Isso mesmo, pessoal! Depois do que pareceram séculos, John Green lança seu novo livro em outubro. A editora Intrínseca já liberou capa, sinopse e, claro, a pré-venda online. Confiram as novidades abaixo:

Sinopse: Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, autor do inesquecível A culpa é das estrelas, lança o mais pessoal de todos os seus romances: Tartarugas até lá embaixo. A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido - quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro - enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor - entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e - por que não? - peculiares répteis neozelandeses.

A novidade principal é que as primeiras 500 pessoas que comprarem pela pré-venda da Saraiva, vão ganhar um moleskine lindo e personalizado do livro. Então, não perca essa oportunidade porque ela é única, viu!? O lançamento oficial está previsto para o dia 10 de Outubro. Segurem a ansiedade!


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"Não pode haver superioridade de uma pessoa sobre outra, mantida a constituição humana de um pelo outro. Dependentes das emoções e do saber do outro, podemos adquirir novas informações, novos saberes, além daqueles que originalmente nos foram repassados, mal tal agregação poderá nos dar, apenas, uma ideia abstrata mais aproximada da realidade, no qual continuaremos sendo o que somos todos, igualmente nada, por isso sem condições de superioridade a coisa alguma".
— O Fantástico Universo Do Ser Humano (Carlos Houthaulsen).


"Quaisquer que fossem suas intenções, ele as guardou para si, e a família teve de dar o que ele queira. Citra se perguntou se, caso a comida estivesse do seu gosto, ele pouparia uma vida naquela casa. Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo".
— O Ceifador (Neal Shusterman).


"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade. É muito difícil desaprendê-los, por isso é importante cuidar para que Chizalum rejeite esses estereótipos desde o começo. Em vez de deixá-la internalizar essas ideias, ensine-lhe autonomia. Diga-lhe que é importante fazer por si mesma e se virar sozinha. Ensine-a a consertar as coisas quando quebram. A gente supõe rápido demais que as meninas não conseguem fazer várias coisas. Deixe-a tentar. Ela pode não conseguir, mas deixe-a tentar."
— Para Educar Crianças Feministas (Chimamanda Ngozi Adichie).


Livro: Piano Vermelho
Título Original: Black Mad Wheel
Autor(a): Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 978-85-510-0206-3
Sinopse: Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação - ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição. Liderados pelo pianista Philip Tonka, os Danes se juntam a um pelotão insólito em uma jornada pelas entranhas mortais do deserto. A viagem, assustadora e cheia de enigmas, leva Tonka para o centro de uma intrincada conspiração. Seis meses depois, em um hospital, a enfermeira Ellen cuida de um paciente que se recupera de um acidente quase fatal. Sobreviver depois de tantas lesões parecia impossível, mas o homem resistiu. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas e organismo dele está se curando em uma velocidade inexplicável. O paciente é Philip Tonka, e os meses que o separam do deserto e tudo o que lá aconteceu de nada serviram para dissipar seu medo e sua agonia. Onde foram parar seus companheiros? O que é verdade e o que é mentira? Ele precisa escapar para descobrir. Com uma narrativa tensa e surpreendente, Josh Malerman combina em Piano Vermelho o comum e o inusitado numa escalada de acontecimentos que se desdobra nas mais improváveis direções sem jamais deixar de proporcionar aquilo pelo qual o leitor mais espera: o medo.

Josh Malerman é cantor e compositor da banda de rock High Strung. Caixa de Pássaros é o seu romance de estreia e Piano Vermelho é um de seus mais recentes romances.

   Philip Tonka e seus amigos da banda Os Danes, de Detroit, recebem uma inesperada visita de alguém importante no Exército dos Estados Unidos. O que o homem deseja deles é o que mais os deixam desconfiados. E com razão. O secretário Mull propôs que voassem até um deserto na África para "identificar a fonte de um som perigoso", ouvido pela primeira vez em 1948, quando surgiu em um teste de rádio de rotina em Tallahassee, na Flórida. Em pouco tempo, identificar a fonte virou prioridade do Pentágono. Mas em algum momento ficou evidente que, se quisessem saber o que estava produzindo aquele som, era preciso ir até sua origem. Já haviam enviado dois pelotões. Todos soldados. Nenhum músico. É por isso que Mull estava interessado em Os Danes. E com todo o dinheiro envolvido, por que o grupo de músicos recusaria o convite? Bem, talvez tivessem recusado se soubessem que nenhum pelotão voltou da operação realizada no deserto do Namibe, na África.
   Dias após a partida de Os Danes, com a visão periférica fora de foco, Philip acorda no que parece uma hospital militar. Ele se lembra de cada detalhe do deserto e o som de uma música composta por ele está sumindo, como se, enquanto ele dormia, tivesse tocado sem parar, a trilha sonora de seu sono inacreditável. O músico descobre que está gravemente ferido, uma lesão sem precedentes. Para o médico, sua sobrevivência parece injusta, algo incrivelmente difícil de acontecer. Se Philip tivesse quebrado apenas os pulsos e os cotovelos, poderia-se supor que caiu no chão de certa forma. Mas também quebrou os úmeros, os rádios e as ulnas. Suas tuberosidades radiais, os processos coracoides, as trócleas e todos os vintes e sete ossos das mãos também estão quebrados. Ele não quebrou apenas os pulsos e cotovelos, ele quebrou e esmagou quase todos os ossos do corpo.
  Philip ainda é capaz de vê marcas de cascos, um rastro de pegadas se estendendo. E também ouve o som, doentio e sensível. Ele nunca mais conseguiu ser o mesmo depois de ter ouvido aquilo que foi capaz de criar sua própria trilha, curvando-se sobre o horizonte de sua memória. O música tentava combatê-lo com a música que compôs. Ele e Os Danes. A canção que lhe fez companhia durante o tempo em que esteve em coma. Enquanto rememora cada segundo que passou no deserto, as primeiras perguntas que o médico faz a Tonka são: como ele poderia sobreviver a isso? O que aconteceu? O que ele encontrou? Mas na verdade, a pergunta mais importante não é o que ele encontrou... mas o que encontrou ele.


"— Muito bom. — Após uma breve hesitação, o homem continua: — Então me conte como encontrou o primeiro cadáver.
— Também falei sobre isso tudo para o Dr. Szands.
— Sim. Mas eu queria ouvir de você. Às vezes, ao ouvir pessoalmente, é possível desenterrar novas informações".

   E aqui estou eu para falar do novo thriller do autor que abalou o mercado literário de 2015 com o sucesso Caixa de Pássaros, que ganha em breve uma adaptação pelo serviço de streaming Netflix. Bem, não é novidade para ninguém que Caixa de Pássaros foi o livro mais impactante que já li até hoje — uma obra prima da literatura, um divisor de águas num mercado saturado e com carência de originalidade. No entanto, a primeira coisa que se precisa saber é que não se deve esperar que Piano Vermelho seja um Caixa de Pássaros, porque, apesar de toda a maestria em sua construção, ele não é afinado como o canto dos pássaros presos na caixa de Malorie.
   Mesmo que não seja, digamos, tão bom quanto Caixa de Pássaros, eu pude perceber que Piano Vermelho é tão peculiar quanto o romance de estreia de Malerman, que quando questionado sobre o porquê de escrever obras sombrias, enigmáticas e com finais que nem sempre caem no gosto do leitor, respondeu que prefere acreditar que existem "coisas" que estão além da compreensão humana. Não podemos negar isso, certo? Acredito até que seja um excelente argumento para explicar suas tramas que seguram sempre um "grande segredo" e tomam cuidado para não haver furos e revelações grandiosas, mesmo lidando com passado e presente ao mesmo tempo.
   Mas a pergunta que não quer calar em 2017 é: por que o Piano Vermelho desafinou? Resposta de número 1: porque os leitores foram com muita sede a um pote que não prometia um oceano de água. Resposta de número 2: porque o final conseguiu ser ainda mais louco que o de Caixa de Pássaros, exigindo do leitor diversas releituras e o desenvolvimento de teorias. Não obstante, cabe a mim fazer mais duas perguntas para vocês, leitores: é justo "acabar" com um livro só porque o final dele não nos agradou? Não deveríamos utilizar nossa inteligência humana para pesquisar, estudar a obra, ler suas entrelinhas e buscar entender o que motivou um autor a manter determinada essência em sua obra? Depois de ler Caixa de Pássaros, é ridículo esperar sanidade da parte de Josh Malerman. 
   Não vou mentir, eu também me senti muito frustrado com o final de Piano Vermelho — que foi desenvolvido com certa obscuridade, talvez para combinar com a obra em si. Não sei! O que realmente posso falar é que nem por isso eu desconsiderei que foi uma leitura sinistra, emocionante, perturbadora e eletrizante. Não como a de Caixa de Pássaros, mas ainda assim com alternância de cenários, capítulos curtos, arrepiantes, instigantes e misteriosos. O problema é que esperamos que os autores que são consagrados com determinadas obras façam todas as demais espelhadas nelas, mas não é assim. Nem todo livro de Machado de Assis é como Dom Casmurro. Nem todo poema de Edgar Allan Poe é como O Corvo. Nem todo Piano Vermelho será como Caixa de Pássaros. Isso torna alguma das quatro obras menos especiais? Claro que não!

"Os chapéus elaborados parecem majestosos para nós, mas, no fim das contas, aquelas pessoas estavam apenas matando umas às outras. Todas as guerras são travadas pelo mesmo motivo. Por causa disso, são todas a mesma guerra".


Livro: Agora e Para Sempre, Lara Jean 
Título Original: Always and Forever, Lara Jean 
Autor(a): Jenny Han 
Editora: Intrínseca  
Páginas: 304
ISBN: 978-85-510-0198-1
Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

TRILOGIA "PARA TODOS OS GAROTOS QUE JÁ AMEI".
    1.  Para Todos os Garotos que já Amei 
    2.  P.S.: Ainda Amo Você 
    3.  Agora e Para Sempre, Lara Jean 

Jenny Han nasceu na Virgínia, Estados Unidos, e cursou metrado em Escrita Criativa pela New School. Sabe fazer um brownie perfeito, é ótima em inventar apelidos e tem paixão por livros de receita. Sua série de TV preferida é Buffy – a caça vampiros. Mora no Blooklyn, em Nova York.

   Em Agora e Para Sempre, Lara Jean teremos o desfecho dessa trilogia maravilhosa que marcou meu ensino médio e o inicio de minha vida universitária. Nem sempre é fácil dizer adeus a uma personagem que está com você há alguns anos e Lara Jean se tornou alguém da família, uma jovem que passou pelos mesmos problemas que eu e que me ensinou bastante. Estava super ansiosa para ter esse livro em mãos, mas assim que ele chegou fiquei com medo de me despedir, com medo de desapegar — esse foi o motivo da resenha ter demorado um pouquinho! 
   Nossa protagonista, Lara Jean, está passando por todo o processo de ingresso na faculdade e está fazendo de tudo para ficar perto de casa e principalmente de seu namorado, Peter. Ela se inscreveu para algumas universidades distantes, mas o seu objetivo é a UVA – faculdade que seu namorado já está aprovado. Nosso enredo vai ter isso como foco principal, mas Lara terá outras preocupações durante esse período.O casamento de seu pai, o fim do ensino médio, Peter, perdas e inúmeras perguntas que estarão na cabeça de Lara... bem, seu último ano não será nada fácil. Uma nova realidade bate na porta dessa jovem e ela não vai estar totalmente pronta para algumas mudanças e despedidas, por isso vai aprender muito nesse último livro. Lara Jean vai ver e aprender que as melhores escolhas podem ser as mais improváveis. 
   Acompanho a série —  que inicialmente não era série —  desde o primeiro livro. Assim que a — maravilhosa — Intrínseca divulgou que iria publicar eu fiquei muito empolgada. Vi muitas pessoas falando super bem e aproveitei uma promoção para adquirir o meu. Foi a amor a primeira vista/capítulo. Lara foi cativante logo no inicio do livro e eu me tornei fã da escrita viciante e super divertida da Jenny Han. O gênero já era um de meus queridinhos e por isso fui com muitas expectativas. Nenhum dos livros me desapontaram, principalmente o último, que teve o final mais lindo de todos. Jenny escreveu Agora e Para Sempre, Lara Jean para deixar seus leitores felizes e de coração aquecido com essa história cheia de aprendizado. 

"Já ouvi gente dizendo que você conhece seus melhores amigos na faculdade, e que são esses que ficam ao seu lado a vida toda, mas tenho certeza de que eu e Chis permaneceremos próximas a vida toda também. Sou uma pessoa que guada as coisas. Vou estar com ela para sempre."


Livro: Robô Selvagem
Título Original: The Wild Robot
Autor(a): Peter Brown
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
ISBN: 978-85-510-0193-6
Sinopse: Peter Brown sempre foi fascinado por robôs e pela natureza, e depois de anos imaginando, escrevendo e desenhando, ele deu vida a Roz, uma robô que, ao abrir os olhos pela primeira vez, se vê sozinha numa ilha. Ela não tem a menor ideia de como foi parar ali, mas foi programada para sobreviver. Depois de suportar uma tempestade intensa e es­capar de ursos furiosos, ela se dá conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente, e vai ter que aprender isso com os nada simpáticos animais que ha­bitam a ilha. Tudo parece melhorar quando Roz consegue, aos poucos, se aproximar dos bichos e criar um laço inquebrável com um filhote de ganso abandonado. Mas sua natureza é diferente, e o misterioso passado da robô, que a levou àquele ambiente selvagem, está prestes a retornar para assombrá-la. Robô selvagem é uma história co­movente e cheia de aventuras sobre o que acontece quando a natureza e a tecnolo­gia colidem inesperadamente, como os humanos afetam o mundo ao nosso redor e o que significa estar vivo.

SÉRIE "THE WILD ROBOT"
    1.  Robô Selvagem
    2.  The Wild Robot Escapes

Peter Brown é autor e ilustrador de diversos livros infantis que foram best-sellers em outros países. Estudou ilustração no Art Center College of Design, na Califórnia, Estados Unidos. Já foi premiado com o Best Illustrated Children's Book Award, do The New York Times, e eleito ilustrador do ano pelo Children's Choice Book Award.

   Robô Selvagem começa no oceano, com vento, chuva, trovões, raios e ondas. Um tornado rugindo e soprando sua fúria da noite. E, no meio desse caos, um navio cargueiro começou a naufragar, descendo até o fundo do mar. O naufrágio deixou um monte de caixotes flutuando. Mas quando o furacão os açoitou, eles rodopiaram e balançaram e logo também começaram a descer para as profundezas do mar. Um após o outro, foram engolidos pelas ondas até que sobraram apenas cinco. Um a um foram empurrados até a praia por uma onda violenta e se espatifaram contra as rochas. Todos os caixotes pereceram, exceto um. E nele havia um robô novinho, cuidadosamente embalado
   Um grupo de lontras acaba por encontrar o único caixote que não se espatifou nas rochas e elas decidem, imbuídas de curiosidade, investigar o que há dentro do caixote. O que viram foi um robô novinho em folha. As lontras enfiaram as patas pela abertura e começaram a rasgar a espuma. Nos movimentos súbitos, uma pata apertou sem querer um botãozinho importante na parte de trás. E a robô Roz abriu os olhos.
   Roz não sabe como foi parar naquela ilha e decide desbravá-la, na esperança de que vai encontrar respostas e fazer amigos. No entanto, depois de muito se aventurar e de desventurar pelo mundo selvagem, a robô acaba se dando conta de que sua única esperança é se adaptar ao ambiente. E no meio da colisão peculiar entre natureza e tecnologia, a todo momento somos questionados: será que um robô consegue sobreviver na natureza?

"Você nunca sera a mãe perfeita, então apenas faça o melhor que puder. Bico-Vivo precisa saber que você está fazendo o seu melhor".

   Mergulhei na leitura de Robô Selvagem após ler a sinopse e observar a capa, que traz uma ilustração que me fez lembrar do livro Pax. Não é a única publicação de Peter Brown no Brasil, mas eu nunca tinha nem mesmo ouvido falar no autor, o que não influenciou de forma alguma em minhas expectativas, guardadas em um potinho até que tive contato com a primeira página do livro. Apesar de não ser um gênero que eu leio com frequência, a literatura infantil sempre me foi agradável por geralmente trazer mensagens educativas e sociais nas entrelinhas, algo quase apelativo, que tem poder suficiente para fazer as crianças — e os demais leitores — refletirem sobre nossas atitudes e sobre nossos valores. Não obstante, logo após terminar o livro, pude concluir duas coisas: (1) Robô Selvagem não é sequer parecido com Pax e (2) isso não o torna menos especial, já que ainda assim é uma história capaz de conquistar não somente as crianças, mas todos nós, seres humanos.
   A escrita, a bem da verdade, é bem simples, fazendo jus ao gênero infanto-juvenil. A narração em terceira pessoa é bastante pessoal e parece uma conversa entre autor e leitor, onde Brown dialoga intensamente com a sensibilidade que existe dentro de cada um de nós, criança ou não. É como se os acontecimentos conversassem literalmente com quem lê, o que traz um dinamismo bacana e torna a obra um passatempo divertido, fluido e instigante — li em apenas uma noite! 
   Como dito, a escrita de Peter Brown é simples, mas desenvolvida com certa maestria, se apegando a um tipo de formalidade típica da literatura infantil. O autor tem intenções por traz da obra e eu não percebi isso até que terminei o livro e parei para pensar sobre tudo o que ele carrega. Robô Selvagem é repleto de referências aos bons costumes e acaba sendo uma lição sobre o amor, a sobrevivência e sobre como o meio é capaz de nos influenciar, positivo e negativamente. E o que chama atenção acaba sendo o fato de que se você analisar com atenção é possível extrair mais do que se imagina das entrelinhas do livro.

"— Ah, não é difícil. Você só tem que dar ao filhote comida, água e abrigo, fazê-lo se sentir amado, mas não o mimar demais, mantê-lo longe de perigo e fazer com que ele aprenda a andar, falar, nadar, voar e se relacionar com outros gansos, além de cuidar de si mesmo. A maternidade se resume a isso!".


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"Você nunca sera a mãe perfeita, então apenas faça o melhor que puder. Bico-Vivo precisa saber que você está fazendo o seu melhor".
— Robô Selvagem (Peter Brown).


"Já ouvi gente dizendo que você conhece seus melhores amigos na faculdade, e que são esses que ficam ao seu lado a vida toda, mas tenho certeza de que eu e Chis permaneceremos próximas a vida toda também. Sou uma pessoa que guada as coisas. Vou estar com ela para sempre."
— Agora e Para Sempre, Lara Jean (Jenny Han).


"Os chapéus elaborados parecem majestosos para nós, mas, no fim das contas, aquelas pessoas estavam apenas matando umas às outras. Todas as guerras são travadas pelo mesmo motivo. Por causa disso, são todas a mesma guerra".
— Piano Vermelho (Josh Malerman).


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


"– Só há uma coisa de que ainda tenho certeza – ele se virou, e seus olhos estavam escuros. – Sei que faria qualquer coisa por você, mesmo que para isso tivesse que agir contra meus instintos e minha natureza. Abriria mão de tudo que tenho, até da minha alma, por você. Se isso não é amor, é o melhor que tenho para oferecer".
— Silêncio (Becca Fitzpatrick).


"Dizem que nada dura para sempre, mas acredite firmemente que, para algumas pessoas, o amor continua vivo depois da morte".
— P.S. Eu Te Amo (Cecelia Ahern)


"O problema de levar a vida como uma camaleoa, é que chega um ponto em que nada é verdadeiro [...] Eu sou o que preciso ser, a hora que for, pra sair do chão mas ficar fora do alcance do radar".

— O Teorema Katherine (John Green)



"Ele começava a acreditar que, se tirarmos da cabeça tudo que nos ensinam, chegaremos à verdade. Queria circular pelos labirintos escuros e enfrentar a estranheza que se escondia ali dentro; queria escancarar os bons sentimentos e expor a hipocrisia; queria romper os tabus e extrair sabedoria lá de dentro deles; queria atingir um estado de graça amoral e ser reintroduzido na ignorância e na simplicidade".
— Morte Súbita (J.K Rowling)


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