Livro: O Perfume da Folha de Chá  
Título Original: The Tea Planter´s Wife 
Autor(a): Dinah Jefferies 
Editora: Paralela 
Páginas: 431
ISBN: 978-85-8439-046-5
Sinopse: Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

Dinah Jefferies nasceu na Malásia e se mudou para a Inglaterra com nove anos. Trabalhou com educação e realizou obras como artista plástica. Seu primeiro livro foi publicado em 2014. O Perfume da Folha de Chá é seu segundo romance.

   Década de 1920. Aos dezenove anos, Gwendolyn Hooper tem um futuro considerado promissor para as mulheres de então. Recém-casada com Laurence, um belo e proeminente empresário do ramo dos chás, ela não vê a hora de chegar ao Ceilão, colônia britânica no Oriente, e começar sua vida de esposa e dona de casa dedicada na imponente fazenda Hooper. Por mais fascinante que seu novo lar seja — cercado por uma exuberância de flores, vegetação, lagos e montanhas —, não é fácil se adaptar aos costumes e a tensão social do Ceilão. A alta sociedade que à primeira vista parece acolhedora, é repleta de intrigas e gente interesseira. E não é menos preocupante o permanente conflito entre os trabalhadores da lavoura e os senhores das terras.
   Em pouco tempo, Gwendolyn começa a se sentir solitária e desconfortável em sua bela mansão. Com o passar dos dias, ela vai descobrindo uma série de pistas sobre o primeiro casamento de Laurence. Um baú escondido, cheio de vestidos empoeirados. Um pequeno túmulo, que indica ser de uma criança. Fragmentos de uma antiga vida conjugal repleta de tristeza e segredos. E eis que Gwendolyn recebe a feliz noticia de que está gravida. Mais do que nunca, ela quer deixar as inquietações de lado e se dedicar ao papel de mãe e esposa exemplar. Mas, ao dar à luz, ela depara com uma escolha inimaginável, que a atormentará para o resto da vida. Um drama familiar complexo e envolvente, que retrata a força do amor materno diante das mais devastadoras circunstâncias.  

"Ela respirou fundo, como se assim fosse capaz de absorver cada partícula da beleza que tinha diante de si: as flores perfumadas, o deslumbramento da vista, o verde luminoso dos morros com a plantação, o som dos pássaros. Era de deixar o queixo caído."


Livro: Dias de Despedida
Título Original: Goodbye Days
Autor(a): Jeff Zentner
Editora: Seguinte
Páginas: 392
ISBN: 9788555340635
Sinopse:  "Cadê vocês? Me respondam."Essa foi a última mensagem que Carver mandou para seus melhores amigos, Mars, Eli e Blake. Logo em seguida os três sofreram um acidente de carro fatal. Agora, o garoto não consegue parar de se culpar pelo que aconteceu e, para piorar, um juiz poderoso está empenhado em abrir uma investigação criminal contra ele. Mas Carver tem alguns aliados: a namorada de Eli, sua única amiga na escola; o dr. Mendez, seu terapeuta; e a avó de Blake, que pede a sua ajuda para organizar um “dia de despedida” para compartilharem lembranças do neto. Quando as outras famílias decidem que também querem um dia de despedida, Carver não tem certeza de suas intenções. Será que eles serão capazes de ficar em paz com suas perdas? Ou esses dias de despedida só vão deixar Carver mais perto de um colapso — ou, pior, da prisão?

Jeff Zentner começou escrevendo músicas. Cantor e guitarrista, já gravou com Iggy Pop, Nick Cave e Debbie Harry. Passou a se interessar pela literatura jovem adulta depois de trabalhar como voluntário em acampamentos de rock no Tennessee. Morou no Brasil por dois anos, na região da Amazônia, e hoje vive em Nashville com a esposa e o filho.

   Desde que começou o ensino médio na Academia de Artes de Nashville, os momentos favoritos de Carver Briggs são as tardes livres que passa com seus melhores amigos, tomando milk-shake no parque e fazendo piada sobre tudo. Não que o garoto não goste das aulas — seu talento para escrita é reconhecido no colégio —, mas imaginar sua vida sem a companhia de Mars, Eli e Blake é impossível. Até as últimas férias. Os três amigos iam buscar Carver para mais uma tarde juntos, mas morreram em um acidente de carro no caminho, logo depois de Carver mandar uma mensagem de texto para Mars, que estava dirigindo. O celular é encontrado com uma resposta digitada pela metade, e agora as famílias dos garotos estão divididas: teria sido a mensagem o motivo do acidente? 
   Um novo ano letivo está prestes a começar e, além de ter de lidar com o luto, a saudade e a culpa, Carver também precisa enfrentar as ameaças do juiz Edwards, pai de Mars, que pretende investigar o caso criminalmente. O juiz tem ao seu lado Adair, a irmão gêmea de Eli, que faz questão de acabar com a reputação de Carver no colégio. Por outro lado, o garoto conta com o apoio da própria família, especialmente sua irmã Georgia, que o convence a fazer terapia
   Na escola, ele também não está sozinho: Jesmyn, que namorava Eli, é sua nova amiga — mas a proximidade entre os dois acaba por alimentar ainda mais os boatos de Adair. Enquanto tenta conviver com tudo isso, Carver precisa decidir se vai atender a um pedido da avó de Blake. Como não teve oportunidade de dizer adeus ao neto, vovó Betsy quer promover um dia de despedida, no qual Carver a acompanharia em todas as atividades que ela gostaria de ter feito com Blake no último dia de vida dele. De repente, as famílias de Eli e Mars também embarcam nessa ideia, colocando o garoto em uma montanha-russa emocional. 

   Confesso que Dias de Despedida me chamou atenção desde que foi anunciado como "uma leitura indispensável para os fãs de Jennifer Niven e John Green" — e, pessoal, a Seguinte não poderia estar mais certa ao recomendar e publicar esse young-adult. Jeff Zentner consegue ser ainda mais original, sensível e criativo que Green e Niven, dois autores com PhD na criação de uma literatura que representa libertação — uma consulta com um terapeuta chamado verdade que conta com a ajuda de uma psicóloga chamada vida. Sinceramente, não confio muito em minha capacidade de colocar em palavras tudo o que esse livro me ensinou, tudo que ele me fez sentir e tudo o que causou em minha vida — só sei que os danos foram (e sempre serão) irreparáveis! 
   Mergulhei de cabeça em Dias de Despedida e, a bem da verdade, ele não foi feito para se ler em uma única sentada. Não, ele tem toda uma poesia, toda um calma e todo um cuidado com o luto, a dor e suas diversas manifestações e, por isso, tece cuidadosamente uma trama que nos faz lembrar do porquê de amarmos tanto a literatura jovem-adulto. Ainda assim, você inicia a leitura sem pretensão alguma e quando se dá conta já está lendo há várias e várias horas, sorrindo, chorando e sem conseguir parar de pensar na obra. É mais ou menos isso que acontece quando se lê o livro aqui resenhado, e é impossível, ao terminar a leitura, você ser o mesmo de quando a iniciou.

"Há vida por toda a parte. Pulsando, zunindo. Uma grande roda que gira. Uma luz que se apaga aqui, outra substitui ali. Sempre morrendo. Sempre vivendo. Sobrevivemos até não não sobrevivermos mais. Todos esses fins e começos são a única coisa realmente infinita".

   Mais acima, eu comentei que Zentner consegue ser tão criativo quanto alguns dos expoentes da literatura jovem-adulto e, bem, eu não estava mentindo. O autor é um poeta e para inserir toda essa sensibilidade em sua obra, ele contou com a ajuda de Carver, um protagonista que, feito a imagem de seu criador, é um poetista muito talentoso. Resumindo: vocês não têm ideia da maestria com que a obra é narrada. Se ajuda na compreensão, é como ler uma grande poesia feita em prosa — nos momentos mais emotivos e profundos, parece que o personagem está conversando diretamente com o leitor, como se fosse um de nossos melhores amigos. Em entrevista exclusiva ao Sooda Blog, o autor norte-americano chegou, inclusive, a comentar sobre as razões que o levaram a criar uma obra tão poética como Dias de Despedida, afirmando que ama a poesia, as palavras e as frases musicais e que acredita que as palavras devem nos mudar e tocar nossos corações.
   Zentner foi genial ao desenvolver o livro e eu acredito fielmente que essa obra merece uma grande e sensível adaptação cinematográfica. Nas entrelinhas do young-adult, o autor deixa claro a importância de nos apegarmos a vida e valorizarmos cada momento ao lado das pessoas que amamos, pois, a bem da verdade, ninguém sabe ao certo o que o futuro reserva. Hoje podemos estar sorrindo pela presença de nossos amigos e, amanhã, chorando pela ausência deles. É exatamente quando o leitor compreende isso que a obra se torna algo mais especial — uma leitura que, nas palavras de Becky Albertalli, destrói, recompõe e definitivamente nos transforma. 
   O livro intercala presente e flashbacks com uma maestria incrível para um romance de estreia na literatura jovem-adulto e Jeff Zentner consegue convencer o leitor, da primeira à última página, de que sabe exatamente o que está fazendo, como está fazendo e para quê está fazendo — me tornei um admirador de sua escrita e mal posso esperar pelos futuros livros do autor. Meu desejo hoje, de todo o coração, é que mais e mais pessoas tenham contato com essa literatura que dialoga de forma sensível com todos aqueles que sofreram (e sofrem) com a dor da perda e prepara o coração daqueles que, mais cedo ou mais tarde, também verão os amigos, familiares ou os amores desaparecerem, apagando-se como o dia, rumo à escuridão.
   Para ser extremamente sincero, uma das melhores qualidades de Dias de Despedida — depois do caráter poético — é a originalidade. Muitos autores já trabalharam com a dor da perda, com a culpa, com o luto e com a tristeza, mas poucos fizeram um trabalho bem feito que focasse exclusivamente nisso. E isso comove. Isso sensibiliza. Isso despedaça o leitor. Isso ensina e acima de tudo nos transforma em pessoas com uma capacidade melhor de se colocar no lugar dos outros e nos permite compreender melhor a dor daqueles que estão ao nosso redor.

"Este dia aguçou tudo o que eu vinha sentindo nas últimas semanas. A Culpa. O luto. O medo. Afiou esses sentimentos até ficarem cortantes e ardentes. Mas, por outro lado, tirou um pouco daquela pontada e a substituiu por uma sensação pesada de ausência. Enquanto o luto é um sentimento mais ativo - um processo de negociação -, a ausência parece o luto com uma dose de aceitação."


Quando foi publicado, a tiragem inicial de 30 mil exemplares de Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei esgotou em uma semana. Ao mesmo tempo, sua publicação em outros países já era negociada — este livro chegou a ser lançado em mais de quarenta idiomas. Um sucesso inimaginável mesmo considerando que, naquela época, Paulo Coelho já era o nosso autor mais lido internacionalmente. Agora, em nova edição, o livro chega mais uma vez ao Brasil pela editora Paralela. Confiram a capa e a sinopse:

Sinopse: Esta obra narra a história de dois amigos que se separam e voltam a se encontrar onze anos depois. Durante todo esse tempo, muita coisa mudou. Pilar se tornou uma mulher forte e independente e ele se tornou um líder espiritual extremamente carismático, capaz de influenciar multidões.O que para Pilar, a princípio, seria um rápido encontro, se transforma em um novo relacionamento que vai fazer que ambos tenham que enfrentar seus próprios obstáculos interiores. Em um romance que fala de entrega, dor, sofrimento, perdão e esperança, Paulo Coelho nos mostra que o amor é a melhor forma de trilharmos o nosso caminho.


De Emily Trunko, adolescente de 16 anos, seguida por milhares de pessoas, Cartas Secretas Jamais Enviadas é uma coletânea de cartas que reúne segredos, confissões, alegrias e dores que nunca chegaram a seus destinatários. Confiram a capa e a sinopse:

Sinopse: Você já desejou poder voltar no tempo e dar conselhos para si mesmo? Já quis ter coragem de falar como é forte o amor que sente por alguém? Alguma vez já se perguntou por que uma pessoa importante na sua vida parou de falar com você?A partir de contribuições anônimas, Emily Trunko reuniu nesta coletânea cartas que revelam segredos profundos de quem as escreveu. Afinal, muitas vezes o único jeito de lidar com nossos sentimentos mais intensos — seja um amor incondicional ou uma perda irreparável — é botando tudo no papel. A leitura destas cartas nos permite mergulhar na vida de seus remetentes e, ao mesmo tempo, redescobrir nossa própria história e perceber que, mesmo nos piores momentos, não estamos sozinhos.


Neste romance envolvente, Vivi e Jonah descobrem que, quando se encontra a pessoa certa no momento ideal, tudo muda para sempre. Lançamento de Emery Lord, Queria que você me visse já está disponível nas livrarias físicas e online do país. Confiram a capa e a sinopse abaixo.

Sinopse: Jonah Daniels vive em uma cidadezinha na Califórnia desde que nasceu. Há seis meses, com a morte de seu pai, toda a sua família teve que se adaptar: Jonah e seus cinco irmãos se tornaram responsáveis por manter a casa em ordem e cuidar do restaurante que o pai deixou. No começo do verão, porém, a vida do garoto parece prestes a seguir um novo rumo com a chegada de Vivi Alexander.Vivi é apaixonada pela vida. Encantadora e sem papas na língua, ela se recusa a tomar um de seus remédios porque sente que ele reprime seu ímpeto de viver novas aventuras. E, ao encontrar Jonah, ela tem certeza de que está prestes a viver mais uma. Mas será que Jonah está disposto a correr os mesmos riscos que ela?

 “Esta é mais que uma história de amor. Com cuidado mas sem esforço, Queria que você me visse coloca as doenças mentais em diálogo com a beleza e as dificuldades da adolescência.”
Julie Murphy, autora de Dumplin.


Neste clássico da literatura infantil relançado pela Companhia das Letrinhas, acompanhamos a busca por completude e refletimos sobre relacionamentos com a poesia singela de Shel Silverstein, lançada no mês de fevereiro e já disponível nas maiores e melhores livrarias do país. Confira a capa e a sinopse:

Sinopse: O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Mas, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos. Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes.


Livro: O Beijo Traiçoeiro 
Título Original: The Trainor's Kiss
Autor(a): Erin Beaty
Editora: Seguinte 
Páginas: 433
ISBN: 987-85-5534-049-9
Sinopse: Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

Erin Beaty nasceu em Indianapolis, Indiana. Formou-se na Academia Naval dos Estados Unidos com diploma em engenharia aeroespacial e serviu à Marinha como oficial de armas e instrutora de liderança. Ela e o marido têm cinco filhos, dois gatos e uma horta, e moram onde quer que a marinha leve.  

   Sage Fowler foi criada sempre cercada de livros e desenvolveu um grande amor pelos estudos. Depois de perder os pais, a jovem foi acolhida pelos tios na mansão Broadmoor e se tornou tutora dos primos mais novos. Mas agora, aos dezesseis anos, seus tios querem que ela tenha um futuro estável - e, para uma mulher, isso significa um bom casamento. Apesar de Sage não ter um sobrenome, seu tio consegue arranjar uma avaliação com a principal casamenteira da região, Darnessa Rodelle. A entrevista não poderia ser um desastre maior: é evidente que a garota não tem o menor interesse em se casar e não consegue se comportar como uma lady. Porém, alguns dias depois, vem um convite inesperado: Darnessa quer que Sage seja sua aprendiz. E sua primeira tarefa será descobrir o máximo possível sobre as jovens que estão a caminho do Concordium, um grande evento no qual as principais alianças entre nobres serão consolidadas. Para isso ela terá de se passar por uma delas  e é assim que Sage se transforma em Lady Sagerra Broadmoor
   A escolta da comitiva fica a cargo da tropa do jovem capitão Alexander Quinn, mas poucos sabem que essa missão é mais complexa do que parece. Há rumores de que um duque se uniu a um reino vizinho e planeja um golpe  e a caravana de noivas vai passar exatamente pela sua propriedade. Por isso Quinn leva consigo seus melhores homens, entre eles Ash Carther, o filho bastardo do rei. Ash é um jovem lindo e carismático, e sua maior especialidade é se disfarçar, fingindo ser alguém completamente diferente por dias a fio. 
   Assim que a viagem começa, Sage  ou melhor, Lady Sagerra  acaba se aproximando de um soldado da escolta que trabalha como colcheiro. Com o tempo, ela consegue se abrir com ele como nunca tinha feito antes e aos pouquinhos, o relacionamento se torna uma paixão intensa. Mas a perspicácia de Sage para interpretar as pessoas à sua volta a faz desconfiar de que talvez aquele soldado não seja um mero condutor de carruagens... Com o reino prestes a desmoronar, será que um romance baseado em disfarces poderá resistir? 

"Meu pai me disse certa vez que alguns animais não podem ser controlados. Isso não quer dizer que sejam maus, só são selvagens demais."

   Assim que li a sinopse não tive dúvidas que seria um livro incrível. Confesso que pela capa parecia mais um romance de época jovem-adulto, mas eu estava super enganada. Assim que comecei a leitura e vi que a construção do livro estava muito bem feita, minhas expectativas foram nas alturas. Gosto de romances de época, mas esse livro trouxe muito mais. A história tem aventura, batalhas, romance encantador e personagens cheios de personalidade, e o livro cumpre muito mais do que promete e se você gostou da sinopse, pode se preparar porque a história é tudo isso e muito mais. O Beijo Traiçoeiro é um livro de época com personagens jovem adulto e uma pegada de 007.
   Com uma narração em terceira pessoa é impossível não se envolver com a trama. Foi essencial para o leitor perambular em diferentes lugares e entender um pouquinho dos personagens, principalmente as estratégias de cada um. Erin Beaty não só arrasou no enredo, mas fez questão de detalhar o cenário que criou. A escrita da autora é super envolvente e os capítulos curtos fazem a leitura fluir ainda mais rápido. Achei muito interessante a quantidade de personagens e também a riqueza de detalhes que Beaty colocou no livro, tudo isso descrito de forma leve e nem um pouco entediante. Gosto quando isso acontece e fico muito feliz quando o livro me arrebata e me deixa envolvida. 
   É inegável que a autora pesquisou muito para construir o reino de Demora. Quando abri o livro e vi que tinha um mapa todo detalhado e cheio de lugares eu não imaginava que iria usar para me localizar, mas podem ter certeza, vocês vão usar e ficar de boca aberta com a qualidade do universo que Beaty criou. Durante a leitura eu parava e ficava imaginando tudo que me era apresentado. Juro pra vocês que esse livro me conquistou pela riqueza de detalhes sobre os lugares, povo e também algumas histórias do passado. Eu sou um pouco suspeita para falar desse gênero, mas O Beijo Traiçoeiro merece um lugar de destaque no meu coração.
   Nossa protagonista, Sage Fowlwe, é apaixonada por livros e depois de perder o pai vai morar na casa dos tios. Assim que completa dezesseis é obrigada a participar do Concordium e é tentando fugir da casamenteira que ela vai viver a maior aventura de sua vida. Inteligente e muito observadora, ela vai ser convidada a ser aprendiz da casamenteira para obter informações sobre as damas que vão participar dos casamento, por isso vai se disfarçar de Lady Sagerra Broadmoor. Sage precisa saber tudo que conseguir sobre as damas e também sobre os homens do capitão Quinn que estão escoltando a comitiva. Para tanto, Sage fica muito próxima do soltado Ash Carter para conseguir suas informações. O que Sage não sabe é que Ash está disfarçado para descobrir algumas coisas para o capitão Quinn. Esses dois personagens além de muito inteligentes, vão enganar o leitor a cada capítulo. Se preparem para mentiras!
   Sage é bem diferente das damas da sociedade e não se importa com os padrões que precisa seguir, ela acha que é certo e vai lá e faz. Essa personagem me conquistou logo no inicio do livro, quando apareceu de calça  achei isso maravilhoso. O mais interessante é que a personagem faz o leitor pensar e retoma cenas anteriores para descobrir alguns segredos. Até agora estou encantada com ela, pouca vezes conheci uma personagem tão inteligente e disposta a quebrar os padrões impostos pela sociedade.

 "Nem todas as batalhas são combatidas no campo, Milady."

   O ponto alto dessa trama são as surpresas. Muitas mentiras serão contadas e Sage e Ash vão ter que saber guiar o relacionamento que criaram baseado em mentiras. O plot-twist no final foi sensacional! Fiquei com vontade de sair gritando quando fui descobrindo a verdade. Outras coisa que achei arrasador foi o desfecho da batalha, me emocionei bastante no final. Acho que tudo nesse livro foi muito bem executado e a autora merece muitos elogios por criar algo tão maravilhoso e envolvente. Não vi defeito em nada. Personagens, enredo, narração e todos os detalhes estão perfeitos. Esse livro me arrebatou e não sei quando vou superar algumas coisas.
   A Editora Seguinte fez um trabalho muito caprichado na edição. Achei a capa maravilhosa e não vi nenhum defeito na tradução. Mas o que eu mais gostei e sempre elogio é a diagramação que a editora faz. Dá gosto pegar um livro pra ler a diagramação estar espaçada e com a fonte no tamanho ideal. Amo o carinho com que a Seguinte faz cada livro que publica. 
   Por ora, eu só tenho que aguardar a continuação. Sim, teremos continuação! Se você está procurando uma história cheia de aventuras, batalhas, investigação e um romance de época young-adult esse é o livro certo. O Beijo Traiçoeiro está pronto para te fisgar com seus segredos. Recomendo muito esse livro e espero que essa resenha faça você ir correndo para a livraria mais próxima.


Primeiro Parágrafo: "Tio William tinha voltado mais de uma hora antes, mas ainda não a havia chamado. Sage estava à  mesa da sala de aula, tentando não ficar inquieta. Jonathan nunca parava quieto nas aulas dela, fosse por tédio ou por raiva de que uma menina poucos anos mais velha fosse sua professora. Sage não ligava, mas não daria motivos para que zombasse dela. Agora, ele estava debruçado sobre o mapa de Demora, escrevendo as legendas. Ele só se esforçava quando os irmãos tinham tarefas parecidas que poderiam ser comparadas à dele. Sage havia feito essa descoberta logo de início e a usava como arma contra sua desobediência."
Melhor Quote: "Representamos vários papéis ao longo da vida... isso não faz com que todos sejam mentira."


Já em pré-venda o relato explosivo que abalou os EUA e tornou-se a obra que o mundo inteiro lê e comenta. Fogo e Fúria é um livro fundamental para entender o mundo da política contemporânea e chega às livrarias no dia 29 de março de 2018.

Sinopse: Com extraordinário acesso aos assuntos da Casa Branca, o jornalista Michael Wolff revela os bastidores do governo de Donald Trump, o presidente americano mais controverso da história. Graças ao contato privilegiado com o primeiro escalão do governo do país mais rico do mundo, o autor pinta um quadro assustador de despreparo, desorganização, assédios, vaidades e guerra contra a mídia (acusada de fabricar as fake news), contra o Partido Democrata e até contra o conservador Partido Republicano, do próprio presidente. Com base em mais de duzentas entrevistas, Wolff apresenta com riqueza de detalhes revelações como: Trump e seus assessores mais diretos nunca acreditaram que ganhariam a eleição; ninguém na equipe de Donald Trump acredita que ele tem capacidade para governar os EUA e ninguém entende o relacionamento de Trump com a mulher melania.


Livro: Nós Dois 
Título Original: The Two of Us 
Autor(a): Andy Jones 
Editora: Suma de Letras
Páginas: 268
ISBN: 978-85-5651-022-8
Sinopse: Durante dezenove dias, Fisher e Ivy vivem uma relação idílica e são praticamente inseparáveis. É claro que os dois sabem que estão destinados a ficar juntos para sempre, e o fato de se conhecerem tão pouco é apenas um detalhe. Nos doze meses seguintes, período em que suas vidas mudam radicalmente, Fisher e Ivy percebem que se apaixonar é uma coisa, mas manter uma relação é algo completamente diferente. “Nós dois” é um romance honesto e emocionante sobre a vida, o amor e a importância de dar valor a ambos.

Andy Jones vive me Londres com a esposa e as duas filhas. Durante a semana, ele trabalha em uma agencias de publicidade e, nos fins de semana e nos tempinhos que encontra antes do trabalho, escreve romances.   

  Se apaixonar perdidamente é fácil. A grande aventura começa na hora de compartilhar a vida. Fisher e Ivy se conheceram há dezenove dias. Fisher e Ivy não se desgrudam há dezenove dias. Não é o primeiro relacionamento de nenhum dos dois, então eles sabem que existe algo especial: foram feitos um para o outro. Mesmo sem se conhecerem muito bem, têm certeza de que daqui para frente vão ficar juntos. Contudo, no decorrer do ano seguinte, o casal vai descobrir que todo mundo pode se apaixonar, mas nem todos conseguem continuar apaixonados. Nós Dois é uma inusitada história de amor, sobre um casal que embarca em duas semanas de paixão e vê sua vida se transformar para sempre. Um livro sobre o poder do amor... apesar de tudo. 
  Quando peguei esse livro não imaginava que se tratava de um drama familiar e nunca imaginei que seria um dos livros que mais choraria lendo. Fui engana com essa sinopse simples, mas essa história é muito mais que um simples romance que acontece em dezenove dias. Fisher e Ivy vão passar por grandes dificuldades. O ponto principal vai ser no aprendizado e também no crescimento dos dois como pessoa. Acompanhar esses dois é dilacerador, tenho certeza que vocês vão refletir bastante depois dessa experiência literária. 

"Não se esforcem demais para ser uma casal perfeito, meu amor. Não fiquem se metendo na vida um do outro; não tenham medo de discutir, de calar a boca ou de contar umas mentirinhas bobas; ajude na limpeza; não deixe cuecas sujas do avesso largadas no chão; abaixe o assento na privada; compre flores para Ivy uma vez por mês e lhe dê um beliscão na bunda uma vez por semana. O resto é com você."


Livro: A Febre do Amanhecer 
Título Original: Hajnali láz
Autor(a): Péter Gárdos 
Editora: Companhia das Letras 
Páginas: 216
ISBN: 978-85-359-2875-4
Sinopse: Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

Péter Gárdos nasceu em Budapeste, em 1948. É diretor de teatro e cinema, tendo recebido diversos prêmios internacionais. A Febre do Amanhecer, seu primeiro romance, foi publicado em mais de trinta países e adaptado para o cinema.

   Em julho de 1945, o jovem húngaro Miklós chega à distante e gelada ilha Gotland, na Suécia, após ter sido liberado dos horrores vividos no campo de concentração de Bergen - Belsen. No país nórdico, ele passa seus dias em uma cama de hospital tentando se curar de tuberculose, enquanto a Europa se reconstrói depois da guerra. Dos médicos o jovem recebe uma segunda sentença de morte: por ter os pulmões comprometidos, o sobrevivente de vinte e cinco anos conta com poucos meses de vida. Micklós, porém, tem outros planos: encontrar uma boa moça húngara para ser sua esposa. 
   O rapaz decide, então, escrever para cento e dezessete conterrâneas também em recuperação na Suécia. Uma delas - ele tem certeza - será sua futura noiva. Entre a centena de cartas, uma era endereçada a Lili Reich, uma jovem de dezoito anos presa à cama de um hospital por problemas renais decorrentes dos terrores que viveu durante o Holocausto. Essa inusitada correspondência, de um jovem desconhecido de caligrafia bonita, rapidamente se torna principal fonte de alegria dela. 
   Das cinzas da guerra nasce um amor capaz de fazê-los recuperar a esperança de seguir em frente. Pelos próximos seis meses, os dois preencham os dias de convalescença se entregando a uma troca de cartas apaixonada, que acaba por diminuir a distância entre eles e entre sua terra natal. A Febre do Amanhecer, romance inspirado na relação entre os pais do autor Péter Gardós, narra a promessa de um futuro melhor no pós-guerra. Essa história apaixonante, capaz de emocionar gerações de leitores, retrata a vitória do amor diante do sofrimento.

"O amor é uma coisa ótima. O casamento sela o amor."

   Assim que vi essa capa me apaixonei. Um casal se apaixonar sem se conhecer pessoalmente? Logo fiquei intrigada e muito curiosa para conhecer o livro. Histórias de amor que trazem a guerra como fundo de enredo sempre chamam minha atenção. Depois que descobri que a história era real, minha expectativas ficaram ainda maiores. Nunca tinha lido nada da literatura húngara, então todos os fatores estavam cotando como ponto positivo para ser uma ótima leitura — e tenho que contar que não me arrependi! Esse livro vai para lista de favoritos da vida, uma obra inesquecível.
   Toda a história é narrada por Péter Gárdos  filho dos protagonistas , e ele vai contando a história de amor de seus pais de uma forma calma e emocionante. A escrita dele é muito boa, as cartas que ele foi colocando na íntegra deixaram o leitor ainda mais próximos da história e dos personagens. Confesso que senti falta de detalhes sobre a guerra e outras coisas, mas isso foi preenchido com boas doses de romance e, claro, as cartas, visto que desde o inicio esse era o foco principal do livro.    
   Construir a história de amor de seus próprios pais não deve ter sido nada fácil, ainda mais se baseando em cartas que foram trocadas muitos anos atrás. Gárdos estreou com o pé direito, seu livro é emocionante e acima de tudo, real. A Febre do Amanhecer é um livro muito especial, apesar do sofrimento e da dor, um sentimento forte surgiu entre duas pessoas que estavam a beira da morte e esse sentimento durou uma vida. Me chamou muita atenção a forma carinhosa com que Gárdos vai guiando a história — ele teve todo o cuidado de dar continuidade a cronologia das cartas, sem deixar o leitor confuso em relação ao sentimento e possibilitando também que vissemos a verdade no romance que estava nascendo. 

"Assim, venha com a leveza de uma borboleta apenas com um sorriso nos lábios. Procure você mesma, onde a dor já se transformou em gelo. Apenas acaricie com seu calor, para que em meu coração vire orvalho."     

   Miklós tem vinte e cinco anos, é jornalista e poeta  dos bons, essa poesia acima é dele , e apesar de bem doente escreve cento e dezessete cartas  custei acreditar na quantidade , em busca de uma esposa. Em algumas parte do livros, os personagens conversam sobre política e achei pouco atrativo, principalmente a convicção de Miklós em estar sempre certo. Lili é muito fofa, tem dezoito anos e também carrega vários problemas de saúde e pessoais pós-guerra. Essa é basicamente a profundida que o autor mostra dos personagens, sendo que algumas coisas foram apenas citadas e eu senti que poderia ter sido um pouco mais trabalhadas. Os personagens secundários também me agradaram bastante. Miklós e Lili tem amigos super legais e até traidores. A forma que eles foram envolvidos no enredo deu mais profundidade e conflitos para o livro, e preciso dizer que amei a Sara, uma amiga fofa, doce e super atenciosa. A amiga verdadeira que respeitamos! 
   Me chamou bastante atenção e até me incomodou, de certa forma, o fato do autor sempre se dirigir ao pai como "pai", mas quando ia falar de sua mãe sempre tratava ela pelo nome. Não entendi o porquê dessas coisas, mas a impressão era que Gárdos tomava partido do pai durante todo o tempo. A história e si é perfeita, mas em algumas páginas eu me senti confusa, o autor mudava o foco da narração constantemente e acho que isso me deixou perdida em alguns trechos. No entanto, achei a história maravilhosa, emocionante e como eu já disse, inesquecível. Minhas pequenas considerações talvez se deem pelo fato do autor ter se baseado nas cartas, sendo que provavelmente essas partes confusas também estavam lá e ele queria mostrar de alguma forma para o leitor. 
   Eu já falei que amei essa capa, né? Cada especificidade dela remete a vários detalhes mostrados no livro. Até o titulo tem um porquê muito importante para os personagens. A Companhia das Letras fez um trabalho incrível e impecável tanto na capa e os detalhes, quanto na tradução do livro. A Febre do Amanhecer foi traduzido direto do húngaro para o português, e isso fez o livro ser ainda mais especial. Não vi defeitos na tradução e nem na diagramação. Tudo está perfeito.
   Por fim, quero ressaltar que A Febre do Amanhecer está separado em um cantinho especial aqui da estante. Às vezes é fácil dizer que se ama alguém que sempre está do nosso lado, nos apoiando e estando sempre presente, mas dizer eu te amo para uma pessoa que te encanta com cartaz não e fácil, mas também não é impossível. Miklós e Lilli protagonizaram uma das histórias mais linda e verdadeira que já li até hoje. Amei cada carta, poesia e até mesmo as partes chatinhas. Por favor, leiam!


Primeiro Parágrafo: "Meu pai chegou á Suécia de navio num dia chuvoso de verão."
Melhor Quote: "Já faz trinta horas que minha vida
                         corre sobre trilhos ardentes sem fim.
                         Olhei-me no espelho e é tão estranho
                         que agora sou simplesmente feliz."


Livro: A Conquista 
Título Original: The Goal: An Off-Campus Novel
Autor(a): Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas: 335
ISBN: 978-85-8439-066-3
Sinopse: De todos os jogadores do time de Hóquei da universidade de Briar, John Tucker se destaca por ser o mais sensato, gentil e amável. Diferente de seus amigos mulherengos, ele sonha mesmo é com uma vida tranquila: esposa, filhos e, quem sabe um dia, abrir um negócio próprio. Mas nem mesmo o cara mais calmo do mundo estaria preparado para o turbilhão de emoções que ele está prestes a enfrentar. Sabrina James é a pessoa mais ambiciosa, dedicada e batalhadora do campus. Seu jeito sério e objetivo é interpretado por muitos como frieza, mas ela não está nem aí para sua fama de antipática. Tudo o que ela quer é passar em Harvard, tirar ótimas notas e conquistar a tão sonhada carreira como advogada. Só assim ela conseguirá escapar de seu passado difícil e de sua família terrível. Um acontecimento inesperado vai desses jovens de cabeça para baixo. Tucker e Sabrina vão precisar se unir e rever seus planos para o futuro. Juntos, eles aprenderão que a vida é cheia de surpresas, e que o amor é a maior conquista de todas.

SÉRIE "AMORES IMPROVÁVEIS".
    1.  O Acordo
    2.  O Erro 
    3.  O Jogo
    4.  A Conquista

Autora best-seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal, Elle Kennedy cresceu nos subúrbios de Toronto, Canadá. Desde criança, sabia que seria ser escritora. Elle formou-se em língua inglesa pela York University e atualmente escreve para diversas editoras.

   Conquistas importantes não vêm com facilidade, e Sabrina James sabem bem disso. Abandonada pelos pais quando pequena e obrigada a morar, sem dinheiro, com uma avó egocêntrica e um padastro asqueroso, a jovem precisou trabalhar e suar a camisa para construir cada linha de seu currículo escolar perfeito. Agora, prestes a se formar, ela está mais determinada do que nunca a entrar em Harvard e deixar para trás o passado dolorido. E seu caminho rumo ao sucesso definitivamente não inclui romance, muito menos com certo atleta lindo e educado, que acredita em amor à primeira vista.
   John Tucker pode até não ser a grande estrela do time de hóquei da universidade, mas isso não o impede de ser jogador mais querido do campus. Sua fama de gente boa somada à aparência irresistível lhe confere popularidade entre as garotas, mas ele só tem olhos para uma. Contra todas as probabilidades, Sabrina, com seu jeito compenetrado e antissocial, ganhou seu coração. E Tucker não vai medir esforços para conquistá-la, afinal, se tem uma coisa que ele sabe é ser paciente. Em apenas uma noite, o futuro deste casal improvável vai mudar para sempre. Diante da decisão mais importante de sua vida, Sabrina encontrará em Tucker um grande amigo e um parceiro com quem realmente pode contar. O problema é que ela se fechou para o amor e teima em não aceitar ajuda de ninguém.

     ''Você não está sozinha. E você não ta arrastando ninguém pra buraco nenhum. Tô aqui com você, Sabrina. Em cada passo do caminho.''

   Conheci o gênero New Adult não tem muito tempo e gostei bastante. Ando me aventurando cada vez mais com esses livros e resolvi ler a tão bem falada série Amores Improváveis. Como os livros são independentes, resolvi começar pelo último pra ter uma ideia da forma como a autora escreve. Fui com muitas expectativas pra conhecer os personagens e saber qual era o conflito que seria trabalhado durante a história e tenho que confessar que esse não foi o New Adult que mais gostei, mas foi uma leitura super envolvente e válida.
   A escrita de Elle é totalmente viciante e envolvente — passei a madrugada grudada nesse livro. A narração é intercalada entre a Sabrina e o Tucker, e a vida dos dois é super diferente, eu diria que totalmente opostas, então somos apresentados a duas rotinas divergentes e personagens com vida e personalidade bem distantes um do outro. Contudo, a linguagem é super fácil, a leitura flui muito, muito rápido.
   Diferente dos outros NA que li, esse não tem uma história tão sofrida, nem drogas ou mortes traumáticas. Aqui as coisas são um pouco superficiais e o conflito principal é o relacionamento conturbado que os personagens têm. Enquanto Tucker é todo romântico, Sabrina é dura e mantem o foco nos estudos. O clímax do livro será voltado principalmente para os acontecimentos entre o próprio casal. Achei esse ponto bem diferente dos outros livros que li, mas no geral eu gostei bastante.   
   A autora trabalhou bem os personagens, dando bastante profundidade para ambos. Sabrina é muito esforçada, seu tempo livre é escasso, ela trabalha, estuda e está usando todas as suas forças para passar em uma faculdade de Direito. Além da vida exaustiva que tem estudando e trabalhando, Sabrina vive quase que num inferno. Tucker é amado por todos e é o mais sensato e diferente dos jogadores de hóquei. Seu passando também não foi fácil, mas ele é esforçado e sonha com um futuro bem diferente dos jovens em geral — ele quer uma esposa e muitos filhos, Tucker é um homem que muitas mulheres sonham em ter. 

''Não é só a beleza, embora isso não atrapalhe. É... é... droga, não sei nem explicar. Ela tem essa casca dura, mas por dentro é mole feito manteiga. Vejo lampejos de vulnerabilidade naqueles profundos olhos escuros e tudo o que quero é... cuidar dela.''

   Sabrina não é aquela personagem que amamos de imediato, já que suas atitudes nos deixam com raiva no inicio do livro, mas no decorrer da história fui me afeiçoando a ela e entendendo seus motivos. Já Tucker foi amor a primeira vista! Ele, desde o primeiro capitulo, se diz apaixonado por Sabrina e reafirma isso por meio de suas ações durante cada nova parte do livro. O romance desses dois foi uma montanha russa cheia de altos e baixos: Tucker correndo atrás e se declarando e Sabrina fugindo, ignorando e brigando. Teremos muitos ''tapas e beijos". Eu gostei muito desses dois como pessoa, já que eles foram obrigados a mudar suas prioridades e fizeram isso com muita maturidade. Durante todo o livro eles cresceram bastante e me mostraram muita responsabilidade em suas escolhas. 
   O único ponto que me incomodou durante a leitura foi o esposo da avó de Sabrina. Senti muito ódio e nojo dele, achei até que surgiria um conflito maior envolvendo ele. Se a autora tivesse tirado o foco principal no romance e trabalhando, envolvidos os personagens secundários na história, teria dado mais profundidade para o romance como um todo. Isso aconteceu comigo, pois me atento bastante aos detalhes, principalmente ao finais dos personagens secundários, mas no geral o livro está bem completo.
   As capas de toda a série são muito bonitas, no entanto gostei mais da capa brasileira. A forma com que o livro foi diagramado deixou a leitura ainda mais fluida e achei toda a edição muito caprichada. Editora Paralela deu atenção a todos o detalhes do livros, trazendo uma tradução impecável.
   A Conquista é um New Adult escrito com a fórmula certa para esse estilo de livro.Tenho certeza que se você gosta de um romance com aquela pegada hot — na medida —, vai amar a leitura. Indico muito esse livro e também todo os demais da série. Pretendo ler os outros três livros em breve e, se possível, compartilhar minha opinião com vocês. Se apaixone pela historia — um tanto conturbada — de Sabrina e Tucker. Não posso deixar de dizer que reli várias vezes o final desse livro, sempre sentindo a sensação de que o amor existe e pode nos abraçar quando menos esperamos.  


Primeiro Paragrafo: "Merda. Merda. Merda . Meeeeeeerda. Cadê minha chave?"
Melhor Quote: "Porque o amor é a conquista mais importante. Não é algo que eu tenha buscado, mais que tive sorte, muita sorte de alcançar."


Com milhares de seguidores nas redes sociais e mais de 600 mil livros vendidos, a curitibana Kéfera Buchmann está de volta com o surpreendente Querido Dane-se, sua estreia na ficção. Confira abaixo a capa e a sinopse:


Sinopse: Sara tem muitos sonhos, mas também vários problemas para enfrentar. Para começar, seu namorado acabou de uma hora para outra com ela e por WhatsApp! Pouco depois, ela descobriu que o desgraçado está namorando uma socialite linda e admirada por muitos. Parou por aqui? Não: Sara, que é estilista de formação, mas trabalha como costureira, atualmente está de plantão na casa dessa socialite, arrumando as roupas dela.Enquanto lida com o ressurgimento do ex e tenta voltar a achar graça na solteirice, Sara sofre com seu maior medo: fazer trinta anos sem achar a sua cara-metade. Entre lágrimas e muita risada, no entanto, Sara começa a repensar sua vida. E a perceber que está diante de uma pessoa cujos anseios e gostos conhece pouco: ela mesma. Querido dane-se é a primeira ficção de Kéfera Buchmann, que, sem abandonar o bom humor de sempre, fala sobre autoestima, empoderamento e a importância de compreender os próprios desejos para se tornar alguém feliz.

Gostaram da novidade? O lançamento oficial acontece no dia 31 de agosto, mas vocês podem matar um pouco da saudade da Kéfera escritora conferindo nossas resenhas de seus dois primeiros livros (Muito Mais Que 5inco Minutos e Tá Gravando, E Agora?).  


A Companhia das Letras, através do selo Quadrinhos na Cia, lança este mês a biografia ilustrada da autora do diário que entrou para a história como o mais célebre testemunho do holocausto, a Anne Frank. O lançamento oficial acontece no dia 15 de agosto. Confira abaixo a capa e a sinopse do livro:


Sinopse: Com acesso total aos arquivos da Casa de Anne Frank, em Amsterdam, Sid Jacobson e Ernie Colón realizaram esta extraordinária graphic novel. A partir de intensa pesquisa e cuidadosa contextualização histórica, os autores reconstituem a vida de Annelies Marie Frank, do seu nascimento, em junho de 1929, até sua morte precoce, em março de 1945, de tifo, no campo de concentração de Bergen-Belsen. Em julho de 1942, Anne, seu pai, Otto, sua mãe, Edith, e sua irmã mais velha, Margot, passaram a viver em um esconderijo em um prédio de Amsterdam para escapar dos nazistas que ocupavam a Holanda durante a Segunda Guerra Mundial. Lá, escreveu a maior parte do diário que se tornaria, nas décadas seguintes, o mais célebre testemunho dos horrores do holocausto.


Livro: Para Educar Crianças Feministas
Título Original: Dear Ijeawele or a Feminist Manifesto
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 96
ISBN: 9788535928518
Sinopse: Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu em Enugu, na Nigéria, em 1977. Sua obra foi traduzida para mais de trinta línguas e apareceu em inúmeras publicações, entre elas a New Yorker e a Granta. Recebeu diversos prêmios, entre eles o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award. Vive entre a Nigéria e os Estados Unidos. Veja o trailer de Meio Sol Amarelo, romance que concedeu à autora o Orange Prize: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-215958/trailer-19535051/  
Assista ao TEDx da autora, com mais de 1 milhão de visualizações:
 http://tedxtalks.ted.com/video/We-should-all-be-feminists-Chim 
Site: http://chimamanda.com/

   Quando uma amiga de Chimamanda resolve questioná-la sobre como criar sua filha como feminista, a autora do best-seller Sejamos Todas Feministas decide responder na forma de um manifesto, um texto de natureza dissertativa e persuasiva, com declaração pública de seus princípios e intenções que objetiva alertar um problema e fazer a denúncia com classe de um problema que vem ocorrendo há muitos e muitos anos: a igualdade de classes e os direitos das mulheres.
   O manifesto é dividido em 15 (quinze) sugestões:

1. Primeira Sugestão: Seja uma pessoa completa.
2. Segunda Sugestão: Façam juntos.
3. Terceira Sugestão: Ensine a ela que "papéis de gênero" são totalmente absurdos.
4. Quarta Sugestão: Cuidado com o perigo daquilo que chamo de Feminismo Leve.
5. Quinta Sugestão: Ensine a Chizalum a ler.
6. Sexta Sugestão: Ensine a Chizalum a questionar a linguagem.
7. Sétima Sugestão: Nunca fale do casamento como uma realização.
8. Oitava Sugestão: Ensine Chizalum a não se preocupar em agradar.
9. Nona Sugestão: Dê a Chizalum um senso de identidade.
10. Décima Sugestão: Esteja atenta às atividades e à aparência dela.
11. Décima Primeira Sugestão: Ensine-a a questionar o uso seletivo da biologia como "razão" para normas sociais em nossa cultura.
12. Décima Segunda Sugestão: Converse com ela sobre sexo, e desde cedo.
13. Décima Terceira Sugestão: Romances irão acontecer, então dê apoio.
14. Décima Quarta Sugestão: Ao lhe ensinar sobre opressão, tenha o cuidado de não converter os oprimidos em santos.
15. Décima Quinta Sugestão: Ensine-lhe sobre a diferença.
   
   Para Educar Crianças Feministas não foi apenas uma resposta prática e sincera da autora ao pedido de uma amiga, mas — como a mesma ressaltou na INTRODUÇÃO — uma espécie de mapa de suas próprias reflexões enquanto feminista. Chimamanda hoje é mãe de uma menininha encantadora e percebe como é fácil dar conselhos para os outros criarem seus filhos, sem enfrentar na pele essa realidade tremendamente complexa. E é com essa experiência que ela constrói esse livro que não contempla simplesmente alguns conselhos sobre como educar crianças feministas, mas traz em suas entrelinhas sugestões de como se tornar uma pessoa melhor.
   Citando a Gabi em sua resenha de Mulheres, cabe ressaltar que apesar do livro de Chimamanda Ngozi tratar sobre mulheres, não é um livro exclusivamente voltado a elas. Na realidade, suas obras têm como alvo todo o ser humano, incentivando uma desconstrução do modelo predominante na sociedade atual e buscando abrir a mente de todas as diversidades existentes. Não cabe aqui pensamentos como "ah, não sou feminista, não preciso ler", "sou homem, e este é um livro para mulheres". Não, não e não! Para compreender essa obra é imprescindível que pré-conceitos, julgamentos e ideias provenientes do senso comum sejam deixadas de lado, assim como é necessária uma reflexão acerca desses julgamentos que, por estarem tão inseridos em nossa sociedade, acabamos reproduzindo sem maiores análises.

"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade. É muito difícil desaprendê-los, por isso é importante cuidar para que Chizalum rejeite esses estereótipos desde o começo. Em vez de deixá-la internalizar essas ideias, ensine-lhe autonomia. Diga-lhe que é importante fazer por si mesma e se virar sozinha. Ensine-a a consertar as coisas quando quebram. A gente supõe rápido demais que as meninas não conseguem fazer várias coisas. Deixe-a tentar. Ela pode não conseguir, mas deixe-a tentar."



Livro: O Ceifador
Título Original: Scythe
Autor(a): Neal Shusterman
Editora: Seguinte
Páginas: 448
ISBN: 9788555340352
Sinopse: A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria… Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - um papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a "arte" da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão - ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais -, podem colocar a própria vida em risco.

SÉRIE "SCYTHE"
    1.  O Ceifador
    2.  Thunderhead (A Nimbo-Cúmulo)

Neal Shusterman é autor de vários romances premiados, roteiros para filmes e para animações de TV. Nascido e criado no Brooklyn, em Nova York, atualmente mora no sul da Califórnia. Em 2017, O Ceifador foi escolhido livro de honra do Michael L. Printz Award, o principal prêmio de literatura jovem adulta dos Estados Unidos.

   Em um futuro perfeito, a humanidade evoluiu a tal ponto que ninguém mais adoece — portanto, ninguém morre. Aqueles que sofrem um acidente ou se jogam de um prédio têm o corpo levado para um centro de revivificação, de onde voltam intactos, como se nada tivesse acontecido. O envelhecimento também não faz mais parte da ordem natural, já que existem centros capazes de rejuvenescer a aparência das pessoas. Também não existe mais desigualdade. Todos têm uma boa qualidade de vida, e o meio ambiente está longe de correr riscos.
   Por trás de tantas conquistas, e garantindo que tudo seja perfeitamente organizado e funcional, está a Nimbo-Cúmulo, a inteligencia artificial que evoluiu da nuvem de dados, se transformando na grande autoridade do planeta. Mas, apesar de todo esse planejamento, a Terra não comporta uma população que só cresce. Algumas pessoas precisam morrer. Por isso, logo que a fórmula para vencer a morte foi descoberta, formou-se um grupo que teria a missão de coletar algumas vidas e manter o equilíbrio da sociedade. Esse grupo é a Ceifa, e a Nimbo-Cúmulo não pode intervir em suas ações: quem morre pelas mãos de um ceifador não poder ser revivificado. 
   E é com esse grupo que Citra e Rowan se envolvem. A garota tem dezesseis anos e mora com os pais e o irmão mais novo, sem planos grandiosos para o futuro. Assim como Rowan, cuja família não para de crescer graças à possibilidade de rejuvenescimento. Ao cruzarem o caminho do ceifador Faraday, ambos são convocados para se tornarem aprendizes da Ceifa. Enquanto isso, alguns integrantes da Ceifa sentem cada vez mais prazer ao cumprir seu objetivo de matar, e resolvem mudar algumas regras da organização. Ao final do treinamento, Citra e Rowan serão obrigados a enfrentar um desafio: apenas um deles será nomeado ceifador e, quem não for escolhido, será a primeira coleta do concorrente. Entre disputas internas da Ceifa e grandes — grandes mesmo, hein!? —, Citra e Rowan deverão aprender tudo sobre a arte de matar — mesmo que isso signifique matar um ao outro. 
    
"Quaisquer que fossem suas intenções, ele as guardou para si, e a família teve de dar o que ele queira. Citra se perguntou se, caso a comida estivesse do seu gosto, ele pouparia uma vida naquela casa. Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo".

   Conheci O Ceifador em seu lançamento, e por ser um romance que mistura incomumente distopia/sci-fi e literatura jovem-adulto, tive bastante curiosidade em lê-lo. Quando, então, surgiu a oportunidade de ler, foi uma grata emoção e vocês vão entender bem o porquê. Era o tipo de livro que eu realmente não sabia o que esperar, já que além de não conhecer nada do autor, o gênero costuma surpreender e trazer tramas bastante inesperadas  — muito embora alguns leitores digam sempre se tratar de "o mesmo do mesmo".
  Se você, como eu, sente falta de boas histórias distópicas, daquelas que, como Divergente, Jogos Vorazes ou até mesmo Maze Runner, nos fazem vibrar, gritar "viva a revolução" e querer pegar uma pistola e embarcar com os protagonistas, O Ceifador está aí para isso: para ser uma grande aposta para os fãs do gênero. Sobretudo, para trazer uma visão clara do preço a ser pago pela eternidade e para provar que toda utopia, por mais perfeita que seja, sempre terá um lado ruim. 
   Narrado em terceira pessoa, o livro intercala o foco narrativo entre Citra e Rowan. O fato de ter sido escrito de tal forma acrescentou muito ao livro, pois trouxe um dinamismo incrível, aliado a uma boa construção dos fatos e um excelente desenvolvimento das ideias propostas pelo autor, que em momento algum deixaram de soar críveis e intrigantes. Apesar da essência cinematográfica e televisiva, Neal não nos entregou um roteiro ou algo parecido, mas um romance desenvolvido com maestria, sem pressa e com uma pegada totalmente diferente da já saturada no mercado literário  — deixando claro que o que não foi trabalhado, certamente, será fomentado nos demais livros.


"— Saiba que você não receberá nenhum agradecimento de ninguém, além de mim, pelo que fez aqui hoje — ele disse. — Mas lembre-se de que as boas intenções pavimentam muitas estradas. E nem todas levam ao inferno".


Olá, leitores! A coluna Memória Musical de hoje vai tratar do livro A Melodia Feroz, o primeiro da duologia Monstros da Violência, da escritora Victoria Schwab (se você ainda não viu a resenha, confira aqui e conheça mais a história e minhas impressões sobre ela). Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas a quem sentir que minha seleção foi limitada. Acontece que as músicas da banda Of Monster and Men se encaixam perfeitamente no contexto em que o livro se insere (além de tudo, o próprio nome da banda já tem tudo a ver com a duologia — em tradução literal, Of Monsters and Men: De Monstros e Homens).



1 - HUMAN - OF MONSTERS AND MEN
Essa é inteiramente dedicada à August Flynn, um dos protagonistas. Ele é um monstro em forma de humano e nunca aceitou sua verdadeira natureza. É um fardo que ele carrega por todo o livro, já que como todo monstro da Cidade V, ele se alimenta de humanos e, retirando suas almas, os mata. Ele rejeita essa crueldade e passa o máximo de tempo possível sem se alimentar, acreditando que pode ser forte para superar esse instinto. Para ilustrar, comparo esses trechos: 
MúsicaIf I lose control/ I feed the beast within/Cage me like an animal [...]/Breath in, breathe out/Let the human in (Se eu perder o controle/ Eu alimento a besta interior/Enjaule-me como um animal/ Inspire, expire/Deixe o humano entrar)
Livro: — Não quero ser um monstro [...]. Dói.
— O quê?
— Ser. Não ser. Me entregar. Me conter. Não importa o que eu faça, tudo dói.


Livro: O Que é Fascismo? E Outros Ensaios
Autor: George Orwell 
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 158
ISBN: 978-85-5651-030-3
Sinopse: Entre as décadas de 1930 e 1940, George Orwell colaborou em diversos veículos da imprensa britânica como observador implacável da sociedade e da cultura. Em ensaios, resenhas e colunas reunidos em O que é fascismo?, o criador do mundo distópico de 1984 explora uma galeria de temas cujo fio condutor é a política, sua maior obsessão intelectual e literária. A visão desencantada de Orwell ilumina os fatos e as obras capitais da época para torná-los compreensíveis para o homem comum. Sempre movido pela inteligência da dúvida, ms também apaixonado por suas fortes convicções socialistas e democráticas, o autor critica filmes, livros e outros escritores com a mesma lucidez devotada às leituras da política doméstica e europeia, centradas na ascensão no nazifascismo e na tragédia da Segunda Guerra Mundial. Com organização e prefácio de José Augusto, esta seleção de grandes momentos da produção jornalística de Orwell se compõe exclusivamente de textos inéditos em livro no Brasil.

George Orwell é o pseudônimo de Eric Arthur Blair. Nascido em Motihari, norte da Índia britânica, em 1903, filho de um funcionário da administração britânica do comércio de ópio, Orwell estudou em colégios tradicionais da Inglaterra. Na décade de 1920, foi agente da polícia colonial da Birmânia. Nas décadas seguintes, deslanchou sua carreira como escritor publicando diversos romances, ensaios e textos jornalísticos, sendo oS mais conhecidos 1984 e A Revolução dos Bichos. É considerado um dos escritores mais importantes do século XX. Morreu em 1950, aos 46 anos, em Londres, vítima da tuberculose.

   O que é fascismo? e outros ensaios é um compilado de textos escritos por George Orwell para diversos jornais entre os anos 1938 e 1948. Neles se pode ter uma ampla visão de quem foi Orwell e qual seu posicionamento a respeito dos acontecimentos da época. Em 1939 eclodiu a Segunda Guerra Mundial. Em 1945 ela chegou ao fim. Grande parte dos textos contidos no livro foram escritos em meio a Guerra – mais como uma forma de resistência, pois seus escritos eram justamente o tipo de conteúdo que o governo buscava reprimir.
   A visão antiguerra de alguém que vivia na Inglaterra e tinha uma ampla ótica do lado dos Aliados (grupo formado pelo Reino Unido, União Soviética e Estados Unidos) é altamente explorada através de Orwell. Suas críticas são direcionadas não apenas ao fascismo e nazismo que tomaram a Itália e a Alemanha, respectivamente, mas também ao próprio governo britânico, com suas alianças cheias de conveniência política. Orwell também foi um grande defensor dos direitos humanos, posicionando-se sempre contra a escravidão, a colonização e o preconceito.
   Não apenas de artigos de opinião vive O que é fascismo? e outros ensaios, pois Orwell era tanto um escritor assíduo como um leitor voraz. O livro é permeado de resenhas que o autor busca detalhar com toda a sinceridade – e não só de livros, dentre elas há a análise do filme O grande ditador (1940), com Charles Chaplin. Em todas, Orwell buscou acrescentar sua visão de mundo à história, deixando clara sua posição ideológica, mas que nunca sobressaía o seu senso crítico.

   Este foi meu primeiro contato com George Orwell. Já havia lido diversos estudos sobre o autor e suas obras, inclusive tendo que produzir trabalhos acadêmicos sobre tais estudos, mas – e esse é um erro medonho, sei disso – nunca cheguei a ler nada do escritor, embora a curiosidade sobre esse "tal de Orwell" sempre se fez presente. Por isso agarrei a oportunidade de ler alguns de seus ensaios e penso que não poderia ter começado melhor. Gostei muito dessa primeira impressão, já que pude conhecer logo de cara a versatilidade de Orwell em falar sobre os mais diversos assuntos mantendo uma visão ampla e crítica sobre tudo. Foi imensamente encantador e, dessa forma, me sinto mais preparada para encarar qualquer outras de suas obras.
   Há algo que ouço de muitas pessoas e sempre sou obrigada a discordar: que escritores antigos tem uma linguagem muito complicada, difícil, e isso faz com que seus livros sejam chatos. Há casos e casos, e se realmente há correlação entre a época em que o livro foi escrito e sua narrativa pouco fluida, então a escrita de Orwell é uma exceção. Como jornalista, ele consegue deixar seu texto claro e objetivo tendo como missão fazer com que seu trabalho atinja as mais diversas classes – o que nem sempre era possível devido ao embate da sociedade conservadora frente a suas críticas e a ainda pouca alfabetização que estava alastrada no proletariado.


Livro: A Prisão do Rei
Título original: King's Cage
Autor (a): Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 544
ISBN: 9788555340277
Sinopse: Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta - e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.


SÉRIE "A RAINHA VERMELHA"
  1.5  Coroa Cruel
    2.  Espada de Vidro
    3.  A Prisão do Rei
    4.  (nome não divulgado)

Victoria Aveyard cresceu numa cidadezinha em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Ela se formou como roteirista e tenta combinar na sua escrita seu amor por histórias, explosões e heroínas fortes. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir NetflixA Rainha Vermelha, primeiro livro da série Red Queen, já vendeu milhares de exemplares no mundo e venceu prêmios como o GoodReads, que premiou os melhores livros de 2015


   Depois de passar uma temporada no palácio, fingindo ser uma nobre prateada para esconder seu poder elétrico da população, Mare Barrow conseguiu escapar e se juntou à Guarda Escarlate, um grupo rebelde que quer acabar com a desigualdade entre prateados e vermelhos. Para ajudar nessa luta, Mare começou a reunir um exército de sanguenovos, vermelhos que, como ela, possuíam poderes inéditos, como mudar a aparência, voar, criar ilusões ou prever o futuro. Entretanto, essa missão foi interrompida quando seu grupo caiu numa armadilha do rei Maven. Em troca da liberdade de seus amigos, ela não viu outra saída além de se oferecer como prisioneira. 
   Agora, no palácio, apesar de usufruir de certo conforto, Mare é destituída de sua eletricidade: ela vive cercada de Pedras Silenciosas que anulam seu poder, e os guardas que a acompanham vinte e quatro horas por dia são capazes de extinguir qualquer faísca da garota elétrica. Ela começa a definhar e fica cada vez mais fraca sem seus raios, e para piorar ainda é obrigada a encontrar Maven constantemente. 
   Enquanto isso, os rebeldes continuam se mobilizando e organizam ataques cada vez mais rápidos, ainda que nem todos estejam tão engajados na causa. Caso de Cameron Cole, uma sanguenova recrutada à força por Mare, que está mais preocupada em salvar seu irmão, levado ainda jovem para a linha de frente das trincheiras do Gargalo, área em disputa entre os Exércitos de Norta e Lakeland. A garota é uma arma importante para a rebelião, já que é capaz de matar com um único olhar, mas evita ao máximo usar esse poder letal, com medo do que pode se tornar. 
   E não é só a Guarda que está insatisfeita com o governo de Maven. A noiva do rei, Evangeline Samos, e toda a sua família acreditam que não estão recebendo a devida atenção e o destaque que mereciam. Outras Grandes Casas da nobreza prateada, por sua vez, não acham que Maven seja o herdeiro por direito, ameaçando criar uma crise de sucessão. Vulnerável em diversas frentes, Maven se agarra ao poder a todo custo, buscando novas estratégias e alianças inusitadas para garantir a continuidade de seu governo. Afinal, os monstros são mais perigosos quando estão assustados.

   A Rainha Vermelha é a série distópica que mais vende livros, atualmente, no Brasil e a ansiedade para o lançamento do terceiro e penúltimo livro, A Prisão do Rei, era gritante. Quando resenhei Espada de Vidro, eu sugeri apenas que lessem, porque o livro é incrível. Entretanto, acredito que todos os três livros já lançados têm um diferencial, cada um com seu esqueleto, com sua forma e apresentando os protagonistas em situações diversas que exigem atitudes também plurais da parte deles. O que eu estou querendo dizer com tudo isso é que é uma série que não mantém a mesma construção em todos os livros – e isso tanto agrada quanto desagrada.
   Enquanto A Rainha Vermelha e Espada de Vidro foram leituras que eu realmente gostei sem muitas ressalvas, as quase 600 páginas de A Prisão do Rei me levaram por um mar de amor e ódio. Continua sendo uma excelente distopia, com uma pegada fantástica, no duplo sentido, mas o começo arrastado pode deixar muitos leitores sem sentir aquele feeling inexplicável que muito sentiram ao ler os dois primeiros. Ainda que o começo do livro seja pouco frenético – afinal, Mare está presa –, a narrativa continua inteligente e apesar do número de páginas é possível realizar a leitura em pouquíssimos dias. Mesmo que eu não tenha sentido o feeling inexplicável que senti nos precedentes, posso dizer também que devorei A Prisão do Rei.
   Pra quem não sabe, Victoria é mega fã de As Crônicas de Gelo e Fogo, série de livros do George Martin, popularmente chamada apenas de Game of Thrones, e, obviamente, ela não poderia ter escolhido uma inspiração melhor. Apesar disso, os livros de Red Queen não são ambientados, em suma, como em As Crônicas de Gelo e Fogo, devido ao teor young-adult. Contudo, percebemos muitas referências, como na construção monárquica, nomes de personagens e atitudes dos mesmos. Achei hilário e costumo descrever a série como uma mistura incomum de X-Men, Game of Thrones e distopia.

"Os ignorantes são mais fáceis de controlar".


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