Temos muito o que comemorar, hein? E. L. James anunciou recentemente que lançará Dark, Cinquenta Tons Mais Escuros narrado pelo famoso Christian Grey. Confiram abaixo a capa:


Dark será publicado nos EUA ainda no mês de novembro e a Editora Intrínseca, que publica a série no Brasil, garantiu que a edição deve chegar as prateleiras dos leitores brasileiros ainda no início de 2018. Vamos manter nossos deuses e deusas interiores com a ansiedade controlada. Vamos tentar, pelo menos!


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:



“Isso sempre me pareceu tão ridículo, que as pessoas pudessem querer ficar com alguém só por causa da beleza. É como escolher o cereal de manhã pela cor, e não pelo sabor”.
— Cidades de Papel (John Green).



“As pessoas costumam acreditar nas coisas só porque todo mundo acredita. Não procuram provas, só procuram a aprovação de todos os outros”.
— Entre Cabras e Ovelhas (Joanna Cannon).


“Quando uma pessoa toma uma decisão importante em sua vida, torna-se difícil para ela deixar-se guiar por qualquer coisa que não seja a sua decisão”.

— Fuck Love (Tarryn Fisher).


“Para ser feliz, você não precisa de alguém. Você só precisa amar, todos os dias, a sua extraordinária e simples vida”.
— Trago Seu Amor de Volta (Ique Carvalho).


Faltam pouquíssimos dias para a tão aguardada estreia da adaptação de Extraordinário, sucesso de R. J. Palacio. Vamos conferir o último trailer lançado?

Jacob Tremblay, a adorável estrela mirim que conquistou o mundo pelo filme “O Quarto de Jack”, interpreta Auggie, um menino nascido com deformidades faciais que o impediam de freqüentar a escola. Isso muda quando ele entra na quinta série, mas suas numerosas cirurgias não conseguiram torná-lo mais normal, e sua família oferece o melhor apoio que eles podem. Contudo, nessa linda história sobre a importância da gentileza, Auggie começa a encontrar aceitação quando alguns de seus colegas de classe lhe dão uma chance. Sua emocionante jornada acaba deixando uma marca na comunidade escolar provando que “você não pode se misturar quando você nasceu para se destacar”.

Para completar o elenco principal temos Julia Roberts e Owen Wilson como pais de Auggie, Daveed Diggs, Mandy Patinkin e a brasileira Sonia Braga. O cineasta Stephen Chbosky, o diretor por trás da também adaptação literária “As Vantagens de Invisível”, dirigiu o filme baseado em um roteiro de Steve Conrad e Jack Thorne.

Extraordinário será lançado nos cinemas em 17 de novembro.


Livro: A Febre do Amanhecer 
Título Original: Hajnali láz
Autor(a): Péter Gárdos 
Editora: Companhia das Letras 
Páginas: 216
ISBN: 978-85-359-2875-4
Sinopse: Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Péter Gárdos nasceu em Budapeste, em 1948. É diretor de teatro e cinema, tendo recebido diversos prêmios internacionais. A Febre do Amanhecer, seu primeiro romance, foi publicado em mais de trinta países e adaptado para o cinema.

   Em julho de 1945, o jovem húngaro Miklós chega à distante e gelada ilha Gotland, na Suécia, após ter sido liberado dos horrores vividos no campo de concentração de Bergen - Belsen. No país nórdico, ele passa seus dias em uma cama de hospital tentando se curar de tuberculose, enquanto a Europa se reconstrói depois da guerra. Dos médicos o jovem recebe uma segunda sentença de morte: por ter os pulmões comprometidos, o sobrevivente de vinte e cinco anos conta com poucos meses de vida. Micklós, porém, tem outros planos: encontrar uma boa moça húngara para ser sua esposa. 
   O rapaz decide, então, escrever para cento e dezessete conterrâneas também em recuperação na Suécia. Uma delas - ele tem certeza - será sua futura noiva. Entre a centena de cartas, uma era endereçada a Lili Reich, uma jovem de dezoito anos presa à cama de um hospital por problemas renais decorrentes dos terrores que viveu durante o Holocausto. Essa inusitada correspondência, de um jovem desconhecido de caligrafia bonita, rapidamente se torna principal fonte de alegria dela. 
   Das cinzas da guerra nasce um amor capaz de fazê-los recuperar a esperança de seguir em frente. Pelos próximos seis meses, os dois preencham os dias de convalescença se entregando a uma troca de cartas apaixonada, que acaba por diminuir a distância entre eles e entre sua terra natal. A Febre do Amanhecer, romance inspirado na relação entre os pais do autor Péter Gardós, narra a promessa de um futuro melhor no pós-guerra. Essa história apaixonante, capaz de emocionar gerações de leitores, retrata a vitória do amor diante do sofrimento.

"O amor é uma coisa ótima. O casamento sela o amor."

   Assim que vi essa capa me apaixonei. Um casal se apaixonar sem se conhecer pessoalmente? Logo fiquei intrigada e muito curiosa para conhecer o livro. Histórias de amor que trazem a guerra como fundo de enredo sempre chamam minha atenção. Depois que descobri que a história era real, minha expectativas ficaram ainda maiores. Nunca tinha lido nada da literatura húngara, então todos os fatores estavam cotando como ponto positivo para ser uma ótima leitura — e tenho que contar que não me arrependi! Esse livro vai para lista de favoritos da vida, uma obra inesquecível.
   Toda a história é narrada por Péter Gárdos  filho dos protagonistas , e ele vai contando a história de amor de seus pais de uma forma calma e emocionante. A escrita dele é muito boa, as cartas que ele foi colocando na íntegra deixaram o leitor ainda mais próximos da história e dos personagens. Confesso que senti falta de detalhes sobre a guerra e outras coisas, mas isso foi preenchido com boas doses de romance e, claro, as cartas, visto que desde o inicio esse era o foco principal do livro.    
   Construir a história de amor de seus próprios pais não deve ter sido nada fácil, ainda mais se baseando em cartas que foram trocadas muitos anos atrás. Gárdos estreou com o pé direito, seu livro é emocionante e acima de tudo, real. A Febre do Amanhecer é um livro muito especial, apesar do sofrimento e da dor, um sentimento forte surgiu entre duas pessoas que estavam a beira da morte e esse sentimento durou uma vida. Me chamou muita atenção a forma carinhosa com que Gárdos vai guiando a história — ele teve todo o cuidado de dar continuidade a cronologia das cartas, sem deixar o leitor confuso em relação ao sentimento e possibilitando também que vissemos a verdade no romance que estava nascendo. 

"Assim, venha com a leveza de uma borboleta apenas com um sorriso nos lábios. Procure você mesma, onde a dor já se transformou em gelo. Apenas acaricie com seu calor, para que em meu coração vire orvalho."     

   Miklós tem vinte e cinco anos, é jornalista e poeta  dos bons, essa poesia acima é dele , e apesar de bem doente escreve cento e dezessete cartas  custei acreditar na quantidade , em busca de uma esposa. Em algumas parte do livros, os personagens conversam sobre política e achei pouco atrativo, principalmente a convicção de Miklós em estar sempre certo. Lili é muito fofa, tem dezoito anos e também carrega vários problemas de saúde e pessoais pós-guerra. Essa é basicamente a profundida que o autor mostra dos personagens, sendo que algumas coisas foram apenas citadas e eu senti que poderia ter sido um pouco mais trabalhadas. Os personagens secundários também me agradaram bastante. Miklós e Lili tem amigos super legais e até traidores. A forma que eles foram envolvidos no enredo deu mais profundidade e conflitos para o livro, e preciso dizer que amei a Sara, uma amiga fofa, doce e super atenciosa. A amiga verdadeira que respeitamos! 
   Me chamou bastante atenção e até me incomodou, de certa forma, o fato do autor sempre se dirigir ao pai como "pai", mas quando ia falar de sua mãe sempre tratava ela pelo nome. Não entendi o porquê dessas coisas, mas a impressão era que Gárdos tomava partido do pai durante todo o tempo. A história e si é perfeita, mas em algumas páginas eu me senti confusa, o autor mudava o foco da narração constantemente e acho que isso me deixou perdida em alguns trechos. No entanto, achei a história maravilhosa, emocionante e como eu já disse, inesquecível. Minhas pequenas considerações talvez se deem pelo fato do autor ter se baseado nas cartas, sendo que provavelmente essas partes confusas também estavam lá e ele queria mostrar de alguma forma para o leitor. 
   Eu já falei que amei essa capa, né? Cada especificidade dela remete a vários detalhes mostrados no livro. Até o titulo tem um porquê muito importante para os personagens. A Companhia das Letras fez um trabalho incrível e impecável tanto na capa e os detalhes, quanto na tradução do livro. A Febre do Amanhecer foi traduzido direto do húngaro para o português, e isso fez o livro ser ainda mais especial. Não vi defeitos na tradução e nem na diagramação. Tudo está perfeito.
   Por fim, quero ressaltar que A Febre do Amanhecer está separado em um cantinho especial aqui da estante. Às vezes é fácil dizer que se ama alguém que sempre está do nosso lado, nos apoiando e estando sempre presente, mas dizer eu te amo para uma pessoa que te encanta com cartaz não e fácil, mas também não é impossível. Miklós e Lilli protagonizaram uma das histórias mais linda e verdadeira que já li até hoje. Amei cada carta, poesia e até mesmo as partes chatinhas. Por favor, leiam!


Primeiro Parágrafo: "Meu pai chegou á Suécia de navio num dia chuvoso de verão."
Melhor Quote: "Já faz trinta horas que minha vida
                         corre sobre trilhos ardentes sem fim.
                         Olhei-me no espelho e é tão estranho
                         que agora sou simplesmente feliz."


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:



“Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre. Por exemplo, muito provavelmente eu nunca vou ser atingido por um raio, nem ganhar prêmio Nobel, nem virar ditador de uma pequena ilha no Pacífico, nem ter um câncer terminal de ouvido, nem sofrer combustão espontânea. Mas, se você levar em conta todos os eventos improváveis, é possível que pelo menos um deles vá acontecer a cada um de nós”.
— Cidades de Papel (John Green).


“Como julgar — num mundo onde se tenta sobreviver a qualquer custo — aquelas pessoas que decidem morrer? Ninguém pode julgar. Cada um sabe a dimensão do próprio sofrimento, ou da ausência total de sentido de sua vida”.
— Veronika Decide Morrer (Paulo Coelho).


“Aprendi que só é possível sofrer menos quando a gente aceita a dor, aceita falar sobre ela. Senão, é como se a gente tentasse apagar uma morte matando uma pessoa duas vezes”.
— O Garoto Quase Atropelado (Vinicius Grossos).


A 20th Century Fox lançou um novo trailer de Assassinato No Expresso Oriente. Com base no romance de mistério escrito por Agatha Christie, de mesmo nome, o filme segue o famoso detetive Hercule Poirot (Kenneth Branagh), enquanto tenta resolver o assassinato de um dos passageiros a bordo do Expresso Oriente. É um mistério de assassinato divertido e elegante, e o trabalho que Branagh faz aqui como diretor juntamente com Haris Zambarloukos realmente parece elevar o material. Além disso, o elenco é fantástico.

O que começa como um luxuoso passeio de trem pela Europa rapidamente se desdobra em um dos mistérios mais elegantes, tensos e emocionantes já contados. Do romance da autora mais vendida do mundo, Agatha Christie, “Assassinato no Expresso do Oriente” conta a história de treze estranhos presos em um trem, onde todos são suspeitos. Um homem deve correr contra o tempo para resolver o quebra-cabeça antes que o assassino ataque novamente. Kenneth Branagh dirige e lidera um elenco de estrelas incluindo Penelope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad.

O filme chega aos cinemas brasileiros em 23 de novembro.


Isso mesmo que você leu! Estilhaça-me ganhará novos livros e o primeiro teve a capa revelada! Restore-me será publicado em março em inglês e a autora Tahereh Mafi falou um pouco sobre seu novo projeto num mundo de Estilhaça-me.


Restore Me (Restaura-me, tradução livre) Seguirá o novo Comandante Supremo enquanto ela tenta liderar o setor 45 com Warner ao seu lado. Mas quando a tragédia iminente atacar, Juliette será testada, levando-a a mais uma encruzilhada de dúvidas, se ela deve ou não usar sua habilidade, pois a morte está à o único toque.


O primeiro livro terá 352 páginas e será narrado tanto por Juliette quanto por Warner. Ainda na entrevista, Tahereh Mafi informou mais sobre a nova trilogia. “Não é um spin-off. Os três novos livros são sequências diretas para Shatter Me (Estilhaça-me). Então, basicamente, se você não leu ainda, você definitivamente precisará ler aqueles antes de mergulhar neste novo livro.” A autora informou também que o piloto já foi escrito e a pré-produção da adaptação para a TV está sendo desenvolvida.

O livro chega nas livrarias em inglês no dia 6 de março de 2018. No Brasil a Editora Novo Conceito é responsável pela publicação de Estilhaça-me, infelizmente não sabemos se a mesma irá publicar a nova trilogia.


Esta previsto para o mês de novembro o lançamento da tão aguardada sequência de Quando a Bela domou a Fera. Os livros são uma recontagem dos famosos contos como A Bela e a Fera, Rapunzel, entre outros. Um Beijo à Meia-Noite é inspirado em Cinderela e gira em torno de Kate Daltry, uma garota que não costuma frequentar os salões de baile. Sua vida mudou desde a morte de seu pai e ela agora é atormentada por sua madrasta, que um dia a obriga a ir à um baile, colocando-a no caminho de Gabriel, um príncipe que mudará sua vida. Confira abaixo a capa e a sinopse:

 
Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo.
Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal.


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:


''Não é só a beleza, embora isso não atrapalhe. É... é... droga, não sei nem explicar. Ela tem essa casca dura, mas por dentro é mole feito manteiga. Vejo lampejos de vulnerabilidade naqueles profundos olhos escuros e tudo o que quero é... cuidar dela.''
— A Conquista (Elle Kennedy).



"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade. É muito difícil desaprendê-los, por isso é importante cuidar para que Chizalum rejeite esses estereótipos desde o começo. Em vez de deixá-la internalizar essas ideias, ensine-lhe autonomia. Diga-lhe que é importante fazer por si mesma e se virar sozinha. Ensine-a a consertar as coisas quando quebram. A gente supõe rápido demais que as meninas não conseguem fazer várias coisas. Deixe-a tentar. Ela pode não conseguir, mas deixe-a tentar."
— Para Educar Crianças Feministas (Chimamanda Ngozi Adichie).



"Os chapéus elaborados parecem majestosos para nós, mas, no fim das contas, aquelas pessoas estavam apenas matando umas às outras. Todas as guerras são travadas pelo mesmo motivo. Por causa disso, são todas a mesma guerra".
— Piano Vermelho (Josh Malerman).


Olá, leitores! A coluna Li Até a Página 100 e... de hoje traz um clássico da ficção científica: O Livro do Juízo Final, de Connie Willis, uma das maiores escritoras do gênero. Aqui vocês podem conferir minhas primeiras impressões sobre essa obra:


PRIMEIRA FRASE DA PÁGINA 100: "Estava carregando um maço de papéis de diferentes cores".

DO QUE SE TRATA O LIVRO: Kivrin Engle é uma jovem estudante e pretende um dia ser uma grande historiadora. Ela vive em 2054, quando viagens no tempo já haviam se tornado reais. Seu maior sonho é poder voltar para a época da Idade Média – e ela enfim consegue realizar esse desejo. Porém, sua viagem não é tão simples como imaginava. Várias complicações ocorrem tanto na Inglaterra do século XIV quanto na do século XXI. Kivrin e Badri, o técnico que comandou sua viagem, estão seriamente doentes e a realidade pré-existente pode ser irremediavelmente afetada.

O QUE ESTÁ ACHANDO ATÉ AGORA?
Todos os detalhes da história parecem muito interessantes. Willis criou uma trama bastante original, mas até a página 100, a situação não evolui muito. Conhecemos um pouco de cada personagem e do universo futurista de 2054 em que vivem. Mas ainda não ganhou aquele ritmo frenético que normalmente espero ver em ficções científicas, e, apesar de as complicações começarem a surgir, nada ficou muito claro.

O QUE ESTÁ ACHANDO DO PERSONAGEM PRINCIPAL?
Neste caso, trata-se de Kivrin, mas ainda não houve muitos capítulos sobre ela. Espero poder conhecê-la melhor, pois, pela visão que Dunworthy, seu tutor, tem dela, parece uma personagem muito interessante e com grande potencial de ser protagonista dessa história: jovem, sonhadora e determinada – tudo o que se quer ver numa personagem principal. Até então, Dunworthy parece mais protagonista que ela.

MELHOR QUOTE ATÉ AGORA:

Quando eu tinha dezenove anos... isso foi, ah, Deus, quarenta anos atrás... bom, nem parece tanto tempo assim... viajei com minha irmã pelo Egito inteiro – disse ela. – Foi durante a Pandemia. Por toda parte os governos estavam declarando quarentenas, e os israelenses atiravam nos americanos sem aviso prévio, mas a gente não ligava. Acho que nem chegamos a cogitar a ideia de que podíamos estar correndo perigo, podíamos adoecer ou ser confundidas com americanos. Mas tudo o que queríamos era conhecer as pirâmides.

VAI CONTINUAR LENDO?
Sim, apesar de ainda não ter me prendido, sou uma grande fã de todo tipo de ficções científicas e tenho muita curiosidade de conhecer ainda mais esse universo criado por Willis (e que também conta com o clima de Idade Média).

ÚLTIMA FRASE DA PÁGINA 100: "Dunworthy pensou em Finch e nas sineiras que estariam sem dúvida esperando por ele no portão do Balliol, com invocações e Escrituras".


Livro: A Grande Saída: Saúde, Riqueza e as Origens da Desigualdade
Título Original: The Great Escape
Autor(a): Angus Deaton
Editora: Intrínseca
Páginas: 335
ISBN: 978-85-510-0181-3
Sinopse: Angus Deaton afirma que vivemos melhor hoje do que em qualquer outro período da história. As pessoas são mais saudáveis, mais ricas e a expectativa de vida continua a aumentar. Paradoxalmente, o fato de tantos indivíduos terem conseguido escapar da pobreza também gerou desigualdades; e a disparidade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento se estreitou, mas não desapareceu. Em A grande saída, um dos maiores especialistas em estudos sobre pobreza recua 250 anos para traçar a impressionante história de como diversas regiões do mundo vivenciaram um progresso significativo e, assim, abriram abismos que levaram ao cenário extremamente desigual de hoje. O estudo aprofunda-se nos padrões históricos e atuais por trás das nações ricas e com boas condições de saúde, e aborda o que é preciso fazer para ajudar os países que ficaram para trás.

Angus Deaton nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 1945. Já lecionou na Universidade de Cambridge e na Universidade de Bristol. Em 2009, foi presidente da Associação Americana de Economia, e, em 2015, eleito membro da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. No mesmo ano, foi agraciado com o Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre pobreza, desigualdade, saúde, bem-estar e desenvolvimento econômico. Em 2016, foi nomeado cavaleiro da realeza britânica por sua dedicação à economia e às relações internacionais. Atualmente, é professor desses campos de estudo em Princeton.

   O mundo cresceu e se desenvolveu muito ao longo dos últimos anos. A globalização trouxe vários benefícios a nossa sociedade e nos aproximou mais uns dos outros. Vários povos saíram da marca da pobreza extrema. O número de pessoas que passam fome diminuiu. Porém, malefícios ainda podem ser notados. A desigualdade é evidente: seja em países considerados desenvolvidos, em desenvolvimento ou mesmo os que ainda são classificados como pobres. Após muitas crises, o crescimento econômico em países como China, Índia, Brasil, África do Sul e até mesmo Estados Unidos, pode parecer realmente incrível. Porém, Angus Deaton se dispõe a mostrar que nem tudo está tão bem, afinal, nesses países, o dinheiro se concentra nas mãos de poucos – coincidentemente, no último dia 25 saiu uma pesquisa sobre a desigualdade de renda no Brasil (veja aqui a matéria sobre o estudo) que só prova o quanto o abismo entre ricos e pobres vem se intensificando.
   Sem dúvida as coisas estão melhores hoje do que há alguns anos. A expectativa de vida aumentou 50% desde 1900 e ainda está aumentando. Apesar da explosão populacional resultante, a qualidade média também aumentou. A proporção de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia (em termos ajustados pela inflação) caiu de 42% para 14% em 1981. Mesmo que a desigualdade tenha aumentado em muitos países, a desigualdade global provavelmente caiu, graças em grande parte a ascensão da Ásia. Mas A grande saída ressalta que não podemos ignorar que boa parte de grupos sociais não veem o progresso de perto.
   Deaton faz uma rememoração e volta para os tempos antigos, quando nossos ancestrais primitivos andavam sobre a Terra. De acordo com os estudos apresentados, muitos de seus costumes levaram o ser humano a ser o que é hoje – retrata a passagem do homem caçador para o homem agricultor. Ele também desmembra os mais diversos tipos de dados: desde censos do século XVII até as pesquisas sobre bem-estar atuais. E hoje, com a revolução digital, o acesso a conhecimento ajuda diversas sociedades a se desenvolverem. Além disso muitos progressos científicos se tornaram viáveis em vários países, em especial as descobertas para cura de doenças. Porém, o aumento da obesidade e o consumo puramente materialista são consequências não tão boas do desenvolvimento em países ricos.

  Leituras que tratam sobre os bens e males do mundo moderno sempre são do meu interesse, especialmente quando envolve economia e contém dados empíricos que mostram o que há por trás das teorias. A grande saída foi meu primeiro contato com Deaton, que reconhecia como sendo um grande economista (principalmente após o Nobel), porém não sabia de seus estudos na área da saúde e me surpreendi por ler algo mais completo do que eu esperava. As outras experiências que tive com a temática foram através de obras com dogmas já formados, destinados à pessoas que seguiam a mesma linha de pensamento – ou estavam dispostas a seguir. Foi ótimo encontrar uma visão diferente com A grande saída.
    A escrita de Deaton é simples — ele evita termos muito difíceis da área de economia, e quando tem que usá-los, busca explicar de forma fácil. Apesar de se tratar de um assunto sério e de grande importância para ser estudado e discutido, o autor o faz de maneira leve, sem entrar em polêmicas (como muitos escritores do gênero fazem). Seu posicionamento a respeito de alguns assuntos são claramente visíveis, ou seja, a distinção entre dados fixos e opiniões é bem definida.

"Este último é meu preferido: se vamos rotular pessoas como pobres e tratá-las diferentemente por causa disso, concedendo-lhes, por exemplo, subsídios para comprar comida, então a opinião do povo em geral – cujos impostos estão sendo utilizados para viabilizar isso – deveria ser levada em conta na hora de definir o valor da linha [de pobreza]" (p. 170)


No mês de outubro, a editora Intrínseca lança a biografia definitiva do mestre Leonardo da Vinci, assinada pelo autor dos best-sellers Steve Jobs: A biografia e Einstein: sua vida, seu universo. O lançamento oficial acontece no dia 10 de outubro, mas o livro já encontra-se em pré-venda nas melhores livrarias digitais do país. Confira abaixo a capa e a sinopse:


Sinopse: Com base em milhares de páginas dos impressionantes cadernos que Leonardo manteve ao longo de boa parte da vida e nas mais recentes descobertas sobre sua obra e sua trajetória, Walter Isaacson, biógrafo de Einstein e Steve Jobs, tece uma narrativa que conecta arte e ciência, revelando faces inéditas da história de Leonardo. Desfazendo-se da aura de super-humano muitas vezes atribuída ao artista, Isaacson mostra que a genialidade de Leonardo estava fundamentada em características bastante palpáveis, como a curiosidade, uma enorme capacidade de observação e uma imaginação tão fértil que flertava com a fantasia. Leonardo criou duas das mais famosas obras de arte de todos os tempos, A Última Ceia e Mona Lisa, mas se considerava apenas um homem da ciência e da tecnologia - curiosamente, uma de suas maiores ambições era ser reconhecido como engenheiro militar. Com uma paixão que às vezes se tornava obsessiva, ele elaborou estudos inovadores de anatomia, fósseis, o voo dos pássaros, o coração, máquinas voadoras, botânica, geologia, hidráulica, armamentos e fortificações. A habilidade para entrelaçar humanidades e ciência, tornada icônica com o desenho do Homem vitruviano, fez dele o gênio mais criativo da história. Filho ilegítimo, à margem da educação formal, gay, vegetariano, canhoto, distraído e, por vezes, herético, o Leonardo desenhado nesta biografia é uma pessoa real, extraordinária pela pluralidade de interesses e pelo prazer que tinha em combiná-los. Um livro indispensável não só pelo caráter único de representar integralmente o artista Leonardo, mas como um retrato da capacidade humana de inovar, da importância de não apenas assimilar conhecimento, mas ter a disposição para questioná-lo, ser imaginativo e, como vários desajustados e rebeldes de todas as eras, pensar diferente.


Olá, leitores! Bem-vindos a mais um post da coluna Quotes de Quarta, onde compartilhamos com vocês os melhores trechos dos livros que lemos. Espero que curtam os quotes de hoje:



"Às vezes você faz as coisas pelos motivos certos e outras pelos errados. Há ainda aquelas vezes em que é impossível saber a diferença".
— Tudo e Todas as Coisas (Nicola Yoon).




“É melhor ser amado por uma pessoa que você também ama do que ser venerado por milhões que você não conhece! Que valor tem um amor que não é recíproco? ”

— A Ilusão do Tempo (Andri Snaer).


"Nunca se esqueça nem deixe de permitir sentir-se quase atropelado. Isso não impedirá que os momentos ruins aconteçam, mas fará os momentos felizes valerem ainda mais a pena”.
— O Garoto Quase Atropelado (Vinicius Grossos).


“Porque uma grande história de amor não precisa ser sobre duas pessoas que passaram a vida inteira juntas”. 
— A Química Que Há Entre Nós (Krystal Sutherland).⠀


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