Os fãs de "O Menino do Pijama Listrado" devem se preparar para mais um sucesso. A Editora Seguinte liberou a capa e a sinopse de "O Menino no Alto da Montanha", novo livro do autor irlandês que conquistou milhares de leitores ao redor do mundo.

 
Quando fica órfão, Pierrot é obrigado a deixar sua casa em Paris para recomeçar a vida com sua tia Beatrix, governanta de uma mansão no alto das montanhas alemãs. Porém, essa não é uma época qualquer: estamos em 1936, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E essa não é uma casa qualquer: seu dono é Adolf Hitler. Logo Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Alemã. Mas o novo mundo que se abre ao garoto fica cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição — e talvez ele nunca consiga escapar. Em seu mais novo romance sobre a Segunda Guerra Mundial, John Boyne traz um ponto de vista original e perturbador do conflito. Num cenário onde o ódio aos judeus é cada vez maior e o nazismo se torna a ideologia dominante, esta história acompanha a transformação de um menino doce e gentil em um jovem corrompido pelo poder. Pierrot vai se deparar com escolhas cada vez mais difíceis, que vão colocar sua lealdade à prova e obrigá-lo a tomar atitudes aterradoras.

O lançamento acontece no dia 25 de Julho de 2016. Deixem nos comentários o que vocês esperam de mais esse sucesso. 


Livro: Eu sou o Peregrino
Título Original: I Am Pilgrim
Autor: Terry Hayes 
Editora: Intrínseca
Páginas: 685
ISBN: 9788580578782
Sinopse: Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam. Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Em uma perseguição cinematográfica, Peregrino cruza o mundo, da Arábia Saudita às ruínas da Turquia; do Afeganistão ao Salão Oval da Casa Branca. Um caminho doloroso e repleto de ameaças inesperadas, na busca por um homem desconhecido cujo plano é desencadear uma destruição em massa e sem precedentes.

Terry Hayes é um jornalista e roteirista britânico de muito renome. Trabalhou nos Estados Unidos e Austrália como colunista, repórter investigativo e correspondente político. No meio dos roteiros, construiu uma carreira brilhante tanto no cinema quanto na televisão, recebendo mais de vinte indicações e premiações ao Emmy. Dentre vários outros trabalhos de grande sucesso, recebeu o convite para dirigir o roteiro de Mad Max 2 e 3. Eu sou o Peregrino é seu romance de estreia, tendo sido publicado em vinte e cinco países e, como o autor mesmo cita em sua nota, tem promessa de chegar às telonas futuramente. O livro já recebeu o prêmio de melhor thriller policial de 2014 pelo National Book Awards do Reino Unido.

    Aposentado, depois de tantas reviravoltas, missões e troca de identidades, o agente que leva o codinome de Peregrino se depara diante de um caso inusitado. Anos atrás, quando pensou em deixar de lado sua vida como agente de espionagem dos Estados Unidos — e toda a sua rotina de matar e perseguir traidores —, ele escreveu um livro, onde contava todas as suas aventuras e os casos mais tensos com os quais já se chocou, relatando como teve de resolvê-los. Foi assim que ele resolveu se libertar de suas memórias mais sombrias. Mas percebe que não há escapatória tão simples assim. Junto com seu amigo e investigador, Ben Bradley, Peregrino se vê diante de um caso de assassinato brutal, ocorrido em um quarto de um hotel vagabundo localizado nas proximidade do Word Trade Center, onde há um ano (de acordo com o tempo do livro) as Torres Gêmeas foram vítimas do ataque terrorista da Al Qaeda
    Investigando melhor o caso, logo percebem que o assassino(a) utilizou o livro escrito por Peregrino como manual para cometer o crime. É assim que o ex-agente percebe que terá de voltar a ativa, e o que parecia mais um simples caso de homicídio, se torna algo muito maior. Muito tempo atrás, longe dali, na Arábia Saudita, um homem é decapitado por traição ao governo, que, segundo ele, era submetido aos desejos e culturas ocidentais. Quem assiste ao "espetáculo" é o seu filho de apenas quatorze anos. Apenas mais uma decapitação em praça pública — ato comum no país —, mas que acaba desencadeando uma série de consequências.
    Enquanto o Peregrino se ocupa do assassinato no hotel, ele é chamado para atender, na Turquia, um caso de bioterrorismo. Lá, ele não só desvenda os mistérios da trama daquele que planeja pôr um fim à toda uma nação, como também descobre mais um caso de homicídio, onde as ligações com o assassinato do hotel parecem cada vez mais claras. Metendo-se numa trama implacável e assumindo mais um nome falso — que ficará esquecido em algum lugar junto com vários outros — o Peregrino descobre que a ação e o desejo de continuar na ativa desvendando mistérios e sendo, por vezes, um verdadeiro herói (mesmo que nem sempre tão bonzinho quanto gostaria), ainda corre por suas veias.



Olá, leitores! Hoje a coluna Memória Musical traz músicas que remetem ao livro Uma Vida no Escuro – Memórias, de Anna Lindsey, resenhado recentemente aqui no blog (confiram a resenha aqui!). Por ser um livro melancólico que faz diversas reflexões a respeito de tudo o que nos cerca, é exatamente esse o perfil que estará embutido nas músicas que verão a seguir:


A primeira música é da diva Lana del Rey: Dark Paradise. Desde o título até a melodia, ela encaixa ao todo do livro com perfeição. Sua letra trata de uma vida na escuridão, porém no sentido figurado. No livro, a diferença é que tudo é real — Anna, que protagoniza sua própria história, vive em um universo escuro e o torna seu cantinho, seu porto seguro. E ainda fala sobre amor, coisa que se faz presente no livro, quando Anna deixa claro que o amor por Peter, seu marido, foi o que a manteve forte durante todo o tempo. Confiram:


A outra música que finaliza a coluna é The Dark Night of the Soul, de Loreena McKennitt. Ela lembra a relação de Anna com a noite, e como a personagem fugia do dia desesperadamente, porque a luz deste a queimava. Mas ainda assim ela almejava a claridade, e esperava pelo dia em que poderia senti-la na pele novamente. Também há na letra uma grande sensibilidade, pois trata de sensações que excluem a visão: cheiros, toques... e esta foi a vida que Anna passou a habitar. 


Então, pessoas, essas foram as músicas de hoje. Agora nos deixe sua opinião: o que acharam das músicas? Acham que realmente tem tudo a ver com o livro? Não deixem de comentar. Até a próxima!


É, lança tudo quanto é tipo de livro, menos o mais aguardado, Winds of Winter (Ventos do Inverno). Contudo, nós, fãs da série fantástica do rei George R. R. Martin, ficamos muito felizes com essa novidade. A Editora Leya lança agora uma versão ilustrada (e linda!) do livro O Cavaleiro dos Sete Reinos, uma prequela de "As Crônicas de Gelo e Fogo". Confiram a capa e a sinopse:

O retorno triunfal de Dunk e Egg, 90 anos antes de Westeros, em versão ilustrada! Em "O Cavaleiro dos Sete Reinos - Ilustrado",George R.R. Martin apresenta três novelas que acontecem quase um século antes dos eventos narrados em "As crônicas de gelo e fogo'! Com mais de 160 ilustrações inéditas de Gary Gianni, o livro, vendido com exclusividade pelo Submarino, tem tudo para encantar os fãs mais exigentes. Já à venda: >> http://goo.gl/HGWW4P

 

Realmente encanta até os mais exigentes dos fãs! E, para quem não conhece "As Crônicas de Gelo e Fogo", pode conferir a resenha do primeiro livro, A Guerra dos Tronos, aqui. E não se esqueçam de comentar. A opinião de todos vocês é muito importante, okay?


Livro: O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias
Título Original: The Ultimate Hitchhiker's Guide to the Galaxy
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 672
ISBN: 9788580415544
Sinopse: Pela primeira vez, reunimos em um único volume os cinco livros da cultuada série O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais de Douglas Adams se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando – e divertindo – leitores de todas as idades. Pegue sua toalha, embarque nessa aventura improvável e, é claro, não entre em pânico! O Guia do Mochileiro das Galáxias: segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma via expressa interespacial, Arthur Dent é salvo por Ford Prefect, um E.T. que fazia pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, os dois dão início a uma alucinante viagem pelo tempo e pelo espaço. O Restaurante no Fim do Universo: Arthur Dent e seus quatro estranhos companheiros viajam pela Galáxia a bordo da nave Coração de Ouro, em uma busca desesperada por algum lugar para comer. Depois de fazer a refeição mais estranha de suas vidas, eles seguem pelo espaço e acabam descobrindo a questão sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.  A Vida, o Universo e Tudo Mais: Arthur Dent passou os últimos cinco anos abandonado na Terra pré-histórica, mas ainda acordava todos os dias com um grito de horror. No entanto, talvez fosse melhor continuar nessa tediosa rotina do que ser arrastado para a sua próxima missão: salvar o Universo dos temíveis e infelizes robôs xenófobos do planeta Krikkit. Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!: depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer criaturas extraordinárias, Arthur Dent está de volta ao seu planeta. E tudo parece estranhamente normal – exceto pelo desaparecimento dos golfinhos. Disposto a desvendar esse mistério, ele parte em uma nova jornada. Praticamente Inofensiva: após muitos anos vivendo separados, cada um em um canto mais insondável do Universo, Arthur Dent, Ford Prefect e Tricia McMillan se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco – mais uma vez – a vida de todos.

Douglas Adams é autor da famosa série O mochileiro das galáxias, cujos títulos incluem O guia dos mochileiros das galáxias, O restaurante no fim do universo, A vida, o universo e tudo mais, Até mais, e obrigado pelos peixes! e Praticamente inofensiva, todos publicados pela Arqueiro. Adams nasceu em Cambridge, Inglaterra, em 1952, e morreu aos 49 anos, em 2001.

   E o sucesso sci-fi de Douglas Adams é agora lançado em um única edição. Isso mesmo, a Editora Arqueiro publicou recentemente "O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias", que nada mais é do que uma compilação dos cinco livros que compõe a série original. Resumindo: aqui vai uma resenha que engloba os aspectos gerais da série, não levando em conta as particularidades de cada livro, mas o todo como soma das partes, hein? Então vamos lá, no primeiro livro, O Guia do Mochileiro das Galáxias, conhecemos Arthur Dent, um terráqueo preste a ter sua casa destruída. O garoto tenta, a todo modo, impedir a casa de ser acometida por tal infortúnio — mal sabendo que em poucos minutos o mundo todo iria acabar. Quando o mundo acaba e Arthur consegue escapar da destruição, ele fica sem saber o que fazer. Mas, o garoto tem um amigo, que irá ajudá-lo a explorar todo o universo e a sobreviver em suas mais preternaturais aventuras. 
   Ford Prefect não é um terráqueo, e está na Terra há exatos 15 anos em busca de reunir informações para O Guia do Mochileiro das Galáxias, um guia sobre tudo e todas as coisas, pra não deixar nenhum mochileiro intergalático sem saber como agir, para onde ir ou até mesmo o que comer em determinado lugar. Quando, então, a Terra é destruída, Ford e Arthur conseguem fugir a bordo da nava inimiga — dos seres que destruíram nosso planeta —, e embarcam numa aventura que envolve muitas informações sobre planetas, lugares novos e sobre a Terra
   Já em O Restaurante no Fim do Universo, temos a brilhante continuação desse livro que, sim, é diferente de qualquer leitura que a maioria de nós está acostumado a ter contato — e isso não é ruim! A bordo da Coração de Ouro, Arthur, juntamente com outros quatro amigos, busca o restaurante mais próximo e o que acaba encontrando são mais viagens no tempo e pelo espaço, um restaurante que diariamente simula o fim do mundo, e um desfecho incrível. Sem contar a crítica social feita por Adams, que ganha contornos ainda mais profundos nesse segundo livro — vocês têm de conferir, sério! 
   Continuando, o que era pra ser o último da trilogia de cinco livros, temos A Vida, O Universo e Tudo Mais, que é ainda mais peculiar que seus antecessores, principalmente pela forma como o autor construiu toda a trama, usando bons personagens, Arthur na pré-história terráquea, eventos isolados e insignificantes, como sempre, para nos surpreender e fazer-nos devorar ainda mais a história — principalmente em busca de mais e mais informações. 

Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estrando e inexplicável.
Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.

   Já no quarto livro, Até mais, e obrigado pelos peixes!, com um humor ainda mais fomentado, Adams nos conduz a uma das melhores partes da história. Arthur, após mais de sete anos vagando pela Galáxia, está de volta a Terra, e acaba, por incrível que pareça, descobrindo que o planeta está intacto. A partir daí, temos toda a trama voltada para esse retorno e a adequação de Arthur a sua terra natal. E uma curiosidade sobre esse penúltimo livro é que ele tem um diferencial do terceiro, com uma evolução na trama, e isso acaba sendo crucial — visto que o terceiro livro acaba não sendo tão bom quanto esperávamos que fosse, principalmente se levarmos em conta o excelente dinamismo do primeiro e do segundo. 
   E, no último livro dessa compilação, Praticamente Inofensiva, que na verdade não é exatamente o último da trilogia de cinco — pois um sexto livro foi escrito, por outro autor, e já foi até publicado no Brasil —, temos um desfecho entre aspas das desventuras de Arthur — que vai deixar saudades! Disse desfecho entre aspas porque (1) não é bem um desfecho, visto que tem um "sexto" livro e (2) parece mais uma história independente do que uma continuação de algo, tanto é que as controvérsias quanto a esse volume são diversas. Agora, no quinto volume, acompanhamos novamente as trajetórias de Arthur e de Ford, que agora estão separados, sendo que nosso principal protagonista busca agora por um novo planeta, que não seja somente novo, mas parecido com a Terra — onde ele possa tentar ser feliz. 
   E, por favor, NÃO ENTREM EM PÂNICO! Sei que, provavelmente, vocês não entenderam muita coisa — mas, como dito, não se apavorem, quando se trata de O Guia do Mochileiro das Galáxias, isso é inteiramente normal. É o tipo de livro que, até para quem lê, é difícil explicar — a única garantia que posso dar é que é interessante, e que, sim, é uma boa leitura. Eu não criei muitas expectativas, devido principalmente ao meu pouco contanto com o gênero e com o autor, contudo, como já tinha ouvido falar anteriormente, segui uma regra que é muito importante quando se lê essa série: há altos e baixos, partes boas e ruins e precisa ser lido com calma e da forma como foi escrito, sem qualquer percepção de pretensão imediata
   A narrativa, que acontece preternaturalmente em terceira pessoa, é intercalada entre as situações vividas por Arthur em suas viagens intergaláticas, outros personagens — que a principio podem não nos ser interessantes — e trechos do Guia. Acredito que, nesse caso, a composição em terceira pessoa ajudou no bom dinamismo do livro — principalmente por abranger melhor todas as excessivas informações e aventuras. Acredito que, no tocante a narração, Adams soube ser muito misto e você percebe com certa facilidade como ele soube conduzi-la de modo que a trama não se tornasse sempre a mesma coisa, usando sempre de cenas instigantes e um humor inteligente

- Se algum momento futuro você achar que precisa de ajuda novamente, se tiver um problema difícil, se precisar de socorro...
- Sim?
- Por favor, não hesite em se danar.

   O que mais me chamou atenção no livro foi a diferença dele para muitos outros que eu já li, principalmente por tratar, mesmo que de forma mais intrínseca e despretensiosa, de criticas sociais, ironias, deboche e outros temas importantes. Claro que, para isso, você precisa se ater melhor ao conteúdo e a toda a trama, até porque é, sim, um livro muito especial, peculiar, logo precisa de um tipo de leitura que se adeque a essas características. Os personagens também estão inclusos na melhor parte do livro, sem dúvida alguma. Temos na série uma composição de personagens que podem, facilmente, ser considerados ricos de conteúdo, mesmo que muitos só se tornam compreensíveis e interessantes muito tempo depois do desenrolar da história.
   A edição nem precisa de comentários... está linda! A capa, apesar de simples, ficou muito bonita e agradável, mostrando realmente a realidade do livro: simples, mas peculiar. A diagramação também merece toda e qualquer parabenização, com um design interno simples e moderno, com fontes agradáveis e pouco espaçosas. Realmente o esmero com qual a edição foi montada é perceptível. A tradução e a revisão, dois fatores considerados importante, também estão inclusos no "pacote boa qualidade". Ah, e NÃO ENTREM EM PÂNICO! Não encontrei nenhum erro de revisão.
   Por fim, não sei muito bem se consegui ser claro, mas é realmente difícil, como dito. É o tipo de livro/série que só lendo para entender — por isso convido todos vocês a embarcarem nessa viagem intergalática. Garanto que será extremamente agradável, bem humorada e rica em conhecimento. Como bem ressalta Bradley Trevor, que prefaciou a edição, "é uma oportunidade de dar um mergulho ainda mais profundo na obra desse autor tão incrivelmente complexo. A genialidade de Douglas Adams e a forma como ele usa situações absurdas para nos fazer rir de nós mesmos certamente encontrarão ecos no amor pela vida e no bom humor que meus amigos brasileiros têm de sobra". Mais que recomendado! 

Primeiro parágrafo do livro: “Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.”
Melhor quote: “- Sabe – disse Arthur -, é uma ocasião como esta, em que estou preso numa câmara de descompressão de uma espaçonave vogon, com um sujeito de Betelgeuse, prestes a morrer asfixiado no espaço, que realmente lamento não ter escutado o que mamãe me dizia quando eu era garoto.- Por quê? O que ela dizia?
- Não sei. Eu nunca escutei.”

   


Oi, gente! Olha só quem, depois de dois anos de estagnação, voltou. Quem pensou na coluna "Quotes de Quarta", acertou em cheio. Para quem não lembra, a intenção é total e puramente de compartilhar com vocês trechos incríveis de nossos livros preferidos, certo? Então vamos lá!


"Você espera que as pessoas não sejam elas mesmas."
— Cidades de Papel (John Green)


"Quando os adultos dizem: “Os adolescentes se acham invencíveis”, com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos. Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e de fracassar. Mas essa parte que é maior do que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e, portanto, não pode falhar."
— Quem é Você, Alasca? (John Green)


"Conheço a vida bem o suficiente para saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nós mesmos de ir embora."
— Por Lugares Incríveis (Jennifer Niven)


"As pessoas complicam as coisas porque as pessoas são complicadas".
— Dama da Meia-Noite (Cassandra Clare)


Olha só que interessante essa notícia: a Editora Globo Alt lançou recentemente uma versão moderna de "As Mil e Uma Noites", intitulada de "A Fúria e a Aurora", primeiro livro de uma duologia de Renée Ahdien. Confiram a capa e a sinopse:
Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.
Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

Eu me apaixonei pela capa, tanto quanto pela sinopse! Sem dúvidas vai entrar para minha lista de futuras leituras. E vocês? O que acharam?  


E o Memória Musical de hoje é cheio de mistérios, surpresas e, claro, Caçadores de Sombras. Aqui, hoje e agora, músicas que de alguma forma lembram Dama da Meia-Noite, o novo livro da Cassandra Clare. Quem perdeu a resenha, pode conferir aqui.

Sinopse: Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada. O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar. Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade? A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data.

1 - MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE, ZÉ RAMALHO.
      
Em Dama da Meia-Noite temos mistérios envolvendo um poema do Edgar Allan Poe (que eu enlouqueci, por gostar demais do autor), referências a músicas, cultura nerd e outros. Uma leitura mais que recomendada! E essa música é incrível, tanto no sentido de poder ser fácil e totalmente assimilada ao livro Dama da Meia-Noite, quanto pela qualidade geral da mesma. Demonstra muito bem a atmosfera fantástica e misteriosa do livro, além de poder servir como uma apologia opulente ao livro.

2 - THE IS THE HUNT, RUELLE.
Essa eu nem preciso falar, hein? A cantora Ruelle foi quem ficou a cargo de boa parte da trilha sonora da série Shadowhunters, e as músicas compostas por ela, principalmente The Is The Hunt, retratam muito bem todo o lado quimérico da série de livros. Uma excelente música pra acompanhar toda a leitura vibrante e bem estruturada do livro. 

E vocês? Já leram Dama da Meia-Noite? Comentem quais músicas os fizeram lembrar do livro! Ah, e mais uma coisa, estamos realizando um sorteio do livro. Para participarem, cliquem na imagem abaixo. Aguardamos a participação de todos. 

PROMOÇÃO!


Livro: A Sexta Extinção: Uma história Não Natural
Título Original: The Sixth Extinction: An Unnatural History
Autora: Elizabeth Kolbert
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
ISBN: 9788580578041
Sinopse: Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco brutais extinções em massa, nas quais sua biodiversidade caiu de maneira abrupta. Dessas, a mais conhecida foi a que eliminou, entre outros seres vivos, os dinossauros, quando um asteroide colidiu com o planeta há 65 milhões de anos. Atualmente, vem sendo monitorada a sexta extinção, que tem potencial para ser a mais devastadora da história da Terra. Mas, dessa vez, a causa não é um asteroide ou algo semelhante. Nós somos a causa. Em "A sexta extinção", a jornalista Elizabeth Kolbert explica de que maneira e por que o ser humano alterou a vida no planeta como absurdamente nenhuma espécie fizera até hoje. Para isso, a autora lança mão de trabalhos de dezenas de cientistas nas searas mais diversas e vai aos lugares mais remotos em busca de repostas: de ilhas quase inacessíveis na Islândia até a vastidão da cordilheira do Andes. Kolbert mostra que a sexta extinção corre o risco de ser o legado final da humanidade e nos convida a repensar uma questão fundamental: o que significa ser humano?

    Elizabeth Kolbert é jornalista e colaboradora da revista The New Yorker desde 1999, e neste veículo foi onde saiu boa parte de sua pesquisa (e alguns trechos) do livro A Sexta Extinção, vencedor do prêmio Pulitzer (o maior prêmio da comunidade jornalística da contemporaneidade) de 2015, como o melhor livro não-ficção. Também teve passagem pelo jornal The New York Times e pela revista Times Magazine. Também recebeu outros prêmios, como o National Magazine Award (por duas vezes) pela aclamada série de reportagens "The Climate of Man".

    Narrar a história do planeta pode parecer algo esplêndido. Mas não é nada bonito imaginá-lo como o nosso habitat quando eliminamos a possibilidade de outras espécies tê-lo como tal. É isso que Elizabeth Kolbert nos leva a pensar com A Sexta Extinção. Os seres humanos nem sempre dominaram a Terra, nem sempre foram os responsáveis pelas extinções em massa que ocorreram a dezenas (centenas ou milhares, em alguns casos) de anos atrás. Mas caminha a passos cada vez mais rápidos para essa situação. Kolbert se dispôs a acompanhar cientistas de diversos segmentos para mostrar essa face brutal da realidade
    Doze espécies são analisadas ao longo do livro — algumas já em extinção, outras correndo o temido risco de desaparecerem também. Cientistas que estudam os casos de cada uma, são ouvidos e suas posições são retratadas, visando o futuro de tais espécies, como podemos encarar a preservação daquelas que ainda não foram extintas e como prosseguir se o pior acontecer. As previsões não são muito animadoras, e a autora não hesita em mostrar isso com toda a honestidade. Porém, ao estudar cientistas diferentes, incluindo aqueles que "fizeram história", como Charles Darwin, Georges Cuvier, Charles Lyell, entre outros, mostra que a ciência não é constante e que debates podem haver, bem como caminhos diferentes podem ser percorridos.

    O jornalismo ambiental é algo escasso na área da escrita e, ao meu ver, merece mais atenção por parte da sociedade como um todo, e não apenas daqueles que se encontram nesse meio. Tratar sobre o ambiente que vivemos, bem como sobre o futuro da raça humana, me parece algo digno de destaque, principalmente quando nos leva a refletir. Essas razões foram o que me fizeram nutrir interesse pelo livro. Fatos baseados em dados, estatísticas e previsões — mesmo que não sejam muito animadoras — costumam dar uma "sacudida" na mente e em nosso agir. Isso faz com que este livro seja instigante para mim, sem falar em seu gênero de reportagem, que tem o poder de deixar uma obra mais atrativa e acolhedora — e a autora soube se aproveitar muito bem disso. 
    A narrativa não segue um ritmo lento. Sendo narrada pela própria autora, destacando suas experiências durante a pesquisa, a obra cria um universo extremamente realístico onde adentramos com facilidade, porque, afinal de contas, já estamos dentro dele — o enredo simplesmente nos ajuda a entender melhor como isso funciona, nos pondo como parte de um todo ao qual sempre pertencemos, mas não nos damos conta. Mesmo se tratando de um assunto sério e com uma linguagem mais técnica, Kolbert não deixa de lado as tiradas cheias de um humor inteligente acerca do assunto, o que contribui para dar ainda mais um choque de realidade. Descreve de forma detalhada cada coisa que viu, ouviu e sentiu durante suas aventuras no meio das florestas, nos museus, em cavernas, e em vários outros lugares.

"A sexta extinção continuará determinando o curso da vida bem depois de tudo o que as pessoas escreveram, pintaram e construíram ser reduzido a poeira e os ratos gigantes terem — ou não — herdado a Terra" (p. 279).

    Os personagens principais desta história com certeza são as espécies abordadas. Kolbert as põe na berlinda e temos que nos inclinar perante elas e estudá-las, analisá-las, ou até mesmo, pedir-lhes perdão — muitas vezes somos responsáveis, mesmo que de forma indireta, pelos riscos que elas correm todos os dias. Os especialistas nos assuntos tratados também têm uma importante participação secundária. Pontos de vista divergentes são relatados, e de forma indireta, a escritora também inserir sua visão de mera espectadora.
    Um livro escrito por uma jornalista, apenas uma escavadora da verdade e que não é especialista no assunto abordado, exige muita atenção, pesquisa e observação. Esses ingredientes, sem dúvida, preencheram o enredo do início ao fim. Muita leitura foi realizada, muitos especialistas foram ouvidos, muitas experiências foram vividas de perto pela própria autora. O livro traz então, um conjunto de tudo isso, e de forma perfeitamente organizada — trabalho que a escritora atribui às agentes editoriais em sua nota — consegue transmitir sua mensagem.
     As fotografias que permeiam as páginas do livro mostram cada detalhe que é narrado. Pode-se tê-las como demonstração de tudo o que está sendo dito. Isso, para o jornalismo, é visto como provas visuais, um grande avanço neste meio e para o leitor, é um embasamento quase científico — se considerarmos fotografias como uma ciência, o que também é possível apesar de haver controvérsias. O cuidado com as notas e com os créditos também foi algo de muito zelo por parte da autora e também a criação de infográficos explicativos (ou seja, não precisa ser nenhum expert em geologia, biologia, paleontologia, ou qualquer uma das ciências que o livro utiliza em sua construção).


Gente, para tudo! Isso mesmo, finalmente temos alguma notícia quanto a continuação do livro Brilhantes, sucesso da ficção científica e um dos melhores livros que já li na vida. A Galera Record liberou recentemente a capa e a sinopse do último livro da duologia, que receberá o nome de Um Mundo Melhor. Confiram abaixo a publicação feita no Facebook da editora.

                          

A publicação do livro deve ocorrer em meados da última semana de Junho, e minha ansiedade está imensa! E vocês, já conheceram Brilhantes? O que esperam da continuação?


Livro: Poder, estilo e ócio
Autora: Joyce Pascowitch  
Editora: Intrínseca
Páginas: 176
ISBN: 9788580578461
Sinopse: Desde que iniciou sua carreira jornalística em 1986, Joyce Pascowitch fez de tudo: foi à posse de três presidentes, jantou com a Madonna, rodou o mundo (mas guarda um carinho especial por São Paulo, pela ilha de Míconos na Grécia e pelo vilarejo de Trancoso na Bahia). Com o savoir-faire de quem sempre circulou pelos bastidores do poder político e econômico, ela conta detalhes de um universo onde sobra luxo e glamour, como a história do empresário que tem um jatinho com cama e chuveiro para chegar sempre disposto às reuniões, e fala da importância de uma bolsa Chanel na vida de uma jovem executiva. Poder, estilo e ócio é um convite ao leitor para entrar no mundo de Joyce.

Joyce Pascowitch é uma jornalista de colunas sociais, já tendo trabalhado em grandes jornais, como Folha de S. Paulo, Época e Globo News. É autora de três livros (De alma leve: sutilezas do cotidiano, Avental e Fotossíntese: 13 anos de coluna) e em 2015 lançou o quarto: Poder, estilo e ócio, onde revela alguns detalhes de sua vida e experiência na profissão que a fez se tornar tão conhecida e respeitada.

     O livro divide-se em três partes. A primeira é Poder, onde Joyce fala sobre tudo aquilo que considera poderoso, e até reflete sobre seu próprio poder. Sendo uma personalidade que presenciou momentos históricos como a posse de três presidentes e um impeachment, Joyce Pascowitch tem uma visão ampla sobre o que significa poder e o que é tê-lo. Ela também ensina como reconhecê-lo e como não se perder dele. Visa a independência e o fato de trilhar um caminho próspero como as chaves para se deter tal fator.
    A segunda parte é Estilo. A autora mostra que tudo pode girar em torno das aparências, e que é bom que haja uma preocupação razoável com esse quesito. Ela desvela todas as suas preferências por moda, arte, arquitetura, cultura, literatura e filosofias. Mostra que o estilo de vida deve ter um cuidado especial por cada um de nós, já que somos as verdadeiras consequências do que eles trazem. Defende, por fim, que o importante é sentir-se bem e feliz com o que usa, com o que tem e com o que segue.
    A terceira parte é Ócio. Nela, Joyce fala sobre seus points favoritos e como se sente em relação a cada um deles, relatando suas experiências nas viagens que fez por cada cantinho do planeta. Suas paixões ligadas ao desprendimento das coisas materiais e o desenvolvimento do lado espiritual também são trabalhadas nesse capítulo. Joyce ainda pincela detalhes marcantes de sua trajetória pessoal quando fala da luta contra o câncer de mama que teve de enfrentar algum tempo atrás, e de sua religião judaica, com a qual mantém uma forte relação.

Poder – "Para quem me acha muito poderosa, digo: meu poder é medido pelos meus cachorros. Se eles me obedecem, me sinto poderosa. Como isso é uma raridade, eu diria que a sensação de frustração é grande" (p. 50).

    O nome de Joyce Pascowitch pesou bastante em meu julgamento na hora de ler Poder, estilo e ócio. Admiro muito a personalidade que Joyce se tornou no meio jornalístico e todas as suas ideias niveladas no âmbito social. Ler essa obra foi como abrir seu diário. Esperava por algo mais formal como é mostrado em seus livros anteriores, mas este mostra um lado mais despojado da escritora, uma abertura de sua alma que escapou e se prendeu ao papel.
    Pelo gênero de narrativa pessoal, a narradora em primeira pessoa é a própria Joyce. O diálogo que ela estabelece com o leitor é honesto, brando e leve. Ele é tão real que, nas últimas páginas há indicações da autora dos melhores lugares para se visitar, se hospedar, e praticar várias outras atividades (como ela se mostra uma mulher eclética, a lista é bem variada). Todas as impressões narradas são apresentadas ao leitor de forma tão sincera que, mesmo mantendo algumas opiniões divergentes da dela, a forma como a leitura transcorre faz com que não haja conflitos — a ideia oposta é respeitada imediatamente.

Estilo – "Aprendi com meu psicanalista que a felicidade existe para inspirar a vida da gente" (p. 89).


E os fãs de "O Lado Bom da Vida" vão adorar a novidade de que mais um livro do Matthew Quick chegou ao Brasil, pela Editora Intrínseca. O livro é uma grande promessa do gênero jovem adulto e, em virtude do desempenho anterior do autor, podemos esperar boas coisas dessa nova trama. Uma resenha da obra pode ocorrer em breve aqui no blog, mas antes disso queremos a opinião de vocês quanto a capa e a sinopse, confiram:

Repetir um movimento várias e várias vezes ajuda a clarear a mente – uma lição que Finley aprendeu muito cedo, nas quadras de basquete. Numa cidade comandada pela violência do tráfico e da máfia irlandesa, vestir a camisa 21 e dar o sangue em quadra é sua válvula de escape. Vinte e um também é o número da camisa de Russ, um gênio do basquete. Ou pelo menos era. Recém-chegado à cidade de Bellmont depois de ter a vida virada de cabeça para baixo por uma tragédia, a última coisa que ele quer é pegar de novo numa bola.
Russ está confuso, parece negar o que lhe aconteceu e agora se autointitula um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de ajudá-lo a se recuperar e, para isso, precisará convencê-lo a voltar a jogar, mesmo sob o risco de perder seu lugar como estrela do time.
Contra todas as probabilidades, Russ e Finley se tornam amigos e, por mais estranho que pareça, a presença de Russ poderá transformar a vida de Finley completamente. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.
• Os livros de Matthew Quick lançados pela Intrínseca já venderam no Brasil mais de 600 mil exemplares.
• Garoto21 foi considerado um dos melhores livros de ficção jovem pela Kirkus Reviews e figurou na lista da YALSA como um dos dez melhores dessa categoria no ano de seu lançamento.
• O livro vai agradar os leitores de A culpa é das estrelas e fãs de David Levithan.
Não vou dizer como termina, mas vai deixar você com vontade de rir e chorar, sentindo saudade dos personagens assim que virar a última página.
The Guardian.


Livro: A Viagem do Descobrimento
Autor: Eduardo Bueno
Editora: Estação Brasil 
Páginas: 128
ISBN: 9788556080028
Sinopse: Embarque nas naus e caravelas da vasta frota comandada por Pedro Álvares Cabral. Circule por entre marujos lusitanos, pilotos árabes, astrólogos judeus e nobres ibéricos. Viaje com eles por mares tempestuosos, em meio a perigos desconhecidos ou calmarias enervantes. Saiba quais forças políticas moviam a esquadra que chegou ao Brasil, mergulhando no mundo da Escola de Sagres e do misterioso infante D. Henrique, um herdeiro dos Cavaleiros Templários. A viagem do descobrimento, primeiro volume da coleção Brasilis, revisita os momentos inaugurais da história do nosso país descrevendo-os como a grande aventura que de fato foram. A partir de cartas, documentos e crônicas da época, assim como estudos de historiadores consagrados, o jornalista e escritor Eduardo Bueno narra com riqueza de detalhes a trajetória de homens que venceram seus limites em busca de um novo mundo. Lançada originalmente no final dos anos 1990, a coleção Brasilis alcançou a marca de 1 milhão de exemplares vendidos e inaugurou um estilo leve, crítico e divertido de contar a história de nosso país.

COLEÇÃO BRASILIS
    1.  A Viagem do Descobrimento
    2.  Náufragos, Traficantes e Degredados
    3.  Capitães do Brasil
    4.  A Coroa, a Cruz e a Espada

Eduardo Bueno é escritor, jornalista, editor e tradutor. Com a Coleção Brasilis, que reúne A Viagem do Descobrimento, Náufragos, traficantes e degredados, Capitães do Brasil e A coroa, a cruz e a espada, tornou-se o primeiro autor brasileiro a emplacar simultaneamente quatro títulos entre os cinco primeiros nas listas de mais vendidos dos principais jornais e revistas do país. Eduardo também traduziu 22 livros, sendo o principal deles o clássico On the Road – Pé na Estrada, de Jack Kerouac, que marcou o desembarque da “literatura beat” no Brasil, com 30 anos de atraso. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, editou mais de 200 títulos, de autores brasileiros e estrangeiros, tendo colaborado com algumas das principais editoras brasileiras. Como jornalista, trabalhou nos principais veículos de comunicação, entre eles a Rede Globo, a TV Cultura, a TVE-RS e os jornais O Estado de S. Paulo e Zero Hora. Já dirigiu e estrelou um programa sobre história do Brasil no Fantástico, da TV Globo, e foi o primeiro apresentador do History Channel no Brasil. Eduardo Bueno ganhou dezenas de prêmios, dentre eles o Jabuti, em 1999, e a Ordem do Mérito Cultural, comenda concedida pelo Ministério da Cultura do governo federal.

   A Viagem do Descobrimento, lançado originalmente na década de 90, ganhou agora uma excepcional edição revista e ampliada, lançada pela Estação Brasil, selo da Arqueiro/Sextante, um selo descrito como "um ponto de encontro dos leitores que desejam redescobrir o Brasil". Bem, confesso que o selo cumpriu muito bem seu papel, pois não somente redescobri o Brasil, mas descobri outras coisas que ainda não me haviam sido apresentadas no contexto escolar. E a importância disso deve-se, principalmente, ao fato dos assuntos apontarem para um futuro real, e esse vindouro será tanto melhor quanto mais e melhor conhecermos o nosso passado e a nós mesmos.
   O livro é acompanhado, inicialmente, de uma apresentação feita por Jorge Caldeira, um escritor, que faz um excelente apanhado do que nos espera nas próximas páginas. Acredito que essa apresentação é o ponto forte, alto e decisório na questão de prosseguirmos ou não com a leitura, e isso é feito de maneira suficientemente boa para que cumpramos com tal ato. Ademais, somos levados a uma introdução que apresenta um apanhado bem rápido, porém detalhista, de como se deu a chegada da expedição de Cabral ao Brasil. Os capítulos posteriores a isso, posso dizer, surgem como um destrinchamento ainda maior do que é abordado na introdução e, gente, só há uma palavra capaz de descrever todo esse destrinchamento: Incrível! 
   No primeiro capítulo, intitulado "De Lisboa a Vera Cruz", vemos da mais ampla forma possível como se deu toda a decisão e a preparação da expedição rumo as Índias. Fatos como o salário que os capitães receberam em favor da expedição — incluindo o do próprio Cabral, que recebeu uma fortuna —, a questão da iniciativa privada para custear a expedição, as duas divisões da frota de Cabral, como se deu a partida em Lisboa, como era composta a tripulação e do que se alimentavam até o momento em que — segundo o autor — "a armada de Cabral seguiu as instruções de Vasco da Gama e abriu seu rumo para sudoeste, empreendendo a 'volta ao mar', e acabou 'achando' o Brasil" são pontos apresentados nesse primeiro momento do livro. 
   Dando continuidade, temos o segundo capítulo todo e inteiramente falando sobre as conquistas de Portugal. Mas por que é importante, nesse contexto de "achamento" do Brasil, conhecer as conquistas de Portugal? É isso que, nesse segundo momento do livro, de forma ora sucinta, ora prolixa, que o autor deixa insanamente claro, principalmente ao mostrar como se deu toda a "ideia" de viajar até as Índias e como por meio disso a frota de Cabral foi parar no Brasil — enaltecendo inclusive que, em virtude, nesse caso, da grande ideologia portuguesa de conquistar e ter tudo, o Brasil pode não ter sido descoberto ao acaso, mas em prol de uma atitude intencional. 
   Ademais, temos o terceiro e último capítulo, o melhor em minha opinião, onde o autor debruça-se sobre os principais relatos da época — em destaque a Carta de Pero Vaz de Caminha —, e conta de uma forma admirável os 10 dias em que a frota de Cabral ficou no Brasil. Fatos como o choque cultural e sociológico, a convivência e o trato com os indígenas e o que Cabral fez ao "descobrir" a nova terra são, em suma, os tópicos abordados nesse capítulo, que fecha com chave de ouro o que certamente é, como ressaltou Fernando Henrique Cardoso, sociólogo e ex-presidente do Brasil, "uma síntese de séculos de nossa história," onde "(...) não há melhor introdução para um público não especializado que queira ter uma noção da história do Brasil". 

A tese de Capistrano também pode ser usada para encerrar a discussão sobre os supostos precursores lusos de Cabral: se alguma expedição portuguesa de fato chegou ao Brasil antes da de Cabral, seu significado histórico foi praticamente nulo. A terra só seria integrada ao império ultramarino lusitano após o desembarque de Cabral — e, ainda assim, muito lentamente, como se sabe. De todo modo, passados mais de 500 anos, o descobrimento do Brasil continua sendo um capítulo aberto na história da expansão ultramarina portuguesa — e isso só aumenta o seu fascínio. 

   Nunca havia nem ouvido falar em Eduardo Bueno, tampouco em sua coleção que debruça-se sobre boa parte da história do "achamento" do Brasil. Contudo, devido principalmente ao meu fascínio pela História, quando fiquei sabendo do lançamento de uma nova edição do livro, não hesitei em fazer o pedido para a Editora Arqueiro/Sextante. Minhas expectativas eram altíssimas, e acredito que já deu para perceber que elas foram superadas — fiquei surpreso ao descobrir que o autor não é historiador!
   A narração jornalística de Bueno é única — eu poderia dizer — e é interessante justamente por fugir, mesmo que brevemente, ao academicismo e ao rebuscamento, e adentrar mais no simples, compreensível, objetivo e mais detalhista — deixando claro que, em suma, esse "detalhamento" é inerente aquilo que é fundamental. O autor, em terceira pessoa, conta-nos os fatos e acontecimentos de forma tão bem feita que, por ora, sentimos-nos como se estivéssemos realmente viajando por mares tempestuosos, em meio a perigos desconhecidos ou calmarias enervantes. Há, sim, muitos detalhes, mas a importância deles está principalmente no fato de que os mesmos não constam nos livros de História — que tanto de julgam didáticos. Eduardo Bueno conta em 128 páginas o que o livro de História conta em dois parágrafos
   Muita coisa me chamou atenção no livro — muita mesmo! —, mas o fato do autor trabalhar constante e intrinsecamente a possibilidade da expedição de Cabral ter "descoberto" o Brasil de forma intencional é o que mais me deixou animado para com a leitura. Nada melhor do que uma teoria conspiratória, hein? E o autor debruçou-se de tal forma que acabou me convencendo de que, sim, o Brasil não foi descoberto por acaso, e que, não, Portugal não foi pioneiro em "descobrir" o Brasil — na verdade, Portugal foi pioneiro no descobrimento sociológico de nossa nação, contudo de todo modo os lusitanos não nos "descobriram", e, sim, nos acharam. 
   Drauzio Varella, médico e escritor, ao ler A Viagem do Descobrimento, disse o seguinte: "Ele [o autor] conta a história do jeito que deveria ser nas escolas: sem aquele monte de datas para decorar." Bem, eu não sei que livro Drauzio Varella leu, mas com certeza não foi A Viagem do Descobrimento. Não que o médico esteja de todo errado, mas também não está de todo certo. O que mais tem no livro são datas, pessoas, lugares e acontecimentos. Não há como dizer "sem aquele monte de datas para decorar". Agora, sim, o autor conta do jeito que deveria ser nas escolas, ainda que eu esperasse bem mais dele, porque ele fugiu, sim, do por vezes chato academicismo, mas foi visível que ele poderia ir além. 
   Quanto as datas, lugares e pessoas, é o seguinte: não há como estudar e compreender a História sem as datas, os lugares e as pessoas! Sem esses três fatores, para mim tais fatos deixam de ser História e tornam-se total e puramente fatos, sem qualquer relevância. Eduardo Bueno usou muitas datas, porque realmente foi necessário, mas isso ainda é um olhar histórico sobre todo o processo, e a História não sobrevive sem datas. Um professor de História meu disse que o Bueno é anacrônico, e eu não deixo, de certo ponto de vista, de concordar com ele, mesmo que diferimos no sentido de que o professor acha isso ruim e eu, fundamental. Bueno vai e volta nos fatos, mas ele faz isso porque fica mais fácil de compreendermos do que puramente vermos as coisas em sequência, numa determinada cronologia. 


   Quanto a edição do livro, eu achei fantástica, principalmente a capa, que faz um contraste opulente entre a beleza da simplicidade do exterior a riqueza de conteúdo do interior. Sem contar que as capas da Coleção Brasilis combinam entre si, então para os perfeccionistas como eu, é um tiro que não saiu pela culatra. A diagramação e o design interior também são incríveis, com ótimas fontes, conteúdos bem dispostos e diversos boxes laterais contendo conteúdos extras inerentes a cada episódio que nos conta o autor. Não encontrei também nenhum erro de revisão. E não sei se já deixei claro uma coisa, mas o único "problema" que você irá encontrar nesse livro é a riqueza de conhecimento.
   Ademais, deixo claro que foi uma ótima e rápida leitura — são pouco mais de cem páginas —, onde me senti cada vez mais rico em conhecimento, já que mais de 50% do livro me era desconhecido. E o pior de tudo é que isso me escapou mesmo sendo um ávido "devorador" das aulas de História — o que significa que temos de repensar o que andam ensinando nas escolas. Indico o livro para todos os amantes de História ou simplesmente para todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais de nossa própria história e como se deu nossa identidade. É um pequeno gesto que já nos tira de uma grande ignorância, eu garanto. Leitura muito mais que recomendada! Para mim, deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas. 

Primeiro parágrafo do livro: Como tapes flutuantes, elas surgiram de repente, 'em muita quantidade', balançando nas águas translúcidas de um mar que refletia as cores do entardecer. Os marujos as reconheceram de imediato, antes que sumissem no horizonte: chamavam-se botelhos as grandes algas que dançavam agrupadas nas ondulações formadas pelo avanço da frota imponente.
Melhor quote:Que significado teve essa descoberta? Na verdade, não apenas naquele exato instante, mas pelas três décadas seguintes, ela representaria pouco mais do que um intervalo idílico em meio a uma longa e tediosa navegação oceânica.





É com um misto de alegria e tristeza que damos essa notícia a vocês: o último livro da série Os Bridgertons, de Julia Quinn, sucesso do gênero Romance de Época, será lançado esse mês pela Editora Arqueiro. Já foi liberado, inclusive, a capa e a sinopse. Confiram abaixo!

Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece. O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la. Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele? A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

O lançamento acontece no dia 08 de Junho e a pré-venda já foi liberada nas principais livrarias do país. Quem aí já está ansioso para mais esse lançamento?  


Livro: Uma Vida No Escuro
Título original: Girl in the Dark
Autor(a): Anna Lyndsey
Editora: Intrínseca
Páginas: 247
ISNB: 978-85-8057-882-9
Sinopse: Anna Lindsey era jovem e ativa. Tinha acabado de comprar um apartamento e estava apaixonada. Então, o que começou como uma ligeira intolerância a certos tipos de luminosidade artificial evoluiu para uma sensibilidade grave a qualquer tipo de luz. Agora, durante as piores crises, Anna fica meses a fio trancada em um quarto totalmente escuro, onde passa horas ouvindo audiolivros e inventando intrincados jogos de palavras numa tentativa de afastar o desespero. Em épocas de intolerância menos severa ela ousa se aventurar cautelosamente na penumbra e encara um mundo que, pela perspectiva de dua existência enclausurada, é repleto de uma beleza estonteante. Ao lado dela em tudo isso está Pete, seu amor e deu alicerce, cuja presença impede de ser aterrada pela solidão. Escrito com beleza, leveza e honestidade, Uma Vida no Escuro é o impressionante relato da determinação da autora para tornar suportável uma vida aparentemente impossível. Uma história que impressiona não apenas pela raridade do quadro médico de Anna, mas também pelo modo como ela ns conduz com tamanha clareza por um lugar de absoluta escuridão, fazendo-nos encarar o mundo e a luz de uma forma completamente nova.

Anna Lindsey é um pseudônimo usado pela a autora de Uma Vida no Escuro para relatar suas memórias em forma de experiência com sua doença de fotossensibilidade. Mudando detalhes de identificação dos personagens reais que foram retratados no livro, reconstituiu os diálogos de memória, contando com a ajuda de outras pessoas para que o livro fosse digitado, já que escreveu tudo à mão na escuridão ou penumbra que lhe cabia.

      Anna estava no caminho para uma vida estável e independente, estava realizando seus sonhos ao comprar um apartamento e manter seu emprego no Ministério Público da Inglaterra, além de estar vivendo um grande amor. Então os problemas começam a surgir. Seu rosto passa a arder sempre que entra em contato com a luz artificial de lâmpadas e computadores. A partir daí o problema evolui para o resto do corpo, que se torna sensível não apenas a luz artificial, mas a todos os tipos, obrigando Anna a viver em total escuridão, visto que sua rara doença configura como um dos piores casos de fotossensibilidade. Muda-se para a casa de Pete, seu namorado, já que não consegue mais viver sozinha quando depende de alguém que cuide da casa e faça suas refeições, entre outras coisas essenciais para suas sobrevivência.
   A situação chega a pontos extremos, obrigando Anna a se enclausurar em um quarto completamente vedado para que não entre nenhum raio de luz. Passando seus dias na escuridão, para que não se sinta presa nem coberta de pensamentos ruins sobre sua vida e tudo o que acabou perdendo por conta da doença, ela cria jogos, atividades e hobbies para passar o tempo ocupada de alguma forma. Seus métodos funcionam na maioria das vezes, mas nem sempre conseguem espantar os sentimentos de solidão e melancolia que se apoderam dela. As coisas começam a melhorar em determinadas épocas, mas com leves recaídas. Enfrentando seus altos e baixos, Anna passa uma verdadeira lição de persistência e superação.

"É melhor viajar com esperança que chegar e saber que a esperança se foi. Enquanto houver um caminho diante de mim, enquanto houver coisas na minha lista que ainda não tente, estou protegida do desespero. Mesmo quando cada episódio se revela infrutífero, toda vez que aprendo alguma coisa por esforço próprio, mesmo que essa coisa seja a eliminação de mais uma possibilidade — então posso passar para a próxima" (p. 214). 

   O que eu esperava de um livro de memórias sobre alguém que passa a maior parte da vida no escuro, seria algo dramático e com o velho clichê da moral da história, dos belos ensinamentos, da superação bela e exemplar e tudo isso de forma superficial. Mas Uma Vida no Escuro superou minhas expectativas. Foi profundo e seu drama foi totalmente sincero e humanizado, longe de toda a artificialidade que eu costumo esperar desses gêneros. Abordando assuntos como depressão e suicídio de formas sutis, sem deixar nada da escrita impecável transparecer na forma de tabu que tais temas trazem, ela conseguiu promover um debate interno que passa da sua história para quem a lê.
   A narração ocorre em primeira pessoa na voz de Anna. Divide-se em duas partes: a primeira conta as fases iniciais da doença e como ela demonstrou toda sua gravidade deixando Anna em total desespero; já a segunda é um período de adaptação da personagem e quando seu quadro passa a ter algumas oscilações de melhora. É uma narrativa minuciosa, cheia de floreios simples e ao mesmo tempo, elegante — provavelmente fruto da absorção da linguagem dos inúmeros livros que a protagonista costuma ler e ouvir, dos quais tira inspiração para sua vivência, e assim, as narrativas se mesclam de forma "limpa". O uso de metáforas é bastante recorrente, o que torna a escrita descritiva e poética até certo ponto. Porém, mesmo sendo muito detalhada, a leitura não se torna enfadonha, e isso se deve a três fatores perceptíveis: o uso de períodos curtos e de palavras simples, e a profundidade da escrita, tornando o enredo envolvente. Mantém um diálogo com leitor de forma interativa, indicando os jogos para o escuro, que servem para tirá-la do tédio quando tem que ficar dentro do quarto vedado.

"Quando termino um livro, percebo que não consigo começar outro logo em seguida. Cada história precisa de tempo para se assentar em minha mente, para ser digerida como um jantar de muitos pratos. Avançar rápido demais seria até um desrespeito com os personagens — afinal, passei horas na companhia deles, conheci suas histórias, acompanhei momentos importantes de suas vidas" (p. 15-16).


Em Junho chega ao Brasil mais um sucesso do talentosíssimo mestre do Terror, Stephen King, Achados e Perdidos, um livro sobre o poder da literatura de mudar vidas. O livro é o segundo da trilogia Bill Hodges, e tem como antecessor Mr. Mercedes, que será resenhado em breve aqui no blog. Confira a capa e a sinopse de Achados e Perdidos:
Achados e perdidos 
“— Acorde, gênio.”
Assim King começa a história de Morris Bellamy.
O gênio é John Rothstein, um autor consagrado que há muito tempo abandonou o mundo literário. Bellamy é seu maior fã — e seu maior crítico. Inconformado com o fim que o autor deu a seu personagem favorito, ele invade a casa de Rothstein e rouba os cadernos com produções inéditas do escritor, antes de matá-lo.
Morris esconde os cadernos pouco antes de ser preso por outro crime. Décadas depois, é Peter Saubers, um garoto de treze anos, quem encontra o tesouro enterrado.
Quando Morris sai da prisão, depois de trinta e cinco anos, toda a família Saubers fica em perigo. Cabe ao ex-detetive Bill Hodges e a seus ajudantes, Holly e Jerome, protegê-los de um assassino agora ainda mais perigoso e vingativo.

Quando fala-se em Stephen King, nem contesta-se a qualidade! Só podemos mesmo aguardar com veemência, certo? 


Livro: A Rebelde do Deserto
Autora: Alwyn Hamilton
Editora: Seguinte
Páginas: 288
ISBN: 9788565765992
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.



Alwyn Hamilton nasceu em Toronto, no Canadá, e já morou na França e na Itália. Estudou história da arte no King’s College, em Cambridge, e atualmente vive em Londres, onde trabalha numa casa de leilão.



   A Rebelde do Deserto, romance de estreia de Alwyn Hamilton e primeiro de uma trilogia homônima, conta uma história que passa-se em Miraji, uma nação dominada pelo deserto. No Último Condado, as pessoas dependem do trabalho nas minas de ferro ou nas fábricas de armas para sobreviver. É ali que vive Amani Al'Hiza, nossa heroína, uma garota de dezesseis anos que passou grande parte da vida tentando fugir de sua realidade. Quando o pai chegava em casa bêbado e agressivo, a garota corria para o deserto e brincava de atirar em garrafas vazias — e isso acaba sendo crucial para o primeiro capítulo do livro, onde vemos Amani numa animada competição de tiros, em busca de realizar seu grande sonho: fugir para Izman, a capital de Miraji, onde ela achava que seu futuro poderia ser mais promissor. 
   Contudo, por mais que Amani fosse corajosa, independente e atirasse como se fizesse parte de seu corpo, ela não tinha dinheiro para ir embora da Vila da Poeira. Ela então decide se vestir de menino e sair de casa na calada da noite, para tentar ganhar um concurso de tiro numa cidade vizinha. Lá conhece Jin, um forasteiro que mexe com seu coração e acaba ajudando Amani a finalmente deixar seu vilarejo para trás
   O que Amani não sabia era que Jin estava sendo perseguido pelo Exército do sultão, acusado de ser um traidor — e agora ela mesma se tornou um alvo. Para chegar a Izman, a garota terá de viajar clandestinamente em trens e caravanas, evitando não só os soldados mas também os carniçais, seres mágicos que se alimentam de carne humana e se escondem sob as areias. Nessa jornada, Amani vai se deparar com um deserto muito mais complexo do que esperava. Isso porque o sultão, sedento por poder, se aliou aos gallans, um povo vizinho que usa as armas produzidas em Miraji para dominar outras nações. Enquanto isso, um de seus filhos, o príncipe rebelde, reúne seguidores para reivindicar o trono que lhe é direito. Em meio a essa ebulição política, Amani aos poucos percebe que tem potencial não só para mudar o seu destino, mas talvez todo o seu país. Não há dúvida: o deserto vai ficar pequeno para uma rebelião incansável, uma paixão avassaladora e um garota finalmente descobrindo seu poder. 

   Sim, a história tem uma boa premissa, e vai muito além disso. Conheci A Rebelde do Deserto desde que a Seguinte anunciou que lançaria o livro no Brasil e fiquei muito curioso em relação ao mesmo por dois motivos: primeiro porque parecia tratar-se de uma incomum mistura de Faroeste com Mil e Uma Noites, o que por si só já é intrigante, e, segundo, porque segundo algumas resenhas o livro apresentava características distópicas — ainda que o que eu tenha encontrado seja uma mescla de YA (young adult) com críticas e pensamentos mostrando uma realidade alternativa de convenções sociais e limites extrapolados ao máximo, sem dar a obra um caráter contraditório a utopia. 
   Não possuía grandes expectativas para com o livro — o que acabou, de certa ótica, sendo vantajoso a leitura. Contudo, o primeiro capítulo já é capaz de nos fisgar o suficiente para que esperemos sempre mais e melhor do livro, e isso é garantido, com uma preternatural riqueza de detalhes (apesar das poucas páginas), até o final do livro. Acredito que, em virtude das características do gênero, que se sobrepôs na história, seria impossível que eu não viesse a ter certa afinidade com o livro. Sem dúvidas uma grande aposta para os fãs de Fantasia que curtem uma "pegada" Jovem-Adulto. 
   A narração, tanto quanto o enredo, é o ponto forte do livro. É muito fácil visualizar o porquê disso, visto que temos aqui muita ação, aventura e, principalmente, mistérios que tornam tudo mais agradável e elétrico. Todo o livro é narrado sobre a ótica de Amani, que se tornou uma de minhas narradoras preferidas, justamente por sua construção típica do que seria um mescla de Young Adult com uma quase (quase, hein!?) distopia. Ela é determinada, cheia de atitude, sarcástica, diferente e veio realmente pra enaltecer o poder feminino, mostrando que as mulheres podem, sim, conseguir o que querem e vencer várias adversidades.
  

"Talvez eu tivesse olhos que me traíam, mas Jin com certeza tinha o tipo de sorriso capaz de converter impérios inteiros. O tipo de sorriso que me fazia sentir que o entendia direitinho, embora não soubesse nada sobre ele. O tipo de sorriso que me fazia sentir que éramos capazes de qualquer coisa juntos."


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