Olá leitores! Neste terceiro post (veja aqui o anterior) da coluna Li até a página 100 e...— que consiste em falar sobre as impressões que nós, como leitores, tivemos ao ler o livro até a página 100 — a obra tratada será O Caminho Para Casa, de Kristin Hannah. Então vamos adiante!


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "Jude tinha poucas lembranças de infância referentes ao Natal".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: Um drama que relata uma família perfeita, onde a mãe, Jude, tenta dar o seu melhor para proteger os filhos de todo o perigo que o mundo do ensino médio pode oferecer. Porém, a chegada de Lexi e sua fiel amizade muda a vida de todos.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
A leitura está se arrastando lentamente. Ainda é cedo para exigir muito do desenvolvimento dos personagens, mas até então eles ainda estão superficiais, deixando um pouco a desejar. 

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
Os protagonistas ainda não se fizeram muito claros, mas os melhores focos narrativos estão em Lexi e Jude. Ambas muito diferentes e prometem revelar sua complexidade ao longo da história. 

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

Fora então que aprendera a verdade sobre o amor – quanto estava próximo do ódio e como podia exaurir uma pessoa.

VAI CONTINUAR LENDO?
Sim, pois, apesar de a leitura e os personagens ainda não terem me conquistado, estou curiosa por chegar ao clímax prometido na sinopse em forma de tragédia (nada como uma boa tragédia para dar ânimo a um livro!).

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100:
"Seria um bom momento, pensava ela, para ter uma conversa séria com os filhos sobre o que acontecera na outra noite, na festa".


Livro: Aconteceu Naquele Verão
Título Original: Summer Days and Summer Nights
Autor (a): Vários Autores
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
ISBN: 978-85-510-0115-8
Sinopse: Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto "Mil maneiras de tudo isso dar errado". No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes - talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor. Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em "Cabeça, escamas, língua, calda", a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante "Inércia", dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo "O mapa das pequenas coisas perfeitas" é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz. A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

SOBRE A ORGANIZADORA 
Stephanie Perkins é autora de Isla e o Final Feliz, publicado pela Intrínseca. Mora com o marido em uma casa centenária, com cômodos pintados nas cores do arco-íris. Em Aconteceu Naquele Verão, a autora conta os próximos capítulos da história de North e Marigold, que teve início na coletânea O Presente do Meu Grande Amor (contos de Natal), também organizada por Perkins. Site da autora: stephanieperkins.com 


  
   Durante toda a semana, nós falamos sobre Aconteceu Naquele Verão, coletânea que reúne doze histórias de amor que acontecem na época mais animada do ano: o verão. Alguns dos contos foram resenhados, o preferido foi colocado em evidência, teve comentários sobre os autores preferidos da coletânea e muito mais. Se você perdeu e/ou ficou de fora, não se preocupe, pode acompanhar tudo clicando aqui. Neste último dia de desafio, venho fechar com chave de ouro, falando sobre mais alguns contos que merecem destaque. Vamos lá? 



PRAZER DOENTIO, DE FRANCESCA LI BLOCK. 

   Confesso que achei essa história bastante peculiar — principalmente pelos nomes dos personagens —, mas ainda assim foi uma experiência válida, já que a autora soube idealizar uma história que, mesmo sendo uma das mais curtas da coletânea, teve uma profundidade visível e que trouxe algo bem diferente dos demais contos, com uma atmosfera regada a bebidas, sexo e outras coisas. Em Prazer Doentio, I e A se conhecem numa festa e se apaixonam. Pressionada pelas amigas, I dispensa A, e os dois nunca mais se veem. Até I resolver escrever Prazer Doentio. 

EM NOVENTA MINUTOS, VÁ EM DIREÇÃO À NORTH, DE STEPHANIE PERKINS. 

   Quem amou o conto que Perkins escreveu em O Presente do Meu Grande Amor, coletânea que também organizou, vai adorar saber da novidade que ela escreveu uma continuação para ele em Aconteceu Naquele Verão. Vai ser incrível rever Marigold e North (dessa vez em outra estação) mais uma vez! A história de Perkins é uma das melhores da coletânea — ela sabe como elaborar uma boa e romântica trama. 


INÉRCIA, DE VERONICA ROTH. 

   E a querida assassina autora de Divergente também está presente em Aconteceu Naquele Verão, reforçando o seu talento para histórias futuristas (e bem feitas, claro). Para ser sincero, eu me senti como se assistisse a um excelente episódio da série Black Mirror! Em Inércia, um acidente põe a frente dois melhores amigos que não se falavam havia meses. E é hora deles colocarem na mesa tudo que nunca foi dito, antes que seja tarde demais. 

   Aconteceu Naquele Verão foi uma leitura extremamente válida, que alimentou minha alma e me fez dar uma chance ao amor — o que, claro, não significa que eu tenha me apaixonado por alguém e, sim, que eu tomei a iniciativa de me permitir vivenciar essa experiência. Em cada história eu encontrei uma mensagem, uma ideia e uma paixão, o que é bom, certo? No final, o que vale de uma leitura é o que podemos extrair de bom dela, e ao ler Aconteceu Naquele Verão eu pude aprender muitas coisas, como a importância de darmos atenção aos jovens e as crianças, sobre as dificuldades que os filhos enfrentam na separação dos pais, sobre as desventuras que um amor platônico acarreta, sobre o preconceito... e tudo isso me fez pensar. E fará o mesmo com todos vocês que decidirem dar uma chance ao livro. E, com sinceridade, espero que façam isso.




DIA 4 — AUTOR PREFERIDO DA COLETÂNEA.

   Estão gostando do Especial de Aconteceu Naquele Verão? Quem perdeu as publicações e a resenha do primeiro dia pode conferir tudo clicando aqui. No dia de hoje, vou falar sobre meus autores preferidos na coletânea, porque é literalmente impossível eu escolher apenas um! 

1 - CASSANDRA CLARE.
Acredito que a maioria de vocês já sabem que Cassandra Clare (Dama da Meia-Noite) é uma de minhas autoras preferidas. Foi amor à primeira vista, quando li Cidade dos Ossos. Clare é uma autora extremamente completa, só tenho elogios. 
INFORMAÇÕES: Cassandra Clare chegou ao primeiro lugar nas listas do New York Times, USA Today, Wall Street Jornal e Publishers Weekly com as séries best-sellers dos Caçadores de Sombras: Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Seus livros somam mais de 36 milhões de exemplares vendidos no mundo e foram traduzidos para mais de 35 idiomas. Um filme e uma série de TV foram inspirados em Os Instrumentos Mortais. Cassandra vive em Massachusetts. Visite sua páginas em cassandraclare.com e saiba mais sobre o mundo dos Caçadores de Sombras em shadowhunters.com
CONTO: Em NOVA ATRAÇÃO, conhecemos Lulu, uma garota de cabelos coloridos como o arco-íris que cresceu em um parque de diversões extremamente peculiar, o Parque de Terror Itinerante Cheio de Mistérios, Magia e Aquilo Que É Melhor Não Ver. A emoção da história inicia-se depois que, misteriosamente, o pai de Lulu vai embora, e ela tem que lidar com o tio enigmático, demônios, poções do amor e uma nova companhia terrivelmente charmosa — estilo Cassandra Clare! Com uma narração em primeira pessoa (sério, Clare escreveu em primeira pessoa!), a autora nos mostra que seu forte é realmente a fantasia e que seu estilo é inconfundível. Eu gostei muito da história, de verdade, contudo acredito que a autora não a desenvolveu de forma mais “agradável” justamente pela brevidade do gênero — o que talvez signifique que Clare seja melhor no romance. Nota: 9!



DIA 03 — UMA HISTÓRIA INTERESSANTE OU MISTERIOSA QUE JÁ ACONTECEU NO VERÃO.

   Eu, claro, nunca tive histórias apaixonantes, misteriosas e cheias de grandes aventuras que aconteceram num igualmente peculiar verão, mas ainda assim acredito que eu possa usar uma recente “aventura” para contar para vocês nesse terceiro dia do Especial de Aconteceu Naquele Verão (quem perdeu os posts anteriores pode conferir clicando aqui).
   Neste verão, eu fui a uma viagem que, para mim, foi uma verdadeira história interessante para contar aos meus filhos ou a qualquer outra pessoa, num presente ou futuro próximo. Apesar dos 17 anos, eu jamais cheguei a viajar — quando digo viajar, digo para bem longe mesmo — sem meus pais ou familiares, até que inventaram uma viagem de formatura para os alunos que estavam se formando no Instituto Federal onde estudava. 
   A viagem foi a coisa mais especial que eu já vivenciei e umas das experiências mais legais também. E, para dizer a verdade, eu nem ia para essa viagem — até que as coisas começaram a dar certo e eu comecei a entender que, por maiores que sejam os problemas, eu não poderia desperdiçar as oportunidades de me divertir e de ser feliz. Viajamos então para o sul do estado do Tocantins, especificamente em Aurora do Tocantins, nas proximidades do Rio Azuis, um dos menores do mundo e o menor da América Latina. Foram inúmeras horas de viagem, muita diversão, bebidas, festas, namoros e despedidas, e cada segundo valeu a pena, principalmente por estar ao lado de meus amigos e de pessoas tão especiais em minha vida. 

Eu não posso contar muito, mas o que aconteceu neste verão eu vou levar para toda a vida!
E vocês? Já vivenciaram uma grande história no Verão? 



DIA 2 — CONTO PREFERIDO | POR QUÊ? | QUAL HISTÓRIA DO LIVRO VOCÊ GOSTARIA DE VIVER NESSE VERÃO?

Como assim você não está sabendo do Especial de Aconteceu Naquele Verão que está acontecendo aqui no Palácio de Livros? Se perdeu o primeiro post ou (falando em futuro) quer acompanhar os demais, clique aqui. 👈

   Sobre o CONTO PREFERIDO, eu já havia comentando no post do primeiro dia que O FIM DO AMOR, de autoria de Nina LaCour, foi um dos contos que eu mais gostei, tanto pela escrita quanto pelo conteúdo do mesmo. No conto, somos apresentados a história de Flora que, abalada pelo divórcio dos pais, se inscreve em um curso de verão para se distrair e lá reencontra Mimi, sua primeira paixão. O dilema vivenciado pelos filhos que têm de conviver com a separação dos pais é um tema bastante recorrente — eu mesmo já vivenciei essa triste desventura —, e diariamente os jovens buscam formas de superar essa transformação social. O homossexualismo também é um tema que merece atenção nos dias de hoje e a forma como foi trabalhado no conto só reforça o pluralismo que é nosso mundo e isso, no momento, se configura como algo extremamente importante. Principalmente por nos fazer pensar.

 
   Sobre QUAL HISTÓRIA DO LIVRO EU GOSTARIA DE VIVER NESSE VERÃO... Bem, vamos ser sinceros, certo? Eu gostaria era de poder viver todas as histórias do livro. 😂 Quem não sonha em viver grandes histórias de amor hoje em dia? Minha vontade mesmo era de poder me aventurar pelo Cinemorte, em um quarto de hospital, em uma praia e em um parque de diversões, acompanhado por uma pessoa especial, que me mostrasse que todo verão tem sua própria história.



Estão gostando do Especial? Aguardo vocês no post de amanhã! 


Livro: Aconteceu Naquele Verão
Título Original: Summer Days and Summer Nights
Autor (a): Vários Autores
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
ISBN: 978-85-510-0115-8
Sinopse: Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto "Mil maneiras de tudo isso dar errado". No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes - talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor. Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em "Cabeça, escamas, língua, calda", a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante "Inércia", dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo "O mapa das pequenas coisas perfeitas" é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz. A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

SOBRE A ORGANIZADORA 
Stephanie Perkins é autora de Isla e o Final Feliz, publicado pela Intrínseca. Mora com o marido em uma casa centenária, com cômodos pintados nas cores do arco-íris. Em Aconteceu Naquele Verão, a autora conta os próximos capítulos da história de North e Marigold, que teve início na coletânea O Presente do Meu Grande Amor (contos de Natal), também organizada por Perkins. Site da autora: stephanieperkins.com 

   Galera, a Editora Intrínseca está promovendo esta semana, juntamente com os blogs parceiros, uma ação mega especial para Aconteceu Naquele Verão e, claro, o Palácio de Livros não ficará de fora. O livro é uma antologia de contos de temática específica (amor) organizada por Stephanie Perkins, autora também de Ana e o Beijo Francês. Vale ressaltar também que, como se já não bastasse possuir um tema tão cotidiano quanto o amor, Aconteceu Naquele Verão só possui histórias que acontecem na estação perfeita para se apaixonar: o verão! 
   Aconteceu Naquele Verão, como dito anteriormente, é uma antologia de contos com temática específica, que contempla 12 histórias de amor. Geralmente, antologias são abertas com uma INTRODUÇÃO feita por ser organizador, alertando sobre o que nos aguarda nas páginas seguintes, sobre o conteúdo das histórias e os porquês da coletânea. Por experiência própria — já participei de antologias —, sei que a INTRODUÇÃO é, sim, uma parte fundamental na composição de uma antologia, justamente por contemplar o que foi dito mais acima, e o que acontece é que não temos INTRODUÇÃO em Aconteceu Naquele Verão, infelizmente.
   Mesmo não possuindo uma INTRODUÇÃO, posso facilmente imaginar o que todos esses autores reunidos desejam: que sejamos incentivados a expandir nossa visão e ler gêneros diferentes com uma temática agradável e que, sem dúvida alguma, é instigante no meio literário. O primeiro conto, CABEÇA, ESCAMAS, LÍNGUA E CAUDA, narrado em terceira pessoa e com autoria de Leigh Bardugo, leva-nos a atmosfera da pacata cidade de Little Spindle, onde Gracie, uma adolescente, acredita ter visto um monstro no lago da cidade e para resolver o mistério ela conta com a ajuda de um garoto misterioso e apaixonante. Essa talvez não devesse ser a primeira história da coletânea — precisa-se de algo mais promissor e instigante para o início —, mas ainda assim Bardugo fez valer o seu espaço, criando uma história leve, rápida e com um desfecho agradável. Apesar de bem feito, de 0 a 10, eu daria 8 ao conto — por imaginar que ele poderia ter sido desenvolvido de formas mais amorosas, afinal é uma antologia de amor, certo?

— Alguns espetáculos por aí não sabem quando parar — disse, em um tom meio derrota. — Acham que se as pessoas querem o sombrio, ainda que de mentira, então podem tê-lo. Mas o preço que se paga por essa maldade, Luluzinha... é alto. Eu digo: se é um mundo sombrio o que as pessoas querem, dê a elas sombras com feixes de luz.


E o Memória Musical de hoje está bem dramático e romântico. Os apaixonados por bons livros vão adorar (os fãs de Co-Ho mais ainda!). Aqui, hoje e agora, músicas que de alguma forma lembram Novembro 9, de Colleen Hoover, um livro que entrou para a lista dos melhores do ano e superou tudo que eu esperava. Quem perdeu a resenha, pode conferir aqui.


1 - NOVEMBER RAIN, GUN’S N ROSES. 
Claro que essa música não poderia faltar, hein? A letra de November Rain lembra muito o drama de Novembro 9, um romance lindo, sofrido e inspirador. O drama da música pode ser facilmente comparado com a história de Fallon, uma personagem incrível, que mostra duramente a realidade de quem teve os sonhos fortemente marginalizados na vida e vive em busca de paz consigo mesma e com seu pai, e o misterioso e carismático Ben, que é o encarregado pelas fortes emoções presentes no livro.

2 - NOVEMBER 9, GRIFFIN PETERSON.
Assim como Talvez Um Dia, o livro tem uma pequena relação com a música — bem pequena mesmo. A proposta inovadora de Colleen me deixou ainda mais fascinado por sua obra. Junto com o cantor Griffin Peterson, Hoover criou letra, melodia e som para uma faixa que recebe o mesmo nome do livro e conta, de forma poética, as desventuras do casal Ben e Fallon. A letra da canção diz tudo sobre os personagens e é extremamente linda — viciei, confesso.

Por mais dramático e irreal que seja, eu aprendi muito com Novembro 9, e acredito que todos ao lerem, cumprindo o propósito da literatura, aprenderão algo sobre suicídio, câncer e pais ausentes, temas recorrentes na narrativa. Antes de ler, eu já sabia que o livro havia sido lido por milhares de pessoas que amaram a história e eu, após ler, entendi o motivo disso: sua excelente trama e sua peculiar construção. Não foi só a ideia que foi atípica, mas todo o desenvolvimento em si. Um romance lindo, sofrido, inspirador e totalmente indicado. Todos deveriam ler, imediatamente. É um prato mais que cheio para os fãs de Colleen Hoover!

E vocês? Já leram Novembro 9? Comentem quais músicas os fizeram lembrar do livro!


Livro: Jantar Secreto
Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 360
ISBN: 978-85-359-2835-8
Sinopse: Um grupo de quatro jovens deixa Pingo d'Água, uma cidadezinha no interior do Paraná, para estudar no Rio de Janeiro. Eles dividem um apartamento em Copacabana e fazem o possível para alcançar seus sonhos na cidade grande. Dante, o narrador, trabalha como vendedor numa livraria e cursa administração. Leitão, um hacker de humor escrachado, frequenta aulas de ciência da computação, mas prefere mesmo jogar video game e comer pizza. Miguel, o certinho do grupo, estuda medicina. E Hugo é um aspirante a chef e dono de uma vaidade sem limites. Em meio às dificuldades de pagar o aluguel e conseguir um bom emprego em um país em crise, os quatro amigos têm uma ideia para finalmente ganhar dinheiro: realizar jantares secretos para clientes ávidos por uma aventura exótica. Mas o que começa como brincadeira de repente assume proporções inimagináveis. Eles mergulham num sufocante caminho de desconfiança, paranoia e ambição, assumindo uma índole perversa que jamais imaginaram possuir. Passando por matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e uma espiral de crimes, Jantar Secreto une humor negro e suspense numa trama hiperbólica, misto de fábula sobre a violência e retrato de uma juventude sem rumo.

Raphael Montes nasceu em 1990, no Rio de Janeiro. Escreveu os romances Suicidas, Dias Perfeitos e O Vilarejo, todos sucesso de público e de crítica, com os direitos de adaptação vendidos para o cinema. Dias Perfeitos foi traduzido para 22 países e escolhido como livro do mês na Amazon norte-americana. Atualmente, Raphael assina uma coluna semanal em O Globo e escreve roteiros para cinema e TV.

   Quatro jovens amigos passam em boas universidades e decidem se mudar para a cidade grande do Rio de Janeiro, em Copacabana. Moram juntos em um ótimo apartamento e estudam o que gostam. Parece o início perfeito de uma nova jornada. Porém, os anos vão passando e o futuro dos quatro amigos se torna cada vez mais incerto. O país vive uma crise política e econômica, os jovens estão ficando desempregados e sem perspectiva, até que essa realidade difícil atinge a Miguel, Hugo, Leitão e Dante.
   Os quatro tentam se manter como podem. Já não têm mais condições de sustentar os luxos que sempre tiveram desde que se mudaram e os sonhos de se tornarem grandiosos em suas carreiras se desfazem aos poucos. Mesmo formados em seus cursos superiores (com exceção de Leitão, que só vive deitado em frente ao computador, engordando cada vez mais) eles não conseguem prestígio no mercado e sente que tudo que aprenderam foi inútil. Numa tentativa de sobreviverem e manterem-se ilesos à crise, decidem promover jantares no apartamento através de um site chamado Jantar Secreto.
   Eles devem cadastrar no site o cardápio que pretendem oferecer no jantar, e quem fica responsável pelo cadastro é Leitão, já que está sempre conectado ao mundo virtual. Mas o rapaz resolve pôr como prato principal uma carne exótica: a humana. Inicialmente, era apenas uma brincadeira, afinal, que estupidez seria trabalhar com canibalismo! Mas quando a situação aperta, nada mais parece absurdo e os amigos passam por cima de qualquer teor ético para não deixarem o ego e a boa condição de vida morrer. Porém, esse jogo pode ser mais arriscado do que imaginavam.

   Esse foi meu primeiro contato com Raphael Montes. É um autor jovem, mas com muito potencial. As críticas que recebe têm renome e são muito positivas, o que despertou meu interesse pela leitura, em continuar acompanhando o trabalho do autor e almejar mais obras como Jantar Secreto, sem sombra de dúvidas. O gênero literário de suspense sempre me envolve facilmente e ver algo assim sendo retratado na sociedade brasileira torna tudo mais real — principalmente quando o cenário é atual (a história se passa em 2016), relatando a crise pela qual o Brasil passa e fazendo uma crítica não tão sutil ao futuro do jovem em nosso país — tão sem perspectiva quanto a maioria dos setores que montam a situação brasileira.

"Cora estava certa: não dava para ser hipócrita. Eu comia carne desde criança, não comia? Nunca me importei com o sofrimento do boi, com a tortura do ganso, nunca perdi um segundo de sono em homenagem aos porcos e aos frangos que devorei ao longo de toda a minha existência" (p. 127).

   A narrativa ocorre em primeira pessoa e é um relato de confesso. O narrador-personagem é Dante, que mostra o seu ponto de vista e sua visão acerca dos personagens. Por ser um personagem muito cotidiano (apenas um jovem que busca independência e formas de tocar sua própria vida com um diploma de Administração), vemos elementos cotidianos em sua narrativa, como o uso da tecnologia e a simples descrição de uma rotina de trabalho. O mais interessante é que todas essas atividades cotidinas ganham novas cores quando inseridas na narrativa de Montes.
  As descrições são, normalmente, desprovidas de emoções fortes. A frieza é muito presente ao longo de toda narrativa — frieza essa que é passada para os personagens na maioria das vezes, não sei se propositalmente ou apenas como uma consequência da escrita. Isso traz certo equilíbrio ao enredo, já que contém muitas cenas pesadas, recheadas de suspense mórbido e humor negro. O mais incrível foi a junção de todos esses detalhes, coisa que Montes conseguiu realizar com maestria.


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Olá, leitores! Nessa edição da Caixa de Correio mostraremos os livros que recebemos neste mês da Galera Record, editora parceira do blog. Prontos?

Fallen, de Lauren Kate, ganhou uma nova edição com a capa do filme, lançado nas últimas semanas de 2016, e é uma fantasia urbana que promete muito e deve ganhar uma resenha em breve aqui no blog. Uma História de Notáveis Caçadores de Sombras e Seres do Submundo – Contada na Linguagem Das Flores é o novo lançamento de Cassandra Clare, que mergulha nos personagens das séries Os Instrumentos Mortais, As Peças Infernais e Os Artifícios das Trevas, reunindo características e ficha técnica de nomes como Jace Wayland, Magnus Bane e Tessa Grey.


Até o Fim do Mundo também é uma leitura bastante aguardada por nós por contar a história esperta e envolvente de quatro adolescentes que arriscam seus sonhos, seu coração e sua humanidade para ir em busca daquilo que realmente vale a pena.


O que acharam das novidade? Quais vocês pretendem ler? 
Quais vocês estão mais ansiosos para ver a resenha aqui no blog? 


Livro: Uma Canção de Ninar 
Titulo Original: This Lulaby
Autor (a): Sarah Dessen
Editora: Seguinte
Páginas: 350
ISBN: 978-85-5534-011-6
Sinopse: Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.

  Sarah Dessen é uma dos maiores destaques da literatura jovem adulta contemporânea. Autora de doze livros, incluindo Os Bons Segredos, que juntos somam mais de 9 milhões de exemplares vendidos no mundo, já recebeu diversos prêmios e seu nome é presença constante na lista de best-sellers do New York Times. Mora em Chapel Hill, Carolina do Norte, com o marido e a filha.

   Remy terminou o colégio e tem pela frente as últimas férias antes de ir para a Universidade de Stanford, a mais de 5 mil quilômetros de casa. Mas seu verão está longe de ser tranquilo: ela foi encarregada de organizar o quinto casamento da mãe, a escritora best-seller Barbara Starr, com Dan Davis, dono de uma concessionária da região. Numa visita à Don Davis Motors para acertar com o futuro padrasto os últimos detalhes do casamento, Remy conhece Dexter. Ou melhor, Dexter esbarra — literalmente — em Remy, dizendo que tinha sentido uma conexão entre os dois, como se soubesse que eles iam ficar juntos. Remy acha o garoto muito inconveniente e, claro, não acredita que romances como os dos livros da sua mãe sejam possíveis na vida real. Aliás, sempre que começa um namoro, ela segue alguns passos predeterminados para que o relacionamento não dure mais do que algumas semanas.
   Ela é especialista em identificar o momento perfeito de terminar: logo depois da paixão inicial, mas antes que haja um envolvimento emocional mais profundo. Mas Dexter não vai desistir tão fácil. Depois de muita insistência do garoto, os dois acabam se apaixonando, e Remy decide dar uma chance a ele. Por incrível que pareça, os defeitos de Dexter que normalmente fariam Remy arrancar os cabelos não a irritam tanto assim — e em poucos tempo ela se vê envolvida na rotina do Thuth Squad, banda que Dexter é vocalista. Em meio a talheres de plástico, um cachorro chamado Macaco e uma ópera sobre batatas, Remy pela primeira vez se pergunta se vale apena ter esperança no amor.


Olá, leitores e amantes de música! Na coluna Memória Musical de hoje teremos um repertório que remete ao livro de contos Alerta de Risco: Contos e Perturbações,  de Neil Gaiman. Confiram:

1 - FLY ME TO THE MOON, FRANK SINATRA 
Iniciemos, então,  com o excelentíssimo Frank Sinatra em sua interpretação de Fly Me To The Moon (Voe comigo para a lua, em português), um clássico! Alerta de Risco é uma obra que pede uma canção à altura de Fly Me To The Moon, que retrata bem a narração poética que Gaiman utiliza em alguns contos, especialmente A volta do magro Duque branco e Terminações Femininas.

2 - MOON RIVER, MARIE DIGBY 
Sim, mais um clássico! Desta vez a canção criada por Andy Williams e eternizada no filme Bonequinha de Luxo, com Audrey Hepburn – Moon River. No vídeo acima ela é interpretada no cover de Marie Digby, que torna a música bonita como sempre foi e ainda assim, contemporânea. Provavelmente foi a música que mais escutei enquanto lia Alerta de Risco.

3 - MAKIN' WHOOPEE, FOURPLAY (FEAT. NEIL GAIMAN)
E, para finalizar, os deixarei com um concerto do quarteto britânico, FourPlay, com a participação ilustre do próprio autor: Neil Gaiman (ele tem mesmo muitos talentos). Gaiman recitou vários de seus contos em concertos do FourPlay e faz questão de citá-los na introdução do livro, mostrando o quanto eles foram importantes para a construção de alguns contos. Desta forma, não poderia deixar de registrar uma das que achei mais bonita!

Estas foram as músicas selecionadas a dedo por mim, e agora, comentem: Já conheceram o livro Alerta de Risco (cliquem para ver a resenha)? O que acharam das músicas escolhidas? Queremos saber sua opinião! Por ora é só e até a próxima.


Livro: O Código da Vinci (Versão Jovem)
Título Original: The Da Vinci Code
Autor (a): Dan Brown
Editora: Arqueiro
Páginas: 312
ISBN: 9788580416251
Sinopse: Um assassinato dentro do Museu do Louvre traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. Com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, o professor de Simbologia Robert Langdon segue pistas ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci e se debruça sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental – do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, O Código Da Vinci consagrou Dan Brown como um dos autores mais brilhantes da atualidade e agora chega em nova versão, especialmente preparada para o público jovem, com fotos coloridas que enriquecem ainda mais o livro.

Dan Brown é o autor de suspense mais popular da atualidade, com mais de 150 milhões de livros vendidos. Seu mega-seller O Código Da Vinci já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo. Ele também escreveu Anjos e Demônios, O Símbolo Perdido, Inferno, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Dan é casado com a pintora e historiadora da arte Blythe, que colabora nas pesquisas de seus livros. Ele mora na Nova Inglaterra, nos Estados Unidos.

   Jacques Saunière, o renomado curador do Museu do Louvre, trabalhava tarde da noite quando Silas, um albino alto, de ombros largos, pele branca como a de um fantasma e cabelos também brancos e ralos, entrou na Grande Galeria do museu na intenção de fazer com que o velho de 76 anos lhe contasse o que tanto queria saber: o segredo antiquíssimo protegido pela fraternidade a qual Jacques faz parte. O curador então, com imenso cuidado, contou uma mentira que havia ensaiado várias vezes — um protocolo que ele e outros três guardiões deveriam realizar caso fossem encontrados.
   Saunière só não contava que mesmo depois de “revelar o segredo” fosse ganhar um tiro no abdômen e que os outros três membros da fraternidade já estivessem mortos. O medo que o assaltava era bem maior do que o da morte. Ele precisava passar o segredo adiante — um dos maiores já guardados. Gemendo de dor, concentrou todo o seu conhecimento e todas as suas forças e desenhou um pentagrama em sua carne, escreveu algumas frases no piso do museu, deixou outras pistas ocultas pela cena do crime e deitou-se com as pernas e os braços bem abertos.
   Robert Langdon, professor de Simbologia Religiosa da Universidade de Harvard, havia acabado de se deitar, cansado depois de uma palestra na Universidade Americana de Paris, quando a Polícia Judiciária Francesa o convocou para tentar entender o que aconteceu com Jacques, considerando seu conhecimento de simbologia e seus planos de se encontrar com o curador. Com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, Langdon, acusado de matar Saunière, sai em busca de descobrir a maior conspiração dos últimos 2 mil anos e desvendar seus mistérios, enquanto pessoas tentam matá-lo e manter o segredo guardado a qualquer custo.

   Nos dias atuais, é quase impossível conhecer alguém que nunca tenha ouvido falar em O Código da Vinci, sucesso que já vendeu mais de 80 milhões de exemplares, surpreendeu a grande maioria dos fãs de Brown e em 2006 foi adaptado para as telonas. Eu, claro, fazia parte da parcela que já tinha ouvido falar no livro, mas jamais tirou um tempo para lê-lo ou até mesmo saber do que se tratava. Fico incrédulo quando me recordo que deixei isso acontecer por tantos anos! Colocando os carros na frente dos bois, já adianto: foi uma das melhores leituras já realizadas. 
   Eu não sabia exatamente o que esperar — já que, além de nunca ter assistido à adaptação de O Código da Vinci, eu também nunca havia lido nada de Brown —, mas confesso que qualquer expectativa que se tenha para este livro sempre há de ser superada. Eu sempre gostei de romances policiais e de suspenses, apesar de não ser um gênero lido com frequência. Quando fiquei sabendo que a Arqueiro iria lançar a versão jovem de O Código da Vinci — com mudanças apenas na linguagem! —, encontrei ali a minha oportunidade de conhecer a obra e, claro, esse grande autor, que, sim, é um dos melhores do gênero — se não for o melhor!

— Sr. Langdon — começava a mensagem, num sussurro temeroso. — Procure não manifestar qualquer reação a essa mensagem. Só escute calmamente. O senhor está correndo perigo agora. Siga minhas instruções com a máxima precisão.


Desde o ano passado, a Editora Arqueiro vem lançado edições com capas novas de sucessos de venda já publicados. Nós achamos o trabalho tão interessante e tão bem compromissado (obrigado, Arqueiro!) que resolvemos mostrar os relançamentos de 2017 que ganharam capas novas. 

A CABANA, WILLIAM P. YOUNG.
cabana, A
Com a chegada da adaptação cinematográfica de "A Cabana", a Editora Arqueiro lança oficialmente no primeiro dia de Fevereiro o livro com a capa do filme. Impossível não cair de amores, hein?

O CAMINHO PARA CASA, KRISTIN HANNAH. 
caminho para casa, O (nova capa)
O Caminho Para Casa, sucesso de Kristin Hannah também está de cara nova com essa capa maravilhosa. Para quem não conhece a autora e, claro, nenhuma de suas obras, pode ter acesso a resenha de um de seus mais recentes livros, As Cores da Vida, clicando aqui.

NICHOLAS SPARKS.
carta de amor, Uma (nova capa)casamento, O (nova capa)primeira vista, À (nova capa)
O Casamento, À Primeira Vista e Uma Carta de Amor, assim como vários livros de Sparks que, desde 2016 vem ganhando capas novas, estão adquirindo essa roupagem nova e bem característica do autor e do gênero que escreve. Leia a resenha de No Seu Olhar, seu mais recente romance, clicando aqui.

Gostaram das novidades? Nós amamos tanto que viemos compartilhá-las com vocês! Usem os comentários para opinarem sobre e conversarmos um pouco sobre a Arqueiro de cara nova.


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