Olá, leitores! No post de hoje teremos a coluna "Ao Redor do Globo: Capas", que traz as várias capas publicadas em diferentes partes do mundo. O livro escolhido foi o premiado O Sol Também é Uma Estrela, de Nicola Yoon,resenhado aqui no blog.

"Nós temos cérebros grandes e lindos. Inventamos coisas que voam. Voam. Escrevemos poesia. [...] Somos capazes de grandes vidas. De uma grande história. Por que aceitar menos? Por que escolher a coisa mais prática, a coisa corriqueira? Nós nascemos para sonhar e fazer as coisas com as quais sonhamos" (p. 85).



A primeira capa (à direita) foi lançada no Brasil pela editora Arqueiro, mantendo o formato original, estadunidense, à esquerda, publicada pela Dell Publishing. Ela foi trabalhada por uma designer especializada em tipografias táteis tridimensionais. O resultado foi realmente incrível e, em minha opinião, imbatível em comparação com as demais.

Esta é a capa lançada na Turquia, publicada pela editora Psikiytristin. Ela manteve as cores vibrantes e chamativas que compõem o todo do livro, mas o design é diferente do original. Acredito que o título, apesar de ter uma fonte diferenciada e maior, perdeu um pouco o destaque que tem nas capas anteriores.

Esta é a capa mais diferente que já vi até agora, pois não lembra em nada as outras. Foi lançada na Croácia pela Urban Reads. A capa tem um visual muito mais limpo e simples, porém não deixa de ser significativo com o formato do sol logo onde está o título em croata e os pequenos desenhos de estrelas, com cores mais monocromáticas. 


Enfim, O Sol Também é Uma Estrela é um livro tão incrível que nenhuma capa conseguiria transmitir totalmente os sentimentos que podem borbulhar dentro do leitor ao lê-lo. É realmente uma leitura incrível e que vale muito a pena — não foi à toa que ele foi considerado Melhor Livro do Ano por Publisher's Weekly e Amazon, foi finalista do National Book Awards 2016 e ficou emprimeiro lugar na lista dos Mais Vendidos no The New York Times.

Já leram o livro? O que acharam das capas? Qual a mais bonita? Qual a que combina mais? Deixe sua opinião e até o próximo post!


Livro: O Bazar dos Sonhos Ruins
Título Original: The Bazaar of Bad Dreams 
Autor: Stephen King 
Editora: Suma de Letras
Páginas: 527
ISBN: 978-85-5651-030-3
Sinopse: Mestre também das histórias curtas, o que Stephen King oferece neste livro é uma coleção generosa de contos – muitos deles inéditos no Brasil. E, antes de cada história, o autor faz pequenos comentários autobiográficos, revelando quando, onde, por que e como veio a escrever (ou reescrever) cada uma delas. Temas eletrizantes interligam os contos – moralidade, vida após a morte, culpa, os erros que consertaríamos se pudéssemos voltar no tempo... Alguns são protagonizados por personagens no fim da vida, relembrando seus crimes e pecados. Outros falam de pessoas descobrindo superpoderes – como o colunista, em "Obituários", que consegue matar pessoas ao escrever sobre  morte delas; ou o velho juiz em "A duna", que ainda criança descobre uma pequena ilha onde nomes surgem misteriosamente na areia – nome de pessoas que logo morrem em acidentes bizarros. Incríveis, sinistros e completamente envolventes, essas histórias formam uma das melhores obras do mestre do terror, um presente para seus Leitores Fiéis.

Stephen King é um escritor americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de horror fantástico e ficção da contemporaneidade. Seus livros já venderam quase 400 milhões de cópias publicadas em mais de 40 países. Muitas de suas obras foram adaptadas para as telas, como O Iluminado, Carrie, A estranha, 1408, Under the dome e, mais recentemente, Torre Negra. Também é vencedor de inúmeros prêmios, como o Edgar Award, que ganhou pela trilogia Bill Hodges, em 2015. Novembro de 63 e Doutor Sono já entrou no estimado TOP 10 dos melhores livros no The New York Times Book Review. O Bazar dos Sonhos ruins é seu 11º livro de contos, publicado em 2015.

    O Bazar dos Sonhos Ruins é uma coletânea de contos que reúne 20 histórias escritas pelo Mestre dos thrillers psicológicos, Stephen King. Trata de diversos assuntos, desde o extremo terror ao extremo drama. "Ur", um dos mais interessantes, por exemplo, fala sobre universos paralelos, e como seria se tivéssemos contato com um desses vários universos onde nossos corpos e mentes coexistem – além de trazer a tona aquela pergunta que sempre passa pela cabeça das pessoas: eu mudaria o futuro se soubesse que ele me reserva algo ruim?
    A própria experiência de pós-morte entra na narrativa, fazendo com que o leitor viaje na imaginação. Mas também há enredos mais realistas, como quando King se apodera de um caso real e misterioso e o transforma (parte dele) em ficção, deixando que sua perspectiva sobre o assunto corra solta. Há ainda experiências do autor incluídas, como quando ele iniciou sua carreira e fazia textos esportivos para o noticiário. Algumas são inéditas, como "Garotinho malvado", que foi baseado na musica Bad Boy, dos Beatles. Outras já são reconhecidas pelo público e são cheias de referências, como "Ur", já citado, que tem várias menções implícitas a série Torre Negra. E também há aqueles que foram reescritos, porque King achou que poderia melhorá-los ou simplesmente porque perdeu a versão original. O Bazar dos Sonhos Ruins, portanto, é uma coletânea muito diversa, onde King não se abstém de abordar os mais variados assuntos. Mas afinal, por que "bazar dos sonhos ruins"? O próprio King explica:

"Quando minhas histórias estão reunidas, sempre me sinto como um vendedor ambulante, um que só vendo à meia-noite. Exibo minha mercadoria e convido o leitor (você) a escolher o que quiser. Mas sempre acrescento uma advertência: cuidado, meu caro, porque alguns desses objetos são perigosos. São aqueles que têm sonhos ruins escondidos dentro, os que não saem da sua mente enquanto o sono não chega, e você se pergunta por que a porta do armário está aberta se você sabe perfeitamente bem que a fechou".

    Já acostumada com a escrita fria e ao mesmo tempo profunda de King, não estranhei mergulhar nos muitos universos (isso também pode ser uma referência à história de "Ur") que o autor cria em O Bazar dos Sonhos Ruins, mas foi minha primeira experiência com um livro de contos dele. Porém, muitas de suas marcas continuam bastante presentes, o que já classifica o livro como uma obra do Mestre do terror psicológico.
   Boa parte das narrativas acontecem em terceira pessoa, mas há muitas variações. Indisposta, por exemplo, é um dos contos mais inovadores em minha visão, pois é narrado em primeira pessoa – neste caso, sabe-se o que ocorre ao longo de toda a história pela perspectiva do personagem principal, ou seja, vemos só o que ele quer que a gente veja – e ainda assim King optou pela previsibilidade, porque para ele não fez diferença criar uma história que desde o início o leitor conheça seu fim. O que importa é que o leitor aprecie o que está lendo, ele não precisa ser um detetive que busca em cada palavra pistas do que vai acontecer no desfecho da trama. Também faz parte dessa coletânea com alguns poemas que King se arriscou a escrever antigamente. Nunca havia me deparado com essa faceta, e apesar de não gostar muito de poesia nem entender do assunto, seus poemas me surpreenderam e agradaram bastante. Além do mais, a disposição dos contos é ótima, fazendo com que o livro não perca o ritmo.

"O mundo não é triste, a não ser que você seja são." (p. 170.)


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:



"Quando não existe resposta correta para uma pergunta, só há uma resposta honesta. A área cinzenta entre o sim e o não. O silêncio".


"É o ódio. Ele obscurece nossos valores e nos empurra à ruína".
 — A Batalha do Apocalipse (Eduardo Spohr)


"Se você precisar de alguém pra te abraçar e te proteger de qualquer pessoa no mundo que poderia querer te machucar, então eu sou definitivamente o seu cara".
— Asas (Aprilynne Pike)


"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai durar mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço".
— O Jogo do Anjo (Carlos Ruiz Zafón)


E pra começar um 2017 cheio de novidades, apresentamos nossa mais nova coluna: Li Até a Página 100 e..., uma espécie de Primeiras Impressões que antecederá as resenhas de vários livros lidos por nós. O escolhido de hoje é Mitologia Nórdica, os mitos escandinavos recontados por Neil Gaiman.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "Acho que você vai me deixar aqui".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: 
Na obra, Gaiman, partindo da origem do universo até o fim do mundo, se propõe a recontar os mais célebres mitos escandinavos, nos levando a conhecer a jornada de personagens como Odin, o mais poderoso dos deuses, Thor, o deus do trovão, e Loki, o deus da trapaça.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Mitologia Nórdica não foi meu primeiro contato com Neil Gaiman — já havia lido um conto dele —, no entanto, está sendo o responsável por me fazer ver o porquê do autor já ter vencido prêmios como o Hugo e o Bram Stoker.

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
Por ser um livro de mitos/contos, não há um personagem principal. No entanto, todos os deuses, elfos, gigantes e ademais personagens que têm aparecido estão me agradando e me surpreendendo bastante.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

“É raro cometer erros quando se está calado”.

VAI CONTINUAR LENDO?
Com certeza!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "Fenrir fechou os dentes com delicadeza até prender a mão de Tyr pelo pulso sem machucar a pele e então fechou os olhos".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"— Não é a isso que me refiro — resmungou Markus, exasperado. — Como o senhor bem disse ninguém tem culpa por ser medíocre. O que desprezo é a exaltação da estupidez. Não é algo que precisemos ter dó, e sim medo. A estupidez, um dia, matará todos nós".
— O Terceiro Testamento (Christopher Galt)


''Seja feliz na frente das pessoas que detestam você. Assim, elas saberão que não a afetaram. Além do mais, vão ficar putas da vida.''
— Alucinadamente Feliz (Jenny Lawson)


"— Acho que, se todo mundo experimentasse culturas diferentes como experimenta roupas, as pessoas não matariam tanto umas às outras. Como se pode ficar furioso com um povo depois de passar um dia na pele... ou na tanga dele?".
—  Excesso De Luz (Christiam McKay Heidicker)


Ainda este mês, no dia 18, estreia nos cinemas brasileiros o longa Antes Que Eu Vá, adaptação do best-seller de mesmo nome escrito por Lauren Oliver. Pensando em nosso amor (de leitores) por novas edições quando nossos amados livros são adaptados, a Intrínseca lançou uma nova edição para Antes Que Eu Vá, com extras e capa inspirada no pôster do filme. Confiram abaixo a capa, a sinopse e o trailer do filme:

Sinopse: Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta: desde a melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, que seria apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita, acaba sendo seu último - mas ela ganha uma segunda chance. Sete "segundas chances", na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte - e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder. Para comemorar a chegada do filme ao cinema, essa edição especial conta com dois contos inéditos que exploram a vida de Samantha antes dos acontecimentos do livro, fotos de bastidores e uma entrevista da autora com a diretora e a protagonista do filme.

T R A I L E R   D O  F I L M E


Livro: O Terceiro Testamento
Título Original: The Third Testament
Autor (a): Christopher Galt
Editora: Jangada
Páginas: 416
ISBN: 9788555390760
Sinopse: O mundo parece estar enlouquecendo. Em toda parte, as pessoas começas a ter visões. Um adolescente francês assiste a Joana D'Arc ser queimada na fogueira e até tenta tirar uma foto com o celular. Uma garota chinesa se vê diante de um animal pré-histórico. Um rapaz do litoral norte europeu testemunha o desembarque dos vikings. E a presidente dos Estados Unidos tem visões de seus antecessores dentro da Casa Branca. Ninguém sabe se essas aparições são uma espécie de alucinação coletiva, uma doença virótica causada por bioterrorismo ou um prenúncio do que, segundo algumas religiões, ocorrerá antes do Apocalipse: O Arrebatamento, quando Jesus vem buscar os escolhidos antes da batalha final entre as forças do Bem e do Mal. Com o tempo as visões se tornam cada vez mais reais, vivas, apocalípticas. Ocorrem suicídios em massa em várias partes do mundo. Algumas pessoas se voltam desesperadamente para a religião. Cientistas buscam uma explicação racional. O psiquiatra e neurocientista John Macbeth, à frente de um projeto para criar uma inteligência artificial autônoma, busca freneticamente uma resposta. Com uma equipe de cientistas e agentes do FBI, ele se empenha para descobrir o que está acontecendo antes que seja tarde demais. E descobre que a verdade por trás de tudo pode mudar os rumos da humanidade para sempre. E até custar sua vida. Uma história eletrizante que o fará questionar a sua perspectiva da realidade. E até mesmo a sua sanidade...


Christopher Galt é o pseudônimo de Craig Russell, autor britânico best-seller, premiado e aclamado pela crítica. Seus thrillers já foram publicados em vinte e três idiomas no mundo todo. Ele é autor das séries Lennox e Jan Fabel, adaptadas pela TV alemã, que atraíram um público de mais de seis milhões de espectadores. Em 2007, Russell foi nomeado para o prêmio CWA Duncan Lawrie Golden Dagger, o maior prêmio literário da Alemanha do gênero policial. Em 2008, ganhou o CWA Dagger in the Library, pelos seus livros da série Jan Fabel. Em 2013, foi nomeado para o CWA Ellis Peters Historical Dagger.

   O Terceiro Testamento trata-se de uma ficção científica que apresenta nosso mundo contemporâneo em uma aparente situação apocalíptica. Um homem em Nova York morreu de inanição num luxuoso apartamento do Central Park. Vinte e sete jovens saltaram juntos da ponte Golden Gate. Cinquenta estudantes japoneses, acampados na densa Floresta Aokigahara, o Mar das Árvores, ao pé do Monte Fuji, dividiram uma refeição e entoaram canções, em volta de uma fogueira, antes de se embrenhar pela mata e corta a própria jugular; três cientistas e um escritor se mataram em Berlim, num acontecimento memorável. Um físico russo que se tornara um místico neopagão dizia ser o Filho de Deus. Uma mulher de meia-idade se sentou calmamente no meio da estrada, perto da estrada da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear e pôs fogo em si mesma. No entanto, isso não chega nem perto de resumir tudo o que vem acontecendo no mundo. 
   Um estúdio de Hollywood foi atacado por bombas incendiárias. Uma seita fundamentalista cristã sequestrou e assassinou um geneticista. Todas essas coisas aconteceram antes do começo. Mas, a bem da verdade, tudo começou com o olhar perdido, o semblante inexpressivo das pessoas e a aquela inquieta sensação de déjà-vu. As pessoas, por toda parte do globo, estavam tendo visões e pior: vivenciavam a experiência com todos os sentidos do corpo humano. Tudo parecia extremamente real. Ninguém sabe as causas dos acontecimentos peculiares. É um vírus? É um apocalipse? Como descobrir o que vem deixando o mundo de pernas para o ar?
   O psiquiatra e neurocientista John Macbeth, à frente de um projeto para criar uma inteligência artificial autônoma — um tipo de cérebro, que representasse uma versão artificial do poderoso órgão humano —, busca por uma resposta, assim como outros profissionais da área. Talvez seja uma doença virótica que esteja afetando o funcionamento do cérebro das pessoas, certo? No entanto, quando as coisas começam a ficar ainda mais sérias, o FBI se empenha em descobrir a verdade e convida Macbeth e outros cientistas para descobrir o que está, de fato, acontecendo com o mundo. E a verdade que eles encontram pode revelar muitas coisas, inclusive a possibilidade do futuro já ter acontecido.

   Conheci O Terceiro Testamento quando o Grupo Pensamento entrou em contato com os blogs parceiros, apresentando seus mais recentes lançamentos. Logo que li a sinopse, o livro me pareceu extremamente interessante — afinal, não é todo dia que nos deparamos com um enredo que mistura de forma intrigante e inteligente os gêneros thriller apocalíptico e ficção científica, certo? Eu não sabia exatamente o que esperar, mas acredito que qualquer que seja a expectativa que se crie para O Terceiro Testamento, ela há de ser superada, tanto positivamente quanto negativamente — vai depender da forma como você vai se abrir para a leitura. 
   Ficção científica é um gênero sempre recheado com muita ciência, isso já sabemos; no entanto, também podemos encontrar reviravoltas, intrigas políticas e aquela costumeira crítica distópica. O Terceiro Testamento acaba sendo uma mistura de tudo isso que citei e, apesar de eu não ser exatamente fã do gênero, não posso deixar de ressaltar o quanto foi uma leitura válida e tão contundente quanto Matrix, uma produção cinematográfica estadunidense e australiana de 1999, dos gêneros ação e ficção científica, dirigido pelas irmãs Wachowski e protagonizado por Keanu Reeves e Laurence Fishburne. 
   O Terceiro Testamente é uma obra extremamente plural, em todos os sentidos, a começar pela narrativa. O livro possui um prólogo, alguns prelúdios e é dividido em três grandes e importantes partes. Muitos personagens aparecem como foco narrativo, tudo isso para que tenhamos uma visão ao máximo ampla sobre o que vem acontecendo no mundo. No entanto, o protagonista John Macbeth ganha a maioria dos capítulos — no final do livro descobrimos o porquê. Oscilando o tempo todo entre um país e outro, um personagem e outro, a narrativa em terceira pessoa se torna, em muitos momentos, supérflua — sem, entretanto, perder a fluidez e a maestria. Apesar de tudo, Christopher Galt escreve muito bem e manipula o sentimento do leitor com a mesma facilidade que tem para escrever. 

"O problema com os fenômenos notáveis e extraordinários é que, quando fazem parte do cotidiano, tornam-se por definição irrelevantes e corriqueiros. Aquilo que desperta assombro e perplexidade deixa de ser percebido". 


Nós já resenhamos por aqui Auggie & Eu e também 365 Dias Extraordinários, e hoje estamos aqui para mostrar esse lançamento da Intrínseca, especialmente para os fãs de Extraordinário, que ganhou uma adaptação cinematográfica que promete estrear muito em breve. Somos Todos Extraordinários resgata elementos da história original e insere os personagens em um mundo ilustrado que representa a imaginação do protagonista. Confiram a capa e a sinopse abaixo:


Sinopse: Extraordinário é um romance apaixonante e inspirador, que já tocou a vida de quase meio milhão de leitores só no Brasil. Publicada pela primeira vez em 2013, a história que acompanha o carismático Auggie Pullman, um menino de dez anos com uma grave deformidade facial que começa a frequentar a escola pela primeira vez, ganha agora uma edição dedicada às crianças, cuidadosamente pensada e elaborada com a intenção de levar a elas a forte mensagem de inclusão e gentileza que a autora R J Palácio imprimiu à sua obra. Resgatando elementos da história original e inserindo os personagens em um mundo ilustrado que representa a imaginação do menino, Somos todos extraordinários vai deliciar todos os que já se emocionaram e os que ainda vão se emocionar com essa incrível história de superação, amizade e, acima de tudo, amor.


Livro: E Viveram Felizes para Sempre 
Autor (a): Julia Quinn 
Editora: Arqueiro 
Páginas: 255
ISBN: 978-85-8041-637-4
Sinopse: Alguns finais são apenas o começo… Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos…Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza. Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.

SÉRIE "OS BRIDGERTONS"
    1.  O Duque e Eu
    8.  A Caminho do Altar
    9.  E Viveram Felizes Para Sempre

Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico.

    Já se perguntou o quê acontece com seus personagens depois do final? Depois do epílogo? Acompanhei os Bridgertons durantes anos e foi maravilhoso conhecer essa família. E, então, Julia Quinn deu um epílogo extra para seus leitores (este livro, aqui resenhado), onde cada irmão recebeu um final extra. O mais interessante é que Quinn colocou momentos marcantes e inesquecíveis vividos por seus personagens — apesar do tempo que li, é impossível não lembrar assim que começamos a ler. E Viveram Felizes para Sempre é um livro com oito epílogos, cada um narrando a história de um irmão diferente, e um conto sobre a mãe mais especial de todas: Violet Bridgerton. 
   O objetivo desse livro foi — além de finalizar a série — matar a saudade dos leitores apaixonados pela família Bridgerton. E para os loucos pela mãe mais famosa dos romances de época teremos ainda, como dito, um conto maravilhoso sobre a Violet. Nossa guerreira — casamenteira — também terá um conto, o que deixou todos imensamente felizes e ansiosos pelo lançamento de E Viveram Felizes Para Sempre, feito para arrancar muitos suspiros e lágrimas dos eternos fãs dos Bridgertons.
  Vale ressaltar que as histórias são engraçadas e emocionantes. Durante todo o livro, o leitor fica com o sentimento de despedida batendo na porta.  A ideia dos epílogos surgiu na intenção de presentear os fãs apaixonados pelas histórias da família, mas também como oportunidade de responder questões que ficaram pendentes nos livros anteriores. Várias coisas que ficaram sem respostas nos livros foram respondidas brevemente em cada epílogo — e isso torna a leitura ainda mais aprazível

"É muito mais fácil guardar um segredo de mil pessoas do que apenas de uma — disse ele. — Há muito menos culpa envolvida."


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. No entanto, o dia de hoje é extremamente especial: Jojo Moyes está no Brasil e, inclusive, já esteve em suas sessões rápidas de autógrafos no Rio e em São Paulo. Como forma de homenagear essa grande escritora, o Quotes de Quarta hoje é em especial a Como Eu Era Antes de Você. Espero que curtam os quotes de hoje:


"Às vezes, Clark, você é a unica pessoa que me dá vontade de levantar da cama".

"Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma".

"É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente. Você mudou a minha vida muito mais do que esse dinheiro vai mudar a sua".

"Não pense muito em mim. Não quero que você fique toda sentimental. Apenas viva bem. Apenas viva…"


Livro: Alucinadamente Feliz 
Autor (a): Jenny Lawson 
Editora: Intrínseca 
Páginas: 352
ISBN: 978-85-8057-931-4
Sinopse: Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é. Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.

Jenny Lawson é autora best-seller do The New York Times e criadora do The Bloggess, blog que a tornou amplamente conhecida pela maneira franca de falar sobre seus dilemas com a depressão e os distúrbios mentais. Alucinadamente Feliz é seu segundo livro publicado.1, 2, 3, 4, 5, 6.
1. Jenny gostaria que a última linha fosse "Escreveu um grande número de best-sellers"; no entanto, a editora insistiu que ela deixasse claro que, além deste, só há um único outro livro. Mas Jenny gostaria de ressaltar que "um" pode ser um grande número.
2. A editora resmunga pedindo desculpas por ser tão pedante e literal.
3. Jenny aceita as desculpas e se oferece para comprar bebidas e gatinhos para todos os envolvidos.
4. A editora recusa a oferta gentil de gatinhos de graça e garante que não há rancores.
5. A autora avisa que é tarde demais, porque os gatinhos já foram enviados.
6. A editora alerta o setor de expedição para ficar de olho em embalagens com furinhos.

   Alucinadamente Feliz nos conta um pouco da história de Jenny Lawson e sua convivência com a depressão e transtornos mentais. Como a própria autora define: é um livro engraçado sobre coisas horríveis. Durante todo o livro ela vai narrando sua própria história, algumas coisas que aconteceram na infância e durante toda a sua vida. Ela descreve muito bem sua doença e vai contando para os leitores várias situações que vivenciou por causa da depressão. Mas aí vocês me perguntam: doença mental não é um assunto sério?
   Sim, transtornos mentais e depressão são assuntos bem sérios e que devem ter a atenção de todos. No entanto, quando se fala em livros do gênero, Alucinadamente Feliz foi o mais diferente que já li em toda a minha vida literária — e eu leio desde o útero de minha mãe, então faz bastante tempo. Os assuntos abordados nesse livro são seríssimos, mas são narrados de maneira engraçada, para divertir o leitor e mostrar que coisas horríveis podem sim ser cômicas.
   Logo no começo da história, Jenny vai nos dando alertas sobre a trama e vai falando sobre os riscos de continuar a leitura. A autora vai nos mostrar a forma alucinadamente feliz que ela encontrou de viver a vida, apesar das coisas tristes que atormentam seu dia a dia — ela tem consciência de seus transtornos mentais —, e vai mostrar essa realidade de uma forma engraçada, mas sem deixar aquela pontinha de verdade martelando em nossas mentes. 

''Há alguma coisa na depressão que permite (ou às vezes) explorar emoções numa profundidade que a maioria das pessoas 'normais' não faz ideia de que existe.''


Novidade para os amantes de Para Todos Os Garotos Que Já Amei! A editora Intrínseca lança este mês Agora e Para Sempre, Lara Jean, desfecho da trilogia criada pela autora Jenny Han. O livro chega às livrarias em 12 de maio e vamos acompanhar a protagonista no último ano do colégio. Confiram a capa e a sinopse abaixo:


Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean - aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las - foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito - organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura -, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família - e, quem sabe, o amor de sua vida - para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?


Livro: Excesso de Luz
Título Original: An Excess of Ligth
Autor (a): Christiam McKay Heidicker
Editora: Intrínseca
Páginas: 30
ISBN: 978-85-510-0205-6
Sinopse: Três crianças na faixa de 10 anos a aventureira Jo e os gêmeos Isaac e Liza decidem investigar uma casa misteriosa no fim da rua onde moram. Os moradores são conhecidos apenas por “sr. e sra. C.”, pois a letra é a única identificação na caixa de correio. Eles nunca foram vistos pelos outros moradores da rua. A casa tem andado estranha, está sendo revestida com materiais esquisitos, feito mantas de isolamento térmico, e olhando de fora mais parece uma embarcação pronta para zarpar pelo mar. Quando, certa noite, os três amigos tomam coragem e entram na casa, eles conhecem a sra. C. e acabam desvendando todo o mistério, mas precisarão tomar uma decisão muito, muito importante. Remetendo ao clima da série de sucesso Stranger Things, esse e-book gratuito é um presente da Intrínseca para os leitores, uma prévia da criatividade do autor de Bem-vindo à vida real, que estará nas livrarias a partir de 24 de abril.

Christiam McKay Heidicker trabalhou muitos anos na área educacional, lecionou escrita criativa na Broadview University e atualmente escreve artigos científicos para o público infanto-juvenil no site BirdBrain Science. Mora com o amor de sua vida em Salt Lake City, nos Estados Unidos. Pela Intrínseca, publicou também Bem-vindo à Vida Real.

   Lá para meados de agosto, a casa no fim da Weeping Fig Way parecia prestes a decolar para a Lua. Todos os adornos da construção — calhas e escoadouros, colunas e persianas, a antena e o galo dos ventos — haviam sido removidos. Os arbustos tinham sido arrancados; as árvores, cortadas, e tudo fora substituído por... outras coisas. A lateral da construção estava toda coberta por plástico brilhante; a varanda, revestida por uma manta rosada de isolamento térmico; a parte interna da cerca, besuntada com uma gosma branca e grandes blocos transparentes estavam apoiados sob as janelas, que foram pintadas de preto. 
   No entanto, estranhamente, ou não, apenas as crianças da vizinhança pareciam preocupadas com as mudanças recentes na casa, que nunca se permitiam ter uma testemunha ocular. As coisas simplesmente apareciam e desapareciam da noite para o dia. Era muito estranho! Apesar de saberem que a casa era habitada, Isaac, Liza e Jo jamais chegaram a ver o sr. e a sra. C (uma informação extraída da velha caixa de correio), e mesmo passando os dias inventando teorias e mais teorias para explicar o que acontecia na peculiar residência, eles não se sentiam contentes em apenas especular. Era preciso descobrir a verdade, seja ela qual for.
   Como os adultos não estavam interessados em descobrir o que acontecia no fim da Weeping Fig Way, as três crianças resolvem então, imbuídas tanto de coragem quanto de medo, investigar por conta própria a casa dos C — e o que eles encontram lá não é simplesmente algo que vai mexer com suas mentes, mas também com a do leitor.


"Eles olharam para Jo, que encarou os gêmeos com aquele olhar que muitas vezes precedia milagres. Milagres como resgatar frisbees de telhados, ganhar picolés de graça e, certa vez, até ressuscitar um sapo esmagado pelo pneu de um carro. O olhar capaz de lembrar a eles que havia magia no mundo, boa e má".


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