E a coluna Entre Páginas e Telas está de volta, dessa vez para falar de uma das séries mais comentadas do ano. Sim, isso mesmo, estamos falando de Shadowhunters, adaptação televisiva da série de livros Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare, publicada no Brasil pela Galera Record. Shadowhunters vem dando o que falar desde a data de sua estreia, e desde lá tanto a audiência quanto as opiniões variam muito. Leia a crítica a seguir e descubra uma opinião diferente sobre essa série que na verdade está longe de ser o que a maioria das críticas dizem.

                                            Poster oficial da série.                Nova capa de Cidade dos Ossos,
                                                                                                   primeiro livro da série.    

   Shadowhunters estreou no dia 12 de Janeiro de 2016, nos Estados Unidos, uma produção do canal novato Freeform, um novo "selo" do grupo ABC, que produz séries como "How To Get Away With Murder" e "Once Upon a Time". Com uma ambientação mais ao estilo young adult e fantasy urban, a série conta a história de Clary Fray e o misterioso mundo das sombras. Mundo este que ela nunca imaginou fazer parte, mas que descobre que está inserida nele muito mais do que gostaria. Após descobrir que faz parte de um grupo de humanos nascidos com sangue de anjos, e que descende de uma linhagem de Caçadores de Sombras (shadowhunters), Clary terá que aprender a caçar demônios, ser aquilo a qual estava destinada. Mas logo após a descoberta de sua verdadeira identidade, mantida em segredo até os 18 anos, Clary descobre também que sua mãe guarda um importante artefato, O Cálice Mortal, um dos instrumentos mortais. Surge então a misteriosa figura do vilão Valentim Morgenstern, que acaba por sequestrar Jocely, mãe de Clary, na tentativa de recuperar o tão sonhado cálice, capaz de criar novos shadowhunters. Se Clary temia o mundo das sombras, agora ela precisa se aliar a ele, ou nunca encontrará sua mãe. 
   Sim, uma boa história, que, até o momento, vem sendo muito bem desenvolvida pelo canal Freeform e os roteiristas. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que adaptam a série Os Instrumentos Mortais. Em 2013, a Sony Pictures adaptou o primeiro livro da série, Cidade dos Ossos, para uma longa metragem que recebeu o mesmo nome do livro. Contudo, foi um fracasso de bilheteria, obrigando a produtora a cancelar os outros filmes. Mas porque foi um fracasso de bilheteria, sendo que a série de livros figura-se entre uma das mais vendidas do mundo? Bem, eu particularmente, gostava do filme até ter lido os livros. Os produtores fizeram as "coisas" muito do jeito deles, com características um tanto quanto distintas da série de livros, o que não agradou de nenhuma forma os fãs da saga. Após dois anos, Cassandra Clare anunciou que Os Instrumentos Mortais viraria  uma série televisiva, e a animação dos fãs se ascendeu novamente. Não seria possível que iriam "errar" por uma segunda vez, certo?
T R A I L E R
Clary Fray acaba de se matricular na Academia de Arte do Brooklyn. Em seu aniversário de 18 anos, ela descobre que é uma Caçadora de Sombras, um ser humano meio anjo, que tem como tarefa proteger os humanos de demônios. Naquela noite, a mãe de Clary, Jocelyn Fray, é raptada por Valentim, um antigo Caçador de Sombras desonesto, que criou seu próprio "Círculo". Com sua mãe ausente, Clary se volta para Luke, antigo amigo da família, e a única pessoa na qual ela confiava, mas acaba sendo traída. Clary se junta com um bando de Caçadores de Sombras para salvar sua mãe e descobre poderes que ela nunca soube que possuía. Clary é lançada no mundo de caça aos demônios junto do misterioso Caçador de Sombras, Jace, que é acompanhado por Isabelle e Alexander Lightwood, e seu melhor amigo, Simon Lewis. Agora vivendo entre fadas, feiticeiros, vampiros e lobisomens, Clary começa uma jornada de autodescoberta enquanto aprende mais sobre seu passado e percebe como poderá ser seu futuro.


A Esperança parte 1 estreou no Brasil no dia 19 de Novembro com uma comprometedora promessa de sucesso. Mas será que, mesmo tendo atores brilhantes em seu elenco, o filme distribuído pela Paris Filmes conseguiu atingir esse patamar? Leia a crítica a seguir e descubra nossa opinião

 
    Capa do livro no Brasil.              Poster oficial internacional.
   

     Depois da fuga épica da arena, Katniss Everdeen se vê dentro do distrito 13, o qual a Capital dizia estar extinto. O distrito 13 foi transferido para baixo da terra, em uma escotilha gigante capaz de abrigar uma população inteira. E por mais que a qualidade de vida desse distrito fosse melhor que a do 12, Katniss não se sentia em casa. Os pesadelos retornaram com mais força, a perturbação permaneceu e as rebeliões por toda a Panem somente aumentavam.
     Coin – a presidenta do distrito exilado – tenta, junto a Plutarch Heavensbee, trazer Katniss para a causa, a fim de que ela seja o símbolo da luta de Panem contra a Capital. Mas esta somente aceita a proposta quando vê Peeta – prisioneiro do presidente Snow – sendo claramente manipulado pela Capital em entrevistas, e, provavelmente, torturado.
     Com o intuito de convencer os mandantes do distrito 13 a resgatar os vitoriosos feitos reféns pelo inimigo, Katniss decide se tornar o “tordo” e se arrisca em perigosas missões em outros distritos para inspirar os rebeldes. Bombardeios, confrontos diretos e muito sangue são derramados nessas lutas constantes. A revolução estava enfim se iniciando e tomando proporções grandes.
     Contudo, quanto mais Katniss aparecia em transmissões invasoras arquitetadas pelo gênio Beete, mais Peeta parecia sofrer nas mãos da Capital. Estava na hora do Distrito 13 agir e buscar seus vitoriosos.
     Mas o Presidente Snow parecia estar pronto para qualquer batalha, e decidido a acabar com qualquer levante, independente do preço que isso fosse ter. Assim como destruiu o distrito de Katniss –  o distrito 12 –  estava prestes a acabar com qualquer outra região que estivesse contra a sua ditadura.          

   
     A Esperança parte 1 foi mais um sucesso da Paris Filmes, e isso foi consequência de uma combinação de elementos brilhantes. Não foram somente os bons atores, ou os diretores e produtores, muito menos somente os roteiristas que fizeram esse filme ser um sucesso, foi o conjunto de todos eles, e, no entanto, o elemento mais brilhante e eficiente neste filme foi o seu insistente e manipulador marketing.
     Podemos observar que os filmes da saga Jogos Vorazes modificaram radicalmente seu público principal, e o pior: propositalmente. Jogos Vorazes deveriam ser voltados para um público juvenil e adulto, pelo teor de seu conteúdo. Estamos falando de guerras, massacres, pobreza extrema, opressão, exploração e o mais preocupante conteúdo de todos: o de revoltas. Todas essas características requerem uma maturidade que crianças não têm! E mesmo assim, a Paris Filmes procurou conquistar a qualquer custo o mesmo público de Harry Potter e Crepúsculo para que estes lhes fornecessem a fortuna da legião de fãs “da moda”.
     Não estou falando que Jogos Vorazes seja “modinha”, mas sim, que metade de seu público é. O que podemos ver nas salas dos cinemas é o mesmo público de “A Culpa é das Estrelas”! Desde quando esses livros/filmes compartilham os mesmos telespectadores? Desde que o marketing investiu nesse público em especial. E ser de “modinha” não é uma ofensa, como muitos veem por aí. Moda nada mais é do que “Uso passageiro que regula, de acordo com o gosto do momento, a forma de viver, de se vestir e etc” (dicionário Priberam). Algo puramente momentâneo e visado por muitas pessoas, como foi Harry Potter, como foi Crepúsculo e como está sendo inúmeras séries infanto-juvenis ou YA (juvenil-adulto). Mas o único problema dessas intituladas “modinhas”, é que os públicos não são sempre compatíveis com o conteúdo. Vimos nessa estreia crianças de 5 à 10 anos sendo uns dos telespectadores de maior número. Maior número! Isso é desastroso. Fico imaginando o que uma criança pensa ao ver uma arena cheia de jovens se matando. Definitivamente não é o pesar que jovens e adultos sentem; e talvez um “maneiro, irado, que massa” que saem dessas pequeninas bocas nos responda essas questões. 

   
     A Esperança foi divido em duas partes. Porque o roteiro necessitava? Não, mas porque Hollywood precisava explorar um pouquinho mais dessa maravilhosa história. E isso fez da primeira parte um filme inteiramente lento, diferente dos primeiros longas-metragens dessa série. Esperamos ansiosamente pela ação que chega de migalha em migalha e não chega a encher nosso papo. Contudo, as poucas cenas de ação foram impactantes e fizeram o telespectador torcer, aguardar, ficar angustiado pela situação de suspense; foram cenas bem construídas, com emprego de efeitos visuais muito bons.
     Já a trilha sonora mais uma vez foi um ponto positivo nessa série. Ela contribuiu em inúmeros acontecimentos pela emoção do filme. E A Esperança, sem dúvidas, foi um filme que predominou a emoção, os diálogos, a história da revolta. As cenas tocantes e fortes foram as que envolviam as consequências da guerra: os feridos, os doentes, os mortos, e isso atinge o observador em cheio. Os roteiristas não economizaram na dramatização e no abalo proposital. E mesmo que roteiristas tenham tido sucesso na preservação das ideias da autora, Suzanne Collins, eles não tiveram criatividade para ir além do esperado. Nós, leitores e fãs da saga esperávamos por surpresas, até porque já tivemos contanto com a história original e sabíamos como os acontecimentos desenrolariam do começo ao fim. Esperei por algo especial, uma surpresa e ela não chegou.
     E havia muito tempo disponível para formular cenas que vão além do livro. Fiquei me perguntando porque não desenvolveram as memórias de Katniss, já que objetivo de A Esperança era justo a emoção. Onde estava as lembranças do pai da Katniss? No livro, essa figura, esse fantasma foi muito presente e importante para a construção da própria protagonista. Onde estava o desenvolvimento do personagem Finnick que também se deu no livro? Os roteiristas focaram tanto nesse personagem em "Em Chamas" para colocá-lo de lado nesse filme!? Criaram um sentimento de simpatia e empatia  nos fãs para depois abandoná-lo na trama?

   
    E mesmo com tantos erros, mesmo com tantas faltas, a história que Suzanne Collins criou ainda supera tudo e se mostra espetacular. Foi o eloquente enredo da autora que fez o filme se salvar por completo e ser exatamente o que os fãs esperavam. Não, em nenhum momento os defeitos mencionados acima incomodaram os fãs, porque estes estavam extasiados demais para prestar atenção em pontos que não fossem a própria história hipnotizadora.
     Os atores contracenaram muito bem e fiquei extremamente satisfeita com a participação maior de Gale Hawthorne (Liam Hamsworth), e pela capacidade de mudança brusca do ator Josh Hutcherson, no personagem Peeta Mellark. Já Katniss (Jenniffer Lawrence) manteve seu sucesso, enquanto Coin (Julianne Moore) e Cressida (Natalie Dormer) tomavam a cena. Claro que meu personagem favorito nesse filme foi o gato gordo, Buttercup, que atuou brilhantemente!
     Como muitos devem estar se perguntando: Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman) – que morreu ano passado – acabou gravando a maior parte das cenas, portanto, ele teve uma presença frequente nesse filme. Aliás, senti um pouco de pesar por seu falecimento, pois nesse filme mais uma vez ele mostrou seu grande talento. 
     Acabei, portanto, gostando do trabalho geral do diretor, Francis Lawrence; dos roteiristas, Peter Craig e Danny Strong, e do elenco de caras bonitas e perfeitas. Os tons do filme são o cinza, as cenas são fortes, o enredo é obscuro. A Esperança inspirou a democracia, inspirou a liberdade, a luta, a coragem, o sacrifício, e não importa o quão mercenários os filmes sejam, acabaram conquistando meu coração.

T R A I L E R 


Olá, leitores! Quem aqui quando criança (e, talvez, mesmo depois que tenha crescido!) era fascinado por contos de fada? São essas histórias, cheias de magia, aventura e amor verdadeiro, que introduziram grande parte de nós, leitores, ao mundo fantástico dos livros. Hoje, resenhamos aqui no Entre Páginas e Telas um desses clássicos, que está em cartaz nos cinemas brasileiros em uma recente super-produção: A Bela e a Fera. Continue lendo para saber o porquê de tal filme ter me conquistado e, especialmente, encantado.

As duas versões do poster oficial, no original em francês. O poster do Brasil seguiu o padrão do primeiro. 

Ao longo dos anos, várias versões do clássico conto de fadas A Bela e a Fera foram produzidas, e cada uma delas das mais variadas maneiras. A versão mais conhecida é a prestigiada animação da Disney – que também é, a propósito, meu conto de fadas favorito! –, ou talvez o filme de 1946, dirigido por Jean Cocteau. É incontável o número de filmes, séries, animações e peças de teatro que foram embasadas nesse conto antigo, que continua a encantar, todos os dias, as mais diversas idades. Eis que a mais nova versão, que estreou mundialmente em 2014, conta com o diretor Christophe Gans, quem teve a missão de adaptar a história à era tecnológica atual – e, entre efeitos de computação gráfica e uma bela estética, cumpriu sua tarefa com perfeição.
La Belle et la Bête, na língua original, é um filme de produção francesa e alemã, que rejuvenesce o clássico com sutis mudanças. É uma versão mais dramática, na língua francesa, que foi baseada, na realidade, em um conto de fadas desse mesmo país – escrito em 1740, da autora de Gabrielle-Suzanne Barbot –, e não segue o padrão da famosa versão infantil. Nem por isso, é claro, que o filme perde a essência que todos conhecemos e amamos. 


Posso não ser a pessoa mais indicada para discorrer sobre a história, pois ela é, como já afirmei, a minha preferida entre os contos. Afirmo com completa convicção, contudo, que poucas vezes fiquei tão emocionada em assistir a uma história como fiquei ao ver A Bela e a Fera. Não é que o filme seja tão diferente do conhecido – na realidade, o principal acaba no mesmo, com poucos detalhes que se diferem –, mas, o modo a nova produção foi feita me chocou – e me impressionou. 
Com um roteiro riquíssimo em detalhes, uma direção espetacular e efeitos visuais de deixar qualquer um abismado, é um filme digno das melhores produções de hollywoodianas. É visível que o público-alvo, dessa vez, são os jovens e adultos, já que há cenas mais maduras, de brigas, nudez e até mesmo ação. Detalhes mais infantis, como as mobilhas falantes e o aspecto do castelo em si foram amadurecidos, adaptados de uma maneira muito inteligente para que, ao mesmo tempo que o telespectador não sentisse a falta deles, entrasse no clima adulto do filme. 


É claro que o filme também possui o famoso romance, contudo, dessa vez é claro como a ação, o suspense e a aventura são partes essenciais para a obra como um todo. Não é apenas sobre um aspecto, mas como tudo se encaixa, no fim, com até mesmo um toque de realismo – excluindo, obviamente, a magia dos contos de fada. Trata-se de um longa que traz em pauta uma reflexão sobre a coragem, a simplicidade e o altruísmo. Certamente, assuntos que já eram presentes em versões anteriores, mas que, agora, tomam mais espaço e importância – ao mesmo tempo que não deixam de serem partes de uma grande história de magia, mas, principalmente, de amor. 


    Olá, pessoal! Hoje, aqui no Entre Páginas e Telas, vou falar sobre a adaptação de uma das minhas séries distópicas favoritas, que teve o último volume lançado há pouco no Brasil: essa é a resenha do filme Divergente. Apesar de só estrear em terras brasileiras no dia 17 de Abril, eu já vi o filme e conto a seguir minha opinião para vocês. 

     Divergente, a adaptação do primeiro volume da série de livros homônima de Veronica Roth, é uma das muitas adaptações que estão sendo lançadas nos cinemas, agora que há um enorme espaço – antes, tão amplamente ocupado por Harry Potter, Crepúsculo e Jogos Vorazes – nos corações dos espectadores mais jovens. Teve sua estreia nos Estados Unidos na última sexta-feira, 21 de março, e arrecadou 56 milhões até o dia 23 (estimativa do Box Office Mojo). Com a estreia marcada no Brasil para o dia 17 de abril, entretanto, os fãs brasileiros ainda sofrem da curiosidade: terá Divergente feito jus ao livro? 

    Antes de tudo, deixo claro que sou fã da série de livros criada por Veronica Roth. E, como já é amplamente conhecido por todos que leram os livros de alguma série e depois assistem à adaptação, é difícil não criarmos algumas expectativas, especialmente quando gostamos muito da estória. Preciso dizer o quanto fiquei feliz, levando isso em conta, quando me deparei com um filme tão fiel ao livro. Mas, vamos por partes...

   Dirigido por Neil Burger (O Ilusionista; Sem Limites), Divergente conta a história de uma sociedade futurística que, depois de abalada por uma guerra, se dividiu em cinco facções para uma melhor organização do sistema: Erudição, a facção dos inteligentes, Franqueza, a dos sinceros, Abnegação, a dos altruístas, Amizade, a dos gentis, e Audácia, a dos corajosos. Ao completar dezesseis anos, jovens precisam fazer uma escolha, e decidir em qual delas desejam viver pelo resto de suas vidas. Beatrice Prior faz uma escolha que surpreende a todos, e deve agora lidar com os testes que precisa passar para tornar-se definitivamente um membro de sua facção de escolha. O que ela esconde, entretanto, é que é Divergente – o que significa que ela não se encaixa em apenas uma categoria –, já que isso significaria sua morte certa. Quando Tris descobre um crescente conflito que pode ameaçar destruir a sociedade tão cuidadosamente construída, ela precisa tentar salvar aqueles a quem ama, antes que seja destruída. 
    Estrelando Shailene Woodley como Tris e Theo James como Quatro, a atuação é sem dúvidas a característica mais marcante da adaptação. Com uma protagonista feminina, tudo indica que alguns clichês irão se repetir, mas Tris consegue quebrar a todos – ela é forte, corajosa, mas, acima de tudo, não é conformada com as circunstâncias. O modo como Shailene Woodley transmitiu a essência da personagem para as telas foi impressionante. As expressões da atriz, a dor e a alegria foram quase palpáveis, tão sinceras, e esse padrão se manteve durante toda a longa. 
    Theo James também se destaca, dando vida a um Quatro um tanto mais charmoso do que o original, mas extremamente fiel: corajoso, pragmático, “cru”, mas galante. A química entre os dois atores, além disso, é enorme. O romance – assim como no livro – não é idealizado, mas extremamente real. É um daqueles raros casos em que os dois atores principais conseguem incorporar a estória de modo quase assustador, deixando quem assiste ao filme crente de que tudo realmente aconteceu. 

    Talvez por toda essa química, senti um pouco de falta dos detalhes sobre relacionamento dos dois. Não é que ele ficou apagado – pelo contrário, quando há cenas românticas não há como desviar os olhos da tela –, todavia, eu não teria me importado em ver um pouco mais da relação entre Tris e Quatro.  
    Vale também mencionar o elenco de apoio, com Jai Courtney (Eric) se destacando em qualquer cena que apareça, interpretando o cara malvado, e Ashley Judd e Tony Goldwyn que, mesmo com pouco espaço na longa, não poderiam ter sido melhores como pais de Tris. Também há Kate Winslet (Janine), a vilã do filme, outra atriz impecável que consegue revoltar o espectador (e parecer entediada e cheia de si como um verdadeiro membro da Erudição!) em todas as cenas.
    A caracterização e o modo como as facções, tão importantes para a história, foram demonstradas foi incrível. Tudo, desde o vestuário dos figurantes até mesmo o visual da Chicago futurística ficou impecável, com efeitos especiais intensamente críveis. Há muitas cenas de ação, é claro, e em todas elas conseguimos captar a atmosfera que Divergente deseja passar: a de um plot enérgico e, a sua maneira, cruel. Não há nada idealizado, nem todos são felizes e muitos erros pessoais são cometidos, e é justamente isso que atraiu milhões de fãs à série de livros. Somando-se a isso, há o fato de que o final do filme é utilizado de um modo muito mais astuto do que o original, sem mudar o desenrolar dos fatos e seus objetivos. 
    Mesmo que o elenco tenha sido elogiado de modo extenso nas resenhas dos Estados Unidos, o filme não foi exageradamente bem recebido pelos críticos americanos, e a maior crítica foi a mesma: a dificuldade de entender a história, além de ela parecer pouco plausível. Realmente, olhando pela perspectiva de quem não leu os livros, isso é verdade, e, em minha opinião, o único defeito da adaptação. Faltou sim, um pouco de explicação, mesmo que essa dúvida seja também existente (porém em menor proporção) no primeiro livro. 

    Se, porém, levando em consideração que a história precisava ser condensada de algum modo em meras horas, acredito que foi feito um ótimo trabalho da parte do diretor, Neil Burger, e dos roteiristas, Evan Daugherty e Vanessa Taylor. Foi uma das minhas coisas favoritas sobre o filme: o modo como não há cenas importantes excluídas, como só houve pequenas mudanças, e em nada que fosse necessário (a única exceção para essa afirmação é o fato de Uriah não ter aparecido no filme, ainda que, segundo os produtores, ele terá um papel maior em Insurgente).
     A trilha sonora é outro ponto alto, com Ellie Goulding caindo em peso nas cenas importantes. As músicas que compõem a trilha, no geral, são extremamente variadas, e foram crucias para o filme como um todo, completando de forma magistral as situações vividas. Fiquei encantada com as músicas, e já tenho boa parte delas na minha playlist
     Foram citadas, em jornais e resenhas sobre o filme, várias comparações com Jogos Vorazes, mas acredito que isso deve-se mais ao fato de a estória se tratar de uma distopia com uma personagem de atitude, do que com o desenrolar dos fatos em si. Garanto prontamente que não há semelhanças – além do óbvio – entre as duas séries, tanto na literatura quando no cinema.

     Por fim, posso afirmar, com certeza, que Divergente entrou para minha lista de adaptações favoritas. Se você é um fã da trilogia, creio que amará o trabalho feito com a adaptação; e, se ainda não leu os livros, estou certa de que o filme irá lhe convencer a tanto. É uma versão mais afiada, sem tanta procrastinação e possuidora de muita ação, do livro, ao mesmo tempo que explora os mesmos temas que Roth, sobre individualismo e escolhas. Esse é dos raros casos em que o filme é tão bom quanto o livro no qual ele foi baseado. 


Olá, pessoal! O Entre Páginas e Telas desse sábado vai falar um pouco sobre a adaptação do bestseller de Stephen Chbosky, As Vantagens de Ser Invisível. O filme foi sucesso de bilheterias e teve como protagonistas Logan Lerman, Ezra Miller e Emma Watson, nossa eterna Hermione, e aqui dou dinha opinião sobre ele. Vamos lá?

   
Capa nacional original do livro, e o pôster americano do filme. 

    Ambientado no começo dos anos 90, em As Vantagens de Ser Invisível conhecemos Charlie, um adolescente de 15 anos, que está começando amadurecer e explorar a vida. Ele tem muitos desafios para enfrentar: o recente suicídio de seu único e melhor amigo, as dificuldades escolares, seu primeiro amor e suas próprias questões existenciais. Entre tudo isso, ele precisa descobrir quem ele é e a que lugar pertence, e, acima de tudo, Charlie quer deixar de ser apenas um expectador e começar a atuar em sua própria vida. 
Quando ele conhece Sam e Patrick, dois irmãos que, como típicos adolescentes, acreditam em aproveitar a vida, a rotina de Charlie passa por muitas mudanças. Ele aprende sobre amizade, sobre como enfrentar situações totalmente novas, e como conviver com pessoas que são completamente diferentes dele. Charlie embarca em um processo de mudança e aprendizado incrível, nos levando juntamente com ele – e, sem mais, nos fazendo sentir infinitos.

     Apesar de todo o sucesso que o filme fez quando foi lançado, decidi que iria ler o livro primeiro. Me surpreendi demais com a obra dramática, tocante e extremamente real que Stephen Chbosky escreveu, e, após ter devorado o livro em menos de um dia, é claro que não podia esperar para conferir se a adaptação fazia jus à versão original.
     Minha primeira ressalva com o filme foi o elenco — não por não gostar do trabalho deles, muito pelo contrário —, por acompanhar a carreira dos atores: achei que iria acabar “confundindo” personagens. Felizmente, não poderia estar mais enganada. Os representantes de Charlie (Logan Lerman), Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson) têm atuações brilhantes, do tipo que conseguem transmitir ao leitor exatamente a profundidade que é sentida no livro. Com o uso de muita sutileza, uma trilha sonora magnífica e um drama dosado e bem construído, o filme transporta-nos a uma viagem marcante. 


     A direção do filme ficou por conta do próprio autor, Stephen Chbosky, e isso garantiu que a essência singular da obra fosse mantida. Há várias cenas semelhantes às do livro, com apenas algumas pequenas alterações, e acredito que os fatos foram adaptados na medida correta, muitas vezes mesclando cenas menos importantes e criando, assim, uma “mistura” que consegue ser manter-se fiel à obra, ao mesmo tempo que transmite um caráter mais jovem e inovador. 
    Tratando-se de adaptações, é sempre difícil para um fã compreender e aceitar completamente o conteúdo delas. Sentimos falta de cenas, situações e personagens, apesar de sabermos claramente que mudanças que podem (e vão!) ocorrer. Em As Vantagens de Ser Invisível, o que mais me incomodou, em relação à esse aspecto, foi a falta de desenvolvimento do relacionamento de Charlie com sua irmã, Candace (Nina Dobrev). Alguns fatos — que são extremamente importantes para o crescimento pessoal tanto de Charlie, quanto de sua irmã — foram suprimidos, e senti falta do companheirismo que é notável no livro, mesmo com todos os problemas pelos quais os irmãos passam. 
     Por outro lado, o filme supera o livro no quesito de humor. Há várias falas muito engraçadas adicionadas, e a maioria fica por conta do personagem de Ezra Miller (que atuou incrivelmente!), Patrick. Ele é simplesmente hilário na adaptação, e mais de uma vez me peguei dando gargalhadas com as tiradas do personagem. O drama pessoal pelo qual ele passa também ganhou destaque, e consegue comover o espectador, que aprende a gostar ainda mais de Patrick nessa versão. 


     Assim como na obra, temas polêmicos são retratados no decorrer do filme. Suicídio, relacionamentos, o uso de drogas e homossexualismo, entre outros temas, são apresentados na tela de maneira sutil, mas ainda sim concisa, o que estimula quem assiste ao filme a não encarar essas situações como algo distinto, mas parte de quem os personagens são. 
    É difícil expressar em palavras como esse livro me tocou, e o filme conseguiu, também, comover-me de modo parecido. A abordagem singular do livro o difere de todos os outros, e talvez, por isso, não seja uma obra que todos consigam gostar ou compreender, já que conta com pontos profundos e até um tanto poéticos. A adaptação conseguiu captar essa essência, mesmo que de modo um pouco diferente, e está extremamente recomendada. Ela, definitivamente, vai te fazer parar para refletir sobre a vida e as situações que a compõem — e tudo isso ao som de músicas incríveis.

E você, já assistiu ao filme/ leu o livro?


Olá, pessoal. É com muita alegria que trago à vocês a resenha do filme mais esperado do ano. Com vocês, minha opinião sobre Em Chamas!

 
              Poster oficial e nacional do filme. Capa nacional do livro publicado pela Rocco.

    Katniss teve a infortunada ideia de desafiar a Capital ao sugerir à Peeta que se matassem na arena, para não cederem e, assim, entregar à Capital um vencedor.
    Quando nossa protagonista – já presente no Distrito 12 – pensa que o risco é mínimo e que seu desempenho ao fingir que ama Peeta está produzindo resultados estimados, depara-se com uma perigosa visita: a do presidente Snow. É com sutis ameaças que Katniss percebe que terá que sacrificar o resto de sua vida para manter o presidente longe de si e de quem ama.
    Mas talvez Snow já houvesse encontrado um modo mais fácil de matar os desafiantes sem que o povo desconfiasse ou questionasse suas mortes. Um destino que nem Katniss foi capaz de prever.
    O Massacre Quartenário é feito a cada 25 anos de Jogos Vorazes, onde as regras tomam rumos diferentes, e onde as mortes são diversificadas e, para os expectadores, mais divertidas. Todos esperavam qualquer mudança no Massacre Quartenário que ocorreria naquele ano – aumento do número de tributos mandados, um ambiente mais hostil do que o comum, e etc – menos a escolha que foi tomada. Haveria um sorteio entre os vitoriosos de todos os anos em todos os distritos, e, um homem e uma mulher deveriam retornar para arena.
    Agora Katniss não só voltará para o local de seus pesadelos, como terá que lutar com os vitoriosos, ou seja, os melhores dos assassinos existentes. 
    Mas havia outro problema: Peeta também voltaria para arena, e dessa vez, somente um poderia sair vivo.
    
    Um filme que todos deveriam assistir. Em Chamas tem a capacidade de tocá-lo, de fazê-lo prender a respiração e de fazê-lo chorar.
    Nessa adaptação temos a direção de Francis Lawrence (diretor de Água para Elefantes), que teve um total sucesso em seu trabalho, levando em conta a fotografia nítida e chamativa, as imagens com mais uso de tecnologia — em relação ao Jogos Vorazes — e a montagem da comprida história em um tempo pequeno, de modo que não ficasse cansativo, muito menos excessivamente rápido, para melhor a reflexão do telespectador.
    O cenário estava claramente ligado as emoções dos personagens, assim como as cores usadas. A trilha sonora contribuiu inteiramente para a comoção do receptor, e os diálogos, todos, sem distinções, eram de natureza épica e impactadora. A junção de todas essas artimanhas contribuiu para que a entrada do contempladores na trama. Nunca foi tão fácil se sentir nesse ambiente não hostil e assustador.
    O elenco se mostra um dos mais bem constituídos dos quais já tive contato. Jennifer Lawrence — atriz que interpreta a protagonista Katniss Everdeen — domina a maioria das cenas, com sua beleza física, a confusão da personagem e a imagem de fortaleza, que consegue transmitir com êxito. Já o personagem Peeta Mellark (Josh Hutcherson), não foi tão focado como no primeiro filme. Isso ocorreu pelo excesso de personagens quase tão importantes quanto ele. Finnick (Sam Claflin), mais um galã adicionado à essa distopia, foi uma grande surpresa para mim, assim como Johanna (Jena Malone). Ambos atores tinham tudo para não se encaixarem nos personagens, mas mostraram o quanto errada eu estava.
    Outro personagem marcante foi o Presidente Snow (Donald Sutherland), que fez qualquer temê-lo. Nesse volume, realmente conseguimos compreender melhor sua natureza bruta e insensível. Também há como entender melhor Primrose (Willow Shields), que se mostra diferente da menina inocente, confusa e dependente do primeiro filme. Neste, Prim está muito mais madura, como se tivesse envelhecido e aprendido a cuidar de si mesma, e até mesmo dos outros. 

Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e a irmã, Primrose (Willow Shields), em 'Jogos Vorazes: Em Chamas

    Contudo, independente dessas carinhas bonitas selecionadas, as atuações foram além do imaginado e cumpriram com seu papel. São poucos os filmes que conseguem uma atuação satisfatória quando o principal objetivo é conseguir avatares bonitos para seus personagens.
    Acredito que outro motivo pelo qual o filme tenha tido tanto triunfo seja porque ele seguiu com certa exatidão a linearidade do livro. Somente algumas cenas foram cortadas, e, muitas delas, realmente sem importância no contexto geral. 
   As lutas na arena foram emocionantes, muito mais que no filme Jogos Vorazes, até porque, os participantes eram mais treinados e experientes. Toda a ação desse filme fez o telespectador tremer em seu acento, sufocar gritos e roer as unhas. Nada foi simples, nada foi desestimulador nesse filme. 
    Algumas cenas foram demasiadas cruéis, sendo elas de chicotadas, de espancamento seguido de morte, tiros na cabeça... A trilogia Jogos Vorazes só é uma descoberta grande para o publico adolescente e adulto pela sua "veracidade" e a falta da visão romântica que temos em outros filmes, como exemplo, Crepúsculo. 
    Outro brilhantismo nessa adaptação que tenho obrigação de apresentar foi a alternância do "clima". Assim que tínhamos contato com uma cena estimulante e eufórica, uma cena triste e tocante vinha logo depois; esse equilíbrio fundamental foi imposto no filme inteiro.
   A adaptação de Jogos Vorazes e Em Chamas acaba sendo até melhores que os livros — escrito por Suzanne Collins e publicados no Brasil pela Editora Rocco — que tem uma narrativa pobre e quebrada. Mas a reflexão por parte do receptor é a mesma nas citadas obras: um governo autoritário passando por cima dos direitos dos cidadãos de uma nação; uma classe mais privilegiada que as demais; a ideia de panem et circe (pão e circo) — que pode ser comparada aos estádios de futbol, feitos pelo governo para distrair a população; e as rebeliões, que, apesar de oprimidas, ganham força. Será que Em Chamas não inspira exatamente os jovens brasileiros — e os do mundo inteiro — que tem fome de justiça?
    Bem, levando em conta tudo isso, não há como Em Chamas ter pecado em algo, há? 



Oi, pessoal! O Entre Páginas e Telas de hoje é sobre Cidade dos Ossos, adaptação do best seller de Cassandra Clare. Depois de muita polêmica e expectativa, eis que o filme já foi lançado há algum tempo, e, depois de assistir e re-assistir, direi qual foi minha opinião sobre ele. Vamos lá?

  
Capa original do livro, publicado aqui no Brasil pela Galera Record, e o poster oficial do filme. 

   Primeiramente, preciso dizer que sou uma imensa fã da série criada por Cassandra Clare, e é sempre difícil para um fã dos livros não terminar comparando a adaptação com a obra original. É claro que todos nós sabemos o significado de uma adaptação — todas as mudanças que ocorrem na história, nas escolhas de elenco e nos efeitos especiais —, e, como uma leitora assídua, já assisti várias dos livros que gosto e acabei me decepcionando em excesso.
    O filme Cidade dos Ossos não foi exatamente uma decepção, mas também não me surpreendi com o que assisti. Tentei, desde o começo da liberação dos materiais de divulgação, não criar expectativas acerca do filme — é claro que isso não funcionou.
   O roteiro do filme é, a meu ver, o primeiro e principal ponto negativo da adaptação. Muitas cenas foram modificadas desnecessariamente, e algumas das principais cenas do livro simplesmente não existiram. É claro que entendo que o filme precisa ser mais “comercial” do que o livro, mas se as tais cenas tivessem apenas sido mantidas, o filme teria o mesmo (ou até um maior) apelo ao público. Muitas das falas dos personagens, além disso, foram mantidas, mas de uma maneira que acabou sendo totalmente sem nexo para alguém que já não conhecia a história, como se estivessem apenas "soltas" pelo script. O humor e sarcasmo de Jace, por exemplo, ficou um pouco forçado, e o personagem, que consegue arrancar risadas com toda sua arrogância no livro, terminou sendo apenas divertido.


   A escolha dos personagens foi o que mais gerou polêmica desde que o cast foi anunciado, e preciso comentar sobre minhas impressões sobre cada um. Primeiramente, a maior surpresa em questão de atuação foi Robert Sheehan, como Simon. Ele conseguiu ser um Simon muito mais agradável, mais apelativo do que o dos livros, nos fazendo acreditar em seu amor por Clary. A atuação de Lily Collins foi boa, transmitindo com perfeição a Clary do primeiro livro: confusa mas corajosa, amiga e apaixonada. Surpreendentemente, não gostei Kevin Zegers como Alec. Juro que não sei o que aconteceu, já que estava satisfeita com a colocação dele no elenco, mas, apesar de retratar o Alec antipático, chato e ciumento, mas ainda leal, do começo da série, alguma coisa na atuação de simplesmente não funcionou.
    A Jemima West como Izzy estava coerente, mas muito da personalidade da personagem foi apagada. O prêmio de melhor atuação, entretanto, fica dividido entre dois atores: Lena Headey e Godfrey Gao, que conseguiram roubar a atenção em qualquer cena que aparecessem. A atuação dos dois foi divina, e eles são simplesmente perfeitos para os personagens. Fiquei triste pelo papel de ambos ser tão reduzido nesse primeiro filme, e (apesar de detestar a Jocelyn nos livros) não posso esperar para ver mais dos dois. 
    Por fim, não posso deixar de citar Jamie Campbell Bower, a grande polêmica das escolhas do cast. Apesar de muitas fãs não terem gostado da escolha, para mim, ela foi excelente. O Jamie é o meu Jace? Não. Acredito que ele tenha toda a beleza incomparável que é descrita no livro? Não. Contudo, sei o quanto ele doou de si para o personagem, como ele colocou sua alma na atuação, e isso foi o que mais me agradou. Sem contar que a química entre Jamie e Lily é inegável, o que só aprimorou o romance dos dois na tela.


    Senti falta, em questão de roteiro, de duas cenas que serão cruciais para a continuação da série. A primeira é Valentim fugindo com o Cálice — que no filme ficou com a Clary — o que, em Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro, desencadeia uma série de acontecimentos. A segunda é Jace pegando o pedaço partido do portal com a imagem de sua casa de infância, após a fuga de Valentim. Isso seria muito, mas muito importante, já que Jace passa grande parte do segundo e terceiro livro com o tal pedaço de vidro, o que traz a tona toda a melancolia e reflexões do personagem.
    Em síntese, o filme foi bom, com cenas de ação bem construídas, efeitos especiais muito críveis. A maquiagem e o figurino são o que mais chamam atenção, com cenas fortes sem o apelo ao ridículo, sem forçar demais. A resolução do grande enigma do filme foi dada ao telespectador, em uma jogada que evita toda a repercussão e polêmica que seria um suposto incesto em uma série adolescente, e o filme deixa muitos ganchos, que provavelmente serão explorados na sequência.
    Se gostei do filme? Sim. Porém, eu esperava muito mais. Espero que, na adaptação de Cidade das Cinzas, os personagens sejam mais bem trabalhados e o filme seja um pouco mais fiel ao livro. Também estou curiosa para ver como alguns pontos cruciais da história se desenvolverão, já que muita coisa foi mudada. Para aqueles que ainda não leram os livros, fiquem conscientes de há spoilers. Apesar de todos os pontos negativos, eu recomendo o filme a todos, mesmo que não sejam fãs da série. Podem ter certeza de que é um filme que vale a pena ser visto, mesmo que só pela sua história incrível. 

Quem já assistiu o filme? Concorda ou discorda com minha opinião? Me diga nos comentários!


Oi, pessoal! Nesse Entre Páginas e Telas falo sobre a adaptação de "Um Porto Seguro", do autor Nicholas Sparks (que, a propósito, estará aqui no Brasil esse ano para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro). Alguém aí já leu o livro/ assistiu o filme? Deixem suas opiniões nos comentários!

 
Capa original do livro, publicado pela Novo Conceito no Brasil, e a pôster brasileiro do filme.

  Assistir a filmes adaptados sempre é algo complicado, já que frequentemente criamos muitas expectativas sobre o enredo. Os filmes baseados nas obras de Nicholas Sparks são um ótimo exemplo disso. Já li algumas obras do autor, e, apesar de Sparks ser um grande nome no quesito romance, os clichês habituais em seus títulos sempre me incomodaram um pouco. É claro que há exceções, mas a história quase sempre é a mesma: a mocinha, o mocinho, tragédias, beijos na chuva e, bam!, uma grande história de amor.
   Um Porto Seguro não é grande exceção à regra, apesar de ter algumas situações ainda não exploradas pelo autor. No início do filme nos deparamos com Katie (Julianne Hough), uma moça que depois de fugir, decide recomeçar sua vida em uma pacata cidade da Carolina do Norte. Lá, ela começa a trabalhar como garçonete em um restaurante local e aluga uma casa afastada da cidade, onde conhece sua simpática e misteriosa vizinha, Jo (Cobie Smulders). Entre idas e vindas na cidade ela também conhece Alex (Josh Duhamel), um viúvo com dois filhos pequenos, que demonstra interesse na moça, e, assim como ela, também possui uma história para contar.

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(Atenção, os trechos abaixo contêm spoilers do livro/filme.)
   Se você leu o livro antes de assistir ao filme, sabe que o livro é muito mais claro no quesito da história. O suspense que foi imposto ao filme, porém, foi um dos melhores atrativos da longa. A história vai se revelando aos poucos, e conseguimos nos afeiçoar pelos personagens principais e suas trajetórias. Katie está machucada e é hesitante em aceitar Alex em sua vida, mas, depois de várias tentativas do viúvo acaba cedendo, e é aí que a história de amor água com açúcar se inicia – temos passeio de barco, chuva e brincadeiras na praia para adicionar a grande lista de clichês. Não me entenda mal, não é um filme ruim ou mal produzido – os atores são ótimos, as cenas bonitas e bem enquadradas – mas a trama não é original e não se destaca de vários outros filmes de romance.
   O final se sobressai, entretanto, por movimentar um pouco a trama. Temos cenas de suspense, e a revelação dos segredos dos personagens. As cenas são mais frenéticas, verdadeiras, e confesso que foram minhas partes prediletas do filme. Alguns elementos importantes da história original foram cortados, algumas cenas apressadas, mas nada que tenha afetado a essência da trama. 
    É, por fim, um filme romântico que passa nada mais do que uma história de amor. Os filhos de Alex acrescentam um charme à história, o final consegue surpreender o expectador e a trilha sonora é ótima; Ainda sim, apesar de ter gostado da adaptação, acredito que meu maior problema seja com o livro – com a história em si –, e não com o filme. Recomendo aos românticos, aqueles que gostam das histórias de amor mornas, à moda antiga, que ficam melhores junto com tempo frio e uma música lenta. Porém, se você não tem paciência para esse tipo de filme mais meloso, acredito que Um Porto Seguro não seja a história correta para você.



Olá, leitores! Como está sendo o feriado para vocês? Ontem eu e a Gabi aproveitamentos o tempo para irmos na estréia de A Hospedeira. Vocês acreditam que estamos esperando por esse filme há 3 anos? Finalmente pudemos contemplá-lo e aí está minha opinião sobre essa adaptação:

     
                                                      Capa original do livro e pôster do filme. 


   O Planeta Terra foi invadido por almas que usam os corpos humanos como hospedeiros. Almas boas, pacíficas, que acreditam estar salvando o mundo da destruição que nossa espécie, mais cedo ou mais tarde, causaria.
   Mas há grupos de humanos que lutam contra essa dominação. Eles estão escondidos em lugares onde as Almas ainda não tomaram, e, no entanto, são pegos constantemente. É por um descuido que Melanie, uma humana rebelde, é cercada e capturada. Seu corpo foi destinado à uma alma experiente e inteiramente boa, Peregrina, que recebe frequentemente lembranças gravadas no cérebro de seu novo corpo. 
   Porém Peregrina se depara com uma situação nunca experimentada antes, mesmo tendo habitados tantos outros mundos. A verdadeira dona do corpo – Melanie – está resistindo dentro de si, e insiste para que a Alma não conte à seus semelhantes onde os demais rebeldes se encontram.
   Peregrina fica sensibilizada e decide ajudar a humana presa em sua mente. É dessa forma que se vê procurando os rebeldes no deserto, sem ao menos saber que poderia ser rejeitada por eles, e na pior das hipóteses, ser morta. 

   Levando em conta a história complexa – e o que ela exigiu dos roteiristas, atores, produtores em geral – a adaptação do livro A Hospedeira foi impressionante. Como a maioria de adaptações, alguns acontecimentos bem importantes foram cortados ou modificados para se encaixarem no tempo, mas todas as informações fundamentais foram bem apresentadas ao telespectador. 
   A atuação de Saoirse Ronan (Melanie e Peregrina) foi admirável. Não tirando o mérito de Max Irons (Jared) e Diane Kruger (a Buscadora) que representaram personagens difíceis e instáveis. Como não suspirar com as cenas de amor Peregrina e Ian? Todas elas foram feitas de modo harmonioso. Afinal, A Hospedeira não seria uma história especial se envolvesse somente ficção científica.
   Os efeitos especiais é algo que não posso reclamar. As Almas em seu estado de origem ficaram incríveis, assim como os olhos dos humanos habitados. O cenário onde maior parte do filme se passa foi detalhadamente construído, baseado no livro de forma rigorosa. 
   O modo em que Melanie e Peregrina se comunicaram ficou estranho, mas não haveria forma melhor de transmitir esses acontecimentos. O desenvolver do relacionamento entre a hospedeira e a parasita foi correto no tempo, e no final do filme, emocionante. 
   Senti que faltou algo? É claro que sim, mas isso é completamente normal. Eu senti que faltou tempo para colocar outras cenas menos importantes, mas não menos especiais. Posso afirmar com convicção que o filme A Hospedeira não me decepcionou como os filmes da saga Crepúsculo – da mesma autora – fizeram.
   Indico à todos assistirem essa adaptação maravilhosa. É um filme para suspirar, chorar, rir, exclamar e admirar, é claro. Ignorem seus erros e apreciem essa história inteligente e comovente.



Olá, leitores! Como estão? Hoje, no Entre Páginas e Telas, vamos falar sobre Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Quem não ama esse mundo?

 

Sinopse do Filme.
Lúcia , Susana , Edmundo e Pedro são quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena 2ª Guerra Mundial. Eles vivem na propriedade rural de um professor misterioso, onde costumam brincar de esconde-esconde. Em uma de suas brincadeiras eles descobrem um guarda-roupa mágico, que leva quem o atravessa ao mundo mágico de Nárnia. Este novo mundo é habitado por seres estranhos, como centauros e gigantes, que já foi pacífico mas hoje vive sob a maldição da Feiticeira Branca, Jadis , que fez com que o local sempre estivesse em um pesado inverno. Sob a orientação do leão Aslam, que governa Nárnia, as crianças decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio de Jadis.

Resenha.
Nárnia foi um filme que não me decepcionou em nenhum sentido, por mais que eu tenha tido contato primeiramente com sua adaptação e depois, com sua obra literária. 

    Achei incrível o mundo apresentado por C.S. Lewis: os diversos seres mágicos, a luta eterna entre o bem e o mau, e os maravilhosos personagens que tivemos chance de conhecer. Como não amar a pequena Lúcia, o fauno Tumnus, e o nosso leão Aslam? 
    Infantil? Um pouco, mas o autor sempre soube evoluir conforme nossos personagens se mostravam mais maduros. Os sete livros de Nárnia tiveram um enredo original e divertido, porém, o mais importante é que sempre nos transmitiram lições. 
    O filme é cheio de imagens impressionantes e leais. O roteiro não segue à risca o livro, mas não teve a liberdade de se mostrar muito diferente. Os atores tiveram sucesso em incorporar os personagens, principalmente Tilda Swinton, que fez o papel da Feiticeira Branca (Jadis), e Georgie Henley, que fez nossa pequena Lúcia. 
   Defeitos? Não sei apontar, nem para sua adaptação, nem para sua obra literária. Nárnia é o tipo de história que o leva novamente para infância e o faz desejar violentamente um dia poder conhecer esse lugar magnífico. Indico sem dúvidas o filme e o livro O leão, a Feiticieira e o Guarda-Roupa. Vocês não vão se arrepender!




Olá, leitores! Hoje falaremos do filme A Última Casa da Rua, no Entre Páginas e Telas! Vamos conhecer mais sobre esta curiosa história?

    
Capa do livro, lançado no Brasil pela Editora iD, e Postêr do filme. 

Sinopse do Livro.
   No livro, os autores Lily Blake, David Loucka e Jonathan Mostow contam a história da jovem Elissa e sua mãe que, em busca de uma nova vida, encontram a casa dos sonhos em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. A cidade tem um mistério. Um assassinato aconteceu bem na casa ao lado.
   Uma garota matou os pais de forma brutal e desapareceu. Hoje, quatro anos depois, apenas Ryan, o misterioso irmão mais velho, mora sozinho naquela mesma casa, sombria e esquecida no tempo. Indo contra tudo e contra todos, Elissa acaba se envolvendo amorosamente com o estranho rapaz. O que ela não sabe é o quão perigoso esse jogo pode se tornar…
   Não espere ver adolescentes sendo perseguidos por forças sobrenaturais ou um desfecho daqueles que já “sacamos” ainda na metade do livro. A trama é criativa, com muitos “não acredito!” pelo meio do caminho.    E a sequência final é de tirar o fôlego, com muita ação.
Antes de sentir o medo… Antes de conhecer a dor… É preciso voltar para onde tudo começou.


Resenha do Filme.
    Esse filme foi totalmente surpreendente para mim, principalmente porque a história tinha tudo para ser clichê e monótona... 
   No começo dessa adaptação me senti totalmente traída, acreditava que a história seria inovadora; mas não, o roteiro do filme era básico, fraco e previsível. 
   Contudo, insisti nele, mesmo ciente de que poderia ter uma grande decepção. E foi dessa forma que comecei a ficar confusa com os acontecimentos, já que começaram a sair da “solução” que eu criara em minha mente. Afinal A Ultima Casa da Rua não era tão previsível assim!? 
    A surpresa foi impactante em seu final. Primeiro, fiquei satisfeita em saber que o assassino não era dessa forma porque simplesmente escolheu. Havia toda uma história anterior, cheia de erros, culpa, e desequilíbrio na infância. Problemas na infância viram, muitas vezes, traumas irreversíveis... 
   Até alguns personagens que acreditei serem neutros e indiferentes, faziam parte de uma rede de erros que levaram tais mortes acontecerem na ultima casa da rua. 
   Entretanto, por mais que eu começasse a entender a história surpreendente, ainda faltava algo. E tudo foi explicado na ultima cena, uma cena de segundos que me deixou sem fala e pensativa.
   Indico o filme para todos que quiserem um suspense com uma história impactante! Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas espero que em breve, eu experimente e possa contar a experiencia para vocês!


     Toda vez que me deparo com um novo fenômeno mundial da literatura, sinto-me injustiçada por ter apresentar meus pensamentos, afinal, fenômenos são fenômenos, e, como o próprio significado da palavra diz, não podem ser explicados.  No entanto, como se manter longe de tal obra? Sim, meus queridos leitores: hoje, falaremos sobre Jogos Vorazes! E que a sorte esteja sempre à nosso favor...


Confira também a resenha do primeiro e do segundo livro da série, que está disponível aqui no PL.

       Capa do livro, lançado no Brasil pela Rocco, e pôster nacional do filme. 
  

   O mundo que conhecemos não existe mais. Após várias catástrofes, o pouco que restou  de nosso planeta foi dividido em 13 Distritos, todos comandados pela Capital. Contudo, houve uma época em que os distritos se rebelaram contra sua governadora e lutaram violentamente contra a dominação, sem que pudessem encontrar sucesso algum. O Distrito 13 foi dizimado, enquanto os outros, restabeleceram a ordem criada pela Capital e deixaram que a obediência os tomassem novamente.
   Assim nasceram os Jogos Vorazes, usados pela capital como um modo de mostrar aos Distritos que são controlados e que nunca mais deverão se tornar rebeldes novamente.  Os Jogos Vorazes são um evento onde colocam dois sorteados de cada distrito — um menino e uma menina — dentro de uma arena com o objetivo de somente um sobreviver.
    Katniss teve a infelicidade de nascer no Distrito 12, um dos distritos mais pobres de Panem, anos depois dessa revolta.  Sem opção,  inscreveu-se mais de uma vez no sorteio do Jogos Vorazes para que pudesse receber mais a comida que lhe era tão escassa.  Prim, sua irmã mais nova de doze anos, foi obrigatoriamente inscrita, já que, todos nessa idade deveriam ter seus nomes somados aos demais.  E é dessa forma que Prim foi escolhida para entrar na arena dos Jogos Vorazes, e matar todos os outros competidores dos demais distritos, para que enfim, pudesse voltar para sua casa sã e salva.
   Contudo, Katniss não pode deixar que levassem sua irmã, inocente e indefesa, e se voluntaria para representar seu Distrito. E agora? Será que Katniss conseguirá acabar com os outros competidores e voltar para seu Distrito? Lembrando que nos Distritos mais ricos, os competidores são treinados a vida inteira para tal feito... A morte.
    Quero informa-los que assisti primeiro o filme e depois li o livro, então tais depoimentos e análises poderão ser vistas de formas totalmente diferentes, e que, por minha escolha, além de opinar somente o roteiro e o livro, também tomarei posição com relação à autora e os atores da adaptação.
     Como de costume, eu e a Gabi Prates decidimos assistir o tal famoso Jogos Vorazes assim que foi lançado. Nunca fiquei tão boquiaberta com uma adaptação: com as imagens, a emoção que o filme exalava. Senti-me em todo momento na pele de Katniss e então eu acabei descobrindo mais uma paixão ao abandonar a sala de cinema. A partir daquele momento, comecei a venerar a escritora sem ter nunca tocado no livro. Mas esse mês, reservei meu tempo para o tal fenômeno; e porque não? Então me deparei com uma pequena decepção.
     O enredo é ótimo, obviamente, e não posso diminuí-lo em nenhuma ocasião. No entanto, o que percebi na obra literária foi que Suzzane Collins não tinha experiência alguma na escrita. Com uma história tão boa, notei que a autora não transmitia nem a metade do entusiasmo que deveria transmitir diante a situação de nossa protagonista. Outro ponto, foram suas pontuações, que eram exageradas e quebravam ritmo do “momento”.  Mas o que mais teve impacto sobre mim, foi quando minha fraca memória recordou de alguns filmes que tinham a mesma base de Suzanne Collins. O filme é basicamente assim: um reality show decidiu colocar presos em uma arena para que pudessem se confrontar, o ganhador teria, não somente a liberdade, como uma vida boa e fácil. E todos nós lembramos do filme Tekken, não é?  Que tem a ideia de distritos pobres e dominados. E o que defini um enredo para mim? Sua ideia principal. Que, nesse caso, outra pessoa já teve, e que a partir dessa base, poderia ser mudada e melhorada.
     E por mais que eu ache que Jogos Vorazes foi uma ideia fácil e simples, ou que o livro não tenha me prendido muito; amo inteiramente o filme. Como assim? – vocês devem estar se perguntando.  Odeio adaptações, como a maioria dos leitores compulsivos, mas essa me transmitiu a adrenalina, coisa que eu procurava na obra literária e não consegui encontrar.
     A autora Suzanne – tendo base ou não em outras histórias, merecendo ou não o mérito por ter criado algo assim – conquistou a minha admiração. Literatura juvenil não precisa ser banhada por romances, ou ter cenas “picantes” menos exaltadas, ou até mesmo, ter  uma violência menos constantes que os demais livros. Adolescentes também querem sangue, amor, violência, adrenalina e morte em seus livros. E que alguns autores que se colocam em posições limitadas, sigam o exemplo!
      Com relação ao filme: a escolha pelos atores foi muito bem feita! As cenas muito bem exploradas, com um único intuito: colocar-nos na mesma arena.
      Indico o filme e o livro à todos vocês, é um fenômeno que merece ser reconhecido. E que os Jogos Comecem!







Olá pessoal! Como vão? Eu sou o Número Quatro, o primeiro volume da série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore, fez tanto sucesso nas prateleiras como nas telas. Vamos conhecer um pouco mais a história? 


      
Na ordem, o livro lançado no Brasil pela editora Intrínseca, e o pôster da adaptação aos cinemas.



       Quando o planeta Lorien foi tomado por Magadorianos – espécie monstruosa e destruidora – somente um grupo de crianças, junto com seus guardiões, foram salvos. Mas essas não eram crianças normais, e sim, os filhos de Lorien que foram privilegiados com poderes que a natureza de seu mundo lhes concedeu. Sem ter para onde ir, o único destino alcançável se torna a Terra. Entretanto, antes que a aeronave partisse, um ancião fez um “feitiço” que conectou a alma de todas as crianças, formando assim, uma contagem. Dessa forma, se os Magadorianos os seguissem, não poderiam matá-los aleatoriamente, mas somente em uma ordem. É no planeta Terra que John Smith (Número Quatro) está quando descobre que os Magadorianos encontram e mataram o número três. Ele percebe, então, que é o próximo. 
        A História que o autor Pittacus Lore criou é impressionante, assim como seu enredo. Por mais pouco explorado que seja, e mal escrito, não pude deixar de admirar e apreciar a obra. No entanto, sua adaptação foi uma das mais mal feitas que já assisti. Nem um pouco emocionante, original ou “real”. Até mesmo a atuação de alguns atores deixaram a desejar, como por exemplo, o Timothy Olyphant (que interpreta Henri, o guardião de John). O personagem Henri é exigente, porém doce e passivo, bem diferente do que encontramos nas telas. A atuação de Callan McAuliffe (que interpreta Sam, amigo de John) é rasa e muito diferente de seu personagem. Mas não são as interpretações que mais me decepcionaram e sim, as imagens.            
   Não consegui parar de rir quando vi os Magadorianos, que não parecem ameaçadores, e sim, engraçados. Os monstros também não me agradam, muito menos as performances da Número Seis, que aparece no final do filme. Tudo foi fantasioso demais, e conseguiu ser menos explorado que o próprio livro. Se pelo menos o filme seguisse o enredo original, talvez encontraríamos algo mais satisfatório. Contudo, indico o filme para assistirem antes de lerem o livro, para não haver qualquer comparação ou irritação. E digo mais, não esperem mais desse livro tão famoso, ou até mesmo, do próprio filme. Nem o enredo, nem o roteiro merece tanta fama.




Olá! Entre Páginas e Telas hoje é sobre um filme que vem fazendo muito sucesso, e foi adaptado para as estantes também: Abraham Lincon: Caçador de Vampiros.

     
Poster e capa do livro, lançado no Brasil pelo Intrínseca. 


    Abraham era um simples garoto quando sua mãe foi mordida e morta por um vampiro.  Mas havia uma cena, a qual ele jamais pode esquecer: o rosto do vampiro que a matou; um rosto presente em seu dia-a-dia, um rosto conhecido.
   Ciente do mundo sobrenatural que o cercava e nutrido pelo sentimento de vingança, Abraham cresceu tendo como objetivo matar o vampiro que se disfarçava como um humano comum e trabalhador.  Quando enfim pensou estar pronto para tal missão, parte com uma única arma de fogo com a finalidade de liquidar a besta demoníaca.  Mas é lutando cara a cara com ela, que percebe que vampiros são mais difíceis de matar do que imagina, e quase morre em combate. Quase, porque um caçador de vampiros notara o anseio de Abraham – antes que abandonasse o bar em busca de que sua vingança fosse saciada – , e o salva da morte.
   É nesse perigoso episódio que Abe conhece Henry, quem, mesmo hesitante, ensina-o a combater vampiros, dando-lhe diversas missões. Mas Abraham só desejava uma missão, e a aguarda impacientemente até que seu mentor caçador de vampiros lhe conceda a tão esperada permissão. Agora Abe poderia aniquilar o vampiro que matara a sua mãe, e terminar a missão a qual fracassara anteriormente.
   Obtivendo sucesso em tudo o que fazia, o vampiro Pai – o primeiro vampiro e o criador dos demais – começa a seguir os passos do mais novo e ameaçador caçador de vampiros e é nesse momento que a guerra começa. Vampiros ou humanos? Quem são os mais poderosos e mais organizados? Quais têm pontos mais fracos?
   Aquela pequena guerra decidiria de quem seria, não só a América do Norte, como o mundo inteiro.  E, no entanto, os vampiros não estavam dispostos a perderem-na. E mais do que nunca, Abraham Lincoln estava disposto a ganhá-la.

   Talvez, se necessitasse somente uma palavra para descrever essa adaptação, seria –ridiculamente – patriota. Não digo que o filme é ridículo, mas sim a ideia.  No entanto, não estou aqui para avaliar a história em si, mas as cenas que foram passadas para nossas telas.
   O filme têm um “ar” sobrenatural, com as cores usadas, os tons e os acontecimentos. Não pude deixar de rir infinitas vezes que algo fisicamente impossível acontecia, e ainda, vou permanecer com o sonho de fazer o que Abraham fez: pular de dorso em dorso de cavalos em movimento. Mas acreditem; tem mais cenas sobrenaturais, e, até mesmo, mais exageradas ainda, de modo que deixa claro a irrealidade do filme.
  Analisando a adaptação como um geral, o filme é bom. Contudo, não o assistam esperando algo espetacular ou que transmita muita adrenalina. As únicas cenas que até podem fazer seu coração disparar – e você precisa estar em um cinema escuro com caixas de som no último volume – são as cenas em que os vampiros se tornam monstruosos.
   Vejo essa história inteiramente patriota, porque, a meu ver –  e sei que muita gente discorda – vampiros não existem, e não é admirável dar valor à um diário inventado para fazer os homens do EUA mais importantes do que realmente são.  Sei acreditar no que os livros dizem quando estou lendo-os, mas também temos que lembrar que não vivemos no mundo que os autores criam, e que é “perigoso” misturar esses dois mundos distintos. Além de que, acho que podemos parar de dar crédito aos Estados Unidos, começando na área que envolve cultura.
   De qualquer modo, indico o filme para quem gosta de cenas impossíveis e sobrenaturais. Nesse quesito, o filme não decepciona ninguém!
Espero poder ler o livro em breve, pois ouvi muito bem sobre o modo que é escrito e passado para nós. E então poderei trazer como resenha aqui no blog! Mas enquanto isso não acontece, se contentem com a guerra dos vampiros e humanos, e, depressa: escolha seu lado. 



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