A Intrínseca liberou a pré-venda de O Navio das Noivas, novo livro de Jojo Moyes, autora de Como Eu Era Antes de Você. Confiram a capa e a sinopse abaixo:

Austrália, 1946. É terminada a Segunda Guerra Mundial, chega o momento de retomar a vida e apostar novamente no amor. Mais de seiscentas mulheres embarcam em um navio para encontrar os soldados ingleses com quem se casaram durante o conflito. Em Sydney, Austrália, quatro mulheres com personalidades fortes partem em uma extraordinária viagem a bordo do HMS Victoria, um porta-aviões que as levará, junto de outras noivas, armas, aeronaves e mil oficiais da Marinha, até a distante Inglaterra. As regras no navio são rígidas, mas o destino que reuniu todos ali, homens e mulheres atravessando mares, será implacável ao entrelaçar e modificar para sempre suas vidas. Com personagens únicas e uma narrativa tocante, Jojo Moyes conta uma história inesquecível que captura perfeitamente o espírito romântico e de aventura desse período da História, destacando a bravura de inúmeras mulheres que arriscaram tudo em busca de um sonho.O navio das noivas foi inspirado na história da avó da autora, que fez a mesma travessia relatada no romance para reencontrar o marido no período pós-guerra, e cada capítulo traz citações não ficcionais de esposas e oficiais que viajaram nesses navios.

Parece ser mais uma grande história, hein? Espero que seja tão surpreendente quanto os demais livros da autora que conquistou o coração de milhares de fãs. O que vocês esperam desse novo livro? Que tal, enquanto pensam, já irem adquirindo o de vocês na pré-venda? Seguem abaixo os links.


Livro: Talvez Um Dia
Título Original: Maybe Someday
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 368
ISBN: 9788501050311
Sinopse: Sydney e Ridge se conheceram de  suas respectivas varandas. Ele tocava violão todos os dias, e ela gostava de ficar ouvindo. Um dia, Ridge descobriu que Sidney tinha escrito uma letra para sua música. Ele pediu que ela lhe enviasse por SMS e, depois de muita relutância da garota, viu que a letra era perfeita para aqueles acordes. Sydney era uma ótima compositora. E Ridge precisava do seu talento. Depois de uma reviravolta na vida dela, os dois têm a chance de compor juntos. Mas vão acabar descobrindo uma atração muito grande surgindo entre si. E suas vidas não estão prontas para que seja um do outro, agora. Bem, talvez um dia. 

   Colleen Hoover vive no Texas com o marido e os três filhos. Autora das séries Slammed, Hopeless e dos livros O Lado Feio do Amor e Nunca Jamais, todos na lista dos mais vendidos do New York Times, pode ser encontrada em www.colleenhoover.com 

   Em Talvez Um Dia conhecemos Sydney, que acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito: deu um soco em sua melhor amiga. Ex-melhor amiga, na verdade. Sua vida ia tão bem. Ela está na faculdade, tem um bom trabalho, dividia apartamento com Tori e realmente achava que seu namorado, Hunter, era o cara certo, com quem passaria o resto da vida. Até o dia em que descobre que Hunter e Tori têm um caso há tempos. Sua melhor amiga e seu namorado, juntos, se pegando, enquanto ela está no banho, ou quando não está na casa. Um soco era o mínimo que ela deveria ter dado na traidora, certo?
   Magoada como nunca, Sydney encontra abrigo na casa de Ridge, um cara lindo que ela observava da varanda de casa todas as noites, enquanto ele tocava violão no prédio vizinho. Passando um tempo, Ridge descobre que a garota tinha escrito uma letra para sua canção. Ele pediu que ela lhe mandasse a composição, e após muito relutar, Sydney acabou cedendo. Após ler a canção, Ridge percebeu que tinha encontrado a cura para seu bloqueio criativo. Precisava de Sydney.
   Agora que moram no mesmo apartamento, Sydney e Ridge podem compor juntos. O entrosamento dos dois é algo incrível. Tão fácil e natural... Tudo estaria ótimo se eles não acabassem sentindo uma atração quase incontrolável um pelo outro. E se Ridge não tivesse uma namorada havia cinco anos. Qualquer coisa entre Sydney e Ridge é impossível de acontecer. Eles jamais se transformariam em Hunter e Tori. Nunca seriam traidores. Bem, mas sabemos que não dá pra prever o futuro. E algo que os dois irão perceber é que a única coisa que não se pode controlar na vida são sentimentos. Quem sabe... Talvez um dia...

   Gente... que livro! Realmente o New Adult tem um poder incrível enquanto Literatura. Sem palavras para descrever — é, até mesmo, complicado explicar toda essa gama de sentimentos através de uma resenha. Li meu primeiro New Adult ano passado e, desde então, não tinha lido mais. Confesso que me arrependo de não ter feito isso antes. Sem sombra de dúvidas, é um gênero maravilhoso e Colleen Hoover sabe lidar com ele muito bem. Conheci a autora esse ano, quando li seu thriller Nunca Jamais — que amei! —, e agora ter a oportunidade de ver como ela é tão versátil, é realmente incrível. 
   Já tinha ouvido falar, há muito tempo, sobre os new adults de Hoover, principalmente devido a série Slammed, porém nunca tinha lido nenhum da autora. Quando surgiu a oportunidade de resenhar Talvez Um Dia, não hesitei em lê-lo, pois a história tem uma premissa muito boa, e após lê-lo percebi que minhas expectativas não foram só boas, como se superaram, de uma forma que não achei, inicialmente, que seria possível. O gênero new adult — que representa aqueles livros na faixa entre o Young Adult e o Adult — é novidade para mim, e ler algo tão bem feito e que reforça bastante seu gênero, foi realmente maravilhoso.
   Narrado em primeira pessoa, Talvez Um Dia tem uma trama muito bem focada, inteligente e com capítulos intercalados entre Sydney e Ridge, de modo que nada fica vago. Esse tipo de estruturação nos permite ter uma visão mais ampla das escolhas, sentimentos, decisões e pensamentos dos personagens, contribuindo ainda mais para um excelente dinamismo do livro. A escrita de Hoover é do tipo que raramente encontramos: detalhada, com cenários bem descritos, ora formal, ora informal e muito bem trabalhada. Um ponto forte no livro, que acrescentou muito, sem dúvidas, foi a escrita da autora. Uma coisa é você ter uma ideia para um livro, outra é você saber desenvolver isso, e Hoover soube desenvolver muito bem sua ideia.

"Como é que duas pessoas ótimas e cheias de boas intenções podem acabar tendo sentimentos despertados por tanta bondade, mas que na verdade são tão ruins?"


Isso mesmo, está chegando ao Brasil livro novo da Rainha do Thriller Psicológico, Gillian Flynn, conhecida mundialmente por seus sucessos Garota Exemplar e Lugares Escuros, ambos lançados pela Editora Intrínseca. Nessa nova história, que é bastante curta, apenas 62 páginas, podemos esperar ainda mais dessa autora que sempre nos surpreende, hein? Confiram a capa e a sinopse:

Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes. Certo dia, ela atende Susan Burke, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação. No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance. Em seu estilo inconfundível que arrebatou milhares de fãs, Gillian Flynn traça surpreendentes e intrigantes perfis psicológicos dos personagens e tece uma narrativa repleta de suspense ao mesmo tempo em que brinca com elementos clássicos do sobrenatural. Vencedor de um Edgar Award, O adulto é uma homenagem às clássicas histórias de terror.

O livro já está em pré-venda nas principais lojas on-line, e estou contando os segundos para tê-lo em mãos. O lançamento acontece no dia 18 de Julho.  


Livro: Anna Vestida de Sangue
Título Original: Anna Dressed in Blood
Autora: Kendare Blake
Editora: Verus Editora
Páginas: 252
ISBN: 9788576864431
Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro. Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

DUOLOGIA "ANNA" 
    1.  Anna Vestida de Sangue
    2.  Girl of Nightmares

Kendare Blake se formou em escrita criativa na Universidade Middlesex, em Londres, e é autora de seis romances. Ela nasceu na Coreia do Sul, mas não fala uma palavra de coreano, já que foi adotada ainda bebê por um casal americano. Adora viajar, é defensora dos animais e trapaceia bastante quando joga Final Fantasy. Kendare mora em Kent, no estado de Washington, com o marido, dois gatos, Tybalt e Tyrion Cattister, e um dobermann chamado Obi Dog Kenobi. 

   Apaixonado por fantasias e, claro, por Supernatural, resolvi embarcar em mais uma aventura fantástica — e não somente isso, uma aventura sobrenatural também. Anna Vestida de Sangue, sucesso de Kendare Blake, conta a história de Theseus Cassio Lowood, ou apenas Cas — como ele prefere que o chamem. O garoto, de 17 anos, perdeu o pai há alguns anos e desde então resolveu assumir a herança familiar: caçar e matar fantasmas, o mesmo ofício que praticava seu falecido pai, um dos melhores caçadores que já existiu. Contudo, Cas não caça e mata fantasmas — usando a misteriosa faca Athame — por diversão ou simplesmente porque isso lhe coube como herança, mas também porque busca vingar a morte de seu pai, e para isso ele precisa encontrar o fantasma que o matou. 
   Em suas aventuras sobrenaturais, Cas é acompanhado por sua mãe, uma seguidora da religião wicca, e o gato da família. O trio muda de cidade constantemente e nunca ficam no mesmo lugar — afinal, fantasmas estão em toda parte, certo? Quando Cas toma conhecimento de um fantasma, conhecida como Anna Vestida de Sangue, que tem causado problemas em Thunder Bay, Ontário, ele decide que a cidade será seu próximo destino e que os dias de Anna estão contados. Para realizar seu feito, Cas muda-se para Thunder Bay e matricula-se na escola local, a fim de captar o máximo de conhecimento sobre o caso e, claro, parecer, ao mesmo tempo, um jovem comum e não peculiar.
   Quando Cas visita a Casa Abandonada onde mora Anna Vestida de Sangue, é acertado na cabeça por um de seus colegas e, logo após isso, ele vê pela primeira vez a misteriosa fantasma, que morreu aos 16 anos, tendo a garganta cortada quando estava vestida de branco, pronta para ir ao baile da escola.  Quando a entidade aparece, muitos dos colegas de Cas correm, um deles e morto, e o jovem caçador permanece estirado no chão — atordoado pela pancada na cabeça. E então duas coisas acontecem e fazem com que Cas fique não somente surpreso, mas intrigado. (1) Anna poupa o rapaz e não o fere, mesmo tendo a oportunidade, e (2) ela é justamente tudo aquilo que Cas vem procurando: um fantasma extremamente forte, poderoso e determinado. Se Cas conseguir matar Anna, certamente isso será um importante exercício para se preparar para vingar a morte de seu pai. Só que Cas não contava que seu coração fosse ter outros planos... e nem que a história tivesse uma inesperada reviravolta. 

   Já deu pra perceber que tem uma boa trama, hein? Conheci o livro assim que a Verus anunciou a publicação aqui no Brasil e, desde então, tinha deixado aflorar em mim o desejo de ler mais essa fantasia — que não ficou devendo para nenhuma outra. Como sempre, eu não criei expectativas, porque, como já sabem, esse é um mal que nos fere muito. Logo isso acabou influenciando no quesito gostar ou não gostar do livro. E, por fim, eu  acabei gostando bastante. 
   O gênero fantasia é um de meus preferidos e  não tem coisa melhor do que vê-lo ambientado na forma urbana e sobrenatural. O fato de eu ser fã de Supernatural também ajudou muito em minhas tomadas de decisões, e acabei me envolvendo no livro de uma forma que, inicialmente, achei que não fosse acontecer. Foi inovador — do ponto de vista brasileiro —, com toques de diferentes gêneros (young adult, fantasy urban, thriller) e, como ressaltou Cassandra Clare, fascinante e romântico. 
   A narração acontece preternaturalmente em primeira pessoa, e só isso já foi suficiente para me fazer me sentir mais a vontade com a leitura, visto que, além de cair super bem as situações da trama, considero esse tipo de narração mais adequada por nos permitir conhecer melhor os protagonistas, suas emoções e ações, em suas totalidades ficcionais. Quem comanda a narração é o protagonista Cas, o que remete a uma diferença quando comparado a maioria dos YA, que tem como protagonistas as mulheres. O jovem caçador, guiado por Blake, levá-nos a uma narrativa dinâmica, sem excessos, fluida e, o melhor, sem muitos devaneios — o número de páginas prova isso! 

"Algo como o assassinato de Anna deve ter chegado aos jornais. Mas que graça teria? Esta é a minha parte favorita da caçada. Ouvir suas lendas. Gosto de ouvir suas lendas. Gosto que eles fiquem tão grandes quanto possível em minha mente e, quando os vejo, não quero me decepcionar."


Os fãs de "O Menino do Pijama Listrado" devem se preparar para mais um sucesso. A Editora Seguinte liberou a capa e a sinopse de "O Menino no Alto da Montanha", novo livro do autor irlandês que conquistou milhares de leitores ao redor do mundo.

 
Quando fica órfão, Pierrot é obrigado a deixar sua casa em Paris para recomeçar a vida com sua tia Beatrix, governanta de uma mansão no alto das montanhas alemãs. Porém, essa não é uma época qualquer: estamos em 1936, e a Segunda Guerra Mundial se aproxima. E essa não é uma casa qualquer: seu dono é Adolf Hitler. Logo Pierrot se torna um dos protegidos do Führer e se junta à Juventude Alemã. Mas o novo mundo que se abre ao garoto fica cada vez mais perigoso, repleto de medo, segredos e traição — e talvez ele nunca consiga escapar. Em seu mais novo romance sobre a Segunda Guerra Mundial, John Boyne traz um ponto de vista original e perturbador do conflito. Num cenário onde o ódio aos judeus é cada vez maior e o nazismo se torna a ideologia dominante, esta história acompanha a transformação de um menino doce e gentil em um jovem corrompido pelo poder. Pierrot vai se deparar com escolhas cada vez mais difíceis, que vão colocar sua lealdade à prova e obrigá-lo a tomar atitudes aterradoras.

O lançamento acontece no dia 25 de Julho de 2016. Deixem nos comentários o que vocês esperam de mais esse sucesso. 


Livro: Eu sou o Peregrino
Título Original: I Am Pilgrim
Autor: Terry Hayes 
Editora: Intrínseca
Páginas: 685
ISBN: 9788580578782
Sinopse: Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam. Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Em uma perseguição cinematográfica, Peregrino cruza o mundo, da Arábia Saudita às ruínas da Turquia; do Afeganistão ao Salão Oval da Casa Branca. Um caminho doloroso e repleto de ameaças inesperadas, na busca por um homem desconhecido cujo plano é desencadear uma destruição em massa e sem precedentes.

Terry Hayes é um jornalista e roteirista britânico de muito renome. Trabalhou nos Estados Unidos e Austrália como colunista, repórter investigativo e correspondente político. No meio dos roteiros, construiu uma carreira brilhante tanto no cinema quanto na televisão, recebendo mais de vinte indicações e premiações ao Emmy. Dentre vários outros trabalhos de grande sucesso, recebeu o convite para dirigir o roteiro de Mad Max 2 e 3. Eu sou o Peregrino é seu romance de estreia, tendo sido publicado em vinte e cinco países e, como o autor mesmo cita em sua nota, tem promessa de chegar às telonas futuramente. O livro já recebeu o prêmio de melhor thriller policial de 2014 pelo National Book Awards do Reino Unido.

    Aposentado, depois de tantas reviravoltas, missões e troca de identidades, o agente que leva o codinome de Peregrino se depara diante de um caso inusitado. Anos atrás, quando pensou em deixar de lado sua vida como agente de espionagem dos Estados Unidos — e toda a sua rotina de matar e perseguir traidores —, ele escreveu um livro, onde contava todas as suas aventuras e os casos mais tensos com os quais já se chocou, relatando como teve de resolvê-los. Foi assim que ele resolveu se libertar de suas memórias mais sombrias. Mas percebe que não há escapatória tão simples assim. Junto com seu amigo e investigador, Ben Bradley, Peregrino se vê diante de um caso de assassinato brutal, ocorrido em um quarto de um hotel vagabundo localizado nas proximidade do Word Trade Center, onde há um ano (de acordo com o tempo do livro) as Torres Gêmeas foram vítimas do ataque terrorista da Al Qaeda. 
    Investigando melhor o caso, logo percebem que o assassino(a) utilizou o livro escrito por Peregrino como manual para cometer o crime. É assim que o ex-agente percebe que terá de voltar a ativa, e o que parecia mais um simples caso de homicídio, se torna algo muito maior. Muito tempo atrás, longe dali, na Arábia Saudita, um homem é decapitado por traição ao governo, que, segundo ele, era submetido aos desejos e culturas ocidentais. Quem assiste ao "espetáculo" é o seu filho de apenas quatorze anos. Apenas mais uma decapitação em praça pública — ato comum no país —, mas que acaba desencadeando uma série de consequências.
    Enquanto o Peregrino se ocupa do assassinato no hotel, ele é chamado para atender, na Turquia, um caso de bioterrorismo. Lá, ele não só desvenda os mistérios da trama daquele que planeja pôr um fim à toda uma nação, como também descobre mais um caso de homicídio, onde as ligações com o assassinato do hotel parecem cada vez mais claras. Metendo-se numa trama implacável e assumindo mais um nome falso — que ficará esquecido em algum lugar junto com vários outros — o Peregrino descobre que a ação e o desejo de continuar na ativa desvendando mistérios e sendo, por vezes, um verdadeiro herói (mesmo que nem sempre tão bonzinho quanto gostaria), ainda corre por suas veias.



Olá, leitores! Hoje a coluna Memória Musical traz músicas que remetem ao livro Uma Vida no Escuro – Memórias, de Anna Lindsey, resenhado recentemente aqui no blog (confiram a resenha aqui!). Por ser um livro melancólico que faz diversas reflexões a respeito de tudo o que nos cerca, é exatamente esse o perfil que estará embutido nas músicas que verão a seguir:


A primeira música é da diva Lana del Rey: Dark Paradise. Desde o título até a melodia, ela encaixa ao todo do livro com perfeição. Sua letra trata de uma vida na escuridão, porém no sentido figurado. No livro, a diferença é que tudo é real — Anna, que protagoniza sua própria história, vive em um universo escuro e o torna seu cantinho, seu porto seguro. E ainda fala sobre amor, coisa que se faz presente no livro, quando Anna deixa claro que o amor por Peter, seu marido, foi o que a manteve forte durante todo o tempo. Confiram:


A outra música que finaliza a coluna é The Dark Night of the Soul, de Loreena McKennitt. Ela lembra a relação de Anna com a noite, e como a personagem fugia do dia desesperadamente, porque a luz deste a queimava. Mas ainda assim ela almejava a claridade, e esperava pelo dia em que poderia senti-la na pele novamente. Também há na letra uma grande sensibilidade, pois trata de sensações que excluem a visão: cheiros, toques... e esta foi a vida que Anna passou a habitar. 


Então, pessoas, essas foram as músicas de hoje. Agora nos deixe sua opinião: o que acharam das músicas? Acham que realmente tem tudo a ver com o livro? Não deixem de comentar. Até a próxima!


É, lança tudo quanto é tipo de livro, menos o mais aguardado, Winds of Winter (Ventos do Inverno). Contudo, nós, fãs da série fantástica do rei George R. R. Martin, ficamos muito felizes com essa novidade. A Editora Leya lança agora uma versão ilustrada (e linda!) do livro O Cavaleiro dos Sete Reinos, uma prequela de "As Crônicas de Gelo e Fogo". Confiram a capa e a sinopse:

O retorno triunfal de Dunk e Egg, 90 anos antes de Westeros, em versão ilustrada! Em "O Cavaleiro dos Sete Reinos - Ilustrado",George R.R. Martin apresenta três novelas que acontecem quase um século antes dos eventos narrados em "As crônicas de gelo e fogo'! Com mais de 160 ilustrações inéditas de Gary Gianni, o livro, vendido com exclusividade pelo Submarino, tem tudo para encantar os fãs mais exigentes. Já à venda: >> http://goo.gl/HGWW4P

 

Realmente encanta até os mais exigentes dos fãs! E, para quem não conhece "As Crônicas de Gelo e Fogo", pode conferir a resenha do primeiro livro, A Guerra dos Tronos, aqui. E não se esqueçam de comentar. A opinião de todos vocês é muito importante, okay?


Livro: O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias
Título Original: The Ultimate Hitchhiker's Guide to the Galaxy
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 672
ISBN: 9788580415544
Sinopse: Pela primeira vez, reunimos em um único volume os cinco livros da cultuada série O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais de Douglas Adams se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando – e divertindo – leitores de todas as idades. Pegue sua toalha, embarque nessa aventura improvável e, é claro, não entre em pânico! O Guia do Mochileiro das Galáxias: segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma via expressa interespacial, Arthur Dent é salvo por Ford Prefect, um E.T. que fazia pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, os dois dão início a uma alucinante viagem pelo tempo e pelo espaço. O Restaurante no Fim do Universo: Arthur Dent e seus quatro estranhos companheiros viajam pela Galáxia a bordo da nave Coração de Ouro, em uma busca desesperada por algum lugar para comer. Depois de fazer a refeição mais estranha de suas vidas, eles seguem pelo espaço e acabam descobrindo a questão sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.  A Vida, o Universo e Tudo Mais: Arthur Dent passou os últimos cinco anos abandonado na Terra pré-histórica, mas ainda acordava todos os dias com um grito de horror. No entanto, talvez fosse melhor continuar nessa tediosa rotina do que ser arrastado para a sua próxima missão: salvar o Universo dos temíveis e infelizes robôs xenófobos do planeta Krikkit. Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!: depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer criaturas extraordinárias, Arthur Dent está de volta ao seu planeta. E tudo parece estranhamente normal – exceto pelo desaparecimento dos golfinhos. Disposto a desvendar esse mistério, ele parte em uma nova jornada. Praticamente Inofensiva: após muitos anos vivendo separados, cada um em um canto mais insondável do Universo, Arthur Dent, Ford Prefect e Tricia McMillan se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco – mais uma vez – a vida de todos.

Douglas Adams é autor da famosa série O mochileiro das galáxias, cujos títulos incluem O guia dos mochileiros das galáxias, O restaurante no fim do universo, A vida, o universo e tudo mais, Até mais, e obrigado pelos peixes! e Praticamente inofensiva, todos publicados pela Arqueiro. Adams nasceu em Cambridge, Inglaterra, em 1952, e morreu aos 49 anos, em 2001.

   E o sucesso sci-fi de Douglas Adams é agora lançado em um única edição. Isso mesmo, a Editora Arqueiro publicou recentemente "O Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias", que nada mais é do que uma compilação dos cinco livros que compõe a série original. Resumindo: aqui vai uma resenha que engloba os aspectos gerais da série, não levando em conta as particularidades de cada livro, mas o todo como soma das partes, hein? Então vamos lá, no primeiro livro, O Guia do Mochileiro das Galáxias, conhecemos Arthur Dent, um terráqueo preste a ter sua casa destruída. O garoto tenta, a todo modo, impedir a casa de ser acometida por tal infortúnio — mal sabendo que em poucos minutos o mundo todo iria acabar. Quando o mundo acaba e Arthur consegue escapar da destruição, ele fica sem saber o que fazer. Mas, o garoto tem um amigo, que irá ajudá-lo a explorar todo o universo e a sobreviver em suas mais preternaturais aventuras. 
   Ford Prefect não é um terráqueo, e está na Terra há exatos 15 anos em busca de reunir informações para O Guia do Mochileiro das Galáxias, um guia sobre tudo e todas as coisas, pra não deixar nenhum mochileiro intergalático sem saber como agir, para onde ir ou até mesmo o que comer em determinado lugar. Quando, então, a Terra é destruída, Ford e Arthur conseguem fugir a bordo da nava inimiga — dos seres que destruíram nosso planeta —, e embarcam numa aventura que envolve muitas informações sobre planetas, lugares novos e sobre a Terra. 
   Já em O Restaurante no Fim do Universo, temos a brilhante continuação desse livro que, sim, é diferente de qualquer leitura que a maioria de nós está acostumado a ter contato — e isso não é ruim! A bordo da Coração de Ouro, Arthur, juntamente com outros quatro amigos, busca o restaurante mais próximo e o que acaba encontrando são mais viagens no tempo e pelo espaço, um restaurante que diariamente simula o fim do mundo, e um desfecho incrível. Sem contar a crítica social feita por Adams, que ganha contornos ainda mais profundos nesse segundo livro — vocês têm de conferir, sério! 
   Continuando, o que era pra ser o último da trilogia de cinco livros, temos A Vida, O Universo e Tudo Mais, que é ainda mais peculiar que seus antecessores, principalmente pela forma como o autor construiu toda a trama, usando bons personagens, Arthur na pré-história terráquea, eventos isolados e insignificantes, como sempre, para nos surpreender e fazer-nos devorar ainda mais a história — principalmente em busca de mais e mais informações. 

Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estrando e inexplicável.
Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.

   Já no quarto livro, Até mais, e obrigado pelos peixes!, com um humor ainda mais fomentado, Adams nos conduz a uma das melhores partes da história. Arthur, após mais de sete anos vagando pela Galáxia, está de volta a Terra, e acaba, por incrível que pareça, descobrindo que o planeta está intacto. A partir daí, temos toda a trama voltada para esse retorno e a adequação de Arthur a sua terra natal. E uma curiosidade sobre esse penúltimo livro é que ele tem um diferencial do terceiro, com uma evolução na trama, e isso acaba sendo crucial — visto que o terceiro livro acaba não sendo tão bom quanto esperávamos que fosse, principalmente se levarmos em conta o excelente dinamismo do primeiro e do segundo. 
   E, no último livro dessa compilação, Praticamente Inofensiva, que na verdade não é exatamente o último da trilogia de cinco — pois um sexto livro foi escrito, por outro autor, e já foi até publicado no Brasil —, temos um desfecho entre aspas das desventuras de Arthur — que vai deixar saudades! Disse desfecho entre aspas porque (1) não é bem um desfecho, visto que tem um "sexto" livro e (2) parece mais uma história independente do que uma continuação de algo, tanto é que as controvérsias quanto a esse volume são diversas. Agora, no quinto volume, acompanhamos novamente as trajetórias de Arthur e de Ford, que agora estão separados, sendo que nosso principal protagonista busca agora por um novo planeta, que não seja somente novo, mas parecido com a Terra — onde ele possa tentar ser feliz. 
   E, por favor, NÃO ENTREM EM PÂNICO! Sei que, provavelmente, vocês não entenderam muita coisa — mas, como dito, não se apavorem, quando se trata de O Guia do Mochileiro das Galáxias, isso é inteiramente normal. É o tipo de livro que, até para quem lê, é difícil explicar — a única garantia que posso dar é que é interessante, e que, sim, é uma boa leitura. Eu não criei muitas expectativas, devido principalmente ao meu pouco contanto com o gênero e com o autor, contudo, como já tinha ouvido falar anteriormente, segui uma regra que é muito importante quando se lê essa série: há altos e baixos, partes boas e ruins e precisa ser lido com calma e da forma como foi escrito, sem qualquer percepção de pretensão imediata. 
   A narrativa, que acontece preternaturalmente em terceira pessoa, é intercalada entre as situações vividas por Arthur em suas viagens intergaláticas, outros personagens — que a principio podem não nos ser interessantes — e trechos do Guia. Acredito que, nesse caso, a composição em terceira pessoa ajudou no bom dinamismo do livro — principalmente por abranger melhor todas as excessivas informações e aventuras. Acredito que, no tocante a narração, Adams soube ser muito misto e você percebe com certa facilidade como ele soube conduzi-la de modo que a trama não se tornasse sempre a mesma coisa, usando sempre de cenas instigantes e um humor inteligente. 

- Se algum momento futuro você achar que precisa de ajuda novamente, se tiver um problema difícil, se precisar de socorro...
- Sim?
- Por favor, não hesite em se danar.

   O que mais me chamou atenção no livro foi a diferença dele para muitos outros que eu já li, principalmente por tratar, mesmo que de forma mais intrínseca e despretensiosa, de criticas sociais, ironias, deboche e outros temas importantes. Claro que, para isso, você precisa se ater melhor ao conteúdo e a toda a trama, até porque é, sim, um livro muito especial, peculiar, logo precisa de um tipo de leitura que se adeque a essas características. Os personagens também estão inclusos na melhor parte do livro, sem dúvida alguma. Temos na série uma composição de personagens que podem, facilmente, ser considerados ricos de conteúdo, mesmo que muitos só se tornam compreensíveis e interessantes muito tempo depois do desenrolar da história.
   A edição nem precisa de comentários... está linda! A capa, apesar de simples, ficou muito bonita e agradável, mostrando realmente a realidade do livro: simples, mas peculiar. A diagramação também merece toda e qualquer parabenização, com um design interno simples e moderno, com fontes agradáveis e pouco espaçosas. Realmente o esmero com qual a edição foi montada é perceptível. A tradução e a revisão, dois fatores considerados importante, também estão inclusos no "pacote boa qualidade". Ah, e NÃO ENTREM EM PÂNICO! Não encontrei nenhum erro de revisão.
   Por fim, não sei muito bem se consegui ser claro, mas é realmente difícil, como dito. É o tipo de livro/série que só lendo para entender — por isso convido todos vocês a embarcarem nessa viagem intergalática. Garanto que será extremamente agradável, bem humorada e rica em conhecimento. Como bem ressalta Bradley Trevor, que prefaciou a edição, "é uma oportunidade de dar um mergulho ainda mais profundo na obra desse autor tão incrivelmente complexo. A genialidade de Douglas Adams e a forma como ele usa situações absurdas para nos fazer rir de nós mesmos certamente encontrarão ecos no amor pela vida e no bom humor que meus amigos brasileiros têm de sobra". Mais que recomendado! 

Primeiro parágrafo do livro: “Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.”
Melhor quote: “- Sabe – disse Arthur -, é uma ocasião como esta, em que estou preso numa câmara de descompressão de uma espaçonave vogon, com um sujeito de Betelgeuse, prestes a morrer asfixiado no espaço, que realmente lamento não ter escutado o que mamãe me dizia quando eu era garoto.- Por quê? O que ela dizia?
- Não sei. Eu nunca escutei.”

   


Oi, gente! Olha só quem, depois de dois anos de estagnação, voltou. Quem pensou na coluna "Quotes de Quarta", acertou em cheio. Para quem não lembra, a intenção é total e puramente de compartilhar com vocês trechos incríveis de nossos livros preferidos, certo? Então vamos lá!


"Você espera que as pessoas não sejam elas mesmas."
— Cidades de Papel (John Green)


"Quando os adultos dizem: “Os adolescentes se acham invencíveis”, com aquele sorriso malicioso e idiota estampado na cara, eles não sabem quanto estão certos. Não devemos perder a esperança, pois jamais seremos irremediavelmente feridos. Pensamos que somos invencíveis porque realmente somos. Não nascemos, nem morremos. Como toda energia, nós simplesmente mudamos de forma, de tamanho e de manifestação. Os adultos se esquecem disso quando envelhecem. Ficam com medo de perder e de fracassar. Mas essa parte que é maior do que a soma das partes não tem começo e não tem fim, e, portanto, não pode falhar."
— Quem é Você, Alasca? (John Green)


"Conheço a vida bem o suficiente para saber que não podemos acreditar que as coisas vão ser sempre iguais, não importa o quanto a gente queira. Não podemos impedir que as pessoas morram. Não podemos impedi-las de ir embora. Não podemos impedir nós mesmos de ir embora."
— Por Lugares Incríveis (Jennifer Niven)


"As pessoas complicam as coisas porque as pessoas são complicadas".
— Dama da Meia-Noite (Cassandra Clare)


Olha só que interessante essa notícia: a Editora Globo Alt lançou recentemente uma versão moderna de "As Mil e Uma Noites", intitulada de "A Fúria e a Aurora", primeiro livro de uma duologia de Renée Ahdien. Confiram a capa e a sinopse:
Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado.
Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga.
Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.

Eu me apaixonei pela capa, tanto quanto pela sinopse! Sem dúvidas vai entrar para minha lista de futuras leituras. E vocês? O que acharam?  


E o Memória Musical de hoje é cheio de mistérios, surpresas e, claro, Caçadores de Sombras. Aqui, hoje e agora, músicas que de alguma forma lembram Dama da Meia-Noite, o novo livro da Cassandra Clare. Quem perdeu a resenha, pode conferir aqui.

Sinopse: Em um mundo secreto onde guerreiros meio-anjo juraram lutar contra demônios, parabatai é uma palavra sagrada. O parabatai é o seu parceiro na batalha. O parabatai é seu melhor amigo. Parabatai pode ser tudo para o outro mas eles nunca podem se apaixonar. Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade? A magia e aventura das Crônicas dos Caçadores de Sombras tem capturado a imaginação de milhões de leitores em todo o mundo. Apaixone-se com Emma e seus amigos neste emocionante e de cortar o coração no volume que pretende deliciar tantos novos leitores como os fãs de longa data.

1 - MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE, ZÉ RAMALHO.
      
Em Dama da Meia-Noite temos mistérios envolvendo um poema do Edgar Allan Poe (que eu enlouqueci, por gostar demais do autor), referências a músicas, cultura nerd e outros. Uma leitura mais que recomendada! E essa música é incrível, tanto no sentido de poder ser fácil e totalmente assimilada ao livro Dama da Meia-Noite, quanto pela qualidade geral da mesma. Demonstra muito bem a atmosfera fantástica e misteriosa do livro, além de poder servir como uma apologia opulente ao livro.

2 - THE IS THE HUNT, RUELLE.
Essa eu nem preciso falar, hein? A cantora Ruelle foi quem ficou a cargo de boa parte da trilha sonora da série Shadowhunters, e as músicas compostas por ela, principalmente The Is The Hunt, retratam muito bem todo o lado quimérico da série de livros. Uma excelente música pra acompanhar toda a leitura vibrante e bem estruturada do livro. 

E vocês? Já leram Dama da Meia-Noite? Comentem quais músicas os fizeram lembrar do livro! Ah, e mais uma coisa, estamos realizando um sorteio do livro. Para participarem, cliquem na imagem abaixo. Aguardamos a participação de todos. 

PROMOÇÃO!


Livro: A Sexta Extinção: Uma história Não Natural
Título Original: The Sixth Extinction: An Unnatural History
Autora: Elizabeth Kolbert
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
ISBN: 9788580578041
Sinopse: Ao longo dos últimos quinhentos milhões de anos, o mundo passou por cinco brutais extinções em massa, nas quais sua biodiversidade caiu de maneira abrupta. Dessas, a mais conhecida foi a que eliminou, entre outros seres vivos, os dinossauros, quando um asteroide colidiu com o planeta há 65 milhões de anos. Atualmente, vem sendo monitorada a sexta extinção, que tem potencial para ser a mais devastadora da história da Terra. Mas, dessa vez, a causa não é um asteroide ou algo semelhante. Nós somos a causa. Em "A sexta extinção", a jornalista Elizabeth Kolbert explica de que maneira e por que o ser humano alterou a vida no planeta como absurdamente nenhuma espécie fizera até hoje. Para isso, a autora lança mão de trabalhos de dezenas de cientistas nas searas mais diversas e vai aos lugares mais remotos em busca de repostas: de ilhas quase inacessíveis na Islândia até a vastidão da cordilheira do Andes. Kolbert mostra que a sexta extinção corre o risco de ser o legado final da humanidade e nos convida a repensar uma questão fundamental: o que significa ser humano?

    Elizabeth Kolbert é jornalista e colaboradora da revista The New Yorker desde 1999, e neste veículo foi onde saiu boa parte de sua pesquisa (e alguns trechos) do livro A Sexta Extinção, vencedor do prêmio Pulitzer (o maior prêmio da comunidade jornalística da contemporaneidade) de 2015, como o melhor livro não-ficção. Também teve passagem pelo jornal The New York Times e pela revista Times Magazine. Também recebeu outros prêmios, como o National Magazine Award (por duas vezes) pela aclamada série de reportagens "The Climate of Man".

    Narrar a história do planeta pode parecer algo esplêndido. Mas não é nada bonito imaginá-lo como o nosso habitat quando eliminamos a possibilidade de outras espécies tê-lo como tal. É isso que Elizabeth Kolbert nos leva a pensar com A Sexta Extinção. Os seres humanos nem sempre dominaram a Terra, nem sempre foram os responsáveis pelas extinções em massa que ocorreram a dezenas (centenas ou milhares, em alguns casos) de anos atrás. Mas caminha a passos cada vez mais rápidos para essa situação. Kolbert se dispôs a acompanhar cientistas de diversos segmentos para mostrar essa face brutal da realidade. 
    Doze espécies são analisadas ao longo do livro — algumas já em extinção, outras correndo o temido risco de desaparecerem também. Cientistas que estudam os casos de cada uma, são ouvidos e suas posições são retratadas, visando o futuro de tais espécies, como podemos encarar a preservação daquelas que ainda não foram extintas e como prosseguir se o pior acontecer. As previsões não são muito animadoras, e a autora não hesita em mostrar isso com toda a honestidade. Porém, ao estudar cientistas diferentes, incluindo aqueles que "fizeram história", como Charles Darwin, Georges Cuvier, Charles Lyell, entre outros, mostra que a ciência não é constante e que debates podem haver, bem como caminhos diferentes podem ser percorridos.

    O jornalismo ambiental é algo escasso na área da escrita e, ao meu ver, merece mais atenção por parte da sociedade como um todo, e não apenas daqueles que se encontram nesse meio. Tratar sobre o ambiente que vivemos, bem como sobre o futuro da raça humana, me parece algo digno de destaque, principalmente quando nos leva a refletir. Essas razões foram o que me fizeram nutrir interesse pelo livro. Fatos baseados em dados, estatísticas e previsões — mesmo que não sejam muito animadoras — costumam dar uma "sacudida" na mente e em nosso agir. Isso faz com que este livro seja instigante para mim, sem falar em seu gênero de reportagem, que tem o poder de deixar uma obra mais atrativa e acolhedora — e a autora soube se aproveitar muito bem disso. 
    A narrativa não segue um ritmo lento. Sendo narrada pela própria autora, destacando suas experiências durante a pesquisa, a obra cria um universo extremamente realístico onde adentramos com facilidade, porque, afinal de contas, já estamos dentro dele — o enredo simplesmente nos ajuda a entender melhor como isso funciona, nos pondo como parte de um todo ao qual sempre pertencemos, mas não nos damos conta. Mesmo se tratando de um assunto sério e com uma linguagem mais técnica, Kolbert não deixa de lado as tiradas cheias de um humor inteligente acerca do assunto, o que contribui para dar ainda mais um choque de realidade. Descreve de forma detalhada cada coisa que viu, ouviu e sentiu durante suas aventuras no meio das florestas, nos museus, em cavernas, e em vários outros lugares.

"A sexta extinção continuará determinando o curso da vida bem depois de tudo o que as pessoas escreveram, pintaram e construíram ser reduzido a poeira e os ratos gigantes terem — ou não — herdado a Terra" (p. 279).

    Os personagens principais desta história com certeza são as espécies abordadas. Kolbert as põe na berlinda e temos que nos inclinar perante elas e estudá-las, analisá-las, ou até mesmo, pedir-lhes perdão — muitas vezes somos responsáveis, mesmo que de forma indireta, pelos riscos que elas correm todos os dias. Os especialistas nos assuntos tratados também têm uma importante participação secundária. Pontos de vista divergentes são relatados, e de forma indireta, a escritora também inserir sua visão de mera espectadora.
    Um livro escrito por uma jornalista, apenas uma escavadora da verdade e que não é especialista no assunto abordado, exige muita atenção, pesquisa e observação. Esses ingredientes, sem dúvida, preencheram o enredo do início ao fim. Muita leitura foi realizada, muitos especialistas foram ouvidos, muitas experiências foram vividas de perto pela própria autora. O livro traz então, um conjunto de tudo isso, e de forma perfeitamente organizada — trabalho que a escritora atribui às agentes editoriais em sua nota — consegue transmitir sua mensagem.
     As fotografias que permeiam as páginas do livro mostram cada detalhe que é narrado. Pode-se tê-las como demonstração de tudo o que está sendo dito. Isso, para o jornalismo, é visto como provas visuais, um grande avanço neste meio e para o leitor, é um embasamento quase científico — se considerarmos fotografias como uma ciência, o que também é possível apesar de haver controvérsias. O cuidado com as notas e com os créditos também foi algo de muito zelo por parte da autora e também a criação de infográficos explicativos (ou seja, não precisa ser nenhum expert em geologia, biologia, paleontologia, ou qualquer uma das ciências que o livro utiliza em sua construção).


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