Livro: A Coroa
Título original: The Crown
Autor (a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 312
ISBN: 9788555340048
Sinopse: "Em ''A Herdeira'', o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria entre os trinta e cinco pretendentes do concurso um companheiro de verdade, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava."

SÉRIE "A SELEÇÃO"
    1.  A Seleção
    2.  A Elite
    3.  A Escolha
    4.  A Herdeira
    5.  A Coroa
    6.  Felizes Para Sempre

CONTOS DIGITAIS 
    1.  O Príncipe

    2.  O Guarda
    3.  A Rainha
    4.  A Favorita

EXTRA
    1.  Diário da Seleção


Kiera Cass nasceu em 1981, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Formou-se em História na Universidade de Radford, na Virginia, e atualmente mora em Christiansburg. Além da série A Seleção, também é autora de A Sereia. Beijou aproximadamente catorze garotos em sua vida, mas nenhum deles era um príncipe. Mais informações em www.kieracass.com

   A princesa Eadlyn é o fruto de um conto de fadas: seus pais, o rei Maxon e a rainha America, viveram uma história de amor maravilhosa durante a Seleção, um concurso transmitido em rede nacional há mais de vinte anos. É claro que os dois passaram por muitos altos e baixos até ficarem juntos, mas a história sempre acaba apagando alguns detalhes, e o que restou foi a imagem de um relacionamento perfeito e inabalável. A princesa, sempre independente e decidida, nunca achou possível viver um romance minimamente parecido com o de seus pais. Por isso, quando os dois propõem que ela realiza sua própria Seleção, a garota não fica nada satisfeita. 
   Eadlyn só aceita porque o concurso serviria de distração para o povo enquanto seu pai pensaria numa solução mais eficaz para os inúmeros casos de discriminação contra as pessoas que antigamente pertenciam a castas baixas. A garota passa as primeiras semanas contando os dias para o fim da competição, quando enfim poderia mandar todos de volta para casa e continuar com seu afazeres de sucessora em paz. Mas alguns candidatos conseguem abrir rachaduras nas muralhas que Eadlyn construiu em volta de si mesma, principalmente de seu coração. Aos poucos, os Selecionados se tornam seu porto seguro, ao mesmo tempo que a fazem enxergar como é a vida fora da bolha em que vive.
   E ela realmente está precisando: os acontecimentos no palácio obrigam Eadlyn a assumir cada vez mais responsabilidades no governo, e a garota não tem escolha a não ser encarar a rejeição do público. Seu maior desafio é se aproximar do povo, mostrando que se importa e que tem capacidade de governar. Tudo isso enquanto a pressão para escolher um marido só aumenta  e um garoto em particular começa a tomar conta de seu coração. A Coroa é o quinto e último volume da série que já conquistou milhares de leitores em todo o Brasil — inclusive eu. No desfecho da história de Eadlyn, você verá que cada história de amor é única — e que todos podem alcançar seu final feliz. E mesmo que esse final feliz não seja tão mágico como da America com o Maxon, não devemos chorar porque não foi bom o suficiente ou porque acabou. Devemos é sorrir porque aconteceu!

   Sempre fui muito fã dos livros da Kiera Cass, em especial a série "A Seleção", seu mais popular trabalho. Desde o primeiro contato com a série distópica, me senti abraçado por tudo aquilo que a autora criou, como se tudo fosse real e inteiramente significante. E, de fato, mesmo sendo ficção, não deixa de ter certo significado. Então, ano após ano, me vi ansioso pelo lançamento de mais um livro da série, e agora, quando finalmente a trilogia de cinco livros acabou, não me sinto triste porque foi o fim; mas feliz porque aconteceu e foi uma boa história. E foi uma das histórias mais lindas que já li — e são essas que, por vezes, nos fazem acreditar na vida e, principalmente, no amor. 
   O gênero — como estão cansados de saber — é o meu preferido, e o que sempre achei mais peculiar em "A Seleção" é a forma diferente como a distopia está presente; não como foco, mas como tema, situação. O gênero, como regra, deveria mostrar situações ruins, lugares ruins. Mas não é isso que temos em "A Seleção" — não como um todo —, pois os mundos criados por Kiera são sempre bonitos e surreais, eu poderia dizer. Isso, obviamente, só acrescenta pontos positivos ao livro — devido, principalmente, ao caráter original que a obra acaba tendo. Minhas expectativas para esse término eram as mais altas possíveis, pois, por maiores os erros, nunca cheguei a me decepcionar extraordinariamente — ou exageradamente, como a maioria — com os livros da série. E, mais uma vez, as expectativas mantiveram-se saciadas do começo ao fim.
   A narração segue os padrões de sempre da autora, e o que gosto sempre de dizer é: lembre-se que agora não é mais a América quem conta a história, é a filha dela, e você deve interpretá-la, claro, como uma pessoa diferente. Obviamente, a autora é a mesma, logo os personagens são sempre ótimos contadores de história. A autora faz um equilíbrio inexorável entre diálogos necessários e uma estrutura narrativa em primeira pessoa, abordado a protagonista no máximo de sua totalidade ficcional, de suas ações e pensamentos, dando contornos suficiente para uma narrativa fluida — esse é o livro da série que tem a narrativa mais veloz. É possível lê-lo em um único dia. Através de Eadlyn, nós sabemos tudo da forma mais sutil e detalhada possível, mantendo sempre um toque firme de formalidade — que caiu super bem na trama, visto a seriedade dos acontecimentos vivenciados pela protagonista.

"Eu quase perdi tanto, mas eu tinha que lembrar o quanto eu tinha ganhado. Eu era a rainha, e estava noiva. Eu finalmente aprendi o que era preciso para ver as outras pessoas e o que significava deixar que outras pessoas me vissem. Eu ainda tinha muito a realizar, tantas coisas que eu queria fazer para minha família e para o meu povo. Eu esperava que eu me estabelece-se firmemente para que eu pudesse fazer isso."

   O ponto mais interessante do livro é a própria protagonista. Em "A Herdeira", boa parte dos fãs da série simplesmente não conseguiram, de nenhuma forma, se afeiçoarem com a protagonista Eadlyn. A autora, claro, não deixaria isso se repetir no segundo livro sobre a princesa. Em "A Coroa", nos deparamos com uma nova pessoa, não alguém que milagrosamente foi "transformada" do dia para a noite, mas alguém que teve de mudar em função de suas responsabilidades enquanto pessoa e, claro, futura Rainha. Eu diria que em "A Herdeira", conhecemos uma menina e, em "A Coroa", uma mulher. Eu não havia detestado, como a maioria, a protagonista; mas confesso que me afeiçoei ainda mais com suas atitudes e com a pessoa que ela acabou se tornando. 
   Enquanto em "A Herdeira" temos novamente todo aquele amparado introdutório, por se tratar de uma nova narração/protagonista, em "A Coroa" muito desse cenário é deixado de lado — até porquê se depois de mais de cinco livros ninguém conseguir se ambientar totalmente ao cenário, pode desistir de ler.  É um livro mais focado, onde tudo que é desnecessário foi deixado de lado; presente, mas no escuro. E isso foi interessante, pois não queremos "mais do mesmo", o que queríamos é exatamente o que está lá, pelo menos eu penso assim: uma boa história, uma boa protagonista e, claro, um bom final. 
   E, como aconteceu nos livros anteriores, os personagens foram meu ponto preferido do livro. Kiera tem um poder incrível para construir muitos personagens e, claro, muitas personalidades, todas muito bem fundamentadas e interessantes a história. São todos, os personagens, construídos com uma sutileza e leveza de detalhes que faz com que nos apeguemos a eles do início ao fim. Hale, Henri, Ean, Fox, Gunner, Kile e Eadlyn são todos amáveis, e a relação que eles têm uns com os outros aliada a forma como todos interpretam a situação da maneira correta, dá a trama momentos de levezas, descontração e, em outras situações, momentos mais profundos. Eu adorei conhecer cada um dos personagens, tanto é que não os tomo como "meros personagens", mas como amigos.
   Uma coisa que merece muito atenção é o seguinte: tenha expectativas para "A Coroa", mas não espere demais. Isso não quer dizer que o livro seja extremamente ruim, quer dizer que nada, absolutamente nada, é extremamente bom. "A Coroa" tem um ritmo extraordinariamente rápido, e, sim, isso incomoda bastante. Comparado aos anteriores, o livro possui o enredo mais pobre de todos e, sendo sincero, toda a já escassa emoção é guardada para as últimas páginas. Até o meio, o enredo parece não ter uma determinada lógica e tudo parece acontecer muito depressa, o que tira a emoção da história e nos impossibilita de conhecer melhor os personagens, ponto forte dos livros da Kiera. Foi um livro quase perfeito, faltou realmente pouca coisa. Se você excluir os detalhes citados, é um livro maravilhoso. Claro que esse pequenos infortúnios acabam sendo compensados com algumas cenas inteligentes e que têm certa profundidade. Há uma fuga ao óbvio incrível em "A Coroa", e eu adorei isso — até ler o quinto livro, sempre achei Kiera bastante previsível. 
   A edição da Seguinte ficou muito bonita — e isso não é novidade —, feita com muito esmero e com um padrão similar ao das edições anteriores dos livros que compõem a série. A capa é linda — disse "a capa", não a modelo! — e faz uma perfeita alusão ao cenário e ao caráter monárquico do enredo. Apesar de ter um material mole, a capa contém orelhas (vem com marcador, viu?) e não é frágil. A diagramação contou com excelentes fontes, ótimos espaçamentos e um design interno simples, porém sofisticado. E sem erros de revisão — pelo menos não encontrei nenhum.
   Por fim, esclareço que "A Coroa" vale a leitura, que me embalou durante uma ótima noite e me envolveu até pela madrugada, pela manhã e assim vai. É, como típico da autora, uma leitura leve e que, sem dúvidas, agradará boa parte dos fãs da série — que aguardavam esse final com ansiedade. Foi um livro cheio de surpresas boas e de algumas cenas realmente bem feitas —  uma grata surpresa. E, como disse na resenha de "A Sereia", gosto muito de livros rebuscados, complexos, mas algo simples sempre é bem vindo. Mais que te entreter, "A Coroa" lhe fará pensar sobre o amor, a amizade, o afeto, a família e sobre a importância de fazer as escolhas certas. E lembrem-se: quando terminarem de ler, não chorem porque acabou, sorriam porque aconteceu! Certo?


Primeiro parágrafo do livro: “— Sinto muito — eu disse, me preparando para a repercussão inevitável. Quando minha Seleção começou, eu já tinha imaginado que seu fim poderia ser desse jeito, com dúzias de pretendentes partindo ao mesmo tempo, muitos despreparados para o fim dos seus quinze minutos de fama.”
Melhor quote: "— Mas também sei que uma vida honesta curta é melhor do que uma longa e enganosa."







3 Comentários

  1. Oi Pedro, quero dar continuidade a minha leitura dessa série esse mês ainda. Comprei o primeiro livro e gostei muito, espero não me atrasar mais.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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  2. Esse livro é muito importante na série. Narrativa boa e bons personagens fazem parte da trama. Vamos dar uma visitada no meu blog: http://expressoesliterarias.wordpress.com

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  3. Se não for incomodo, gostaria de perguntar se poderia divulgar meu blog novo... Também sobre livros e autores ... Ficaria grata, Obg!

    www.alfasliterarias.com.br

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