Sinopse: Trilogia Estilhaça-me - Livro 3
O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado. Juliette foi à única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá. Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.
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Livro: Estilhaça-me
Título original: Ignite me
Autor (a): Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384
ISBN: 9788581634418
Sinopse: UM DIA EU POSSO ROMPER UM DIA EU POSSO R O M P E R E ME LIBERTAR NADA MAIS VAI SER IGUAL O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado. Juliette foi a única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá. Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.
 TRILOGIA "ESTILHAÇA-ME"
    1.  Estilhaça-me
    2.  Liberta-me
    3.  Incendeia-me 

     Incendeia-me é o último livro da trilogia que de Tahereh Mafi, Estilhaça-me, que foi inicialmente lançada em 2011. Após o estrondoso sucesso da série, o livro foi vendido para mais 22 países e teve seus direitos de adaptação comprados pela Fox Studio. Agora, a tão esperada e polêmica conclusão chega ao Brasil, e você pode conferir a baixo minha opinião sobre o terceiro livro. 

 ATENÇÃO. A RESENHA CONTÉM SPOILERS DE “ESTILHAÇA-ME” E “LIBERTA-ME”. SE AINDA NÃO LEU OS LIVROS ANTERIORES, PULE OS PRÓXIMOS TRÊS PARÁGRAFOS. 
   Depois ser atacada por Anderson, o Comandante Supremo, no final de Liberta-me, Juliette é salva secretamente por Warner, e somente os dois sabem disso – todos os outros pensam que ela está morta. Agora que viu a morte de perto, Juliette revê seus conceitos sobre muitas coisas que a cercavam, e está decidida: ela quer vingança contra os que a prejudicaram. 
    Ela pensa que seus amigos estão mortos, e se vê aliada a última pessoa que poderia imaginar. Warner apresenta motivos sólidos, que aparentam justificar seus atos anteriores, mas será que Juliette pode realmente confiar nele? E como ela pode lidar com a inexplicável atração que parece sentir por Warner? 
   Mas são tempos de guerra, e nada pode continuar o mesmo – a garotinha que Juliette era já não mais existe. Modificada e endurecida pelo sofrimento, a protagonista sabe que a hora chegou: é sua vez de incendiar o mundo. 

      Começo esta resenha afirmando que é absurdamente difícil falar sobre tudo o que Incendeia-me provocou em mim durante a leitura. Depois que finalizei a leitura do primeiro livro da série, pensei que se tratava de uma história com potencial, mas que ainda deveria crescer muito para se tornar ótima. Quando li Liberta-me, o segundo livro, não pude deixar de ficar decepcionada com o desenrolar da história, mas ainda tinha esperanças de um final decente – é claro, nunca poderia prever o quão impactante a conclusão da trilogia seria. 
      Incendia-me não é nada como os livros anteriores. 
   Não acredito que há outra palavra para definir Incendeia-me além de intenso. Há tantas surpresas durante o decorrer da estória que é impossível não ficar abismado em algum momento, e é, sem dúvidas, o tipo de livro que traz tantos sentimentos contraditórios que acaba por deixar o leitor na dúvida entre o ódio e o amor pela conclusão. 
   Incendeia-me é melhor do que os volumes anteriores de tantos jeitos que é até mesmo difícil colocar em palavras. A primeira mudança (mais do que) positiva é o comportamento de Juliette. Dizem que, na vida, quanto mais alguém apanha, mais aprende. Esse é, sem dúvidas, o caso da protagonista. Lembram da menina bobinha, bondosa e submissa que existiu no primeiro e em grande parte do segundo livro? Bem, ela não existe mais. A Juliette desse terceiro livro é decidida, forte, e nunca esteve tão certa sobre seus sentimentos. Vi algumas reclamações de leitores sobre a mudança abrupta da personagem, mas, honestamente: depois de tudo pelo que ela passou, será que levantar-se e lutar não seria a resposta da maioria das pessoas? Acredito que, ao menos comigo, seria assim. 
   A narrativa de Incendeia-me segue o padrão da série, em primeira pessoa e abusando de metáforas. Preciso destacar aqui, algo que não pude deixar de reparar: nesse livro, não há palavras riscadas – o modo como Juliette, especialmente em Estilhaça-me, expressava seus pensamentos que não gostava nem mesmo de reconhecer ter. Ao parar para pensar no significado disso, a profundidade do fato é quase tocante: a personagem amadureceu, se fortaleceu, e não tem mais medo de dizer o que pensa.


  Eu havia comentado na resenha de Liberta-me (aqui!) que Warner, o dito vilão da estória, havia roubado a cena onde quer que aparecesse. Não estava preparada, contudo, para o que aconteceria nesse livro: fiquei encantada pelo personagem. O jovem sarcástico, um tanto cruel e que parece insano em Estilhaça-me, tem seu passado revelado... e consegue nos tocar de maneiras que pensei não ser possível. E foi assim que, eu, que o havia detestado desde o começo, me vi torcendo pelo seu relacionamento com Juliette.
"– Isso é porque não é frágil – afirma. – Na verdade, todo mundo precisa se proteger de você. Você é como uma besta, droga – ele diz. Depois, acrescenta:
– Digo, você sabe... Tipo, uma besta fofa. Uma pequena besta que rasga as coisas e quebra a terra e suga as vidas das pessoas."
    Ao mesmo tempo que fiquei feliz pelo desenvolvimento da relação de com Warner, todavia, há algo que não pude ignorar durante a leitura. Estou, até agora, extremamente chateada com o que Tahereh Mafi transformou a história de Juliette e Adam. Adam, o jovem bondoso, paciente e apaixonado há anos por uma menina, se transformou em alguém quase irreconhecível. Sua personalidade está completamente diferente de tudo o que já foi, e em certos momentos da leitura, admito que tudo o que eu mais queria fazer era dar uns tapas no personagem. Essa mudança abrupta de comportamento por sua parte é a única coisa que acredito não ter “funcionado” em todo o livro. Fica claro que o objetivo de Mafi era fazer o leitor simpatizar com Juliette e Waner (e, sim, o pior de tudo é que funcionou!), mas fiquei chateada com o rumo do que antes era uma história tão bonita entre os dois. 
    Fico encantada cada vez que lembro da estória impactante e bonita que foi desenvolvida nesse último volume, que foi, sem dúvidas, minha conclusão preferida de uma distopia até agora. Depois do trauma que Convergente me causou, tenho que admitir que estava um tanto receosa com a conclusão, mas acabei feliz com o rumo que a história tomou, especialmente porque é o tipo de fim que eu nunca teria imaginado ao começar a ler Estilhaça-me.

    Algo interessante, ademais, é que o terceiro livro da trilogia tratou de algo muito além de um triângulo amoroso. Teve romance, sim, mas foi muito além disso: o livro fala sobre a distopia, sobre o governo opressor e sobre as medidas que os cidadãos que ainda têm esperança tomam para ter seu mundo de volta. Há sim, alguns pontos que ficaram totalmente soltos (como, qual era afinal o poder exato do Adam?!) que a autora acabou por esquecer de amarrar, mas, no geral, não tenho muito para reclamar sobre o livro.
"– Não é caridade – disparo. – Ele se importa comigo... E eu me importo com ele!
Warner faz que sim com a cabeça, não está impressionado;
– Você devia pegar um cachorro, amor. Ouvi dizer que eles têm muitas das mesmas qualidades."
    O design do livro pela Editora Novo Conceito é, claramente, o mais bonito da série. A capa é linda, e reflete de um modo incrível tudo pelo que a protagonista enfrentou. O livro é dividido em 78 capítulos (mas não se assuste, são capítulos curtos!), com folhas amareladas e de bom material. O design interno acabou por seguir o mesmo padrão dos livros anteriores. (Para quem está se perguntando o motivo da mudança abrupta da capa, a Novo Conceito explicou: quando lançaram o primeiro livro aqui no Brasil, tais capas do modelo desse terceiro livro ainda não haviam sido lançadas, e, para seguir o padrão da primeira, tentaram modificar um pouco a capa original e fazer a do segundo livro. Acabou por não dar certo, e, para compensar os leitores, eles estão distribuindo jackets com o novo design até 06/06/14.)
     Por fim, Tahereh Mafi conseguiu, como havia se provado capaz, construir uma história singular, poética e cheia de metáforas para a vida que chega é tocante. Acredito que nenhum fã da série vá se decepcionar inteiramente com o rumo que tudo tomou, já que, mesmo com os ditos defeitos, Incendeia-me é a obra-prima de Mafi, e o ponto mais alto da história de Juliette. Super recomendado!

Primeiro parágrafo do livro:
"Sou uma ampulheta. Meus 17 anos desmoronaram e me enterraram de dentro para fora. Minhas pernas parecem cheias de areia e grampeadas uma na outra, minha mente transborda de grãos de indecisão, escolhas não feitas e a impaciência conforme o tempo escoa de meu corpo. O ponteiro pequeno de um relógio bate em mim à uma e às duas, três e quarto, sussurrando olá, acorde, levantar (...)"
Melhores quotes: 
I. "As palavras são como sementes, eu acho, plantadas em nosso coração em uma idade tenra."
II. "A esperança vai despedaçar o seu coração de novo."

            


12 Comentários

  1. Oi Gabi, desta vez não li sua resenha, pois estou querendo ler ainda na semana que vem.
    Bjs, Rose.

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  2. Quero muito ler esse livro e essa série. :p

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  3. Indiquei o blog para uma tag http://cholandaoficial.blogspot.com.br/2014/06/tag-minha-familia-literaria.html

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  5. Comecei a amar Warner em Destrua-me! *_*

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  6. Vc sabe se autora lançara uma continuação ???

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    1. Oi, querida!
      Até agora, é certeza que são só esses três livros mesmo, além dos spin-offs que já existem. Também torço para que no futuro haja uma continuação, mas parece que não.

      Beijos!

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  7. Eu ainda estou aqui digerindo tudo o que Incendeia-me provocou em mim. Terminei o livro ontem e estou apaixonada por Warner ♥
    Também sofri da mesma decepção ao ler o final de Convergente, mas graças a Deus Tahereh Mafi não me decepcionou.
    Amo essa história desde o primeiro livro, e este final foi perfeito.
    Parabéns pela resenha . Estou sofrendo para fazer a minha =(
    Amanda

    http://blog-emcomum.blogspot.com.br/

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  8. Eu amo essa trilogia, e adorei Incendeia-me.
    Me apaixonei pelo Warner e pelo Kenji tbm, principalmente nesse livro. =)

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  9. A história termina assim, DO NADA?
    Sério isso gente?
    Estou pasma, decepcionada. Tudo bem que a guerra acabou, mas e ai? Alguém pode me explicar?

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  10. SPOILER ALERT:

    A história tava indo bem até começarem a enrolar com aquela parte de treinamento. Fora que a história ficou muito sem pé nem cabeça!
    O que fizeram com o Adam foi MUITO, mas MUITO forçado... Não precisava ter destruído o personagem dele pra se fazer sobressair o Warner... Ele não precisava disso!
    O Adam podia ter saído por cima dessa história. Eu também concordo que a Juliette combina mais com o Warner. E pra falar a verdade, era meu personagem preferido nesse livro até ele começar a virar um emo por tá perto com a Juliette.
    Ficam se enrolando um monte naquele jogo de "chove e não molha". Até ela DESCOBRIR que pode controlar o poder dela, e vai correndo dar pro Warner... Ignorando completamente que o cara perdeu a mãe no mesmo dia (outra parte da história que ficou MUITO sem pé nem cabeça). Só que pro cara, pah... A vida segue! kkkk Vai lá, dá umas "carcada" na mina - não comentam em momento algum, inclusive, que ela deveria muito provavelmente ser virgem, mas tudo bem... E tá felizinho em folha no dia seguinte, como se nada tivesse acontecido! Podiam ter evitado essa, né? Eu queria ver muito uma cena dos dois, mas tudo acabou estragado por causa dessas circunstâncias. E contexto é tudo dentro de uma trama.

    A autora certamente não convive com crianças... Porque vá ser sem noção assim no inferno! Aquele James era muito... Não é pq ele é criança, que ele é burro! kkkk

    Posso estar sendo crítica, mas estou bem decepcionada... Tava muito viciada na leitura porque uma colega me indicou. Tava amando o primeiro e o segundo livro (inclusive os contos nas visões do Warner e do Adam)... Mas começou a enrolar, botou o coitado do Kenji como mediador... Sim, pq ele ficou muito de gaiato naquela história.

    Fora que... Eaí? Como acabou a história? Ficaram o livro todo enrolando nesse draminha Warner x Juliette, e Adam emo com pittie e beicinho... Aí quando chega a parte legal, da porrada... Ah, acabou... Eles vendo um monte de gente morta e é "Felizes para sempre"?

    Cadê o fechamento? Alguém me diz!

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  11. eu realmente, não gostei muito do final, ficaram algumas dúvidas, oque vai acontecer com adam, ele se acertou com Warner, kenji vai ficar bem, vai conseguir arrumar alguém (namorada), mas meu deus, e me sentia como se fosse ela, quando estava nas partes de warne eu ficava "verdade, ele tem bom coração no fundo,os dois combinam" mais ai nas brigas com adam eu ficava "ele ta cero, volta pra ele pelo amor" sabe oque é shippar um casal durante 2 livros e pammm, cabou, ela n gosta mais daquele jeito, me julguem mas eu estava morrendo para Warne morrer kkkk, meus sentimentos ficaram a flor da pele, eu não conseguia para no final no capitulo, e sempre ria quando Juliette falava "eu não sei mais respirar" se vc contar quantas vezes ela fala isso!!, meu deus, amei a resenha <3,enfim, uma das melhores trilogias que já li!

    Recomendo: A rainha vermelha e a maldição do tigre ��

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