Livro: Sol e Sonhos em Copacabana
Autor (a): Aliel Paione
Editora: Pandorga
Páginas: 381
ISBN: 978-85-8442-221-0
Sinopse: Jean-Jacques Chermont Vernier, jovem diplomata francês, chega ao Rio de Janeiro durante o governo Campos Sales, em 1900. Vem ao Brasil para trabalhar na embaixada da França como consultor econômico. Descendente de tradicional família de diplomatas, pertencentes à nobreza francesa, Jean-Jacques é induzido à carreira diplomática pela insistência de sua mãe, a condessa De Chermont. Jovem, idealista e romântico, Jean-Jacques sente-se decepcionado ao deparar-se com a aridez de seu trabalho, que confronta sua personalidade sensível e boêmia, ou sua maneira de encarar a vida. Jean-Jacques conhece, no cabaré Mère Louise, em Copacabana, uma mulher lindíssima, Verônica, e é dominado por uma paixão avassaladora. Verônica é uma tirana de corações, capaz de levar um homem do céu ao inferno com a mesma facilidade com que as folhas secas são sopradas pelo vento. Ele é correspondido, então iniciam um romance que, para Jean-Jacques, significa a plenitude de sua sensibilidade amorosa e estética. Porém, ela é amante de um respeitável senador da república, o senador José Fernandes Alves de Mendonça, que trabalha com o ministro da fazenda de Campos Sales, Joaquim Murtinho, nas negociações do Funding Loan. Tem-se, então, um triângulo amoroso de consequências e desdobramentos surpreendentes. Durante a narrativa, são efetuadas análises críticas históricas sobre a vida política e econômica do Brasil pertinentes à república velha, conexões que se estendem à época contemporânea. O cabaré Mère Louise realmente existiu na época e local descrito.

José Roberto é natural de Varginha (MG), engenheiro, Mestre em Ciências e Técnicas Nucleares pela UFMG, onde trabalhou no departamento. Atualmente, é Professor de Física na PUC. Porém, são atividades secundárias perante o seu amor e vocação literários. Aliel Paione é o pseudônimo que adotou em homenagem à sua esposa, que se chama Leila. Sol e sonhos em Copacabana é seu primeiro livro, publicado pela Editora Pandorga.

    Desde a infância, o francês Jean-Jacques Chermont Vernier sonha com o Brasil através das histórias de seu avô, que afirma já ter conhecido a terra brasileira e suas belezas. Quando enfim cresce, Jean-Jacques mergulha em estudos voltados para o Direito, a burocracia, a diplomacia – exatamente o oposto do que queria para si, sendo ele um amante das artes e tendo a pintura como um hobby quase sagrado. Porém, acaba sendo transferido para trabalhar no Brasil, como consultor econômico da Embaixada Francesa. As obrigações burocráticas seriam as mesmas para o jovem sonhador, mas o ambiente, não: finalmente ele poderia se deparar com o cenário deslumbrante descrito por seu avô.
    O pano de fundo é o Brasil de 1900, durante o governo de Campos Sales onde a política café com leite ainda predominava na chamada República Velha. Jean-Jacques passa quase um ano inteiro residindo no Brasil e para ele é tempo suficiente pra observar o quanto a política brasileira estava infestada de aproveitadores que compunham a elite oligárquica da época e tinham como objetivo enriquecer às custas da impotência e ingenuidade da população. Em meio a tantas decepções nos mundos político e econômico, uma coisa ainda afaga o coração de Jean-Jacques: a beleza do Rio de Janeiro da época – em especial de Copacabana – e sua paixão por pintura. Nada agradava mais a Jean-Jacques que contemplar as belezas naturais da cidade.

"Chegara ao Brasil no início do Governo Campos Sales, e logo se entranhou na vida econômica e política do país. Nação propícia a investimentos e bons negócios, opinião unânime entre os especialistas, o Brasil iniciava-se no regime republicano, instaurado em 1889. Na época em que chegou, o presidente Campos Sales acabara de implantar a estrutura de poder da República Velha, baseada nas influências dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Ele instituíra a Comissão de Verificação de Poderes, com Seu objetivo era dar posse aqueles políticos indicados pelas oligarquias estaduais, mancomunadas com os interesses do governo federal, mero representante da elite agrária".

  Em um desses passeios pelos pontos turísticos do lugar, onde sempre era acompanhado pelo fiel motorista Euzébio, Jean-Jacques se deparou com o cabaré Mère Louise, muito famoso na região por receber membros da alta sociedade, especialmente políticos importantes, como o imponente e respeitado senador José Fernandes Alves de Mendonça. Nessa curta passagem, Jean-Jacques pôde ver, em uma das janelas, uma bela morena de olhos verdes, que lhe sorriu de volta. Embasbacado por tamanha beleza, Jean-Jacques decide retornar ao cabaré à noite, e quando o faz, se depara com uma aura quase mágica: música, bebida e risadas permeavam o salão, e, para abrilhantar a festa, surge Verônica, a mulher que vira na janela. É nesse momento que Jean-Jacques descobre que tê-la para si será uma tarefa difícil, já que ela presta serviços exclusivos ao senador Mendonça.
    Com ajuda de Louise, a dona do cabaré, Jean-Jacques passa a compreender no que se baseia a relação de Verônica e Mendonça: ele, por ser rico e influente, é o principal provedor do cabaré, exigindo apenas Verônica em troca de seu auxílio para manter a casa funcionando. Verônica tem grande apreço por Louise, que é grande amiga de sua mãe, Jacinta. Por isso, a jovem mulher se submete às fantasias do senador e finge amá-lo. Mas quando conhece Jean-Jacques, Verônica quebra o gelo que há em seu coração e descobre que nem todos os homens são iguais, apaixonando-se pelo sonhador que a observa como nenhum homem a observara antes. Quando percebe que seus sentimentos são correspondidos, Jean-Jacques faz de tudo para lutar por um amor que parece tão impossível, formando, assim, um triângulo amoroso que traz muitas consequências para a vida do casal.

    O livro de estreia de Aliel Paione me despertou o desejo de conhecer a Copacabana de 1900. Porém, a curiosidade maior era como um livro publicado em 2017 poderia retratar um tempo tão remoto. Confesso que não sabia o que esperar (uma leitura com ar contemporâneo ou antiquado?), mas acabei me deparando com uma obra atual em sua publicação e clássica em sua escrita. Quando se lê Sol e sonhos em Copacabana, mergulha-se em outro universo, onde aquilo que é antigo de repente torna-se parte da realidade, e Paione pareceu não medir esforços para que essa sensação nos fosse passada.
   A narrativa transcorre em terceira pessoa, tendo como foco principal Jean-Jacques. Ao longo da história, também há focos em Verônica, Mendonça, entre outros personagens secundários, penetrando profundamente no âmago de cada um. Como mencionei, a escrita nos remete à obras clássicas – extremamente descritiva e floreada. Esses e outros elementos me fizeram recordar os livros romancistas e realistas, o que também me fez dividir o livro em duas partes (tendo em vista a diferença entre os dois movimentos literários), que ficam claras ao leitor à medida que se aprofunda na história. Nos momentos em que o autor descreve a beleza de Verônica, foi como se visse Machado de Assis descrevendo Capitu ou José de Alencar à Aurélia – se prendendo a detalhes e criando metáforas em torno da beleza e atitudes delas. Outra semelhança com os movimentos é a narrativa urbana. Tanto o realismo quanto o romantismo tinham a característica marcante de descrever a sociedade da época, passando pelo processo de urbanização e retratando momentos políticos, servindo até como registro histórico informal.




Corpos Imortais, de Rook Hastings.
“Viu, as meninas que morreram, não foi por acidente. Foram amaldiçoadas, cada uma delas. Amaldiçoadas e tiveram uma morte horrível... — e Charlotte engoliu em seco. — Vou ser a próxima.”
Quatro acidentes horríveis! Quatro mortes misteriosas! Quatro adolescentes atormentadas por ameaças paranormais! Quatro meninas de uma escola foram mortas de forma aparentemente aleatória, isso seria realmente uma coincidência ou há algo mais sinistro acontecendo? Quatro adolescentes atormentados por ameaças paranormais! Como se já não bastasse a pressão de ter que crescer em uma cidade onde as opções de carreiras são trabalhar na fábrica local ou o desemprego, mesmo sem os perigos sobrenaturais que espreitam a cada esquina, Weirdsville já é um lugar muito infeliz; gangues, drogas e pobreza assombram esta cidade. Qualidades duplamente obscuras dão a este livro a capacidade de realmente abalar o leitor. Os leitores irão adorar ler algo diferente dos temas de vampiros e lobisomens, e explorar um lado diferente do mundo paranormal.

Editora: Pandorga







Charlotte Street, de Danny Wallace
Tudo começa com uma garota… (porque sim, sempra há uma garota…) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo… E agora Jason — ex-prodessor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder… É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam…
Editora: Novo Conceito 


 Cuco, de Julia Crouch 

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.
Editora: Novo Conceito












Puros, de Julianna Baggott 
O primeiro livro dessa série distópica se passa em mundo destruído por explosões que não só devastaram a paisagem, mas mudaram para sempre a vida dos sobreviventes: grande parte dos seres humanos sofreu algum tipo de deformação e teve seu corpo fundido com animais, objetos ou com a própria terra. Houve, porém, quem escapasse ileso do apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores.

Editora: Intrínseca

















Cinquenta tons de cinza, de E L James 

No primeiro livro da trilogia adulta de E L James, a inocente Anastasia Steele conhece o jovem empresário Christian Grey, e descobre-se irremediavelmente atraída por esse homem sexy e dominador. Ele também a deseja desesperadamente — mas em seus próprios termos. Por trás da fachada de sucesso, Christian é atormentado pelo passado e obcecado por controle.
Editora: Instrínseca














Dearly, Departed, de Lia Habel

Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo nobre…e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida. As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe… Apenas Nora tem o poder da cura em suas mãos, ou melhor, em, seu sangue. Ela não sabe disso, e corre perigo. É papel de Bram protegê-la…
Editora: iD











Devoted - Devoção, de Hilary Duff 
   Um amor perdido, mas nunca esquecido… Sage é minha alma gêmea. Nós nos amamos há muitas vidas, mas tudo sempre acaba de maneira trágica… Desta vez, no que depender de mim, será diferente. Ele é imortal, e carrega o Elixir em suas veias. Foi arrancado de mim, mas tenho certeza que ainda está bem… por enquanto. Ben, meu grande amigo, vai me ajudar a encontrá-lo, mas para isso teremos de nos aliar à Vigança Maldita. Será mesmo a coisa certa a fazer? Ou será que estou apenas selando novamente nosso destino trágico? Sou Clea Raymond, e vou lutar pelo meu amor com devoção.
Editora: iD










Os arquivos perdidos – Os Legados da Número Seis, de Pittacus Lore

Quando, no meio da batalha contra os mogadorianos, John Smith recebe a ajuda de uma loriena forte, poderosa, com vários Legados desenvolvidos e pronta para lutar, surge a pergunta: quem é essa Número Seis? Os arquivos perdidos: Os Legados da Número Seis mergulha em parte da vida de Seis e sua Cêpan, Katarina. Onde elas moraram, como treinavam, de que maneira ela obteve tantas informações a respeito dos mogs e o que aconteceu para que se tornasse tão independente e mordaz — característica que, ao mesmo tempo, fascina e assusta aqueles que a conhecem, inclusive John.
Editora: Intrínseca


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