A editora Valentina irá publicar "Coração?", o quarto volume que integra a saga "O Protetorado da Sombrinha", da renomada autora Gail Carriger. A série está prevista para ter cinco volumes, e apresenta o gênero "steampunk". Seus direitos de adaptações foram comprados pela Parallel Films e provavelmente resultará em uma série de televisão.  Confira: 


Sinopse: Lady Alexia Maccon, sem alma, está em problemas novamente, mas dessa vez não é por sua culpa. Quando um fantasma raivoso ameaça a rainha, Alexia é encarregadado caso, seguindo pistas que levam ela à descobrir mais do passado obscuro de seu marido. Juntando isso ao fato de que agora ela tem que lidar com o fato de sua irmã se junta ao movimento sufragista, as últimas invenções de Madame Lefoux e uma praga de porcos-espinhos zumbis, Alexia mal tem tempo para se lembrar que ela está grávida de oito meses.  Será que Alexia irá descubrir quem está tentando matar a Rainha Vitória antes que seja tarde demais? São os vampiros de novo ou há um traídor no meio dos lobos? E o que, exatamente, possuiu o segundo melhor closet de Lord Akeldama?

O que acharam da capa, leitores? Eu particularmente gostei, e achei que foi bem fiel as anteriores. E a sinopse? Confira aqui a resenha de Alma? e Metamorfose? 



 Livro: Metamorfose?
Título original: Changeless
Autor (a): Gail Carriger
Editora: Editora Valentina
Páginas: 320
ISBN: 9788565859165

Sinopse: Alexia Maccon, a esposa do Conde de Woolsey, é arrancada do sono cedo demais, no meio da tarde, porque o marido, que deveria estar dormindo como qualquer lobisomem normal, está aos berros. Dali a pouco, ele desaparece – deixando a cargo dela um regimento de soldados sobrenaturais acampados no jardim, vários fantasmas exorcizados e uma Rainha Vitória indignada.
Mas Lady Maccon conta com sua fiel sombrinha, seus artigos da última moda e seu arsenal de respostas mordazes. Mesmo quando suas investigações a levam à Escócia, o cafundó do Judas onde abundam abomináveis coletes, ela está preparada e acaba provocando uma verdadeira reviravolta na dinâmica da alcateia, como só uma preternatural é capaz de fazer. Talvez até encontre tempo para procurar seu imprevisível marido. Mas apenas se... lhe der vontade. 

TRILOGIA "O PROTETORADO DA SOMBRINHA"
    1.  Alma?
    2.  Metamorfose? 
    3.  Inocência?

Metamorfose? é a continuação de Alma? sendo o segundo volume da série “O Protetorado da Sombrinha”. Escrito por Gail Carriger foi publicado no Brasil pela Editora Valentina em 2013. Já Inocencia, o terceiro livro da trilogia, foi lançado no país em 2015. Confira a resenha.
 
      Tudo, enfim, parecia ter se encaixado na vida de Alexia, até ela se deparar, durante uma noite, com um exército de lobisomens acampados no jardim de sua casa. Revoltosos, os seres sobrenaturais culpavam Alexia por ter jogado uma praga – utilizando-se de seus poderes anulatórios – que estava transformando-os em humanos mortais. Essa maldição, contudo, poderia acabar com todo equilíbrio dos seres, já que os vampiros, os lobisomens e até os fantasmas estavam ameaçados de extinção. 
      Lord Maccon, seu marido, encaminhara-se para a Escócia, morada da sua antiga matilha para solucionar os problemas que dali surgiam, deixando ao encargo de Alexia a solução da complicação que assolava Londres. 
      Alexia, com ajuda de seus apetrechos futurísticos, começa a investigar a causa desse enorme e misterioso feitiço, e descobre, através de pistas e informações, que era da Escócia que, aparentemente, o problema era emanado. Nossa protagonista parte para o país de seu marido dentro de um dirigível, acompanhada por sua irmã, Felicity, sua amiga, Ivy Hisselpenny e por Madame Lefoux, uma inventora excepcional e um tanto misteriosa.
      Mas é durante essa viagem que Lady Maccon faz descobertas sobre o passado de seu marido, guiando-a, mais ainda, à origem da praga. Será que ela descobrirá segredos terríveis? Será que ela poderá provar que é inocente? 


      De todos os elementos desse livro, é impossível não amar Alexia, uma personagem marcante, cheia de atitude, coragem, força e muito humor! Seu jeito rebelde, criativo e marcante acaba conquistando o leitor e garantindo a leitura até o fim. 
      Porém, os demais personagens também tiveram espaço em Metamorfose, justamente pela trama ser narrada em terceira pessoa, com muita descrição e detalhes, além de permitir para o leitor, uma visão bem mais ampla dos acontecimentos.
      Apesar de eu ter sentindo a ausência do vampiro amiga de Alexia e o distanciamento de Lord Maccon em boa parte do enredo, adorei ter contato com Madame Lefoux, que é extremamente peculiar e distinta de outras personagens. Pelo seu modo esquisito de se vestir e por ser uma criativa inventora tecnologica, Madame Lefoux reforçou e muito o gênero steampunk, o elemento mais sedutor e o que mais me convenceu a apostar em “O Protetorado da Sombrinha”. 
      Em "Metamorfose?" as invenções estão bem mais presentes e bem mais inovadoras. Adorei a ideia de ter um dirigível e outras criações que acabaram tomando conta das cenas de ação.
      Steampunk é um gênero dentro da ficção cientifica que trazem histórias do passado – com características antigas – em que a tecnologia, a qual, nos tempos de hoje, ainda não temos acesso, já havia sido desenvolvida pela ciência e já estava disponível. Um dos grandes disseminadores desse gênero foi Julio Verne, que desenvolveu cenários e tempos antigos com a presença de robôs, motores complexos, máquinas a vapor, entre outros apetrechos inalcançáveis naquela época, dentro de nossa da realidade. 
      Esse estilo maluco da série – que, aliás, me lembra muito Sherlock Holmes e o mais novo filme de Os Três Mosqueteiros – diz muito sobre a própria autora, que, pela própria foto na orelha do livro se mostra muito peculiar e diferente.

"Porque? Quero dizer, porque você? Eu posso compreender perfeitamente o fato de alguém não gostar do meu marido. Eu não gosto dele intensamente a maior parte do tempo.”
      
     Mas Gail Carriger pecou um pouco na narrativa, que ficou  arrastada no começo e apressada demais no fim. Isso não quer dizer que a trama da autora foi menos complexa ou menos chamativa, somente senti falta da envolvência intensa, como ocorreu em "Alma?".
      Gostei muito mais, inclusive, dessa nova problemática do que a do livro anterior. Achei-a muito mais criativa por manter um mistério mais curioso e sedutor, e por ter mais elementos complexos. Entretanto, Gail Carriger concentrou muito sua trama na protagonista, sendo que os outros personagens – do livro anterior, principalmente – tinham muita potencialidade e nutriam a simpatia dos leitores. 
      O clímax de "Metamorfose?" foi eletrizante e instigador, assim como o desfecho que me fez ansiar loucamente a sua continuação. Independente das falhas de Gail Carriger, O Protetorado da Sombrinha continua sendo uma série muito bem arquitetada e avassaladora, sendo impossível largá-la em sua metade. 
      O livro é extremamente lindo! Adoro essa ilustração com características antigas, e, ao mesmo tempo, futurísticas. A capa apresenta algumas partes lisas que produzem reflexos, sendo que fonte da letra e as páginas amareladas são muito tranquilizadoras para uma leitura rápida e fluída. A diagramação interna é detalhada e perfeita para a trama. Fiquei imaginando quanto tempo custou para se fazer um designe tão minucioso e perfeito para os leitores; a Editora Valentina está de parabéns pela publicação. 
      "Metamorfose?" é extremamente indicado para quem apostou na série. Tem uma história original, bem humorada – capaz de fazê-lo rir – e cheia de ação e aventuras. Aprecio muito livros que trazem um pouco de cada característica literária e conseguem, mesmo assim, terem sucesso. No final das contas, Gail Carriger se tornou uma das autoras que mais admiro em uma construção de enredo!

Melhor Quote: Por um momento que lhe pareceu interminável, Lady Maccon soube que tudo estava perdido. Soube que o que o futuro lhe reservava era uma longa queda pelo éter e, em seguida, um baque triste e úmido. Mas, quando deu deu por si, parou com um movimento brusco, que a fez virar de cabeça para baixo, sua cabeça batendo com força na lateral da aeronave.
 





Olá, leitores! A Editora Valentina recentemente divulgou a capa e anunciou o lançamento de Almanegra, o segundo volume da trilogia Incarnate, que se iniciou com Almanova (e eu, inclusive, dei minha opinião sobre ele nesse post!). Confira a capa e sinopse oficial abaixo:

"Ana sempre foi a única. Marginalizada. Apartada. E, para piorar, após o Escurecimento do Templo causado por seu pai, vários cidadãos de Heart a culpam pela perda definitiva de algumas almas, as almasnegras — e pelas almasnovas que nascerão em seu lugar. SOMBRAS. Muitos temem a presença de Ana, um lembrete constante das mudanças irreversíveis. E quando as sílfides começam a se comportar de maneira diferente em relação a ela, Ana terá que aprender não apenas a se defender como àqueles que não podem fazer isso por si mesmos. AMOR. Ana aprendeu desde cedo que os sem-alma não podem amar. Mas, e as almasnovas? Mais do que tudo, ela deseja ter a chance de viver e amar como qualquer outro cidadão de Heart, porém mesmo depois de Sam declarar seus mais profundos sentimentos, será que ela conseguirá superar uma vida inteira de rejeição e aceitar o amor? Almanegra explora a beleza e as profundezas sombrias da alma, numa história que é ao mesmo tempo um romance épico e uma fantasia cativante."

E as notícias não param por aí: a Editora Valentina também divulgou a capa do terceiro volume e encerramento da série, Infinita, além de prometer que a o livro final não deve demorar mais de um ano para ser lançado aqui no Brasil. Confira a capa ma-ra-vi-lho-sa a seguir!


Livro: Não pare!
Autor (a): FML Pepper
Editora:Valentina
Páginas: 277
ISBN: 9781623094430

Sinopse: Uma vida normal e tranquila seria tudo o que uma adolescente adoraria ter, certo? Não para Nina! Por que tinha que viver como uma nômade (ou fugitiva!), mudando de cidade ou país a cada piscar de olhos? Por que não podia saber nada sobre o paradeiro de seu pai? Por que sua mãe era tão neurótica e supersticiosa? Milhares de perguntas. Nenhuma resposta. O que significavam aqueles estranhos calafrios, acidentes e mortes que aconteciam ao seu redor? Teriam ele alguma ligação com seu defeito de nascença? Ou seriam causados pelo selvagem bad boy de hipnotizantes olhos azuis-turquesa que costumava aparecer nos momentos mais assustadores? Nina jamais poderia imaginar que aquele garoto sombrio de corpo escultural e fisionomia atormentada lhe abriria os olhos para um universo paralelo. Só ele tinha as respostas para os seus mais íntimos questionamentos, mas cobraria um preço muito alto para fornecê-las: A vida dela!


TRILOGIA "NÃO PARE!"
    1.   Não pare!
    2.  Não olhe!
    3.  Não fuja!

     O livro de estreia da trilogia de FML Pepper é um YA (Young-adult) que ela confessa ter sido inspirado por uma vasta leitura de YAs durante sua gravidez, e já se tornou um best-seller da Amazon. Primeiramente, a Amazon disponibilizou em e-books, e agora saíram os livros impressos pela Editora Valentina — com uma grande aclamação do público!
     Nina é uma garota de dezesseis anos muito comum em seu modo de pensar e agir. Mas nem tudo é tão normal assim. Por trás dessa adolescente, que vive ansiosa para começar a sentir o furor da juventude, há um turbilhão de dúvidas completamente incomuns, começando pelas suas pupilas como as de um felino (detalhe que já pode ser visto na modelo da capa). Ela vive com sua mãe, Stela, que muda de cidade, estado e país o tempo todo — na verdade, sempre que algo ruim acontece à Nina — sem nenhuma explicação concreta para a filha. Quando é questionada por uma confusa Nina, Stela se limita a encerrar a conversa alegando que na hora certa ela saberá.
     O mesmo ocorre quando Nina se sente curiosa com relação ao pai, que nunca conheceu. Stela sempre evita falar dele, e quanto mais o tempo passa, mais essas dúvidas começam a afligir Nina. Como se isso não bastasse, a garota parece ser uma espécie de sensitiva — não muito raro sente calafrios e tonturas incontroláveis, perdendo todos os sentidos, e, logo em seguida, um acidente quase fatal sempre lhe acontece, o que ela pensa ser fruto de uma “maré de azar” que sempre a acompanhou.
     De repente, tudo parece que vai melhorar: Nina e sua mãe se fixam em Nova York, ela começa a fazer amizades no novo colégio, arruma um emprego, e até conhece Kevin, que ela imagina ser o garoto com quem viverá uma linda história de amor. Com todas essas felizes distrações, Nina acaba perdendo o foco do perigo que corre. Mas quando o garoto sombrio de olhos azuis-turquesa, Richard, cruza o seu caminho, tudo parece perder o controle e Nina terá que ser mais forte que nunca, já que, pelo que descobre, faz parte de um paralelo decisivo entre duas dimensões. Então, tudo o que lhe era estranho antes, passa a fazer todo o sentido.

     FML Pepper é mais uma promessa para enriquecer o YA no Brasil. Foi o primeiro nacional do gênero  que li, mas não percebi muita diferença entre ele e os YAs estrangeiros, tanto é que não se prende a nada que remeta ao Brasil. A fantasia utilizada, bastante comum para o gênero, foi original e envolvente. Por outro lado, a fórmula pareceu ser a mesma de sempre: uma garota que descobre um mundo novo através de uma avassaladora paixão, e claro, há o triângulo amoroso.
     A narração ocorre em primeira pessoa, pela protagonista Nina. É a melhor forma para acompanhar o desenrolo do enredo, pois ele gira em torno da personagem e mostra o correr dos fatos através dela: de suas atitudes, de sua percepção sobre tudo o que descobre — e é junto com ela que nós acabamos descobrindo tudo e nos adaptando também. Acredito que essa sacada será mais bem percebida no segundo livro da trilogia.


     Foi simplesmente incrível o modo como o enredo foi formado, como a autora conseguiu mudar de estado a todo o momento, e com tanta naturalidade. No início, a história caminhava devagar, sem grandes surpresas, apenas deixava o mistério no ar. A partir das primeiras 100 páginas, tudo mudou: a ação se tornou constante, intercalando de vez em quando com alguns momentos de suspense e romance.
     Os personagens, por sua vez, deixaram alguns pontos em aberto. É muito difícil criar um personagem de YA sem parecer clichê. Achei que Nina fugiria das características comuns de uma mocinha quando ela começou a descobrir a verdade sobre si mesma, pois tinha uma determinação incrível — apesar de hesitar um pouco para acreditar nas coisas que lhe contavam. Mas, conforme ia passando por situações cada vez mais estranhas, sua confusão começou a incomodar. Eram questões razoáveis, mas bobas, que a fizeram vacilar em vários momentos e a perder a personalidade que tinha no início.



Livro: Alma?
Título original: Souless
Autor (a): Gail Carriger
Editora: Valentina
Páginas: 308
ISBN: 9788565859042

Sinopse: Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Em primeiro lugar, ela não tem alma. Em segundo, é solteirona e filha de italiano. Em terceiro, acaba sendo atacada sem a menor educação por um vampiro, o que foge a todas as regras de etiqueta. E agora? Pelo visto, tudo vai de mal a pior, pois a srta. Tarabotti mata sem querer o vampiro ― ocasião em que a Rainha Vitória envia o assustador Lorde Maccon (temperamental, bagunceiro, lindo de morrer e lobisomem) para investigar o ocorrido.
Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado? Uma das séries de Steampunk mais cultuada do mundo.

TRILOGIA "O PROTETORADO DA SOMBRINHA"
    1.  Alma?
    2.  Metamorfose? 
    3.  Inocência? 

      “Alma?” é o primeiro volume da trilogia “O Protetorado da Sombrinha” escrito e muito bem ambientado por Gail Carriger! Os outros dois volumes – já publicados pela Editora Valentina no Brasil – são “Metamorfose?” e “Inocência?”, sendo todos baseados no estilo Steampunk, uma espécie de cenário e sociedade antiquada, porém, com tecnologias extremamente avançadas. Confira a resenha a seguir! 
     Alexia Tarabotti, uma solteirona de 26 anos, vive numa realidade bem diferente da nossa. O cenário e a sociedade em que Alexia vive é ambientada com base no século XIX, apesar de ter tecnologias que vão muito além. Contudo, não é somente esse fator que distingue a trama da autora Gail Carriger. Vampiros, lobisomens e fantasmas estão dentro dessa sociedade e são reconhecidos pelos humanos. 
     Nossa protagonista se diferente dos demais por alguns motivos. Apesar de morar no Reino Unido, seu pai é um italiano e ela simplesmente não tem alma. Entre os sobrenaturais e os naturais – os humanos – existem seres que não se enquadram e nenhuma dessas classificações: os seres sem alma, os preternaturais. 
     Alexia é uma preternatural extremamente mal humorada, e sempre acaba se metendo em inúmeras confusões. O órgão administrativo dos sobrenaturais estava farto de cuidar das “sujeiras” da srta. Tarabotti, inclusive o Lorde Maccon, o lobisomem alfa da região, responsável pelo sistema do Departamento de Arquivos Sobrenaturais. 
     Mas vários vampiros novos estão aparecendo, e os já conhecidos estão simplesmente sumindo. Logo, essa culpa acaba sendo atribuída à Alexia, pelo seu terrível temperamento e por sempre estar envolvida em algum escândalo. Será que ela conseguiria provar sua inocência e descobrir quem estava por trás desses acontecimentos? 


       Gail Carriger me conquistou a partir de dois pontos fortíssimos nessa trama: sua originalidade e humor. Nunca havia, anteriormente, lidado com um livro desse gênero – steampunk – e fiquei extremamente encantada com essa trama charmosa, essa história antiquada, e, ao mesmo tempo, tão tecnológica. 
     A obra é narrada em terceira pessoa, mas traz muito da perspectiva e da essência dos personagens – principalmente, da protagonista. A linguagem é simples, a narração não tem detalhes exagerados e os termos utilizados cabem perfeitamente para o público que o livro se destina – Young Adult. Esses fatores contribuíram muito para que leitura se fizesse em pouquíssimo tempo e que a história me arrebatasse de vez. 
     O livro parte da Era Vitoriana, ou seja, o período próspero em que a rainha Vitória governou no Reino Unido. Esse período histórico simplesmente me fascina, principalmente se tiver algo sobrenatural acrescentado – como a autora arquitetou. Essa ideia de modificar o passado além de construir outro mundo, foi simplesmente espetacular e inovadora. 
     “Alma?” conta com uma protagonista que faz toda a diferença. Alexia Tarabotti é extremamente engraçada dentro de sua personalidade forte, o que me fez nutrir muita simpatia por ela. Esse humor forjado por Gail Carriger fez a obra ter uma leveza e fluidez admirável. Era impossível não rir de alguns acontecimentos e das atitudes da srta. Tarabotti, uma mulher elegante, firme, que sabe muito bem como se impor. 
     Além disso, houve momentos de muito romance – alguns mais apimentados – envolvendo o leitor como nunca. Simplesmente mergulhei de cara no mistério, no suspense e em toda a ação que se desdobravam em “Alma?”, mas também concentrei muito minha torcida no romance equilibrado, capaz de encantar o leitor e fazê-lo suspirar. 
     Lorde Maccon, apesar de bárbaro em alguns momentos, soube facilmente me conquistar. Ele parecia ter uma parte bem sensível por baixo de todo aquele jeito e era, sem dúvidas, um personagem muito forte e muito concreto. Já a família de Alexia foi difícil de aturar! Além de pressionarem muito a protagonista, ainda eram demasiadamente fúteis e desagradáveis. Outros personagens sobrenaturais tomaram conta do enredo de Gail Carriger, cada um com sua autenticidade, e todos muito marcantes. 

    “Lorde Maccon ficou rubro e esbravejou. Na verdade, tampouco sabia como avaliar seus sentimentos por ela. É que havia algo de especial em Alexia Tarabotti que a tornava muito atraente. [...]”

     A estruturação social da sociedade londrina foi bem peculiar. Os vampiros tinham um sistema baseado na figura da mulher como líder, ou seja, matriarcal, e os lobisomens se comportavam como uma matilha, mantendo seu alfa. Além das regras de etiquetas – que são seguidas com rigidez nessa realidade – há, ainda, as regras cabíveis dentro dessa sociedade sobrenatural. A vampira rainha, por exemplo, era a única que poderia transformar em vampiros. Achei essa organização essencial para que o enredo se fizesse...



Olá, pessoal! Hoje, dia 2 de Abril, é Dia Mundial de Conscientização do Autismo, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) para que todos possamos nos sensibilizar e dar maior atenção ao Transtorno do Espectro Autista! Entrando nessa incrível iniciativa, a Editora Valentina realizará a II Semana Passarinha de Conscientização do Autismo, que acontecerá de 06 a 10 de abril! Essa ideia veio a partir do livro publicado pela editora, "Passarinha", que conta história de Caitlin, uma jovem que sofre da Síndrome de Asperger - uma espécie da "grau" dentro do autismo.


Sinopse: No mundo de Caitlin, tudo é preto e branco. Qualquer coisa entre um e outro dá uma baita sensação de recreio no estômago e a obriga a fazer bicho de pelúcia. É isso que seu irmão, Devon, sempre tentou explicar às pessoas. Mas agora, depois do dia em que a vida desmoronou, seu pai, devastado, chora muito sem saber ao certo como lidar com isso. Ela quer ajudar o pai – a si mesma e todos a sua volta –, mas, sendo uma menina de dez anos de idade, autista, portadora da Síndrome de Asperger, ela não sabe como captar o sentido. Caitlin, que não gosta de olhar para a pessoa nem que invadam seu espaço pessoal, se volta, então, para os livros e dicionários, que considera fáceis por estarem repletos de fatos, preto no branco. Após ler a definição da palavra desfecho, tem certeza de que é exatamente disso que ela e seu pai precisam. E Caitlin está determinada a consegui-lo. Seguindo o conselho do irmão, ela decide trabalhar nisso, o que a leva a descobrir que nem tudo é realmente preto e branco, afinal, o mundo é cheio de cores, confuso mas belo. Um livro sobre compreender uns aos outros, repleto de empatia, com um desfecho comovente e encantador que levará o leitor às lágrimas e dará aos jovens um precioso vislumbre do mundo todo especial dessa menina extraordinária.


             Vale muito a pena apostar nessa leitura, e, mais, disseminar essa ideia de tolerância por todos os lugares. Portanto, nós, do blog Palácio de Livros, chamamos vocês, leitores, para divulgarem essa campanha tão importante! Mostre o livro para seus amigos no facebook, apesente algumas palavras nas redes sociais, informações sobre o autismo...! Contamos com sua participação!



Olá, leitores! A resenha de Filha da Ilusão saiu há pouco no blog, e agora viemos com uma promoção imperdível com parceria com a Editora Valentina, que gentilmente cedeu um exemplar do livro para sortearmos entre nossos leitores. Por favor, leiam atentamente as regras antes de participar.

REGRAS E ESCLARECIMENTOS
1- Para participar é necessário ter endereço de entrega no Brasil.
2- Se inscrever utilizando o formulário Rafflecopter acima. (Dúvida? Leia esse tutorial no UMO Blog)
3- O ganhador receberá um e-mail, e deverá responder enviando seus dados em até 72 horas. Caso não haja resposta do ganhador, um novo sorteio será feito.
4- A entrada "Compartilhar a imagem no Facebook" pode ser feita mais de uma vez. Para compartilhar a imagem mais de uma vez, contudo,  é necessário compartilhar a imagem no mesmo dia em que preencher o formulário. Ou seja, o compartilhamento precisa ser feito no mesmo dia em que você fizer a entrada no Rafflecopter; se você voltar a dar entrada no sorteio em outro dia, precisa de outro compartilhamento.
5- O sorteio começa dia 20/03 e termina dia 30/04. O resultado sai nesse mesmo post. 
6- A Editora Valentina é responsável pelo envio do livro. O blog não se responsabiliza pelo envio, e nem pelo possível extravio dos correios.
7- Se o ganhador não cumprir devidamente as regras (que serão, sim, conferidas), será desclassificado sem aviso prévio. 
8- As entradas correspondentes a comentários em postagens só serão validadas se os comentários forem pertinentes ao conteúdo do post. Comentários como "gostei da capa" e "muito interessante" não serão validados. 

"E que a sorte esteja sempre com você!"


Livro: Filha da Ilusão
Título original: Born of Ilusion
Autor (a): Teri Brown
Editora: Valentina
Páginas: 288
ISBN: 9788565859295

TRILOGIA "HERDEIROS DA MAGIA"
    1.  Filha da Ilusão
    2.  Born of Deception (sem previsão de lançamento no Brasil)
    3.  Born of Corruption (sem previsão de lançamento no Brasil)

   Anna Van Housen é uma ilusionista talentosa. Longe de ser uma garota comum, Anna, aos dezesseis anos, viaja para diferentes lugares com sua mãe, que se denomina Madame Marguerite, uma médium dotada de poderes sobrenaturais. Anna é assistente no show de Marguerite, auxiliando a mãe nos truques e abrindo o espetáculo com pequenos truques de ilusão. Mas, ao contrário de sua mãe, que é uma fraude, Anna possui verdadeiros dons. 
   Capaz de sentir as emoções das pessoas, falar com espíritos e prever o futuro, a jovem sabe o perigo que corre se fosse descoberta; sua mãe, apesar de amá-la, tem a si mesma como prioridade, e não suportaria ver alguém mais tirando a atenção dela. Ciente de que não é capaz de controlar seus dons completamente, Anna lida com eles evitando-os da melhor forma que pode, ao mesmo tempo em que cuida da casa e, sendo a adulta da pequena família, de sua mãe e das contas. 
   Quando um intrigante rapaz chamado Cole se muda para o apartamento vizinho, Anna sabe que ele possui algo diferente de todas as pessoas que já conheceu. Eles desenvolvem uma boa relação de cara, mas parece sempre haver algo a mais acontecendo na vida de Cole. Anna não entende completamente o que está acontecendo, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as mudanças ocorrendo abruptamente em seus dons; será Cole a chave para todas as respostas?

    Filha da Ilusão é um livro que consegue chamar a atenção do leitor se muitos esforços; se a linda capa (tanto da edição brasileira, quanto a original) já não fizer tal trabalho, a premissa instigante com certeza irá. Já estava de olho no livro há algum tempo, então, resolvi finalmente satisfazer minha curiosidade ao solicitá-lo para a Valentina, e não posso dizer que me arrependo: trata-se de um dos melhores livros do gênero que já li.
    O plano de fundo da história é a Nova York da década de vinte, nos Estados Unidos, onde a lei seca estava em vigor e o miticismo em alta. Como qualquer boa apreciadora de livros históricos, não posso deixar de dizer que esse fato contribuiu, sim, para meu interesse: mas também preciso frisar que a cada página que lia da obra, tinha uma surpresa.
    É incrivelmente perceptível a extensa pesquisa realizada por Teri Brown sobre tudo o que envolve a época que a autora resolveu pintar em seu livro. A sociedade, a ambientação e os costumes, tanto quanto o modo de vida de todas as classes, são perfeitamente retratados, com uma magnitude de detalhes que impressiona até mesmo aqueles que não são fãs de história. Isso foi algo que me conquistou rapidamente, pois é comum o autor da obra em que o foco é outro deixar detalhes tão significativos como esses de lado, e, felizmente, isso foi algo que Brown não cometeu.
    A narrativa é em primeira pessoa, sob o ponto de vista da Anna, e confesso que essa foi uma das poucas vezes na qual eu fiquei contente com o modo como tudo era retratado; geralmente, prefiro narrações em terceira pessoa, devido a possibilidade de um ponto de vista maior. Todavia, a primeira pessoa, nesse caso, foi brilhantemente bem usada: tanto para descrever os dons de Anna, quanto para manter o mistério que cercava o enredo.
   Particularmente, fiquei muito envolvida pelo modo como Brown escreve. Creio que ela possui uma narrativa detalhada, mas razoavelmente simples; todavia, o que chama atenção é o fato de a autora conseguir procrastinar a história como poucos autores, sem deixá-la desinteressante. Na primeira metade do livro, por exemplo, não há nenhum evento realmente significativo: ao leitor é contado muito pouco, e, ainda sim, a história é bem viciante, difícil de parar de ler.


   Acredito ser essa expectativa o ponto alto de todo o livro. Adorei a maneira como, mesmo quando era possível saber que a história ainda precisava de mais informações para o desenvolvimento e que nada estava realmente acontecendo, minha expectativa sempre estava a postos, sabendo que algo estava prestes a acontecer.
    Anna, por sua vez, é umas das melhores (se não a melhor!) personagens adolescentes que já li sobre. Sim, a menina possui apenas dezesseis anos, mas consegue ser muito mais responsável e inteligente que a própria mãe — que, a propósito, consegue deixar até a pessoa mais calma revoltada! —, e é livre dos dramas e discursos de auto-piedade tão recorrentes em livros teen. Muito bem explorada, também, é a estranha relação que mãe e filha possuem, e espero poder ver tal aspecto da vida da protagonista se desenvolver mais ainda nos próximos livros.
    Os personagens em geral, por sua vez, são muito bem criados. Gostei do modo como a autora soube criar pequenas — mas importantíssimas! — aparições para todos, sem tirar o foco da trama de Anna, ao mesmo tempo que fornecia todo um plano de fundo para os demais. Demais que eram, a propósito, numerosos para um livro razoavelmente curto, resultando em um desfecho muito bem desenvolvido.


Olá, pessoal! Sabe qual livro já está à venda? Sim, o terceiro livro da série "Protetorado da Sombrinha, de Gail Carriger. "Inocência?" é a continuação de "Metamorfose?", segundo livro que foi antecedido pela obra pioneira da série, "Alma?" Confira as informações a seguir: 


Sinopse: Alexia Tarabotti enfrenta uma série de atribulações sociais, quiproquós e saias justas (embora compridíssimas) em plena sociedade vitoriana. Ao abandonar a residência do marido e se mudar de volta para o lar de sua terrível família, Lady Maccon se tornou o escândalo da temporada em Londres. Além disso, a Rainha Vitória dispensa Alexia do Conselho Paralelo, e a única pessoa capaz de ajudar a esclarecer os fatos, Lorde Akeldama, inesperadamente deixa a cidade. Como se não bastasse, Alexia é atacada por joaninhas mecânicas assassinas, indicando – como apenas joaninhas são capazes de fazê-lo – o fato de que todos os vampiros londrinos estão muito interessados em vê-la rigorosamente morta. Enquanto Lorde Maccon concentra seus esforços em ficar cada vez mais ébrio e o Professor Lyall se desdobra para que a Alcateia de Woolsey se mantenha coesa, Alexia deixa a Inglaterra em direção à Itália em busca dos misteriosos Templários. Somente eles têm o conhecimento sobre os seres preternaturais que Alexia precisa para entender sua crescente e inconveniente condição, mas eles podem ser piores que os vampiros – e estão armados com molho pesto.

Gostaram da novidade? E o que acharam da capa? Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ler "Alma?", mas me interesso muito pela série e pretendo, sim, em breve, começá-la! 



Livro: Sonhei que Amava Você
Autor (a): Tammy Luciano.
Editora: Valentina.
ISBN: 9788565859455
Páginas: 296

Sinopse: Ele está vivo nos meus sonhos. E que sonhos! Mas é pouco. Eu quero esse garoto na minha vida.Kira, uma garota divertida, generosa e de marcantes cabelos longos, está vivendo um momento único aos 22 anos: ela abriu seu próprio negócio junto com a melhor amiga. É então que, inesperadamente, ela começa a ter suas noites transformadas em poesia e êxtase quando um rapaz desconhecido surge em sua vida. Mas com um detalhe importante: os dois passam a ter um encontro marcado... em seus sonhos. A cada dia, esses momentos secretos ficam mais intensos, apaixonantes e repletos de mistérios. Ela tenta não se entregar, mas a paixão só aumenta, e quando um acidente de carro a leva de encontro ao rapaz de seus sonhos, o mundo a fará entender como nem tudo tem explicação, mas sempre tem um motivo. Mas conhecê-lo no mundo real não será uma tarefa das mais fáceis. Para ter sua tranquilidade de volta e desvendar o que existe por trás deste misterioso encontro, Kira terá que percorrer caminhos difíceis, repletos de obstáculos e barreiras. Ela só tem uma coisa em que acreditar: a vida, quase sempre, reserva o melhor para o final.  Uma história cativante e marcante, repleta de desafios, enigmas e perguntas a serem respondidas. Um convite para dar asas à imaginação e aquecer o coração, nos fazendo refletir: pode um grande amor existir somente enquanto sonhamos?

      Sonhei que Amava Você foi escrito pela renomada autora nacional, Tammy Luciano, roteirista de novelas e escritora. Autora de livros como “Claro que te Amo!” e “Garota Replay” publicados pela Editora Novo Conceito, “Sonhei que Amava Você” estreou pela Editora Valentina no ultimo semestre de 2014. 
      Kira tem 22 anos e tem uma vida quase completa. Junto com Lelê – sua melhor amiga – mantém um negócio brilhante e tem uma família muito bem ajustada: seu pai é um renomado juiz, enquanto sua mãe é dona de um famoso restaurante. Contudo, Kira nunca tivera um namorado, muito menos conhecera alguém por quem viesse se apaixonar.
      Foi, então, de modo abrupto que começou a ter sonhos distintos, porém, com o mesmo rapaz misterioso. Mais frequentes e intrigantes, Kira começou a ficar desnorteada com esses sonhos, até encontrar esse mesmo homem em um acidente de carro, na vida real. 
      Depois desse episódio, Kira começa a investigar esse rapaz e um relacionamento logo se inicia. Não obstantes, os obstáculos surgem e nossa protagonista precisa desvendar os mistérios que os sonhos não lhe revelaram. Será que ela finalmente saberia de onde vinham esses sonhos e o motivo deles existirem? 

      Sinto-me um pouco deslocada em ser uma das únicas pessoas que não gostou dessa leitura como um todo. Não que “Sonhei que Amava Você” não tenha suas qualidades – há sim, e irei evidenciá-las nessa resenha – mas, colocando-me na posição de uma crítica literária que leva em conta muito mais a estrutura de um livro do que sua emoção, essa obra deixou a desejar em vários quesitos. 
      Acredito que a decepção tenha se iniciado quando embarquei na imagem que a autora, Tammy Luciano, mantinha. Quem está por dentro na blogosfera literária sabe que Tammy é uma das autoras mais aclamadas e amadas pelos leitores nacionais, isso fez com que eu aumentasse em 50% minhas expectativas para esse livro. E, infelizmente, consegui apontar o que me incomodava nessa leitura logo nas primeiras páginas.
      A narração em primeira pessoa da personagem Kira é extremamente informal – a um ponto que chega até incomodar – pois exagera nas exclamações, na repetições de letras e em termos demasiadamente usuais – que deveriam se ater somente ao diálogo e não à narração. Infelizmente, não houve sabedoria na utilização de “ar” mais juvenil. Sim, a protagonista realmente mantém uma relação de amizade com o leitor, contudo, tem o poder de irritá-lo com a sua personalidade muito facilmente. 


      Já esse clima “fanfic” acabou com qualquer fluidez do livro. Já escrevi uma fanfic uma vez e compreendo claramente a diferença desta e de um livro. Pode não parecer, mas o enredo é completamente distinto entre eles, e os personagens também. Numa fanfic, episódios muito fora da realidade acontecem, e o(a) autor(a) pode muito bem manipular – descaradamente – os passos de seus personagens para o livro tenha “tal destino”.[Ter sonhos cheios de ação e significado com um cara desconhecido muitas vezes? Estranho. Encontrá-lo logo em um acidente? Mais estranho ainda.] E foi exatamente isso que encontrei em Sonhei que Amava Você: falta de profundidade, uma trama nada convincente e personagens muito maleáveis. 
      Mas ainda sim, essa obra pode ser encantadora para quem procura um romance fora do normal – que tenha uma pitada de sobrenatural – e para quem procura mais um passatempo do que um livro arrebatador. Tammy Luciano consegue ter sucesso em criar um casal fofo e simpático, cativante, e criador de expectativas, conquistando imensamente o público mais “sonhador”. Durante vários diálogos entre Kira e Felipe, vemos inúmeras citações de livros e filmes – e algum spoilers também – fazendo-nos cravar nessa leitura até o fim. 

"— Você me faz tão bem, Kira (...) Tanto quanto me sinto quando olho o mar. E vou te contar, amo namorar o mar."

      E por mais que a introdução tenha sido um pouco mais arrastada que seu fim empolgante, Tammy teve o cuidado de construir um passado para cada personagem dessa história, enraizando a existência deles e fazendo-os ser um pouco mais reais. 
    Os personagens secundários tiveram bastante espaço nessa obra, além de serem bem desenvolvidos. Creio que este romance teve mais sucesso por esses pequenos pontos que a autora acrescentou e que fizeram toda a diferença.


Livro: Almanova
Título original: Incarnate
Autor (a): Jodi Meadows.
Editora: Valentina.
Páginas: 288
"ALMANOVA
Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu… e ninguém sabe por quê.
SEM-ALMA
A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre…
HEART
Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto — de Ana os deixarão viver essa paixão em paz? Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?"

TRILOGIA "INCARNATE"
    1.  Almanova
    2.  Almanegra
    3.  Infinite (sem previsão de lançamento)

    Por milhares e milhares de anos, os habitantes de Range são os mesmos. Eles vem reencarnando através dos anos, com corpos diferentes, mas com as mesmas almas da vida passada, assim como todas as lembranças dessas vidas. Isso mudou abruptamente quando, há dezoito anos, nasceu Ana, uma Almanova. Todos em Range acreditam que ela é uma assassina, um mau presságio — afinal, uma alma, Ciana, precisou morrer para que ela nascesse e tomasse seu lugar —, e, deste modo, se mantêm longe dela.
    Ana sempre soube que era diferente. Sua mãe, Li, afinal, certificou-se disse pela vida inteira da menina: trancada em casa e longe de Range, a menina foi maltratada física e psicologicamente, com Li deixando claro seu ódio por ela, chamando Ana de sem-alma e a privando das mais simples coisas. Quando Ana faz dezoito anos, decide ir em busca de respostas — um pouco tarde para almas, que geralmente saem de casa aos 14. Ela está decidida a ir até Range, onde pesquisará sobre suas origens e sobre o motivo de ter nascido. 
   Sabotada por Li e sozinha na neve com apenas uma mochila, Ana encontra as terríveis sílfides, e, em uma tentativa desesperada de evitar uma morte dolorosa, toma uma decisão que seria fatal — isto é, se alguém não a estivesse observando de longe. É desse modo que a menina encontra Sam, um agradável desconhecido que, diferente de tudo que Li já a tenha dito, parece não odiá-la. Sam acredita que Ana possa ser algo bom para a estática sociedade de Range, e decide ajudá-la em sua busca. Eles se tornam bons amigos, apesar das limitações iniciais de Ana, e, na medida que a relação dos dois se desenvolvem, algo a mais vai surgindo. 

     Para começar, toda a história de Almanova é, de cara, um tanto difícil de se acostumar. Tive certa dificuldade em me habituar ao fato de que as almas reencarnam, mas não necessariamente com o mesmo sexo em todas as vidas. Também há o fato de que as reencarnações não tem uma ordem específica, nem um tempo — alguém pode nascer como pai de seu antigo amante, ou mãe de alguém que você odiava; e, enquanto tudo isso acontece, todas as almas têm as lembranças do que aconteceu em suas vidas passadas. 

"Odiava isso. Odiava não ser boa o suficiente, odiava ter menos vidas que todos os outros."

    Passada a estranheza dos primeiros capítulos, todavia, é uma história fácil de se não gostar. O que mais me chamou atenção e me surpreendeu foi a fantasia que Meadows criou: não é algo completamente diferente de tudo o que já conhecemos, mas, ao mesmo tempo, é extremamente inusitado. A autora conseguiu pegar uma ideia não tão original, mas que, quando organizada e estruturada da maneira correta, se tornou incrível; e criando, assim, um livro ótimo. 
   A narração de Almanova é em primeira pessoa, descrito pela própria protagonista. A linguagem utilizada é cotidiana, mas sem deixar de ser um pouco sofisticada. A leitura flui muito bem, é foi — ao menos, para mim — o tipo de livro que, quando o leitor se dá conta, já está quase no final. Li ele em poucas horas, e posso dizer honestamente que aproveitei a leitura, com suas partes dramáticas, engraçadas e até mesmo misteriosas. 
    Em relação aos personagens, Ana foi alguém que me surpreendeu positivamente. Durante o livro, ela começa como alguém tímida e extremamente insegura, marcada pelos maus-tratos de sua criação. Sua evolução, contudo, é magistral. Ela se torna, até o final desse primeiro livro, uma verdadeira guerreira, forte e decidida — e, o mais interessante sobre isso é como tal mudança é gradual. Na realidade, tudo acontece de um modo tão natural que vamos vendo pequenos atos de mudança aqui e ali, e essa grande estruturação e desenvolvimento que Meadows criou foi o que mais me agradou.



Livro: Proibido
Título original: Forbidden
Autor (a): Tabitha Suzuma
ISBN: 9788565859363
Editora: Valentina
Páginas: 304
Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.

    
Cheio de polêmica, Proibido foi trazido para o Brasil através da Editora Valentina, traduzido por Heloísa Leal e publicado no segundo semestre de 2014. Escrito por Tabhita Suzuma – ganhadora de inúmeros prêmios – teve sua capa inovada e promete conquistar vários leitores... Ou não? Leia a resenha a seguir.

     Lochan foi, desde o inicio, um filho indesejado. Abandonado por seu pai quando era pequeno e negligenciado por sua mãe alcoólatra e irresponsável, Lochan precisou amadurecer mais rápido para que pudesse cuidar de seus três irmãos mais novos, com a ajuda de Maya, sua irmã um ano mais nova.      
     Nervoso pelas futuras mudanças, nosso jovem protagonista está prestes a fazer dezoito anos e ir para a faculdade, mas diante a tantas dificuldades, tem crises constantes de pânico e não consegue se socializar de modo algum, a não ser com sua própria irmã – que sempre fora sua companheira, sua melhor amiga e seu porto seguro. 
     Já Maya sempre fora um garota adoravelmente extrovertida, firme e conciliadora. Precisou ajudar – desde cedo – seu irmão a manter a família, e assim como ele, estudar para buscar um futuro melhor. Mas foi através desse contanto constante e do sentimento intensamente fraterno que nutriam que uma grande e avassaladora paixão se ascendeu. 
     Não demorou muito para sua mãe decidir manter sua vida com um namorado, longe de sua real família, fazendo Maya e Lochan realmente se tornaram um casal, “pais” de seus próprios irmãos. Porém, quebrar as regras da sociedade e da própria lei de seu país poderia lhes custar tudo, inclusive sua própria família. 
     Em uma fuga constante do Serviço Social, e de qualquer outro órgão que poderia desmanchar seu lar, Maya e Lochan decidem manter seu relacionamento escondido – até dos próprios irmãos mais novos. Mas conforme o tempo passava, tudo parecia ficar mais difícil. Kit, o irmão de treze anos, estava se envolvendo com gangues e drogas, e as contas da casa estavam se acumulando sem ninguém para pagá-las. 
     Será que, no final das contas, esse diferente casal irá triunfar diante todos os problemas e impedimentos? Será que venceriam do mundo inteiro? 

     Proibido é mais que um livro polêmico, é uma obra extremamente dramática. Lê-lo, é como sentir, na realidade contemporânea, o toque shakespeariano – responsável por quebrar inúmeros corações. E Tabitha não se mostra diferente: ela pretende romper seu coração logo nas primeiras páginas. 
     Escrito em primeira pessoa, com protagonistas alternados – Maya e Lochan – temos contato com uma narração simples e informal, porém, bem empregada. Ouvi algumas pessoas falarem que a linguagem desse livro em inglês não era bem construída. Não tive a oportunidade de lê-lo em inglês, tão pouco sei se a tradutora a melhorou ao decodificar a obra, mas de uma coisa garanto: pelo menos em português, a narração estava em bom nível.


      É um livro que lhe envolve logo na primeira página e exige que o leia até o fim. Tem vários altos e baixos, vários clímax pequenos durante o desenvolvimento, e uma história muito concreta. Apesar de ser melodramática, Proibido parece ser inteiramente real.
     Ao lidarmos com o mundo inteiramente cruel, injusto e deslocado de Lochan e Maya, sentimos nosso peito se apertar de sofrimento. É uma realidade palpável e verdadeira que a autora utilizou em seu enredo sentimental: as famílias desintegradas pelo abandono ou pelo próprio vício corrompedor, e, não mais distante, suas consequências. 
     Fica bem explícito que a essência antissocial de Lochan é resultante da família fragmentada, assim como a genialidade difícil e inclinada a marginalidade de Kit. E seria a relação romântica entre Maya e Lochan um produto também dessa base familiar inexistente? Seria a paixão deles um distúrbio doentio causado pelo abandono? Fiquei pensando nisso por muito tempo, tentando assimilar a ideia da autora. Apesar de desconfiar que Tabitha quisesse demonstrar realmente isso – os defeitos de uma infância desajustada – havia algumas partes dessa obra que demonstrava realmente o contrário: que Maya e Lochan se amavam, independente de qualquer coisa, inclusive a criação, laços sanguíneos e a vida difícil.


Livro: Intenso Demais
Título original: Thoughtless
Autor (a): S. C. Stephens
Editora: Valentina
Páginas: 464
ISBN: 9788565859240
Sinopse: "Há quase dois anos, o namorado de Kiera, Denny, é tudo que ela sempre quis; apaixonado, carinhoso e totalmente dedicado. Quando os dois se mudam para outra cidade a fim de começar uma nova vida, Denny no emprego de seus sonhos, Kiera numa conceituada universidade, tudo parece perfeito. Mas então, um imprevisto separa o feliz casal. Sentindo-se sozinha, confusa e carente, Kiera se aproxima de Kellan Kyle, o sexy e sedutor vocalista de uma banda de rock. No começo, ele é apenas um amigo em cujo ombro ela pode chorar suas mágoas, mas, à medida que sua solidão aumenta, o relacionamento ganha força. Até que, uma noite, tudo muda... e nenhum deles jamais será o mesmo."
TRILOGIA "ROCK STAR"
    1.  Intenso Demais
    2.  Complicado Demais (ainda não lançado no Brasil)
    3.  Perigoso Demais (ainda não lançado no Brasil)

    O primeiro livro da “Trilogia Rock Star”, da autora S. C. Stephens, foi escrito em 2009 e inicialmente era uma auto publicação. Depois do imenso sucesso que a série alcançou entre os leitores, a editora Simon & Schuster se prontificou a publicá-la nos Estados Unidos. Agora, lançado a pouco no Brasil, com seus direitos adquiridos pela Editora Valentina, podemos conhecer esse new-adult que promete marcar os mais diversos leitores. 

   Intenso Demais conta a história de Kiera, uma jovem que é extremamente apaixonada pelo seu namorado, Denny Harris. A moça nunca viu muito do mundo, e, desse modo, quando o namorado recebe uma oportunidade incrível de trabalho em Seattle, ela vai junto sem titubear. Ansiosa para começar uma vida nova com a pessoa que ela acredita piamente ser o amor de sua vida, ela muda sua faculdade para a nova cidade e embarca de cabeça nessa jornada. Como a situação financeira dos dois não é a das melhores, ela e o rapaz resolvem dividir um apartamento com um antigo amigo de Denny, Kellan Kyle. 
   Kellan é o típico bad boy que leva as garotas a loucura. Lindo, charmoso e o vocalista de uma banda de rock que faz algum sucesso, a D-bags, Kiera não consegue tirar os olhos do rapaz assim que o vê pela primeira vez. Os dois se dão muito bem e parecem ter uma conexão, mas Kiera está certa sobre seu relacionamento perfeito, e o vê apenas como um amigo (mesmo que isso não a impeça de admirar incessantemente o físico de Kellan). Contudo, pouco tempo depois de terem se estabelecido, Denny precisa viajar a trabalho – e ele ficará dois meses fora. 
    Sozinha em uma cidade desconhecida e com pessoas que acabou de conhecer, Kiera inevitavelmente se aproxima de Kellan, e o relacionamento deles vai se tornando mais próximo a cada dia. Com isso, inúmeras dúvidas surgem para Kiera; será que ela deve continuar em um relacionamento que sempre funcionou muito bem, ou arriscar tudo o que já possuiu por aquilo que parece desejar intensamente?

   A obra de S. C. Stephens me interessou de cara quando vi que se tratava de um new-adult – eu adoro os livros do gênero! Ao ler inúmeros comentários positivos, então, minha vontade de adquiri-lo apenas aumentou. Quando, finalmente, recebi o livro da Editora Valentina, mal pude esperar para começar a leitura... e encontrei algo totalmente diferente do que eu havia inicialmente imaginado. 
   O livro é narrado por Kiera o tempo todo, em primeira pessoa, então, sempre vemos os acontecimentos por sua perspectiva. A escrita da autora é agradável de se ler, conseguindo ser, ao mesmo tempo que cotidiana, informal na medida certa para o estilo do livro. É o tipo de narração que faz o leitor ler mais e mais, caindo de cabeça na história. Ao mesmo tempo que gostei na narrativa, contudo, senti que em muitos momentos tudo ficou vago demais – há várias cenas nas quais nos é dado um “resumo” do que aconteceu na vida da protagonista nos últimos dias. 
   Algumas cenas são cobertas apenas vagamente e várias vezes há apenas menções a certas situações, o que me levou a ter alguns problemas com a profundidade da história. Por mais que eu tenha gostado muito dos personagens e, especialmente, de suas personalidades – e faço exceção apenas a protagonista – foi perceptível que muitas das situações poderiam ter sido mais bem exploradas no decorrer da história. 


   Logo nas primeiras páginas conhecemos Kiera, seu relacionamento com Denny, e a imensa mudança que já está em curso na sua vida. Os dois, e especialmente Kiera, estão tão apaixonados que chega até mesmo a ser um pouquinho demais as vezes, mesmo que ainda seja fofo. Mas, de qualquer modo, é perceptível que Denny é tudo na vida de Kiera – e esse foi exatamente o fator me deixou abismada com o fato de seu relacionamento com Kellan ter começado a se desenvolver tão rápido. 
   Sim, eu sabia desde o início que se tratava de um triângulo amoroso (e, não, ainda não gosto deles!), mas acredito que tudo pode ser apreciado – mesmo se o tema não for o seu preferido – se for bem desenvolvido. Infelizmente, foi esse o principal defeito de Intenso Demais, em minha opinião: a falta de desenvolvimento. Como já era previsto pela sinopse, a Kiera fica em dúvida entre os dois na maior parte do livro. E isso – ficar na dúvida entre o cara perfeito e aquele te faz sentir como se fosse especial – seria compreensível; é claro, se a maior parte das investidas não viessem da parte da Kiera.


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