E depois de vender mais de 400 mil exemplares de "Muito Mais Que 5inco Minutos", a incrível youtuber Kéfera Buchmann anuncia o lançamento de "Tá Gravando e Agora?". Vamos conferir a capa e a sinopse?

Ela está de volta. Depois de vender 400 mil exemplares do seu primeiro livro, Muito Mais que 5inco Minutos, Kéfera Buchmann publica Tá gravando. E agora?, novamente pela Editora Paralela. Nele a youtuber mais conhecida do Brasil conta como seu canal, 5incominutos, atualmente com mais de oito milhões de inscritos, surgiu, revelando detalhes até então inéditos. Kéfera relembra como foi gravar o primeiro vídeo, as inseguranças que surgiram e como ela conseguiu superar os obstáculos para, aos poucos, ir conquistando milhões de fãs. Ela ainda tenta responder a pergunta que mais ouve dos seus seguidores: “Como eu faço para fazer o meu canal de Youtube dar certo?”. Não, não existe uma fórmula mágica, mas Kéfera dá várias dicas úteis que podem ajudar os aprendizes de youtuber. Muitas das dicas servem não só para quem quer brilhar na internet. Kéfera fala de como melhorar sua criatividade de maneira geral na vida, sugerindo até exercícios para isso. De bônus, Tá gravando. E agora? traz depoimentos emocionantes de kélovers (como os fãs dela são conhecidos), que contam como Kéfera influenciou suas vidas.

O lançamento acontece no dia 26 de Agosto de 2016 e você pode adquirir na pré-venda da SARAIVA com brindes exclusivos. E aí? Gostaram da novidade? Nós amamos e esperamos resenhar mais esse sucesso em breve. 


Olá, leitores! Na coluna Ao Redor do Globo de hoje, trouxe para vocês as diferentes capas do livro Uma Vida no Escuro (confiram aqui a resenha!), de Anna Lyndsay. A história fala basicamente sobre as memórias da autora e sua forma de lidar com a doença de pele que a fazia ter sensibilidade à luz. Devido a isso, ela precisava estar quase que constantemente em lugares totalmente escuros. O livro foi publicado em diversos países e cada um deles levou um pouco da representação da história em si. Confiram:

Essa é a capa publicada no Brasil pela Editora Intrínseca, sendo a única edição aqui apresentada que não manteve o título original. Uma representação simples com os detalhes pontilhados brilhantes. Pensei que talvez ela fosse um pouco comum demais, mas depois abandonei essa ideia, vendo que a sobriedade realmente combinou com o enredo.


A edição inglesa, publicada pela editora Bloomsbury, ganhou duas versões. A preta adotada depois, pela Bloomsbury Circus. Ambas são bem representativas a cada evolução da personagem, além de serem visualmente bonitas, mantendo o título original: Girl in the dark, que em tradução livre seria Garota no Escuro. 


Livro: A Livraria dos Finais Felizes
Título original: The Readers of Broken Wheel Recommend
Autor (a): Katarina Bivald
Editora: Suma de Letras
Páginas: 334
ISBN: 9788556510150
Sinopse: Sara tem 28 anos e nunca saiu da Suécia — a não ser através dos (vários) livros que lê. Quando sua amiga Amy, uma senhora com quem troca livros pelo correio há anos, a convida para visitá-la na cidade de Broken Wheel, Iowa, Sara decide se aventurar. Mas ao chegar lá, descobre que Amy faleceu. Sara se vê desacompanhada na casa da amiga, em uma cidade muito pequena, e começa a pensar que talvez esse não seja o tipo de férias que havia planejado. Com o tempo, Sara descobre que não está sozinha. Nessa cidade isolada e antiga, estão todas as pessoas que ela conheceu através das cartas da amiga — o pobre George, a destemida Grace, a certinha Caroline e Tom, o amado sobrinho de Amy. Logo Sara percebe que Broken Wheel precisa desesperadamente de alguma aventura, um pouquinho de autoajuda e talvez uma pitada de romance. Resumindo: a cidade precisa de uma livraria.

Katarina Bivald nasceu em Estocolmo, na Suécia e cresceu trabalhando em livrarias. Para onde vai, sempre tem que levar um livro e em sua casa as prateleiras são repletas deles (correntemente tenta convencer a irmã de que prateleiras para jaquetas e sapatos de inverno é completamente desnecessária e que elas estariam melhor ocupadas com livros, mas sua irmã se recusa discutir isso e o fato de que o banheiro também seria um bom lugar para guardar livros). Bivald declara ainda não ter se decidido se prefere pessoas a livros, mas tem certeza de que as pessoas sempre parecem mais interessantes na literatura. Entretanto, concorda que ler um livro e não ter ninguém para discutir sobre ele é deprimente. A Livraria dos Finais Felizes é sua primeira obra, tendo sido publicada em mais de 25 países.

    A cidadezinha de Broken Wheel, no interior do estado de Iowa, nos Estados Unidos, parece ser um pequeno paraíso para Sara, a garota que é simplesmente viciada em ler. O seu conhecimento sobre o mundo se resume àquilo que lê nos livros, e sobre Broken Wheel, se resume àquilo que lê nas cartas de Amy Harris, sua amiga à distância com quem troca livros. Elas nunca se conheceram pessoalmente, e Sara se anima quando Amy a convida para passar as férias na cidade. Porém, Sara sente-se completamente sem chão quando, ao chegar em Broken Wheel, descobre que Amy faleceu recentemente. Ela acaba ficando hospedada na casa enorme da finada amiga e tem a impressão de que está cada vez mais sozinha. 
    Porém, as coisas começam a melhorar quando Sara passa a conhecer os habitantes da cidade, dos quais Amy sempre falava pelas cartas. Sara percebeu que conhecia quase todas as referências e as personalidades dos moradores dali apenas pelo que Amy lhe escrevia. Além de descobrir que não está só, Sara também descobre que Amy já previa que ia morrer antes mesmo que convidá-la para ir à Broken Wheel, pois estava muito doente. Isso deixa Sara intrigada e por muito tempo ela não sabe como se sentir com relação a isso.
    A relação de Sara com os moradores de Broken Wheel vai se desenvolvendo aos poucos, cada qual a sua maneira. Mas sua relação com o sobrinho de Amy, Tom, não é das melhores. De início, a moça se dá conta que ele não é um homem muito fácil de se lidar, e também que ele não parece ir muito com a cara dela. Porém, os outros habitantes da cidade não parecem perceber isso, já que sempre tentam juntar os dois a cada oportunidade. Com o passar do tempo, Sara vai se adaptando a nova vida na cidade, abre uma livraria na qual ninguém põe fé, e se torna mais sociável chegando até a adiar algumas leituras para passar o tempo na companhia de seus novos e excêntricos amigos. No final das contas, Sara passa a ver que não apenas a cidade a está transformando, mas ela também está transformando a cidade — e tem um objetivo para si: fazer com que os moradores de Broken Wheel comecem a ler livros.

    O que mais me instigou no livro logo de início foi o fato de ele falar sobre livros. Um livro que fala sobre o poder mágico que os livros podem ter nas pessoas é sempre motivo de curiosidade, e claro, expectativas altas, já que é um assunto que exige atenção, afinal, a responsabilidade é grande. Então a identificação com os pensamentos postos no enredo a respeito da maravilha que é ler um livro, folhear suas páginas, a sensação gostosa de entrar em uma livraria e se sentir em outro mundo, o sentimento que se tem por um livro com uma história especial, e, o que não poderia faltar, o cheiro que das páginas impressas. Todos esses elementos, junto à uma história leve, divertida, e ao mesmo tempo emocionante, formam um cenário de perfeição.
    A escrita de Bivald é clara, fluida e rica em detalhes. A livraria dos finais felizes tem a magia de nos transportar para o cenário, sendo cada pedacinho de Broken Wheel bem explorado, assim como seus moradores — mas na medida certa, nada fatigante. Para quem já leu Nicholas Sparks e seus romances que se passam em pequenas cidades, pode entender melhor do que estou falando. É exatamente assim que acontece com a descrição de Broken Wheel e seus personagens cheios de hábitos e personalidades próprias. Mas as comparações param por aí, pois se trata de uma obra com grandes toques de originalidade e, visivelmente, feita com muito amor.
    A narrativa se passa em terceira pessoa e tem como foco principal a protagonista. Mas também há capítulos em que os pensamentos e cotidianos de outros personagens também ficam em evidência, no entanto, de forma mais superficial do que ocorre com Sara, a quem os capítulos são mais dedicados. No início da maioria dos capítulos, há amostras das cartas que Amy mandou para Sara, desde quando a troca de livros entre as duas começou até a última que Amy lhe enviou antes de falecer. Tudo isso dá um toque muito emocional ao livro e pode ajudar o leitor a unir certas peças.

"Para mim, o terrorismo ainda é a imagem de homens brancos, ativos na sociedade, parados diante do corpo queimado e linchado de um negro, felizes com o resultado do trabalho deles. John diz que penso demais nas injustiças históricas. Talvez esteja certo, mas é que para mim elas não são históricas. Parece que nunca conseguimos aceitar nossa responsabilidade por elas. Primeiro, dizemos que é assim que as coisas são, depois damos de ombros e dizemos que era assim que as coisas eram e agora elas estão diferentes. Não graças a nós, quero responder, mas ninguém parece querer ouvir isso" (pp. 99-100).


E esse, consideravelmente, é o ano dos fãs do rei Stephen King, pois vem aí mais um livro dele! A Editora Suma de Letras anunciou o livro “Último Turno“, terceiro e último volume da trilogia Bill Hodges, continuação de “Mr. Mercedes” e “Achados e Perdidos” ainda para esse ano de 2016. Confiram a capa e a sinopse: 

Brady Hartsfield, o diabólico Assassino do Mercedes, está há cinco anos em estado vegetativo em uma clínica de traumatismo cerebral. Segundo os médicos, qualquer coisa perto de uma recuperação completa é improvável. Mas sob o olhar fixo e a imobilidade, Brady está acordado, e possui agora poderes capazes de criar o caos sem que sequer precise deixar a cama de hospital. O detetive aposentado Bill Hodges agora trabalha em uma agência de investigação com Holly Gibney, a mulher que desferiu o golpe em Brady. Quando os dois são chamados a uma cena de suicídio que tem ligação com o Massacre do Mercedes, logo se veem envolvidos no que pode ser seu caso mais perigoso até então. Brady está de volta e, desta vez, não planeja se vingar apenas de seus inimigos, mas atingir toda uma cidade. Em Último turno, Stephen King leva a trilogia a uma conclusão sublime e aterrorizante, combinando a narrativa policial de Mr. Mercedes e Achados e perdidos com o suspense sobrenatural que é sua marca registrada.

O livro está previsto para 03 de outubro de 2016. Quem aí já está ansioso (a)? Compre o seu na pré-venda da SARAIVA!


Olá, pessoal! Hoje trazemos aqui uma novidade ainda mais interessante que as demais. O escritor Felipe Pierantoni acabou de lançar seu novo (e incrível!) livro, O Diário Rubro, uma história sobre universos paralelos inspirada em Final Fantasy X, Fronteiras do Universo e Lost. É uma publicação totalmente independente, onde o autor produziu não só o enredo, mas todo o projeto gráfico do livro, que se mistura com o texto numa experiência de leitura diferente. O trabalho ficou incrível, e vocês poderão conferir todas as informações abaixo: 

Sinopse: Perdido num mundo estranho, um rapaz descobre que sua melhor amiga é a deusa de uma sinistra religião. Para aqueles fiéis de capa escarlate, as palavras da garota num velho diário os salvarão da peste que carrega morte e miséria há dezesseis anos. O Diário Rubro é um livro sobre universos paralelos inspirado no jogo Final Fantasy X, na saga Fronteiras do Universo e na série Lost.



Livro: Thomas e Sua Inesperada Vida Após a Morte
Título original: The Accidental After Life of Thomas Marsden
Autor (a): Emma Trevayne
Editora: Seguinte
Páginas: 240
ISBN: 9788555340109
Sinopse: Roubar túmulos é um negócio arriscado. É, na verdade, um péssimo negócio. Para Thomas Marsden, a partir de uma noite de primavera em Londres (véspera do seu aniversário de doze anos), esse passa a ser um negócio também assustador. Isso porque, deitado em uma cova recente, ele encontra um corpo idêntico ao seu. Esse é apenas o primeiro sinal de que alguma coisa muito esquisita está acontecendo. Muitos outros vêm em seguida, até que Thomas vai parar num mundo estranho, habitado por fadas e espiritualistas, onde a morte é a grande protagonista. Desesperado para conhecer a sua verdadeira história e descobrir de onde vem, Thomas vai ser apresentado à magia e ao ritual, e vai se dar conta de que, de vez em quando, aquilo que faz dele um garoto comum pode torná-lo extraordinário.

Emma Trevayne é escritora em tempo integral. Adora música e fotografia. Também escreve livros para o público juvenil, como Coda, seu primeiro romance, e a sequência Chorus. Dela, a Seguinte publicou Voos e Sinos e Misteriosos Destinos (2014). Já morou no Canadá, Inglaterra e Estados Unidos. Você pode segui-la no Twitter: @EMentior

   A vida de Thomas não se parecia em nada com a de um menino de (quase!) doze anos. Em primeiro lugar, ele trabalhava para ajudar nas despesas de casa, já que para a sua família — ele, a mãe e o pai — faltava tudo. Em segundo, essa sua ocupação era estritamente noturna, por isso o garoto não frequentava a escola. Em terceiro, seu ofício consistia em violar sepulturas em busca de algo valioso, como uma espécie de coveiro às vezes. Claro que Thomas não se sentia muito confortável com a atividade, mas já estava acostumado. Além disso, o contato com a morte andava em alta na Inglaterra, onde as pessoas ansiavam por contatar os mortos, recorrendo a espiritualistas que pipocavam mais e mais pela cidade, oferecendo serviços pouco confiáveis mas extremamente atraentes. 
   Essa era a vida de Thomas — e provavelmente continuaria sendo, a perder de vista. Mas, certa noite, um acontecimento inesperado muda tudo. Ao cavar uma cova fresquinha, ele dá de cara com o próprio corpo, estendido na terra, coberto apenas por um pedaço de pano e, enrolado nas mãos, um bilhete e três ingressos. Como era de esperar, Thomas começa a fazer perguntas, que os pais não querem responder. Determinado a não deixar isso quieto, o garoto sai em busca de sua história por conta própria e não somente descobre que não era quem pensava, como se depara com um mundo paralelo, para além da vida — onde vivem fadas e tudo é diferente. E se achamos que isso já é demais para um garoto de (quase!) doze anos, não sabemos nem o começo. Thomas tem um papel importante nesse mundo, cuja segurança, neste momento, depende exclusivamente dele. 

   Sempre fui um grande admirador do gênero fantástico, ainda que seja um gênero que leio com uma frequência bem menor que os demais. Se a fantasia for urbana e com um toque juvenil, melhor ainda! Quando a Seguinte publicou o primeiro livro de Trevayne aqui no Brasil, Voos e Sinos e Misteriosos Destinos, só em ver a capa e a sinopse, já fiquei com uma imensa vontade de ler. Parecia ao meu ver um romance diferente e, portanto, agradável para mim — uma pessoa fanática por coisas fora do comum. Contudo, apesar de já ter lido inúmeras críticas positivas, até hoje não cheguei a ler o livro — o que, consideravelmente, é uma pena. Mas foi pensando nisso que resolvi ler Thomas e Sua Inesperada Vida Após a Morte, novo livro de Emma, lançado recentemente pela Seguinte.
   Novamente fui ganho pela capa e, claro, pelo título — que, sim, é bem incomum e chamativo. Como eu nunca havia lido nada da autora, e não costumo simplesmente me basear em outras opiniões, estava neutro quanto as expectativas, pois, de alguma forma, eu já sabia que algo ia me agradar bastante — o enrendo, o personagem, o mistério por trás da trama e afins. Ao término da leitura, não me senti totalmente satisfeito, tampouco inteiramente desagradado. Eu diria que no todo minhas expectativas foram bem saciadas e, analisando o gênero, é uma grande aposta para os fãs de fantasia que curtem uma "pegada" mais juvenil.
   A narrativa é uma das melhores partes da obra. A autora, mesmo em terceira pessoa, consegue transmitir tudo que os personagens sentem e como refletem sobre suas ações, o que aproxima e torna mais real a relação leitor-personagem. Toda a estrutura narrativa, com diálogos bem construídos, é bastante direta e sem rodeios, o que a torna bastante ágil e significantemente envolvente. Para quem está acostumado com livros de início arrastado e bastante explicativo, vai se surpreender quando não encontrar isso em Thomas e Sua Inesperada Vida Após a Morte, pois o livro é recheado de intrigas e mistérios, onde tudo vai sendo contado pouco a pouco, o que nos prende até o desfecho da sagaz obra de Emma Trevayne, que escreve como se contasse a alguém uma história tão normal quanto o nascer do sol. 

Não. Cravo-de-Defunto não ia se render. Já estava farto de tudo aquilo. O que aconteceria coma afamada Sociedade Espiritual de Mordecai se cada uma das últimas fadas se recusasse a falar?
— Vamos tentar outros. Sr. Baker, por favor, visite-nos quando estiver pronto. E, agora, a encantadora irmã deste fino cavalheiro, Marcus Parrot, poderia, por favor, vir até nós.
Cravo-de-Defunto podia vê-la também. Com lágrimas no rosto, sozinha em uma massa de espíritos que se misturavam. Ela abriu a boca. Ele mordeu a língua.


Depois do crescimento vertiginoso dos romances young adult, mais e mais editoras têm investido no gênero. Depois do sucesso de "Por Lugares Incríveis", a editora Seguinte investe agora em "O Livro de Memórias", da autora Lara Avery. Confiram a capa e a sinopse:

[CAPA] O livro de memórias
Dizem que minha memória nunca mais será a mesma. Então estou escrevendo para lembrar.
Sammie sempre teve um plano: se formar no ensino médio como a melhor aluna da classe e sair da cidade pequena onde mora o mais rápido possível. E nada vai ficar em seu caminho — nem mesmo uma rara doença genética que aos poucos vai apagar sua memória e acabar com sua saúde física. Ela só precisa de um novo plano.
É assim que Sammie começa a escrever o livro de memórias: anotações para ela mesma poder ler no futuro e jamais esquecer. Ali, a garota registra cada detalhe de seu primeiro encontro perfeito com Stuart, um jovem escritor por quem sempre foi apaixonada, e admite o quanto sente falta de seu melhor amigo de infância, Cooper, de quem acabou se afastando. Porém, mesmo com esse registro diário, manter suas lembranças e conquistar seus sonhos pode ser mais difícil do que ela esperava.

Posso dizer que, sim, com certeza vou ler! Assim como a maioria das pessoas, eu amei Por Lugares Incríveis, e ler um livro indicado para os fãs desse sucesso, é, sim, uma de minhas metas. E vocês? Gostaram da novidade? O livro será lançado no dia 26 de Agosto, fiquem ligados. 


Como todos já sabem, a coluna "Ao Redor do Globo: Capas" está de volta e quem perdeu o primeiro post (de sua reestreia) clique aqui e leia agora mesmo. No post de hoje, a coluna traz as lindas capas de um livro que foi resenhado recentemente aqui no blog:  No Seu Olhar, novo romance de Nicholas Sparks, lançado no Brasil pela Editora Arqueiro. Quem quiser conferir a resenha, e saber mais sobre esse incrível livro que, certamente, dará origem a um filme, clique aqui e leia.

Essa é a capa brasileira, da edição publicada pela Editora Arqueiro. Apesar de sua aparente simplicidade, acho a capa muito bonita e coerente com os fatos descritos no livro — principalmente as flores!

Essas duas capas são utilizadas em edições dos Estados Unidos e Inglaterra, sendo que a segunda é a mais utilizada. Para mim, ambas as capas têm a ver com o livro, mas a segunda, além de ser infinitamente mais bonita, condiz 100% com toda a trama, lugares e com os personagens — essa que deveria ter sido utilizada no Brasil!

Essa é a capa da edição da Alemanha, que em minha opinião pouco tem a ver com a história — talvez tenha, sim, com o gênero, mas, decididamente, não com a história.

É, sem dúvidas, os editores não leram o livro antes de mandarem fazer as capas! Como dito na resenha, em No Seu Olhar, Sparks mantém muito de seu estilo, mas muita coisa nova e diferente é adicionada. Acredito que as capas tinham que demonstrar isso. Até porque, é muito mais que um "romancezinho de paisagens bonitas". E essa, afinal, é a capa da edição da Itália.

Essa é a capa da edição de Portugal! E, como já disse, a arte é a minha preferida — ainda que nessa edição as fontes, a disposição delas e as cores não favoreceram a beleza da imagem.

E, por fim, a edição da Espanha, para finalizar com chave de latão — sem comentários essa capa! Parece muito com as que eu faço para meus livros do Wattpad (que nunca chego a publicar!).

E, sobre o livro, foi uma leitura bem agradável, rápida e que me deixou com boas emoções e, claro, boas lembranças. Não tenho certeza sobre o que estou dizendo, mas acredito que é um prato cheio (ou quase cheio) para os fãs do autor e um bom livro para quem quer conhecê-lo. Eu recomendo! Garanto que será fisgado (a) só pelo prólogo.

E você? Já leu No Seu Olhar? Deixe aqui sua opinião sobre qual capa é a mais bonita e, caso queira, sugestões para as próximas capas da coluna. Teremos o maior prazer em ouvi-los. Comente!


A Seguinte lançou recentemente o livro "Uma Canção de Ninar" que promete ser mais um sucesso da considerada Rainha do Young Adult, Sarah Dessen, conhecida em nosso país, principalmente, pelo livro "Os Bons Segredos". Vamos conferir a capa e a sinopse?

Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor…

O livro já se encontra disponível para compra nas maiores livrarias do país. Eu, se fosse vocês, daria uma chance! Abaixo, seguem alguns links onde você poderão adquirir o livro:



Livro: A Coroa
Título original: The Crown
Autor (a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 312
ISBN: 9788555340048
Sinopse: "Em ''A Herdeira'', o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria entre os trinta e cinco pretendentes do concurso um companheiro de verdade, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava."

SÉRIE "A SELEÇÃO"
    1.  A Seleção
    2.  A Elite
    3.  A Escolha
    4.  A Herdeira
    5.  A Coroa
    6.  Felizes Para Sempre

CONTOS DIGITAIS 
    1.  O Príncipe

    2.  O Guarda
    3.  A Rainha
    4.  A Favorita

EXTRA
    1.  Diário da Seleção


Kiera Cass nasceu em 1981, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Formou-se em História na Universidade de Radford, na Virginia, e atualmente mora em Christiansburg. Além da série A Seleção, também é autora de A Sereia. Beijou aproximadamente catorze garotos em sua vida, mas nenhum deles era um príncipe. Mais informações em www.kieracass.com

   A princesa Eadlyn é o fruto de um conto de fadas: seus pais, o rei Maxon e a rainha America, viveram uma história de amor maravilhosa durante a Seleção, um concurso transmitido em rede nacional há mais de vinte anos. É claro que os dois passaram por muitos altos e baixos até ficarem juntos, mas a história sempre acaba apagando alguns detalhes, e o que restou foi a imagem de um relacionamento perfeito e inabalável. A princesa, sempre independente e decidida, nunca achou possível viver um romance minimamente parecido com o de seus pais. Por isso, quando os dois propõem que ela realiza sua própria Seleção, a garota não fica nada satisfeita. 
   Eadlyn só aceita porque o concurso serviria de distração para o povo enquanto seu pai pensaria numa solução mais eficaz para os inúmeros casos de discriminação contra as pessoas que antigamente pertenciam a castas baixas. A garota passa as primeiras semanas contando os dias para o fim da competição, quando enfim poderia mandar todos de volta para casa e continuar com seu afazeres de sucessora em paz. Mas alguns candidatos conseguem abrir rachaduras nas muralhas que Eadlyn construiu em volta de si mesma, principalmente de seu coração. Aos poucos, os Selecionados se tornam seu porto seguro, ao mesmo tempo que a fazem enxergar como é a vida fora da bolha em que vive.
   E ela realmente está precisando: os acontecimentos no palácio obrigam Eadlyn a assumir cada vez mais responsabilidades no governo, e a garota não tem escolha a não ser encarar a rejeição do público. Seu maior desafio é se aproximar do povo, mostrando que se importa e que tem capacidade de governar. Tudo isso enquanto a pressão para escolher um marido só aumenta  e um garoto em particular começa a tomar conta de seu coração. A Coroa é o quinto e último volume da série que já conquistou milhares de leitores em todo o Brasil — inclusive eu. No desfecho da história de Eadlyn, você verá que cada história de amor é única — e que todos podem alcançar seu final feliz. E mesmo que esse final feliz não seja tão mágico como da America com o Maxon, não devemos chorar porque não foi bom o suficiente ou porque acabou. Devemos é sorrir porque aconteceu!

   Sempre fui muito fã dos livros da Kiera Cass, em especial a série "A Seleção", seu mais popular trabalho. Desde o primeiro contato com a série distópica, me senti abraçado por tudo aquilo que a autora criou, como se tudo fosse real e inteiramente significante. E, de fato, mesmo sendo ficção, não deixa de ter certo significado. Então, ano após ano, me vi ansioso pelo lançamento de mais um livro da série, e agora, quando finalmente a trilogia de cinco livros acabou, não me sinto triste porque foi o fim; mas feliz porque aconteceu e foi uma boa história. E foi uma das histórias mais lindas que já li — e são essas que, por vezes, nos fazem acreditar na vida e, principalmente, no amor. 
   O gênero — como estão cansados de saber — é o meu preferido, e o que sempre achei mais peculiar em "A Seleção" é a forma diferente como a distopia está presente; não como foco, mas como tema, situação. O gênero, como regra, deveria mostrar situações ruins, lugares ruins. Mas não é isso que temos em "A Seleção" — não como um todo —, pois os mundos criados por Kiera são sempre bonitos e surreais, eu poderia dizer. Isso, obviamente, só acrescenta pontos positivos ao livro — devido, principalmente, ao caráter original que a obra acaba tendo. Minhas expectativas para esse término eram as mais altas possíveis, pois, por maiores os erros, nunca cheguei a me decepcionar extraordinariamente — ou exageradamente, como a maioria — com os livros da série. E, mais uma vez, as expectativas mantiveram-se saciadas do começo ao fim.
   A narração segue os padrões de sempre da autora, e o que gosto sempre de dizer é: lembre-se que agora não é mais a América quem conta a história, é a filha dela, e você deve interpretá-la, claro, como uma pessoa diferente. Obviamente, a autora é a mesma, logo os personagens são sempre ótimos contadores de história. A autora faz um equilíbrio inexorável entre diálogos necessários e uma estrutura narrativa em primeira pessoa, abordado a protagonista no máximo de sua totalidade ficcional, de suas ações e pensamentos, dando contornos suficiente para uma narrativa fluida — esse é o livro da série que tem a narrativa mais veloz. É possível lê-lo em um único dia. Através de Eadlyn, nós sabemos tudo da forma mais sutil e detalhada possível, mantendo sempre um toque firme de formalidade — que caiu super bem na trama, visto a seriedade dos acontecimentos vivenciados pela protagonista.

"Eu quase perdi tanto, mas eu tinha que lembrar o quanto eu tinha ganhado. Eu era a rainha, e estava noiva. Eu finalmente aprendi o que era preciso para ver as outras pessoas e o que significava deixar que outras pessoas me vissem. Eu ainda tinha muito a realizar, tantas coisas que eu queria fazer para minha família e para o meu povo. Eu esperava que eu me estabelece-se firmemente para que eu pudesse fazer isso."


A Editora Intrínseca anunciou recentemente que o livro "Biblioteca das Almas", continuação de "Cidade dos Etéreos", de "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares" do autor Ramson Riggs, será lançado agora em Agosto. 

Srta. Peregrine 3
Na continuação da história, Jacob descobre uma poderosa habilidade e não demora a explorá-la para resgatar os amigos peculiares e as ymbrynes das mãos dos acólitos. Junto com ele vai Emma Bloom, uma menina capaz de produzir fogo com as mãos, e Addison MacHenry, um cão com faro especial para encontrar crianças perdidas. Partindo da Londres dos dias atuais, o grupo vai percorrer as ruelas labirínticas do chamado Recanto do Demônio, uma complexa fenda temporal que abriga todo tipo de vícios e perversões. É ali que o destino de peculiares de toda parte será decidido de uma vez por todas.

Assim como o anterior, Biblioteca de Almas ganhará uma versão capa dura, colorida e com jacket. Minha ansiedade para lê-lo está além do imensurável, hein? E vale ressaltar que em Setembro temos a adaptação cinematográfica do primeiro livro da trilogia, pelo diretor Tim Burton. 

     


Livro: Cidade em Chamas
Título Original: City on Fire
Autor: Garth Risk Hallberg
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 1043
ISBN: 9788532518750
Sinopse: Nova York, 1976. O sonho hippie acabou, e dos escombros surge uma nova cultura urbana, com guitarras desafinadas, coturnos caindo aos pedaços, galerias de arte e casas de show esfumaçadas. Regan e Willian são herdeiros de uma grande fortuna. Ela, uma legítima Hamilton-Sweeney, vê seu casamento desmoronar em meio às infidelidades do marido. Ele, a ovelha negra, fundador de uma mitológica banda punk e uma figura lendária das artes de Nova York. Ao redor dos dois gira uma constelação de personagens e acasos — uma jovem fotógrafa, um professor negro e gay, um grupo de ativistas, um garoto careta e asmático e um jornalista que sonha ser o novo nome do jornalismo literário americano. E, em meio a tudo isso, um crime que vai cruzar essas vidas de forma imprevisível e irremediável. Cidade em chamas é um romance inesquecível sobre amor, traição e perdão, sobre arte, rock e o que significa a verdade. Sobre pessoas que precisam umas das outras para sobreviver. E sobre o que faz a vida valer a pena.

Garth Risk Hallberg nasceu na Louisiana e foi criado na Carolina do Norte, no Sul dos Estados Unidos. Porém, se considera nova-iorquino, pois sente que a cidade é o seu lar e a ama como se fosse seu conterrâneo. Em 2013, o autor vendeu Cidade em Chamas, seu primeiro romance, para a editora Knopf por US$ 2 milhões de dólares, um valor impensável a um escritor pouco conhecido. Mesmo assim, o livro rendeu críticas bastante positivas no mercado editorial americano, mesmo que o número de páginas fosse extenso demais (detalhe: na língua inglesa, há cem páginas a menos que na versão brasileira). Scott Rudin, de As Horas e Francês Ha comprou os direitos cinematográficos da obra.

    O cenário é de uma Nova York extremamente desgastada, mas inteiramente em polvorosa. É retratado o aumento da violência, a crise financeira que consequentemente gerou muito desemprego e pobreza, inclusive mostra o quanto os bairros de periferia foram locais de resguardo de muitos artistas de artes plásticas, como um dos personagens. A cidade estava sofrendo constantes choques culturais, e, para elevar ainda mais a euforia da época, as liberdades individuais estavam sendo contestadas o tempo inteiro. Movimentos culturais passaram a tomar forma. O Hippie ficou de lado para dar espaço ao Punk. A síntese desse movimento hoje é chamada de "contracultura", e estuda-se sobre isso nas aulas de história, embora na época, fosse motivo de escândalo levar a cultura revolucionária a ser objeto de estudo entre os mais jovens.
    Entender o conceito de "contracultura" em que o livro está inserido, é essencial para sua leitura. Porém, para compreender melhor esse contexto, é essencial se desprender de alguns preceitos tidos a respeito de movimentos revolucionários, em especial, o Punk. Hippies e punks fazem parte da contracultura, mas com ramificações de pensamento distintas. Ambos queriam a mudança da sociedade, porém, enquanto os hippies pregavam conceito de paz e amor, os punks partiram para uma abordagem mais agressiva, pois se a revolução não ocorria por meios pacíficos, então ocorreria através da violência. Pichações, solos de guitarra e vozes berrando ao microfone compondo o novo estilo Punk Rock. O movimento lutava essencialmente contra a sociedade capitalista. Os punks viam o capitalismo como uma agressão aos direitos humanos e à igualdade, e por isso, apoiavam um outro tipo de sistema — dentro desse contesto, surgiu o anarco-punk, o ápice do pensamento do movimento.


    A história realmente começa após o assassinato que vai mexer com a vida de todos os personagens, tendo como clímax o famoso blecaute de 1977, que ligará todos os caminhos em um só. Hamilton-Sweeney é o nome de uma das famílias mais populares e ricas de Nova York e pertencem como sobrenome a dois personagens-chaves: Regan e Willian. Dois irmãos que se afastaram depois de muitos altos e baixos em suas vidas, como a morte da mãe, o casamento do pai com outra mulher e a chegada do irmão dela (o "Irmão Demoníaco") aos negócios da família. Porém, seus destinos acabam sendo atravessados por uma série de fatos e a partir de então, terão que enfrentar mais mudanças e diversas surpresas.
    Regan e Willian se ligam a outros personagens que dançam a sua volta formando uma longa teia de relações e acontecimentos. O adúltero Keith, marido de Regan, conecta-se à fotógrafa baleada no Central Park, cujo corpo é encontrado por Mercer, namorado de Willian, um recém-chegado à Nova York e professor de uma escola para meninas. Mercer, por sua vez, acaba sendo interrogado por Larry Pulaski, um detetive em fase de decadência que tem um conhecido repórter chamado Richard, aspirante a ser o escritor de um livro impactante, fazendo com que nessa jornada pela obra perfeita acabe conhecendo Sam e seu pai, se envolvendo mais em sua história do que deveria. E assim segue-se a trilha interminável de personagens e histórias em flashbacks constantes, compondo um thriller eletrizante.
   
"E você, lá fora: de alguma maneira você não está aqui comigo? Quer dizer, quem ainda não sonha com um mundo diferente deste aqui? Quem dentre nós — se isso quer dizer abandonar a insanidade, o mistério, a beleza totalmente inútil de um milhão de Nova Yorks um dia possíveis — está sequer disposto a desistir da esperança?" (p.17)


Oi, gente! Olha só quem, depois de dois anos de estagnação, voltou. Quem pensou na coluna "Quotes de Quarta", acertou em cheio. Para quem não lembra, a intenção é total e puramente de compartilhar com vocês trechos incríveis de nossos livros preferidos, certo? Então vamos lá!


“Todos me conhecem pelo número de minutos em que estive morta. Eles pesam que isso define quem sou. Pensam que podem me controlar. Eles estão muito engados.”
— Rebelde (Amy Tintera)

"Faz frio, o frio do outono, a estação da mudança e da morte. Nada assombra os céus ainda, nenhum jato para chover destruição sobre uma cidade já destruída."
— Coroa Cruel (Victoria Aveyard)

"Isso eu menciono aqui e agora porque, para mim, o momento que pôs tudo em movimento foi justamente o encontro, dois dias antes do Natal, com aquele fidalgo francês, sem o qual talvez eu não tivesse vivido nem os dias radiantes nem os tenebrosos que estavam por vir.”
— O Garoto no Convés (John Boyne)

“Que significado teve essa descoberta? Na verdade, não apenas naquele exato instante, mas pelas três décadas seguintes, ela representaria pouco mais do que um intervalo idílico em meio a uma longa e tediosa navegação oceânica.”
— A Viagem do Descobrimento (Eduardo Bueno)


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