Livro: A Zona Morta
Título Original: The Dead Zone 
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 480
ISBN: 978-85-5651-033-4
Sinopse: Depois de quatro anos e meio, John Smith acorda de um coma causado por um acidente de carro. E, após tanto tempo, sua volta à consciência é acompanhada de poderes inexplicáveis. O passado, o presente e o futuro — nada está fora de alcance. O resto do mundo parece considerar seus poderes um dom, mas John está cada vez mais convencido de que é uma maldição. Basta um toque, e ele descobre mais do que jamais quis sobre as pessoas. Ele não desejou isso e, no entanto, não pode se livrar das visões. Então o que fazer quando, ao apertar a mão de um político em início de carreira, John prevê o que parece ser o fim do mundo?

Stephen King é autor de mais de cinquenta best-sellers no mundo. Os mais recentes incluem Mr. Mercedes (vencedor do Edgar Award de melhor romance, em 2015), Achados e PerdidosÚltimo TurnoRevival, Escuridão Total Sem Estrelas, Doutor Sono, Novembro de 63 e Sob a redoma (que foi adaptada como uma série pela CBS). Em 2003, King recebeu a medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas da National Book Foundatione, em 2007, foi nomeado Grão-Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos. A zona Morta, lançada em 1979 nos Estados Unidos e em 1981 no Brasil, ganhou uma adaptação cinematográfica em 1983 com direção de David Cronenberg.

   John Smith — não pode haver nome considerado mais comum nos Estados Unidos. Porém, o protagonista dessa obra de Stephen King está bem longe de ser normal. Quando tinha apenas seis anos, John almejava ser um grande patinador, e, tentando imitar os meninos mais velhos, que patinavam com graça e elegância, ele acabou tropeçando durante uma manobra e sofreu uma forte pancada na cabeça que o deixou desacordado e delirando por um tempo. De volta em casa, o pequeno Johnny escondeu o ocorrido de seus pais, com medo de que eles proibissem a patinação. O tempo passou e as lembranças desse dia também.
   Johnny se tornou professor do ensino fundamental de uma escola em Cleaves Mills. Ele era o tipo engraçado que se dá bem com todos, que consegue controlar a turma mais bagunceira da escola e sempre diz a coisa certa com todo seu traquejo social. Além disso, ele estava desenvolvendo um relacionamento amoroso com sua colega de trabalho, a bela Sarah Bracknell — parecia ser o começo de um bom namoro: a professora chata e o professor brincalhão. Sarah não tinha boas experiências com namoros, mas em Johnny encontrou alguém com quem podia compartilhar tudo e ter um romance saudável. Foi assim até a noite em que eles resolveram ir à feira regional para comemorar o Halloween.
   A feira estava divertida. Sarah e Johnny foram a vários brinquedos e comeram muitas porcarias saborosas. Sarah decidira passar a noite na casa de Johnny e seria a primeira vez dos dois juntos. Mas antes de partir, Johnny resolveu jogar a Roda da Fortuna em uma das barracas. Desse ponto em diante as coisas começaram a ficar estranhas. Johnny não errou em nenhuma das apostas que fez. Uma multidão se reuniu em torno dele de tão assombrosa que era sua suposta sorte. Por um acaso do destino, Sarah começou a passar mal. Johnny se apressou em levá-la para casa e a noite que iam passar juntos  no apartamento dele foi cancelada. Na volta, Johnny pegou um táxi. Ao fazer uma curva, o carro bateu e Johnny, que foi lançado longe na estrada, ficou seriamente ferido e entrou em estado de coma — permaneceu assim por quatro longos anos.
    Muita coisa aconteceu durante o tempo Johnny esteve desacordado. Um serial killer estava à solta, os Estados Unidos ganharam um novo presidente e Greg Stillson, dono de uma agência de seguros, sentiu-se confiante para lançar sua carreira política em New Hampshire. Quando Johnny finalmente acordou, sua mãe havia se tornado uma fanática religiosa, Sarah se casara e tivera um filho, e ele adquirira poderes sobrenaturais. Bastava tocar em alguém para descobrir particularidades da vida daquela pessoa. Para sua mãe, Vera, aquele só podia ser um dom dado por Deus. Mas para Johnny, só podia ser uma maldição. Boa parte de sua vida foi desperdiçada numa cama de hospital e agora que estava de volta, de repente se tornou uma personalidade paranormal. Com o passar do tempo, criou um hobby: apertar a mão de políticos para saber o que viria pela frente em suas carreiras e o que fariam se chegassem ao poder. Foi assim que Johnny chegou à Greg Stillson. Num aperto de mão, ele viu o poder que aquele homem teria e as terríveis consequências que traria ao mundo. De alguma forma Johnny precisava impedir aquilo.

— Às vezes eu acho que nada é justo — disse ele. — A vida é dura. Às vezes, você simplesmente precisa se contentar com o pouco que tem e tentar viver com isso" (p. 168).


Livro: Hotel Valhala: Guia dos mundos nórdicos
Título Original: Hotel Valhala: Guide to The Norse Worlds
Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 160
ISBN: 978-85-510-0230-8
Sinopse: Este guia essencial dos deuses e deusas nórdicos, dos seres míticos e das criaturas fantásticas dos nove mundos foi preparado especialmente para você, estimado hóspede. Com dados importantes, entrevistas exclusivas e muitas reflexões, o guia vai ajudá-lo a começar o treinamento para o Ragnarök com o pé direito, evitando qualquer constrangimento desnecessário na pós-vida viking. Você nunca mais vai cometer o erro de achar que Ratatosk é um esquilo fofo nem confundir um anão com um elfo! Esperamos que Hotel Valhala: Guia dos mundos nórdicos ofereça todo o conhecimento de que você precisa para sobreviver durante sua hospedagem eterna em nosso honorável hotel.

Rick Riordan nasceu em 1964 nos Estados Unidos, Texas, e hoje vive em Boston, com a esposa e os dois filhos. Autor best-seller do The New York Times, premido pela YALSA e pela American Library Association, por quinze anos ensinou inglês e história em escolas de São Francisco, e é essa experiência que ele atribui sua habilidade de escrever para o público jovem. Escritor das séries Percy Jackson e os Olimpianos, sobre a mitologia grega, As Crônicas dos Kane, sobre a mitologia egípcia, Heróis do Olimpo, inspirada nos mitos greco-romanos e Magnus Chase e os Deuses de Asgard, que trata da mitologia nórdica.

    O Hotel Valhala é o lugar para onde os einherjar (heróis que morreram com bravura na Terra, chamada de Midgard) vão depois que morrem – ou ao menos uma parte deles, pois a outra fica em Álfaheim, o mundo dos elfos ou Helheim, uma espécie de inferno nórdico. Valhala está localizada em Asgard e é comandado por Odin, o Pai dos deuses. Lá, os heróis vivem sua pós-vida em meio a muitos treinamentos de guerra – onde eles podem morrer e renascer constantemente, aprendendo com seus erros. Todo esse treino busca prepará-los para o Ragnarök, o juízo final ou fim do mundo na versão nórdica, que será marcado pela libertação do Lobo Fenrir, filho de Loki, o deus da trapaça. 
    Magnus Chase, o protagonista dessa série, chega ao Hotel completamente perdido (como é mostrado no primeiro livro, A espada do verão). São muitas coisas para absorver – tirando o fato de que está morto! Por isso, o gerente do lugar, Helgi, preparou um guia destinado a todos os einherjar que chegam a Valhala de forma a responder suas principais dúvidas e explicar como tudo funciona. Ele é escrito por diversos autores, que contribuem de alguma forma – produtiva ou não – para o entendimento do universo nórdico: seus nove mundos e as principais criaturas que nele habitam.
    Com prefácio e posfácio escritos por Helgi, boa parte do livro conta com a escrita de Hunding, o porteiro do Hotel. É ele que apresenta os deuses e deusas, os seres míticos e as criaturas fantásticas – ele tange os mais conhecidos e suas características mais notáveis, dividindo em categorias. Além desse conteúdo explicativo, também conta com entrevistas feitas por um dos lordes que ocupa a Grande Mesa dos Lordes em Valhala, Snorri Sturluson, textos de outros residentes do Hotel – inclusive alguns dos amigos de Magnus – e até mesmo de criaturas fantásticas. 

    Por já ter lido os dois primeiros livros da série Magnus Chase e os deuses de Asgard (entre outras obras de Rick Riordan), fiquei animada para poder ler mais um guia. São neles que Rick se dispõe a explicar o mundo no qual ele se inspirou para compôr a história e adicionar seus elementos criativos. Essa inspiração do autor é o que faz, em minha opinião, suas obras serem tão encantadoras – não se trata apenas de buscar elementos mitológicos, mas também de criar uma história totalmente nova, com detalhes contemporâneos e personagens incríveis.
    A escrita de Rick é leve e simples. Destinado ao público infanto-juvenil, o livro busca explicar de forma clara e dinâmica como o mundo nórdico pode ser interessante – e o melhor de tudo: não está esquecido em empoeirados livros de história viking que ficam nos recantos de algumas seções esquecidas de biblioteca. A narrativa varia bastante e vários tipos de formatos são apresentados. Há o formato de entrevista (o pingue-pongue, com perguntas e respostas), curiosamente escrito por um dos corvos fiéis de Odin, onde o Lorde Snorri se encontra com deuses e deusas fazendo perguntas a respeito de suas funções e personalidades (e também aproveita para bajular um pouco, como é do costume do exibido personagem). Também conta com recortes de notícias, memórias e artigos escritos por outros personagens já conhecidos dos livros anteriores.

"Pelo que entendi, quando combinado com outras palavras, a hashtag tem o poder de distrair a mente de assuntos mais importantes. Se eu estiver certo, esse vai ser o assunto do meu próximo livro. A princípio, o título vai ser... você vai adorar... Hashtag" (p. 27).


Olá, leitores! Hoje, a coluna Li até a página 100 e... — que consiste nas primeiras impressões que temos sobre os livros que iremos resenhar futuramente — traz o clássico de 1979 de Stephen King, A Zona Morta.


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "A loucura nos olhos dele sugeria muitas coisas, e o tédio não era uma delas".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: Após um acidente, John Smith começa a ter visões sobre a vida das pessoas. Basta um toque em alguém ou em algo para conhecer toda a história por trás de uma pessoa ou objeto. Isso desencadeia uma série de acontecimentos, onde John é o cerne da história. Após ter passado quatro anos no hospital em estado de coma, ele mal espera para poder retornar à sua vida da forma mais normal possível. Mas nada volta a ser como antes.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
A leitura está frenética, avassaladora. É daquelas que prendem logo no primeiro parágrafo. É um livro grosso, com mais de 400 páginas, mas elas passam rápido. Parei em um capítulo logo após o acidente, então as coisas ainda não ficaram tão estranhas como a sinopse promete, mas sinto que estou chegando perto do clímax.

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
John é um típico personagem facilmente conquistável. Ele não tem o estilo do "deus grego", nem do "romântico inveterado", mas é um cara legal, divertido e dedicado no que faz. É professor do ensino fundamental de uma escola em Cleaves Mills e é querido por todos os alunos. Porém, a tal paranormalidade dele já se apresenta antes do acidente por uma forte pancada na cabeça que sofreu quando ainda era criança. Tudo isso faz com que ele aparente ter dois lados: o lado bom e simpático do John Smith, e outro, totalmente desconhecido, e que é capaz de assombrar as pessoas à sua volta. Em suma, ele já me conquistou e espero que me surpreenda!

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

Pensar era mesmo muito maçante, principalmente quando tudo que uma pessoa tinha na cabeça era ela mesma e um amor perdido.

VAI CONTINUAR LENDO?
Sim, não vejo a hora de adentrar ainda mais nessa história!

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "Walt não fazia exigências – ou, se as fazia, era de uma maneira tão discretamente crescente que não dava para perceber".


A editora Jangada lança neste mês de agosto o sucesso "A Carruagem da Morte", de Gustavo Rosseb. Você pode adquirir o seu aqui. Confira abaixo a capa e a sinopse:


Sinopse: A aventura final da trilogia de Tibor Lobato está começando: uma nova quaresma chegou e todos os moradores dos vilarejos em torno da Vila do Meio sofrem o ataque brutal de um exército de criaturas horrendas. Ao saber da ocorrência de estranhos rituais, Tibor descobre que tudo faz parte de um plano macabro da Cuca, que ele pretende derrotar de uma vez por todas. Em meio a batalhas épicas, sonhos e pesadelos sobrenaturais, Tibor precisa enfrentar o maior de todos os desafios: conhecer a si mesmo e a extensão da própria força. Gustavo Rosseb resgata e moderniza os mitos e causos do folclore brasileiro, entretendo os leitores e provocando reflexões sobre temas como o preconceito, a morte e o poder da amizade e dos laços de família. As aventuras de Tibor estão chegando ao fim, mas a diversão está apenas começando.


Livro: A Hora do Lobisomem
Título Original: The Cycle of the Werewolf
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 149
ISBN: 978-85-5651-040-2
Sinopse: O primeiro grito vem de um trabalhador ferroviário isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceram sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia escapa de uma mulher atacada no próprio quarto. Agora, toda vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker's Mill, acontecem novas cenas de terror inimagináveis. Quem será a próxima vítima? Quando a lua sobe no céu, os moradores da cidade são tomados por um medo paralisante. Uivos quase humanos ecoam no vento. E há pegadas por todos os lados de um monstro cuja fome nunca é saciada.

Stephen King é autor de mais de cinquenta best-sellers no mundo. Os mais recentes incluem Mr. Mercedes (vencedor do Edgar Award de melhor romance, em 2015), Achados e Perdidos, Último Turno, Revival, Escuridão Total Sem Estrelas, Doutor Sono, Novembro de 63 e Sob a redoma (que foi adaptada como uma série pela CBS). Em 2003, King recebeu a medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas da National Book Foundation e, em 2007, foi nomeado Grão-Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos.

    Tudo começa na primeira lua cheia do ano. Arnie Westrum, o sinaleiro da ferrovia de Tarker's Mill, uma pequena cidade americana, ficou preso no barracão de ferramentas. O vento está forte, a neve está densa e o carro ficou emperrado na nevasca. Dessa forma, Arnie preferiu ficar dentro do barracão até a tempestade passar. Para matar o tempo, ele joga paciência. Era uma noite calma apesar da neve selvagem que caía. Mas o sinaleiro mal podia imaginar que algo ainda mais selvagem estava se aproximando do barracão. Foi a primeira transformação do monstro que, durante os próximos onze meses, iria aterrorizar os moradores daquela cidade.
    A segunda vítima do lobisomem de Tarker's Mill é uma mulher solteira que sonha em encontrar um grande amor, mas suas chances não são boas, já que nenhum homem se sente atraído por ela – tudo por conta de seu peso. O dia em questão é o Valentine's Day (dia dos namorados nos Estados Unidos). Stella Randolph está em êxtase preenchida pelo amor que a invade nessa época. É nesse momento que o lobisomem resolve atacar. Stella não sente medo, apenas se entrega ao gesto que insiste para si mesma que representa o amor – e isso lhe custa o último suspiro.
    Os assassinatos se repetem durante vários meses. Os habitantes de Tarker's Mill estão cada vez mais apavorados e sempre que a noite da primeira lua cheia chega, eles se escondem dentro de suas casas e aguardam notícias da próxima morte. Porém, o que ainda desconhecem, é que o tal monstro está no meio deles – é um dos habitantes de Tarker's Mill e está presente no cotidiano de boa parte da população. O lobisomem vaga pelas redondezas e transforma a pequena cidade num cenário de filme de terror. Mas será que a pessoa por trás do lobo tem consciência do que é e do que faz quando se transforma?

 





"— Tenho medo de perder você. Tenho medo de falhar e do que irá acontecer conosco [...] Prometa que estará comigo o tempo todo. Prometa que não vai me fazer passar por isso sozinha.
— Se eu pudesse fazer tudo isso deixar de existir, eu faria. Se pudesse me colocar no seu lugar, não pensaria duas vezes. Mas tem um coisa que eu posso fazer, que é ficar ao seu lado até o fim. Não vou ceder, anjo, eu prometo".
— Finale (Becca Fitzpatrick).



"Nunca se arrependa da sua própria bondade. Permanecer leal diante do mal é um feito de força".
— Feita de fumaça e osso (Laini Taylor).


"A ambição pode levar um homem a fazer coisas das quais se arrependerá eternamente."
— A linhagem (Camila Dornas).


"Tão letal quanto se deixar encantar pela fantasia, é carecer totalmente dela".
— Kafka para sobrecarregados (Allan Percy).


Depois de tantos pedidos, a Intrínseca tem uma novidade: irão publicar o box da série Para Todos os Garotos que Já Amei. O box com a trilogia completa incluindo os livros Para Todos os Garotos Que Já Amei, P.S.: Ainda Amo Você e Agora e Para Sempre, Lara Jean e pôster exclusivo com autógrafo da autora para os fãs brasileiros chega às livrarias em setembro para celebrar a participação da autora Jenny Han na Bienal do Livro Rio.

Para Todos os Garotos Que Já Amei conta a história de Lara Jean, uma garota romântica, descendente de coreanos, apaixonada por doces e que gosta de escrever cartas secretas para suas paixões. Lara Jean não tem coragem de se declarar e prefere manter essas cartas em segredo. Porém, um dia, elas são enviadas misteriosamente para os destinatários e agora todos vão saber o que ela sempre tentou esconder.

O primeiro livro da série será adaptado para os cinemas com Lana Condor, de X-Men: Apocalipse, e John Corbett, de Casamento Grego, no elenco.


Isso mesmo, pessoal! Depois do que pareceram séculos, John Green lança seu novo livro em outubro. A editora Intrínseca já liberou capa, sinopse e, claro, a pré-venda online. Confiram as novidades abaixo:

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo. A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.

A novidade principal é que as primeiras 500 pessoas que comprarem pela pré-venda da Saraiva, vão ganhar um moleskine lindo e personalizado do livro. Então, não perca essa oportunidade porque ela é única, viu!? O lançamento oficial está previsto para o dia 10 de Outubro. Segurem a ansiedade!


A editora Seguinte lançou no final do último mês uma nova edição do best-seller internacional O Menino do Pijama Listrado, que tocou milhares de pessoas ao contar a história da amizade entre dois garotos divididos por um muro durante o período mais sombrio da nossa história. A edição conta com nova introdução do autor, capa dura e ilustrações de Oliver Jeffers. Confira abaixo a capa e a sinopse:

Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável. Esta edição de luxo, que comemora os dez anos de lançamento da obra, traz uma introdução inédita do autor e ilustrações do premiado artista Oliver Jeffers.


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"Não pode haver superioridade de uma pessoa sobre outra, mantida a constituição humana de um pelo outro. Dependentes das emoções e do saber do outro, podemos adquirir novas informações, novos saberes, além daqueles que originalmente nos foram repassados, mal tal agregação poderá nos dar, apenas, uma ideia abstrata mais aproximada da realidade, no qual continuaremos sendo o que somos todos, igualmente nada, por isso sem condições de superioridade a coisa alguma".
— O Fantástico Universo Do Ser Humano (Carlos Houthaulsen).


"Quaisquer que fossem suas intenções, ele as guardou para si, e a família teve de dar o que ele queira. Citra se perguntou se, caso a comida estivesse do seu gosto, ele pouparia uma vida naquela casa. Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo".
— O Ceifador (Neal Shusterman).


"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade. É muito difícil desaprendê-los, por isso é importante cuidar para que Chizalum rejeite esses estereótipos desde o começo. Em vez de deixá-la internalizar essas ideias, ensine-lhe autonomia. Diga-lhe que é importante fazer por si mesma e se virar sozinha. Ensine-a a consertar as coisas quando quebram. A gente supõe rápido demais que as meninas não conseguem fazer várias coisas. Deixe-a tentar. Ela pode não conseguir, mas deixe-a tentar."
— Para Educar Crianças Feministas (Chimamanda Ngozi Adichie).


Sucesso de Jojo Moyes, autora de Como Eu Era Antes de Você, o livro Um Mais Um ganha uma nova edição pela editora Intrínseca. Confira abaixo a capa da nova edição e a sinopse (para aqueles que, porventura, não conhecem a obra):

Sinopse: As coisas andam ruins para Jess Thomas. Muito ruins. O marido se mandou. Ela tenta sustentar os dois filhos trabalhando em dois empregos. Sempre foi otimista. Sempre fez tudo certo. Como seria se, só uma vez, ela fizesse algo definitivamente errado, mas que poderia fazer toda a diferença para eles? Ed Nicholls é um milionário do ramo da tecnologia cuja vida está desmoronando quando ele se depara com Jess e a família na beira da estrada. Em um ato de generosidade (talvez o primeiro de sua vida), ele concorda em lhes dar a carona que poderá mudar para sempre a história de Jess. Tem início então uma viagem engraçada e romântica, repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. Em Um mais um os opostos se atraem e duas pessoas ferozmente independentes aprendem que é possível encontrar o amor nos lugares mais improváveis. Jojo Moyes mostra seu melhor nesse livro envolvente e emocionante, relançado agora pela Intrínseca com capa inspirada na identidade visual de todas as obras de sucesso da autora.


O lançamento acontece em 06 de setembro! Já deixem a grana separada, beleza? =) 


Livro: Piano Vermelho
Título Original: Black Mad Wheel
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 978-85-510-0206-3
Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Josh Malerman é cantor e compositor da banda de rock High Strung. Caixa de Pássaros é o seu romance de estreia e Piano Vermelho é um de seus mais recentes romances.

   Philip Tonka e seus amigos da banda Os Danes, de Detroit, recebem uma inesperada visita de alguém importante no Exército dos Estados Unidos. O que o homem deseja deles é o que mais os deixam desconfiados. E com razão. O secretário Mull propôs que voassem até um deserto na África para "identificar a fonte de um som perigoso", ouvido pela primeira vez em 1948, quando surgiu em um teste de rádio de rotina em Tallahassee, na Flórida. Em pouco tempo, identificar a fonte virou prioridade do Pentágono. Mas em algum momento ficou evidente que, se quisessem saber o que estava produzindo aquele som, era preciso ir até sua origem. Já haviam enviado dois pelotões. Todos soldados. Nenhum músico. É por isso que Mull estava interessado em Os Danes. E com todo o dinheiro envolvido, por que o grupo de músicos recusaria o convite? Bem, talvez tivessem recusado se soubessem que nenhum pelotão voltou da operação realizada no deserto do Namibe, na África.
   Dias após a partida de Os Danes, com a visão periférica fora de foco, Philip acorda no que parece uma hospital militar. Ele se lembra de cada detalhe do deserto e o som de uma música composta por ele está sumindo, como se, enquanto ele dormia, tivesse tocado sem parar, a trilha sonora de seu sono inacreditável. O músico descobre que está gravemente ferido, uma lesão sem precedentes. Para o médico, sua sobrevivência parece injusta, algo incrivelmente difícil de acontecer. Se Philip tivesse quebrado apenas os pulsos e os cotovelos, poderia-se supor que caiu no chão de certa forma. Mas também quebrou os úmeros, os rádios e as ulnas. Suas tuberosidades radiais, os processos coracoides, as trócleas e todos os vintes e sete ossos das mãos também estão quebrados. Ele não quebrou apenas os pulsos e cotovelos, ele quebrou e esmagou quase todos os ossos do corpo.
  Philip ainda é capaz de vê marcas de cascos, um rastro de pegadas se estendendo. E também ouve o som, doentio e sensível. Ele nunca mais conseguiu ser o mesmo depois de ter ouvido aquilo que foi capaz de criar sua própria trilha, curvando-se sobre o horizonte de sua memória. O música tentava combatê-lo com a música que compôs. Ele e Os Danes. A canção que lhe fez companhia durante o tempo em que esteve em coma. Enquanto rememora cada segundo que passou no deserto, as primeiras perguntas que o médico faz a Tonka são: como ele poderia sobreviver a isso? O que aconteceu? O que ele encontrou? Mas na verdade, a pergunta mais importante não é o que ele encontrou... mas o que encontrou ele.


"— Muito bom. — Após uma breve hesitação, o homem continua: — Então me conte como encontrou o primeiro cadáver.
— Também falei sobre isso tudo para o Dr. Szands.
— Sim. Mas eu queria ouvir de você. Às vezes, ao ouvir pessoalmente, é possível desenterrar novas informações".

   E aqui estou eu para falar do novo thriller do autor que abalou o mercado literário de 2015 com o sucesso Caixa de Pássaros, que ganha em breve uma adaptação pelo serviço de streaming Netflix. Bem, não é novidade para ninguém que Caixa de Pássaros foi o livro mais impactante que já li até hoje — uma obra prima da literatura, um divisor de águas num mercado saturado e com carência de originalidade. No entanto, a primeira coisa que se precisa saber é que não se deve esperar que Piano Vermelho seja um Caixa de Pássaros, porque, apesar de toda a maestria em sua construção, ele não é afinado como o canto dos pássaros presos na caixa de Malorie.
   Mesmo que não seja, digamos, tão bom quanto Caixa de Pássaros, eu pude perceber que Piano Vermelho é tão peculiar quanto o romance de estreia de Malerman, que quando questionado sobre o porquê de escrever obras sombrias, enigmáticas e com finais que nem sempre caem no gosto do leitor, respondeu que prefere acreditar que existem "coisas" que estão além da compreensão humana. Não podemos negar isso, certo? Acredito até que seja um excelente argumento para explicar suas tramas que seguram sempre um "grande segredo" e tomam cuidado para não haver furos e revelações grandiosas, mesmo lidando com passado e presente ao mesmo tempo.
   Mas a pergunta que não quer calar em 2017 é: por que o Piano Vermelho desafinou? Resposta de número 1: porque os leitores foram com muita sede a um pote que não prometia um oceano de água. Resposta de número 2: porque o final conseguiu ser ainda mais louco que o de Caixa de Pássaros, exigindo do leitor diversas releituras e o desenvolvimento de teorias. Não obstante, cabe a mim fazer mais duas perguntas para vocês, leitores: é justo "acabar" com um livro só porque o final dele não nos agradou? Não deveríamos utilizar nossa inteligência humana para pesquisar, estudar a obra, ler suas entrelinhas e buscar entender o que motivou um autor a manter determinada essência em sua obra? Depois de ler Caixa de Pássaros, é ridículo esperar sanidade da parte de Josh Malerman. 
   Não vou mentir, eu também me senti muito frustrado com o final de Piano Vermelho — que foi desenvolvido com certa obscuridade, talvez para combinar com a obra em si. Não sei! O que realmente posso falar é que nem por isso eu desconsiderei que foi uma leitura sinistra, emocionante, perturbadora e eletrizante. Não como a de Caixa de Pássaros, mas ainda assim com alternância de cenários, capítulos curtos, arrepiantes, instigantes e misteriosos. O problema é que esperamos que os autores que são consagrados com determinadas obras façam todas as demais espelhadas nelas, mas não é assim. Nem todo livro de Machado de Assis é como Dom Casmurro. Nem todo poema de Edgar Allan Poe é como O Corvo. Nem todo Piano Vermelho será como Caixa de Pássaros. Isso torna alguma das quatro obras menos especiais? Claro que não!

"Os chapéus elaborados parecem majestosos para nós, mas, no fim das contas, aquelas pessoas estavam apenas matando umas às outras. Todas as guerras são travadas pelo mesmo motivo. Por causa disso, são todas a mesma guerra".


Livro: Agora e Para Sempre, Lara Jean 
Título Original: Always and Forever, Lara Jean 
Autor(a): Jenny Han 
Editora: Intrínseca  
Páginas: 304
ISBN: 978-85-510-0198-1
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

TRILOGIA "PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI".
    1.  Para Todos os Garotos que já Amei 
    2.  P.S.: Ainda Amo Você 
    3.  Agora e Para Sempre, Lara Jean 

Jenny Han nasceu na Virgínia, Estados Unidos, e cursou metrado em Escrita Criativa pela New School. Sabe fazer um brownie perfeito, é ótima em inventar apelidos e tem paixão por livros de receita. Sua série de TV preferida é Buffy – a caça vampiros. Mora no Blooklyn, em Nova York.

   Em Agora e Para Sempre, Lara Jean teremos o desfecho dessa trilogia maravilhosa que marcou meu ensino médio e o inicio de minha vida universitária. Nem sempre é fácil dizer adeus a uma personagem que está com você há alguns anos e Lara Jean se tornou alguém da família, uma jovem que passou pelos mesmos problemas que eu e que me ensinou bastante. Estava super ansiosa para ter esse livro em mãos, mas assim que ele chegou fiquei com medo de me despedir, com medo de desapegar — esse foi o motivo da resenha ter demorado um pouquinho! 
   Nossa protagonista, Lara Jean, está passando por todo o processo de ingresso na faculdade e está fazendo de tudo para ficar perto de casa e principalmente de seu namorado, Peter. Ela se inscreveu para algumas universidades distantes, mas o seu objetivo é a UVA – faculdade que seu namorado já está aprovado. Nosso enredo vai ter isso como foco principal, mas Lara terá outras preocupações durante esse período.O casamento de seu pai, o fim do ensino médio, Peter, perdas e inúmeras perguntas que estarão na cabeça de Lara... bem, seu último ano não será nada fácil. Uma nova realidade bate na porta dessa jovem e ela não vai estar totalmente pronta para algumas mudanças e despedidas, por isso vai aprender muito nesse último livro. Lara Jean vai ver e aprender que as melhores escolhas podem ser as mais improváveis. 
   Acompanho a série —  que inicialmente não era série —  desde o primeiro livro. Assim que a — maravilhosa — Intrínseca divulgou que iria publicar eu fiquei muito empolgada. Vi muitas pessoas falando super bem e aproveitei uma promoção para adquirir o meu. Foi a amor a primeira vista/capítulo. Lara foi cativante logo no inicio do livro e eu me tornei fã da escrita viciante e super divertida da Jenny Han. O gênero já era um de meus queridinhos e por isso fui com muitas expectativas. Nenhum dos livros me desapontaram, principalmente o último, que teve o final mais lindo de todos. Jenny escreveu Agora e Para Sempre, Lara Jean para deixar seus leitores felizes e de coração aquecido com essa história cheia de aprendizado. 

"Já ouvi gente dizendo que você conhece seus melhores amigos na faculdade, e que são esses que ficam ao seu lado a vida toda, mas tenho certeza de que eu e Chis permaneceremos próximas a vida toda também. Sou uma pessoa que guada as coisas. Vou estar com ela para sempre."


Com milhares de seguidores nas redes sociais e mais de 600 mil livros vendidos, a curitibana Kéfera Buchmann está de volta com o surpreendente Querido Dane-se, sua estreia na ficção. Confira abaixo a capa e a sinopse:


Sinopse: Sara tem muitos sonhos, mas também vários problemas para enfrentar. Para começar, seu namorado acabou de uma hora para outra com ela e por WhatsApp! Pouco depois, ela descobriu que o desgraçado está namorando uma socialite linda e admirada por muitos. Parou por aqui? Não: Sara, que é estilista de formação, mas trabalha como costureira, atualmente está de plantão na casa dessa socialite, arrumando as roupas dela.Enquanto lida com o ressurgimento do ex e tenta voltar a achar graça na solteirice, Sara sofre com seu maior medo: fazer trinta anos sem achar a sua cara-metade. Entre lágrimas e muita risada, no entanto, Sara começa a repensar sua vida. E a perceber que está diante de uma pessoa cujos anseios e gostos conhece pouco: ela mesma. Querido dane-se é a primeira ficção de Kéfera Buchmann, que, sem abandonar o bom humor de sempre, fala sobre autoestima, empoderamento e a importância de compreender os próprios desejos para se tornar alguém feliz.

Gostaram da novidade? O lançamento oficial acontece no dia 31 de agosto, mas vocês podem matar um pouco da saudade da Kéfera escritora conferindo nossas resenhas de seus dois primeiros livros (Muito Mais Que 5inco Minutos e Tá Gravando, E Agora?).  


Livro: Robô Selvagem
Título Original: The Wild Robot
Autor(a): Peter Brown
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 978-85-510-0193-6
Sinopse: Peter Brown sempre foi fascinado por robôs e pela natureza, e depois de anos imaginando, escrevendo e desenhando, ele deu vida a Roz, uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha numa ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas foi programada para sobreviver. Depois de suportar uma tempestade intensa e es­capar de ursos furiosos, ela se dá conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente, e vai ter que aprender isso com os nada simpáticos animais que ha­bitam a ilha. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um laço inquebrável com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou àquele ambiente selvagem, está prestes a retornar para assombrá-la. Robô selvagem é uma história co­movente e cheia de aventuras sobre o que acontece quando a natureza e a tecnolo­gia colidem inesperadamente, como os humanos afetam o mundo ao nosso redor e o que significa estar vivo.

SÉRIE "THE WILD ROBOT"
    1.  Robô Selvagem
    2.  The Wild Robot Escapes

Peter Brown é autor e ilustrador de diversos livros infantis que foram best-sellers em outros países. Estudou ilustração no Art Center College of Design, na Califórnia, Estados Unidos. Já foi premiado com o Best Illustrated Children's Book Award, do The New York Times, e eleito ilustrador do ano pelo Children's Choice Book Award.

   Robô Selvagem começa no oceano, com vento, chuva, trovões, raios e ondas. Um tornado rugindo e soprando sua fúria da noite. E, no meio desse caos, um navio cargueiro começou a naufragar, descendo até o fundo do mar. O naufrágio deixou um monte de caixotes flutuando. Mas quando o furacão os açoitou, eles rodopiaram e balançaram e logo também começaram a descer para as profundezas do mar. Um após o outro, foram engolidos pelas ondas até que sobraram apenas cinco. Um a um foram empurrados até a praia por uma onda violenta e se espatifaram contra as rochas. Todos os caixotes pereceram, exceto um. E nele havia um robô novinho, cuidadosamente embalado
   Um grupo de lontras acaba por encontrar o único caixote que não se espatifou nas rochas e elas decidem, imbuídas de curiosidade, investigar o que há dentro do caixote. O que viram foi um robô novinho em folha. As lontras enfiaram as patas pela abertura e começaram a rasgar a espuma. Nos movimentos súbitos, uma pata apertou sem querer um botãozinho importante na parte de trás. E a robô Roz abriu os olhos.
   Roz não sabe como foi parar naquela ilha e decide desbravá-la, na esperança de que vai encontrar respostas e fazer amigos. No entanto, depois de muito se aventurar e de desventurar pelo mundo selvagem, a robô acaba se dando conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente. E no meio da colisão peculiar entre natureza e tecnologia, a todo momento somos questionados: será que um robô consegue sobreviver na natureza?

"Você nunca sera a mãe perfeita, então apenas faça o melhor que puder. Bico-Vivo precisa saber que você está fazendo o seu melhor".

   Mergulhei na leitura de Robô Selvagem após ler a sinopse e observar a capa, que traz uma ilustração que me fez lembrar do livro Pax. Não é a única publicação de Peter Brown no Brasil, mas eu nunca tinha nem mesmo ouvido falar no autor, o que não influenciou de forma alguma em minhas expectativas, guardadas em um potinho até que tive contato com a primeira página do livro. Apesar de não ser um gênero que eu leio com frequência, a literatura infantil sempre me foi agradável por geralmente trazer mensagens educativas e sociais nas entrelinhas, algo quase apelativo, que tem poder suficiente para fazer as crianças — e os demais leitores — refletirem sobre nossas atitudes e sobre nossos valores. Não obstante, logo após terminar o livro, pude concluir duas coisas: (1) Robô Selvagem não é sequer parecido com Pax e (2) isso não o torna menos especial, já que ainda assim é uma história capaz de conquistar não somente as crianças, mas todos nós, seres humanos.
   A escrita, a bem da verdade, é bem simples, fazendo jus ao gênero infanto-juvenil. A narração em terceira pessoa é bastante pessoal e parece uma conversa entre autor e leitor, onde Brown dialoga intensamente com a sensibilidade que existe dentro de cada um de nós, criança ou não. É como se os acontecimentos conversassem literalmente com quem lê, o que traz um dinamismo bacana e torna a obra um passatempo divertido, fluido e instigante — li em apenas uma noite! 
   Como dito, a escrita de Peter Brown é simples, mas desenvolvida com certa maestria, se apegando a um tipo de formalidade típica da literatura infantil. O autor tem intenções por traz da obra e eu não percebi isso até que terminei o livro e parei para pensar sobre tudo o que ele carrega. Robô Selvagem é repleto de referências aos bons costumes e acaba sendo uma lição sobre o amor, a sobrevivência e sobre como o meio é capaz de nos influenciar, positivo e negativamente. E o que chama atenção acaba sendo o fato de que se você analisar com atenção é possível extrair mais do que se imagina das entrelinhas do livro.

"— Ah, não é difícil. Você só tem que dar ao filhote comida, água e abrigo, fazê-lo se sentir amado, mas não o mimar demais, mantê-lo longe de perigo e fazer com que ele aprenda a andar, falar, nadar, voar e se relacionar com outros gansos, além de cuidar de si mesmo. A maternidade se resume a isso!".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"Você nunca sera a mãe perfeita, então apenas faça o melhor que puder. Bico-Vivo precisa saber que você está fazendo o seu melhor".
— Robô Selvagem (Peter Brown).


"Já ouvi gente dizendo que você conhece seus melhores amigos na faculdade, e que são esses que ficam ao seu lado a vida toda, mas tenho certeza de que eu e Chis permaneceremos próximas a vida toda também. Sou uma pessoa que guada as coisas. Vou estar com ela para sempre."
— Agora e Para Sempre, Lara Jean (Jenny Han).


"Os chapéus elaborados parecem majestosos para nós, mas, no fim das contas, aquelas pessoas estavam apenas matando umas às outras. Todas as guerras são travadas pelo mesmo motivo. Por causa disso, são todas a mesma guerra".
— Piano Vermelho (Josh Malerman).


A Companhia das Letras, através do selo Quadrinhos na Cia, lança este mês a biografia ilustrada da autora do diário que entrou para a história como o mais célebre testemunho do holocausto, a Anne Frank. O lançamento oficial acontece no dia 15 de agosto. Confira abaixo a capa e a sinopse do livro:


Sinopse: Com acesso total aos arquivos da Casa de Anne Frank, em Amsterdam, Sid Jacobson e Ernie Colón realizaram esta extraordinária graphic novel. A partir de intensa pesquisa e cuidadosa contextualização histórica, os autores reconstituem a vida de Annelies Marie Frank, do seu nascimento, em junho de 1929, até sua morte precoce, em março de 1945, de tifo, no campo de concentração de Bergen-Belsen. Em julho de 1942, Anne, seu pai, Otto, sua mãe, Edith, e sua irmã mais velha, Margot, passaram a viver em um esconderijo em um prédio de Amsterdam para escapar dos nazistas que ocupavam a Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, escreveu a maior parte do diário que se tornaria, nas décadas seguintes, o mais célebre testemunho dos horrores do holocausto.


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"– Só há uma coisa de que ainda tenho certeza – ele se virou, e seus olhos estavam escuros. – Sei que faria qualquer coisa por você, mesmo que para isso tivesse que agir contra meus instintos e minha natureza. Abriria mão de tudo que tenho, até da minha alma, por você. Se isso não é amor, é o melhor que tenho para oferecer".
— Silêncio (Becca Fitzpatrick).


"Dizem que nada dura para sempre, mas acredite firmemente que, para algumas pessoas, o amor continua vivo depois da morte".
— P.S. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)


"O problema de levar a vida como uma camaleoa, é que chega um ponto em que nada é verdadeiro [...] Eu sou o que preciso ser, a hora que for, pra sair do chão mas ficar fora do alcance do radar".

— O Teorema Katherine (John Green)



"Ele começava a acreditar que, se tirarmos da cabeça tudo que nos ensinam, chegaremos à verdade. Queria circular pelos labirintos escuros e enfrentar a estranheza que se escondia ali dentro; queria escancarar os bons sentimentos e expor a hipocrisia; queria romper os tabus e extrair sabedoria lá de dentro deles; queria atingir um estado de graça amoral e ser reintroduzido na ignorância e na simplicidade".
— Morte Súbita (J.K Rowling)


Livro: Para Educar Crianças Feministas
Título Original: Dear Ijeawele or a Feminist Manifesto
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96
ISBN: 9788535928518
Sinopse: Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos. Veja o trailer de Meio Sol Amarelo, romance que concedeu à autora o Orange Prize: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-215958/trailer-19535051/  
Assista ao TEDx da autora, com mais de 1 milhão de visualizações:
 http://tedxtalks.ted.com/video/We-should-all-be-feminists-Chim 
Site: http://chimamanda.com/

   Quando uma amiga de Chimamanda resolve questioná-la sobre como criar sua filha como feminista, a autora do best-seller Sejamos Todas Feministas decide responder na forma de um manifesto, um texto de natureza dissertativa e persuasiva, com declaração pública de seus princípios e intenções que objetiva alertar um problema e fazer a denúncia com classe de um problema que vem ocorrendo há muitos e muitos anos: a igualdade de classes e os direitos das mulheres.
   O manifesto é dividido em 15 (quinze) sugestões:

1. Primeira Sugestão: Seja uma pessoa completa.
2. Segunda Sugestão: Façam juntos.
3. Terceira Sugestão: Ensine a ela que "papéis de gênero" são totalmente absurdos.
4. Quarta Sugestão: Cuidado com o perigo daquilo que chamo de Feminismo Leve.
5. Quinta Sugestão: Ensine a Chizalum a ler.
6. Sexta Sugestão: Ensine a Chizalum a questionar a linguagem.
7. Sétima Sugestão: Nunca fale do casamento como uma realização.
8. Oitava Sugestão: Ensine Chizalum a não se preocupar em agradar.
9. Nona Sugestão: Dê a Chizalum um senso de identidade.
10. Décima Sugestão: Esteja atenta às atividades e à aparência dela.
11. Décima Primeira Sugestão: Ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como "razão" para normas sociais em nossa cultura.
12. Décima Segunda Sugestão: Converse com ela sobre sexo, e desde cedo.
13. Décima Terceira Sugestão: Romances irão acontecer, então dê apoio.
14. Décima Quarta Sugestão: Ao lhe ensinar sobre opressão, tenha o cuidado de não converter os oprimidos em santos.
15. Décima Quinta Sugestão: Ensine-lhe sobre a diferença.
   
   Para Educar Crianças Feministas não foi apenas uma resposta prática e sincera da autora ao pedido de uma amiga, mas — como a mesma ressaltou na INTRODUÇÃO — uma espécie de mapa de suas próprias reflexões enquanto feminista. Chimamanda hoje é mãe de uma menininha encantadora e percebe como é fácil dar conselhos para os outros criarem seus filhos, sem enfrentar na pele essa realidade tremendamente complexa. E é com essa experiência que ela constrói esse livro que não contempla simplesmente alguns conselhos sobre como educar crianças feministas, mas traz em suas entrelinhas sugestões de como se tornar uma pessoa melhor.
   Citando a Gabi em sua resenha de Mulheres, cabe ressaltar que apesar do livro de Chimamanda Ngozi tratar sobre mulheres, não é um livro exclusivamente voltado a elas. Na realidade, suas obras têm como alvo todo o ser humano, incentivando uma desconstrução do modelo predominante na sociedade atual e buscando abrir a mente de todas as diversidades existentes. Não cabe aqui pensamentos como "ah, não sou feminista, não preciso ler", "sou homem, e este é um livro para mulheres". Não, não e não! Para compreender essa obra é imprescindível que pré-conceitos, julgamentos e ideias provenientes do senso comum sejam deixadas de lado, assim como é necessária uma reflexão acerca desses julgamentos que, por estarem tão inseridos em nossa sociedade, acabamos reproduzindo sem maiores análises.

"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade. É muito difícil desaprendê-los, por isso é importante cuidar para que Chizalum rejeite esses estereótipos desde o começo. Em vez de deixá-la internalizar essas ideias, ensine-lhe autonomia. Diga-lhe que é importante fazer por si mesma e se virar sozinha. Ensine-a a consertar as coisas quando quebram. A gente supõe rápido demais que as meninas não conseguem fazer várias coisas. Deixe-a tentar. Ela pode não conseguir, mas deixe-a tentar."



Livro: O Ceifador
Título Original: Scythe
Autor(a): Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 448
ISBN: 9788555340352
Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco.

SÉRIE "SCYTHE"
    1.  O Ceifador
    2.  Thunderhead (A Nimbo-Cúmulo)

Neal Shusterman é autor de vários romances premiados, roteiros para filmes e para animações de TV. Nascido e criado no Brooklyn, em Nova York, atualmente mora no sul da Califórnia. Em 2017, O Ceifador foi escolhido livro de honra do Michael L. Printz Award, o principal prêmio de literatura jovem adulta dos Estados Unidos.

   Em um futuro perfeito, a humanidade evoluiu a tal ponto que ninguém mais adoece — portanto, ninguém morre. Aqueles que sofrem um acidente ou se jogam de um prédio têm o corpo levado para um centro de revivificação, de onde voltam intactos, como se nada tivesse acontecido. O envelhecimento também não faz mais parte da ordem natural, já que existem centros capazes de rejuvenescer a aparência das pessoas. Também não existe mais desigualdade. Todos têm uma boa qualidade de vida, e o meio ambiente está longe de correr riscos.
   Por trás de tantas conquistas, e garantindo que tudo seja perfeitamente organizado e funcional, está a Nimbo-Cúmulo, a inteligencia artificial que evoluiu da nuvem de dados, se transformando na grande autoridade do planeta. Mas, apesar de todo esse planejamento, a Terra não comporta uma população que só cresce. Algumas pessoas precisam morrer. Por isso, logo que a fórmula para vencer a morte foi descoberta, formou-se um grupo que teria a missão de coletar algumas vidas e manter o equilíbrio da sociedade. Esse grupo é a Ceifa, e a Nimbo-Cúmulo não pode intervir em suas ações: quem morre pelas mãos de um ceifador não poder ser revivificado. 
   E é com esse grupo que Citra e Rowan se envolvem. A garota tem dezesseis anos e mora com os pais e o irmão mais novo, sem planos grandiosos para o futuro. Assim como Rowan, cuja família não para de crescer graças à possibilidade de rejuvenescimento. Ao cruzarem o caminho do ceifador Faraday, ambos são convocados para se tornarem aprendizes da Ceifa. Enquanto isso, alguns integrantes da Ceifa sentem cada vez mais prazer ao cumprir seu objetivo de matar, e resolvem mudar algumas regras da organização. Ao final do treinamento, Citra e Rowan serão obrigados a enfrentar um desafio: apenas um deles será nomeado ceifador e, quem não for escolhido, será a primeira coleta do concorrente. Entre disputas internas da Ceifa e grandes — grandes mesmo, hein!? —, Citra e Rowan deverão aprender tudo sobre a arte de matar — mesmo que isso signifique matar um ao outro. 
    
"Quaisquer que fossem suas intenções, ele as guardou para si, e a família teve de dar o que ele queira. Citra se perguntou se, caso a comida estivesse do seu gosto, ele pouparia uma vida naquela casa. Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo".

   Conheci O Ceifador em seu lançamento, e por ser um romance que mistura incomumente distopia/sci-fi e literatura jovem-adulto, tive bastante curiosidade em lê-lo. Quando, então, surgiu a oportunidade de ler, foi uma grata emoção e vocês vão entender bem o porquê. Era o tipo de livro que eu realmente não sabia o que esperar, já que além de não conhecer nada do autor, o gênero costuma surpreender e trazer tramas bastante inesperadas  — muito embora alguns leitores digam sempre se tratar de "o mesmo do mesmo".
  Se você, como eu, sente falta de boas histórias distópicas, daquelas que, como Divergente, Jogos Vorazes ou até mesmo Maze Runner, nos fazem vibrar, gritar "viva a revolução" e querer pegar uma pistola e embarcar com os protagonistas, O Ceifador está aí para isso: para ser uma grande aposta para os fãs do gênero. Sobretudo, para trazer uma visão clara do preço a ser pago pela eternidade e para provar que toda utopia, por mais perfeita que seja, sempre terá um lado ruim. 
   Narrado em terceira pessoa, o livro intercala o foco narrativo entre Citra e Rowan. O fato de ter sido escrito de tal forma acrescentou muito ao livro, pois trouxe um dinamismo incrível, aliado a uma boa construção dos fatos e um excelente desenvolvimento das ideias propostas pelo autor, que em momento algum deixaram de soar críveis e intrigantes. Apesar da essência cinematográfica e televisiva, Neal não nos entregou um roteiro ou algo parecido, mas um romance desenvolvido com maestria, sem pressa e com uma pegada totalmente diferente da já saturada no mercado literário  — deixando claro que o que não foi trabalhado, certamente, será fomentado nos demais livros.


"— Saiba que você não receberá nenhum agradecimento de ninguém, além de mim, pelo que fez aqui hoje — ele disse. — Mas lembre-se de que as boas intenções pavimentam muitas estradas. E nem todas levam ao inferno".


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