Livro: Entre o Agora e o Nunca
Título Original: The Edge of Never
Autor (a): J. A. Redmerski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 359
ISBN: 9788581051406
Sinopse: Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

    Camryn Bennett tem apenas 20 anos, e carrega consigo uma bagagem pesada. Os últimos dezoito meses de sua vida têm sido uma loucura: Ian, seu namorado do colegial, morreu em um acidente de carro dois dias antes do baile de formatura. Poucos meses depois, seu irmão mais velho foi condenado à prisão por matar alguém dirigindo embriagado. Como se isso não fosse o bastante, seu pai não aguentou o drama pelo qual a família passava e traiu sua mãe, logo em seguida abandonando a família, e deixando a mãe da moça em uma fase onde ela arranja vários namorados, mas não fica muito tempo com nenhum.
     Devido às decepções que sofreu, Camryn decidiu desistir do amor. A única pessoa com quem pode contar é sua melhor amiga de infância, Natalie, e elas planejam alugar um apartamento para morarem juntas e fugirem da loucura que é sua família. Tudo dá errado, contudo, quando o namorado de Natalie tenta beijar Camryn, e, quando ela conta o ocorrido para a amiga, Nat prefere acreditar que tudo é uma invenção de Cam. Desiludida, triste e cansada, a moça percebe que os sinais de sua antiga depressão estão voltando, e decide dar um tempo em tudo que a cerca. Ela arruma uma mochila e pega um ônibus interestadual, com um destino aleatório, para colocar sua vida em perspectiva.
     É nessa viagem improvisada que Camryn conhece Andrew Parrish, um jovem de 25 anos que dá um novo significado à palavra atraente. Sarcástico, muito bem-humorado e fã de rock clássico (♥), é impossível para a moça não perceber a atração que ele exerce, e a conexão que ambos parecem partilhar. Nenhum dos dois, entretanto, está procurando por um relacionamento, já que possui os próprios dramas para lidar — será que ambos conseguirão viver o momento e deixar o passado para trás?

      Com uma narrativa emocionante e envolvente, J. A. Redmerski conseguiu escrever um livro mais do que surpreendente. Trata-se de um new adult, e, ao iniciar a leitura, esperava o ‘de sempre’: uma mocinha, um cara muito bonito, algum drama, romance, e, pronto! É claro que há sim, algo disso no livro, mas a história vai muito além. Não se trate de apenas mais um romance do gênero, mas de uma bela história sobre pessoas que procuram curar feridas do passado, ao mesmo tempo que precisam conviver com elas todos os dias e enfrentar a incerteza do futuro.
     Entre o Agora e o Nunca é narrado alternadamente entre Cam e Andrew, o que amplia a perspectiva do leitor sobre a história — já conseguimos entender e identificar-nos com cada personagem separadamente — e, além disso, mostram que os pensamentos sacanas de um cara podem ser muito engraçados.



   Como toda boa história, a obra nos faz refletir sobre as escolhas que tomamos e sobre como tudo é tão frágil, propenso à mudanças. É quase impossível encontrar alguém que nunca tenha tido vontade de simplesmente jogar tudo para o alto e recomeçar, quem nunca desejou voltar atrás para ter feito algo diferente ou aproveitado um pouco mais. Camryn e Andrew são assim, a compartilham algo que acredito que esteja na mente da maioria dos jovens: a vontade de fazer algo que valha a pena ser contado, de aproveitar a vida — o agora — ao seu máximo.
"O que motiva qualquer um de nós a fazer as coisas que fazemos, quando no fundo uma parte da gente só quer se libertar de tudo?"
    A quantidade de realidade imposta no livro é quase palpável, e é exatamente isso que desencadeia todas as reflexões ditas acima e, ao mesmo tempo, faz dele um livro inesquecível. Até mesmo o modo que o relacionamento dos personagens foi desenvolvido é muito bem fundado, aos poucos: apesar de tudo o que possa acontecer, eles são e sempre serão melhores amigos.
   Existe uma grande informalidade, perceptível após a leitura de algumas páginas. Isso, geralmente, me incomoda bastante — os palavrões e expressões comuns do dia a dia —, mas, nesse caso, apenas serviu para contribuir com o clima jovial da obra. As situações vividas pelos protagonistas são inusitadas, engraçadas, e as falas e o comportamento deles conseguem ser simplesmente hilários. Em vários momentos tive que pausar a leitura para dar risadas ou marcar algum trecho, sendo ele incrivelmente engraçado ou altamente profundo.
     É claro que o livro não é perfeito, mas, mesmo assim é um must read enorme. O final é surpreendente, cheio de drama, mas eu desejaria que tivesse sido um pouco menos apressado do que foi. De qualquer jeito, consegui sentir o equilíbrio entre o drama, humor e romance, contendo até mesmo uma pitada de erotismo.
    Algo a mais que preciso acrescentar na resenha, é a playlist apaixonante presente no livro. Andrew (além de ser um fofo!) possui um ótimo gosto musical, e as influências do rock clássico estão presentes em cada página, além de ter várias músicas épicas que foram citadas. Como fã do estilo, nem preciso falar que isso foi exatamente o que precisava para me deixar apaixonada pelo livro.
      Acho que não é necessário eu dizer que mais do que recomendo o livro. Você irá se encantar com o carisma dos personagens, mas não apenas isso — Entre o Agora e o Nunca toca a alma do leitor, trazendo questões profundas, ao mesmo tempo que conta a história de um romance avassalador. Foi, sem dúvidas, uma das melhores leituras do ano, e que fez uma pequena diferença no modo como encaro a vida.

Primeiro parágrafo do livro:
"NATALIE ESTÁ ENROLANDO o mesmo cacho de cabelo há dez minutos, e isso está começando a me deixar louca. Eu balanço a cabeça e aproximo meu latte gelado, colocando estrategicamente os lábios no canudinho. Natalie está sentada à minha frente com os cotovelos apoiados na mesinha redonda, segurando o queixo com uma das mãos."
Melhor quote:
“Se você fica se prendendo ao passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra para trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda.”

 




Livro: Cidades de Papel
Título original: Paper Towns
Autor (a): John Green
Editora: Intrínseca 
Páginas: 368
ISBN: 9788580573749

Sinopse: Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.
 

 
    Quentin era vizinho da garota mais incrível e popular da escola: Margo. Apesar de terem sido muito amigos na infância, a adolescência os separara. Ele continuara a ser aquele menino simples, sem popularidade de sempre e Margo jamais daria atenção a ele de novo, não tendo como companhia meninas tão lindas e amadas e tendo um namorado tão aclamado.
    Mas um dia Margo bate na janela de Quentin chamando-o para uma missão inesperada. Sem abrir o jogo, Margo insiste que seu vizinho a acompanhe – com o carro de sua mãe – para as ruas. Quentin simplesmente faz o que ela manda.
    Primeiramente eles param pra comprar mercadorias aleatórias, e enfim Margo conta o plano dela. A verdade era que ela estava sendo traída pelo namorado com sua própria melhor amiga. E estava na hora de se vingar.
    Margo e Quentin fazem pegadinhas com todos os garotos e garotas populares e superficiais da escola. Quando enfim a missão está terminada, Quentin acha que poderá se aproximar mais de sua vizinha, já que esta abrira uma brecha para ele. Mas está muito enganado.
    No dia seguinte, Margo simplesmente desaparece e continua assim por dias seguidos. Preocupado, Quentin começa a seguir pistas de onde ela poderia ter se escondido e percebe que ela deixara-as para ele encontrá-la.
    Quando enfim consegue uma pista concreta para seu paradeiro, Quentin embarca numa aventura sem volta com seus amigos. Em uma corrida sem pausa, nosso protagonista tenta alcançar sua amada, antes que seja tarde demais.

    John Green tem o poder de fazer histórias simples e irrelevantes se tornarem ótimas e conquistadoras. Isso acontece graças a combinação da sua narrativa diferenciada e a construção dos personagens.
    A narração, além de leve, tem um estilo completamente diferente de todas as narrações que já tive contato. E, por mais que fosse inteiramente informal, isso não me incomodou em nenhum momento, porque era equilibrada e tinha uma combinação perfeita com a história.  Além disso, a narração parecia ter uma organização visual, o que contribuiu bastante para a leitura.
    O planejamento de Cidades de Papel foi impecável. Caso a obra seja analisada com minuciosidade, é possível perceber detalhes do desfecho foram desenvolvidos desde seu começo.  E cada cena que o leitor imagina ser aleatória, sem importância para o enredo, mostra-se inteiramente importante. Tudo que acontece em Cidades de Papel é uma preparação para o final, cada diálogo, cada acontecimento rápido e simples, cada detalhe.
    É possível perceber que o autor estudou muito para escrever esse livro – que tem uma profundidade filosófica. Poesias são bem analisadas pelo personagem principal, além da trama trabalhar com o tempo e os lugares à todo momento. Isso exige muito cuidado e muita pesquisa.
    Os personagens são um ponto fortíssimo em Cidades de Papel. Quentin, nosso querido protagonista foi real para mim desde o prólogo, e conforme a história se seguiu, ele se desenvolveu e me surpreendeu cada vez mais. Os amigos de Quentin foram muito importantes para o desenrolar da história. Admiro muito um autor que consiga desenvolver tanto o protagonista quanto os demais personagens no mesmo nível.
    A história teve seus momentos pesados e leves. Os leves contaram com cenas engraçadas, que, de fato, conquistaram o leitor. As pesadas apresentavam lições e pensamentos interessantes sobre a vida. Talvez foi por esse motivo que persisti nessa leitura.
    Houve momentos que não quis prosseguir com a leitura, pois o enredo estava parado e eu havia percebido que não havia nada demais nele. Era simples, era uma história de criança. Mas conforme chegava ao final, percebi que John Green conseguiu – em algum momento – me tocar. Fiquei bem emocionada com o final agridoce da obra. Apesar de imprevisível, acreditei realmente que a história pedia esse tipo de desfecho. Tudo estava incrivelmente correto.
    Mas não é somente o final que faz de um livro algo bom ou ruim. Vi que o autor pecou em algumas ocasiões e que demorei demais para me apaixonar pelo livro. Se houvesse largado ele quando havia me decepcionado, nunca teria tido contato com o final, e conseqüentemente, a leitura continuaria sem valer a pena.
    Indico o livro para todos que apreciam leitura leves, que ainda estão trabalhando com essa “falta de identidade”, e que gostam muito de lições. Só não espere muito de Cidades de Papel, apesar de ter um final inesquecível, poderia ter sido muito mais, e poderia, sem dúvidas, ter feito jus à fama que tem.


Primeiro Parágrafo: Na minha opinião, todo mundo tem seu milagre [...]
Melhor Quote:  “Mijar é como ler um livro bom: é muito, muito difícil de parar depois que você começa.”


Olá, pessoal! Decidimos que faríamos hoje um post diferenciado. Como vimos inúmeros posts relacionado à este lançamento de novembro da Editora Intrínseca, decidimos reunir aqui algumas informações e fotos sobre ele. Vamos conferir? 

Destrua Este Diário


Sinopse: Wreck This Journal’ é um livro ilustrado que contém uma perturbadora coleção de tarefas que pedem aos leitores que juntem suas melhores habilidades em erros e bagunças para completar as páginas do livro (ou destruí-las). Através de uma série de criativas e ilustradas tarefas, Keri Smith quer encorajar seus leitores em atos “destrutivos” – deixando buracos em páginas, adicionando fotos e estragando-as, manchando páginas com café, pintando fora das linhas e mais – com o objetivo de experimentar o verdadeiro processo criativo. Através da sensibilidade de Keri, leitores são introduzidos a uma nova maneira de fazer arte, descobrindo maneiras de escapar do medo de páginas em branco e entrando completamente no processo criativo.

  Pagina oficial 







Primeiramente, vamos diferenciar os leitores artistas! Lá nos Fãs Clubes norte-americanos, deram denominação à dois tipos de "destruidores". Os Beautys contam com uma arte mais decorativa, enquanto os Wreckcers são bem mais selvagens quando o assunto é destruir. 


Nas fotos abaixo, teremos tanto Beautys quanto Wreckcers! Nos divertirmos muito vendo alguns videos e fotos de destruição. Esperemos realmente que vocês também se divirtam com as imagens abaixo! 

 

Nossa primeira Beautys — Marina Chaia — que é uma artista sem igual! Reparem na habilidade de costura e na própria criatividade. Eu particularmente só iria fazer uma costura horrível! rs.

 

Aline Vincoletto é nossa primeira Wreckcer! Acho que esta soube realmente levar ao pé da letra o "destrua" do título! Parabéns! 

 

Não sei exatamente em qual dos grupos Débora Aladim (primeira imagem, à esquerda) se encaixa. Mas que eu amei a citação de Ed sheeran, amei! Já a segunda foto não tem autor identificável. Uma pena! 


Marcus Maia é o gênio da destruição! Fiquei impressionada com tanta criatividade! 

 

Já a blogueira Victoria Lam deve ter sofrido um pouquinho com essa brutalidade necessária! Mandamento da primeira foto: Deslize o diário (com está páginas para baixo) por um longo corredor. Mandamento da segunda foto: Peça para um amigo fazer algo destrutivo com esta página. Não olhe. 

 

Diego Machado (primeira foto) é outro leitor criativo e decorador! Quem ainda se lembra da musiquinha? haha. Ayla Fazioli (artista da segunda imagem) humilhou muitos Beautys agora! 

 

Segundo Alan Ricardo, o felino saiu um pouco do controle na hora da ação!


 

Erika Kosaka (primeira foto) foi bem gentil com seu Diário, mas muito criativa! Já Thays Oliveira (segunda foto) além de seguir o mandamento ainda conseguiu deixar seu lado fã tomar conta! 

 

Carina Pires (primeira foto) e Mayumi Takagi (segunda foto) são Wreckcers? Independente disso, arrasaram! 

  

Morri de rir com a arte de Roger Rodrigues (primeira foto). Realmente, ele conseguiu destruir o diário! Já Taiane Sena (segunda foto) é outra destruidora com um toque decorativo!
 

Tem artístas como a Jéssica Cabral de Araújo que conseguem ser ao mesmo tempo Beautys e Wreckcers. Parabéns!

.
Abaixo estão só mais algumas fotos dos diários. Não consegui identificar os artistas, mas vale a pena apreciar a obra!

 

 
   

Aqui está algumas fotos do ANTES e DEPOIS. Divirtam-se! 

   

Mais que um show de criatividade, Destrua Este Diário trabalha muito com nosso egoísmo. Nós, leitores assíduos, normalmente somos muito ligados aos nossos livros, cuidamos dele de forma excessiva e esse livro nos ajuda, sem duvidas, à pararmos de nos apegar a matéria em si,  mas sim, nos apegarmos ao conteúdo. Várias páginas trabalham com esse tipo de lição moral, como por exemplo a página em que está escrita "dê para alguém sua página favorita". Acho que esse livro além de divertido é uma verdadeira lição.

 

OBS. Todas as imagens foram encontradas no Google, e, se não possuem os devidos créditos, é pelo motivo de não termos encontrado autor. Caso uma dessas imagens seja de sua autoria, avise-nos e iremos colocar os devidos créditos. E, caso não queira que sua imagem seja publicada, avise-nos e retiraremos ela do post!

Se você gostou muito desse post e está destruindo seu Diário, mande a foto/video da sua arte aqui para o blog! O email é esse: palaciodelivros@gmail.com. Estaremos publicando aos poucos mais imagens!

E o que vocês, acharam das destruições? Quais foram suas favoritas? Vocês são mais Beautys ou mais Wreckcers?




Olá, pessoal! Mais uma adaptação de um livro, e dessa vez e de um livro um pouco mais assustador. Carrie, a Estranha foi escrito pelo mestre do terror Stephen King. O filme tem previsão para estrear dia 6 de dezembro (hoje!), aqui no Brasil. Vamos conferir o poster e o trailer? 



Confira também os demais posters de divulgação:



O longa acompanha a história de Carrie White (Moretz), uma adolescente oprimida pela mãe (Julianne Moore) e atormentada pelos colegas de escola que descobre ter poderes telecinéticos capazes de causar grandes desastres. Judy Greer, Gabriella Wilde, Portia Doubleday e Alex Russell também estão no elenco de Carrie: A Estranha, que tem direção de Kimberly Peirce (Meninos Não Choram).


O trailer até me deu um pouquinho de arrepio. Estou ansiosa para ver esse filme, e vocês? Alguém já leu o livro? Alguém já conhecia essa história? Alguns anos atrás, já houve a adaptação desse filme, então, talvez alguém já tenha visto! 







Livro: Divergente
Título original: Divergent
Autor (a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Páginas: 502
ISBN: 8490068208

Sinopse: Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

TRILOGIA "DIVERGENTE"
    1.  Divergente
    2.  Insurgente
    3.  Convergente

   Em uma Chicago futurística, cada escolha define quem você é.
     Após anos de guerras, os humanos decidiram que o melhor jeito de evitar o caos completo seria dividir a sociedade em cinco facções. Aqueles que acreditavam que o maior problema da humanidade era a agressividade formaram a facção da Amizade, aqueles que culpavam a ignorância tornaram-se da Erudição, os que condenavam o egoísmo aderiram a facção da Abnegação, os que culpavam a covardia formaram a Audácia e os que renegavam a duplicidade viraram membros da Franqueza.
   Beatrice Prior é uma garota nascida na Abnegação, mas que não acredita piamente nos princípios pregados por sua facção. Como recém completou 16 anos, ela deve passar pelo teste de aptidão — um teste que diz a cada pessoa qual facção mais se encaixa com seu perfil —, e, depois, escolher qual das cinco deverá seguir pelo resto de sua vida. A jovem é surpreendida, entretanto, quando o seu teste é inconclusivo, algo que não devia acontecer. Ela é orientada pela fiscal a permanecer em silêncio e esconder tal fato, já que é uma Divergente: alguém que se encaixa em mais de uma facção, e que, devido a isso, não pode ser completamente controlada pelo sistema.
    Após ter tomado sua decisão, Tris, como ficou conhecida em sua nova facção, torna-se uma iniciante na Audácia — a facção dos corajosos. Ela precisa preocupar-se com a Iniciação, a grande competição pela qual, todos os anos, os calouros devem passar — caso reprovado nos testes, o indivíduo torna-se um Sem-facção, um indigente excluído da sociedade. Lá ela conhece Quatro, o instrutor dos novos integrantes, e impressiona-se com a habilidade e força que o rapaz exala. Agora Tris precisa aprender a adaptar-se a esse ambiente tão diferente do qual ela foi criada, além de conviver com os desafios que a nova vida apresenta.

      Primeiramente, preciso deixar claro que Divergente tornou-se um de meus livros preferidos, e um dos livros mais bem construídos que já li. Por tratar-se de uma série distópica esperava um enredo similar a tantos outros, com uma protagonista completamente comum: imaginem minha surpresa, então, quando deparei-me com o a história desse livro. Além de narrar uma história inteiramente original, ele possui algo menos frequente a cada dia no mercado literário: uma protagonista única.
“O objetivo não é perder o medo. Isso seria impossível. Aprender a controlar seu medo e libertar-se dele é o verdadeiro objetivo.”
    Tris é uma personagem incrível, corajosa, decidida e, acima de tudo, pragmática. Apesar de ter nascido na Abnegação, e, assim, ser ensinada a colocar toda e qualquer pessoa a sua frente, ela conseguiu extrair a dose certa de altruísmo para sua vida — por ser uma divergente, Tris não é limitada a apenas um fator, uma qualidade, como é possível observar com o decorrer da história. Acredito que todos nós estamos cansados das mocinhas clichês, e Tris é um balde de água fria para toda essa monotonia que atinge as personagens principais.
    O que adoro sobre esse livro é a quantidade de realidade que foi aplicada nele, seja de forma sutil — como na clara divisão da sociedade — às formas mais simples, como o relacionamento que há entre os protagonistas, Tris e Quatro. Em cada ação, cada problema que os personagens enfrentam, há nexo, ações que tomam o curso que, em uma situação real, tomariam, sem o excesso de drama ou romantismo que é tão comum na ficção.
    Quatro é um membro de grande prestígio da Audácia, e, sem qualquer dúvida, o namorado dos sonhos da maioria da população feminina. Com não se apaixonar pelo jeito misterioso, imponente e protetor do personagem?! O relacionamento que ele e Tris desenvolvem é gradual, e vai se aprofundando a cada página da história. Sem dúvidas, ele tornou-se uma das minhas maiores crushes literárias.
“Ele não é doce, gentil ou especialmente bondoso. Mas é esperto e corajoso e, embora tenha me salvado, tratou-me como uma pessoa forte. Isso é tudo o que eu preciso saber.”
    Vi várias comparações com outras sagas que possuem a distopia como tema, mas não consegui encontrar semelhanças com nenhum livro que já tenha lido, e este é o outro fato que me agradou: a originalidade que é quase palpável em cada folha da obra.
    Este primeiro volume (o meu preferido da trilogia!) é mais introdutório, apresentando ao leitor esse universo, explicando como ele funciona — tudo isso, é claro, ao mesmo tempo em que conta as aventuras que Tris vive. Mas, além de tudo isso, há inúmeros mistérios que cercam a estrutura no qual a sociedade de Chicago se baseia, quem verdadeiramente são as pessoas que te cercam, qual é seu verdadeiro destino: dúvidas que deixam nós, leitores, ávidos para uma continuação.
“Os humanos não conseguem tolerar o vazio por muito tempo.”
     A narração do livro é feita por Tris, em primeira pessoa. Geralmente não gosto de livros narrados pelo protagonista, pois acredito que a terceira pessoa passe uma visão muito mais ampla dos fatos. Contudo, este modo foi perfeito para o livro, já que transporta com maestria o leitor para a situação pela qual a personagem está passando.
     A história é tão diversificada, tão ampla, que é quase impossível simplesmente largar a leitura. Cheio de ação e mistérios, mas com romance e muita aventura, Divergente é capaz de conquistar todos os diferentes tipos de públicos, sendo o famoso livro chiclete — o tipo que gruda em sua mente e não sai por nada.
    Não tenho nada mais a dizer além de: leia esse livro agora! Não posso afirmar que é uma leitura profunda, que vai mudar completamente sua perspectiva de vida — mas, sem dúvida alguma, posso dizer que te fará refletir, ao menos um pouquinho, sobre as escolhas que você toma, e o impacto que elas tem na sua vida e na de terceiros. O tipo de livro no qual você mergulha de cabeça, ótimo para passar o tempo e divertir-se, Divergente ganha cinco estrelas, e entra para a minha lista de favoritos.
Primeiro parágrafo do livro: 
"Há um único espelho em minha casa. Fica atrás de um painel corrediço no corredor do andar de cima. Nossa facção permite que eu fique diante dele nosegundo dia do mês, a cada três meses, no dia em que minha mãe corta meu cabelo."
Melhores quotes:
1."Nós acreditamos em atos simples de bravura, na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa da outra."   |    2. "Às vezes, as pessoas só querem ser felizes, mesmo que seja de uma maneira irreal."

p.s: Sim, eu sei que a resenha ficou cheia de quotes. Mas eu não consegui colocar só um!


A Editora Leya acabou de anunciar que irá publicar As Aventuras de Dunk e Egg, do autor George R. R. Martin aqui no Brasil. O primeiro conto da série (The Hedge Knight) será lançado com o título de O Cavaleiro dos Sete Reinos e estará em pré-venda hoje (terça-feira 03/12/13), com previsão de chegar as lojas no início de 2014.


As aventuras de Dunk e Egg são histórias escritas por George R. R. Martin ambientadas no mesmo universo de As Crônicas de Gelo e Fogo. Essas histórias falam sobre a jornada de um personagem chamado Dunk e seu escudeiro Egg. Se você já leu os livros das Crônicas já ouviu falar sobre esse personagem: ele é Sor Duncan the Tall. Na série ele é citado no Episódio 3 – “Lord Snow” (primeira temporada) quando a Velha Ama pergunta a Bran se ele deseja ouvir histórias sobre heróis, como a de “Sor Duncan, The Tall”. Nos livros, damos como exemplo o capítulo de Sam em O Festim dos Corvos em um trecho da página 192. Esse personagem “Ovo” de quem meistre Aemon fala tanto durante esse livro é justamente “Egg”.


Fiquei mega feliz com a novidade! Amo as obras do Martin, principalmente as relacionadas com As Crônicas de Gelo e Fogo. E vocês, gostaram? Quem aí já leu algum livro do George R. R. Martin?




Livro: A Conspiração
Título Original: Crescent Down
Autor (a): Clive Cussler e Dirk Cussler
ISBN: 9788581631974
Editora: Novo Conceito
Páginas: 544



Sinopse: Uma embarcação romana naufraga no século IV. Durante a Primeira Guerra Mundial, um navio inglês é destruído por uma bomba. Atualmente, no Oriente Médio, ícones da fé islâmica são bombardeados. E um misterioso pergaminho relacionado à vida particular de Jesus pode limitar o poder da Igreja Católica. Como eventos e fatos tão distantes podem ter alguma relação? O engenheiro naval Dirk Pitt (Diretor da NUMA – Agência Nacional Marítima e Subaquática) está acostumado a explorações subaquáticas — e a revelar mistérios indecifráveis — e parece ser a pessoa mais indicada para trazer a público o elo entre esses episódios tão incompatíveis. Mas a que custo? Uma aventura que mistura ficção e realidade em uma criação cheia de surpresas e mistério. Acompanhe o incansável herói Dirk Pitt em uma história em que arrepiantes artefatos religiosos, a CIA e o Mossad misturam-se às mais magníficas construções da arquitetura medieval.


    Pitt, um grande descobridor de embarcações afundadas, teve a grande sorte de encontrar um navio extremamente antigo. Dentro dele havia um suporte com uma coroa valiosa, e outros menores tesouros. Mas quando estava prestes a inciar uma investigação e entregar as relíquias à um museu importante da Turquia, um assalto bem arquitetado se segue.
    Com muita dificuldade, Pitt e sua esposa conseguem escapar dos bandidos e salvar certas antiguidades. Mas eles não estariam livres tão cedo dessa quadrilha.
    Enquanto isso, o filho de Pitt, Dirk, também conseguiu encontrar alguns pergaminhos que eram ligados às relíquias encontradas pelo pai. Contudo, de forma inesperada, o acampamento dos arqueólogos foi atacado por um grupo, aparentemente árabe. Roubos se seguiram, mas com muita luta e sorte Dirk conseguiu escapar.
    Summer, a outra filha de Dirk, bem longe dali, investigava o navio da segunda guerra mundial que afundou de forma abrupta. Analisando-o melhor, desconfiou que a explosão que gerou seu extermínio veio de dentro do transporte, e não de fora, como se era acreditado. Summer teria que descobri porque e como aquilo ocorrera...
    Conforme o tempo passava, as investigações continuavam e os perigos vinham, Pitt, Dirk e Summer começam a perceber que todas as descobertas estão interligadas e que no meio daquele mistério havia uma Conspiração, algo que valesse a pena ser roubado ou escondido pela igreja.
    Será que essa família esperta e perseverante conseguiria descobrir e encontrar a principal relíquia? O que seria essa antiguidade? Por que valia tanto a pena ser roubada? Perseverantes ou não, o perigo estava próximo e vinha de todos os lados.

    A Conspiração é um livro extremamente complexo e bem arquitetado. Isso ocorre porque a história é dividida entre as visões de três principais personagens, e diferentes acontecimentos se sucedem através deles. Levando em conta o nível de dificuldade em estabelecer uma coerência entre as tramas aparentemente distintas, os autores fizeram um trabalho admirável.
    De início o livro simplesmente não conseguiu segurar minha atenção, mas isso foi uma conseqüência da confusão inicial que a história cheia de detalhes traz. Depois, mergulhei fundo nesse mistério, apreciando cada momento.
    A obra é um misto do estilo policial e aventura. Há um equilíbrio incrível entre os acontecimentos, de modo que o leitor não se canse rápido da história enorme e de difícil assimilação.
Talvez o que menos gostei nesse livro seja o fato dele ter um excesso de acontecimentos. É perceptível como a trama poderia ser encurtada sem que o enredo geral fosse prejudicado. Isso ajudaria muito na leitura, até porque chega um momento em que o leitor vai se esquecendo de cenas passadas e perdendo o foco.
    O mistério foi o ponto mais positivo nessa obra. Não consegui visualizar nem por um instante o resultado final das investigações. E quando descobri, fiquei maravilhada com a capacidade dos autores. Além disso, Clive Clusser e seu filho Dirk Clusser, demonstraram serem mestres no estudo de objetos arqueológicos. Durante a leitura, aprendi muito sobre a Turquia, e não foi somente sobre embarcações. Acredito que o conteúdo de um livro é o atributo mais precioso nele, e A Conspiração se mostrou extremamente precioso!
    Os personagens são muito bem construídos. Cada um com uma característica própria. Talvez o que me incomodou nesse ponto, foi o fato de eles serem uma família muito irreal; eles se mostrarem heróis dos EUA. Não gosto muito dessa visão demasiada romântica. Sem contar que os vilões normalmente sempre eram de outros países. Pouco patriotismo, não?
    A narração foi perfeita desde o inicio. É visível o quanto os autores tinham um vocabulário bem rico e a experiência em formulação de frases. Houve muitas falas de impacto, bem típicas de filmes investigativos. E, sem dúvidas, A Conspiração seria um ótimo filme.
    O livro é ótimo, porém, quando você o fecha, esquece completamente dele. É o tipo de história que te encarna, mas que não faz você desejar ficar lá para sempre. Portanto, não espere uma obra arrebatadora.

    Indico o livro para todos que apreciam esse gênero, que gostam de um enredo extremamente complexo e que gostam de um bom mistério e de uma boa aventura. Pretendo sim ler mais livros dos mesmos autores futuramente! 

Primeiro Parágrafo: “ As batidas do tambor ecoavam secamente nas anteparas de madeira, reverberando em um staccato ritmado com precisão implacável. [...]”
Melhor Quote: “Pitt desligou o telefone, esperando que seu envolvimento com os ladrões de Topkapi tivesse acabado.
Mas, no fundo, sua impressão era de que não.”



Oi, gente!
O ano está acabando, Natal vem aí, e pensando em presentes e no quanto nossos leitores merecem, nada melhor do que uma promoção valendo bons livros! Então os blogs Corações de Neve, Livros e ChocolateOwn Mine e Palácio de Livros se uniram para premiar com 4 livros 1 único ganhador!

E o melhor de tudo: a participação é livre! Basta comentar nesse post deixando email de contato e marcar esta entrada no formulário abaixo valiando a participação, e as outras entradas são extras, você só cumpre caso queira ter mais chances de ganhar! Então aproveite!

Não se esqueça de ler os Termos e Condições ao final do formulário.

a Rafflecopter giveaway

"E que a sorte esteja sempre a seu favor!"


A Darkside divulgou que já se prepara para publicar King of Thorns, sequência da fantasia épica de Prince of Thorns, lançada há poucos meses pela editora. O livro deve chegar no primeiro semestre de 2014 no Brasil.


Sinopse: A terra arde com o fogo de centenas de batalhas enquanto lords e pequenos reis lutam pelo Broken Empire. O longo caminho para vingar o massacre de sua mãe e irmão mostrou para o Príncipe Honorous Jorg Ancrath os atores por detrás dessa guerra sem fim. Ele viu o jogo e se comprometeu a varrer o tabuleiro. Primeiro, entretanto, ele deve reunir suas próprias peças, aprender as regras do jogo, e descobrir como rompe-las.

Para quem ainda não sabe, Prince Of Thrones é o o primeiro título da Trilogia dos Espinhos, a saga de fantasia dark mais celebrada da década. O livro, que já foi traduzido em aproximadamente 20 idiomas, tem edição primorosa, em capa dura, da DarkSide Books. Confira abaixo a capa e a sinopse:  





Sinopse: Tem início a Trilogia dos Espinhos: Ainda criança, o príncipe Honório Jorg Ancrath testemunhou o brutal assassinato da Rainha mãe e de o seu irmão caçula, William. Jorg não conseguiu defender sua família, nem tampouco fugir do horror. Jogado à sorte num arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. O príncipe dos espinhos se vê, então, obrigado a amadurecer para saciar o seu desejo de vingança e poder. Vagando pelas estradas do Império Destruído, Jorg Ancrath lidera uma irmandade de assassinos, e sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.








Quem aí curte esse tipo de livro? Gostei bastante da premissa e da capa. Pretendo sim comprar a série!
Espero que tenham gostado da novidade! 


Olá, leitores! Tudo bem? O Vindo por Aí irá deixar todos os fãs de Senhor dos Anéis ansiosos! O trailer e os postes de Hobbit: A Desolação de Smaug já foram liberados. A previsão de lançamento dessa continuação é 13 de dezembro de 2013.  Vamos conferir as novidades? 

 


Sinopse do filme: Retrata as aventuras de Bilbo Bolseiro, um pacífico hobbit, que ao lado de um grupo de anões e de Gandalf, tentará recuperar o tesouro tomado pelo dragão Smaug. Durante esta jornada, ele se depara com o anel de poder possuído por Gollum.

O filme conta com  Peter Jackson como diretor e como atores principais Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Orlando Bloom, Christopher Lee e Evangeline Lilly


TRAILER  LEGENDADO

Estou super ansiosa para esse lançamento! Eu assisti o primeiro Hobbit e amei. Quem aí também assistiu? O que achou? Conte-nos se vocês gostaram da escolha dos novos atores e se também gostaram do trailer.





Livro: Brilho
Título Original: Glow
Autor (a): Amy Kathleen Ryan
ISBN: 9788581300733
Editora: Geração Jovem
Páginas: 354


Sinopse: A Terra não existe mais, e em duas naves que procuram um novo mundo no espaço, uma menina de 15 anos precisa casar e engravidar para garantir a sobrevivência da humanidade. Enquanto isso, uma sucessão de acontecimentos eletrizantes torna a jornada pelo espaço algo absolutamente imprevisto.






 SÉRIE "SKY CHASERS"
    1.   Brilho
    2.   Spark (Ainda não lançado no Brasil)
    3.   Flame (Ainda não lançado)


    Brilho trata-se de uma ficção científica, ambientada no espaço sideral em um tempo futurístico. A Terra que conhecemos foi completamente destruída — as únicas esperanças da raça humana sobreviver são duas naves, lançadas no espaço com os humanos restantes. Essas pessoas possuem a meta de chegar à Terra Nova, um planeta onde os humanos poderiam retomar suas vidas, e colonizá-lo, formando uma nova geração.
    Waverly tem 15 anos e é a menina mais velha a bordo da Empyrean, a segunda e última nave lançada para o espaço. Ela sabe que sua missão é ter filhos cedo, povoando o novo mundo e garantindo a perseverança da espécie humana. O que os tripulantes de sua nave não imaginam, entretanto, é que sua nave irmã, a New Horizon, pode ter se tornado uma ameaça a eles.
    Impossibilitada de conceber filhos, a tripulação da nave New Horizon beira a extinção, e decide pelo caminho mais prático: eles necessitam de jovens férteis, e a outra nave as possui. Quando a Empyrean é atacada e suas futuras progenitoras, raptadas, uma guerra civil dá-se início entre as duas naves, que deveriam estar em lados iguais — e a dúvida que permanece, é sobre quem é o verdadeiro inimigo.

    O primeiro da série, Brilho é um volume introdutório, que nos explica o que precisamos saber sobre o mundo no qual a história se situa, seus personagens e conflitos. Deparamo-nos com Waverly, uma garota de 15 anos, e sua vida a bordo de uma nave espacial futurística. Apesar de não gostar, na grande maioria das vezes, de livros de cunho juvenil, esse livro conseguiu prender-me desde o ínicio da leitura, mesmo não apresentando um conflito tão complexo.
    Os personagens principais — além da garota, seu namorado, Kieran, e um misterioso e tenebroso amigo de infância, Seth — são adolescentes, e, devido a isso, é impossível esperar uma leitura completamente madura. Apesar disso, me identifiquei bastante com as atitudes dos protagonistas em muitas situações, e adorei a forma realista como cada um foi construído (tanto na forma como eles tomam atitudes corretas, quanto como quando cometiam erros).
    A narração do livro é em terceira pessoa, e a cada “fase” alterna-se entre Kieran e Waverly. Fator interessante, nos permite ter uma visão extremamente ampla sobre os fatos, e entender — ao mesmo tempo — como um fato pode ser visto sobre duas acepções diferentes.
    Não tenho reclamações detalhadas da história, já que a esta possui um ritmo ótimo. Entretanto, fiquei um pouco confusa com o modo que a autora construiu seus personagens, que vão, de uma hora para outra, de extremamente bons à totalmente maléficos. Tirando esse pequeno exagero na hora da narração, é um livro sem nenhum “furo” de coerência ou sequência.
    Percebi ser extremamente difícil pausar a leitura uma vez que eu pegava o livro, já que o enredo é demasiadamente envolvente e instigante, passando sempre a sensação de que algo está prestes a acontecer. Adorei os momentos que passei lendo Brilho, que me transportou com maestria, e de maneira quase inédita, ao mundo da ficção científica.
    As comparações com a série Jogos Vorazes são abundantes, e, deixo tal fato bem claro, absurdas. Não consegui encontrar nenhuma semelhança no modo que as duas séries foram escritas (deixando de lado, obviamente, o fato de tratarem-se de distopias), e fiquei chateada com o fato de haver tantas colocações sobre as comparações na capa do livro. São séries totalmente diferentes, apesar de ambas muito boas.
    O design do livro é, sinceramente, um dos melhores trabalhos que já vi — e, sem dúvidas, o melhor da Geração Editorial. A editora não poupou esforços ao projetar o design do modelo, e não há nada a ser dito sobre esse conceito a não ser “parabéns, pessoal”. Com vários pontos com glitter, a capa remete ao espaço, ao mesmo tempo em que o interior possui folhas escuras e citações maravilhosas. Além disso, toda a composição gráfica do livro contribui para que o leitor sinta-se preso a um filme de ficção científica. Adorei!
    Extremamente recomendado, Brilho não é apenas para jovens, mas para qualquer pessoa que goste de uma boa ficção, recheada de romance, mistério, e, especialmente, aventura. A narração excelente apenas contribui para uma leitura harmoniosa, e não posso esperar para continuar a série. Super recomendado!


BOOKTRAILER


.