Livro: Alerta de Risco: Contos e Perturbações
Título Original: Trigger Warning: Short Fictions and Disturbances
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Páginas: 303
ISBN: 978-85-510-0030-4

Sinopse: Alerta de Risco é um rica coletânea de histórias de terror e fantasmas, de ficção científica e contos de fadas, de fábula e poesia — produzidas em diversas épocas e para diversos fins —, que exploram o poder da imaginação. Em "História de aventura",  Gaiman pondera sobre a morte e sobre como, ao falecer, as pessoas levam consigo suas histórias. No suspense "Caso de Morte e Mel", ele nos presenteia com sua visão genial do mundo de Sherlock Holmes. "Hora nenhuma" é um conto muito especial sobre Doctor Who, escrito para o quinquagésimo aniversário da série de TV, em 2013. E há também um texto escrito exclusivamente para esta coletânea: "Cão Negro", que revisita o mundo de Deuses Americanos ao narrar um episódio que envolve Shadow Moon em um Bar durante seu retorno aos Estados Unidos. 

Neil Gaiman é considerado um dos dez maiores escritores pós-modernos vivos. Tem mais de vinte livros publicados e já foi agraciado com inúmeros prêmios, incluindo o Hugo, o Bram Stoker e a Newbery Medal. Iniciou a carreira literária com a aclamada série em quadrinhos Sandman e, depois, seguiu para a ficção, publicando obras memoráveis como Deuses Americanos. Nasceu em Hamsphire, Inglaterra, e hoje mora nos Estados Unidos. Pela Intrínseca publicou também O Oceano no Fim do Caminho, Faça Boa Arte, A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras, João e Maria, Os filhos de Anansi e Lugar Nenhum. Pode ser encontrado no site www.neilgaiman.com.
    
   Contos são mais que pequenas histórias acerca de um relato dos fatos (fictícios ou não). Já se foi o tempo em que o conto era apenas uma forma de expressão banalizada aos recantos menos interessantes dos jornais e revistas. Hoje eles estão presentes em livros como os de Gaiman. Em sua terceira coletânea de contos, o escritor mostra que essas curtas histórias têm um âmago muito mais profundo do que aparenta. São 24 contos reunidos de forma aleatória, contendo diversas temáticas e com variados formatos.
   Logo em sua introdução, Gaiman faz um resumo sobre cada conto – o por quê de tê-los escrito, qual a idealização que teve aos escrevê-los, quais os objetivos alcançados com cada um, etc. Um dos contos inéditos é como uma espécie de spin-off de seu livro O Oceano no Fim do Caminho — chama-se Cão Negro, e foi escrito especialmente para esta coletânea. Nela ele também incluiu contos de grande reconhecimento, que já esteve presente em outras coletâneas coordenadas por terceiros, assim como trouxe contos nunca antes publicados.
   Além de Cão Negro, há outros de merecido destaque, como Detalhes de Cassandra, onde o autor relembra a namoradinha imaginária da adolescência e acaba criando uma espetacular ficção em torno dela. A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras traz uma perspectiva interessante a respeito da vida, da ganância e dos objetivos que nos dispomos a cumprir. Com Xique-Xique Chocalhos, Gaiman transforma um simples conto de terror infantil em algo muito profundo e de grande intelectualidade. Com Terminações Femininas, ele descreve a paixão avassaladora que uma estátua viva de rua nutre por uma mulher.  E ainda tem os consagrados Caso de Morte e Mel e Hora Nenhuma, inspirados em Sherlock Holmes e Doctor Who, respectivamente.

   Essa foi a minha primeira experiência com uma obra de Gaiman. Ouvia muitas pessoas alegarem que sentiam certo temor de lerem algo do autor porque já sabiam da profundidade que ele dá aos seus escritos. Comigo não era muito diferente. Eu não sentia realmente temor, mas havia a sensação de que ainda não estava pronta para ler algo do autor. Acredito que fiz bem em esperar meu nível de leitura amadurecer um pouco mais — caso contrário, talvez não tivesse compreendido metade das estórias de Alerta de Risco, que exigem, por sua vez, algumas reflexões.
   Em sua introdução, o autor pede desculpas ao leitor. Sua justificativa é porque reuniu os contos de forma muito aleatória e isso poderia vir a causar algum incômodo em quem lesse. Há, realmente, pessoas que se contentam mais com leituras monocromáticas e que proporcionem os mesmos sentimentos do início ao fim. Mas não é este o meu caso, e, como primeira leitura de um livro de Gaiman, senti que não poderia ter iniciado com um livro melhor, já que pude conhecer toda a versatilidade que o escritor possui e qual das suas facetas mais me agradaram — isso serve até como referência para as próximas obras que pretendo ler do autor.
   As narrativas variam de conto para conto. Cada um tem uma escrita própria que se adequam a temática. Em algumas das histórias, como Obra de Bruxa, a escrita de Gaiman é prosaica e até mesmo o formato difere dos demais, com rimas que mudam em cada verso. Em outras, os contos são divididos por capítulos, como Cão Negro e Um calendário de contos — esta escrita com a ajuda de ideias dos seguidores de Gaiman no Twitter, algo genial e que deixa os fãs ainda mais animados com a obra, pois sabem que foi um trabalho conjunto.

"– Você sempre foi assim?
– Assim como?
– Um louco. Com uma máquina do tempo.
– Ah, não. Demorou um tempão até conseguir a máquina do tempo" (p. 196).


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Oi, gente!!! Tudo bem com vocês? Hoje nós estamos aqui para divulgar DOIS LIVROS incríveis para aqueles que adoram histórias intrigantes, inteligentes e fantásticas. De Maciel Brognoli, apresentamos: O Homem que Fotografou Deus e O Acolhedor de Almas.

O homem que fotografou Deus
Sinopse: Para José, de nada servia ser considerado um dos seres humanos mais inteligentes do planeta, se não fosse capaz de um ato extraordinário que marcasse a história da humanidade. Um dia, após sua pequena filha, Ana, perguntar “onde Deus mora?”, José ficou sem palavras diante da indagação, aparentemente simples. A pergunta que não pôde ser respondida com certeza absoluta mexeu com seu ego, e despertou nele o desejo juvenil, adormecido, de viajar pelo Universo. Decidiu então que construiria uma Nave Espacial e partiria em viagem, somente para tentar encontrar Deus e tirar uma fotografia Dele para dar de presente à filha.


Livro: O Martelo de Thor
Título Original: The Hammer of Thor
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 398
ISBN: 978-85-510-0070-0
Sinopse: Magnus Chase achava que casamentos arranjados tinham saído de moda há tempos, mas, aparentemente, nem todos pensam assim: para recuperar o martelo de Thor, que está nas mãos dos inimigos dos deuses, Loki, o deus da trapaça, propõe uma aliança. Na verdade, um casamento. Sem o martelo, Thor não consegue proteger Midgard - o mundo humano -, e os gigantes estão ficando cada vez mais ousados. O Ragnarök vai começar. Os nove mundos vão queimar. Agora, Magnus, Sam, Hearth e Blitz têm apenas cinco dias para encontrar a arma perdida do deus do trovão, evitar uma invasão e impedir um casamento.

TRILOGIA "MAGNUS CHASE E OS DEUSES DE ASGARD"
    1.  A Espada do Verão
    2.  O Martelo de Thor
    3.  O Navio dos Mortos (Lançamento previsto para 3 de Outubro de 2017)

    Rick Riordan nasceu em 1964 nos Estados Unidos, em San Antonio, Texas, e hoje mora em Boston com a esposa e os dois filhos. Autor best-seller do The New York Times, premiado pela YALSA e pela American Library Association, por quinze anos ensinou inglês e história em escolas de São Francisco, e é a essa experiência que atribui sua habilidade para escrever para o público jovem. Além da série Magnus Chase e os deuses de Asgard, sobre mitologia nórdica, Riordan assina a série Percy Jackson e os Olimpianos, Os heróis do Olimpo e As provações de Apolo, inspiradas na mitologia greco-romana, e As crônicas dos Kane, que visita deuses e mitos do Egito Antigo.

   No primeiro livro da série, A Espada do Verão, Magnus Chase se apresenta para os leitores como um herói que é a cara do Kurt Cobain e que, após a morte de sua mãe, passou a viver na rua com seus amigos Hearth e Blitz. O tempo passa e ele não percebe que este mundo — chamado de Midgard pelos nórdicos — se tornou perigoso demais para alguém como ele viver. Quando enfim é morto por um gigante do fogo, Magnus vai parar no paraíso dos heróis comandado por Odin, Valhala. Lá, descobre o grande mistério que envolvia sua vida: ele é filho do deus da cura, Frey. Depois de muitas aventuras e perigos, Magnus finalmente consegue se adaptar à sua nova vida em Valhala. Porém, as coisas voltam a ficar difíceis quando o martelo do deus do trovão, Thor, desaparece.
    Magnus e seus amigos têm que encarar Loki, o deus da trapaça, novamente, e se veem encurralados: precisam achar o martelo a tempo de evitar uma invasão dos gigantes a Midgard. Porém, o acordo de Loki deixa a todos desconfiados. O deus parece estar querendo ajudá-los, mas porque Loki se preocuparia com Midgard quando seu único objetivo até o momento é sair da prisão na qual foi metido? Para completar essa confusão, surge alguém que parece disposto a guiar Magnus nessa nova aventura, mas o herói ainda tem sérias dificuldades de confiar em alguém que não seja seus amigos. Mesmo assim, eles precisam partir em mais uma missão cheia de perigos, através dos nove mundos.

    Sou apaixonada pelos livros de Rick Riordan. Sua forma de contar uma boa história é fascinante. Parece ser um encaixe perfeito: um tema tão rico como o da mitologia, o gênero infanto-juvenil e um autor que sabe lidar perfeitamente com as duas coisas. Tanto o tema quanto o gênero me agradam. Sou fã do trabalho do Rick desde que comecei a ler Percy Jackson e os Olimpianos, sobre mitologia grega, e desde então não parei mais. Quando soube que ele lançaria uma nova série sobre mitologia nórdica, já consegui prever mais um sucesso, especialmente quando os livros têm uma ligação muito clara com os do mocinho Percy.
    A narrativa é em primeira pessoa tendo como narrador o protagonista, Magnus. O que é instigante é o fato de Magnus ser quase como um livro aberto. Me arrisco a dizer que ele é um protagonista melhor que Percy Jackson. Sei que muitos vão discordar, já que o filho de Poseidon conquista muito facilmente, mas Magnus tem uma honestidade cativante e seu nível de sarcasmo por toda a narrativa faz com que a leitura seja mais prazerosa e fluida – claro que esta é a marca registrada do Rick, afinal, como ele poderia tornar a mitologia algo interessante para um público jovem? O fato de Magnus ser um rapaz que viveu nas ruas por tanto tempo, sendo obrigado a roubar, a perder sua dignidade, a abrir mão de tantas coisas e ainda ser rejeitado pela família que lhe restou, fez com que ele se endurecesse um pouco e se tornasse alguém capaz de enfrentar todos os desafios que lhe são postos ao longo do enredo.

"Dica de etiqueta: para saber a hora certa de ir embora de uma festa, o momento é quando o anfitrião gritar 'Ninguém sai daqui vivo'" (p. 202).

    O que mais me cativa nos livros infanto-juvenis de Rick Riordan é a forma como ele "amarra" bem os fatos da mitologia. Nesse caso, a mitologia nórdica é tratada – ele dedica o livro à Tolkien por tê-lo introduzido nesse universo – e toma proporções diferentes das vistas na cultura pop, que conquista tantos jovens, mesmo sendo cheia de referências atuais (como as músicas da Selena Gomez que a espada de Magnus, Jacques, ama cantar). Ele resgata a mitologia antiga e bruta, com a história dos deuses grandes em contraste com os deuses menores – cada um com seu próprio espaço. Relatar a personalidade dos deuses de forma divertida dá o toque de originalidade que uma série desse tipo necessita.
    Todos os personagens são tratados de forma igualmente cativante e original – tanto quanto Magnus. Em O Martelo de Thor, temos a volta de personagens que se fizeram presentes no primeiro livro: Samirah, a muçulmana valquíria filha de Loki; Hearthstone, o elfo surdo-mudo; Blitzen, o anão filho de Freya apaixonado por moda; além dos amigos einherjar (heróis que morreram com bravura na Terra) que se hospedam no mesmo andar que Magnus em Valhala. Nessa nova aventura mais uma personagem entra na jogada: Alex, filha(o) de Loki que tem gênero fluido, ou seja, algumas vezes é garota e outras, garoto. Parece um pouco confuso no início, mas é impossível não se apegar ao gênio forte e cheio de atitude desta personagem. A grande questão que paira por todo o enredo é: será que ela(e) é mesmo confiável ou está trabalhando o tempo todo para o pai infiltrada(o) em Valhala?
    Falar sobre os personagens me lembra também outra questão que é muito relevante nas histórias de Riordan: a criação de personagens que inspiram representatividade. Para quem leu Heróis do Olimpo pôde ver a homossexualidade retratada em um dos personagens, bem como uma filha de Afrodite (deusa grega da beleza) que não se preocupava com beleza e um filho de Júpiter (deus romano equivalente à Zeus, o deus grego dos ventos e trovões) que não era tão resistente como se esperaria. Com a série do Magnus não foi diferente. Além de mostrar uma muçulmana aceitando a existência de deuses nórdicos e ainda mantendo sua fé, também trabalha o fato de um anão (tendo em mente que a tradição dos anões é que sejam ferreiros) ter talento para moda e um elfo que se comunica em linguagem de sinais por não poder ouvir em falar - e isso deu uma ótima perspectiva para os diálogos. E ainda, nesse novo livro, pôde mostrar uma personagem que representa a transgenia.
 
"Meu cérebro se recusou a sair da minha cabeça. Que falta de consideração!" (p. 264).


Oi, gente! Olha só quem, depois de dois anos de estagnação, voltou. Quem pensou na coluna "Quotes de Quarta", acertou em cheio. Para quem não lembra, a intenção é total e puramente de compartilhar com vocês trechos incríveis de nossos livros preferidos, certo? Então vamos lá!

"Honestamente, não entendo como os humanos acabam assim. Eles são as únicas criaturas no planeta que pensam que deveriam ser felizes. Eles se preocupam com dinheiro e com seu futuro e com sua herança. Eles se preocupam com a guerra e a doença e a morte. Eles se preocupam com sexo e amor e relacionamento. Mas se preocupam principalmente com o fato de não estarem felizes."
Desastre, S.G Browne.


"Meu amor, meu precioso amor. Você é minha bênção suprema, capaz de destruir todos os mes vícios, de reafirmar todas as minhas virtudes... você é a minha salvação. Só você se deitou ao meu lado sem nenhum véu e, sem se dar conta, me ajudou a cruzar o abismo, dando-me forças para fazer o que agora fiz."
Inferno, Dan Brown.


"Não era um tanto esquisito ela não saber quem era? E também não era uma injustiça o fato de ela mesma não poder determinar a própria aparência? Isto simplesmente lhe tinha sido imposto ao nascer. Seus amigos, estes sim ela talvez pudesse escolher, mas não tinha tido a chance de escolher-se a si própria. Não tinha sequer decidido ser uma pessoa."
— O Mundo de Sophia, Jostein Gaarder.


Livro: Cujo
Autor: Stephen King
Editora: Suma de letras
Páginas: 373
ISBN: 978-85-5651-025-9
Sinopse: Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Nos limites da cidade, Cujo - um são-bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber - se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde acaba sendo mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe, e como destrói a vida de todos à sua volta, é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionante de Stephen King.

Stephen King é um escritor americano reconhecido como um dos mais notáveis escritores de horror fantástico e ficção da atualidade. Recentemente publicou a trilogia Bill Hodges, além de ter autoria sobre os clássicos 'Salem, Carrie, a estranha, Misery: Louca obsessão, Eclipse total, O iluminado, It — a coisa, entre muitos outros. Sua obras já venderam quase 400 milhões de cópias, com publicação em mais de 40 países. É o nono autor mais traduzido do mundo e grande parte de suas obras foram adaptadas para o cinema.

    Cujo foi escrito em 1981 e tem como cenário uma pequena cidade da zona rural do Maine, Castle Rock. Nesse lugar, na década de 1970, aconteceu uma história de horror que marcou o lugar e todos os habitantes da região. Um serial killer entrou em ação e matou mulheres e crianças até que enfim, se matou. Todos achavam que podiam descansar em paz, mas não Tad Trenton, um garotinho de apenas 4 anos que tem um monstro em seu closet. Todas as noites, antes de dormir, o monstro abre a porta do closet e o observa com seus olhos vermelhos. Para Tad, o monstro é horrendo e está a poucos passos de pegá-lo. Para seus pais, Donna e Vic, o monstro se trata de um ursinho sobre uma pilha de cobertores.
    Os Trenton parecem ter uma vida perfeita e feliz: Donna e Vic são um jovem casal que nunca teve uma crise no casamento e são apaixonados um pelo outro, têm um filho lindo, uma boa casa e uma vida tranquila. Mas nem tudo permanece tão bem assim. Donna passa a se sentir muito triste e com medo quando está sozinha em casa. Em pouco tempo, ela está construindo uma perigosa relação extraconjugal com Steve Kemp, um homem violento e egocêntrico. Enquanto isso se desenrola e Donna passa a ser dominada pela culpa, Joe Camber conserta carros e mantém sua fama de bom mecânico — apesar da sua brutalidade constante — além de sustentar sua família: Charity, sua esposa, e Brett, o filho deles, além do agregado cachorro de estimação, Cujo, um são-bernardo enorme e muito manso.
    Vic já viu como Joe trabalha bem quando, certa vez, precisou de seus serviços. Quando o Corcel de Donna passa a apresentar problemas, seu marido logo pensa em mandar o carro para a oficina de Joe. Porém, sua cabeça vira um turbilhão e não há tempo de pensar em ligar para o mecânico quando recebe um bilhete de Steve assumindo ser o amante de Donna e, ainda por cima, a empresa de publicidade que Vic mantém com seu amigo, Roger, está enfrentando sérias dificuldades. Com tantas coisas o atormentando, Vic viaja para Boston. No tempo em que está fora, Donna percebe que seu carro precisa seriamente de um conserto. Ligando para a casa dos Camber, que, estranhamente, não atendem as ligações, Donna resolve ir até lá junto com Tad. Qual não é sua surpresa quando, chegando na casa deserta de Joe, seu carro morre ao mesmo tempo em que o monstro do closet de Tad surge para atormentá-los na forma de um cão.

    Qualquer livro de Stephen King é um atrativo e tanto para mim. Quanto mais obras leio do autor, mais me interesso por outras. São diversas facetas que ele mantém com uma fórmula perfeita em sua escrita contundente — e ela quase sempre funciona. Apesar de comumente ser classificado como Mestre do Terror, Mestre do Thriller Psicológico, entre outros títulos, não vejo King dessa forma — apesar de seus grandes sucessos serem classificados nesse gênero —, pois o autor tem muitos ângulos e é capaz de surpreender em muitos deles. Porém, é via de regra o quanto seus livros mexem com o psicológico do leitor, portanto, sempre que pego uma obra de King para ler, espero algo eletrizante, que me tire da zona de conforto e talvez me deixe ter um sono conturbado à noite. Com Cujo não foi diferente.
    O narrador é em terceira pessoa e onisciente. Tem como foco narrativo todos os personagens importantes para a trama — não sendo necessariamente os protagonistas — e adentra em seus pensamentos mais profundos e loucos, revelando seus medos e desejos. Talvez por isso as obras de King sejam classificadas como assustadoras: ele mostra alguns lados do ser humano, que nós, pertencentes à esta espécie, preferimos ignorar. Em suma, ele mostra o lado selvagem. E não apenas dos humanos, mas também dos cachorros. Neste caso em especial, de um são-bernardo chamado Cujo.
"O medo era um monstro de dentes amarelados, criado por um Deus enfurecido para devorar os incautos e os ineptos" (p. 59).


Olá, queridos leitores! Este é o último post da Semana Especial Rick Riordan que a Editora Intrínseca promoveu (confira aqui o primeiro post e o anterior!). 

Hoje a publicação é livre e podemos trazer para vocês qualquer conteúdo relacionado ao autor Rick Riordan e seus livros. Então, para continuar no mesmo ritmo de perguntas e respostas que ocorreu ao longo da Semana, escolhi a TAG Percy Jackson para que conheçam um pouco mais da série Percy Jackson e os Olimpianos (PJO). Ela foi criada pelo Leandro de Palavras de um Leitor e se divide em duas partes. Confiram:

PARTE 1: SOBRE A SÉRIE

1- Qual seu livro preferido da série?
O Último Olimpiano. Foi o livro mais marcante porque, além de ser o desfecho, também foi o que mais me arrancou lágrimas e gargalhadas (tudo ao mesmo tempo), e, claro, me deixou com os nervos à flor da pele.
2- Qual sua capa favorita?
A batalha do labirinto.
3- De qual deus grego você é filha?
Atena (veja a resposta completa a essa pergunta no terceiro post da semana).
4- Um ser fantástico da série que você gosta?
O centauro. Bem, escolho mais especificamente Quíron, o responsável por treinar os heróis no Acampamento Meio-Sangue e um ser histórico por ter participado do treinamento de famosos heróis, como Hércules. Além do mais, ele é símbolo do meu querido signo, sagitário, justamente pela garra e valentia que possuem.
5- Qual sua cena preferida do filme O ladrão de raios?
É durante a primeira prova de Percy no Acampamento, caça a bandeira. Ele enfrenta a durona Annabeth e depois de apanhar muito dela na luta de espada, recebe os poderes de seu pai através da água. Então ele se ergue e dá o troco merecido a filha de Atena.
6- Qual seu personagem preferido da série?
Grover Underwood. Ele é quem alivia o clima quando tudo está tenso e é sempre muito fiel aos seus amigos.
7- Qual personagem mais chato da série?
Annabeth Chase chegou perto de ser a resposta desta pergunta, se não tivesse me conquistado em Heróis do Olimpo. Então a vez ficou para a líder do Chalé de Ares e metida a valentona, Clarisse La Rue.
8- Qual sua cena preferida do filme O mar de monstros?
Essa é uma pergunta difícil de ser respondida, já que o filme foi catastrófico para quem leu o livro, e foi o que pôs fim à franquia. Mas gosto da parte em que Grover aparece de noiva em total desespero. Pobrezinho.
9- Personagem que traria para o mundo real?
Grover, para me trazer uma dose de diversão por dia. Não seria ruim ter um amigo como ele (e quem sabe poderia me mostrar o caminho para o Acampamento).
10- Personagem que traria de volta à vida?
SPOILER!
Bianca Di Angelo, minha xará. Isso deixaria seu irmão, Nico, muito mais feliz.
11- Qual o melhor intérprete dos filmes?
Logan Lerman e Alex Daddario foram ótimos em manter um bom foco nos filmes, mas essa bola fica com Brandon T. Jackson, que interpretou o Grover. Realmente soube incorporar muito bem o personagem.
12- Qual seu filme preferido?
Sem dúvidas, o primeiro.
13- Parte mais emocionante dos livros e/ou filmes?
Dos livros, a luta final de Percy contra Luke (onde Annabeth tem uma participação emocionante e a coisa toda termina de forma a arrepiar todos os pelos do corpo). Dos filmes, quando Thalia é transformada em pinheiro na Colina Meio-Sangue para salvar seus amigos.


Olá, leitores! Este é o quarto dia da Semana Especial Rick Riordan (veja aqui o post anterior!) e hoje responderei a pergunta:

Mitologia Nórdica ou Grega?

Percy Jackson e os Deuses GregosA sorte do agoraAlém dessas duas, Riordan também trabalhou com a mitologia romana e egípcia (Heróis do Olimpo e As Crônicas dos Kane). Entretanto, mesmo as incluindo nessa resposta, irei escolher a mitologia grega. Foi a primeira que tive contato dentre esses mitos antigos e que hoje fazem parte de todo o arcabouço cultural europeu. Li sobre mitos gregos desde muito jovem e me acostumei com a presença de cada um deles. Bom, fiz a minha escolha, mas reconheço que a mitologia nórdica também é muito incrível - como se pode perceber na mais recente série de Riordan: Magnus Chase e os deuses de Asgard.


E quanto a você: qual sua mitologia preferida? Deixem nos comentários e não esqueçam de conferir o post de amanhã!


Olá, leitores! Neste terceiro dia da Semana Especial Rick Riordan (veja aqui o post de ontem!) temos em pauta as seguintes perguntas:

Quem é seu deus favorito? Você é filho de quem? Quais são os seus personagens queridos?

    Bem, meu deus favorito, em primeiro lugar, faz parte da mitologia grega. Em segundo lugar, também é o deus de quem sou filha. E em terceiro lugar, não é deus – é deusa. Senhoras e senhores, estou falando da deusa da justiça, sabedoria, habilidade, civilização, inspiração, artes, força, matemática e estratégias de batalha. Rufem os tambores para Atena, filha de Métis e Zeus e uma das componentes dos Doze Olimpianos.
    Atena (na imagem ao lado, retirada de um dos filme da franquia Percy Jackson e os Olimpianos) é uma deusa conhecida por ter ajudado muitos heróis dos mitos com seu senso de justiça e outras habilidades. Mas nem sempre foi tão justa assim (é só recordar o mito de Aracne...), então confesso que foi depois de realizar o teste no livro Os Arquivos do Semideus que passei a ver Atena de forma positiva. Além disso seu mito é encantador, como pude constatar através da incrível narração em Percy Jackson e os Deuses Gregos, também de Riordan.


Olá, leitores! Este é o segundo post da Semana Especial dedicada ao escritor Rick Riordan e suas obras (confira o aqui o post anterior!).
Hoje responderemos a seguinte pergunta:

Qual é a sua série preferida? Por quê?

  Todas as séries de Riordan são encantadoras para mim, e cada uma tem sua originalidade que sempre me conquista. Mas a primogênita, Percy Jackson e os Olimpianos, tem um lugarzinho especial no meu coração. Justamente por ter sido a primeira, ela se tornou tão especial. Foi através daqueles livros que pude conhecer o mundo da mitologia, que me surpreendi ao descobrir a peculiaridade dos deuses gregos e li as melhores descrições do incrível Acampamento Meio-Sangue (assim como sua evolução) – no qual sonho ir até hoje! Também foi nessa série que todos vimos o amadurecimento de Percy, o semideus que se tornou tão marcante quanto Perseu na literatura atual, e pudemos amadurecer com ele. Li, reli, e leria mais mil vezes com muito prazer!

Ilustração de "Percy Jackson e os Olimpianos".
E quanto a vocês, leitores, qual a série que mais gostam de Rick Riordan? Nos contem nos comentários e não esqueçam de conferir o post de amanhã!


Olá, leitores! Hoje iremos dar início a Semana Especial Rick Riordan que a Intrínseca, responsável pela publicação dos livros do autor no Brasil, está possibilitando conhecer um pouco mais sobre ele e suas obras!
Para esta segunda-feira, temos as seguintes perguntas:

O que você falaria para alguém que ainda não leu nenhum livro de Rick Riordan?
Por que deveriam conhecer as obras do autor?
O que você sentiu quando leu Rick Riordan pela primeira vez?

    A primeira coisa que falaria para alguém que ainda não leu os livros de Riordan seria um "leia" muito imperativo e imponente! Mas há que se considerar todos os elementos que envolvem os enredos dos livros dele. Fantasia mesclada com a mitologia e ainda por cima a famosa jornada do herói, que ocorre em todas as séries do gênero.
   Percy Jackson e os Olimpianos, a primeira série infanto-juvenil sobre mitologia de Riordan, recebeu algumas críticas que a comparavam com a aclamada série Harry Potter, de J.K Rowling. Bem, não é de todo errado. Percy segue o mesmo padrão de jornada que Harry – um mocinho que descobre os seus poderes e os treina em um lugar apropriado, onde não só vive muitas aventuras, como também faz vários amigos –, mas não é exclusividade de nenhuma das duas séries utilizar essa fórmula, que é a mais convencional para livros do tipo. Podem ser encontradas em séries muito mais antigas e tem dado certo desde então. Porém, essa comparação serve como uma boa referência: quem gosta de histórias ao gênero Harry Potter, provavelmente também se interessaria pelas séries de Riordan. Além disso, é uma ótima forma de conhecer mitologia, já que esse é o grande diferencial das histórias dos livros escritos por ele.

Série "Percy Jackson e os Olimpianos"
    O primeiro livro que li de Riordan foi A Maldição do Titã, o terceiro livro da série Percy Jackson e os Olimpianos. Sim, sei que não é muito interessante começar uma série de cinco livros pelo terceiro. Mas foi o que encontrei na hora. Peguei emprestado com um amigo. Já tinha conhecimento da série, mas confesso que não a via com muito interesse por soar como algo infantil demais (essa visão só se fortaleceu porque li resenhas que não favoreciam as obras). Como a recomendação do amigo que me emprestou o livro foi muito forte, resolvi dar uma chance e não me arrependi. Foi um livro que quebrou alguns paradigmas que eu havia construído. Eu via a mitologia com grande respeito e admiração, como algo que se inseria na cultura e deveria permanecer intacto. Ao ler a série, pude ter uma visão divertida de todos os mitos, algo que eu não imaginava que fosse possível e achei isso maravilhoso, principalmente a forma como os deuses foram humanizados, tendo todos os seus erros e acertos expostos, mostrando que eram tão falhos quanto os próprios humanos que os veneravam. A partir daí, cada livro de cada série me proporcionou um novo encanto e me fez viajar por esse mundo fantástico das mitologias antigas.

E quanto a você, leitor(a)? Gostou da proposta de uma semana inteira dedicada a este escritor tão querido? Deixe nos comentários o que acharam e sintam-se à vontade para responder as perguntas também! E não esqueçam: amanhã terá mais!


Livro: Serial Killers — Sombrio
Autor: Fernando Drummond
Editora: Biblioteca 24 horas
Páginas: 729
ISBN: 9788541610827
Sinopse: "(...) Seu destino cruzou com os de Liana e Felipe naquele sábado, no fim da manhã. Durante a tarde, Paulo Marques e Roberto, mais conhecido como Champinha, aproveitaram o sábado de sol para caçar tatus na mata, como de costume. Ao cruzar novamente com o casal, Paulo perguntou a Champinha 'quem era a gostosa?' (...)". Esta e outras muitas histórias verídicas estão neste primeiro volume da Trilogia do Mal. Todas elas foram dissecadas através de muitas horas de entrevistas, filmes, pesquisas de campo em hospitais psiquiátricos, religiões e seitas, pesquisas na internet e em documentos, jornais e documentários e inúmeros livros. Este intenso trabalho foi realizado para que o mais leigo leitor possa compreender este fenômeno mundial e que os amedrontará a cada página que virarmos desta obra.

Fernando Drummond é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sua grande paixão avassaladora sempre foi escrever. Prova disso foi um prêmio recebido aos dezessete anos de idade, no ano de 2001, tendo seu texto editado como livro pelo Ministério da Cultura, pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Jornal Folha Dirigida. Ele ainda administra o próprio blog: http://blogdodrummond.com.br/

   O primeiro volume desta trilogia, Sombrio, faz uma análise profunda da mente e das ações de Serial Killers de forma geral e individual, usando como exemplo fatos marcantes que ocorreram na vida real. Se trata de uma obra que busca tocar em todos os pontos que um assunto dessa dimensão envolve, passeando pelas áreas da psicologia e psiquiatria, jurídicas, sociais e filosóficas.
   Inicialmente, Drummond se debruça sobre a mente humana para depois fazer o paralelo com a mente dos assassinos em série. Além disso, também busca uma compreensão da sociedade com o velho dilema que provoca divergências entre profissionais da área da saúde e da sociologia: o homem nasce mau ou se torna mau? O livro não tem respostas exatas para tais perguntas, nem se atreve a isto. O único objetivo é abordar todas as visões possíveis e ampliá-las ao nível da obra.
   Em contraste com as análises apresentadas, Drummond embasa todas em fatos reais, criando a própria narrativa dos casos. Neste primeiro livro ele trata de casos polêmicos como do Zodíaco, do Vampiro de Düsseldorf, da Condessa de Sangue, do Estrangulador de Viena, e, do tão famoso Jack, o estripador. Como se não bastasse, Drummond ainda complementa com o retrato de serial killers nos produtos audiovisuais, analisando filmes e séries renomados.

"A eterna luta do bem contra o mal pode ser definida como uma briga desesperada do ser humano em encontrar seu lugar no universo que busca compreender". (p. 292.)


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Oi, gente!!! Tudo bem com vocês? Hoje nós estamos aqui para divulgar um livro que tem uma premissa incrível e que é fortemente indicado para aqueles que adoram diários, relatos de memórias e projetos literários bastante idiossincráticos.  Da autora Juliana, conheçam: Castelo da Lara.

Bem-vindo!
Sinopse:Você provavelmente não me conhece. E talvez nem esteja tão interessado. Mas se chegou até aqui merece saber um pouquinho, concorda? Este blog servirá para eu mostrar tudo o que se passa na minha vida e no lugar onde moro. Se você leu o título dele sabe do que estou falando. Sim…eu moro num castelo. Agora você deve estar se perguntando: quem mora num castelo além da realeza? Calma! Eu não sou da realeza, apenas vivo num castelo. Já dá para você perceber que não sou uma garota normal, correto? Na verdade não sou mesmo. Ninguém que nasça num castelo pode ser normal. A minha diferença para da família real é que eu posso sair sem ver multidões atrás de mim e flash a todo tempo. Mas, eu ainda moro num castelo. Nem sei o que é não viver nele. É tão normal pra mim, o espaço, as pessoas que nele trabalham, as flores, os animais. Enfim, vivo igual a outra pessoa. Só que…isso mesmo! Você já sabe. Eu não vou falar logo tudo de mim para ter mais emoção. Aí você vai ler tudo e nunca mais voltará. A minha ideia não é essa. Quero você aqui comigo compartilhando dos meus momentos bons e ruins. Tenho muita coisa para contar. E você com isso, não é? Deve ser isso que você está pensando. Bem, na verdade eu não sei. Mas se você leu até aqui é porque está interessado ou porque não tem coisa melhor para fazer. Prefiro ficar com a primeira opção. Afinal, o que deve ter de tão interessante em uma garota com mais de 20 anos que vive num castelo? Para mim não tem nada demais, por enquanto… Te digo que estarei aqui todos os dias, tentando vir mais de uma vez por dia. Caso queira voltar, os portões estarão abertos. Caso contrário, um dia você ainda saberá de toda a minha história. Até lá, beba um bom café e leia um bom livro. Então, você já sabe que eu sou a Lara…que vive num castelo. Bom saber.

Acesse o site para conhecer a obra literária: www.castelodalara.com 

S O B R E  A  A U T O R A
Juliana é professora e amante de livros desde pequena. É fanática por Harry Potter e não larga o seu kindle. Mas sempre tem um livro em mãos porque acha que é a melhor sensação do mundo poder virar cada página além de sentir o cheiro de livro novo. Sempre sonhou em um dia poder escrever algo que as pessoas se interessassem e as prendesse querendo saber mais e mais. Escrever um livro não é algo fácil no Brasil. Autores independentes não tem muita ajuda para iniciarem a sua carreira, por isso a ideia de criar um blog contando a história por meio de um diário da personagem. Assim a interação com o leitor é muito mais interessante e fácil. As trocas de informações podem acontecer a qualquer momento, com até mesmo a colaboração com o blog-livro-diário.

Muito linda a ideia e o trabalho da Juliana, não acham? Nós recomendamos muitíssimo o Castelo da Lara e temos a total certeza de que essa obra irá agradar a grande maioria de vocês. Deem uma chance e conheçam esse universo!


Livro: As Cores da Vida
Autor (a): Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
ISBN: 978-85-8041-595-7
Sinopse: As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, o amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, na verdade são inseparáveis. Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho da família e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza. Mas, sendo a melhor advogada da cidade, ela está determinada a lhe provar seu valor. Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade de todos – ainda que esconda os próprios problemas. E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração grande e indomável e é adorada por todos. Parece que em sua vida tudo dá certo. Até que um forasteiro chega à cidade... Então tudo muda. De uma hora para a outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e um crime abala a cidade, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.

👩 Kristin Hannah é autora de mais de 20 livros, que já ultrapassaram 12 milhões de exemplares vendidos no mundo. Ela largou a advocacia para se dedicar à sua grande paixão: escrever. No Brasil, já publicou Jardim de Inverno, Por Toda a Eternidade e O Lago Místico (Novo Conceito) e pela Editora Arqueiro, Quando você voltar, Amigas para sempre e O Rouxinol, que está sendo adaptado para o cinema pela TriStar Pictures. Ela tem um filho e mora como o marido em Bainbridge Island, noroeste dos Estados Unidos.    

   Em As Cores da Vida, temos três personagens principais: Winona, Aurora e Vivi Ann. As três irmãs Grey perderam a mãe muito cedo e por isso foram criadas pelo pai. Por causa da perda, elas se tornaram melhores amigas, encontrando uma nas outras forças para enfrentar os problemas da vida. São, na mais básica definição, mulheres totalmente diferentes unidas por laço sanguíneo. Família, contudo, é o laço mais importante para elas. Colocar a família em primeiro lugar é prioridade para as Grey.
   Cada uma tem uma vida totalmente diferente. Winona é o porto seguro das irmãs. Formada em Direito, vive sozinha e é atormentada por estar acima do peso e solteira. Aurora é a pacificadora, quecasada e com filhos, vive um casamento infeliz e caído a rotina. Vivi Ann é a aventureira, amada pelo pai e apaixonada por cavalos — como a mãe. A jovem também é uma verdadeira estrela, e uma noiva que tem tudo o que quer — menos uma amor verdadeiro. A vida das Grey, apesar de tudo, não ia nada bem, e os problemas só estavam começando. A fazenda que viveram a vida toda está cheia de dívidas, e não é só isso, as terras que seu pai tanto amava estão falindo. 
  É então que Vivi Ann tem uma grande ideia,  vista com desvalor e sem fé por Aurora, num ataque de inveja por não ter pensado no mesmo antes e por achar absurda a ideia. O pai delas, como já sabemos, tem Vivi como a favorita, e por isso logo concorda com ideia da filha. Contudo, para colocar o plano em prática, as irmãs precisam de ajuda. Precisam de alguém para ajudar na parte pesada do serviço. É então que conhecemos Dallas, um índio misterioso que vai trabalhar na fazenda dos Grey, contra a vontade de todos — menos de Vivi Ann. A jovem está noiva de Luke — mas nem sabe que sua irmã, Aurora, é perdidamente apaixonada pelo rapaz —, mas acaba se interessando por Dallas. Estão esperando por intrigas, invejas e ciúmes? Pois preparem-se. Agora as coisas vão se esquentar ainda mais. 

"Algumas coisas não podiam ser esquecidas, mesmo com muito esforço. Humilhação. Perda. Inveja. Eram emoções que ficavam surgindo na superfície. No Final, é muito cansativo mantê-las escondidas."


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