A editora Novo Conceito finalmente decidiu tornar padrão também aqui no Brasil as novas capas da trilogia Shatter Me, de Tahereh Mafi, começando pelo final com Incendeia-Me e, provavelmente, ainda esse ano veremos os dois primeiros livros também com esse novo padrão.


Sinopse: Juliette agora sabe que talvez seja a única que pode deter o Restabelecimento. Mas para fazê-los cair, ela precisará da ajuda de uma pessoa que jamais imaginou poder confiar: Warner. E a medida que trabalham juntos, Juliette descobrirá que tudo que acreditava saber — sobre Warner, suas habilidades, e até mesmo Adam — estava errado.

O livro que encerra a trilogia deve sair em junho e o conto que acontece entre o segundo e terceiro livro, Fracture Me, será lançado em formato digital ainda esse mês. Não se sabe se a editora nacional também publicará o volume físico contendo os dois contos da saga, Unite Me.

A Fox comprou os direitos de adaptação da distopia de Tahereh Mafi, sendo Peter Chernin e Dylan Clark os produtores responsáveis.

O que acharam da capa, leitores? Eu adorei e, com certeza, irei comprar a série! Só achei que a ilustração fugiu um pouco do modelo construído pelas outras capas da série. Mas como as primeiras capas serão modificadas para ficarem iguais a essa, creio que não há problema algum. E vocês, o que acharam? 


    Ei, pessoal. Ultimamente, recebemos várias reclamações de leitores, e todas com o mesmo assunto: o formulário de comentários usado pelo Palácio de Livros, o Disqus, estava apresentando problemas. Depois de alguns dias tentando solucionar o que estava errado e pesquisar um pouco mais sobre a plataforma, vimos que não havia jeito - teríamos que excluir o Disqus. Como consequência, todos os comentários feitos com o Disqus no blog foram excluídos
  É claro que é triste ver o resultado de tanto trabalho sumir assim, de uma hora para a outra, mas, entre o passado e o futuro, resolvemos optar pelo futuro. Esperamos que se adaptem a nova forma de comentários, e pedimos que se ocorrer algum problema, contate-nos. E, é claro, continuem comentando. Obrigada!


 Oi, leitores! Quem nunca, pelo menos uma vez, sentiu que tudo estava dando simplesmente errado em sua vida? Se você acredita em má sorte é sabe que é algo com o qual, em muitos momentos, podemos sofrer – mas, garanto a vocês: vocês nunca serão tão azarados como as personagens abaixo citadas. Esse é o Top 5: Personagens Azaradas. 

1. ARYA STARK - AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO
Precisamos concordar que, na série de George Martin, não há personagens que possam ser considerados sortudos - nenhum deles, contudo, consegue superar a falta de sorte de Arya Stark. Com apenas onze anos (e isso no quinto livro da série, já que no começo da estória ela tinha só nove anos!), Arya já passou por mais do que muitos adultos. Adoro a personagem, ainda mais pela sua atitude corajosa e independente, mas preciso dizer que ela também é uma pelas quais eu mais sinto dó. Quando você achar que tudo de ruim já aconteceu com ela, acredite: fica pior. 

2. KATNISS EVERDEEN - JOGOS VORAZES
Você acreditaria que viver em um país pós-apocalíptico, no Distrito mais pobre de todos e passar fome, lutando para sobreviver todos os dias já seria má-sorte o suficiente. Bem, não para Katniss Everdeen  tudo isso não foi nada comparado a ter que lutar até a morte com outros jovens, ou às consequências que resultaram disso. Durante os três livros da série, parece que as coisas só vão ficando pior e pior para a menina do Distrito 12 - afinal, a sorte nunca está a nosso favor. 

3. JULLIETTE - ESTILHAÇA-ME
Tudo bem que a Julliette pode ser (e muito!) chatinha, mas não há como negar: o destino não foi bom com ela. Imagine você ser trancada em um hospício, taxada de louca, e, de quebra, matar tudo o que toca. Essa é a vida da personagem da trilogia Estilhaça-me, que, mesmo quando consegue escapar de sua prisão, ainda precisa lidar todos os dias com as muralhas que a vida coloca a sua frente. Juro, é problema atrás de problema para a Juliette! 

4. CALLIE - STARTERS
Viver em constante fuga, não ter um lugar para viver e ser órfã seriam grandes problemas. É claro, se você não vivesse em um mundo dominado por pessoas mais velhas, que estão determinadas a controlar a população jovem: a única além deles a escapar de um vírus mortal, já que todas as pessoas entre 18 e 60 anos foram exterminadas. Callie possui sua cota de sofrimento, mas, ainda sim, as coisas ruins parecem nunca parar de acontecer com ela.

5. ROSE FITZROY - ADORMECIDA
É claro que ser herdeira de uma empresa multimilionária parece ser o sonho de toda garota - mas não quando tal sonho vem com as consequências que Rose precisou enfrentar. Rose entrou em estase em um dia  uma espécie de tratamento que impede a pessoa de envelhecer  e, por acidente, acordou somente 60 anos depois. Com seus pais e todos que ela conhecia mortos, o mundo que lhe era familiar completamente modificado e cheia de dúvidas, a moça parece ser acompanhada pela má sorte. E no decorrer do livro, é claro, as coisas só ficam mais e mais complicadas para ela. 


Então, o que acharam das escolhas? Deixe-nos saber nos comentários com quais vocês concordam ou não. E, mais importante: quem aí estaria disposto a trocar de lugar com alguma delas? rs.


Oi, gente! O Ao Redor do Globo: Capas de hoje vai mostrar as capas internacionais de um dos new-adults mais populares já publicados: Entre o Agora e o Nunca, da J. A. Redmerski. Vamos lá?

A capa da edição brasileira, publica pela editora Suma de Letras. O padrão original foi mantido, com apenas algumas pequenas diferenças.


 
A capa original americana, e a versão publicada na Itália. Acho a capa americana simplesmente linda, mas preciso dizer que algo sobre a italiana me deixou encantada. Talvez o visual da primeira seja mais artístico, mas a escolha italiana combina tanto com a história!

A escolha da Espanha é tão delicada que não tem como não gostar, rs. Ela passa ao livro um visual muito mais "romântico" do que a original, e acredito que represente o lado mais doce do relacionamento dos protagonistas. 

Portugal, França e o Reino Unido decidiram manter a versão original, com alguma mudança nos detalhes. 

 
Romênia e Sérvia. Mas o que foi que fizeram com essa capa da Romênia?! Não entendi o que tentaram passar com ela, rs. A versão da Sérvia, por outro lado, resolveu inovar e acredito que tenham sido bem sucedidos. Ao mesmo tempo que lembra a original, ela é completamente diferente, e ainda linda. 


Eslovênia, Hungria Lituânia. 


E, por fim, a capa da Alemanha. Não gostei muito da capa, apesar de não ter a achado feia. Ah, uma curiosidade: repararam nesse título enorme? Pesquisei a tradução, e seria algo como "Quando você me beija, o mundo gira lentamente". Será que não conseguiram pensar em um título menor? rs. 


Bem, é isso. Não há tanta variedades de capas, já que muitos países decidiram manter a versão americana. Que tal me contar sua capa preferida aqui nos comentários?


Livro: Poseidon
Título original: Of Poseidon
Autor (a): Anna Banks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
ISBN: 9788581633152
Sinopse: Além da beleza fora do comum, com seu cabelo quase branco e seus olhos cor de violeta, Emma chama a atenção por ser um pouco desajeitada. Ela não se sente muito à vontade em lugar nenhum… e não sabe que sua misteriosa origem é a fonte dessa sensação. Galen, príncipe dos Syrenas, vasculha a terra procurando uma garota especial, capaz de se comunicar com os peixes — e que poderá salvar seu reino. Quando ele se encontra com Emma, a conexão é imediata: embora não saiba, Emma parece ter o dom que Galen procura. Mas, então, por que ela não conseguiu salvar sua melhor amiga do ataque do tubarão? Cabe ao príncipe convencer a teimosa Emma a enfrentar sua real natureza e aceitar o desafi o. E nada pode impedi-lo de alcançar seu objetivo.
SÉRIE "O LEGADO DE SYRENA"
    1.  Poseidon
    2.  Of Triton
    3.  Of Neptune

   O primeiro livro da série "O Legado de Syrena", Poseidon, de Anna Banks, é sobre uma charmosa história de amor envolvendo mistérios, mitologia e aventura. Uma ficção para o público jovem, já tem três livros publicados no exterior, além de dois contos extras sobre o universo da estória. 

   Emma é como qualquer garota adolescente, isto é, até esbarrar em um lindo estranho na praia, durante suas férias na costa da Flórida – apesar de sentir uma estranha atração instantânea pelo rapaz, a garota não dá ao fato muita importância. O que ela não sabe, contudo, é que ele é Galen, o príncipe de uma espécie mitológica, os Syrenas (que podem ser traduzidos como uma espécie de “sereias”), e está no continente em uma busca especial. Ele procura uma garota que, segundo relatos, possui o Dom de Poseidon, – o dom de se comunicar com animais marinhos – e suspeita que a tenha encontrado. Quando uma tragédia repentina atinge a vida de Emma, contudo, aproximar-se pode não ser tão fácil. 
   Galen consegue descobrir aonde Emma mora, e não demora muito para segui-la e se matricular no colégio onde estuda. Ele precisa ter certeza de que está atrás da pessoa certa, mas, ao mesmo tempo, tem muitas suspeitas – se ela for uma Syrena, como conseguiu viver na terra por tanto tempo? E por que seus cabelos são loiros, quase brancos, quando todo Syrena apresenta cabelos escuros? 
    Em meios as dúvidas, mas ainda determinado a descobrir a verdade sobre Emma, é aos poucos que os dois vão se conhecendo, e, com isso, se envolvendo mais profundamente do que deveriam. Galen, entretanto, guarda segredos sobre os verdadeiros motivos que o levaram a procurar a descendente de Poseidon, e como isso pode afetar não somente a ambos, mas a todo o reino dos Syrenas.

    Poseidon é narrado parte em primeira pessoa, por Emma, e parte em terceira pessoa, quando descreve os acontecimentos pela perspectiva de Galen. Particularmente, gosto muito desse tipo de narração, já que é possível a nós, leitores, entender ambos os lados da história, não ficando limitados a apenas uma perspectiva. O livro, que possui 26 capítulos distribuídos em 285 páginas, não é extenso, e é tipicamente uma “leitura rápida”. Já no início da obra somos envolvidos de maneira tão repentina no universo narrado, que é difícil pausar a leitura. 
    Os personagens principais têm algo em torno dos 18 anos, e, deste modo, é claro que o universo mais jovem não foi deixado de lado. Emma é a típica garota insegura, desastrada e nada vaidosa, mas que na realidade é muito bonita. Ela possui um temperamento forte e é muito teimosa, contudo, e, agora que conheceu Galen e os mistérios que cercam sua verdadeira origem, precisa aprender a lidar com o fato de possivelmente não ser humana – e, sobre isso, o fato de estar se apaixonando pela primeira vez. 
   Galen, por sua vez, é um príncipe de Tritão, e não consegue deixar de lado o fato de ter tido, desde sempre, tudo o que sempre quis. Ao mesmo tempo que possui um gênio forte, ele é protetor, carinhoso e extremamente leal a seu povo – todas essas qualidades são mais do que o suficiente para deixar Emma (e várias leitoras, aposto!) apaixonada(s) por ele. O resultado dos dois personagens serem orgulhosos e decididos, por fim, são diálogos hilários e discussões acirradas, com ambos discordando um do outro a todo o momento. 
    A narração informal, porém, mesmo que engraçada, se tornou incômoda depois de algumas páginas. É claro que isso é mais do que uma preferência pessoal do que uma regra, mas acredito que Banks tentou deixar algumas situações mais descontraídas, e isso prejudicou um pouco o entendimento dos fatos. Em várias partes não entendi exatamente o que estava acontecendo e precisei voltar e ler novamente – e, ainda sim, fiquei sem entender nada. 

     Apesar de ter gostado muito da história, no decorrer da leitura é clara a existência de alguns problemas no enredo. Há uma certa inconsistência na narração, e é possível sentir que alguns fatos foram apenas “jogados”, sem nenhuma explicação ou, claramente, apenas para preencher páginas. Preciso afirmar que me senti, durante boa parte da leitura, frustrada, constantemente esperando para saber que rumo a história tomaria, quando nada aconteceu. Além disso, o modo como Banks encerra o livro é um tanto decepcionante, já que termina exatamente onde – finalmente – alguma ação ocorreria ou fatos seriam explicados. 
   Mesmo assim, Poseidon é um livro que possui uma premissa interessante e, em termos, original. Nunca havia lido nada sobre sereias, e por isso me interessei bastante pela estória. A autora brinca um pouco com a mitologia, então, não inicie a leitura esperando algo fiel às histórias antigas – creio, na realidade, que há várias divergências com essas –, mas, ainda sim, Poseidon possui fatos interessantes e um desenvolvimento da nova espécie bem elaborado. 
    "Então, é um bom livro?" Deixe-me explicar...


A editora LeYa divulgou a capa do terceiro livro de Wild Cards, Apostas Mortais. A série atualmente conta com 22 volumes, e o livro tem previsão para maio desse ano


A sinopse ainda não foi apresentada e logo voltaremos a dar notícias sobre esse lançamento. Mas enquanto isso não acontece, que tal saber de mais novidades sobre os livro de George R. R. Martin?


 Falando agora de As Crônicas de Gelo e Fogo, veja só o que entrou o pré-venda! Game of Thrones – A pop-up guide to Westeros (Game of Thrones – Um guia pop-up de Westeros na tradução literal). Esta obra conta com a recriação de várias localidades dos Sete Reinos!




Oi, gente! Trago hoje os lançamentos para o mês de Abril das editoras  Intrínseca e Arqueiro. Temos vários livros muito aguardados, e não podemos esperar para conferir alguns deles. Dê uma olhada nos lançamentos e nos conte seus preferidos!

EDITORA ARQUEIRO


Querida Sue - Jessica Brockmole
Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu grande amor. Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a cara de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas.



 Mar de Rosas - Nora Roberts
Desde criança que Emma é uma jovem sensível e romântica e não é surpresa para ninguém que tenha encontrado a sua vocação como florista de casamentos. Assim está sempre rodeada de flores e trabalha com as suas três melhores amigas - Mackensie, Parker e Laurel. Emma não podia estar melhor, certo? Errado. É que Emma, apesar de bela e encher de vida todas as salas onde entra (aliás, tal como acontece com os arranjos florais que cria), apenas se cruza com os homens errados. E o último lugar onde alguma vez se lembrou de procurar é…bem debaixo do seu nariz. Jack Cooke é um arquiteto e amigo de longa data que praticamente faz parte da família. Um dia ele apercebe-se que sente por Emma algo mais do que apenas amizade. Mas quando a sua paixão é correspondida, as coisas começam a complicar-se. É que nem ele gosta de compromissos, nem ela é dada a casos passageiros. Conseguirão confiar nos seus corações — para se entregarem a uma vida em comum?



Os Assassinos do Cartão-Postal - James Patterson
Uma viagem para conhecer as mais belas cidades da Europa é o sonho de qualquer pessoa. Porém, o detetive da NYPD Jacob Kanon não está interessado nos pontos turísticos. Após receber a notícia do brutal assassinato de sua filha e namorado, mortos em Roma, Kanon viaja para o Velho Continente para tentar juntar pistas sobre o crime que mudou sua vida. E a onda de assassinatos está só começando: jovens casais são encontrados mortos em Paris, Copenhague, Frankfurt e Estolcomo. Os crimes parecem não estar conectados, com exceção de um cartão-postal enviado para o jornal local da cidade de cada nova vítima. Quando o repórter sueco Dessie Larsson recebe um postal, Kanon junta forças com o jornalista e partem para o novo destino para tentar capturar o serial killer.


EDITORA INTRÍNSECA


A Mulher Silenciosa - A.S.A. Harrison
Jodi e Todd estão juntos há 20 anos e, aparentemente, levam uma vida invejável. Todd é um empreiteiro bem-sucedido que pode bancar alguns luxos, como o enorme apartamento com uma vista deslumbrante para o lago, um Porsche (dele) e um Audi (dela) na garagem, e o estilo de vida de Jodi. Psicoterapeuta, ela atende em casa apenas dois clientes por dia, e tem tempo de sobra para as sessões de pilates, as aulas de arranjos florais, os passeios com Freud, o golden retriever do casal, e o preparo das refeições gourmet de que tanto gosta. Essa fachada perfeita, porém, está prestes a ruir. Todd é um adúltero incurável, e Jodi sabe disso. Ela é a esposa silenciosa, preparada para tolerar as traições do marido com o intuito de manter as aparências. Até que Todd sai de casa — para viver com uma mulher com metade da idade dela, filha de seu melhor amigo. Magoada, humilhada e, por fim, financeiramente abalada, Jodi começa a contemplar o assassinato como uma opção razoável.



O Rei de Amarelo - Ricard W. Chambers
Obra-prima de Robert W. Chambers, O Rei de Amarelo é uma coletânea de dez contos de literatura gótica publicada originalmente em 1895 e considerada um marco do gênero. Influenciou diversas gerações de escritores, de H. P. Lovecraft a Neil Gaiman, Stephen King e, mais recentemente, o escritor, produtor e roteirista Nic Pizzolatto, criador da série investigativa True Detective, exibida pela HBO, cujo mistério central faz referência ao obscuro Rei de Amarelo. O título faz alusão a um livro dentro do livro — mais precisamente, a uma peça teatral fictícia — e a seu personagem central, uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas. A peça O Rei de Amarelo é mencionada em quatro dos contos, mas pouco se conhece de seu conteúdo. É certo apenas que o texto, em dois atos, leva o leitor à loucura, condenando sua alma à perdição. Um risco a que alguns aceitam se submeter, dado o caráter único da obra, um misto irresistível de beleza e decadência.



                                Iluminadas - Lauren Beukes

Chicago, 1931. Harper Curtis, um andarilho violento, invade uma casa abandonada que esconde um segredo tão chocante quanto improvável: quem entra ali é transportado no tempo. Instigado por um comando que parece vir da própria casa, Harper persegue as “meninas iluminadas” — garotas cuidadosamente escolhidas em diferentes décadas — com o objetivo de matá-las. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa. Chicago, 1992. Kirby Mazrachi viu sua vida ser destroçada após um ataque brutal que por pouco não a levou à morte. Incapaz de esquecer tal acontecimento, Kirby investe seus esforços em encontrar o homem que tentou assassiná-la. Seu único aliado é Dan, um ex-repórter policial que cobriu seu caso e agora aparentemente está apaixonado por ela. À medida que a investigação de Kirby avança, ela descobre outros casos semelhantes ao seu — e garotas que não tiveram a mesma sorte que ela — ligados por evidências que parecem impossíveis. Mas, para alguém que deveria estar morto, impossível não significa que não tenha acontecido.




Claros Sinais de Loucura - Karen Harrington
Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então mora em uma instituição psiquiátrica. O pai tornou-se alcoólatra. Prestes a completar doze anos, Sarah sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nesta incrível história sobre a aventura que é crescer.




Como Trair o Herói de um Dragão - Cressida Cowell
Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais grandioso herói já visto em todo o território Viking. Notável esgrimista e encantador de dragões, ele era corajoso, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo, principalmente se têm como companheiro um dragãozinho teimoso e mal-educado… Soluço precisa ser coroado Rei do Oeste Mais Selvagem. Será que ele vai se livrar dos Dragões-espiões Vampiros da bruxa e conseguir as Coisas Perdidas do Rei antes do Juízo Final de Yule? E há mesmo um traidor no acampamento de Soluço que, no fim, trairá todos?




Catástrofe - 1914: A Europa vai á Guerra - Max Hastings
Em 1914, a Europa mergulhou num conflito sem precedentes. A Primeira Guerra Mundial desfez impérios, aniquilou dinastias e transformou toda a geopolítica do Velho Mundo, marcando de fato o início do século XX. Cem anos após a eclosão da “guerra para acabar com todas as guerras”, Max Hastings examina as causas que conduziram ao início das hostilidades e acompanha as agruras de incontáveis homens e mulheres durante os primeiros meses de luta.
Em Catástrofe — 1914: a Europa vai à guerra, Hastings relata como, após o assassinato do arquiduque Franz Ferdinand, as relações diplomáticas se degeneraram e os países europeus lançaram-se numa calamidade que deixaria um saldo de milhões de mortos. O autor explora detalhes da realidade da guerra pelos olhos de estadistas, aristocratas, soldados e camponeses, oferecendo uma análise brilhante das decisões de líderes políticos e militares e pintando um retrato vívido do começo do conflito. 


Ah, e aproveitamos para contar para vocês que o Palácio de Livros foi selecionado para a parceria de 2014 da Editora Intrínseca! Agradecemos pela confiança em nosso trabalho - estamos muito felizes com a novidade, e esperamos que essa parceria traga bons resultados para ambos os lados. 


Oi, pessoal! Hoje trago o resultado do Top Comentarista de Março de 2014. Houve um empate entre nossos participantes e fizemos um sorteio para definir o resultado. Quem ganhou foi...



Parabéns, Tahis! Você ganhou "O Dom", segundo livro da série Bruxos e Bruxas de James PattersonEnvie seu endereço completo em até sete dias para palaciodelivros@gmail.com.

Obrigada a todos que participaram. Gostaríamos de presentear todos nossos leitores, mas isso não é possível. De qualquer modo, não desanimem!
Esse mês não teremos Top Comentarista devido ao aniversário de dois anos do PL, que está chegando. Fiquem de olho, pois estamos planejando uma mega surpresa para vocês!


O Grupo Editorial Pensamento divulgou a capa de A Cidade da Meia-Noite, primeiro volume da Saga da Terra Conquistada, de J. Barton Mitchell, sendo que o livro tem previsão de ser lançado neste mês de Abril.


Sinopse: A Estática era como os sobreviventes da Terra chamavam o sinal telepático transmitido pelos Confederados algumas horas depois da invasão, e ela tinha acabado com toda a resistência aos alienígenas de uma tacada só.
Um sinal de controle da mente que funcionava terrivelmente bem. Qualquer um que ouvisse sucumbiria instantaneamente ao controle dos Confederados, menos os jovens com menos de 20 anos, que de alguma forma eram imunes a Estática. Soldados deixaram seus postos. Representantes do governo deixaram seus escritórios. Pais deixaram seus filhos chorando na cama. Como Zumbis, a população adulta dá terra começou a marchar em massa para o Parlamento dos Confederados mais próximos, e as gigantescas naves se fincaram como punhais nos corações das cidades humanas. Eles marcharam para lá, milhões de pessoas….e uma por uma, desapareceram dentro delas.

Achei o máximo esse livro quando percebi  que se tratava de um livro futurístico e cheio de ação. A capa é inspiradora e a sinopse, intrigante. Quem aí gostou da novidade?  


Oi, gente! Nesse comecinho do mês de abril, venho com os lançamentos da Editora Novo Conceito. Vamos conferir?

o_lado_mais_sombrioO LADO MAIS SOMBRIO
Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa...



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A ESCOLHA DO CORAÇÃO
Recém-casados, Holly e Tom se mudam para uma casa grande e confortável, onde ela espera esquecer de vez os fantasmas de sua infância problemática. O destino, contudo, lhe preparou uma surpresa, que se revela depois que Holly encontra um relógio lunar enterrado no jardim. O relógio oferece a imagem de um futuro que é ao mesmo tempo animador e preocupante: a visão de um lindo bebê nos braços de Tom... mas Holly, estranhamente, não aparece na visão. Em pânico diante da previsão, ela teme que um dia precise fazer uma escolha terrível: dar um filho ao marido, sacrificando sua própria vida... ou salvar-se e se esquecer para sempre da filha não nascida – a quem Holly já aprendeu a amar. 






vinte_garotos_no_verãoVINTE GAROTOS NO VERÃO
Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que vocêaprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá). As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não. Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem.



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COLIN FISCHER

Resolvendo o crime. Uma expressão facial por vez. O ano letivo de Colin Fischer acabou de começar. Ele tem cartões de memorização com expressões faciais legendadas, um desconcertante conhecimento sobre genética e cinema clássico e um caderno surrado e cheio de orelhas, que usa para registrar suas experiências com a MUITO INTERESSANTE população local. Quando um revólver dispara na cantina, interrompendo a festinha de aniversário de uma das garotas, Colin é o único que pode investigar o caso. Está em suas mãos provar que não foi Wayne Connelly, justamente aquele que mais o atormenta, que trouxe a arma para a escola. Afinal de contas, a arma estava suja de glacê, e Wayne não estava com os dedos sujos de glacê…


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 BOB - UM GATO FORA DO NORMAL

“Nós ganhamos segundas chances todos os dias, mas geralmente não as aproveitamos. E então eu conheci o Bob.” James Bowen é um músico sem-teto que se apresenta nas ruas de Londres para sobreviver. A partir do momento em que ele encontra um gato de rua machucado, com o pelo cor de laranja e grandes olhos verdes, sua vida começa a mudar. Juntos, James e Bob enfrentam o mundo – e vencem. Uma história verdadeira sobre amor e amizade que vai fazer você sorrir muito.




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BELLEVILLE
Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai! De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício... Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão – e para um pedido de socorro...







Primeiro Amor.inddPRIMEIRO AMOR
Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.




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DESDE O PRIMEIRO INSTANTE

Rachel acabou de romper um noivado e está decidindo o que vai fazer da vida. Quando ela se encontra casualmente com Ben, um amigo dos tempos da faculdade, seu coração balança. Na época não rolou, mas agora ele parece tão mais interessante... O problema é que Ben está casado, “fora do mercado”, como se costuma dizer. Ok, hora de partir para outra. Rachel não é nenhuma mocinha ingênua, dessas que se deixam levar pela emoção. O fato de Ben ser lindo, educado, engraçado, nobre e fiel não é suficiente para tirar Rachel do seu eixo. Claro que não. Na verdade, ele é O Companheiro Perfeito. Pena que seja tão fiel! Apaixonar-se pelo melhor amigo é o sentimento mais gostoso do mundo, mas também é assustador.




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ESSA É UMA HISTÓRIA DE AMOR
Um rapaz conhece uma menina e a menina se apaixona pelo rapaz – até aí, nenhuma novidade. Mas, com Sienna e Nick, as coisas não acontecem do jeito que costumam acontecer nas histórias de amor. Tudo bem que ela o achou superparecido com o Jake Gyllenhaal, seu ator preferido. E ele teve o maior frio na barriga quando viu aqueles lindos olhos azuis-escuros no metrô. Nada disso importa quando a gente está fechado para balanço. Ela é frágil... Tem tantos segredos. E ele não está a fim de nada sério. Engraçada e ao mesmo tempo triste, esta é a história de duas pessoas destinadas a não ficarem juntas... mesmo sendo a coisa que elas mais querem no mundo. 





Então, quais seus favoritos? Acho que a Novo Conceito caprichou nos lançamentos desse mês, tem livro para todos os gostos, rs. Não posso esperar para conferir Belleville e Um Mundo Sombrio


Harlan Coben, o mestre das noites em claro, virá em agosto para a Bienal de São Paulo comemorar 1 milhão de exemplares vendidos no Brasil e lançar “Seis anos depois”, seu novo best-seller!

1374044 696819020370553 864658274 n Confirmado: Harlan Coben, na Bienal de SP

         Harlan Coben (nascido em 4 de Janeiro de 1962) é um autor americano de livros. Os seus livros são do gênero "Mistério", onde muitas vezes suas histórias envolvem casos de eventos não resolvidos no passado, como homicídios e acidentes fatais, onde até o fim do livro ocorrem diversas reviravoltas.

         Chamado de "o mestre das noites em claro", Coben venceu diversos prêmios e é o único escritor a ter recebido a "trinca de ases" da literatura policial americana: o Anthony, o Shamus e o Edgar Allan Poe, todos por livros da série de Myron Bolitar. Outro destaque em sua obra é Confie em Mim (Arqueiro), de 2008.

       Seus trabalhos já foram traduzidos para 41 idiomas. Em 2006, Não Conte a Ninguém (Arqueiro) foi transformado no premiado filme homônimo estrelado por Kristin Scott Thomas e François Cluzet. Seu livro mais recente é Seis Anos (2013), que será lançado este ano no Brasil também pela Arqueiro.

Os seus principais livros publicados  e traduzidos para o Brasil pela Editora Arqueiro foram: 



O que acharam da novidade? Fiquei super animada com sua confirmação e gostaria de ter a oportunidade de conhecê-lo. Dos livros citados, já li Cilada, e adorei. E vocês?




Li ate a pagina 100 - ELEC
"Li Até a Página 100 e..." é uma tag criada pelo blog Eu leio, eu Conto e o objetivo é responder as perguntas sobre a sua leitura do momento, depois que chegar na página cem do livro.
 Quem achou interessante e quiser fazer também, é só pegar o banner acima e dar os devidos créditos ao blog criador da tag. Já vi vários blogs fazendo e é uma ideia super interessante, então resolvemos aderir também. Vamos lá?


ENDERS - LISSA PRICE  STARTERS #2

Primeira frase da página 100: 

" Depois, tudo ficou preto."

Do que se trata o livro? 
Trata-se de uma distopia, em um mundo futurístico, onde Starters, ou seja, crianças e adolescentes, podem vender seus corpos para os velhos que desejam gozar da juventude. Um chip é incrementado na cabeça dos voluntários e então estes se desligam enquanto os compradores controlam seus corpos.

Sinopse: Depois que a Prime Destinations foi demolida, Callie pensou que teria paz para viver ao lado do ir- mão, Tyler, e do amigo, Michael. O banco de corpos foi destruído para sempre, e Callie nunca mais terá de alugar-se para os abomináveis Enders. No entanto, ela e Michael têm o chip implantado no cérebro e podem ser controlados. Além disso, o Velho ainda se comunica com Callie. O pesadelo não terminou. Agora, Callie procura uma maneira de remover o chip – isso pode custar sua vida, mas vai silenciar a voz que fala em sua mente. Se continuar sob o domínio dos Enders, Callie estará constantemente sujeita a fazer o que não quer, inclusive contra as pessoas que mais ama. Callie tem pouco tempo. Obstinada por descobrir quem é de fato o Velho e desejando, mais que tudo, uma vida normal para si e para o irmão, ela vai lutar pela verdade. Custe o que custar.

O que está achando até agora? 
O primeiro livro, Starters, é indiscutivelmente melhor. Enders, por enquanto, ainda está me decepcionando, talvez pela sua falta de realidade. Enders está superficial demais.

O que está achando da protagonista? 
Callie é uma protagonista inspiradora, no entanto, nesse segundo volume, ela está se perdendo um pouco. Sinto falta da garota peculiar, forte e concreta que Callie fora.

Melhor quote até agora: 
" Entendo   disse ele, com as mãos no bolso.   Mas você tem que entender uma coisa: nem todo mundo quer ser encontrado."

Vai continuar lendo?
Sem dúvidas. Agora que comecei a leitura da série, preciso saber seu desfecho.

Última frase da página:
" — Aconteceu uma coisa muito estranha no chalé da montanha. Eu estava do lado de fora, observando Tyler enquanto ele pescava no lago, quando um flash surgiu diante de meu rosto, como se fosse um Xperience. "


    Olá, pessoal! Hoje, aqui no Entre Páginas e Telas, vou falar sobre a adaptação de uma das minhas séries distópicas favoritas, que teve o último volume lançado há pouco no Brasil: essa é a resenha do filme Divergente. Apesar de só estrear em terras brasileiras no dia 17 de Abril, eu já vi o filme e conto a seguir minha opinião para vocês. 

     Divergente, a adaptação do primeiro volume da série de livros homônima de Veronica Roth, é uma das muitas adaptações que estão sendo lançadas nos cinemas, agora que há um enorme espaço – antes, tão amplamente ocupado por Harry Potter, Crepúsculo e Jogos Vorazes – nos corações dos espectadores mais jovens. Teve sua estreia nos Estados Unidos na última sexta-feira, 21 de março, e arrecadou 56 milhões até o dia 23 (estimativa do Box Office Mojo). Com a estreia marcada no Brasil para o dia 17 de abril, entretanto, os fãs brasileiros ainda sofrem da curiosidade: terá Divergente feito jus ao livro? 

    Antes de tudo, deixo claro que sou fã da série de livros criada por Veronica Roth. E, como já é amplamente conhecido por todos que leram os livros de alguma série e depois assistem à adaptação, é difícil não criarmos algumas expectativas, especialmente quando gostamos muito da estória. Preciso dizer o quanto fiquei feliz, levando isso em conta, quando me deparei com um filme tão fiel ao livro. Mas, vamos por partes...

   Dirigido por Neil Burger (O Ilusionista; Sem Limites), Divergente conta a história de uma sociedade futurística que, depois de abalada por uma guerra, se dividiu em cinco facções para uma melhor organização do sistema: Erudição, a facção dos inteligentes, Franqueza, a dos sinceros, Abnegação, a dos altruístas, Amizade, a dos gentis, e Audácia, a dos corajosos. Ao completar dezesseis anos, jovens precisam fazer uma escolha, e decidir em qual delas desejam viver pelo resto de suas vidas. Beatrice Prior faz uma escolha que surpreende a todos, e deve agora lidar com os testes que precisa passar para tornar-se definitivamente um membro de sua facção de escolha. O que ela esconde, entretanto, é que é Divergente – o que significa que ela não se encaixa em apenas uma categoria –, já que isso significaria sua morte certa. Quando Tris descobre um crescente conflito que pode ameaçar destruir a sociedade tão cuidadosamente construída, ela precisa tentar salvar aqueles a quem ama, antes que seja destruída. 
    Estrelando Shailene Woodley como Tris e Theo James como Quatro, a atuação é sem dúvidas a característica mais marcante da adaptação. Com uma protagonista feminina, tudo indica que alguns clichês irão se repetir, mas Tris consegue quebrar a todos – ela é forte, corajosa, mas, acima de tudo, não é conformada com as circunstâncias. O modo como Shailene Woodley transmitiu a essência da personagem para as telas foi impressionante. As expressões da atriz, a dor e a alegria foram quase palpáveis, tão sinceras, e esse padrão se manteve durante toda a longa. 
    Theo James também se destaca, dando vida a um Quatro um tanto mais charmoso do que o original, mas extremamente fiel: corajoso, pragmático, “cru”, mas galante. A química entre os dois atores, além disso, é enorme. O romance – assim como no livro – não é idealizado, mas extremamente real. É um daqueles raros casos em que os dois atores principais conseguem incorporar a estória de modo quase assustador, deixando quem assiste ao filme crente de que tudo realmente aconteceu. 

    Talvez por toda essa química, senti um pouco de falta dos detalhes sobre relacionamento dos dois. Não é que ele ficou apagado – pelo contrário, quando há cenas românticas não há como desviar os olhos da tela –, todavia, eu não teria me importado em ver um pouco mais da relação entre Tris e Quatro.  
    Vale também mencionar o elenco de apoio, com Jai Courtney (Eric) se destacando em qualquer cena que apareça, interpretando o cara malvado, e Ashley Judd e Tony Goldwyn que, mesmo com pouco espaço na longa, não poderiam ter sido melhores como pais de Tris. Também há Kate Winslet (Janine), a vilã do filme, outra atriz impecável que consegue revoltar o espectador (e parecer entediada e cheia de si como um verdadeiro membro da Erudição!) em todas as cenas.
    A caracterização e o modo como as facções, tão importantes para a história, foram demonstradas foi incrível. Tudo, desde o vestuário dos figurantes até mesmo o visual da Chicago futurística ficou impecável, com efeitos especiais intensamente críveis. Há muitas cenas de ação, é claro, e em todas elas conseguimos captar a atmosfera que Divergente deseja passar: a de um plot enérgico e, a sua maneira, cruel. Não há nada idealizado, nem todos são felizes e muitos erros pessoais são cometidos, e é justamente isso que atraiu milhões de fãs à série de livros. Somando-se a isso, há o fato de que o final do filme é utilizado de um modo muito mais astuto do que o original, sem mudar o desenrolar dos fatos e seus objetivos. 
    Mesmo que o elenco tenha sido elogiado de modo extenso nas resenhas dos Estados Unidos, o filme não foi exageradamente bem recebido pelos críticos americanos, e a maior crítica foi a mesma: a dificuldade de entender a história, além de ela parecer pouco plausível. Realmente, olhando pela perspectiva de quem não leu os livros, isso é verdade, e, em minha opinião, o único defeito da adaptação. Faltou sim, um pouco de explicação, mesmo que essa dúvida seja também existente (porém em menor proporção) no primeiro livro. 

    Se, porém, levando em consideração que a história precisava ser condensada de algum modo em meras horas, acredito que foi feito um ótimo trabalho da parte do diretor, Neil Burger, e dos roteiristas, Evan Daugherty e Vanessa Taylor. Foi uma das minhas coisas favoritas sobre o filme: o modo como não há cenas importantes excluídas, como só houve pequenas mudanças, e em nada que fosse necessário (a única exceção para essa afirmação é o fato de Uriah não ter aparecido no filme, ainda que, segundo os produtores, ele terá um papel maior em Insurgente).
     A trilha sonora é outro ponto alto, com Ellie Goulding caindo em peso nas cenas importantes. As músicas que compõem a trilha, no geral, são extremamente variadas, e foram crucias para o filme como um todo, completando de forma magistral as situações vividas. Fiquei encantada com as músicas, e já tenho boa parte delas na minha playlist
     Foram citadas, em jornais e resenhas sobre o filme, várias comparações com Jogos Vorazes, mas acredito que isso deve-se mais ao fato de a estória se tratar de uma distopia com uma personagem de atitude, do que com o desenrolar dos fatos em si. Garanto prontamente que não há semelhanças – além do óbvio – entre as duas séries, tanto na literatura quando no cinema.

     Por fim, posso afirmar, com certeza, que Divergente entrou para minha lista de adaptações favoritas. Se você é um fã da trilogia, creio que amará o trabalho feito com a adaptação; e, se ainda não leu os livros, estou certa de que o filme irá lhe convencer a tanto. É uma versão mais afiada, sem tanta procrastinação e possuidora de muita ação, do livro, ao mesmo tempo que explora os mesmos temas que Roth, sobre individualismo e escolhas. Esse é dos raros casos em que o filme é tão bom quanto o livro no qual ele foi baseado. 


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