Em um planeta em que a violência e a vingança dominam, em uma galáxia na qual alguns são favorecidos pelo destino, todos desenvolvem donscorrentes, um poder único destinado a moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia de seus donscorrentes, Akos e Cyra não. Seus dons os tornam vulneráveis, à mercê do controle dos outros. Eles conseguirão reclamar seus dons, seus destinos e suas vidas e trazer de volta o equilíbrio para esse mundo?
Cyra é a irmã do brutal tirano que governa o povo Shotet. O domcorrente de Cyra lhe dá dor e poder, algo que seu irmão explora, usando-a para torturar seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que apenas uma espada nas mãos de seu irmão: ela é resiliente, ágil com os pés e muito mais esperta do que ele imagina.
Akos é da pacífica nação de Thuve e sua lealdade para com sua família é ilimitada. Embora protegido por seu domcorrente incomum, Akos e seu irmão são capturados por soldados Shotet inimigos, e Akos se desespera para tirar seu irmão com vida dessa cilada, não importa qual o custo. Quando Akos é levado para o mundo de Cyra, a inimizade entre os seus países e famílias parece insuperável. Eles devem decidir ajudar uns aos outros para sobreviver, ou para destruir um ao outro.
A autora da série distópica Divergente, Veronica Roth, liberou a capa de sua nova duologia. O primeiro livro chamará Carve the Mark (Esculpir a marca, em tradução livre) e deverá ser lançado nos EUA em Janeiro de 2017. Contudo, a Rocco, que publica os livros da autora aqui no Brasil, ainda não se manifestou. Confira abaixo a capa e a sinopse.
Gostaram da novidade? Estamos ansiosíssimos quanto ao pronunciamento de o livro ser ou não publicado no Brasil. E vocês?
Livro: Rebelde
Título Original: Rebel
Autor (a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
Páginas: 336
ISBN: 9788501402206
Sinopse: O segundo volume da série Reboot, best-seller do New York Times. Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot. Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.
DUOLOGIA "REBOOT"
2. Rebelde
Amy Tintera cresceu no Texas e graduou-se em jornalismo pela Texas A&M University. Mudou-se para Los Angeles após se especializar em cinema, mas descobriu que não gostava de trabalhar na indústria cinematográfica e voltou para sua primeira paixão: escrever. Pode ser encontrada com frequência olhando para o espaço e inventando formas de seus personagens escaparem da morte. Para escrever Reboot, seu romance de estreia, inspirou-se em diversas séries de TV, entre ela Dexter, The Walking Dead e Buffy, a caça-vampiros. Você pode visitá-la em www.amytintera.com
Rebelde é continuação do romance distópico de estreia de Amy Tintera, Reboot, que narra a história de um mundo pós-apocalítico aparentemente sendo destruído por um vírus. Até que descobre-se que esse vírus, na verdade, não mata, mas deixa as pessoas num estado de coma — sendo prático —, e quando as mesmas retornam a vida, se reiniciando (daí o nome Reboot), elas, parafraseando a Letícia, que resenhou o primeiro livro aqui no blog, retornam mais fortes, ágeis e quase invencíveis, mas a grande consequência é a perda da humanidade; quanto mais tempo alguém fica morto, mais forte ele retorna, mas também mais frio.
Wren é uma das reboot mais forte de que se tem conhecimento, pois ficou morta por 178 minutos, despertando quase que com nenhum tipo de emoção humana. Era o tipo de soldado perfeito, se não tivesse conhecido Callum, um reboot que ficou morto por 22 minutos, e que lhe mostrou que era possível ter uma vida aparentemente humana, por assim dizer, mesmo na situação em que ela se encontrava. Tendo convencido Wren de tais pensamentos, Callum foge com ela do CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, responsável por capturar humanos rebeldes e treinar os novos Reboots, para uma reserva, no meio do deserto, de reboots fugidos da Corporação.
Callum e Wren acham, de início, que é um bom lugar para viverem em paz e segurança, mas o que lhes é apresentado é algo totalmente diferente. O líder da reserva, Micah, se mostra uma pessoa totalmente diferente, cruel e vingativa, o que já era de se esperar, em virtude de suas características reboot. O líder tem a intenção de exterminar todos os seres humanos da Terra — os que estão vivos ainda, claro —, e em meio a tantas desventuras, Wren e Callum só possuem duas alternativas: se aliarem a Micah em sua missão cruel, ou protegerem aqueles que tanto os odeiam — os humanos, — se tornando assim rebeldes.
Eu sou uma pessoa fanática por distopias. Em virtude de nossas atitudes pessoais e de nosso atual cenário mundial, a distopia tem sido um pensamento muito difundido e que trabalha com uma realidade inteiramente importante e com possibilidades de acontecer. Dentre todas as coisas, o que mais chama atenção nesse tipo de pensamento filosófico, quando junto a ficção, é a atitude dos personagens, que muitas vezes fazem um contraste realista com nossos pensamentos. Isso não poderia ser diferente em Rebelde. Conheci a duologia de Tintera quando foi lançado o primeiro livro, e, quando percebi que todos estavam gostando, não hesitei em ler e me apaixonar por mais essa obra de qualidade incontestável.
Quem já é fã de Divergente, Jogos Vorazes, Maze Runner ou outros bestsellers distópicos, sem dúvida alguma irá gostar muito de Reboot e Rebelde, mas é preciso, sobretudo, saber diferenciar as coisas. Os livros citados possuem um pensamento filosófico idêntico, mas as realidades trabalhas são diferentes. Daí a importância de se ler Rebelde, ou Reboot, como algo novo, não como se fosse uma cópia de Divergente, por exemplo, ou até mesmo parecido. Cada obra é uma obra, e a dosagem certa de expectativas sempre é crucial na hora de ler um livro — principalmente em virtude do tema tão maçante.
Sobretudo, eu diria que Rebelde, assim como seu antecessor, trabalha com inovações, o que me agradou bastante, em virtude dos típicos clichês. A narração acontece novamente em primeira pessoa, com a exceção de que agora temos a intercalação entre a ótica de Wren e a de Callum, o que não poderia ter sido melhor. Acredito que quanto mais pontos de vistas pudermos acompanhar, em determinada história, melhor é o resultado tanto de nossa compreensão, quanto do andamento da trama. Os capítulos alternados são bem curtos, leves e dinâmicos, o que proporcionou-me uma leitura rápida e agradável. A escrita da autora também chama muita atenção, o que é louvável, em virtude de ser sua duologia de estreia. O melhor ponto trabalhado pela autora são as cenas de ação, descritas com um teor elétrico significativo. Resumindo: é, sim, uma excelente distopia!
"Eu não me importava.
Eu não me importava.
Eu não me importava.
E deixei escapar um grito de frustração ao soltar seu pescoço, curvando-me ligeiramente para trás... Passei uma das mãos pelos olhos e percebi que estavam úmidos... Pensei em matá-lo, mas desisti novamente, sendo vítima da mesma sensação nojenta. Eu poderia matar alguém simplesmente por ser mais forte? Eu era esse tipo de pessoa?
Não. Eu não era esse tipo de pessoa."
Quando a Letícia leu Reboot, ela disse que o que mais lhe chamou atenção foi a forma como os fatos são desenvolvidos, e eu, particularmente, posso tomar essa como uma opinião também minha. Rebelde possui uma essência muito próxima do primeiro livro, e o formato duológico talvez tenha contribuído para isso, em virtude de que, geralmente, os autores tendem a se perderem pelo caminho que é a escrita de um livro. Mas eu não diria que isso aconteceu em Rebelde. As inspirações da autora também não foram ruim, hein? Segundo ela, The Walking Dead e Dexter, por exemplo, lhes foram fundamentais para formular as ideias para os dois livros. Acho que já deu pra sacar que esse reboots que morrerem e depois surgem mais forte podem ser facilmente comparados com os mortos-vivos de TWD, certo?
Os personagens também são um ponto extremamente importante e que ganham ainda mais destaque nesse segundo livro. Não há uma construção tipicamente bem elaborada neles, mas algo suave, somente o que realmente se faz necessário para o bom andamento da trama, e isso é um dos pontos que a deixam ainda mais rápida e elétrica, que nesse caso foi um fato visto por bons olhos. Não é todo autor que consegue criar um ritmo rápido e que seja bom, ao mesmo tempo.
Wren e Callum formam na trama um casal muito bem construído, e em Rebelde essa construção se dá de modo ainda mais intenso, visto que a autora nos permite conhecer melhor os dois em suas desventuras e tomada de decisões distópicas. O que continua interessante é que não se trata de um casal meloso, perfeito. Mas de duas pessoas errôneas, que, através de seus erros e acertos, se completam de forma única. Quem gostou de Tris e Tobias ou até mesmo do romance sem pé nem cabeça de Katniss e Peeta, vai, sim, gostar muito desses dois personagens. Tenham fé!
A edição é compacta, assim como a do primeiro livro, e, inclusive, tem quase o mesmo número de páginas. É o tipo de edição que prova que o segredo muitas vezes está na simplicidade, visto que há um contraste opulente esse essa característica e o que vem a ser o belo. A capa é toda preta, com fontes e detalhes em branco e azul, novamente com uma frase de impacto e um relógio analógico com destaques para os números que formam o tempo em que Wren ficou morta, 178 minutos. As fontes do design interno são agradáveis e sobrepostas a um papel off-white. Não encontrei erros de revisão e acredito que a tradução conseguiu manter muito bem o estilo da autora. Só parabenizações a editora Galera Record.
É uma história tão fechadinha, sem desvios, que é até difícil dizer que não gostei de algum fato. Na verdade, é difícil porque eu realmente gostei muito de toda a estrutura que compõe o livro. Acredito que eu, e os demais fãs de distopias, mereçamos algo inovador, bom e bem feito. E foi esse o presente que Amy Tintera nos deu. Ela fez maravilhas num mundo onde aparentemente tudo era improvável. Quem adora o gênero/pensamento pode ler e se deliciar sem qualquer preocupação. É um ótima distopia, que nos faz pensar muito sobre nossas ações e atitudes. Eu recomendo! Ah, e o filme ganhará um adaptação cinematográfica em breve.
Primeiro parágrafo do livro: “Wren estava em silêncio. Permanecia ao meu lado, completamente parada, olhando para a frente, com aquele mesmo olhar de tantas ocasiões, como se estivesse ou incrivelmente feliz, ou planejando matar alguém. De qualquer forma, eu adorava aquilo.”
Melhor quote: “Todos me conhecem pelo número de minutos em que estive morta. Eles pesam que isso define quem sou. Pensam que podem me controlar. Eles estão muito engados.”
Foi revelada nos Estados Unidos a capa do décimo-primeiro livro da série de Jeff Kinney, Diário de Um Banana, uma das séries infanto-juvenis mais famosas do mundo. No Brasil, a Vergara e Riba já comunicou aos fãs da série que o livro será publicado em nosso país, mas não deu demais detalhes. Nos Estados Unidos, o lançamento acontece em Novembro, e 2017, ano de comemoração de dez anos da série, poderá conter muitas surpresas. Confiram o pronunciamento da V&R.
Eu, como fã da série, já estou aguardando ansiosamente! Quem aí também adora as desventuras de Greg?
A Galera Record divulgou a capa do mais novo livro dos nossos queridos booktubers brasileiros.
Já está em pré-venda na Livraria Saraiva o livro “O Amor Nos Tempos de #Likes“, dos booktubers Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira (Pedrugo). O lançamento está previsto para o Dia Dos Namorados.
Sinopse: Quatro grandes booktubers se unem em uma coletânea que reinventa contos românticos na era digital.Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em O Amor nos tempos de #likes, quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital.Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam Orgulho e Preconceito (Pam Gonçalves), Dom Casmurro (Bel Rodrigues) e Romeu e Julieta (Pedrugo).
E aí, ansiosos? Eu estou muito ansiosa, conte-nos suas expectativas para esse livro que pretende surpreender muitas pessoas!
Título original: A Tale of Highly Unusual Magic
Autor(a): Lisa Papademetriou
Editora: Arqueiro
Páginas: 192
ISBN: 978-85-8041-506-3
Sinopse: Kai chega ao Texas para visitar sua tia-avó Lavinia – uma senhora extravagante, durona e fã de hip-hop. Do outro lado do mundo, no Paquistão, Leila deseja ser tratada como uma princesa pela família de seu pai e viver fortes emoções. Elas só não fazem ideia de que seus mundos completamente diferentes estão prestes a se chocar graças a um enigmático livro em branco. Quando Kai escreve no livro, suas palavras magicamente aparecem no exemplar de Leila. As meninas então percebem que O Cadáver Excêntrico reage a cada frase acrescentada – não importa se foi inspirada pelo ataque de um chihuahua ou por um mal-entendido com uma cabra – com um trecho da história de amor vivida por Ralph Flabbergast e Edwina Pickle mais de cinquenta anos antes. Uma história incomum sobre livros e magia entrelaça essas três perspectivas – de Kai, Leila e Ralph – de uma forma divertida e emocionante. É uma narrativa mágica sobre o destino e os laços invisíveis que nos ligam uns aos outros.
A autora Lisa Papademetriou, que já escreveu diversos livros publicados no Brasil, e teve seu primeiro romance considerado um dos melhores do ano de 2006, segundo o site FamilyFun, agora chega com Uma história Incomum Sobre Livros e Magia, nos fazendo mergulhar em um universo completamente diferente de tudo o que já vimos e em uma ficção que bem poderia ser realidade. Suas paisagens revelam as inspirações de Lisa, que conheceu seu marido paquistanês e nos habitua ao cenário do Paquistão, ao mesmo tempo em que nos mostra um novo mundo – não tão perfeito quanto se esperaria – estadunidense no Texas.
Kai e Leila são duas garotas que ainda se encontram na pré-adolescência e pertencem a mundos aparentemente diferentes. Kai sempre teve o pai – que morreu antes que ela pudesse conhecê-lo – como um espelho para sua inspiração, já que era um ótimo violinista, porém, nunca teve a oportunidade de seguir seus sonhos, e por isso, Kai pretende fazer isso por ele ao aspirar tocar um dia em uma orquestra. A menina treina todos os dias, incentivada por sua mãe a seguir em frente com uma rotina intensa de treinamentos exaustivos. Mas um dia, Kai se decepciona e viver com a mãe acaba tornando-se complicado. Então se muda temporariamente para a casa de sua tia-avó no Texas, onde se envolve em muitas aventuras e descobre que há um novo sentido para a música que toca no violino de seu pai.
Leila vivia em Houston com sua família e achava que tudo lá era pacato e sem graça. Além do mais, vivia sempre à sombra da perfeição de sua irmã, Nadia, que apesar de ter praticamente a mesma idade que ela, parece ser sempre o centro das atenções por ser a filha mais habilidosa, viajada e engajada em várias causas sócio-ecológicas. Leila já não suportava mais e resolveu mudar de ares, viajando assim para o Paquistão, onde vivia a família de seu pai. Lá ela descobre um mundo onde tudo pode ser exótico e fantástico. No início, Leila se decepciona quando percebe que as aventuras que a esperam ali não parecem tão instigantes como em seus livros “água com açúcar” preferidos. Mas logo descobre que pode ser responsável pelo próprio final feliz.
Logo no início, Kai e Leila encontram, de formas diferentes, o livro O cadáver excêntrico, que é o cerne da narrativa. Os exemplares passam a interagir com as meninas a partir do momento em que se interessam por ele, mesmo que vagamente. Mas, com o passar do tempo, elas descobrem uma forte ligação com aquele achado e não passam somente a interagir com o livro – dito mágico – mas entre elas. Em lados opostos do mundo, as duas garotas sentem-se impactadas pela história de amor de Ralph e Edwina, que lhes é exposta no livro, e torcem para que tudo termine bem entre eles, mas mal desconfiam que, apesar de toda a magia contida ali, aquela história pode ser mais real do que imaginam.
Este foi um livro que andou sendo comentado em vários lugares e me deixou instantaneamente curiosa, mesmo nunca tendo lido nada da autora. Confesso que logo me atraí pela capa e depois pelo título. Mas ao ler sua sinopse, fiquei realmente encantada e ansiosa para lê-lo. Dei-me conta que se tratava de um daqueles livros que – mesmo tendo uma história mais curtinha – conseguia prender facilmente e assim me levaria a me aventurar no mundinho dele, com uma história fantástica e – não pude negar – com um toque infantil. A obra correspondeu exatamente ao que eu imaginei, mas dez vezes melhor.
A narrativa ocorre em terceira pessoa e tem um narrador onisciente. Algo interessante é que, em muitos momentos da história, a narradora interage com o leitor, e se torna até divertido, deixando a narrativa mais dinâmica, porque, há determinados trechos em que se pode perceber que ela esconde algumas coisas a respeito da história de forma proposital, para nos instigar a ler e descobrir os mistérios que ela planta. Ainda assim, não se envolve muito – o que também deixa espaço para que conheçamos por nossa própria conta o que a história tem a nos revelar – mas é o suficiente para lembrar aos leitores quem é que está narrando.
O foco narrativo muda a cada capítulo entre Leila e Kai, e ao final de cada um, há uma parte revelada do livro que elas descobrem, pois significa que mais um capítulo fora escrito magicamente para que as meninas possam ler. Nesses momentos, o foco muda para Ralph e Edwina, e, mesmo a história do tal livro seja rápida e relatada em pouquíssimas páginas ao final dos capítulos, ela tem a capacidade de envolver de forma impressionante não apenas as protagonistas, mas também a nós, leitores.
“- Tudo é mágico – disse. – O céu, as estrelas, o mundo inteiro. É um milagre se a gente pensar bem” (Pág. 104).
Olá, leitores! Na coluna Top 5 de hoje veremos alguns dos personagens mais inteligentes, espertos e perspicazes da literatura. Personalidades do tipo se fazem presente em quase todas as obras literárias. Porém, alguns realmente se superam. Vejamos-os:
1- HERMIONE GRANGER, SÉRIE HARRY POTTER.
Como não citar logo de primeira essa personagem tão conhecida e querida (especialmente por aqueles que se identificam muito com ela, o que com certeza é o meu caso)? Mesmo sendo meio "cri-cri" com algumas coisas, sempre busca fazer o que é correto. Porém, quando se trata de ajudar seus amigos, passa por cima de tudo e enfrenta qualquer perigo, pois, além de superinteligente (é "LEVIÔSA" e não "LEVIOSÁ"), também é supercorajosa. E, sinceramente, sem ela para completar o trio, o que seria de Harry e Ron, não concordam? Além de tudo, ter sido interpretada pela linda da Emma Watson nas telonas, só ajuda, não é?!
Elementar, meus caros leitores. Como deixar de fora o detetive mais genial, brilhante e fantástico (para por aqui, porque o egocentrismo também é exacerbado) de todos os tempos? Toda história de investigação exige que se tenha um personagem como este, mas, sem dúvidas ele se sobrepõe, pois serviu como base de inspiração para grande parte deles - antigos e contemporâneos. Com uma quantidade enorme de conhecimentos e agilidade física e mental de alguém à frente de seu tempo, ele consegue transformar uma simples investigação num verdadeiro espetáculo!
3- ANNABETH CHASE, PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS/HERÓIS DO OLIMPO.
Seria uma afronta não lembrar da filha de Atena neste top five (o que a deusa da sabedoria e da estratégia de guerra faria comigo se soubesse que a deixei de fora? Melhor nem pensar muito...). A "sabidinha" teve grande parcela de participação no que diz respeito às suas aventuras ao lado de Percy e Grover (em PJO) e de outros semideuses em HDO. No livro que teve a personagem como foco, A marca de Atena, ela surpreendeu imensamente, e ganhou de vez minha afeição, o que a trouxe honrosamente até aqui!
O que mais um anão, durante aquela época em que tudo parecia se resumir a batalhas, poderia querer ter, a não ser uma boa dose de inteligência, perspicácia e genialidade? O Lannister rejeitado pela sociedade e respeitado apenas pelo sobrenome que leva, consegue se destacar como um dos melhores personagens (em minha humilde opinião) da série escrita por George R. R. Martin. E também na série de televisão (Game of Thrones), este personagem digno de estar em nosso Top 5, só poderia ser interpretado por um ator tão genial quanto ele - Peter Dinklage, cuja atuação sempre me conquista tanto quanto o próprio Tyron.
A melhor amiga de Elena e Bonnie na série de livros "Diários de Um Vampiro", é a única que, no meio de todas as aventuras pelas quais as três amigas passam, mantém-se ilesa (por um bom tempo) de sobrenaturalidade. Meredith Rosario Sulez é apenas uma humana comum, no meio da personificação de uma vampira, uma bruxa meio atrapalhada e dois vampiros misteriosos. Mesmo assim ela permanece com sua personalidade incrível, dona de um autocontrole admirável (sendo a única a não morrer de encantos por Damon quando ele chegou à Fell's Church!), e sempre tendo ideias geniais, ajudando suas amigas a passarem pelos perigos do universo em que adentram. Interpretada por Terry DeVitto na série The Vampire Diaries.
E então, o que acharam desse Top 5? Acha que algum outro personagem poderia estar aqui? Deixe-nos sua opinião!
Foi divulgado mais um teaser trailer do aguardado filme "Os Animais Fantásticos e Onde Habitam", do universo de Harry Potter, de J.K. Rowling.
Baseado no livro homônimo de J.K. Rowling. O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York com sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega uma coleção de fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam saindo da sua maleta.
O filme conta com a atuação de Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo) no papel principal e tem data de estreia para o dia 17 de Novembro.
Livro: Um Passo Atrás
Título original: One Step Behind
Autor: Henning Mankell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 504
ISBN: 978-85-359-2604-0
Sinopse: Suécia, solstício de verão. Três amigos se encontram numa reserva natural fantasiados com trajes do século XVIII para celebrar a noite mais longa do ano. O que não sabem é que estão sendo observados. Cada um deles acaba assassinado com um único tiro. Quando um dos mais confiáveis colegas de Kurt Wallander – alguém com quem ele contava para resolver o caso – também aparece morto, o inspetor logo desconfia de uma relação entre os dois crimes. Recuperando-se da morte de seu pai e obrigado a encarar o declínio da própria saúde, Wallander tenta desvendar os planos do assassino. Desesperado para encontrá-lo antes que ele ataque outra vez, o inspetor, no entanto, sempre parece estar um passo atrás.
O escritor Henning Mankell, um dos grandes escritores de investigação policial da contemporaneidade (intitulado “o rei do crime” pela revista The Economist), é natural de Estocolmo (Suécia). Tendo falecido no ano passado (2015), em Gotemburgo, aos 67 anos, deixou um legado com suas histórias repletas de suspense e mistério, além de ter tido participação efetiva no universo teatral, atuando como diretor de diversas peças. Grande parte de sua produção publicada no Brasil, levou o nome da editora Companhia das Letras e agora, a editora lança nova edição de uma de suas obras protagonizadas pelo inspetor Kurt Wallander.
Tudo começa com um crime. Quatro jovens amigos são assassinados a sangue frio durante a comemoração tradicional do solstício de verão, em que trajavam fantasias antiquadas, como uma brincadeira pessoal, quando fingiam que viviam em outra época. Muito tempo se passou sem que o caso dos jovens desaparecidos ganhasse alguma relevância para a polícia sueca. Mas a mãe de uma das jovens que participaram da festa, não estava convencida da história que parecia óbvia: que os amigos decidiram viajar sozinhos pelo mundo, sem avisarem a ninguém de seus planos. Cartões postais com a assinatura deles eram enviados de diversos países da Europa. Mesmo assim, aquela mãe tinha certeza que o cartão que sua filha supostamente enviara, era uma farsa.
A partir de então, a polícia sueca resolveu dar mais atenção ao caso, depois de tanto tempo. Quem assumiu o controle das investigações foi o inspetor Wallander, que, já beirando os 50 anos, divorciado e com uma filha já adulta, é um policial de renome na região que atua. Porém, o caso não pode receber todo seu zelo, já que sua saúde está bastante comprometida – Wallander descobre que tem diabetes, e que ela já está em um nível avançado. Diante de tal situação, o inspetor fica muito tentado a jogar sua carreira para o alto, inclusive o caso dos jovens, que vem lhe tomando tanto tempo. Mas o que corre em seu sangue não são apenas os “grãos de açúcar”, mas sim, o anseio de resolver mistérios.
Em meio a todas as investigações que mal haviam se iniciado, um novo crime ocorre: um dos colegas de trabalho de Wallander e que assumiria o caso com ele, Svedberg, aparece morto em seu apartamento. Ele fora assassinado, e Wallander tem o pressentimento que aquilo só pode ter sido obra da mesma pessoa que assassinou os quatro amigos. Então ele inicia uma busca alucinada, atrás de pistas que são pouco sólidas. Logo, o inspetor e sua equipe descobrem estarem lidando com um serial killer, bem ao estilo americano, e decidem que irão fazer de tudo para que ele não ataque outra vez.
Este foi o primeiro contato que tive com uma obra de Henning Mankell. O gênero investigativo e de suspense foi o que me instigou no início. Mais uma vez uma narrativa investigativa me surpreendeu de forma positiva. A originalidade e criatividade de ligar bem todos os pontos foi muito cativante em Um Passo Atrás. Uma narrativa realista e que toca também em um gênero mais dramático que ilustrou perfeitamente o cenário de mistério.
A narrativa se dá em terceira pessoa com um narrador onisciente que teve como foco o inspetor Wallander e o assassino – que não teve a identidade revelada logo de início, mas ainda assim, teve seus pensamentos e iniciativas expostas ao longo dos capítulos. A alternação ocorria de forma bem natural e em alguns momentos não dava para distinguir em qual dos dois personagens se concentrava o foco narrativo, sendo preciso que eu voltasse a leitura diversas vezes. Um aspecto interessante foram os períodos curtos, que facilitaram bastante na fluidez da leitura. Mankell tem uma escrita bem detalhada e descritiva, rica em seu vocabulário, de um jeito simples de ser compreendido, então as frases bem formuladas e sucintas, deixavam que o leitor absorvesse cada parte da história – dividida em duas: uma em que se iniciam as investigações, e outra em que o inspetor já avança em suas descobertas e novos crimes são previstos.
Procuro não criar expectativas em livros de mistério – pois, quando a história não é bem amarrada no final, nada mais faz sentido – e com esse não foi diferente. Quando se há um herói como Wallander, normalmente se torna inevitável não fazer comparações com livros que usam a mesma artimanha. Porém, diferentemente de grande parte de livros do mesmo gênero, Um Passo Atrás tem um realismo incrível. Além da investigação, também é abordado como tema secundário o trabalho policial. Ao longo do enredo, o autor mostra a realidade da polícia sueca através de seu próprio protagonista, que abusa de seu poder em alguns momentos e chega a violar a lei em nome da lei. A falta de esperança na humanidade e a forma como as autoridades lidam com a sociedade e com a mídia também são temas postos em discussão.
“Sempre concordava. Era a única maneira de driblar os obstáculos da vida, pensou, e escapar das dificuldades e armadilhas que pudessem cruzar seu caminho” (pág. 8).
A autora Carina Rissi tem muito o que comemorar. Antes mesmo do lançamento oficial de seu novo livro, Mentira Perfeita, o mesmo configurou-se na lista dos mais vendidos da Saraiva, do PublishNews e da Veja. O principal sucesso do livro deve-se principalmente por tratar-se de uma spin-off de um de seus maiores sucessos, Procura-se Um Marido, que vendeu milhares de exemplares até o momento.

Júlia não tem tempo para distrações. Ela é brilhante e sempre se esforça para ser a melhor naquilo que faz; por essa razão, sua vida pessoal acabou ficando de lado. Algo que sempre preocupou sua tia Berenice. Gravemente doente, a mulher teme que Júlia acabe completamente sozinha quando ela se for. Júlia faria qualquer coisa — qualquer coisa mesmo! — por tia Berê e, em seu desespero para agradar a única mãe que já conheceu, inventa um noivo enquanto torce por um milagre… E então o milagre acontece: Berenice se recupera — e, assim que deixa o hospital, gasta todas as suas economias com o casamento dos sonhos para a sobrinha. Como Júlia pode contar a ela que mentiu, com a saúde da tia ainda tão frágil? É quando Júlia conhece Marcus Cassani. Ele é irritantemente cínico, mulherengo e lindo de um jeito que a deixa desconfortável. Marcus também está enfrentando problemas, e um acordo entre eles parece ser a solução. Tudo o que Júlia sabe é que deveria se afastar de Marcus. Mas seu coração tem uma ideia muito diferente…
Eu, sem dúvida alguma, vou ler esse livro! Carina é minha autora preferida e nunca me decepcionou. Pelas resenhas que já saíram de Mentira Perfeita, tenho certeza que não será dessa vez que isso acontecerá. E você também deve lê-lo. Mentira Perfeita já se encontra disponível para venda nas maiores livrarias do país. Dê uma chance!
Autor (a): Icreasy Consultoria Literária
Editora: Verus Editora
Páginas: 200
ISBN: 978-85-7686-500-1
Sinopse: A ideia aqui é criar um registro de experiências cinematográficas e descontrair esse tema tão democrático e que desperta tantas paixões, sem a pretensão de ser um manual técnico. De Hollywood a Bollywood, passando pelas produções latinas, europeias e asiáticas, a ideia é curtir o maior número possível de longas, se desdobrar em maratonas e reconhecer a beleza de cada obra, mesmo das mais diferentes. O Livro de Marcar Filmes é um lugar para anotar os filmes a que assistiu em diversas categorias, aqueles que conquistaram o seu coração e os que ainda quer ver, enquanto descobre os premiados, que nenhum cinéfilo pode deixar passar.
SÉRIE "LIVRO DE MARCAR"
1. Livro de Marcar Livros
2. Livro de Marcar Filmes
Icreasy Consultoria Literária é uma empresa de consultoria literária formada por profissionais experientes e dedicados à qualidade, com foco na prestação de serviços para autores e grupos editoriais. Realizam serviços de Análise Crítica, Coaching, Revisão e Agenciamento de Autores. Conheça o trabalho da empresa acessando: http://icreasy.com.br
E chegou o livro perfeito para os amantes de filmes! O Livro de Marcar Filmes é para todos aqueles que tomaram os cinemas como segunda casa e/ou que trocaram uma vida social de festas, bebidas e farras por incontáveis horas na frente de uma TV ou computador — Netflix — acompanhando sempre todos os filmes — sejam eles lançamentos ou não. Se você é daqueles que sabe até os dias em que o filme foi gravado, editado, lançado, quem dirigiu, quem espirrou no set de gravação... sim, esse livro também é para você. É para todos, na verdade, mesmo aqueles que não são cinéfilos ávidos, mas que, a partir de agora, desejam se tornar e viverem basicamente de filmes — momento exagero.
Para quem não conhece, essa série de livros interativos — que já vendeu mais de 11 mil exemplares — começou a ser lançada no ano passado. Lembro-me como se fosse ontem, quando estava visitando alguns estandes do Salão do Livro que fui, no Tocantins, e dei de cara com um livro chamado Livro de Marcar Livros. Pirei! Nunca tinha ouvido falar nele — depois descobri que o motivo é que ele tinha acabado de sair do forno —, mas me interessei no momento em que coloquei os olhos na capa dura e azul. De todo modo, eu já estava com trezentos livros e com nada mais na carteira. Fiquei sem o livro, mas prometi que um dia o buscaria.
Não busquei ele, claro, mas tive a chance de receber do Grupo Editorial Record o segundo livro dessa série interativa, que é justamente esse que vou falar agora, o Livro de Marcar Filmes, uma versão ainda interativa como o primeiro, mas dessa vez focada em cinemas e filmes no geral. Felicidade suprema — hein? — em ter recebido esse livro. E, como eu já falei muito — no intuito de deixar a resenha maior, sabe como é, né? —, vou finalmente contar pra vocês um pouquinho da minha experiência com meu primeiro livro interativo — não me levem a mal, mas é, sim, meu primeiro livro interativo. Apesar de gostar do gênero, a grana nem sempre é favorável.
O livro vem acompanhado inicialmente por um sumário, seguido de instruções de preenchimento — o que vem a ser algo muito interessante, em virtude principalmente que pessoas como eu, atrapalhadas, podem correr o risco de preencher errado. Um ponto que merece destaque — pausa para destacar um ponto importante — é o fato de quem trabalhou na construção do livro, no caso a Icreasy, sabe realmente o que é necessário para tornar o livro interativo, de modo que ele "converse" com você e, sendo prático, lhe sirva de refúgio — principalmente em meio a tantas amizades falsas na contemporaneidade. Tipo, se você só tem amigos falsos, que não se importam, por exemplo, se Cidades de Papel é seu filme favorito, você pode contar com o Livro de Marcar Filmes para encobrir esse fato — visto que ele sempre quer saber tudo: seu diretor preferido, seu filme preferido, quais filmes que venceram o Oscar você já viu e por aí vai. Viu o tanto que é prático?
Particularmente, eu amei o livrinho. Meu best friend do momento — tá, parei! Mas é verdade, é impossível não se apegar a livros interativos, por mais que ainda existam pessoas que não curtam muito o estilo literário desses livros que vem, cada vez mais, ganhando notoriedade. Continuando, após as instruções de preenchimento, o livro segue com uma listagem de coisas a serem preenchidas, relacionadas, por exemplo, ao primeiro filme que você se lembra de ter visto, filmes que marcaram a infância, o primeiro filme que comprou, filmes que marcaram a adolescência, personagem preferido de todos os tempos e por aí vai.
O Livro de Marcar Filmes também é legal por nos influenciar a sermos críticos, a trabalhar nosso lado de Diretor de Cinema, a medida em que julgamos filmes quanto a Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhor Ator e etc. É um diário completo de interatividade cinematográfica. Ah, e o livro tem também explicadinho algumas premiações importantíssimas, nos permitindo falar um pouco sobre os filmes vencedores em algumas etapas, a exemplo o Oscar, o Palma de Ouro, o Festival de Gramado e o Framboesa de Ouro — premiação que eu odeio, principalmente porque elegeram meu querido Cinquenta Tons de Cinza como Pior Filme, Pior Roteiro e ainda disse que a linda da Dakota Johnson era a Pior Atriz. Ossos do ofício!
A edição, obviamente, está espetacular e mantém o padrão do primeiro livro. A capa dura possui dois modelos de cores, se não me engano, e é bonita, apesar de simplista. A diagramação sem dúvidas é a melhor parte, principalmente por ser recheada de interatividade, com colorações leves e agradáveis e... tudo de bom! O design interno está absurdamente caprichado e não encontrei nenhum erro de revisão (a empresa é uma Consultoria Literária, cara!).
Por fim, vou deixar aqui uma citação do próprio livro: muito mais que uma simples lista de recordações, o Livro de Marcar Filmes traz sugestões incríveis para você! E também propostas que vão agitar os seus fins de semana. A ideia aqui é criar um registro de experiências cinematográficas e descontrair esse tema tão democrático e que desperta tantas paixões, sem a pretensão de ser um manual técnico. Saia da zona de conforto, descubra novos gêneros, estraçalhe os limites que você mesmo andou criando...
Eu nomearia 2016 como o ano das novidades, e das boas, hein? Após ser divulgado o tão esperado trailer de "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares" e o lançamento do segundo livro da trilogia, Cidade dos Etéreos, pela Intrínseca, o autor, Ransom Riggs divulgou recentemente a capa de "Tales of the Peculiar", em tradução livre, Contos dos Peculiares. Confira abaixo a capa e a sinopse traduzida pelo Palácio de Livros.
Um novo conjunto de histórias do universo de "O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares". Nesta antologia de contos de fadas, Ransom Riggs convida você a compartilhar seus segredos e descobrir informações ocultas sobre o mundo dos peculiares. Uma princesa com língua de garfo e canibais opulentos que jantam membros descartados de peculiares, são apenas duas das histórias que você irá se viciar. Apresentando ilustrações impressionantes do artista de renome mundial Andrew Davidson, esta antologia convincente, rica e verdadeiramente peculiar é o presente perfeito para os fãs e para todos os amantes de grandes histórias.
O lançamento do livro nos Estados Unidos está marcado para o dia 3 de Setembro, vinte e sete dias antes do lançamento do primeiro filme da franquia aqui no Brasil. Eu, particularmente, achei super interessante a premissa desse livro e, como fã da trilogia, mal posso esperar pelo pronunciamento da Intrínseca quanto a publicação de Tales of the Peculiar aqui no Brasil.
Título original: Homecoming
Autor (a): Kass Morgan
Editora: Galera Record
Páginas: 304
ISBN: 9788501106155
Sinopse: Quando naves riscam o céu da Terra, os 100 sabem que mais pessoas estão deixando a colônia espacial. E esse pode ser o retorno definitivo da humanidade ao planeta. Glass sobreviveu à queda dos módulos de transporte. Ela experimenta as novas sensações de estar na Terra. Clarke, por sua vez, está comandando o resgate aos sobreviventes da colisão, mas não consegue parar de pensar em seus pais, que ainda podem estar vivos. Já Wells precisa encontrar uma forma de lidar com a nova ameaça à sua liderança. Os homens que detinham o poder na colônia estão decididos a manter a ordem na Terra segundo suas regras. Mas essa nova lei está longe de ser justa. Chegou a hora de os 100 lutarem por liberdade, em seu novo lar.
SÉRIE "THE 100"
1. The 100: Os Escolhidos
2. Dia 21
3. De Volta
Kass Morgan é formada pela Brown University e fez mestrado na Oxford University. Atualmente trabalha como editora e mora no Brooklyn, em Nova York. The 100 configurou-se na lista dos mais vendidos em diversos países e foi adaptado para uma série televisiva.
De Volta é o aguardado desfecho da trilogia distópica The 100 e mostra as adversidades enfrentadas pelos cem, grupo de jovens enviados ao Planeta Terra após anos de um apocalipse nuclear que, aparentemente, teria destruído o lugar. Desde então, os seres humanos passaram a viver no espaço — aqueles que sobreviveram ao apocalipse, claro. No espaço, fundaram o que nomearam de Colônia, e foi justamente esse governo que mandou cem jovens de volta a Terra para verificar a possibilidade de repovoamento.
Apesar das adversidades, semanas após chegarem à Terra, os cem finalmente conseguiram criar uma sensação de ordem no meio do caos ao redor. A paz com o grupo de terráqueos não foi alcançada sem perdas. Mas agora parece que os dias serão mais calmos... mas só parece! Inesperados módulos de transporte colidem com a Terra. Mais humanos estão descendo, vindos da Colônia. O oxigênio lá em cima está quase acabando, e eles podem ser os últimos a chegar. De certa ótica, a humanidade está voltando para casa.
Mas a presença de mais humanos no planeta ameaça quebrar o frágil equilíbrio antes estabelecido entre os cem e os terráqueos, e Glass, que é explorada logo no primeiro capítulo, teve a sorte de sobreviver à queda dos módulos de transporte. Ela experimenta as novas sensações de estar na Terra pela primeira vez, mas sua sorte parece escorrer por entre seus dedos. E isso é um ponto que merece bastante destaque: o modo como todos os personagens são, de certa forma, explorados pela autora.
Enquanto isso, Clarke está começando o resgate aos sobreviventes da colisão, ajudando a salvar a vida de muitos. Mas não consegue parar de pensar em seus pais, que ainda podem estar vivos. Conseguem perceber, através desse pequenos detalhes da obra, que o livro possuí uma ótima intercalação de pontos de vistas? Isso foi o que mais me atraiu a mesma e me fez literalmente devorar as páginas. Os personagens são trabalhos de forma a completar as lacunas falhas da obra, principalmente por demonstrarem com ímpeto a condição falha que todos — seres humanos — sempre temos.
Seguindo, temos também Wells, que precisa encontrar uma forma de lidar com a nova ameaça à sua liderança e o vice-chanceler Rhodes e seus planos para estabelecer o poder, junto aos seus guardas bem-armados — que não são muito amistosos, e fazem um contraste inteiramente significante entre a ação e a filosofia distópica, mostrando o momento em que os cem terão de se unir na luta pela liberdade que conquistaram na Terra. Ou correrem o risco de perder tudo o que amam.
Uma distopia. Mas não somente "mais uma", mas um livro que trabalha com essa filosofia tão tendenciosa de modo a mostrar coisas que muitos outros autores ainda não mostraram em suas obras. Conheci The 100 desde quando foi lançado o primeiro livro aqui no Brasil, junto com a série de TV (que ainda não assisti, infelizmente!). Por ser uma distopia, obviamente me chamou atenção, e mais uma vez não fui decepcionado por essa filosofia, principalmente a desenvolvida por Morgan.
De Volta é, assim como os anteriores, narrado em terceira pessoa. E, decididamente, eu não sei que opinião tomar quanto a isso. Sempre prefiro narrações em primeira pessoa, principalmente quando vamos trabalhar com a distopia, que em tese é um pensamento filosófico, que — penso eu — fica melhor trabalhado quando sabemos as coisas da mente de quem passa pela situação. Contudo, a narração de Morgan é muito boa, então meio que não foi um problema, entendem? A autora trabalha de modo a intercalar pontos de vistas — em terceira pessoa, olha que show! —, explorando cada um dos personagens... espere! Já sei como vou explicar. Resumindo: é igualzinho o George Martin faz em As Crônicas de Gelo e Fogo.
Particularmente, achei uma boa distopia. Essa não dá pra dizer que é clichê, indiscutivelmente. Mesmo tratando-se de uma desfecho, o que geralmente nos causa pânico e apreensão, em virtude principalmente de nossas expectativas, até que foi um bom livro. Acredito que, como sempre, o segredo é não esperar muita coisa. Até porque muitas vezes, por causa de nossas exageradas expectativas, tendemos a deixar que pequenos detalhes estraguem a obra. O que não podemos deixar acontecer em De Volta.
Clarke olhava fixamente para a cena da colisão, os olhos se esforçando no escuro, esperando pelo momento inevitável em que seu treinamento entraria em ação e seus instintos anestesiariam seu pânico. Mas ali, à beira da grande extensão de destroços, absorvendo a destruição, tudo o que ela sentia era terror.
A edição de De Volta segue os padrões das anteriores e eu acho elas muito lindas — principalmente em virtude de sua simplicidade notável, mas significativa. A capa segue os modelos brancos com destaque para os títulos mesclados a imagens da série de TV, o que eu achei incrivelmente bem elaborado, principalmente em De Volta, que ganhou cores vibrantes e que se destacaram em meio ao mar de branco. A diagramação, fazendo um contraste opulente com a capa, é bem simples, compacta, mas muito agradável, com um design interno nos padrões típicos da Galera Record, com ótimas fontes e espaçamentos favoráveis. Ah, e não encontrei erros de revisões — ponto positivo.
Por fim, deixo todos cientes de que é um bom desfecho. Muitos julgaram ser ruim por deixar pontas soltas, mas não achei que teve todas essas "pontas soltas" assim. Como dito, o problemas as vezes pode estar em suas expectativas. Achei interessante também, inerente a estrutura da obra, por ela ser além que um mero entretenimento, mas trabalhar com certa astúcia a insegurança humana, vivenciada pelos personagens e suas provações, que mostram que ninguém é perfeito. A filosofia distópica também é trabalhada com certo cuidado, principalmente ao reforçar o pensamento comum de que nós, seres humanos, podemos ser comparados a péssimos amantes, que preferem destruir no lugar de amar.
É, com certeza, uma trilogia que eu indico aos fãs de distopias — principalmente aqueles que estão sedentos por algo inovador e instigante. De Volta foi uma leitura rápida, com capítulos curtos — o que favorece muito bem a ótima construção da trama — e cenas práticas, o que promove ainda mais a boa formação de uma história. E, como dica, vamos manter o lema de que pequenos detalhes não estragam um livro! Agora deixa eu ir, tem uma série — chamada The 100 —, aqui na pasta Vídeos de meu computador, gritando para ser assistida. Vemos-nos em breve. Ah, e vão ler The 100, eu recomendo!
Primeiro parágrafo do livro: “As mãos de Glass estavam grudentas com o sangue de sua mãe. Essa percepção chegou a ela lentamente, como se através de uma névoa espessa — como se as mãos pertencessem a outra pessoa e o sangue fosse parte de um pesadelo. Mas eram as suas mãos e o sangue era real.”Melhor quote: “A conexão que sentimos com outras pessoas não está vinculada à geografia ou ao espaço.”

Todo mundo ama uma boa história, certo? Seja ela transmitida por meio de um livro ou por meio televisivo — algo que vem, cada vez mais, ganhando mais notoriedade. Os heróis (ou heroínas) deixam-nos elétricos, animados, empenhados com a trama e, na maioria das vezes, com a imensa vontade de adentrar cada vez mais na história. Os protagonistas são tudo de bom, mas diz aí quem não curte um antagonista, um bom vilão? Sim, eu sei, todos amamos um bom vilão, afinal a história não teria graça sem eles. Eles dão o toque de que nem mesmo na ficção coisas difíceis deixam de impedir a realização de algo. Em homenagem a eles — os vilões — esse TOP 5 lista meus vilões preferidos, só que de Séries de TV.
1- FIONA GOODE, AMERICAN HORROR STORY: COVEN.
Ah, eu amo essa mulher! Ela é, sem dúvidas, a melhor coisa tanto em todas as temporadas de AHS, quanto em Coven, terceira temporada, onde ganha um papel altamente notável, como Bruxa Suprema de um Clã descendente de Salém. Interpretada por Jessica Lange, vencedora de duas estatuetas do Emmy, Fiona Goode é o tipo de vilã que tira qualquer um de seu juízo perfeito. Ela literalmente me encantou, de uma forma que um vilão nunca tinha feito (e duvido muito que algum dia outro fará).
2- IRMÃ JUDE, AMERICAN HORROR STORY: ASYLUM.
Sim, Jessica Lange novamente! Ela é sem dúvidas uma das melhores atrizes de sua época, e as dezenas de premiações que já venceu de Melhor Atriz é só um misero detalhe. Asylum é uma das melhores temporadas de AHS, e Lange interpreta uma das freiras que comandam o lugar, um manicômio. E, gente, a interpretação dela, como heroína/vilã é incrível. Só deixo uma dica: assistam, qualquer temporada. Elas não seguem um ritmo narrativo comum, é mais antológico. Cada temporada uma história diferente.
3- RAINHA MÁ, ONCE UPON A TIME.
De um modo prático, o mundo inteiro me condena por não considerar a Rainha Má como a melhor vilã de séries de TV, mas sendo sincero, não acho grandes coisas nela, nem em sua atuação, tampouco em suas maldades. Contudo, é, sem dúvidas, uma vilã muito poderosa, chamativa e adorada por todos. Eu gosto dela, mas não é a minha preferida. Perdoem-me!
4- CERSEI, GAME OF THRONES.
Ah, Cersei. Amo ela também. E o mais engraçado é que essa lista já está cheia de mulheres, hein? Mas é que elas ganharam uma notoriedade incrível, de um tempo para cá. Isso é bem bacana e produtivo. A personagem Cersei, da série Game Of Thrones, também é um ótimo exemplo de boa antagonista. Está certo que, em termos vagos, ela usa veneno (considerada uma arma fraca), mas fazer o quê? Ela é a Rainha Regente (pelo menos até certa temporada), faz o que bem quiser, e da forma que quiser. O importante é que no jogo dela não há meio termo, ou você vence ou você morre.
5 - BIG JIM, UNDER THE DOME.
E para romper o paradigma feminino, um homem no meio dessa lista, hein? Não poderia faltar aqui o Big Jim, da minha série preferida, Under The Dome. Ele não é grande coisa, mas tem boa atuação, e é um excelente antagonista. Não pensaria nunca em alguém melhor para compor a série baseada no livro de sucesso de Stephen King.
E aí, pessoal? Quero saber os vilões preferidos de vocês? Andem, temos algum em comum?
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