
Depois da fuga épica da arena, Katniss Everdeen se vê dentro do distrito 13, o qual a Capital dizia estar extinto. O distrito 13 foi transferido para baixo da terra, em uma escotilha gigante capaz de abrigar uma população inteira. E por mais que a qualidade de vida desse distrito fosse melhor que a do 12, Katniss não se sentia em casa. Os pesadelos retornaram com mais força, a perturbação permaneceu e as rebeliões por toda a Panem somente aumentavam.

A Esperança parte 1 foi mais um sucesso da Paris Filmes, e isso foi consequência de uma combinação de elementos brilhantes. Não foram somente os bons atores, ou os diretores e produtores, muito menos somente os roteiristas que fizeram esse filme ser um sucesso, foi o conjunto de todos eles, e, no entanto, o elemento mais brilhante e eficiente neste filme foi o seu insistente e manipulador marketing.

A Esperança foi divido em duas partes. Porque o roteiro necessitava? Não, mas porque Hollywood precisava explorar um pouquinho mais dessa maravilhosa história. E isso fez da primeira parte um filme inteiramente lento, diferente dos primeiros longas-metragens dessa série. Esperamos ansiosamente pela ação que chega de migalha em migalha e não chega a encher nosso papo. Contudo, as poucas cenas de ação foram impactantes e fizeram o telespectador torcer, aguardar, ficar angustiado pela situação de suspense; foram cenas bem construídas, com emprego de efeitos visuais muito bons.

E mesmo com tantos erros, mesmo com tantas faltas, a história que Suzanne Collins criou ainda supera tudo e se mostra espetacular. Foi o eloquente enredo da autora que fez o filme se salvar por completo e ser exatamente o que os fãs esperavam. Não, em nenhum momento os defeitos mencionados acima incomodaram os fãs, porque estes estavam extasiados demais para prestar atenção em pontos que não fossem a própria história hipnotizadora.
Os atores contracenaram muito bem e fiquei extremamente satisfeita com a participação maior de Gale Hawthorne (Liam Hamsworth), e pela capacidade de mudança brusca do ator Josh Hutcherson, no personagem Peeta Mellark. Já Katniss (Jenniffer Lawrence) manteve seu sucesso, enquanto Coin (Julianne Moore) e Cressida (Natalie Dormer) tomavam a cena. Claro que meu personagem favorito nesse filme foi o gato gordo, Buttercup, que atuou brilhantemente!
Como muitos devem estar se perguntando: Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) – que morreu ano passado – acabou gravando a maior parte das cenas, portanto, ele teve uma presença frequente nesse filme. Aliás, senti um pouco de pesar por seu falecimento, pois nesse filme mais uma vez ele mostrou seu grande talento.
Acabei, portanto, gostando do trabalho geral do diretor, Francis Lawrence; dos roteiristas, Peter Craig e Danny Strong, e do elenco de caras bonitas e perfeitas. Os tons do filme são o cinza, as cenas são fortes, o enredo é obscuro. A Esperança inspirou a democracia, inspirou a liberdade, a luta, a coragem, o sacrifício, e não importa o quão mercenários os filmes sejam, acabaram conquistando meu coração.