Livro: A cidade Murada 
Título original: The walled city
Autor (a): Ryan Graudin
Editora: Seguinte
Páginas: 400
ISBN: 9788565765633

Sinopse: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho. Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

   Ryan Graudin nasceu na Carolina do sul, sempre rodeada de contos de fadas, músicas e irmãos que encenavam batalhas no quintal com ela. A autora frequentou uma escola que incentivava a arte no ensino médio. Entre concertos de violoncelo no corredor e slams no refeitório, ela decidiu que mais do que qualquer coisa na vida, queria escrever. “A Cidade Murada” é seu primeiro romance publicado no Brasil.

   A vida em Hak Nam é perigosa. Murada, espremida entre construções que se aglomeram e isso é passado de uma forma tão intensa no livro que cheguei a me sentir sufocada ao imaginar como seria viver ali, naquela cidade em que mal dá para ver o céu. O que uma vez foi uma construção com fins militares, acabou se tornando um local onde pessoas mais pobres, marginalizadas e criminosos passaram a morar.
   Lá vivem os três protagonistas do livro. Mei Yee, uma jovem garota que, ainda criança, foi vendida pelo pai para o dono de um bordel da cidade. Jin, irmã de Mei Yee, que está se refugiando em Hak Nam, depois de seguir a irmã quando foi vendida. Dai, um jovem que veio de família abastada que tem um propósito não revelado em Hak Nam.

   Conheci esse livro há alguns meses, antes de ser lançado no Brasil, através do NetGalley, porém não li o livro na época. Quando vi que seria lançado por aqui fui procurar novamente a sinopse do livro, assim que li já me senti encantada pelo livro. Não conhecia nenhum trabalho da autora, porém lia apenas resenhas positivas sobre o trabalho dela, o que me fez ansiar ainda mais pela leitura. A sinopse é bastante marcante, e me fez ter certas expectativas para o livro, porém nenhuma delas chegou aos pés deste livro incrível!
   Um ponto muito peculiar do livro é a narrativa. Acompanha três personagens diferentes (Mei Yee, Dai e Jin Ling), em jornadas diferentes, e as narrativas seguem esses três personagens. Gostei muito de como era nítida a diferença entre os personagens, a autora conseguiu definir e delinear muito bem cada um dos três protagonistas, de modo que mesmo sem ler quem era o narrador, ficava bastante claro quem estava contando a história.
   Além disso algo bem interessante também é que o livro faz uma contagem regressiva para algo que não nos é revelado de início. Foi um ponto que me fez virar as páginas com ainda mais ansiedade, pois precisava descobrir o que aconteceria no fim daquela contagem. A narrativa do livro foca mais no desenvolvimento dos personagens, um estilo de narrativa que particularmente me atrai bastante, e na ambientação, feita com maestria pela autora.

   “A Cidade Murada” de Hak Nam foi inspirada na real cidade murada da China, Kowloon. O livro traz uma realidade agressiva e complexa, que foi trabalhada pela autora de uma forma tão bonita. Pode parecer ambíguo, porém foi o que senti ao ler o livro. Há uma descrição crua da realidade de Hak Nam, porém a crueza é poética e me encantou. A ambientação é definitivamente um dos pontos mais fortes do livro!
   Os personagens foram outro aspecto do livro que me agradaram bastante. Mei Yee e Jin são irmãs, e sofreram com um lar abusivo. O pai era agressivo, e tratava as filhas e a esposa de forma violenta. Isso reflete principalmente no caráter de Jin, que fazia frente às agressões do pai para defender a mãe a a irmã. Jin representa bem o trecho da letra de Superheroes, da banda The Script, “all her life she has seen/ all the meaner side of men (...) now she’s stronger than you/ a heart of steel starts to grow” (por toda sua vida ela viu/ o pior lado do homem (...) agora ela é mais forte que você/ um coração de aço começou a crescer). Ela é um personagem cujo caráter foi fortalecido pelas pancadas que recebeu na vida. 
   Sua irmã, Mei Yee vive em uma situação extrema, escrava de um bordel, depois de todo o abuso que sofria em casa. Também é uma personagem cujo caráter é moldado e fortalecido pelas dificuldades que passou. E temos Dai, um personagem bastante misterioso e apresenta muitas facetas ao longo do livro, é um personagem esférico, o que me fez gostar muito dele — sua complexidade, sua profundidade, sua realidade. 


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