Livro: A Cabana
Título Original: The Shack
Autor (a): William P. Young
Editora: Arqueiro
Páginas: 248
ISBN: 9788580416343 
Sinopse: Publicado nos Estados Unidos por uma editora pequena, A cabana se revelou um desses livros raros que, a partir do entusiasmo e da indicação dos leitores, se tornam um fenômeno de público – com quase 20 milhões de exemplares vendidos no mundo – e de imprensa. Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa velha cabana. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à cabana onde acontecera a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local numa tarde de inverno e adentra passo a passo o cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre. Em um mundo cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento? As respostas que Mack encontra vão surpreender você e podem transformar sua vida de maneira tão profunda quanto transformaram a dele. Você vai querer partilhar este livro com todas as pessoas que ama. Esta edição especial inclui um texto inédito do autor, relembrando os 10 anos de sucesso que marcaram a trajetória do livro e contando detalhes da gravação do filme. Além disso, traz um caderno de fotos com cenas da adaptação desta emocionante história para as telas do cinema.

William Paul Young é autor do best-seller internacional A Cabana, com 18 milhões de exemplares vendidos no mundo, sendo mais de 3 milhões no Brasil. Ele nasceu no Canadá e foi criado pelos pais missionários em uma tribo indígena, nas montanhas da antiga Nova Guiné Holandesa. Sofreu grandes perdas na infância e na adolescência, mas agora goza, juntamente com sua família, do que chama de um “esbanjamento de graça” na região noroeste dos Estados Unidos.

   Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allen: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana. Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack entrega-se a Grande Tristeza, um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos do desaparecimento da menina, insiste em não diminuir. 
   Um dia, porém, ele recebe um estranho bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo. Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um “acerto de contas” e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história. 
   Intenso, sensível e profundamente transformador, A Cabana, best-seller que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares no Brasil, vai fazer você refletir sobre o poder de Deus, a grandeza de seu amor por nós e o sentido de todo o sofrimento que precisamos enfrentar ao longo da vida.

"O perdão existe em 1º lugar para aquele que perdoa, para libertá-lo de algo que vai destruí-lo, que vai acabar com sua alegria e capacidade de amar integral e abertamente...".
(+) Memória Musical: A Cabana  |  (+) Li Até a Página 100 e... (A Cabana: Guia de Estudos)

   Usando as próprias palavras do autor, “já faz quase uma década desde que 11 mil cópias de A Cabana foram enviadas para uma residência na Califórnia. O que começou com 15 cópias impressas numa papelaria — um presente de Natal para filhos e familiares — tornou-se um fenômeno que pegou a todos de surpresa”.
   Já faz mais de quatro anos que li A Cabana pela primeira vez, mas garanto, com toda a certeza do mundo, que é aquele tipo de livro que a cada releitura você tem uma interpretação diferente e mais transformador é o resultado final dessa experiência extremamente prazerosa, que não representa apenas um encontro com Deus, mas consigo mesmo.
   A bem da verdade, me faltam palavras para explicar a grandeza de A Cabana e a felicidade em ver esse fenômeno ganhando uma adaptação cinematográfica e transformando ainda mais a vida das pessoas — principalmente da parcela que optou por não ler o livro. Não sou exatamente fã de livros religiosos, mas acredito que A Cabana é bem mais do que isso. É um suspense. É um drama. É um autoajuda. É um romance. Tudo ali — junto e misturado — com um único objetivo: fazer pensar. Após a leitura do livro, me tornei um fã incondicional de William P. Young e comprei todos os seus livros e todos os guias de A Cabana que passaram na minha frente. 
   Tudo é apresentado por Willie (que eu desconfio se tratar do próprio autor), em terceira pessoa, e a escrita de William é extremamente séria — assim como os assuntos abordados —, o que de modo algum surgiu como um problema para seguir com a leitura. Acho que o importante é o leitor estar ciente, desde o começo, de que a narrativa, tanto quanto o enredo, é bastante peculiar. Não é um livro feito para ser devorado em algumas horas e, sim, para se ler uns dois capítulos num dia e três num outro, absorvendo e refletindo tudo o que é apresentado. Afinal, está é a essência da narrativa de A Cabana: oferecer uma visão bastante libertária do amor, do perdão, da redenção, do sagrado e do humano (O Globo). E não é possível atingir esse objetivo se a narrativa se mostrar veloz, comum e despretensiosa. 

"Se prestarmos bastante atenção, sempre conseguiremos descobrir alguma compensação no sofrimento".

   A Cabana invoca a uma conhecida questão: Se Deus é bom, porque ele permite o mal e o sofrimento? Esta questão sempre foi fruto de muita frustração, revolta e dor — exatamente o que Mack sentia. Ver como tudo isso se desdobra no decorrer das páginas é o que mais torna a leitura válida, já que a maioria de nós também deseja saber a resposta desta peculiar indagação. A história do livro foi fruto de uma luta que durou muitos meses, para colocar em palavras o que Mack viveu, e acaba existindo muitas coisas interessantes a serem abordadas sobre o livro. Por isso, gosto de dizer que A Cabana é interessante como um todo e não em partes. 
   Uma pessoa vai a uma cabana e lá se encontra com Deus (Papai), uma negra enorme que dá grandes abraços e balança os quadris quando escuta música, Jesus e Sarayu (nome dado pelo autor ao Espírito Santo). Existe alguma possibilidade dessa história não ser interessante? Claro que não. Esses três personagens, junto a Mack, vão tornar a experiência da leitura algo extremamente profundo e transformador. O foco é dado inteiramente a Mack e a sua dor e Papai, Jesus e Sarayu trabalham com um mesmo objetivo: fazer com que o protagonista compreenda o papel de Deus em sua vida. 
   É uma história complexa e que provoca alarme em muitas pessoas. O que acontece é que a leitura de A Cabana deve ser livre de preconceitos, uma experiência onde o leitor deve buscar ao máximo se desprender de suas crendices e manter tanto a mente quanto o coração abertos. Se você focar em questionar as criações do autor invés de se abrir para compreender a mensagem, vai perceber que nem deveria ter passado do prefácio, que já adianta: Se você odiar esta história, desculpe, ela não foi escrita para você
   Recentemente, com a ascensão da adaptação cinematográfica que estreou no início do mês, as discussões nem um pouco sensatas sobre A Cabana voltaram a circular pela rede. A bem da verdade, eu fico triste. Nós somos bem ignorantes quando queremos. Com tantas mensagens lindas e verdadeiras sobre o perdão, o amor, a vida e a dor, as pessoas estão preocupadas com Deus, em A Cabana, ser uma negra enorme, que cozinha e ouve música. 

“— Mackenzie, eu não sou masculino nem feminina, ainda que os dois gêneros derivem da minha natureza. Se eu escolho aparecer para você como homem ou mulher, é porque o amo. Para mim, aparecer como mulher e sugerir que você me chame de Papai é simplesmente para ajudá-lo a não sucumbir tão facilmente aos seus condicionamentos religiosos”.

  Não acredito que o livro ceda ao feminismo politicamente correto e nem que — Jesus, que absurdo! — promove um retorno pagão à adoração à deusa! Quem leu o livro sabe muito bem que isso é explicado no romance. Deus não é nem homem e nem mulher. Nem branco e nem negro. Nem azul e nem rosa. Da mesma forma que o Espirito Santo não é asiático. Deus chega ao nosso mundo — conforme explicado em A Cabana — da forma como nos agrada, buscando também nos surpreender. O objetivo de aparecer para Mack como uma negra enorme foi apenas fazê-lo refletir mais profundamente sobre sua ideia de Deus e desafiar sua dependência de uma série estreita de imagens do Criador concebido como pai. Fim da história! Vamos abrir a mente e o coração! Simples assim! 
   As pessoas agem como se o autor quisesse impor A Cabana como uma Bíblia, uma verdade suprema, acima de tudo e qualquer coisa, mas isso é apenas fruto de nossas mentes. É um livro, pessoal! Nada mais. Se você não concorda com o que é apresentado, tudo bem, mas não aja como se o autor nos obrigasse a concordar plenamente com o que apresenta. Ele está apenas contado uma história. O mínimo que podemos fazer é prestarmos atenção nisso, em primeiro lugar. 
   Agora chega de polêmicas e vamos falar da edição, certo? A edição especial com a capa inspirada no filme está simplesmente incrível! Além de incluir um texto inédito e muito inspirador do autor, relembrando os 10 anos de sucesso que marcam a caminhada do livro e contanto detalhes sobre a gravação do filme, traz ainda um caderno de fotos com cenas da adaptação cinematográfica — que já foi assistida por mais de 1 milhão de espectadores aqui no Brasil. Eu ainda não pude ir conferir o tão afamado filme, mas pretendo fazer isso muito em breve. Já me avisaram que é bom levar alguns lenços. 
   Por fim, gostaria de ressaltar que eu não acredito que trata-se de um escrito dirigido apenas a um público mais maturo só porque exige bastante reflexão. Eu li A Cabana pela primeira vez quando eu não tinha sequer 13 anos. Em minha opinião, é um livro feito para todos: crianças, jovens, adultos, cristãos, budistas, islâmicos, ateus... todos! A Cabana, acima de tudo, levanta uma série de perguntas, suscita debates sobre o mundo injusto em que vivemos e muito nos ensina sobre o amor, o sofrimento, o perdão e a fé. 
   Minha dica final é que vocês não permitam que os momentos em que a leitura se torna enfadonha e repetitiva transformem a leitura em uma tarefa difícil. Estão cansados? Deem um tempo, vão refletir sobre o que leram e depois retomem a leitura. Ah, e se não compreenderem muito do que é apresentado tenho duas dicas literárias que se mostram um recurso indispensável: Encontre Deus na Cabana (Randal Rauser) e De Volta a Cabana (C. Baxter Kruger). Boa leitura! 


Primeiro Parágrafo: “Quem não duvidaria ao ouvir um homem afirmar que passou um fim de semana inteiro com Deus e, ainda mais, em uma cabana?” 
Melhor Quote: “Ainda acho que precisamos conhecer o inverno para compreender o verão. Assim como é necessário passar por momentos de tristeza profunda para conseguir identificar e valorizar a felicidade quando ela chegar. E não devemos, nunca, nos esquecer das pessoas que amamos”.

  


4 Comentários

  1. Olá
    Eu li esse livro pela primeira vez tem bastante tempo, mas o releio sempre que possível. É uma história maravilhosa sobre fé, perdão e, sobretudo, amor.
    Linda resenha

    Vidas em Preto e Branco

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  2. Amei tudo o que falou!
    É bem isso, pra gente aproveitar essa leitura precisamos deixar nossas convicções, credos e preconceitos de lado. Eu mesma, sendo católica não-praticante/agnóstica gostei demais dessa leitura, quando a fiz lá em 2008, mais ou menos.
    De fato precisamos parar em alguns momentos e refletir sobre o que lemos, porque há algumas passagens em que se torna bem chato mesmo.
    Adorei que a edição com a capa do filme traga esses extras! Me irrita demais quando a única coisa que muda na edição de um livro adaptado é a capa.
    Quero muito ver o filme e reler esse livro, assim que possível.

    Beijos

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  3. A alimentação é apenas uma alusão que Deus nos alimenta constantemente não só com alimento físico mas também com o alimento espiritual através de sua palavra escrita, a Bíblia. Ótimo filme que revela claramente as três pessoas que formam a Trindade Divina, ou Deus, o Eu Sou. Como Deus não tem gênero, pois é Espírito, ora aparece como mulher, ora como homem, mas isto é apenas outra alusão ao papel de Cuidador que ama incondicionalmente suas criaturas. A historia é um chamado ao resgate, daquela relacionamento de intimidade do homem com Deus, perdida no Éden, e muito mais perdida nos dias atuais até mesmo entre os Cristãos que obedecem a Bíblia, que deveriam ter esta intimidade, mas que, pelas tribulações da vida, perderam a fé e o amor pregado por Cristo, e consequentemente a intimidade com Deus, Seu Pai e Criador e já não podem mais perdoar ou amar o próximo.

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  4. Eu assisti o filme e logo em seguida comprei o livro porque sabia que seria ainda melhor. Já terminei de ler mas ainda não saiu a resenha no meu blog, enquanto isso, fiz uma resenha do filme, mas em breve a do livro sai também. Caso se interesse em ler e deixar sua opinião, esteja a vontade.

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