E 2015 foi tão cheio de boas leituras, que dividi o post dessa coluna em duas partes. Quem perdeu a primeira parte, confira aqui. Apresento agora, a vocês, mais uma série de 5 melhores livros que li em 2015. Não deixe de comentar sua opinião abaixo do post!

1- NO MUNDO DA LUNA, CARINA RISSI.
Dizer que eu morri de rir ao ler esse chick-lit é um mero detalhe, perto do que realmente aconteceu. Como dito na primeira parte, Carina Rissi é minha autora preferida (e eu descobri ela ano passado) e ela não me decepcionou em mais esse livro de sucesso. Confesso que, apesar de meu gênero masculino, ler livros onde as heroínas são as mulheres e ver o modo como elas agem, como são inteiramente incríveis e tal mais, é sempre muito bom. Porque, convenhamos, as mulheres são fodas! E me desculpe a palavra. 

2- A GUERRA DOS TRONOS, GEORGE R. R. MARTIN.
Que livro! Que história! Que autor! Sempre quis ler A Guerra dos Tronos e assistir a série. Fiz isso em 2015 e, cara, foi genial, tanto o livro, quanto a série. A Guerra dos Tronos é um dos livros mais inteligentes que já li e um dos melhores também. Adorei a forma como foi escrito, o ambiente onde se passa e a estrutura dos personagens. Seria um erro grande não considerar George como um de meu autores preferidos e um dos melhores do mundo (se não o melhor!). Leia a resenha do livro aqui.

3- BRILHANTES, MARCUS SAKEY.
Bem, eu resenhei Brilhantes aqui (confira), então vou colocar um pedaço da resenha: Brilhantes é um livro realmente adorável e muito bem escrito. Acredito que os fãs de distopias, assim como eu, não vão só adorá-lo como morrer de ansiedade pelo segundo livro. A narração é genial e o desenvolvimento é ainda melhor. Prepare-se para rever seus conceitos e observar o mundo de outro ângulo. Com muita ação, aventura, terrorismo, conspiração, reviravoltas, inverdades, esse livro consegue ser mais que bom, consegue ser brilhante, nos dois sentidos da palavra. Altamente viciante e recomendado!

4- JACKABY, WILLIAM RITTER.
O que me encantou nesse livro foi a inovação e a simplicidade (e a capa, claro!). Nossa, eu gostei muito da história, que não tem nada de grandiosa, mas que é muito bem feita, estruturada e fluida. Sem contar na inovação do gênero. Jackaby é um romance policial com um toque de fantasia, sobrenatural e mitologia. O que não poderia ter dado um resultado melhor. Recomendo demais esse livro, principalmente pra quem acredita que o segredo está na simplicidade, e não no luxo. Tem resenha dele aqui no PL, confira aqui

5- CHAMPION, MARIE LU.
Último livro da trilogia Legend. Champion é um livro incrível. Foi um dos melhores finais distópicos que já li, não por sua estrutura, mas por sua impensável originalidade. Na verdade, toda a história é bem original, algo realmente louvável (já que hoje é bem comum o copia, cola, muda uma vírgula, lança, diz que é novo). Tem ótimos e cativantes personagens e uma trama ora simples, ora recheada de complexidades. É um misto de emoções. Me deixou, em meio as coisas boas, eternas saudades. Uma das melhores distopias já lidas.

E, vocês, gostaram? Não deixem de comentar!
Queremos muito saber a opinião de todos.




   2015 nunca mais, né, galera? Contudo não podemos nos esquecer de que foi um ano repleto de leituras, de ótimos lançamentos, de renovações no mercado de livros, de ótimos eventos e afins. Em suma, foi um ano muito bom pra muita gente. E comigo não foi diferente. No quesito livros, li vários, e a maioria deles entrou para a lista dos Favoritos. Nessa coluna, apresento um Top 5 com algumas das melhores leituras que li em 2015 (espero que 2016 seja ainda melhor, para todos nós!). Deixei seu Top 5 nos comentários, certamente temos algumas leituras em comum. Comente!

1- POR LUGARES INCRÍVEIS, JENNIFER NIVEN.
Ah, esse livro! Não é atoa que ele venceu o Goodreads Choice Awards na categoria Melhor Young Adult de 2015, e esteve presente na lista de melhores leituras de centenas de blogueiros. Por Lugares Incríveis é um livro inteiramente maravilhoso, não por sua escrita ou por seus fatos em si, mas pela trama, pelo modo como é conduzida e as coisas que podemos aprender através da leitura do livro. Eu conhecia o livro desde seu lançamento, mas só realmente decidi que iria ler após conferir a resenha dele aqui no PL (confira aqui) e, ah, eu não me arrependi de ter lido ele. Uma das melhores leituras não só de 2015, mas da vida inteira, certamente.

2- PROCURA-SE UM MARIDO, CARINA RISSI.
Carina Rissi é minha autora preferida, e não é sem motivos. Ela é simplesmente uma escritora muito competente em seu ofício, e um dos motivos que fazem com que eu a entronize, é o fato dela transformar histórias simples (comparadas a outras, por exemplo) em grandes histórias, que chegam a ter mais estrutura que algo mais complexo, cheio de floreios e etc. Procura-se Um Marido é um chick-lit incrível, muito bem escrito e um dos primeiros livros da autora. Quem já conhece o estilo dela, já sabe o que esperar de um de seus melhores livros.

3- CAIXA DE PÁSSAROS, JOSH MALERMAN.
Esse, sem dúvidas, é um dos melhores thrillers psicológicos já lançado. Caixa de Pássaros apresenta uma ideia totalmente original e a trama é levada numa intrínseca narração em terceira pessoa. Que não poderia ser melhor. Uma história cheia de emoção, terror, imaginação e suspense. Uma das melhores leituras de 2015 (pra muita gente!). O que me motivou a ler o livro foi a resenha da Le, aqui no blog. Confira a resenha aqui.

4- A RAINHA VERMELHA, VICTORIA AVEYARD.
Uma distopia das boas, é o que resume esse livro. Uma história cheia de aventura, ação e elementos típicos da ficção distópica. Esse é outro livro que esteve na lista de melhores leituras de centenas de blogs literários. Inspirado em Game of Thrones e X-Men, só poderia esperar coisas boas desse livro. E ele não me decepcionou. A Le resenhou ele aqui no PL, confira aqui.

5- ENCONTRADA, CARINA RISSI.
É, de novo Carina Rissi! Encontrada é o segundo livro da série Perdida, e, sem dúvidas, o melhor livro da série. Se Perdida foi bom, Encontrada lacrou! Um romance de época cheio de mistérios, surpresas, aventuras, humor e muito romance. A história de Ian e Sofia é incrível, e muito gostosa de se ler. Apesar das quase 500 páginas, devorei o livro em pouco menos de dois dias. Um dos melhores de 2015, sem dúvidas.

E vocês, o que acharam? Quais foram as melhores leituras de 2015? 
Conte-nos sobre seu próprio top 5!


Olá Leitores, depois de bastante tempo estamos de volta, com muitas novidades.
A Editora Arqueiro, confirmou que irá lançar o mais novo livro do nosso querido Nicholas Sparks
''See Me" e está previsto o lançamento ainda para este ano em Abril
Confira a capa internacional e a sinopse:


Sinopse: Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.
Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.
Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.
Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?

Ansiosos? Eu estou ansiosissima, porque amo esse escritor. Conte-nos suas expectativas


Olá Leitores! A Arqueiro irá lançar o mais novo livro da Mila Gray "Volta para Mim" e o lançamento está previsto para fevereiro desse ano.
Confira a capa e a sinopse:




Sinopse: De volta de uma missão em Cabul, o marine Kit Ryan sente-se perigosamente atraído por Jessa, irmã do seu melhor amigo. Mas Jessa parece ser a única garota que ele não pode ter. Kit, porém, não deixa que nada se interponha entre ele e Jessa, e ela rende-se irresistivelmente.
E o que começou por ser um namoro de verão logo se transforma numa relação que altera radicalmente o mundo de ambos. Kit tem de partir de novo, mas está disposto a sacrificar tudo por Jessa. Ela quer esperar por Kit, aconteça o que acontecer. No entanto, para além da distância e do tempo, algo mais os separa…


Olá, leitores! A Editora Gutemberg selo do Grupo Autêntica, irá lançar ainda este mês o livro "Entre a ruína e a paixão 3° da Série da autora Sarah Maclean
Confira a capa e a sinopse:



Sinopse: Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. Um poderoso duque acusado de assassinato. Uma noite que mudou duas vidas para sempre. Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois firmam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre.



Olá leitores! Este é o segundo post de reestreia da coluna Top 5 (confira aqui o último post!), e hoje ele está cheio de fofura! Aqui serão listados os cinco animais mais fofos (some-se a isso a importância, a personalidade e a coragem de cada um deles, além de suas capacidades de tocar nossos corações!), e disso a literatura está cheia, não é mesmo? 

1 - EDWIGES (SÉRIE HARRY POTTER)

Essa provavelmente é a coruja mais famosa do universo literário! E vamos combinar que não é para menos: seu dono é um dos maiores personagens da literatura infanto-juvenil, e também dos cinemas. Para ser a fiel companheira de Harry Potter, essa corujinha precisou ter muito mais que fofura — sua dose preciosa de coragem e perspicácia fez com que ela ocupasse o primeiríssimo lugar de nosso top.

2 - FANTASMA (AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO)

Certo, certo, você pode até preferir o Verão ou a Nymeria ou outro dos "lobinhos" dos Starks, mas o Fantasma realmente tem o seu valor: é aquele diferente dos demais, cujo dono é um bastardo, mas ainda supera todas as expectativas enfrentando bravamente o inverno do Norte ao lado de Jon Snow. Temos que admitir que seu pelo branco em combinação com seus olhos vermelhos são a coisa mais atraente no lobo gigante – até ele entrar em ação!

3 - RIPCHIP (AS CRÔNICAS DE NÁRNIA)

Já esse ratinho pode se vangloriar de sua independência: não é o bichinho de estimação de ninguém. E ele realmente se vagloria – é a coisa que sabe fazer de melhor, depois de manejar uma espada, é claro. Todos subestimam Ripchip por conta de sua espécie e de seu tamanho, mas o ratinho falante não deixa para menos: é mais corajoso que vários guerreiros juntos e leal às suas causas até o fim!

4 - MARLEY (MARLEY & EU)

O que é mais incrível nesse cãozinho é que ele existiu mesmo, e o Best-seller em sua homenagem, "Marley e eu", de John Grogan (que foi o seu dono. A foto de ambos é a mostrada acima), retrata todas as aventuras e traquinagens desse cachorro sapeca, bagunceiro, desobediente e amoroso, que recebeu o título de "o pior cão do mundo". Ele pode nos fazer dar boas gargalhadas e também derramar muitas lágrimas. Sua história foi adaptada para o cinema com Owen Wilson e Jennifer Aniston no elenco.

5 - SINGER (O GUARDIÃO)

O título do livro de Nicholas Sparks já diz tudo sobre esse "cachorrinho". Depois da morte do marido, Julie recebe do mesmo um presente inesperado: um Dogue Alemão ainda filhote (que pode chegar a 1,12m!). Julie nunca foi fã de cachorros, mas Singer cresce, cresce, cresce – e cresce mais um pouco –, até conseguir conquistá-la, assim como consegue puxá-la pela coleira e derrubá-la o tempo todo e roer todas as suas coisas... enfim, Singer não é um animal muito fácil. Mas na verdade, ele se mostra um grande companheiro (fazendo até os olhos de leitores suarem...) e acaba cuidando mais de Julie do que ela dele.

E aí, o que achou desse Top 5? Algum desses animais te marcou de alguma forma? Qual o seu favorito? Conte para nós!




O segundo volume da série "A Rainha Vermelha", intitulado "Espada de Vidro" e escrito por Victoria Aveyard, teve sua capa nacional divulgada. A obra será publicada pela editora Seguinte, e tem previsão para chegar às livrarias no dia 12 de fevereiro desse ano.  A Universal comprou os direitos de adaptação de A Rainha Vermelha, sendo que seu roteiro já está sendo construído por Gennifer Hutchison e, provavelmente,  será dirigido por Elizabeth Banks. Confira:

Sinopse: Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar. O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Estou mega ansiosa para esse lançamento! E vocês? Gostei da sinopse e da capa, apesar que eu esperava uma ilustração mais impactante!



Livro: Ligeiramente Maliciosos
Título Original: Slightly Wicked
Autor (a): Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
ISBN: 9788580413939

Sinopse: Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima. Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor. Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith. Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora? Neste segundo livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos conquista com mais um capítulo dessa família que, em meio ao deslumbramento da alta sociedade, busca sempre o amor verdadeiro.

SÉRIE "OS BEDWYN"
  2.  Ligeiramente Maliciosos
  3.  Ligeiramente Escandalosos

     Ligeiramente Maliciosos foi publicado pela Editora Arqueiro e escrito pela renomada escritora inglesa, Mary Balogh. Trata-se do segundo volume da série independente intitulada “Os Bedwyn”, sequencia de “Ligeiramente Casados”, que trabalha com o gênero “romance histórico”. 

      Judith Law tem apenas 22 anos e é filha de um reverendo rígido, que sempre minimizou a beleza estonteante da sua filha, reprimindo-a sempre que podia. Para piorar, seu irmão gastara todo o dinheiro que a família tinha em futilidades, tentando levar uma vida que não tinha condições arcar.
      Agora Judith tivera que se sacrificar para ajudar a família: estava indo morar na casa da tia rica,  para se tornar uma serva sem futuro. Mas, durante sua viagem, a diligencia que usava acabou capotando e um cavaleiro que passava na região, lorde Rannulf Bedwyn, presenciou a situação e se dispôs a ajudar, convidando-a a acompanhá-lo até a cidade mais próxima. 
     Sabendo de seu futuro como solteira, Judith se permitiu fingir que era uma atriz e deixar a entender que também era um cortesã, se identificando como Claire Campbell. Em contrapartida, lorde Rannulf também inventara um nome para si e se apresentara como Rannulf Berdad. 
     Foi dessa forma que, rapidamente, sentiram-se atraídos, e, por apenas duas noites, se entregaram aos desejos. Entretanto, Judith sabia que precisava fugir antes que sr. Berdad descobrisse sua verdadeira identidade e posição social. 
     Imensamente triste, Judith retorna a sua realidade e desembarca na mansão de sua tia. O que ela não esperava era que Rannulf Bedwyn fosse aparecer alguns dias depois, para conhecer a pretendente que sua avó sugerira: Julianne, a prima de Judith. 
     Esse reencontro promete reacender chamas — não tão antigas assim — e Rannulf terá que decidir entre se entregar a paixão que sente pela pobre serviçal ou seguir suas funções sociais e se comprometer com uma noiva de seu patamar. 


     Ligeiramente Casados, o primeiro volume da série “Os Bedwyn”, acabou me surpreendendo muito. Foi uma leitura envolvente, que me deixou ansiosa para encontrar seu final e prosseguir na série, contudo, não conseguiu ultrapassar as qualidades de sua sequencia; Ligeiramente Maliciosos foi de longe melhor. 
     Melhor na construção história – apesar de apresentar também alguns traços clichês – , melhor na conquista do leitor, melhor na profundidade da família Bedwyn, além de ter personagens ainda mais interessantes. 
     A obra tem uma narrativa em terceira pessoa, que alterna o foco entre Judith Law e Rannulf Bedwyn, o que permitiu explicar melhor o comportamento de cada protagonista, seus valores, sentimentos e pensamentos. Judith foi uma personagem que me identifiquei muito; visto que acredito que agiria igual ela em muitos momentos. Apreciei sua espontaneidade e compreendi a sua falta de auto estima – consequência de seus pais rigorosos e religiosos.
     Já Rannulf é um protagonista que me incomodou de começo, por ter algumas atitudes machistas e mesquinhas, mas, no geral, se mostrou com potencial para o amadurecimento. Ralf, apesar de tudo, foi muito mais carismático que seu irmão e isso influenciou muito na leitura. Ralf é um contraste de Aidan – que é mais quieto e frio – pois tem um sorriso fácil e irônico e é provocador, o que deixa seus diálogos e ações mais chamativas. Achei que ele e Judith formaram um casal que combinava de todos os modos.
     Mary Balogh desenvolveu melhor a família Bedwyn nesse volume, ou, talvez, me familiarizei e acostumei melhor com a famosa e rica família. Gostaria de ter lido mais cenas envolvendo todos os irmãos, principalmente, envolvendo o duque Wulfric, o irmão mais velho, que é um personagem muito peculiar e que desperta a curiosidade de qualquer leitor. 
     O próprio enredo de Balogh me deixou extasiada e fixada na história até o fim. O livro, infelizmente, tem poucas páginas e percebi que a autora escreveu tudo muito corrido, como se tivesse a mesma pressa que o leitor em chegar ao seu fim. Todos os acontecimentos ocorreram em poucos dias, e os dias que não tinham cenas importantes eram descritos com rapidez e sem detalhes. Senti que a autora poderia ter incrementado mais o cotidiano de Judith e Ralf, como fez com Eve e Aidan, no primeiro volume, e, talvez, acrescentado alguns flashback – artimanha que Balogh não utiliza – para aprofundar Judith diante sua criação e os irmãos Bedwyn, que são o foco da série. 
     A narrativa de Balogh não é tão detalhista nessa continuação, porém, é formal e muito satisfatória. Descreve bem seus personagens, seja na característica física ou em termos de caráter. Não gosto de narrativas muito pesadas, cheias de detalhes e muito arrastadas, entretanto, senti um pouco de falta da descrição dos cenários, já que se trata  de uma época que eu gosto tanto.


Olá, leitores! Partiremos agora para mais um post da coluna que reestreou aqui no blog há pouco tempo (confira aqui a última postagem da coluna!), e que consiste em mostrar para vocês as diferentes capas de um mesmo livro, publicadas em diferentes países.
Hoje iremos viajar pelas capas do livro Zac & Mia, de A.J. Betts um sick-lit publicado aqui pela Editora Novo Conceito (confira a resenha aqui)!


Inicialmente, temos as edições brasileira e australiana (respectivamente), esta última publicada pela Editora Winner. São muito parecidas, as únicas diferenças foram o tom das cores e a posição dos textos e imagens. Acredito ser a capa que mais se encaixou com o enredo, e a mais atrativa.


Esta é a edição espanhola da Editora Salamandra. Apesar da simplicidade em todos os aspectos, combinou com a obra, deixando em voga seu gênero.


A capa canadense, da editora HarperCollins, traz um visual mais simples e ao mesmo tempo interessante, reportando bem o sick-lit/young adult com as diagramações.


A versão da editora Feeria Young – Polonesa, foi a mais inovadora, e acredito que também foi a que mais se distanciou da história (aquela sensação desconfortável de que as pessoas que produziram a capa não sabem do que se trata o livro exatamente). Ficou bonita e atraente, mas talvez funcionasse melhor com um gênero mais focado no YA – que são as especialidades da editora.


Livro: Revival
Título Original: Revival
Autor (a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Páginas: 376
ISBN: 9788581053103
Sinopse: Em uma cidadezinha na Nova Inglaterra, mais de meio século atrás, uma sombra recai sobre um menino que brinca com seus soldadinhos de plástico no quintal. Jamie Morton olha para o alto e vê a figura impressionante do novo pastor. O reverendo Charles Jacobs, junto com a bela esposa e o filho, chegam para reacender a fé local. Homens e meninos, mulheres e garotas, todos ficam encantados pela família perfeita e os sermões contagiantes. Jamie e o reverendo passam a compartilhar um elo ainda mais forte, baseado em uma obsessão secreta. Até que uma desgraça atinge Jacobs e o faz ser banido da cidade. Décadas depois, Jamie carrega seus próprios demônios. Integrante de uma banda que vive na estrada, ele leva uma vida nômade no mais puro estilo sexo, drogas e rock and roll, fugindo da própria tragédia familiar. Agora, com trinta e poucos anos, viciado em heroína, perdido, desesperado, Jamie reencontra o antigo pastor. O elo que os unia se transforma em um pacto que assustaria até o diabo, com sérias consequências para os dois, e Jamie percebe que “reviver” pode adquirir vários significados.

NOTA: Caro leitor, antes mesmo de iniciar a leitura, certamente você perceberá que essa resenha é bem extensa, certo? Quero deixar claro que não foi intencional, mas pura necessidade. Revival é um livro muito interessante e que apresenta essências além da compreensão humana, portanto seria mesmo necessário que eu explicasse as coisas direito, e ainda assim, com todo esse texto, apenas lhe falei o básico. A resenha também está livre de spoilers. Boa leitura!

   Stephen King é o autor de mais de cinquenta livros best-sellers no mundo inteiro. Os mais recentes incluem Revival, Mr. Mercedes, Escuridão total sem estrelas (vencedor dos prêmios Bram Stoker e British Fantasy), Doutor Sono, Joyland, Sob a Redoma (que virou uma série de sucesso na TV) e Novembro de 63 (que entrou no TOP 10 dos melhores livros de 2011 na lista do New York Times Book Review e ganhou o Los Angeles Times Book Prize na categoria Terror/Thriller e o Best Hardcover Novel Award da organização Internacional Thriller Writers). Ele mora em Bangor, no Maine, com a esposa, a escritora Tabitha King

   Parafraseando Machado de Assis, em Revival, Jamie Morton em seu fim evidente "pretende atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência" e tudo aquilo que o levou a incrível invasão do sobrenatural em sua vida. Jamie inicia sua narrativa relatando-nos sobre sua vida aos seis anos e o seu primeiro encontro com quem ele chama de "seu Quinto Personagem": Charles Jacobs, o novo reverendo que chegou a cidade, junto com sua esposa e o filho, para substituir o antigo reverendo e continuar o trajeto de fé na cidade. 
   Charles Jacobs poderia até ser chamado de um "reverendo normal", contudo, além da experiência religiosa, o pastor é fissurado nos segredos da eletricidade e em suas aplicações teóricas e práticas (o porquê disso nos é revelado de uma forma assustadora, ao final do livro) e desde que viu Jamie pela primeira vez, ambos perceberam que o destino poderia querer muito mais do que uma relação religiosa entre os dois. 
   O reverendo Jacobs fica na cidade durante três anos, até um acontecimento terrível que acaba por transtornar sua vida, o que o faz, posteriormente, perder a fé em Deus e na existência de um sentido humano (daí a presença de forte relação com o cosmicismo de H.P. Lovecraft). Em um episódio conhecido como O Sermão Terrível, Jacobs tenta convencer a todos os cristão da pequena igreja de Harlow sobre a não existência da fé, de Deus, de um céu, ou inferno, e sobre a completa insignificância humana. Após esse episódio, Jacobs é banido da cidade e de seu ofício religioso
   Após contar essa etapa de sua vida (desde o aparecimento de Jacobs, ao momento em que ele vai embora da cidade de Harlow), Jamie Morton continua contando-nos sua trajetória de vida, sobre os demônios que carrega, sobre sua vida com as drogas, sua experiência no mundo musical (como integrante de várias bandas de rock) e sobre seu reencontro, décadas depois, com Charles Jacobs. Jamie, em seu relato, diz que se soubesse o que lhe aguardaria, desejaria que a sombra de Jacobs nunca recaísse sobre sua vida, visto que ela nunca mais saiu de onde recaiu e lhe levou a um final inteiramente assustador, motivado pela estúpida curiosidade e fanatismo humano, e que lhe mostrou da pior forma que não está morto o que pode em eterno jazer e que em estranhos éons, mesmo a morte pode morrer.

"A ideia para este livro está na minha cabeça desde que eu era criança. Frankenstein, de Mary Shelley, foi uma grande inspiração para mim. Eu queria criar uma história o mais humana possível, porque a melhor maneira de assustar o leitor é fazê-lo gostar dos personagens." - Stephen King em entrevista para a revista Rolling Stone.
"Ler Revival é ver um grande contador de histórias se divertindo ao máximo. Todos os elementos favoritos de King estão presentes: uma cidade pequena no Maine, o sobrenatural, o mal, o vício e o poder de se transformar uma vida." - The New York Times.
"O final deste livro foi considerado o mais assustador que Stephen King já escreveu - o que é impressionante, já que se trata do autor de Carrie, a estranha." - The Guardian.

   Não é de hoje que sabemos que Stephen King é um dos melhores autores do mundo, considerado o Mestre do Terror, contudo, Revival veio surpreendendo muita gente, principalmente por mostrar uma atmosfera que ao mesmo tempo em que ainda é típica de King, em momentos surge como algo totalmente inovador. Vale ressaltar que o livro é uma inspiração em Frankenstein, de Mary Shelley e tem essência no Cosmicismo ou Terror Cósmico, onde a filosofia declara que não há presença divina reconhecível, tal como um deus, e também exprime a ideia de que os seres humanos são particularmente insignificantes no esquema maior de existência intergaláctica, e que talvez não passem de uma pequena espécie projetando suas próprias idolatrias mentais ao vasto cosmos, estando eternamente susceptível à possibilidade de ser varrida da existência a qualquer momento (saiba mais sobre o assunto aqui).
   Então, dito isso, quero deixar algo inteiramente claro: todos que quiserem ler esse livro (que é muito bom!), e que não conhecerem as obras e o estilo de King, devem antes dar uma pesquisa sobre Frankenstein, sobre o Terror Cósmico e sobre H.P. Lovecraft, que desenvolveu esse tipo de literatura e que é uma grande inspiração não somente para King, mas para vários outros mestres do terror. 
   Quando recebi Revival, pensei que eu não iria gostar da história, principalmente por achar a sinopse não chamativa. Acontece que não é a sinopse que não é chamativa, mas a dificuldade de explicar esse livro que é muito grande. King se surpreendeu muito, principalmente por misturar realismo contemporâneo com terror cósmico, numa narrativa que, sim, lembra muito H.P. Lovecraft. Então, não é uma fantasia, nem um terror propriamente dito, mas uma ficção com um pé no Cosmisismo e outro na realidade
   A narração de King continua a mesma: firme e cheia de surpresas. Esse livro ainda tem uma particularidade intrínseca no que se refere ao narrador, que é o Jamie Morton. Ele narra o livro já na velhice, então vai contando pouco a pouco o que viu e viveu, como se deu tudo, de uma forma bem singular, principalmente no tocante ao tempo da narrativa. Jamie narra de uma forma a não seguir um tempo certo, uma ordem correta e é isso que nos prende ao livro. Ao mesmo tempo que ele está contando uma coisa do passado, ele já está tocando no futuro, retornando ao passado novamente e deixando-nos cada vez mais cientes e presos na narrativa. Esse tipo de construção realmente chama atenção e caiu muito bem na narrativa. 

– Muita gente viveu nessa época, mas não vai demorar a chegar o dia em que todas essas pessoas não vão mais existir... e, quando isso acontecer, ninguém vai se dar muita conta do milagre que é a eletricidade. E que mistério ela é. Nós temos uma ideia de como ela funciona, mas saber como uma coisa funciona é muito diferente de saber o que ela é.
   
   Dentre todas as coisas que chamam atenção em Revival, a que mais sobressaí é a inspiração de King em H.P. Lovecraft e o Cosmisismo, e a questão do reavivamento (um dos motivos do nome do livro) por meio da estimulação elétrica cerebral, como em Frankenstein. Além disso, como na maioria das obras de King, há um discurso pessimista, de caráter crítico, principalmente sobre a religião e a fé. É um livro muito estranho, por assim dizer, algo que supostamente não estamos acostumados a ter contato, mas que é interessante por mostrar pontos que sugerem uma desconstrução do que acreditamos, por meio da ficção, e tratar da inexistência e o que nos espera do outro lado da vida (que pode ser algo totalmente diferente do que esperamos).
   Claro que qualquer obra que aborde a religião, o senso comum, o ser humano em sua totalidade ficcional, pode receber muitas críticas, contudo, não devemos nos esquecer do respeito e nem de que se trata apenas de uma ficção, nada mais. Revival, além da questão do cosmisismo e da eletricidade, trata também dos pensamentos humanos, de nossas amizade, de nossa fé, de nosso sentido e entre outras coisas que certamente você perceberá ao ler. De modo geral, tenho que concordar que esse livro não é indicado para quem desconhece o gênero, o autor, ou seja um iniciante no geral. Contudo, se você primeiro der uma pesquisada no assunto, ler algumas resenhas, e já for fã, por exemplo, de King, certamente vai gostar muito do livro.


Foi divulgada a capa de "Uma História de Solidão" escrita pelo renomado autor John Boyne, conhecido pelas obras "O menino do Pijama Listrado ", "O garoto no Convés" e "Fique Onde está e então Corra". A obra será publicada pela editora Companhia das Letras e está prevista para ser lançada em janeiro de 2016. Confira capa e sinopse:



Sinopse: Primogênito de um lar disfuncional na Irlanda, o inocente Odran Yates vai estudar em um colégio que prepara garotos para a vida eclesiástica. Ao relatar sua jornada, da ingenuidade dos primeiros anos de colégio à descoberta dos segredos mais bem guardados da Igreja, Odran descreve uma Irlanda cheia de contradições e ódio por trás de uma fachada de bons costumes. Enquanto lida com as implicações de seu trabalho e o sofrimento das pessoas que ama, o padre Odran se convence de que era inocente demais para entender o que acontecia ao seu redor e tenta fazer um acerto de contas com a própria consciência.

O que acharam da capa e da sinopse? Tenho que admitir que sou apaixonada pelas obras do autor e que iriei, sem dúvidas, mergulhar nessa leitura! E vocês?  


Olá, leitores. Todos sabemos da existência de uma ligação muito forte entre a música e a literatura. Pensando nisso foi criada essa coluna, para, como diz a Lê, "nos ater à um livro e comentar sobre as músicas que nos lembram dele. É um jeito um tanto descontraído de colocarmos um pouco mais sobre nós no blog". Após um breve período de inatividade, a coluna foi reestreada pela Bianca, com o livro Julieta (se você perdeu, confira aqui).

Dando continuidade a esse belo trabalho, de atar as pontas da literatura as da música, escolhi o livro Por Lugares Incríveis, um YA (young adult) muito incrível e tocante. Leia a resenha aqui. Por Lugares Incríveis é um livro que toca e deixa marcaS em todos que o leem. É triste, alegre, frio, quente, um misto de emoções e é isso que as músicas listadas aqui trazem: emoções, amor e desejo de viver. 
Um verdadeiro Amanhecer, onde os jovens da história encontram um no outro o desejo de viver, e um completo Need You Now, já que precisaram um do outro para se fortalecerem emocionalmente e seguir os caminhos de sua vida.

1 - AMANHECER, PAULA FERNANDES.

2 - NEED YOU NOW, LADY ANTEBELLUM.

E aí? Você já leu Por Lugares Incríveis? Concorda que essas duas músicas fazem jus ao livro?
Comente!




Livro: Muito Mais Que 5inco Minutos
Autor (a): Kéfera Buchmann
Editora: Paralela
Páginas: 143
ISBN: 9788584390113
Sinopse: "Você conhece a Kéfera? Pois deveria! Com 22 anos, Kéfera Buchmann reúne quase doze milhões de seguidores nas suas mídias sociais (YouTube, Facebook, Twitter e Instagram). Só o seu canal no YouTube, “5inco minutos” (procura aí na internet), tem seis milhões de assinantes e é o terceiro mais visto do Brasil. Tá achando pouco? Ela ainda recebe diariamente centenas de mensagens de fãs do Brasil todo e é parada na rua a todo momento. Se o YouTube é de fato a nova televisão, como acha muita gente, hoje Kéfera é o equivalente aos antigos astros globais. Tão conhecida e amada quanto eles. Neste livro, que tem literalmente a sua cara, Kéfera parte de sua vida para falar de relacionamentos, bullying, moda e gafes e conta uma série de histórias divertidas com as quais é impossível não se identificar."


   Kéfera Buchmann nasceu em Curitiba, em 1993, e hoje mora em São Paulo com sua cachorrinha Vilma Tereza. Uma das personalidades brasileiras femininas mais seguida nas redes sociais, ela tem um canal no YouTube chamado 5inco Minutos (youtube.com/user/5incominutos). Muito Mais Que 5inco Minutos é autobiográfico e também seu primeiro livro. Uma continuação, focada somente em seu canal, já foi confirmada.
   


   Com 22 anos, Kéfera Buchmann reúne pouco mais de 14 milhões de seguidores nas suas mídias sociais (YouTube, Facebook, Twitter e Instagram). Só seu canal no YouTube, 5inco Minutos, já ultrapassou os 6 milhões de assinantes, é o terceiro mais visto do Brasil, além de contar com seguidores de todos os mais variados locais do globo. Se o YouTube é de fato a nova televisão, como muita gente acredita, hoje Kéfera é o equivalente aos antigos globais
   Muito Mais Que 5inco Minutos reúne histórias, de forma não linear, de sua vida. Conhecida por dizer o que pensa, através de seu livro, conhecemos uma Kéfera que nunca imaginamos em nossa mente, e aprendemos muito sobre a vida, principalmente. O livro trás a mesma Kéfera, sem papas na língua, de sinceridade chocante e muitas vezes desbocada, mas não é centrado em sua fase atual de personalidade famosa, mas mostra uma Kéfera pré-fama que pouca gente conhece
   Ela mostra uma menina supersensível que enfrentou bullying durante quase toda a infância e que, em vez de abaixar a cabeça, se reinventou e renasceu como uma jovem divertida, que não leva desaforo para casa, e tornou-se o que é hoje. Exemplo não só para meninas, mas também para meninos, Kéfera fala desses momentos difíceis — do seu primeiro beijo, de relacionamentos e de gafes memoráveis. Não faltam, obviamente, momentos hilários. São histórias que mostram realmente o quão bom é se reinventar e buscar uma única direção. Os resultados fazem valer a pena todo o esforço, e é isso que Kéfera mostra com suas “trapalhadas”.

   Pode parecer louco (bem louco mesmo!) mas eu vim a conhecer a Kéfera a pouco menos de dois meses. Sério! Até então eu não a conhecia, nunca tinha, nem mesmo, visto um vídeo dela. As razões para isso, nem eu sei explicar. Contudo, ao assistir um vídeo, não consegui mais largar e, por vezes, me identifiquei muito com suas atitudes e pensamentos. Quando fiquei sabendo de seu livro, logo me interessei pela oportunidade de lê-lo. E agradeço fielmente a vida por proporcionar-me mais essa prazerosa leitura
   Conheci o livro desde quando a Paralela anunciou o lançamento, mas só criei interesse após conhecer a Kéfera. Minhas expectativas eram grandes e mantiveram-se bem satisfatórias após o término do livro. Acredito que um erro cometido por muitos que não gostaram do livro, foi esperar muito de algo que por si próprio não prometeu nada. Nunca li nada da Kéfera (já que este é seu primeiro livro), mas confesso que o livro tem uma atmosfera bem próxima de seus vídeos e com certeza irei ler o segundo livro, previsto para ser lançado no ano que vem. 
   O livro tem uma incrível narração em primeira pessoa (já que é autobiográfico) e isso, obviamente, contribuiu muito para sua boa estruturação. O tipo de narrativa conta muito para o desenvolvimento de um livro, e, no caso, a narração em primeira pessoa soube ser excelente na medida certa, ora detalhada, ora formal, ora informal. Foi realmente um misto de coisas, que deu um resultado surpreendente. Os mais de 200 mil exemplares vendidos, por si só já dizem a qualidade do material, pelo menos em minha opinião.

Se vale de alguma coisa o que eu escrevo aqui, sejam gratos. Sempre. Por tudo. Por tudo que acontece. Sejam essas coisas boas ou ruins. Tudo faz parte do que vai nos tornar alguém na vida. E você pode se tornar alguém fantástico! E, independente de religião, acima de qualquer crença: quanto mais energia positiva você joga para o universo, mais energia positiva ele te devolve!

   O que mais me chamou atenção no livro e que creio que chamou atenção na maioria dos leitores que o leram, foi a forma como o livro foi estruturado. Engana-se quem pensa que é apenas uma biografia, cheia de palhaçada, momentos engraçados e "gracinhas da Kéfera". Me surpreendeu justamente por fugir desse pensamento e de alguns clichês típicos de biografias. A vida da Kéfera nem sempre foi como ela demonstra em seus vídeos, e quando ela nos relata isso, ela não simplesmente conta, mas também ensina
   O livro ainda conta com uma breve, mas interessante, interatividade. Há fotos que dialogam com os textos, capítulos, e alimentam a criatividade e interage com o leitor, além de uma série de outras coisas que, pelo visto, a própria Kéfera sugeriu que colocasse em seu livro, o que dá e reforça ao livro essa atmosfera forte, leve, mas ao mesmo tempo profunda. Resumindo: chama atenção justamente por mostrar algo que não esperamos e/ou não imaginamos, e a graça está justamente aí. 
   No tocante aos personagens, não há muito o que aprofundar. Os poucos que aparecem não tem uma verdadeira importância no contexto da trama. Isso se deve ao fato de ser uma breve biografia, de alguém que não tem milhares de coisas pra contar, já que só tem 22 anos. Somos adentrados mesmo é na vida da Kéfera e vemos como ela evoluiu e se tornou no que é hoje. Ela mostra ser a mesma menina dos vídeos, porém, em seu livro, percebemos o quão madura e verdadeira ela foi ao escrevê-lo. 
   No tocante as críticas, apesar de centenas de pessoas terem "odiado" o livro, eu não tenho nada de "mal" a falar dele. É um livro muito simples! Tá, mas então porque centenas de pessoas odiaram ele e você não? Olha o problema de alguns leitores e admiradores de personalidades, é demonizar aquilo que eles não compreendem e/ou esperar demais de um livro que não prometeu nada. Você, que está lendo essa resenha, se pensa em algum dia ler o livro da Kéfera, saiba que vale a pena, mas não espere nada demais. 
   É simplesmente uma biografia ao estilo Kéfera, só que muito boa, visto que ela nos ensina muito com suas desventuras. Outras pessoas não gostaram porque pensaram que ela ia falar sobre o canal! Calma, gente. Isso já foi prometido para o segundo livro. Já outros consideram o livro dela como "lixo literário", aquele tipo de livro desnecessário e que você não aproveita nada.  Bem, isso é muito forte (pra não dizer ridículo!). O livro é um verdadeiro autoajuda para jovens, adultos, vovôs e vovós. E, sim, dá pra aprender muitas coisas boas com esse livro! Ele transmite conhecimento, logo cumpre o papel da literatura. 
   A edição da Paralela, como sempre, ficou muito bonita, com uma capa bem estilo Kéfera (viva e vibrante). A diagramação também ficou preternaturalmente maravilhosa! Com um design interno muito bonito, com fontes diversas e coloridas, ótimo espaçamento e ainda imagens da Kéfera (quer algo melhor?). O papel também é do amarelinho (pólen bold) que tanto amamos nos livros. Se há erros de revisão, não percebi nada. 
   Bem, gente, é isso! Deixo aqui minhas sinceras opiniões e peço que se você já pensou em ler Muito Mais Que 5inco Minutos, mas foi desestimulado pelas críticas, não tenha medo, vá na livraria, compre o seu e seja feliz. Se basear em opiniões de quem entende (ou não entende) é importante, mas ter a sua própria é ainda mais fundamental. Em seu livro, Kéfera nos ensina muito sobre a vida e a trama acaba por ser bem rápida, um passatempo bem bacana, que você devora em poucas horas. É como disse uma professora da Kéfera certa vez: antes ela se escondia atrás das lentes, mas agora brilha na frente delas. Uma leitura muito bem recomendada! 

Primeiro parágrafo do livro: “Desde cedo tenho uma ligação forte com arte. Qualquer tipo de arte. Começou quando eu era criança (mais criança do que ainda sou). Eu desenhava e por um longo período (de três meses) acreditei que um dia seria desenhista, uma pintora incrível, conhecida no mundo inteiro pelos meus desenhos (que eram uma bosta, para ser sincera). 
Melhor quote: “Não importa o que aconteça, bom ou ruim, a vida continua. Por isso, lembre-se do que a Dory diz no filme Procurando Nemo: continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar... Porque tem muita coisa boa nesse oceano para você viver ainda.





.