Livro: Corações Feridos
Título Original: Black heart Blue
Autor (a): Louisa Reid
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630441
Páginas: 255

Sinopse: Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte... Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?

     Hephzibah e Rebecca eram irmãs gêmeas, e sofriam com a bruta criação que recebiam de seus pais, dois religiosos fanáticos. Proibidas de freqüentar escolas, de se divertirem, de fazerem amizades ou sequer brincarem, viviam na sombra do medo e com a esperança de enfim, escaparem.
    Qualquer deslize era motivo para uma surra pesada, qualquer costume fora das tradições religiosas era pecado. Mas Rebecca sofria mais, por ter uma face inteiramente desfigurada, conseqüência da doença Teacher Collins, enquanto Hephzibah era linda e admirada por todos. Roderick, pai de ambas, gostava particularmente de espancar Rebecca, alegando que o rosto dela era o pecado encarnado, e que ela tinha alguma ligação com o diabo.
    Depois de um comentário de uma vizinha, para manter as aparências, Roderick decide mandar as filhas para o Ensino Médio, desde que estudassem matérias que pouco entenderiam, e que não trariam esclarecimentos ou estimulassem o senso crítico.
    Rebecca fica decepcionada rapidamente ao perceber que todos riam ou cochichavam de sua aparência diferente. Já Hephzibah, enturmou-se, decidindo que poderia enganar seus pais, e mentia, enquanto saía escondida para festas. Hephzi conseguira manter a mentira por muito tempo, até seu namorado se apresentar ao seu pai. Irritado, surrou sua filha, fazendo-a perder o bebê que esperava. E, junto com o bebê, fora-se ela. Hephzibah morrera e deixara Rebecca à sua própria sorte.
    Mais que odiada, Rebecca agora precisava agüentar sozinha todas as frustrações de seus pais. Contudo, o espírito de Hephzi ainda estava ali e a estimulava a fugir dos monstros que eram seus progenitores. Será que Rebecca teria a coragem suficiente? Será que esse sofrimento teria fim?

      Definitivamente esse foi o livro mais comovente e cruel que já li.
     A dor que o livro emanava já era possível de se sentir nas primeiras páginas, as quais tinham um clima escuro e palavras marcantes, e o enredo só provou o que eu previa.
    A narração era em primeira pessoa e foi dividida entre as irmãs gêmeas. Hephzibah narrando o Antes e Rebecca, o Depois. Por mais que pecasse na descrição de cenário, a narração informal soube descrever com precisão sentimentos, pensamentos e acontecimentos dos personagens envolvidos. Inclusive, contribuiu para uma leitura mais leve, apesar da história pesada e obscura.
    Os personagens foram muito marcantes e diferentes dos quais já tive contato. Roderick era incrivelmente difícil de se compreender, assim como a mãe das protagonistas, cúmplice de atitudes cruéis.  Hephzibah teve suas atitudes nobres, porém, ainda discriminava muito sua própria irmã. Enquanto Rebecca foi a melhor personagens de todas. Apesar de seus defeitos, foi corajosa e forte, incrivelmente forte. A narração de seu cotidiano pesado e de seus delírios foram os que mais me comoveram nessa trama.
    De início, tudo foi um tanto confuso. O próprio enredo não-linear atrapalhou um pouco na compreensão dos acontecimentos. Muitos deles foram guardados para o final, deixando o leitor no escuro por toda a leitura. Contudo, tudo foi bem trabalhado e apresentado com clareza no desfecho. Nenhuma lacuna ficou aberta ou foi mal desenvolvida.
    A reflexão e as lições estavam espalhadas por todo o livro, desde as mais simples até as mais grandiosas e chamativas. E a dor estava em todo o lugar, em todos os modos. Até mesmo eu me perguntei se haveria, de fato, um final feliz e satisfatório, encarnada no clima de medo e de pouca esperança. A história, sem dúvidas, daria um bom e tocante filme.
    O desfecho foi surpreendente e realista, sem fugir do clima que o próprio livro apresentava. Não haveria como ter um final melhor e mais inesquecível. Percebi no término da leitura, que essa história ficaria comigo para sempre.
    Minha única reclamação é acerca do design: a estética do livro é péssima. A capa é mal construída, falsa e sem graça, chamando pouca atenção do público para uma história tão boa. Sem dúvidas, havia como caprichar mais, já que esta é a primeira impressão, a fachada de uma obra.
   Amei inteiramente Corações Feridos, apesar de sofrer e me incomodar bastante com a crueldade apresentada. Vale muito a pena investir, por ser comovente e memorável. Indico a todos os públicos, que procuram por todas qualidades indicadas a cima. Essa obra é extremamente intensa e tem o poder de fazê-lo chorar. 
Primeiro Parágrafo: "Hoje eles tentaram me fazer ir ao funeral de minha irmã [...]"
Melhor Quote:  “Olhe para dentro, retire a pele, a carne e os ossos e encontrará uma biblioteca de sofrimentos.”




Livro: Os Adoráveis
Título Original: Adorkable
Autor (a): Sarra Manning
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581631950
Páginas: 384
Jeane é blogueira. Seu blog, o Adorkable, é um blog de estilo de vida — na verdade, o estilo de vida dela — e já ganhou até prêmios na categoria “Melhor Blog sobre Estilo de Vida” pelo e Guardian e um Bloggie Award. Adora balas Haribo, moda (a que ela cria, comprando em brechós) e colorir (ou descolorir totalmente) os cabelos. Cheia de personalidade e meio volúvel, ainda assim Jeane é bacana — mesmo nos momentos em que se transforma numa insuportável. Mas, certamente, ela não olharia duas vezes para Michael. Porque Michael é o oposto de Jeane. Ele é o tipo de cara que namoraria a garota mais bonita da escola. E compra suas roupas na Hollister, na Jack Wills e na Abercrombie. Além disso, diferente de Jeane, que é autossuficiente, Michael é completamente dependente do pai, o Clínico Geral que condena açúcar, e ainda permite que sua mãe compre suas roupas! (Embora, para Jeane, o pior mesmo sobre Michael é que ele baixa música da internet e nunca paga por isso). Jeane e Michael têm pouco em comum, além de algumas aulas e uma maçante dupla de “ex” — Scarlett e Barney. Mas, apesar disso, eles não conseguem se desgrudar desde que ¬ ficaram pela primeira vez.

    Jeane é uma adolescente inglesa de 17 anos, porém, esses são os únicos fatores comuns da vida dela. Ela mora sozinha — após seus pais se separarem e sua irmã ter conseguido uma bolsa de estudos nos Estados Unidos — e possui um blog de sucesso, o Adorkable. Jeane é diferente de qualquer um que conhece, e isso pode ser notado especialmente pelo seu estilo excêntrico: o cabelo cinza, as roupas coloridas e extravagantes, e sua personalidade volúvel, um tanto arrogante e meio egocêntrica. Mas, na internet, a garota é uma rainha: ela tem meio milhão de seguidores do Twitter, ganha dinheiro fazendo consultoria a empresas de moda e revistas, e seu blog foi, inclusive, indicado a vários prêmios.
     Jeane nunca olharia duas vezes para Michael Lee, o garoto mais certinho e popular do colégio. Ele é o extremo oposto dela, e, só pelo fato de usar roupas Abercrombie e Hollister, já a tira do sério. Quando o rapaz a aborda para dizer que Barney — o namorado e único amigo na escola inteira da moça — está a traindo com Scarlett, a namorada do próprio Michael, ela não acredita, só para, no final, ser provada errada. Confusões vêm e vão, em uma atitude muito madura, Jeane termina com Barney, e parece estar encontrando Michael aonde quer que vá. Não é uma surpresa quando, de uma hora para outra, ela e o rapaz estão se beijando. Até que isso acontece de novo. E de novo. Agora, será que é possível nascer um relacionamento entre duas pessoas tão diferentes?

    O livro é focado, especialmente, no universo adolescente. Ele chega até a ser um tanto clichê na maioria das vezes, o tipo de livro em que sabemos como vai terminar e quem ficará com quem, mas, mesmo assim, a leitura é prazerosa e engraçada. É claro que todo o clichê não se aplica a personagem principal: Jeane é madura, cheia de personalidade e ideias próprias. É ótimo ler algo que contraste com todo o estereótipo de personagem bobinha, que só pensa em romance e não  toma as rédeas da própria vida.
     Apesar de não ter gostado da personalidade de Jeane no começo, tudo mudou quando percebi que a arrogância da menina é, na verdade, uma armadura para proteger-se do mundo exterior. Com pais ausentes e a irmã precisando cuidar de sua própria vida, o que restou a ela foi sua vida virtual, onde nada a atinge e ela pode ser, simplesmente, ela mesma.
    Gostei muito do livro, e me impressionei com a grande habilidade da autora em tocar o leitor. Isso não é aparente no começo da história, quando ela é focada mais em ser engraçada e um tanto superficial, mas, ao fim dela, vemos o descobrimento da personagem, como ela muda e amadurece com o tempo, e como Jeane conseguiu se descobrir e ser quem realmente é.
    A narrativa de Sarra Manning é muito boa, mesmo que um pouco repetitiva em alguns momentos. Os detalhes são muito bem escritos, e os diálogos extremamente bem construídos, do tipo que te faz, sem querer ou não, imitar o personagem. Além disso, os capítulos são narrados alternadamente entre Jeane e Michael, o que nos proporciona uma visão mais ampla de o que aconteceu, narrando os sentimentos dos personagens sobre cada fato.
     Não entendi o porquê de a editora Novo Conceito ter mudado a capa original, já que ela é muito bonita e combina com a história. Ao invés dela foi feito um remake, que eu pessoalmente não achei legal. Apesar disso, o design do interior do livro é bonito, com o espaçamento ótimo para a leitura e sem erros de ortografia.
     É uma leitura um pouco juvenil, leve e engraçada. É claro que as atitudes dos personagens podem até irritar o leitor — afinal, eles são adolescentes! — mas, em sua essência, é o tipo de livro que faz você refletir sobre mudar, ser quem você deseja ser e abraçar sua “dorkidade” interior.
     Perfeito para se ler no final de semana ou em um dia ocioso, no qual você está com vontade de dar umas boas risadas. Não posso dizer que é o melhor livro que já li, mas, ele me tocou de uma forma incrível e soube retratar com maestria seu objetivo. Super recomendado!

Primeiro parágrafo:
"— Precisamos conversar — Michael Lee me disse de um jeito firme quando saí do provador improvisado no bazar de usados da St. Jude, que era feito de quatro cortinas de trilhos dispostas em um quadrado, diante de um espelho embaçado."
Melhor quote:
""Seja uma pessoa grandiosa", meu pai sempre dizia, "mesmo quando alguém tentar fazê-lo parecer pequeno.""


A Galera Record divulgou a capa de Princesa Mecânica, terceiro da saga As Peças Infernais, de Cassandra Clare, que está previsto para ser publicado em novembro.
Apesar de esse livro fechar o primeiro prequel de Os Instrumentos Mortais, ainda haverá uma segunda saga prequel além de alguns personagens retornarem nas outras sagas.


Sinopse: Tessa Gray deveria estar feliz, não são todas as noivas felizes? Ainda assim, enquanto ela se prepara para o seu casamento com Jem Carstairs, uma rede de sombras começa a se apertar em volta dos Shadowhunters do Instituto de Londres. Um novo demônio aparece, um ligado por sangre e segredos ao Magistrado, o homem que planeja usar seu exército de autômatos impiedosos, as Peças Infernais, para destruir os Shadowhuntes. Ele só precisa de um ultimo item para completar seu plano de destruição.
Ele precisa da Tessa.
    Tessa sabe que Alex Mortimain, o Magistrado, está vindo atrás dela, mas ela não sabe onde ou quando ele vai atacar. Charlotte Branwell, a dirigente do Instituto de Londres está desesperada para encontrar Mortimain primeiro. E os meninos que reivindicam partes iguais do coração de Tessa, Jem e Will, não fazer qualquer coisa para salvar ela. Ainda que Tessa e Jem agora estejam noivos, e Will sabe que ele devia se forçar a achar outro alguém para gostar, ele ainda estão tão apaixonado por ela, como sempre.
    Nas últimas palavras de um Shadowhunter moribundo reside uma pista que pode levar Tessa e seus amigos até Mortmain. Mas os Shadowhunters do Instituto de Londres não podem lutar sozinhos, e na sua terra natal de Idris, o grupo dirigente da Clave duvida das suas alegações de que Mortmain está vindo. Abandonados por aqueles que deveriam ser seus aliados e com seus inimigos se aproximando, os Shadowhunters se encontram encurralados quando Mortmain procura o remédio que é a única coisa que está mantendo Jem vivo. Com seu melhor amigo no leito de morte, sobra para Will arriscar tudo para salvar a mulher que eles dois amam.
    Mas para conseguir mais tempo para Will, o feiticeiro Magnus Bane se une com Henry Branwell para criar um mecanismo que possa ajudar a derrotar o Magistrado. Enquanto aqueles que amam Tessa trabalham para salva-la, e o futuro dos Shadowhunters que reside com ela, Tessa começa a aprender que a única pessoa que pode salvar ela é ela mesma, nas descobertas de sua própria natureza, Tessa começa a aprender que ela é mais poderosa que ela nunca sonhou possível. Mas pode uma única garona, mesmo uma que pode comandar o poder dos anjos, enfrentar um exército inteiro?
    Perigo e traição, segredos e encantamentos, e os fios emaranhados do amor e perda se misturarem, enquanto os Shadowhunters são guiados a beira da destruição na conclusão de tirar o folego da trilogia das Peças Infernais.
B O O K T R A I  L E R

O que acharam da capa, da sinopse e do booktrailer, leitores? Eu gostei muitíssimo desse ultimo volume das Peças Infernais e estou louca para iniciar a série! 





Oi, pessoal! O Entre Páginas e Telas de hoje é sobre Cidade dos Ossos, adaptação do best seller de Cassandra Clare. Depois de muita polêmica e expectativa, eis que o filme já foi lançado há algum tempo, e, depois de assistir e re-assistir, direi qual foi minha opinião sobre ele. Vamos lá?

  
Capa original do livro, publicado aqui no Brasil pela Galera Record, e o poster oficial do filme. 

   Primeiramente, preciso dizer que sou uma imensa fã da série criada por Cassandra Clare, e é sempre difícil para um fã dos livros não terminar comparando a adaptação com a obra original. É claro que todos nós sabemos o significado de uma adaptação — todas as mudanças que ocorrem na história, nas escolhas de elenco e nos efeitos especiais —, e, como uma leitora assídua, já assisti várias dos livros que gosto e acabei me decepcionando em excesso.
    O filme Cidade dos Ossos não foi exatamente uma decepção, mas também não me surpreendi com o que assisti. Tentei, desde o começo da liberação dos materiais de divulgação, não criar expectativas acerca do filme — é claro que isso não funcionou.
   O roteiro do filme é, a meu ver, o primeiro e principal ponto negativo da adaptação. Muitas cenas foram modificadas desnecessariamente, e algumas das principais cenas do livro simplesmente não existiram. É claro que entendo que o filme precisa ser mais “comercial” do que o livro, mas se as tais cenas tivessem apenas sido mantidas, o filme teria o mesmo (ou até um maior) apelo ao público. Muitas das falas dos personagens, além disso, foram mantidas, mas de uma maneira que acabou sendo totalmente sem nexo para alguém que já não conhecia a história, como se estivessem apenas "soltas" pelo script. O humor e sarcasmo de Jace, por exemplo, ficou um pouco forçado, e o personagem, que consegue arrancar risadas com toda sua arrogância no livro, terminou sendo apenas divertido.


   A escolha dos personagens foi o que mais gerou polêmica desde que o cast foi anunciado, e preciso comentar sobre minhas impressões sobre cada um. Primeiramente, a maior surpresa em questão de atuação foi Robert Sheehan, como Simon. Ele conseguiu ser um Simon muito mais agradável, mais apelativo do que o dos livros, nos fazendo acreditar em seu amor por Clary. A atuação de Lily Collins foi boa, transmitindo com perfeição a Clary do primeiro livro: confusa mas corajosa, amiga e apaixonada. Surpreendentemente, não gostei Kevin Zegers como Alec. Juro que não sei o que aconteceu, já que estava satisfeita com a colocação dele no elenco, mas, apesar de retratar o Alec antipático, chato e ciumento, mas ainda leal, do começo da série, alguma coisa na atuação de simplesmente não funcionou.
    A Jemima West como Izzy estava coerente, mas muito da personalidade da personagem foi apagada. O prêmio de melhor atuação, entretanto, fica dividido entre dois atores: Lena Headey e Godfrey Gao, que conseguiram roubar a atenção em qualquer cena que aparecessem. A atuação dos dois foi divina, e eles são simplesmente perfeitos para os personagens. Fiquei triste pelo papel de ambos ser tão reduzido nesse primeiro filme, e (apesar de detestar a Jocelyn nos livros) não posso esperar para ver mais dos dois. 
    Por fim, não posso deixar de citar Jamie Campbell Bower, a grande polêmica das escolhas do cast. Apesar de muitas fãs não terem gostado da escolha, para mim, ela foi excelente. O Jamie é o meu Jace? Não. Acredito que ele tenha toda a beleza incomparável que é descrita no livro? Não. Contudo, sei o quanto ele doou de si para o personagem, como ele colocou sua alma na atuação, e isso foi o que mais me agradou. Sem contar que a química entre Jamie e Lily é inegável, o que só aprimorou o romance dos dois na tela.


    Senti falta, em questão de roteiro, de duas cenas que serão cruciais para a continuação da série. A primeira é Valentim fugindo com o Cálice — que no filme ficou com a Clary — o que, em Cidade das Cinzas e Cidade de Vidro, desencadeia uma série de acontecimentos. A segunda é Jace pegando o pedaço partido do portal com a imagem de sua casa de infância, após a fuga de Valentim. Isso seria muito, mas muito importante, já que Jace passa grande parte do segundo e terceiro livro com o tal pedaço de vidro, o que traz a tona toda a melancolia e reflexões do personagem.
    Em síntese, o filme foi bom, com cenas de ação bem construídas, efeitos especiais muito críveis. A maquiagem e o figurino são o que mais chamam atenção, com cenas fortes sem o apelo ao ridículo, sem forçar demais. A resolução do grande enigma do filme foi dada ao telespectador, em uma jogada que evita toda a repercussão e polêmica que seria um suposto incesto em uma série adolescente, e o filme deixa muitos ganchos, que provavelmente serão explorados na sequência.
    Se gostei do filme? Sim. Porém, eu esperava muito mais. Espero que, na adaptação de Cidade das Cinzas, os personagens sejam mais bem trabalhados e o filme seja um pouco mais fiel ao livro. Também estou curiosa para ver como alguns pontos cruciais da história se desenvolverão, já que muita coisa foi mudada. Para aqueles que ainda não leram os livros, fiquem conscientes de há spoilers. Apesar de todos os pontos negativos, eu recomendo o filme a todos, mesmo que não sejam fãs da série. Podem ter certeza de que é um filme que vale a pena ser visto, mesmo que só pela sua história incrível. 

Quem já assistiu o filme? Concorda ou discorda com minha opinião? Me diga nos comentários!




Livro: O Amor Mora ao Lado

Título original: Family Affair
Autor (a): Debbie Macomber
Editora: Novo Conceito
Páginas: 160
ISBN: 9788581630526

Sinopse: Lacey Lancaster sempre quis ser esposa e mãe. No entanto, depois de um divórcio bastante doloroso, ela decide que é hora de dar um tempo em seus sonhos e seguir sozinha mesmo. Mas não tão sozinha: sua gatinha abissínia, Cléo, torna-se sua companhia de todas as horas. Até é uma vida boa — um pouco aguada, é verdade — a de Lacey. A não ser por seu escandaloso vizinho, Jack Walker.
Quando Jack não está discutindo, sempre em voz muito alta, com sua namorada — com quem insiste em morar junto — está perseguindo seu gato, chamado Cão, pelos corredores do prédio. E Cão está determinado a conseguir que a gatinha Cléo sucumba aos seus avanços felinos. Jack e Cão são realmente muito irritantes.
Mas acontece que a primeira impressão nem sempre é a que fica...

    Depois de se divorciar de seu marido infiel, Lacey se mudou de cidade a procura de uma nova vida. E para recomeçar, decidiu adotar uma gata, a qual atribuiu o nome Cléo. Na companhia da felina, Lacey arranjou trabalho e se instalou, mas nunca mais deu espaço para um homem sequer se aproximar. 
    Depois de inúmeras tentativas, seu vizinho de apartamento, Jack, o qual Lacey achava um inconveniente, continuava a cercá-la. Pior que isso eram as freqüentes brigas de Jack e sua suposta namorada, Sarah, que conseguiam tomar dimensões altíssimas e tiravam o sossego de nossa protagonista. 
   Irritadiça pelo barulho extremo, Lacey decidi bater na porta de Jack, pedindo “educadamente” que diminuíssem o volume das vozes. Depois do apelo, Sarah abandonou o recinto, chorosa, e Lacey sentiu enorme compaixão por saber que Jack a traia sem escrúpulos. 
    Nesse meio instante, o gato de Jack, Cão, adentrou o apartamento de Lacey e cruzou com Cléo, que recém tinha entrado no cio. Lacey tentou impedir, mas foi em vão... 
    Agora Lacey exigia a ajuda de Jack para cuidar da ninhada que estava por vir. Mais que aproveitador, ele faz questão de visitar Cléo constantemente. Infelizmente, Lacey se encontrava cada vez mais atraída por seu vizinho, e cada vez mais irritada por ele ser infiel e tão inconveniente. 

    A leitura fluiu rapidamente, pelo livro ser extremamente simples em todos os aspectos. Portanto, mais vale nessa resenha discutir o que faltou nessa obra do que apresentar o que a constituiu. 
    Com uma narração simples, de poucos detalhes, e um exagero em diálogos, o enredo de O Amor Mora Ao Lado se mostrou clichê, nem tanto criativo, e, ainda, mal desenvolvido. No entanto, uma história simples nunca garantiu que um livro se tornasse ruim, desde que fosse bem desenvolvida e bem apresentada ao leitor; algo que não ocorreu nesse livro. 
    Pareceu-me que a autora quis trabalhar tudo com extrema rapidez, pulando dias e semanas, resumindo acontecimentos em poucas linhas e economizando significativamente na narração. A própria complicação do livro foi rápida e quase insignificante, já que durou somente duas páginas e se mostrou muito forçada. 
    Os personagens foram interessantes e razoavelmente bem construídos. Pelo que se pode assimilar, eles se desenvolveram mais durante a leitura. Com certeza, teriam se desenvolvido mais ainda caso essa obra fosse construída com mais páginas e mais riqueza de detalhes. 
    E, mesmo com tantos defeitos, a leitura se mostrou agradável. O próprio tema do livro é carismático: vizinhos se apaixonando por causa de seus gatos! Eu, particularmente, acabei gostando mais do livro por esse único motivo. 
    O final foi satisfatório, mas previsível. Quando enfim estava tomando gosto pela história percebi que ela acabou abruptamente. Acabei gostando da experiência, afinal. 
    No começo do livro, Debbie Macomber – a autora – fez uma nota, onde contava resumidamente a história da obra, e onde – pelo que se pode compreender – admitiu que o livro tinha sido feito há tempos atrás e que não fora publicado, estava esquecido. Talvez por esses motivos ele seja tão mal lapidado. 
    Acredito que não valeu a pena para a Editora Novo Conceito ter comprado os direitos de uma história tão pouco marcante, apesar de a autora ter grande estima dos leitores. Mas, independente disso, a editora caprichou na estética do livro! Há desenhos de gatos espalhados por toda a obra e a fonte da letra foi muito satisfatória. Além disso, um capitulo grátis de Rose Harbor é disponibilizado aos os leitores, além de várias receitas de comidas para nosso queridos bichanos. 
    Indico o livro por ser uma leitura leve, agradável e extremamente rápida. Apesar de tudo, gostei muito da temática do livro. Vale a pena investir algumas poucas horas nessa leitura. 

Primeiro Parágrafo: 
“ – Sou tão firme quanto uma minhoca – Lacey Lancaster murmurou enquanto entrava em seu apartamento [...]”
Melhor Quote:
“Era exatamente onde ela queria estar. Perto do coração de Jack o tempo todo.”
 
                   
  


Oi, gente! Quarta-feira significa Quotes de Quarta aqui no PL, onde selecionamos cinco trechos de livros diversos para mostrar para vocês. Prontos?

Livros eram mais confiáveis que pessoas, de qualquer forma."
— O oceano no fim do caminho


Jamais se obtém a vitória sem primeiro tomar a decisão de partir. Cada passo que você deu, cada inimigo que você venceu, cada provação que suportou, trouxe você aqui, agora, a este momento. […]"
— O Destino do Tigre


❝  Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo?
 Esta é a única maneira de um homem ser valente."

—As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos


Uma coisa é certa: ficar sentado se sentindo infeliz não vai mudar nada."
—O Menino do Pijama Listrado. 


— Misericórdia, senhor. Eu não matei ninguém, fiquei só à porta, de vigia, por causa dos guardas.
Robb refletiu naquilo por um momento.
— Conhecia as intenções de Lorde Rickard? Viu as facas desembainhadas? Ouviu os gritos, as súplicas de misericórdia?
— Sim, mas não participei. Era só o vigia, juro…
— Lorde Umber — disse Robb —, este era só vigia. Enforque-o por último, para que possa vigiar a morte dos outros."

—A Tormenta de Espadas


Olá, queridos leitores. Como estão? O Vindo por Aí de hoje vai satisfazer todas as fãs de Ben Barnes! Ele será um dos protagonistas do filme O Sétimo Filho, que estréia em 24 de Janeiro de 2014. O filme é uma adaptação do primeiro livro de "As Aventuras do Caça-feitiço".

  
Abaixo temos os posters dos principais personagens dessa história. Vamos conferir!

   
  

John Gregory (Jeff Bridges) é o sétimo filho do sétimo filho e mantém uma cidade do século XVIII relativamente bem e longe dos maus espíritos. No entanto, ele não é mais jovem e suas tentativas de treinar um sucessor foram todas mau sucedidas. Sua última esperança é um menino chamado Thomas Ward (Ben Barnes), filho de um jovem fazendeiro. Seu primeiro desafio será grande: Ele terá que enfrentar a Mãe Malkin (Julianne Moore), uma terrível e poderosa bruxa, que escapou do seu confinamento quando o grande mestre Gregory estava afastado da cidade.
TRAILER LEGENDADO


Olá, pessoal. Como estão vocês? Finalmente saiu o resultado do nosso TOP COMENTARISTA de Setembro. Saberemos então, quem terá o privilegio de ter o livro "Não Sou esse Tipo de Garota".
       

Parabéns Rossana! Você acabou de ganhar "Não sou esse tipo de Garota" e tem sete dias para enviar seus dados para palaciodelivros@gmail.com.

O prêmio para o Top Comentarista de Outubro é...

Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios - Pedro de Camargo

REGRAS E ESCLARECIMENTOS:
- A promoção só é valida para residentes do Brasil.
- É preciso ser seguidor do Palácio de Livros por GFC para participar.
- Só é válido um comentário por post.
- O prêmio será do leitor que mais comentários fizer nos posts do mês de Outubro de 2013.
- Se houver empate, o prêmio será sorteado entre os participantes com o mesmo número de comentários.

* O top comentarista de Outubro só será válido até dia 31 desse mês. O resultado sairá dias depois, em um post no blog. O ganhador terá um prazo de sete dias para mandar um e-mail com seus dados para palaciodelivros@gmail.com, e, depois do recebimento dos dados, enviaremos o livro em até 60 dias.

OBS. Não serão válidos comentários que não sejam relacionados ao post, ou comentários que não indicam que a leitura foi feita por parte do participante. É necessário demonstrar que o participante é um leitor presente no blog, para que não haja uma premiação injusta, assim, comentários como "Gostei da capa", "Interessante" e etc. não serão validados.
- As Regras e Esclarecimentos estão sujeitas a mudança por parte das administradoras do Palácio de Livros. 

Queremos ver todos participando!




Livro: Adormecida
Título original: A Long, Long Sleep
Autor (a): Anna Sheehan
Editora: Lua de Papel
Páginas: 272
ISBN: 978 856 306 6480

Rose Fitzroy esteve dormindo profundamente por décadas. Imersa num sono induzido, esquecida em um porão por mais de 60 anos, a jovem foi tratada como desaparecida enquanto os anos sombrios pairavam sobre o mundo. Despertada como por encanto e descobrindo-se herdeira de uma corporação multimilionária, Rose vai entendendo pouco a pouco, tudo o que aconteceu em sua ausência. Ela descobre que seus pais estão mortos. O rapaz por quem era apaixonada não é mais que uma mera lembrança. A Terra se tornou um lugar estranho e perigoso, especialmente para ela, que terá de assumir seu lugar à frente dos negócios. Desejando adaptar-se à nova realidade, Rose só consegue confiar numa única pessoa estranhamente familiar. Rose até gostaria de deixar o passado para trás, no entanto, ao pressentir o perigo, percebe que precisa enfrentá-lo - ou não haverá futuro.

      Adormecida conta a história de Rose Fitzroy uma adolescente que acorda depois de passar sessenta anos em estase — um tipo de tratamento futurístico em que a pessoa entra em um tubo que mantêm o corpo conservado, sem nunca envelhecer — e descobre que o mundo em que vivia já não mais existe. Ela foi tirada do estado de estase por Bren, um jovem que acabou encontrando-a no porão do condomínio Unicórnio, onde ela morava, e agora precisa lidar com a dura realidade: a sociedade dos tempos atuais é completamente diferente, com outros costumes, dialetos e gírias, outras pessoas moram em sua antiga casa, e, o mais impactante de tudo: todas as pessoas que ela conhecia estão mortas.
      Ela descobre que, já que está viva, é a única herdeira da Unicorp, a antiga empresa de seus pais, que hoje é um império multimilionário que controla a maioria do mundo. Além disso, precisa se adaptar a esse novo mundo, quando seu corpo, fadigado devido ao tempo passado em sono induzido, só quer deitar-se e descansar. Rose sente-se deslocada, como um experimento em que todos querem dar uma boa olhada, e os seus problemas parecem longe de acabar. O que ela não imagina, entretanto, é que sua mera existência coloca em risco um segredo antigo, que vem sendo guardado há muito tempo, e que o peso dele cairá sobre ela agora — assim como suas consequências.

     Adormecida trata-se de um livro difícil de resenhar, já que fale sobre um mundo tão diferente do nosso, com várias inovações e coisas que nunca imaginaríamos para o futuro. Minha primeira impressão, ao adquirir o livro, foi que ele seria um volume único, um tipo de releitura de A Bela Adormecida. Contudo, eu estava errada duas vezes. É claro, Anna Sheehan bebe da fonte criada pelos irmãos Grimm, mas ela usou o conto apenas como uma inspiração, já que há poucas semelhanças entre as histórias (além do óbvio). Além disso, a autora já afirmou que há um sequência para o livro, apesar de não afirmar quando ela será lançada.
     O livro, especialmente, trata-se do amadurecimento de Rose. No início da história, vemos uma garota melancólica, solitária e até mesmo imatura. Ela sempre foi tão submissa aos pais, fazendo sempre a vontade deles, e, agora que tem que ser independente, está confusa e não sabe o que fazer. Com isso, a menina está sempre tentada a voltar a seu tubo de estase, para esquecer os problemas e deixar a realidade, o que acaba irritando o leitor em algumas partes. Os motivos que dirigem a personagem só vão ficando mais claros conforme a leitura — o livro é um tanto confuso no começo —, mas depois que sabemos como era a vida de Rose antes de ser colocada para dormir por tantos anos, não podemos deixar de solidarizar-nos com ela. A jovem vai descobrindo, aos poucos, como tudo que lhe foi ensinado era errado, e esse será um processo doloroso, e até mesmo triste.  
     Como se a situação não fosse trágica o bastante, Rose encontra-se apaixonada por Bren, seu salvador, e sofre ainda mais ao descobrir que a paixão não é correspondida. Toda essa situação a lembra de Xavier, seu antigo vizinho, e o amor impossível que havia entre os dois. O pior de tudo é que ela não faz ideia de onde Xavier pode estar nos dias de hoje, e se ele ao menos ainda está vivo.
     É um livro um tanto triste, melancólico em alguns pontos. Rose percebe que nunca viveu de verdade, que a noção que tinha sobre a vida e como deveria levá-la era totalmente errônea, deturpada pelos seus pais. Os motivos são apresentados quase no fim do livro, e só assim, conseguimos entender pelo que Rose passou durante toda sua vida.
     O enredo do livro é completamente original, beirando algumas vezes a ficção-científica, mas eu esperava um pouco mais de agitação. Ele começa um tanto lento, e, apesar de com o tempo ter o seu ápice e revelar os mistérios que estão presentes desde o começo, acredito que a autora poderia ter desenvolvido-os melhor. Também encontrei, durante a leitura, vários diálogos desnecessários e devaneios um pouco enfadonhos da protagonista.
     Apesar de tudo isso, gostei bastante do livro. É claro que ele possui seus defeitos, mas, à parte dessas pequenas coisas, o que mais me agradou foi a história em geral, a ideia mais do que original de Sheehan. As reviravoltas são além de interessantes, e a maneira como o livro se encerra é bem inteligente: os mistérios apresentados são bem solucionados, mas ainda há pontas soltas e novas situações que deixam o leitor naquela expectativa excruciante.
     É um livro intenso, cativamente e um pouco melancólico. A autora consegue, através de sua obra, tocar o leitor, e surpreende-lo com a sensibilidade que é posta em um livro distópico, que é ao mesmo tempo tão original. Apesar de alguns deslizes, gostei muito, e está super recomendado!
Primeiro parágrafo do livro:
"TENTEI ME AGARRAR AOS MEUS SONHOS ESTASES O MÁXIMO QUE PUDE. Esse era meu jogo, lutar para manter o rumo entre aquelas imagens nebulosas onde era sempre tão fácil se perder. Tentei continuar em estase, mantendo meu coração pulsando bem devagar, recusando-me a despertar meus pulmões. Uma ou duas vezes consegui me conter por tanto tempo que minha mãe entrou em pânico e ligou o ressuscitador."
Melhor quote:
"— Você sente saudades dele?
Pensei em ignorar a pergunta ou mudar de assunto, mas não o fiz.
— Todos os dias — confessei. — Tento não pensar nele.
— Mesmo assim você o desenha.
Suspirei.
— Não posso pensar nele, mas também não consigo esquecê-lo. Não é certo esquecer uma pessoa que você amou."




Livro: Dom Casmurro

Autor (a): Machado de Assis
Editora: Martin Claret
Páginas: 223
ISBN: 9788572322645

Sinopse: O narrador Bentinho, apelidado Dom Casmurro por viver recluso e solitário, conta fatos de sua infância na casa da mãe viúva, dona Glória, e também passagens de sua vida adulta ao lado de Capitu, que suspeita ser adúltera. Se a figura fascinante de Capitu, que prende a atenção do leitor, transforma a questão do adultério no ponto central do romance, não podemos nos esquecer de que a obra oferece também um rico painel da sociedade brasileira da época, revelando-nos as relações de classe e os meios de ascensão social, a influência da Igreja na vida cotidiana, além de observações desencantadas do narrador sobre a condição humana.

    
    
    Bentinho assusta-se quando descobre que iria para o seminário, já que sua mãe fizera uma promessa de entregar a Deus um padre, caso seu filho nascesse saudável.  Temendo que perdesse a grande amizade com Capitu, prometeu-lhe inúmeras coisas, mas acima de tudo prometeu-lhe a lealdade.
    O relacionamento com Capitu mudara desde então. Uma paixão inocente nascera e era recíproca. Mais do que nunca a ida de Bentinho para o seminário era inviável, porém, inevitável.
    Bentinho parte para o seminário, onde conhece Escobar, um admirável amigo. Contudo, constrói um plano para fugir da promessa da mãe e acaba se tornando um bacharel em Direito. Já crescido, casa-se com Capitu, e Escobar, com a amiga de sua esposa.  Mas o que o casal mais ansiava era um filho, que não conseguiam ter.
    Demorou, mas o filho enfim veio. O relacionamento entre Bentinho e Escobar se tornou mais forte nessa época, e tempos depois Escobar veio a falecer.
    Nosso protagonista se vê melancólico com a partida de seu melhor e mais intimo amigo, e idéias insanas começam a dançar em sua mente. Bentinho começa ver que seu próprio filho era a cópia física de Escobar. Será que... Será que Capitu o traira? Será que Escobar, seu admirável amigo, tivera a audácia de traí-lo?

    Primeiramente, quero deixar claro que, além de uma apresentação da experiência de leitura, a obra Dom Casmurro também será analisada e criticada.
    Sendo uma obra ilustre do Realismo brasileiro, Dom Casmurro é uma leitura muito requisitada no Ensino Médio escolar. E este foi o motivo que embarquei na leitura desse clássico que traz tanta polêmica e dúvidas.
    Infelizmente, minha edição é a resumida – ou edição de releitura, como chamam alguns – e isso faz com que a história apresentada seja limitada e passe, muitas vezes, uma ideia distinta da edição completa.
    A narração parte do personagem Bentinho, e muitas vezes se mostrou extremamente superficial, sem detalhes de cenário, e monótona. Acredito que seja por esse artifício mal desenvolvido que a leitura não conseguiu me envolver com tanta precisão nas primeiras cem páginas. Contudo, Machado de Assis utilizou muito bem o “conversar com o leitor”, onde Bentinho argumentava a cerca de suas convicções com o receptor, e isso criou uma aproximação do leitor com o personagem, e até mesmo, um sentimento de empatia.
    Penso que o enredo não-linear tenha atrapalhado muito na compreensão da história, na progressão de acontecimentos, e no reconhecimento deles no tempo. Inúmeras vezes me vi perdida nas narrações de memórias, algumas delas, desnecessárias tanto para história quanto para a construção do personagem.
    Independente dos erros que essa obra carrega, o bom conteúdo é claro, assim como a sabedoria sem limites do autor, que citou inúmeras obras, pensadores, autores literários e passagens da bíblia e de contos mitológicos. Entretanto, isso contou como uma distração nas primeiras páginas. Uma distração sem objetivos, apesar de interessantes e reflexivas.
    Os personagens são o que mais há de construtivo nessa obra. A história é evidentemente simples, e são os personagens que a torna especial e importante. Não gostei de Capitu logo de cara, e tratei de prestar muita atenção nas descrições de Bentinho a cerca de sua amada. Já Bentinho, tinha algo nele inocente e sonhador que me fez nutrir sentimentos bons. Enquanto Escobar me pareceu uma “cobra” desde o inicio. Parecia que este personagem invejava tudo que Bentinho tinha. Mas talvez – apenas, talvez – nenhuma de minhas impressões pré-construidas definem esses peculiares e misteriosos personagens.  As demais personagens foram bem importantes e presentes na história. Nem é preciso dizer que cada um tinha suas características bem desenvolvidas, não é?
    Algo que tenha chamado muito minha atenção é o trato com os escravos, retratado em vários momentos. Chamavam o escravo de “preto”, e por esse motivo, demorei alguns instantes para entender a quem solicitavam. Realmente, isso diz muito sobre a época.
    Talvez seja porque eu tenha lido a Releitura, porém, achei que muitas cenas necessárias – as quais tenho ciência da existência – faltaram. O que mais senti falta é da relação entre a personagem Capitu e o Escobar. Como analisar se houve traição sendo que nenhuma das várias cenas incriminadoras foram apresentadas? O próprio final ficou vago, sem explicar muito o que se sucedeu quando Bentinho teve certeza que foi traído e disse isso à Capitu. Há muito poucas provas e evidencias para solucionar o “crime”.
   Enfim, vamos a pergunta que não quer calar: Capitu traiu Bentinho ou foi o oposto? Sempre achei estranho o relacionamento de Bentinho com Escobar. Temos que levar em conta o seminário, onde ficavam à sós e tinham somente a companhia um do outro. Bentinho parecia amar muito Escobar, portanto, não devemos jamais descartar a hipótese de que eles tiveram sim, um relacionamento.
    Mas o fato de Bentinho ser um possível estéril e o filho de Capitu ser a cópia de Escobar já decidi muito dessa história. O pior é que tenho medo de criar minha conclusão baseada na obra resumida. Acho que essa versão mostrou mais evidencias da traição de Capitu. E mesmo assim, acredito que a traição veio dos dois lados.
   Nesse livro, o ciúme foi a faísca para tudo, e em minha opinião sincera, penso que Bentinho, independente de traição, não deveria ter deixado sua vida afundar. Nesse caso, perdoar seria o melhor caminho, levando em conta que Escobar já estava morto e levando em conta o amor que nosso protagonista nutria por Capitu e por “seu” filho.  
  A raiva crescente de uma mísera desconfiança fez o personagem tão inocente e sonhador se tornar amargurado e solitário. O ciúme e a precipitação fez mais mal à ele do que a qualquer dos outros envolvidos. 
  Gostei muito da leitura, apesar de lenta. O final pareceu valer todo o livro, e os personagens foram marcantes. Indico a todos esse clássico nacional. Vale muito a pena criar sua própria conclusão! 

Primeiro Parágrafo: “ Uma noite dessas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu [...]”
Melhor Quote:  “Acharam-me lindo, e diziam-mo; algumas queriam mirar de mais perto minha beleza, e a vaidade é um principio de corrupção.”


Oi, gente! Gravamos um vídeo respondendo a tag literária Apocalipse Zumbi, que foi criada pelo Nicolas Lee do blog Ourives das Palavras. O objetivo é formar a sua própria equipe de sobrevivência no apocalipse zumbi, totalmente integrada de personagens de livros, respondendo as 10 perguntas da tag. Prontos? 


E aí, qual seriam os seus escolhidos para seu time durante o apocalipse zumbi? Gostaram das escolhas? 
Assistam o vídeo até o fim (e vejam que foi a Letícia quem riu primeiro!) haha




Livro: A Garota Do Penhasco
Título original: The Girl on the Cliff
Autor (a): Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito
Páginas: 528
ISBN: 9788581632575
A Garota do Penhasco é um romance que enreda o leitor através de vários fios: a história de Grania Ryan e sua querida Aurora Devonshire, a garota do penhasco, nos fala sobre mudança de vida. A história das famílias Ryan e Lisle é um lindo conto sobre um século de mal-entendidos e rancor entre inimigos que se acreditam enganados por falcatruas financeiras. O caso de amor entre Grania Ryan e Lawrence Lisle comove por sua delicadeza e força vertiginosa que culmina em imensa tristeza. Mas, sobretudo, A Garota do Penhasco é um livro que mostra como é possível encontrar uma finalidade, um propósito, quando todas as esperanças parecem perdidas. 



    Em A Garota do Penhasco somos apresentados a três histórias diferentes, que, ao mesmo tempo em que se divergem, estão interligadas. A história principal é sobre Grania Ryan, uma irlandesa que se mudou para os Estados Unidos há anos, e lá fez carreira como uma escultora. Grania tem um relacionamento duradouro com Mark, e toda a estabilidade no namoro de ambos se esvai de uma hora para a outra quando ela sofre um abordo traumático. Desolada, Grania sai da cidade de uma hora para outra, sem dar explicações ao namorado, voltando para sua terra natal, o pequeno município de Cork, na Irlanda. Lá, ela conhece Aurora Lisle, uma garotinha de 8 anos, e, apesar da grande diferença de idade, as duas acabam se tornando ótimas amigas, já que Aurora lembra tanto Grania da filha que poderia ter tido.
    A mãe de Grania, Kathleen, entretanto, fala diretamente para a filha ficar longe da menina, e é aí que conhecemos outra história: Mary, a antepassada dos Ryan, uma moça trabalhadora que, de um modo que só ficamos sabendo depois de muita história, acabou se envolvendo profundamente com os Lisle. Kathleen não deseja que a história se repita, mas ver sua filha aproximando-se de Aurora aumenta cada vez mais seus temores. Enquanto isso, nos Estados Unidos, acompanhamos a história de Mark, o noivo de Grania. Mark está confuso e não sabe o que fez de errado para a mulher que ama ter partido tão repentinamente. Ele a ama e faria qualquer coisa para tê-la de volta, mas acaba se envolvendo em situações que eventualmente se encaminharão para algo que nunca imaginaria.

   Apesar de o foco estar nessas três histórias, tudo isso é narrado por Aurora, no futuro. Talvez pareça um pouco confuso vendo de fora, mas garanto que ao realizar a leitura as coisas vão se encaixando. Isso, provavelmente, foi o que mais gostei no livro: o modo que tudo se completa, pouco a pouco, e só temos uma noção da história completa no final. Esse foi o primeiro livro que li de Lucinda Riley, mas garanto que não será o último.
    Os personagens não deixam a desejar, e, apesar de Grania não ter se tornado minha favorita da trama, a relação dela com Aurora é muito bonita. Lucinda Riley soube passar de um jeito extremamente cativante a relação materna que as duas possuem, já que Grania acaba de perder um bebê e Aurora, por sua vez, não tem mãe e possui um pai amoroso, mas ausente. A menina também é um encanto: inteligente, compreensiva e carinhosa, é uma criança adorável, e deixar de sentir-se cativado por ela é quase impossível.
   Apesar disso, quando Aurora narra seus capítulos que se passam no futuro, é fácil sentir dúvidas sobre quando exatamente é o “futuro”, já que a narrativa é um pouco infantil. É claro que tudo isso é explicado ao fim da história, com um final surpreendente que fará lágrimas brotarem dos olhos do leitor.
    Como já é dito por Aurora no começo do livro, ele é sobre os diferentes tipos de amor. Não há outra definição para ele, nem alguma descrição que abranja todo o conteúdo que o livro possui. É uma leitura reflexiva, para mostrar para qualquer um que nada é exatamente o que parece, que todos temos segredos. O livro também trata sobre escolhas mal pensadas, sobre como algo que aconteceu no passado, anos atrás, afeta tão diretamente o presente e o futuro. Aconteceram fatos que me deixaram frustrada, emocionada e outros que me divertiram muito. O equilíbrio presente na narração é impressionante.
   A diagramação do livro é bela, com um tamanho de letra agradável e feito de um bom material. A capa, que mostra uma típica paisagem irlandesa e retrata imensamente a história toda, é algo a se notar. O trabalho de design da editora Novo Conceito ficou ótimo, e não consigo imaginar uma capa que combinasse mais com o livro.
    Depois de tudo que expressei, não há dúvidas que o livro está super indicado. Levando os sentimentos do leitor à flor da pele, a autora escreveu uma obra cheia de emoções, reviravoltas e fatos marcantes, que emocionariam até o mais duro dos corações. 

Primeiro parágrafo: "A figura frágil achava-se perigosamente próxima da borda do penhasco. A longa e luxuriante cabeleira ruiva revolvia-se atrás de seu corpo esguio, agitada pela forte brisa que soprava do oceano. O vestido de algodão branco chegava-lhe aos tornozelos e deixava expostos os pequenos pés descalços. Mantinha os braços esticados, a palma das mãos voltada para a massa espumante do mar cinzento, abaixo, o rosto pálido voltado para o alto, como se estivesse se oferecendo em sacrifício aos elementos." 
Melhor quote: "Também me ocorre que nós, humanos, vivemos como se fossemos imortais, tomando decisões como se fossemos viver para sempre, sem aceitar o inevitável, que cabe a todos nós. É claro, é a única maneira de podermos sobreviver."
                                                                          


Oi, gente! Fãs de A Seleção, preparem-se: Kiera Cass acaba de revelar a capa de "The One", o último volume da trilogia A Seleção, publicada aqui no Brasil pela Editora Seguinte. Sem mais, deem uma olhada na capa e surtem comigo!

Relembrando que The One será lançado no Brasil no dia 06 de Maio de 2014, com o título de "A Escolhida".

Agora, me digam: como conseguir esperar até lá? rs. Amei a capa, acredito que ela conseguiu ser ainda mais bonita do que a primeira. Não posso aguentar de ansiedade para ter o livro em mãos!
E você, o que achou?


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