Livro:  Amy & Matthew
Autor (a): Camie McGovern
Editora: Galera
Páginas: 336
ISBN: 9788501070180
Sinopse: Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro... exceto o que mais importa.


Amy & Matthew foi escrito por Camie McGovern, primeiro livro da autora do gênero. Além dessa obra, ela publicou outros livros como "Eye contact", "The art of seeing" entre outros. Camie é um das fundadoras da Whole Children, que dá assistência para crianças com necessidades especiais. Muitos confundem e acreditam que Amy & Matthew é uma das obras de Rainbow Rowell, por seguir o mesmo estilo de capa e título. Leia a resenha a seguir:

       Amy teve um aneurisma no dia seguinte do seu nascimento trazendo várias complicações para o seu físico. Como consequência, ela não conseguia comer alimentos específicos sem babar, sua postura era torta, uma de suas mãos era imperfeita e seu andar era dificultado. Mesmo tendo tantas limitações e sofrendo com sua mãe extremamente protetora, Amy era uma menina inteiramente inteligente e ousada. 
       Ela sobrevivera muito tempo mais que os médicos haviam dito — sua mãe mandava seu boletim excepcional para todos eles para provar a guerreira que sua filha era — mas Amy queria ir além. Depois de bater o pé, convenceu sua mãe a afastar todos os seus cuidadores profissionais para substitui-los por seus próprios colegas que estivessem dispostos ao trabalho. A finalidade era que Amy se socializasse mais, além de aprender a se virar melhor para ir na faculdade.
       Havia uma pessoa em especial que Amy queria como seu auxiliar: Metthew. Depois que ele fora sincero e não tivera uma pena exagerada de Amy, ela se interessara na amizade dele. 
       Após selecionados, instruídos e contratados os auxiliares, Matthew teve que aprender a ter Amy como sua principal companhia. De início, foi constrangedor cuidar dela, contudo, depois se tornou fundamental para que Matthew estivesse bem. 
       Mesmo de aparência saudável, Matthew também era doente e seu transtorno compulsivo obsessivo só aumentava. Havia uma voz dentro dele que o obrigava a conferir inúmeras vezes se a torneira estava fechada, a lavar 12 vezes as mãos e os braços, a contar os degraus das escadas e a ler as mesmas páginas de um livro diversas vezes a ponto de não progredir na leitura. 
       Notando seus estranhos comportamentos, Amy tem a ideia de ajudá-lo, assim como Matthew a ajudava. Mas o que ela não esperava era que fosse se apaixonar tão perdidamente por ele. 
       
       Esperei que "Amy & Matthew" fosse um livro simples e nada especial. Talvez pelo seu título clichê, ou pela sua capa vagamente doce. Contudo, o que entrei nesse obra foi muito mais que eu poderia esperar. Amy e Matthew superou todas minhas expectativas e me tocou
       Minha atenção pelo livro mudou assim que lidei com o passado dos protagonistas — narrados em terceira pessoa — tendo um contato direto com suas conquistas e suas personalidades. A partir desse enredo não-linear — que mescla o presente e o passado aprofundando todo o contexto do livro — foi impossível não me envolver nesta história. 


       Amy é uma personagem extremamente desenvolvida, nos seus defeitos e qualidades. Mesmo sendo inocente e infantil demais para a idade — isso se justifica pelo tratamento especial que sempre recebera — nossa protagonista é forte e audaciosa, além de ser inteiramente doce, enquanto Matthew é um personagem muito carismático, principalmente pela suas atitudes altruístas; mas ainda um protagonista difícil. Seu TOC deixava os capítulos mais pesados, instigando minha ansiosidade. Foi simplesmente valioso saber o cotidiano de uma pessoa semi-paralisada e de uma pessoa totalmente desequilibrada e compulsiva. Os personagens secundários eram bem reais, muito próximos dos modelos de pessoas que temos inseridas no dia-a-dia.


Com os dois volumes da provável trilogia publicados no Brasil, O Lado Mais Sombrio e Atrás do Espelho, pela Editora Novo Conceito, a autora decidiu liberar um livro extra!

Untamed é uma coletânea de contos envolvendo a adaptação da história de Alice no País das Maravilhas, e vai conter uma versão sobre Alyssa no futuro e uma versão estendida do epílogo com o conto Six Impossible Thing. A G. Howard mencionou que essa era também uma cena deletada e explica melhor as decisões de Alyssa no desfecho da trilogia. Há também duas histórias bônus, The Moth in the Mirror e The Boy in the Web, que são prequels. Juntas, essas três histórias envolvem o passado e futuro dos personagens favoritos dos leitores.

Quem aí  acompanha a série? O que acharam da capa? Eu amei! Espero que os fãs apreciem esse presente da autora!



Livro: O Fim da Escuridão - Reurbanizações Extrafísicas
Autor (a): Robson Pinheiro
Editora: Casa dos Espíritos
Páginas: 400
ISBN: 9788599818213
 

Sinopse: O fim da escuridão - Os espíritos milenares que se opõem à política divina do Cristo - do amai-vos uns aos outros - enfrentam neste exato momento o fim de seu tempo na Terra.Confinados a dimensões de prisão, veem seu reino ser abatido, dia a dia. É a derrocada das forças da maldade.É o sinal de que o juízo se aproxima, com o desterro daquelas almas que não querem trabalhar por um mundo baseado na ética, no respeito e na fraternidade. Um romance emocionante, de tirar o fôlego e alimentar a fé com a certeza de que o bem triunfa. Continuação da Trilogia O Reino das sombras, dos livros Legião, Senhores da escuridão e Amarca da besta.

SÉRIE "CRÔNICAS DA TERRA"
    1.  O Fim da Escuridão
    2.  Os Nephillins

O Fim da Escuridão é o primeiro volume da série Crônicas da Terra. Escrito por Robson Pinheiro, autor de mais 29 livros – a maioria com caráter mediúnico – , e orientado pelo espirito Ângelo Inácio, tem como segundo volume “Os Nephilins”, já publicado pela Editora Casa dos Espíritos. Confira a resenha a seguir:

     O Apocalipse tão previsto está vindo. Mas não será o fim do mundo, e, sim, a reurbanização e a renovação do ambiente Terrestre. Nesse grande desafio que é modificar a esfera e seus habitantes, os Grandes Guardiões espirituais solicitam uma esplendida assembleia no plano superior, com espíritos já desencarnados – ou seja, que já “morreram” na Terra – e alguns espíritos ainda encarnados que saíram de seu corpo durante o sono para ouvir o grande chamado.
     Nesse reunião, vários espíritos de inúmeros graus evolutivos – desde os mais puros como Madre Tereza de Calcutá, até os mais “falhos” na vida terrena, como Cazuza – foram aglomerados para serem orientados nessa grande revolução. Essas almas cheias de carismas – músicos, como John Lenon, escritores, como Victor Hugo, e líderes, como Ghandi – teriam o grande desafio de influenciar indiretamente – ou diretamente – nessa reforma de valores éticos e morais.
     O Espírito Ângelo Inácio, também requerido nesse Conselho, narra essas instruções, além da missão dos espíritos na Terra ou no próprio plano Espiritual. Antes da revolução propriamente dita, era necessário preparar o mundo espiritual, as energias terrenas, o planejamento do desenrolar dos acontecimentos.
     Muito mal ainda aconteceria – como rebeliões e inúmeras crueldades – para que a reforma se fizesse completa. Contudo, essas almas que não estivessem prontas para essa mudança e ainda apelassem para a regressão, seriam expurgadas para outros planetas, no mesmo nível que se encontra os valores esses espíritos. Será que realmente está na hora de passarmos por essas bruscas mudanças? Será que o Apocalipse se aproxima?


     Interessei-me muito por essa série, Crônicas da Terra, por ter apresentado, na premissa, esse assunto tão instigador: o fim dos tempos e a nova “Era”. E, quando iniciei a leitura, fiquei extremamente satisfeita com a mensagem e as informações que encontrei.
     Primeiramente, é importante ressaltar que se trata de um livro de caráter Espirita, ou seja, segue muito das ideologias da Doutrina Espirita que foi edificada e propagada pelo filósofo Allan Kardec. Mas, muito além disso, Robson Pinheiro soube agregar as ideias que outras religiões puderam oferecer. Com o uso, por exemplo, do livro das religiões cristãs, A Bíblia, Robson desenrolou seu enredo em torno dessa reestruturação, prevista nas escrituras de várias religiões no mundo, porém, mal interpretada.
     O Fim da Escuridão traz outra visão a cerca da frase “Fim dos Tempos”. Não é apresentada, em nenhum momento, como o fim da humanidade e de seu habitat, mas como o fim das dores, das tragédias, do sofrimento psicológico e das crueldades. Além disso, o espirito orientador, Inácio Ângelo, acrescentou muito no meu entendimento sobre as teorias espiritas. Aprofundou a ideia fluídos, de influencia magnética e de intervenções do além – tanto das almas boas quanto das ruins, que prezam pelo atraso da evolução humana. Contudo, essa temática pode trazer muita confusão aos leitores que não são espiritas e que buscam somente conhecer as teorias essa doutrina.
     A obra tem um caráter informacional inquestionável, contudo, Robson soube também narrar sua história, envolvendo o leitor como nunca. Essa artimanha chamou a atenção, além das histórias paralelas que me distraiam durante a leitura. Também, houve momentos épicos, que, com a ajuda de citações bíblicas, fizeram as previsões me arrepiarem.
     Mais que isso, a mensagem de Ângelo Inácio é inspiradora, pois nos faz ter esperança de tempos melhores; nos faz ver as dificuldades e as crueldades do mundo com outros olhos. Foi de extrema importância esse livro na minha vida, principalmente agora, que o Brasil está passando exatamente pelo o que foi previsto em O Fim da Escuridão.


Oi, gente! Hoje trago os livros que serão lançados nesse mês de março por duas grandes editoras brasileiras. Os lançamentos são diversos esse mês e prometem abranger vários tipos de públicos. Confira abaixo suas capas e sinopses!

E D I T O R A  I N T R Í N S E C A

Pequenas grandes mentiras - Depois do sucesso de O segredo do meu marido, a autora australiana Liane Moriarty apresenta um livro ousado sobre as perigosas meias verdade que contamos a nós mesmos para sobreviver. Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre. Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou? Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada. Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline. Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade. Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida. Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada. Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Ordem

E se a sobrevivência dos seres humanos dependesse do deslocamento de milhares de cidadãos para uma enorme cidade subterrânea, com gigantescas telas de TV transmitindo imagens desoladoras do mundo do lado de fora e ninguém fosse autorizado a sair? Esse é a história de Silo, a série escrita por Hugh Howey que desbancou Guerra dos Tronos na lista de livros de ficção científica mais vendidos na Amazon. No primeiro livro da série, a heroína era Juliette, uma mecânica nascida nos subterrâneos. A narrativa de Ordem, que alterna passado e presente, começa em um período anterior ao descrito em Silo, explicando como o mundo de Juliette foi transformado. São apresentados ao leitor um portador do século XXIII; um senador da Geórgia num futuro próximo; um garoto abandonado, cuja história termina quando a de Juliette começa, e Troy, que acorda em 2110 sem saber quem é. Em Ordem, os personagens escapam da morte ao serem congelados em cápsulas criogênicas, sendo acordados de tempos em tempos para tomar remédios, realizarem alguns trabalhos alienantes e depois dormir outra vez. O livro volta no tempo, ao ano de 2049, revelando as decisões tomadas por alguns poucos poderosos, responsáveis por bilhões de mortes que deixarão a humanidade em vias de extinção. Hugh Howey apresenta aos leitores um mundo pós-apocalíptico, com os poucos seres humanos restantes sobrevivendo à atmosfera tóxica do planeta Terra em um silo subterrâneo. A narrativa torna-se claustrofóbica e contrita à medida que a humanidade é forçada a viver no silo e a tomar medicamentos que a fazem esquecer a destruição infligida aos amigos e parentes. Ao contar uma história que se passa em um futuro bem próximo, Howey cria um apocalipse totalmente convincente e, à medida que revela as camadas de seu mundo distópico, pavimentando o caminho para a sequência da série, "Legado".


Filhotes submarinos  Seth Casteel, o fotógrafo que levou o Instagram e o mundo à loucura com suas imagens divertidas e inusitadas de cães embaixo d’água tentando abocanhar bolinhas e outros brinquedos, volta às piscinas acompanhado agora dos filhotes mais elétricos, apaixonantes e engraçados que já se viu. Em mais de 80 cliques inéditos, Casteel retrata os cachorrinhos na primeira fase da vida, quando ainda estão começando a descobrir o mundo. Cheios de energia e disposição, os filhotes se jogam na água sem medo, ansiosos para resgatar uma bola de tênis ou simplesmente brincar. — em cada imagem vemos um espectro de reações ao mesmo tempo selvagens e adoráveis, insanas e engraçadas, mas todas, sem dúvida, apaixonantes.


A arte de pedirCantora e compositora, ícone indie, feminista, mulher de Neil Gaiman, agitadora e mobilizadora de multidões online: Amanda Palmer é um retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público. Após desligar-se de sua gravadora, Amanda recorreu ao então recém-lançado Kickstarter, site de financiamento coletivo, para conclamar os fãs a colaborar financeiramente para a produção do próximo álbum de sua banda. O projeto arrecadou mais de 1 milhão de dólares, recorde que chamou atenção tanto da imprensa como da indústria fonográfica. Desse episódio surgiu o convite para uma celebrada palestra nos TED Talks. O tema: saber pedir. Desdobramento inevitável da palestra homônima, o livro A arte de pedir trata essencialmente de recorrer ao outro, sem temor, sem vergonha e sem reservas. Por que não pedimos ajuda, dinheiro, amor, com a mesma naturalidade com que pedimos uma cadeira vazia num restaurante ou uma caneta, na rua, para fazer uma anotação? Pedir é digno e necessário, e é a conexão entre quem dá e quem recebe que enriquece a vida humana, defende Amanda. Longe de ser um manual sobre como pedir, o livro é uma provocação bem-vinda e urgente, que incita o leitor a superar seus medos e admitir o valor de precisar e doar ajuda, sempre.


A Última Dança de Chaplin Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida. Enquanto espera o encontro fatídico, Chaplin escreve uma carta para o filho, contando a ele seu passado: da infância pobre na Inglaterra, com o pai alcoólatra e a mãe louca, ao auge do sucesso nas telas de cinema dos Estados Unidos, passando pelo circo, pelo vaudeville e por empregos estranhos, como tipógrafo, boxeador e embalsamador. Ao revisitar a seu modo a trajetória do gênio da comédia, combinando elementos reais à mais pura ficção, Fabio Stassi narra também a história do próprio cinema e de como aquele simples feixe de luz sobre uma tela branca incendiou a imaginação de toda uma nação. Stassi soube captar a alma de Chaplin e conduz com habilidade o leitor por uma narrativa bela e comovente.


Livro: Sem Esperança
Título original: Losing Hope
Autor (a): Colleen Hoover
Editora: Galera
Páginas: 320
ISBN: 9788501065124
Sinopse: "Sem Esperança - Assombrado pela culpa e pelo remorso por não conseguir salvar Hope nem Less, Holder desenvolveu uma personalidade agressiva. Mas, quando finalmente se depara com Hope depois de tantos anos, não poderia imaginar que o sofrimento seria ainda maior após o reencontro. Em Sem esperança, Holder revela como os acontecimentos da infância de Hope, que agora se chama Sky, afetaram sua vida e sua família, fazendo-o buscar a própria redenção na possibilidade de salvá-la. Mas é apenas amando Sky que ele finalmente será capaz de começar a se reconciliar com si mesmo."

 SÉRIE "HOPELESS"
    1.  Um Caso Perdido
    2.  Sem Esperanças
    3.  Em Busca de Cinderela



O livro é o segundo volume da série Hopeless, e, apesar de poder ser lido individualmente, sem o primeiro, é recomendado ler a série na ordem correta, já que não se entenderá completamente muitos fatos. 

    Dean Holder viu sua vida mudar no dia em que, quando criança, viu sua vizinha e melhor amiga, Hope, ser levada por um desconhecido. Ele e sua irmã gêmea, Less, nunca pararam de procurar por ela desde então. Agora, contudo, Less cometeu suicídio e deixou Holder sozinho — sozinho com a culpa por não ter salvo a irmã no presente, assim como não salvou a melhor amiga no passado. Sentindo-se desolado, incapaz de cuidar das duas pessoas que mais amou na vida, ele se envolve em muitas confusões, e, depois de uma briga especialmente feia, é obrigado a ir morar com seu pai em outra cidade. 
   Recém chegado na cidade que abandonou um ano atrás, Holder reencontra sua mãe e, por consequência, sua antiga vida. Ele conhece, por acaso, Sky, uma menina que parece lhe atrair de maneira inexplicável — e que, ao mesmo tempo, lhe lembra a doce Hope de seu passado. Ele tenta se aproximar dela, mas parece fazer tudo de maneira errada, gerando uma série de maus entendidos com a menina. Quem será ela, e será que o começo de relacionamento eles estabeleceram será capaz de resistir aos tantos segredos que Holder esconde?
    
   Se há algo que precisa ser dito e é absoluto sobre Colleen Hoover, é o seguinte: eis uma autora que sabe como prender um leitor às suas obras. Recentemente, devorei Um Caso Perdido (o livro anterior da série; confira a resenha aqui!) em questão de horas, e devo esclarecer que o mesmo ocorreu com Sem Esperança. Depois de ter gostado da primeira história, mas, ao mesmo tempo, não ter conseguido ignorar os defeitos dela, não tinha grandes expectativas para o segundo volume da série — já que a história, afinal, é a mesma —, e, mais uma vez, fui surpreendida pela habilidade da autora. 
   Sem Esperanças é um livro que traz como ponto forte sua intensidade. Nada com Holder é simples, isso fica bem claro em Um Caso Perdido, mas só agora entendemos até onde vão os problemas do rapaz: é dessa forma que o livro, tratando de temas leves, ao mesmo tempo ressalta pontos sombrios, como a dor da perda, a culpa e um tipo de sofrimento que pode vir do fundo da alma de uma pessoa. 
   Algo que me chamou atenção sobre a obra foi justamente isso: a maestria da autora em, ao mesmo tempo que possui um enredo cheio de leveza — com direito a conversar descontraídas entre Holder e Daniel, seu amigo, e cenas hilárias com Sky e Breckin —, conseguir inserir a ele uma quantidade da drama e dor quase palpável. Isso é algo que merece congratulações, pois Hoover conseguiu administrar tais aspectos de uma maneira tão natural que é difícil notá-los até parar para refletir sobre o livro. 


   Narrado em primeira pessoa pelo próprio Holder, também agora se torna conhecida ao leitor a verdadeira face desse personagem tão controverso. Se no primeiro volume da série tínhamos os flashbacks de Sky para variar o enredo, dessa vez a jogada com Holder são cartas fúnebres a sua irmã, no presente falecida há um ano, Less. É através das cartas que o personagem coloca para fora toda sua dor e abre o jogo sobre seus sentimentos, algo raro para ele, mas que consegue fazer apenas com Less — e, agora, com Sky. 
   O interessante sobre a narrativa da autora, creio eu, é o fato de ela ir construindo-a aos poucos, sem nos dar tantas informações sobre os personagens e os permeios da história deles. Desse modo, as coisas são reveladas ao leitor com o tempo, deixando uma considerável parte dos detalhes para ele mesmo resolver. Isso é algo muito bem pensado, sim, e que exige certo esforço da autora; mas, ao mesmo tempo, devo dizer que tal detalhe me incomodou em partes do livro. Deixe-me explicar melhor...
    Holder é um tipo de personagem quando narrado pelo pronto de vista de Sky, em Um Caso Perdido, é o tipo de cara um pouco briguento, teimoso e estourado, mas que consegue ser realmente doce e amável com a menina pelo qual está se apaixonando. Até o final do primeiro livro (e, não, não contarei spoilers!) entendemos boa parte de seu comportamento e vemos que ele é, na verdade, uma pessoa boa que não soube lidar muito bem com a culpa e o peso da morte da irmã. Até aí, tudo bem. 
   Foi justamente por isso que, ao entender o que a autora tentou fazer com seu personagem nesse segundo livro, não pude deixar de ficar um tanto chateada. Muita coisa, muitas atitudes do garoto, agora são tidas como mal entendidos, e senti que Hoover acabou criando uma "explicação" para cada vez que Holder conseguiu, em Um Caso Perdido, deixar o leitor com raiva ou receoso por seu comportamento. A impressão que me foi passada foi a de que a autora tentou arrumar todos os defeitos de seu personagem, e isso acaba ficando forçado demais, mas não da maneira usual. 
   Não é que eu não entenda, nem ache que tais explicações ficaram "manipuladas"; pelo contrário, consegui entender cada coisa muito bem e tudo é eximiamente esclarecido. Mas é aí que mora o problema. Com tanta explicação e justificativa, pareceu, sob um olhar mais crítico, que o personagem não tinha nenhum defeito. Se tudo o que ele fez foi "explicado" pela culpa ou por certo pensamento que passou por sua mente, o garoto que Sky enxerga no primeiro livro, estourado e um tanto violento com os outros, não existe; e, assim, fiquei me perguntando se quem narra Sem Esperança não é alguém completamente diferente de quem é descrito em Um Caso Perdido. 



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Oi, gente! Hoje começa aqui no blog uma promoção em parceria com a Editora Arqueiro, que gentilmente cedeu um exemplar do livro "Paixão Sem Limites", da Abbi Glines, para sortearmos entre nossos leitores. Por favor, leiam atentamente as regras antes de participar. Lembrando que o livro já foi resenhado aqui no blog!


a Rafflecopter giveaway

REGRAS E ESCLARECIMENTOS
1- Para participar é necessário ter endereço de entrega no Brasil.
2- Se inscrever utilizando o formulário Rafflecopter acima. (Dúvida? Leia esse tutorial no UMO Blog)
3- O ganhador receberá um e-mail, e deverá responder enviando seus dados em até 72 horas. Caso não haja resposta do ganhador, um novo sorteio será feito.
4- A entrada "Compartilhar a imagem no Facebook" pode ser feita mais de uma vez. Para compartilhar a imagem mais de uma vez, contudo,  é necessário compartilhar a imagem no mesmo dia em que preencher o formulário. Ou seja, o compartilhamento precisa ser feito no mesmo dia em que você fizer a entrada no Rafflecopter; se você voltar a dar entrada no sorteio em outro dia, precisa de outro compartilhamento.
5- O sorteio começa dia 04/03 e termina dia 05/04. O resultado sai nesse mesmo post. 
6- A Editora Arqueiro é responsável pelo envio do livro. O blog não se responsabiliza pelo envio, e nem pelo possível extravio dos correios.
7- Se o ganhador não cumprir devidamente as regras (que serão, sim, conferidas), será desclassificado sem aviso prévio. 
8- As entradas correspondentes a comentários em postagens só serão validadas se os comentários forem pertinentes ao conteúdo do post. Comentários como "gostei da capa" e "muito interessante" não serão validados. 

"E que a sorte esteja sempre com você!"


A editora Arqueiro acabou de confirmar outra autora na Bienal do Livro deste ano, que será sediada no Rio de Janeiro. Além de Julia Quinn, teremos Colleen Houck! Isso mesmo, a autora da série "A Maldição do Tigre" virá para nosso evento! 


Além disso, um novo livro foi confirmado para ser publicado na Bienal! Reawakened será lançado em agosto nos Estados Unidos, e um mês depois o livro provavelmente sairá através da editora Arqueiro.


Sinopse: Quando Lilliana Young, com dezessete anos, entra no MAM (Metropolitan Museum of Art) em uma manhã durante suas férias de primavera, a última coisa que espera encontrar é um príncipe egípcio vivo com poderes divinos que despertou mil anos após sua mumificação. E ela realmente não pode imaginar ser escolhida como ajudá-lo em uma épica aventura que os levará ao redor do mundo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade. Mas o destino se apoderou de Lily, e ela, junto com seu príncipe do sol, Amon, deve viajar ao Vale dos Reis, acordar seus irmãos, e parar um sombrio deus chamado Seth de apoderar-se do mundo.

Quem aí acompanha a série? Gostaram da novidade? Esperamos que nessa Bienal todos consigam chegar até seus escritores preferidos! 


Livro: Filha da Ilusão
Título original: Born of Ilusion
Autor (a): Teri Brown
Editora: Valentina
Páginas: 288
ISBN: 9788565859295

TRILOGIA "HERDEIROS DA MAGIA"
    1.  Filha da Ilusão
    2.  Born of Deception (sem previsão de lançamento no Brasil)
    3.  Born of Corruption (sem previsão de lançamento no Brasil)

   Anna Van Housen é uma ilusionista talentosa. Longe de ser uma garota comum, Anna, aos dezesseis anos, viaja para diferentes lugares com sua mãe, que se denomina Madame Marguerite, uma médium dotada de poderes sobrenaturais. Anna é assistente no show de Marguerite, auxiliando a mãe nos truques e abrindo o espetáculo com pequenos truques de ilusão. Mas, ao contrário de sua mãe, que é uma fraude, Anna possui verdadeiros dons. 
   Capaz de sentir as emoções das pessoas, falar com espíritos e prever o futuro, a jovem sabe o perigo que corre se fosse descoberta; sua mãe, apesar de amá-la, tem a si mesma como prioridade, e não suportaria ver alguém mais tirando a atenção dela. Ciente de que não é capaz de controlar seus dons completamente, Anna lida com eles evitando-os da melhor forma que pode, ao mesmo tempo em que cuida da casa e, sendo a adulta da pequena família, de sua mãe e das contas. 
   Quando um intrigante rapaz chamado Cole se muda para o apartamento vizinho, Anna sabe que ele possui algo diferente de todas as pessoas que já conheceu. Eles desenvolvem uma boa relação de cara, mas parece sempre haver algo a mais acontecendo na vida de Cole. Anna não entende completamente o que está acontecendo, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as mudanças ocorrendo abruptamente em seus dons; será Cole a chave para todas as respostas?

    Filha da Ilusão é um livro que consegue chamar a atenção do leitor se muitos esforços; se a linda capa (tanto da edição brasileira, quanto a original) já não fizer tal trabalho, a premissa instigante com certeza irá. Já estava de olho no livro há algum tempo, então, resolvi finalmente satisfazer minha curiosidade ao solicitá-lo para a Valentina, e não posso dizer que me arrependo: trata-se de um dos melhores livros do gênero que já li.
    O plano de fundo da história é a Nova York da década de vinte, nos Estados Unidos, onde a lei seca estava em vigor e o miticismo em alta. Como qualquer boa apreciadora de livros históricos, não posso deixar de dizer que esse fato contribuiu, sim, para meu interesse: mas também preciso frisar que a cada página que lia da obra, tinha uma surpresa.
    É incrivelmente perceptível a extensa pesquisa realizada por Teri Brown sobre tudo o que envolve a época que a autora resolveu pintar em seu livro. A sociedade, a ambientação e os costumes, tanto quanto o modo de vida de todas as classes, são perfeitamente retratados, com uma magnitude de detalhes que impressiona até mesmo aqueles que não são fãs de história. Isso foi algo que me conquistou rapidamente, pois é comum o autor da obra em que o foco é outro deixar detalhes tão significativos como esses de lado, e, felizmente, isso foi algo que Brown não cometeu.
    A narrativa é em primeira pessoa, sob o ponto de vista da Anna, e confesso que essa foi uma das poucas vezes na qual eu fiquei contente com o modo como tudo era retratado; geralmente, prefiro narrações em terceira pessoa, devido a possibilidade de um ponto de vista maior. Todavia, a primeira pessoa, nesse caso, foi brilhantemente bem usada: tanto para descrever os dons de Anna, quanto para manter o mistério que cercava o enredo.
   Particularmente, fiquei muito envolvida pelo modo como Brown escreve. Creio que ela possui uma narrativa detalhada, mas razoavelmente simples; todavia, o que chama atenção é o fato de a autora conseguir procrastinar a história como poucos autores, sem deixá-la desinteressante. Na primeira metade do livro, por exemplo, não há nenhum evento realmente significativo: ao leitor é contado muito pouco, e, ainda sim, a história é bem viciante, difícil de parar de ler.


   Acredito ser essa expectativa o ponto alto de todo o livro. Adorei a maneira como, mesmo quando era possível saber que a história ainda precisava de mais informações para o desenvolvimento e que nada estava realmente acontecendo, minha expectativa sempre estava a postos, sabendo que algo estava prestes a acontecer.
    Anna, por sua vez, é umas das melhores (se não a melhor!) personagens adolescentes que já li sobre. Sim, a menina possui apenas dezesseis anos, mas consegue ser muito mais responsável e inteligente que a própria mãe — que, a propósito, consegue deixar até a pessoa mais calma revoltada! —, e é livre dos dramas e discursos de auto-piedade tão recorrentes em livros teen. Muito bem explorada, também, é a estranha relação que mãe e filha possuem, e espero poder ver tal aspecto da vida da protagonista se desenvolver mais ainda nos próximos livros.
    Os personagens em geral, por sua vez, são muito bem criados. Gostei do modo como a autora soube criar pequenas — mas importantíssimas! — aparições para todos, sem tirar o foco da trama de Anna, ao mesmo tempo que fornecia todo um plano de fundo para os demais. Demais que eram, a propósito, numerosos para um livro razoavelmente curto, resultando em um desfecho muito bem desenvolvido.


Essa é uma POSTAGEM FIXA. Para ver as postagens recentes, desça a página. 

      É isso mesmo, pessoal! Depois de dois anos de blog, pretendemos aumentar nossa família! Já recebemos o contato de várias pessoas interessadas em postar no blog, e como é uma ótima oportunidade de reconhecimento para nossos leitores, decidimos abrir vagas para quem se interessar em ter uma coluna OU ser um resenhista de livros aqui no blog.
       O Palácio de Livros está interessado em resenhistas para séries de televisão e filmes, e também procuramos um (a) resenhista de livros,  mas, caso você tenha um ideia diferente para postar, fique a vontade em se inscrever e nos apresentar melhor a sua proposta.

POR FAVOR, ATENÇÃO! ANTES DE SE INSCREVER LEIA TODOS OS ESCLARECIMENTOS ABAIXO.

   E S C L A R E C I M E N T O S
1- Será selecionado, entre os candidatos, um postador que terá um coluna fixa no blog. Há a possibilidade de selecionarmos um resenhista de livros E um de filmes/séries. Não há um número determinado de colunistas, analisaremos todas as propostas.
2- DETALHES DAS VAGAS: 
* RESENHISTA DE LIVROS: A (o) resenhista de livros receberá, de nós, uma quantidade de livros a ser combinada para resenhar por mês. A (o) resenhista também poderá fazer a resenha de livros de sua preferência.
* RESENHISTA DE FILMES/SÉRIES: A (o) resenhista terá um dia específico do mês para fazer sua postagem, sobre o assunto de sua escolha. A coluna será fixa, mas os detalhes serão acertados com o escolhido sob sua preferência
3-  Não toleraremos plágio. Qualquer postagem feita pelo colunista será de sua total responsabilidade e autoria. 
4 - Não toleraremos conteúdos abusivos, que demonstrem qualquer tipo de preconceito e racismo.
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Olá, pessoal! A editora Arqueiro acaba de divulgar a capa e sinopse do livro "A Transformação de Raven", do autor da série "Inferno de Gabriel", Sylvain Reynard. O livro já está em pré-venda em alguns sites. Confira a capa e sinopse abaixo!

Sinopse: "Por amor ela vai desafiar todas as regras do mundo e do submundo. Florença, o berço do Renascimento. Um lugar culturalmente fervilhante, perfeito para quem quer esconder segredos ou está em busca de uma segunda chance. Como a doce Raven, que se muda para a cidade na tentativa de esquecer os traumas do passado e se dedicar à sua maior paixão: a restauração de pinturas renascentistas. Um dia, voltando para casa do trabalho na Galleria degli Uffizi, sua vida muda para sempre. Ao tentar evitar o espancamento de um sem-teto, Raven é atacada. Sua morte parece iminente, mas seus agressores são impedidos e brutalmente assassinados. Assustada e prestes a perder os sentidos, ela só consegue vislumbrar uma figura sombria que sussurra: Cassita vulneratus. Ao despertar, Raven faz duas descobertas perturbadoras: uma semana se passou desde o ocorrido e ela se transformou por completo. Quando volta ao trabalho, mais uma surpresa: alguém conseguiu burlar o sofisticado sistema de segurança da galeria e roubar a inestimável coleção de ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia. Em busca da verdade, Raven cairá diretamente nos braços do Príncipe de Florença – tão belo quanto poderoso, tão sedutor quanto maligno –, que lhe apresentará um submundo de seres perigosos e vingativos, cujas leis ela precisa aprender depressa se quiser se manter viva e salvar os que a cercam. A transformação de Raven marca o início da série Noites em Florença, cujos personagens foram apresentados em O príncipe das sombras."

Confesso ter achado a história, pela sinopse, um tanto clichê, mas devo admitir que pelo fato de ser um romance histórico, me chamou atenção. O que acharam? Alguém já garantiu seu exemplar?



Livro: A Revolução dos Bichos
Título original: Animal Farm: a Fairy Story
Autor (a): George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 153
ISBN: 9788535909555

Sinopse: A Revolução dos Bichos - Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

George Orwell era o pseudônimo de Eric Arthur Blair, nascido na Índia, e que se tornou um renomado escritor inglês. Conhecido pelos seus livros cheios de metáforas e complexas lógicas publicou na editora Companhia das Letras, além de “A Revolução dos Bichos”: “1984”, “Na Pior em Paris e Londres”, “Como Morrem os Pobres e outros Ensaios” entre outros. Confira a resenha a seguir.

     Cansados de serem explorados por Jones na Granja Solar, os animais se juntaram e fizeram uma grande rebelião, tomando o lugar, expulsando seu dono, e fazendo suas próprias regras. Liderados pelos porcos, que eram totalmente intelectuais – principalmente o porco Napoleão e o Bola-de-Neve – retomaram os trabalhos dos “homens” e criaram o sistema “Animalismo” onde havia sete mandamentos que proibiam contato com humanos ou com seus costumes.

1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo
3. Nenhum animal usará roupas
4. Nenhum animal dormirá em cama
5. Nenhum animal beberá álcool
6. Nenhum animal matará outro animal
7. Todos os animais são iguais

     Os primeiros meses foram prósperos. Os animais tinham mais lazer, podiam comer mais, e gozavam de uma liberdade muito maior sem os humanos por perto. Contudo, algumas dificuldades apareceram e os animais ficaram cada vez mais intrigados com a chegada dos “maus tempos” que se aproximava com o inverno.
     E, apesar de Napoleão e Bola-de-Neve compartilharem de ideias parecidas, logo o conflito entre esses dois líderes se iniciou. Não demorou muito para que Napoleão expulsar Bola-de-Neve através de seus cachorros bravos; e a difamá-lo. Porém, o que deixou os bichos mais perplexos ainda foi o fato dos porcos começaram a ultrapassar os mandamentos. Eles sempre achavam um jeito de modificar a interpretação de cada mandamento que infringiam.

     “Todos pensavam que o Quinto mandamento era “Nenhum animal beberá álcool” mas haviam esquecido duas palavras. Na realidade, o mandamento dizia “Nenhum animal beberá álcool em excesso”.

     As guerras também chegavam à Granja dos Bichos. Os humanos queriam retomar o controle, e Napoleão parecia muito preocupado com a possibilidade de traição. Um dia, sem avisar, ele mandou matar qualquer animal que fosse simpatizante das ideias de Bola-de-Neve. O caos estava implantado. Quando os animais perceberiam que estavam vivendo uma brutal ditadura?


     É muito importante lembrar que “A Revolução dos Bichos” é um livro inteiramente metafórico e simbolista. A mensagem do livro não se restringe a esses personagens animais; mas sim à fatos históricos da humanidade que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial beirando a Guerra Fria. George Orwell, um verdadeiro gênio, utilizou de uma grande “sátira” para criticar a atitude de vários líderes da época.
     E a sagacidade do autor não para por aí: Orwell se ateve a detalhes. Estes minuciosos detalhes acrescentaram muito no meu entendimento da história mundial.
    Como muitos estudantes, acabei conhecendo a Guerra Fria de modo raso e rápido no colégio, portanto, eu sabia a história geral e, apesar de saber, eu não compreendia como tudo aconteceu. Já nesse livro, todos os fatos – mesmo camuflados por uma engenhosa fábula – são minunciosamente apresentados, de modo que ficou muito fácil assimilar o contexto histórico.
     Contudo, saber história e ter conhecimentos de mundo é essencial para não se perder nessa leitura. Como saber que o porco é um famoso líder, se você dormiu nas aulas de história? Como saber quem Sr Jones representava, se você não estudou para aquela prova chata sobre a Inglaterra na Segunda Guerra Mundial? Como saber qual sistema está por trás do metafórico termo “Animalismo”? “E quem é Stálin e Trotski mesmo?” É extremamente importante saber a diferença de Socialismo Utópico, Científico e Real, por exemplo. Sem saber esses pequenos conceitos – e muitos outros que eu não citei – não há como ter uma conclusão correta de “A Revolução dos Bichos”.
     E mesmo sendo uma obra cheia de propensão – ainda mais para época que foi lançada –, o pensador fez um enredo demasiadamente simples, sem muitos desafios. A narrativa de George Orwell é envoltória, e nada monótona, sendo simples do modo que é. Acreditei que eu cansaria de ler um livro tão lógico e codificado, mas o autor soube suavizar ao máximo sua mensagem. Na realidade, desde o inicio da leitura, nasceu uma curiosidade tamanha em mim que foi quase impossível largar esse livro.


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