Muitos de vocês conhecem a trilogia Delírio, de Lauren Oliver (e se não conhece, passe aqui ou aqui e continue lendo! rs.). Acontece que, alguns meses atrás, a emissora americana Fox havia encomendado o piloto para uma adaptação televisiva, que seria transmitida na grade do ano passado da emissora. O piloto teve o elenco selecionado, o roteiro escrito, estava prontinho e... foi rejeitado pela emissora. 
   Os milhares de fãs que esperavam ansiosamente (eu!) ficaram decepcionados com a Fox largar uma série tão promissora, e tudo indicava que a adaptação cairia no esquecimento. Isto é, é claro, até recentemente uma distribuidora comprar os direitos do piloto e decidir transmiti-lo online por um mês para os fãs e interessados pela possível série. Rumores dizem que a Fox poderia retomar o projeto dependendo da repercussão desse primeiro episódio, mas, até agora, nada foi confirmado. 

  Como recentemente terminei de ler a série de livros, é claro que estava extremamente ansiosa para ver como seria a adaptação. E, deste modo, é assim que dou continuidade ao Especial Delírio aqui no Palácio de Livros – se você não viu a primeira parte, clique aqui!.

   O mundo não é mais aquele que conhecemos. Em um futuro não muito distante, as pessoas descobriram a causa de tanta destruição, discórdia e caos: a amor deliria nervosa era uma doença, e, como tal, precisava ser erradicada. A cura foi desenvolvida e aplicada a todos os cidadãos ao completarem 18 anos, e, deste modo, o mundo novamente conheceu a paz.
   Lena Hathoway é uma garota que mal pode esperar pelo dia no qual estará curada e longe das garras do amor deliria nervosa. Ela morre de medo de acabar como sua mãe, que acreditava no amor e, após várias intervenções, nunca foi completamente curada. Com a certeza de que, depois de curada, viverá normalmente como todos os cidadãos de Portland, sendo designada a um par pelo Estado e criando seu lar, Lena não poderia estar mais feliz no dia de sua avaliação, alguns meses antes da cirurgia. Contudo, durante a avaliação algo dá errado, e ela acaba conhecendo o lindo o misterioso Alex.
   Basicamente, é aí que a série de televisão e o livro começam a divergir (e muito!). Como fãs de certos livros, é quase impossível não criar altas expectativas quando a adaptação de algo é anunciada – nós queremos que o filme, a série, seja tão boa na realidade quanto foi na nossa cabeça. Passei por essa mesma situação com Delírio: eu imaginava, para a série de televisão, algo completamente diferente do que acabei encontrando.

A SÉRIE
 
   A série possui um elenco que conseguiu ser, ao mesmo tempo que fiel, um tanto mais diversificado do que as descrições dos personagens originais. Lena é interpretada por Emma Roberts, e fiquei impressionada com a personificação que a atriz fez da personagem. Acredito que vemos, na série, uma Lena muito mais agradável, mais apelativa do que a que encontramos nos primeiros livros. Entendi algumas das mudanças que ocorreram, e, em certo ponto, até concordo – a adaptação precisa ser mais sucinta do que o livro, que possui muito mais espaço para estórias.
   Alex é interpretado por Daren Kagasoff, e, mesmo que eu não tenha gostado muito de sua escalação para o personagem, não pude deixar de notar a boa atuação do moço. O meu grande problema em relação a sua participação, contudo, foi a modificação na história que acabou acontecendo: na série, foi criado um grande plot envolvendo Alex e os Inválidos – os rebeldes –, e somos levados a crer que o interesse inicial do rapaz por Lena foi por isso, que ela é parte de um grande plano da resistência.


   O roteiro de Delírio ficou por conta de Karyn Usher, o prestigiado roteirista de Prison Break. Para quem não conhece Prison Break, afirmo que é uma série muito bem arquitetada, com várias reviravoltas. Devido a isso, quando vi que seria Karyn Usher que escreveria o roteiro fiquei empolgada – e acabei me decepcionando. Na verdade, foi um pouco mais do que isso: o roteiro do piloto foi o que mais me desagradou, levando em conta o episódio.
   Toda história passa por uma “arrumadinha” quando passa para a telinha, mas, com Delírio, a coisa foi um pouco além disso. Posso resumir e dizer que o primeiro livro, basicamente, está no primeiro episódio (nunca li Pretty Little Liars, mas um amigo me disse que a mesma coisa aconteceu se considerarmos os livros. A informação confere?). Essas mudanças abruptas e cortes em várias informações me deixaram desanimada, ainda mais com toda a mistura dos livros que fizeram. Eu esperava uma coisa, mas acabei me dando conta de que a série possuía pouco do livro original. Na maioria do tempo, na verdade, senti que estava assistindo a uma história parecida, apenas ambientada no mesmo universo de Delírio, e não a história de Lena a Alex.


   Todavia, não acredito que o piloto tenha sido uma completa decepção. Por mais que, sim, eu quisesse que algumas coisas estivessem diferentes, por um lado eu gostei do modo como a série retratou o universo de Delírio. Acredito que, se olharmos por outro ângulo, se não levarmos em conta apenas os livros, seja uma história com um bom futuro.
   Há muito mais ação no piloto do que encontramos em Delírio. Temos uma perspectiva muito mais ampla, não só da vida de Lena, mas do governo de Portland, de sua amiga, Hana, e até mesmo dos líderes da associação conhecida como America Sem Delíria, que só tem espaço a partir do segundo livro da série. Tais mudanças evidenciam que a série de televisão não possuía a intenção de ser apenas sobre o amor, mas também sobre a política e as intrigas que rondam o governo.

LIVRO VERSUS SÉRIE
"Acha que conhece alguém com DELIRIA? Você pode ajudar a salvar suas vidas!"
   Existem grandes diferenças entre os livros e a série, e algumas delas chamam atenção logo de cara quando assistimos à adaptação. Primeiramente, Lena nos livros mora com seus tios e sua prima depois de ficar órfã. Sua irmã mais velha, Rachel, até é citada, mas aparece como uma presença distante na vida de Lena. Já na série, Lena na verdade mora com sua irmã e o marido, e não houve nenhuma menção sequer a seus tios. Acredito que tenha sido um modo de não inserir personagens desnecessários e diminuir um pouco as cenas e o elenco, e, na realidade, até achei a mudança bastante inteligente.
   Outro ponto relevante é na profissão de Alex. Ele é, no livro, um dos guardas do complexo do de laboratórios, e não possui um emprego de muita importância. Na série, porém, Alex é um policial! É claro que esse emprego facilitou muito o desenvolvimento de algumas situações da trama, mas senti que certas coisas ficaram sem explicações, simplesmente “jogadas” ali. Além disso, o rapaz tem, na série, uma participação muito maior no movimento rebelde, e faz parte dos esquemas e planos do grupo, coisa que não acontece no livro, apesar de ele ser um não-curado.
   É claro que o modo que os fatos foram desenvolvidos é bem diferente nas duas versões: enquanto o livro de Lauren Oliver foi mais focado na descoberta do amor e em suas consequências, o piloto de televisão deu muito mais foco à distopia, aos jogos políticos e à ação presente na história. Isso é necessariamente ruim? Não. Todavia, não há como negar: em uma batalha entre os livros e a série, os livros ganham com facilidade, ao menos em minha opinião.
   Por fim, particularmente, acredito que a série poderia ter, sim, um futuro se fosse um pouco mais favorecida. Agora só resta a nós, fãs, torcer para que alguém veja o potencial de Delírio, e resolva apostar nele. 


Oi, leitores! Quem aí é fã da série Delírio, da Lauren Oliver? 
Bem, tenho uma ótima notícia para vocês! Hoje começa aqui no Palácio de Livros o "Especial Delírio", que será dividido em duas partes, onde irei falar um pouco sobre essa série distópica que acabou me conquistando. A primeira parte está indo ao ar hoje, e é uma vídeo resenha (tripla!) sobre a trilogia. Aqui eu falo um pouco sobre cada livro separadamente, e depois comento minha opinião geral sobre a série. 
Dá o play!


Não se esqueçam de deixar sua opinião aqui em baixo, nos comentários! Ah é, e se preparem: ao final do especial, teremos uma surpresa para vocês, leitores!


Foi divulgado nessa sexta-feira, o trailer oficial da série de televisão “Delírio”, estrelada pela atriz Emma Roberts no papel de Lena. A trama foi baseada no primeiro livro de mesmo nome da trilogia distópica escrita por Lauren Oliver, publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Confira abaixo o trailer:


Infelizmente a Fox, a principio, não aceitou o piloto, entretanto, vamos esperar que esse primeiro episódio estreado dia 20 desse mês (Junho) tenha grande visibilidade e mude a pré-opinião da emissora.

Sinopse do livro: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Gostaram do trailer? Eu gostei, mas fiquei hesitante em relação a protagonista, não consegui ver muito sua atuação. Vamos torcer para que essa série se desenrole!


Oi pessoal! Depois de algum atraso, finalmente está no ar uma das minhas colunas preferidas: Capas! Hoje iremos mostrar a vocês as capas de Delírio, da autora americana Lauren Oliver. 

Brasil: A capa brasileira segue o modelo da original americana, apesar de ter um tom de azul mais vibrante. Linda!


     
Estados Unidos: Ambas capas são lindas, e a primeira foi a original lançada com a publicação do livro. A segunda, é uma versão alternativa. As capas do restante da série seguem o modelo dessa segunda capa.

Espanha: Não gostei muito dessa capa, apesar de não ser feia. Tentaram seguir o modelo americano, mas acabaram mudando demais, e ficou um tanto confuso. A fonte também não me agradou. 

     
Alemanha e Croácia: A alemã é um tanto diferente, mas me agradou bastante. Já a croata, seguindo o mesmo padrão, conseguiu ser ainda mais bela. Adorei o contraste das cores e do rosto da moça. 

Bulgária: Apesar de não ser bonita, já vi várias pessoas falando que tem bastante relação com a história.. 

     
França e Indonésia: Sobre a francesa, não entendi o por que de mudarem a cor de fundo, mas de qualquer jeito ficou bonita. Já a da Indonésia, acho que a capa no estilo um tanto mangá não ficou legal, e achei os efeitos um pouco exagerados. 


      
Polônia e Inglaterra: Capas mais delicadas, adorei as duas. As cores usadas criaram um efeito bem legal. 



As minhas preferidas foram as americanas, a croata e a inglesa. Qual sua capa preferida? Deixe sua opinião nos comentários! 
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